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- Doença dos legionários mata duas pessoas e infecta mais de 70 em surto em Nova York
NOVA YORK - Pelo menos duas pessoas morreram e outras 72 foram infectadas durante um surto de doença dos legionários registrado no bairro do Upper East Side, em Manhattan, informou neste sábado, 19, o Departamento de Saúde de Nova York. Embora seja considerada uma infecção relativamente rara, a doença pode provocar um quadro grave de pneumonia e exige tratamento rápido, principalmente em pessoas mais vulneráveis. As autoridades de saúde ainda investigam a origem da contaminação. Segundo o órgão, o número de novos casos vem caindo nos últimos dias, o que sugere que a principal fonte de exposição à bactéria Legionella pode já ter sido eliminada. O episódio ocorre menos de um ano após outro grande surto na cidade. Em 2025, mais de 100 pessoas adoeceram e sete morreram no Harlem, também em Manhattan. Bactéria se espalha pela água A doença dos legionários é causada pela bactéria Legionella, encontrada naturalmente em ambientes aquáticos. O problema surge quando ela encontra condições favoráveis para se multiplicar em sistemas artificiais de água, especialmente aqueles com água morna e parada. É por isso que as investigações costumam se concentrar em torres de resfriamento de edifícios, sistemas de ar-condicionado central, redes hidráulicas, reservatórios, spas e fontes ornamentais. A infecção acontece quando a pessoa inala pequenas gotículas de água contaminada que ficam suspensas no ar. Diferentemente de outras pneumonias, a doença não é transmitida de uma pessoa para outra nem pelo consumo de água. No surto atual, equipes do Departamento de Saúde vêm coletando amostras em torres de resfriamento da região afetada. Os proprietários dos edifícios onde a bactéria foi identificada foram orientados a esvaziar, limpar e desinfetar os equipamentos para impedir novas contaminações. Infecção pode evoluir para quadro grave Depois de inaladas, as bactérias chegam aos pulmões e provocam uma infecção conhecida como doença dos legionários, considerada a manifestação mais grave da legionelose. Os sintomas costumam aparecer entre dois e dez dias após a exposição e incluem: febre alta; tosse; falta de ar; dores musculares; dor de cabeça; cansaço intenso. Alguns pacientes também podem apresentar diarreia, náuseas, confusão mental e alterações do estado de consciência. O tratamento é feito com antibióticos e costuma ser mais eficaz quando iniciado precocemente. Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, cerca de 10% das pessoas diagnosticadas com a doença morrem em decorrência de complicações. Embora qualquer pessoa possa desenvolver a infecção, o risco de formas graves é maior entre idosos, fumantes, pessoas com doenças pulmonares crônicas, diabetes, insuficiência renal, câncer ou condições que enfraquecem o sistema imunológico, como pacientes transplantados. Já pessoas jovens e saudáveis tendem a apresentar menor risco de complicações. Forma de prevenção Como a bactéria se prolifera em equipamentos que utilizam água, a principal estratégia para evitar surtos é a manutenção periódica desses sistemas. Torres de resfriamento de grandes edifícios, por exemplo, precisam passar por limpeza, desinfecção e monitoramento constantes para impedir a multiplicação da Legionella. Quando um surto é identificado, autoridades sanitárias costumam inspecionar esses equipamentos e determinar a descontaminação das estruturas onde a bactéria é encontrada. Em Nova York, a investigação continua para identificar exatamente onde ocorreu a exposição. Enquanto isso, a queda no número de novos casos indica que as medidas adotadas podem ter interrompido a circulação da bactéria na região afetada. ** Com AP **
- Tribunal criado há 30 anos para deportar suspeitos de terrorismo é usado pela primeira vez nos EUA
WASHINGTON - Pela primeira vez desde que foi criado, há três décadas, um tribunal especial dos Estados Unidos voltado exclusivamente para processos de deportação de suspeitos de terrorismo foi acionado pelo governo federal. O pedido foi apresentado pelo Departamento de Justiça na última quarta-feira (15) e busca a remoção de um estrangeiro cuja identidade não foi divulgada. A iniciativa marca mais um capítulo da política migratória adotada pelo presidente Donald Trump, que, ao longo do último ano, ampliou o uso de instrumentos legais para acelerar deportações, especialmente em casos classificados pelo governo como ameaça à segurança nacional. O tribunal, porém, não autorizou imediatamente o prosseguimento do processo. Em decisão divulgada após uma audiência realizada na quinta-feira (16), a juíza-chefe Joan Ericksen afirmou que os magistrados identificaram dúvidas sobre a relação entre as condutas atribuídas ao investigado e os dispositivos legais citados pelo governo para enquadrá-lo como "terrorista estrangeiro". Segundo a magistrada, o Departamento de Justiça deverá apresentar informações adicionais até quarta-feira. Tribunal nunca havia sido usado O chamado Tribunal de Remoção de Terroristas Estrangeiros foi criado em 1996 pela Lei Antiterrorismo e