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- Terremoto na Venezuela é o mais forte desde 1900
CARACAS - O terremoto de magnitude 7,5 que atingiu a Venezuela nesta quarta-feira, 24, foi o mais forte registrado no país em mais de um século, segundo dados históricos do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). De acordo com o órgão, o último abalo de intensidade superior ocorreu em 29 de outubro de 1900, quando um tremor de magnitude estimada em 7,7 atingiu a região ao norte de Caracas e provocou danos significativos. O desastre de ontem atingiu a magnitude 7,2 registrada às 18h04 (horário local), cerca de 200 quilômetros a oeste da capital venezuelana. Minutos depois, um segundo terremoto de 7,5 atingiu a região, seguido por uma série de réplicas. O USGS classificou o evento como uma catástrofe com potencial para causar impactos de grande magnitude. Com base em modelos que consideram fatores como densidade populacional e vulnerabilidade das construções, o órgão americano divulgou estimativas que apontam para cenários de grande variação no número de vítimas. Segundo o órgão, há 42% de probabilidade de que o total de mortos fique entre 10 mil e 100 mil pessoas. As projeções contrastam com o balanço oficial divulgado até o momento pela presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, que confirma 164 mortos e mais 971 feridos. O USGS explica que as estimativas levam em conta fatores como a densidade populacional das áreas afetadas e os tipos de construção predominantes. Segundo a agência, muitas edificações da região apresentam vulnerabilidade a terremotos, especialmente estruturas de tijolo, alvenaria não reforçada e blocos de adobe. Além das perdas humanas, o órgão estima impactos econômicos significativos. Os prejuízos podem variar entre 1% e 7% do Produto Interno Bruto (PIB) da Venezuela, dependendo da extensão dos danos e da evolução das operações de emergência. ** Com AFP **
- Corte restabelece política de deportação acelerada nos EUA
Imigrantes precisam provar permanência no país por 24 meses WASHINGTON - O Tribunal de Apelações do Circuito de Washington decidiu nesta terça-feira, 23, que o governo pode acelerar as deportações de imigrantes irregulares que estão há menos de dois anos nos Estados Unidos. A partir da agora, os estrangeiros que não conseguirem provar que vivem nos EUA por pelo menos 24 meses consecutivos estão sujeitos ao procedimento de deportação acelerada (expedited removal), o qual autoriza as autoridades de imigração a remover um indivíduo do país sem uma audiência perante um juiz de imigração. Anteriormente, um tribunal de primeira instância havia bloqueado a manobra do governo — datada de 21 de janeiro de 2025 — de expandir a política para além dos migrantes detidos em um raio de aproximadamente 160 quilômetros de uma fronteira terrestre e dentro de 14 dias após a chegada. Os juízes Justin Walker e Neomi Rao, ambos nomeados por Trump, posicionaram-se a favor da administração republicana. O juiz Robert Wilkins, indicado pelo ex-presidente Barack Obama, manifestou divergência. O voto majoritário, redigido por Walker, rejeitou os argumentos dos autores da ação de que a política expandida violava o direito constitucional ao devido processo legal. O Consultor Jurídico Geral do Departamento de Segurança Interna, James Percival, celebrou a decisão na rede social X, afirmando que o tribunal do Circuito de Washington "validou" a posição do governo. "Durante anos, o DHS limitou arbitrariamente a remoção expedita a um prazo de 14 dias, embora a medida se aplique a estrangeiros em situação irregular que entraram ilegalmente no país nos últimos dois anos. Hoje, o Circuito de D.C. validou nossa decisão de aplicar a lei conforme redigida", avaliou o Percival, acrescentando que "não é tarde demais" para a autodeportação e para receber o auxílio financeiro de US$ 2.600. "A iniciativa do governo Trump de promover deportações aceleradas sujeitará pessoas a um sistema injusto e propenso a erros. Essa decisão mina o princípio fundamental de que as pessoas têm direito ao devido processo legal quando o governo busca deportá-las", afirmou Anand Balakrishnan, advogado sênior do Projeto de Direitos dos Imigrantes da ACLU (Associação dos Direitos Civis) que encabeça a ação contra o governo. "Estamos analisando os próximos passos", concluiu Balakrishnan. **Da Redação**
- Justiça nega fiança para brasileiro acusado de tentativa de homicídio em Martha's Vinneyard
Caldeira durante audiência na segunda-feira com a roupa suja de sangue TISBURY - O brasileiro Brandão Geraldo Alves Caldeira, 38 anos, está preso sem direito a fiança após ser preso em flagrante na noite de domingo, 21, e acusado de tentativa de homicídio em Tisbury, na ilha de Martha's Vinneyard, em um caso de violência doméstica. Ele alega inocência. Na segunda-feira, 22, no Tribunal Distrital de Edgartown, Caldeira, que vestia uma camiseta suja de sangue, foi indiciado por tentativa de homicídio, agressão contra membro da família, ameaça de cometer crime, intimidação de testemunha, jurado, policial ou funcionário do tribunal, agressão com arma perigosa, agressão e destruição maliciosa de propriedade avaliada em mais de US$ 1,2 mil. Segundo o Boletim de Ocorrência, Caldeira estava debruçado em cima da mulher e falava alguma coisa em seu ouvido quando a polícia chegou após ser acionada por vizinhos por volta das 22h45. Os policiais de Tisbury, com a ajuda da Polícia de Massachusetts, precisaram usar a força para afastá-lo da mulher. A faca usada no ataque foi recuperada na cena do crime. O BO destaca que a vítima estava semiconsciente e coberta por sangue com um corte profundo no braço esquerdo. Sem dar detalhes, as autoridades afirmam apenas que a mulher se recupera de ferimentos graves no hospital Martha’s Vineyard. De acordo com testemunhas que estavam no prédio residencial no Cook Road, Caldeira atacou a mulher durante uma discussão. Ele agarrou a vítima pelos cabelos enquanto segurava uma faca na outra mão, a levou para o andar de cima, arrombou a porta de um vizinho e apontou a faca contra ele, fazendo com que os moradores caíssem sobre uma mesa. Em seguida, Caldeira agarrou a vítima novamente e voltou para o andar de baixo, ameaçando matar a vítima e várias testemunhas. O relatório também listou danos em portas que foram completamente arrancadas, buracos em uma parede e outros danos à propriedade. A Manchete USA não conseguiu contato com a defesa até a publicação dessa matéria. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)
- ICE diz que homem que atropelou agente está sob custódia
Agente do ICE socorrido com ferimentos leves STAFFORD TOWNSHIP - O homem acusado de atropelar um agente do ICE em Nova Jersey foi preso na manhã desta terça-feira, 16, ao procurar atendimento médio para um ferimento à bala, quase 24 horas após o incidente, informaram as autoridades. Mas uma rádio local diz que homem identificado como foragido pela agência federal está no Peru há mais de três meses. Na tarde de ontem, o ICE divulgou que Friedrich Castillo-Ormeno, um peruano com ordem de deportação emitida em 30 de janeiro, fugiu de uma abordagem na rota 72, ferindo um agente. O ICE não confirma se o homem sob custódia trata-se da mesma pessoa que buscavam na operação da manhã de segunda-feira. Imagens da câmera de segurança de um restaurante mostram a van parada no sinal vermelho, na intersecção Manahawkin, sendo cercada por carros do ICE por volta das 9h30. Quando os agente saíram dos veículos, o motorista posicionou a van entre as viaturas e os agentes, avançou e parece ter encostado em um deles que caiu. Os policiais revidaram com tiros. Mas horas depois da identificação do suspeito, a rádio New Jersey 101.5 recebeu uma mensagem de um homem com o mesmo nome. Ele contou que deixou os Estados Unidos há mais de três meses através do CBP Home - programa em que os imigrantes recebem dinheiro ao sair do país - e após enviar fotos de que já estava na nação de origem recebeu o incentivo do governo americano. O estrangeiro enviou à 101.5 o bilhete de passagem em nome de showing Friedrich Gotardo Kevit Castillo Ormeno saindo do aeroporto JFK, em New York, para Lima, no Peru, em 2 de março de 2026. Da Redação
- Gasolina dispara nos EUA após guerra no Irã e Trump manda investigar empresas
Presidente questiona porque os postos não estão reduzindo os preços WASHINGTON - O presidente dos Estados, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira, 24, que ordenou uma investigação sobre as principais empresas de petróleo devido aos preços elevados da gasolina, no momento em que o republicano enfrenta críticas pelo impacto da guerra no Oriente Médio. Os preços mundiais do petróleo dispararam depois que o Irã bloqueou o fluxo de petróleo pelo estratégico Estreito de Ormuz, em resposta aos ataques dos EUA e de Israel que desencadearam o conflito em fevereiro. "As grandes empresas de petróleo não estão reduzindo o preço nas bombas de forma condizente com a forte queda dos preços que estão pagando pelo petróleo", escreveu Trump em sua plataforma Truth Social. "Estes preços estão despencando! Em outras palavras, os consumidores estão sendo 'explorados'", acrescentou. O valor da gasolina é um tema politicamente sensível nos EUA, onde os veículos movidos a combustíveis fósseis são o principal meio de transporte de muitos americanos. Trump é alvo de críticas por iniciar a guerra contra o Irã e pelo impacto do conflito nos custos dos combustíveis pagos por milhões de pessoas à medida que se aproximam as eleições legislativas de novembro. Ele também é questionado por investir bilhões de dólares dos contribuintes na guerra, enquanto a inflação dispara no país. O presidente previu em diversas ocasiões que os preços dos combustíveis "despencariam" com o fim do conflito. Vários economistas, no entanto, contestam a afirmação e acreditam que os preços do petróleo devem levar meses para retornar aos níveis anteriores à guerra. Teerã e Washington alcançaram um acordo inicial que inclui a retomada do tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, mas temas como o programa nuclear iraniano continuam sendo motivo de disputa. Os preços da gasolina continuam acima dos níveis anteriores ao conflito, mas caíram desde o anúncio do pacto. O preço médio de um galão de gasolina comum era US$ 3,93 na terça-feira, segundo a Associação Americana de Automóveis (AAA). ** Com AFP **
- ICE prende brasileiro flagrado com carteira de motorista irregular
Brasileiro portava habilitação para dirigir carros de passeio WASHINGTON - O ICE divulgou na última semana a prisão do brasileiro Lins dos Santos Melo em uma operação na rodovia interestadual 81 na Virgínia. Ele foi flagrado dirigindo um carro com reboque sem a habilitação apropriada e fora do status imigratório. “Quando alguém assume o volante de um veículo desse porte sem o treinamento e as qualificações exigidas por lei, coloca em risco todas as famílias que compartilham aquela estrada", explica o diretor interino do ICE, David J. Venturella. Ao ser detido no dia 27 de maio, Melo portava uma carteira de motorista de Massachusetts comum e não uma CDL (carta de habilitação comercial). Em nota, o ICE destaca que aquele Estado oferece habilitação para estrangeiros indocumentados. "Lins Dos Santos-Melo não tinha base legal para permanecer nos Estados Unidos e nenhuma autorização legal para operar aquele veículo. O ICE continuará trabalhando com nossos parceiros da lei para identificar e deportar aqueles que desrespeitam nossas leis de imigração e de segurança pública", acrescente Venturella. Uma atualização de março das regras da Administração Federal de Segurança de Transportadoras Rodoviárias (FMCSA) afirma que somente aqueles que se encontram em situação imigratória legal nos Estados Unidos, incluindo portadores de um visto de não imigrante baseado em emprego, poderão obter uma CDL Permissão de Aprendizagem Comercial (CLP). Uma legislação para endurecer ainda mais o processo para imigrantes obter a licença comercial tramita no Congresso Federal. O Dalilah Law faz referência a uma menina de 5 anos que sofreu lesões cerebrais permanentes após ser vítima de um acidente causado pelo caminhoneiro Partap Singh, um indiano ilegal, em 2024. ** Da Redação **
- Justiça dos EUA nega julgamento à revelia de Moraes e autoriza AGU em ação de Rumble e Trump Media
Decisão favorável a Moraes garante direito de defesa TALLAHASSEE - A Justiça da Flórida autorizou, nesta terça-feira, 23, a entrada do governo brasileiro, por meio da AGU (Advocacia-Geral da União), para defender o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes no processo movido pelo grupo Trump Media e pela plataforma Rumble. Na mesma decisão, a magistrada Mary Scriven negou o pedido das plataformas para que Moraes fosse julgado à revelia, como pediam as empresas. A ação judicial contesta as ordens de bloqueio de contas em redes sociais emitidas pelo ministro do STF, alegando que tais medidas não podem ser executadas em território americano. As empresas argumentam que as determinações de Moraes violam a Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que protege a liberdade de expressão, além de infringirem leis federais de comunicações e políticas de reconhecimento de sentenças estrangeiras do estado da Flórida. Elas diziam que Moraes havia sido citado por email em maio, por meio de um procedimento alternativo autorizado pela própria corte, e que o prazo para resposta terminou em 15 de junho sem manifestação do ministro. Ao aceitar a entrada do governo brasileiro no caso, o tribunal acolheu o argumento de que o país é a "parte real interessada" no litígio. Diante disso, a juíza anulou uma diretriz anterior que exigia que as empresas pedissem o julgamento à revelia de Moraes e decidiu que tal pedido só poderá ser reapresentado no futuro, caso as questões jurisdicionais levantadas pelo Brasil sejam resolvidas. O governo brasileiro já apresentou uma moção para extinguir o processo, mas a Justiça adiou sua decisão final sobre o arquivamento do caso. O tribunal determinou que a Trump Media, ligada ao presidente Donald Trump, e a Rumble apresentem uma resposta formal aos argumentos da defesa brasileira dentro de um prazo de 14 dias, etapa considerada crucial para definir se a ação terá continuidade na Justiça americana. ** Com Reuters **
- Senado dos EUA adota resolução para limitar poderes de guerra de Trump
Resolução é simbólica já que não pode se transformar em lei WASHINGTON - O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira, 23, uma resolução que busca limitar os poderes de guerra do presidente Donald Trump e pode suspender, por exemplo, toda a ação militar ou ameaças feitas pelo líder republicano contra o Irã. O resultado evidencia um descontentamento crescente entre parlamentares, inclusive do mesmo partido do presidente, com a guerra, que é impopular. O resultado é mais simbólico do que prático, uma vez que se trata de um tipo de instrumento legislativo que não precisa da assinatura do presidente para entrar em vigor, mas que também não se transforma em lei, segundo o jornal The New York Times. A proposta foi aprovada por 50 votos a 48 e recebeu o apoio de quase todos os senadores democratas e de quatro republicanos. Só um representante do partido opositor votou contra a medida, e dois republicanos não participaram da votação. O texto já havia passado pela Câmara no início deste mês. A votação ocorreu durante negociações conduzidas pelo governo para a construção de um acordo de paz com o regime iraniano. Ainda não está claro, porém, qual será o impacto prático da resolução sobre o conflito ou sobre as tratativas diplomáticas em andamento. Pelo acordo firmado, os ataques entre as partes estão, ao menos por ora, suspensos. A resolução determina que Trump retire as forças dos EUA das hostilidades envolvendo o Irã. O governo, porém, diz que a proposta é inconstitucional e, por isso, não possui caráter vinculante. O Executivo argumenta que o Congresso não pode restringir dessa forma a autoridade do presidente como comandante das Forças Armadas. O alcance jurídico da resolução também divide especialistas. Embora represente uma demonstração formal da posição do Congresso, ainda não há consenso sobre sua capacidade de obrigar o governo a mudar sua atuação militar. Para Scott Anderson, pesquisador sênior da Brookings Institution e editor da publicação jurídica Lawfare, a tendência é que a Casa Branca ignore a medida. Segundo ele, a questão provavelmente acabará sendo discutida nos tribunais. "O Poder Executivo provavelmente ignorará a medida por motivos constitucionais, e não está claro quem teria legitimidade para entrar com uma ação judicial para fazê-la cumprir", disse ele à agência Reuters. Em 1983, a Suprema Corte dos EUA estabeleceu que, para produzir efeitos jurídicos fora do âmbito do Congresso, atos legislativos precisam, em regra, ser aprovados pelas duas Casas e encaminhados ao presidente, que pode sancioná-los ou vetá-los, segundo o New York Times. No entanto, os defensores da resolução aprovada nesta terça afirmam que as medidas relacionadas aos poderes de guerra têm uma lógica diferente. Eles argumentam que a Constituição atribui ao Congresso, de forma exclusiva, a autoridade para declarar guerra, o que justificaria um tratamento diferenciado nesses casos. Ainda assim, essa interpretação nunca foi julgada de maneira definitiva pela Suprema Corte. Por isso, especialistas dizem que o efeito da aprovação pelos parlamentares deverá, por ora, ser nulo. De qualquer forma, a aprovação nas duas Casas do Congresso aumenta a pressão sobre o governo Trump para buscar uma saída negociada para a crise. A medida representa ainda uma repreensão ao presidente e à forma como ele tem conduzido o conflito. A guerra começou em 28 de fevereiro e, desde então, tem gerado questionamentos sobre os custos políticos e estratégicos do envolvimento militar dos EUA. Na véspera, o vice-presidente dos EUA, J. D. Vance, afirmou que houve avanços nas negociações com o Irã e que o país persa concordou em permitir a entrada de inspetores nucleares da Agência Internacional de Energia Atômica. A declaração ocorreu na Suíça, durante a primeira rodada de negociações entre as partes para encerrar o conflito. Em declaração conjunta, Qatar e Paquistão, que atuam como mediadores, afirmaram que os EUA e o Irã concordaram com um roteiro para um acordo final em 60 dias e que as autoridades alcançaram "avanços encorajadores". Ainda de acordo com o jornal The New York Times, porém, a votação ocorreu em um momento em que os republicanos no Congresso manifestam ceticismo em relação ao acordo de cessar-fogo firmado por Trump com os iranianos. ** Com Reuters **
- Projeto para aumentar segurança de crianças nas redes ganha impulso no Congresso dos EUA
Congressistas buscam acordo para garantir privacidade de menores nas redes sociais WASHINGTON - O apoio está crescendo tanto na Câmara dos Representantes quanto no Senado dos Estados Unidos para iniciativas concorrentes destinadas a aprovar, ainda neste verão, uma legislação de segurança on-line para crianças. Isso aumenta as chances de um avanço após anos em que o lobby das grandes empresas de tecnologia e disputas partidárias impediram a aprovação das propostas. Os projetos ainda enfrentam obstáculos significativos, incluindo divergências entre as duas casas legislativas e questões não resolvidas sobre se a legislação afetará regulamentações estaduais relacionadas à inteligência artificial. No entanto, um acordo bipartidário anunciado na segunda-feira na Câmara, aliado a um novo senso de urgência no Senado, pode abrir caminho para um consenso. O acordo da Câmara, anunciado pelos líderes de um importante comitê, inclui uma disposição que exigiria que plataformas de mídia social, como a Meta e o Google, da Alphabet, configurassem por padrão fortes mecanismos de privacidade e segurança para menores de idade. “Ao empoderar os pais, estabelecer a segurança como configuração padrão, fortalecer a privacidade de crianças e adolescentes, aumentar a transparência em torno dos corretores de dados e responsabilizar as Big Techs, a Lei KIDS oferece as proteções do século XXI que os pais exigem e que nossas crianças merecem”, afirmaram em comunicado divulgado na segunda-feira o presidente do Comitê de Energia e Comércio, Brett Guthrie, e o principal democrata do colegiado, Frank Pallone. No Senado, a republicana do Tennessee Marsha Blackburn está defendendo sua própria proposta, que vai além da legislação aprovada pela Câmara. O projeto inclui uma cláusula de “dever de cuidado” (duty of care), que tornaria as empresas responsáveis por recomendar conteúdos que incentivem transtornos alimentares, bullying on-line e outros comportamentos potencialmente prejudiciais. Ela vem negociando com a Casa Branca um acordo para incluir essa linguagem em um pacote legislativo mais amplo voltado às leis estaduais sobre inteligência artificial. Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, Blackburn defendeu a imposição do dever de cuidado às plataformas de mídia social e enfatizou que a Casa Branca apoia sua abordagem. “Sem um dever de cuidado, as empresas de Big Tech manterão o status quo de colocar o lucro acima da segurança de nossas crianças”, afirmou Blackburn. “Não podemos deixar a segurança infantil on-line ao acaso, e é por isso que sou grata pelo fato de a Casa Branca ter sinalizado apoio ao dever de cuidado.” Empresas de tecnologia como a Meta há muito fazem lobby contra essa disposição, argumentando que ela poderia restringir a liberdade de expressão na internet e seria difícil de aplicar sem que as plataformas conhecessem a idade de seus usuários. A Casa Branca também tem pressionado Blackburn a vincular a Lei de Segurança On-line para Crianças (Kids Online Safety Act — KOSA) a um projeto que exigiria que lojas de aplicativos verificassem a idade de seus usuários, segundo uma pessoa familiarizada com as negociações. O senador democrata de Connecticut Richard Blumenthal, que trabalha com Blackburn na medida de segurança on-line, classificou o pacote aprovado pela Câmara como uma “capitulação tímida e sem força às Big Techs” e advertiu que ele está “morto no Senado e representa uma traição às famílias”. Entretanto, Blackburn está considerando adicionar um incentivo ao seu projeto para as principais empresas de tecnologia: a prevalência da legislação federal sobre as leis estaduais de segurança em IA. No ano passado, a Casa Branca tentou, sem sucesso, convencer o Congresso a aprovar uma moratória federal sobre leis estaduais relacionadas à inteligência artificial. Isso teria impedido estados como Nova York e Califórnia de aprovarem suas próprias legislações destinadas a responsabilizar empresas por danos causados por seus produtos de IA. Ainda não está claro se essa medida seria suficiente para convencer todas as grandes empresas de tecnologia a apoiar o projeto do Senado. No entanto, autoridades da Casa Branca informaram aos envolvidos nas negociações que o governo Trump considera a segurança on-line das crianças uma de suas principais prioridades legislativas antes das eleições legislativas de meio de mandato de novembro, segundo uma pessoa familiarizada com a estratégia de comunicação da administração. **Com Bloomberg**
- Mulher é atropelada durante protesto em frente à prisão do ICE em NJ
Mulher foi atingida pelas costas durante manifestação (Foto: Reprodução) NEWARK - Uma mulher foi atropelada neste domingo, 21, em frente ao Delaney Hall, centro de detenção em Nova Jersey, onde centenas de imigrantes estão há mais de um mês em greve de fome. Ela dançava com uma bandeira dos Estados Unidos quando foi atingida pelas costas por um carro esportivo. O Dogdge Challenger vermelho que atropelou a mulher, cuja identidade não foi revelada, era dirigido por um funcionário do presídio, segundo o Indivisible Somerstet County, um grupo de defensores de direitos civis local. Não há informação se o motorista é um agente do ICE ou empregado do GEO Group, empresa que administra a unidade. A vítima, uma jovem de Minessotta, participava da vigília pela soltura dos imigrantes no Dia dos Pais e não precisou de atendimento médico. Autoridades não responderam ao nosso pedido de comentário até a publicação dessa matéria. Manifestações diárias chamam a atenção da população para situações degradantes, incluindo falta de atendimento médico e comida estragada, denunciadas por pelo menos 300 detentos da prisão instalada em Newark há um ano. No domingo, os manifestantes usaram música e amarraram gravatas nas cercas do Delaney Hall em uma ação pacífica contra a prisão de pais de família. **Da Redação**
- Brasileiro virou 'parceiro' do FBI após incidente com drone em NY
Gonçalves publicou um vídeo no seu perfil do Instagram para explicar o episódio NOVA YORK - O brasiliense Rodrigo Pereira Gonçalves, de 26 anos, conhecido nas redes como “Rodriguetzfilm”, diz que ficou "parceiraço" da Polícia Federal dos Estados Unidos (FBI) no domingo (14) após passar horas detido pelo uso ilegal de um drone durante um encontro de brasileiros em Nova York . Em um vídeo no seu perfil no Instagram, ele afirma que só decidiu usar o equipamento depois de ver outros drones no local e pedir autorização a um policial. “Eu só gravei com o drone porque tive o aval de um policial, ele falou que podia, mas na verdade não podia”, disse. Gonçalves estava produzindo imagens em evento do Movimento Verde Amarelo, torcida oficial da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, na Ponte do Brooklyn, quando percebeu que tinha perdido o controle do drone que aterrissou em uma área distante. Segundo Gonçalves, ele começou a guardar outros instrumentos na mochila para sair para recuperar o drone quando um agente do FBI à paisana e outros policiais se aproximaram e o repreenderam por usar o equipamento no local. O brasiliense explicou que não sabia da proibição, mas o que de fato o ajudou a sair da situação foi outro vídeo em que ele aparece dançando na chuva na Times Square. A postagem viralizou e foi vista, inclusive, pelos policiais que o reconheceram, conta Gonçalves. O jovem contou que ficou detido por cerca de duas horas e o equipamento foi retido sob multa de US$ 1 mil. Embora seja criador de conteúdo na internet, ele afirma que os vídeos não são monetizados e que na viagem apenas divulga a torcida para "levar a esperança do hexa para o povo brasileiro". A justificativa é importante porque o governo Trump reforçou na semana passada que turistas não podem ganhar dinheiro com conteúdo gerado na Copa. ** Da Redação **
- EUA intensificam esforço para revogar cidadania
Administração republicana está direcionando esforços para investigar fraudes em processos de naturalização WASHINGTON - Os Estados Unidos estão intensificando os processos de desnaturalização e planejam abrir pelo menos 250 casos até outubro, de acordo com um alto funcionário do Departamento de Justiça (DOJ). Em menos de dois meses, 29 processos de desnaturalização estão sob análise. O ritmo já superou o de anos anteriores. Entre 2008 e 12 de junho de 2026, foram registrados 166 processos de cassação de cidadania, uma média de menos de dez por ano, de acordo com o Transactional Records Access Clearinghouse da Syracuse University. Os casos abertos pelo governo Trump até agora incluem pessoas acusadas de cometer fraude, abuso sexual de menor ou de ter expressado apoio ao terrorismo antes ou durante o processo de naturalização. Nos bastidores, o DOJ retirou advogados cíveis de diversas divisões — incluindo os designados para investigar fraudes, que o governo definiu como outra prioridade máxima — para conduzir casos de desnaturalização. Os casos também estão sendo encaminhados aos escritórios dos procuradores federais em um momento em que muitos já estão sob enorme pressão. A administração republicana defende que casos de desnaturalização devem ser priorizados "para proteger a integridade da cidadania americana e garantir que as pessoas presentes neste país que desfrutaram dos benefícios da cidadania o façam de forma legal, e que as pessoas certas estejam adquirindo a cidadania." O governo federal tem autoridade, por legislação federal, para avançar na revogação da cidadania de um indivíduo caso ele tenha feito declarações falsas relevantes para o processo de naturalização ou caso a cidadania tenha sido obtida ilegalmente. Os casos de desnaturalização geralmente se enquadram em uma dessas categorias e prosseguem como casos cíveis ou criminais, dependendo das circunstâncias. Na última década, quase 8 milhões de pessoas se tornaram cidadãos naturalizados dos EUA, de acordo com o Serviços de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS). A unidade de desnaturalização é composta por 12 advogados que estão trabalhando em um acúmulo de casos e continuam recebendo encaminhamentos do Departamento de Segurança Interna. Isso inclui casos de fraude de identidade, bem como casos de condenações anteriores, casos de criminosos de guerra e casos de terrorismo, disse a fonte ouvida pela reportagem. Os processos são intensivos e demorados, o que é em parte a razão pela qual as administrações anteriores se concentraram principalmente em pessoas envolvidas em crimes de guerra e terrorismo. O governo de Joe Biden, por exemplo, protocolou um total de 24 casos ao longo de quatro anos, de acordo com o DOJ. Em uma declaração no início do mês, o procurador-geral interino Todd Blanche pontuou que "obter a cidadania americana é um privilégio e, sob a liderança inabalável do presidente Trump, este Departamento de Justiça mantém uma política de tolerância zero para o abuso desse processo". **Com Agências **
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