de Pena de Morte Efetiva, aprovada após o atentado com bomba em Oklahoma City, que matou 168 pessoas em 1995. A legislação estabeleceu um procedimento específico para casos envolvendo estrangeiros suspeitos de terrorismo. Pelo modelo previsto na lei, o procurador-geral — ou seu substituto — pode apresentar uma petição sob sigilo pedindo a deportação do investigado. Caso o tribunal considere que há elementos suficientes para dar andamento ao pedido, é realizada uma audiência pública. Nessa etapa, cabe ao governo demonstrar que o alvo do processo se enquadra na definição legal de "terrorista estrangeiro". A lei considera diversos critérios para essa classificação. Entre eles estão o envolvimento direto em atividades terroristas, o apoio ou incentivo a esse tipo de ação e a participação em organizações políticas ou sociais que promovam terrorismo. Apesar de existir desde 1996, o tribunal jamais havia recebido um único processo até agora. Juízes pedem mais explicações ao governo A petição apresentada pelo Departamento de Justiça tem apenas uma página e não revela quem é o investigado. Após analisar o pedido em uma audiência inicial, a juíza Joan Ericksen informou que os argumentos apresentados pelo governo ainda não demonstraram de forma suficiente o vínculo entre as ações atribuídas ao estrangeiro e os artigos da legislação invocados para justificar a deportação. Por isso, determinou que o Departamento de Justiça complemente a fundamentação antes que o caso avance. O tribunal é formado por cinco juízes federais escolhidos pelo presidente da Suprema Corte dos Estados Unidos, atualmente John Roberts. Política migratória de Trump O uso inédito desse tribunal ocorre em meio ao endurecimento das políticas de imigração do governo Trump. Nos últimos meses, a administração tem recorrido a diferentes instrumentos legais para acelerar deportações. Um dos mais controversos foi a invocação da Lei de Inimigos Estrangeiros, de 1798, para remover imigrantes venezuelanos acusados pelas autoridades de integrar organizações classificadas como terroristas. Durante uma audiência sobre esse tema no ano passado, o juiz federal James Boasberg chegou a afirmar que o Tribunal de Remoção de Terroristas Estrangeiros parecia ser o foro mais adequado para analisar deportações fundamentadas em questões de segurança nacional. Na ocasião, ele observou que o Congresso havia criado justamente esse mecanismo para esse tipo de situação, embora nunca tivesse sido utilizado. Agora, pela primeira vez desde sua criação, o tribunal deixa de existir apenas no papel. Antes de decidir se o processo seguirá adiante, porém, os juízes exigiram que o governo apresente uma justificativa mais detalhada para enquadrar o investigado nas hipóteses previstas pela legislação antiterrorismo. ** Com AP **
- Governo Trump solicita que quatro Estados verifiquem se há não cidadãos nas listas de eleitores
Trump alega que eleitores irregulares prejudicam resultado das eleições nos Estados Unidos WASHINGTON - O secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos, Markwayne Mullin, solicitou na sexta-feira, 17, às autoridades eleitorais de quatro Estados que verifiquem as listas de eleitores em busca de pessoas que não sejam cidadãos norte-americanos, um dia depois de o presidente Donald Trump ter reiterado alegações infundadas de interferência em pleitos passadas. Mullin afirmou ter enviado uma carta aos secretários de Estado da Califórnia, Nova Jersey, Nevada e Pensilvânia, citando análises preliminares dos registros estaduais, que confirmem em até duas semanas que vão colaborar com o Departamento de Segurança Interna (DHS) em relação à segurança do sistema eleitoral. O DHS citou uma série de possíveis violações em cada Estado, mas não apresentou nenhuma evidência para corroborar seus dados no comunicado. Mullin disse que as autoridades eleitorais que não tomassem as medidas que o departamento pedia para "garantir a segurança de suas eleições" poderiam ser "responsabilizadas por meio de multas, penalidades e até mesmo, dependendo da gravidade do caso, pena de prisão". O principal responsável eleitoral de Nevada rejeitou as alegações de Mullin. "Podemos afirmar que, à primeira vista, refutamos essas alegações", disse o secretário de Estado Francisco Aguilar em um email. "Esses números são, na melhor das hipóteses, altamente especulativos, e o Departamento de Segurança Interna não compartilhou nada que os comprove." Ele afirmou que Nevada forneceu repetidamente ao DHS informações detalhadas sobre como o Estado mantém sua lista de eleitores qualificados e as medidas de segurança em vigor para prevenir fraudes. Nova Jersey, Pensilvânia e Califórnia não responderam a um pedido de comentário sobre a carta do DHS. Mullin afirmou no X que o DHS havia identificado mais de 250 mil possíveis não cidadãos registrados ilegalmente para votar nos quatro Estados e pediu a aprovação de uma legislação apoiada por Trump, conhecida como SAVE America Act. Ele repetiu a alegação em comentários a repórteres nesta sexta-feira, mas não detalhou os critérios que o DHS utilizou para compilar o número. O secretário também disse que a Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (Cisa) divulgará um "plano atualizado de infraestrutura eleitoral dentro de 30 dias". Trump tem pressionado seus pares republicanos no Congresso a aprovar o projeto de lei, que impõe novos requisitos de identificação do eleitor e de cidadania, apesar de conclusões já estabelecidas de que a fraude eleitoral é rara nos EUA. Na noite de quinta-feira, o presidente intensificou seus esforços para tornar a segurança eleitoral uma questão central nas eleições de meio de mandato de novembro, afirmando que a China interferiu na campanha presidencial de 2020, apesar de uma avaliação da inteligência dos EUA que não encontrou evidências para sustentar essa alegação. Os republicanos enfrentam a perspectiva de perder uma ou ambas as Casas do Congresso em novembro, com o índice de aprovação de Trump prejudicado pela impopular guerra contra o Irã e pelos altos preços da energia. Trump passou anos levantando dúvidas sobre os resultados eleitorais, defendendo que sua derrota em 2020 para o democrata Joe Biden foi fraudulenta. Ele também divulgou outras alegações, incluindo que o voto por correspondência está repleto de fraudes, que as urnas eletrônicas não são confiáveis e que o voto de não cidadãos é generalizado. Inúmeros tribunais e recontagens de votos não encontraram evidências de fraude em grande escala nas eleições de 2020. ** Com Reuters **
- Espanha vence a Argentina e conquista a Copa do Mundo 2026
Com o jogo de toque de bola, a Espanha volta ao topo da Copa 16 anos após primeira conquista NOVA YORK – Mais de 80 mil pessoas acompanharam de perto a vitória da Espanha e de seu jogo coletivo. A seleção espanhola conquistou o Mundial neste domingo, 19, com vitória por 1 a 0 sobre a Argentina no MetLife Stadium, em East Rutherford. O atacante Ferran Torres balançou a rede na prorrogação depois do empate sem gols no tempo normal e foi o herói improvável do título que premiou o único time que jogou futebol nos arredores de Nova York. Os argentinos foram dominados e terminaram a partida sem finalizar em direção ao gol. Foi a segunda Copa do Mundo que conquista a seleção espanhola, premiada por seu paciente futebol de toque de bola. O título ficou com a equipe que mais quis jogar futebol e que só não ganhou nos 90 minutos por causa do desempenho notável do goleiro argentino Dibu Martínez, salvando a Argentina, que adotou postura extremamente defensiva e acovardada, como não havia tido no Mundial. A Espanha voltou ao topo após 16 anos sem renunciar à sua identidade, mas reinventando-a. O toque de bola continuava ali, agora acompanhado por uma verticalidade quase cruel, por uma juventude que não conhecia o medo e por um talento capaz de acelerar o jogo sem perder a beleza, castigando o jogo pobre ofensivo dos argentinos, que não puseram desta vez a alma e a garra em campo. Da Redação
- ICE deve usar câmera corporal em abordagens de trânsito
Operações no trânsito devem ser filmadas pelo ICE, afirma o DHS WASHINGTON - Menos de dois dias após suspender a abordagem no trânsito, o ICE retoma as operações com a exigência de pelo menos um dos agentes portar a câmera corporal. O anúncio do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS, na sigla em inglês), na quinta-feira, 16, acontece nas horas seguintes ao pronunciamento do presidente Donald Trump de que a agência federal não iria abandonar a tática eficiente de combate à imigração irregular. A fala do republicano desagrada parte da população que tomou as ruas das principais cidades do país após as ações letais do ICE que deixaram dois mortos em menos de uma semana. Para manter as operações e diminiuir a tensão entre os americanos, o DHS garante que todas as abordagens vão ser filmadas. A prática já era prevista no orçamento aprovado pelo Congresso que liberou US$ 70 bilhões adicionais para reforçar a ofensiva migratória e as operações de deportação até o final do governo Trump. Mortes O colombiano Johan Sebastián Durán Guerrero, de 26 anos e com autorização para trabalhar no país, foi morto a tiros no dia 13 de julho em Biddeford, durante uma operação. Ele foi baleado após os agentes tentarem interceptar seu veículo. Menos de uma semana antes, o mexicano Lorenzo Salgado Araujo, de 52 anos, foi morto no dia 7 de julho em Houston. Nos dois casos, o ICE argumenta que os imigrantes tentaram atropelar um de seus agentes. A versão é contestada por depoimentos de testemunhas e imagens de câmeras de monitoramento e filmagens de populares. ** Da Redação **
- Trump volta a questionar eleições de 2020 durante pronunciamento em rede nacional
WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou em discurso à nação nesta quinta-feira, 16, supostas fragilidades no sistema eleitoral americano e alegou que sua derrota 2020 pode ter sido consequência de "roubos e fraudes" no sistema. O republicano acusou a China de comprometer dados das eleições americanas, afirmando que tornaria públicas informações de inteligência sobre “vulnerabilidades chocantes” no curso do pleito — intensificando, assim, alegações infundadas feitas há anos de que sua derrota para o democrata Joe Biden teria sido causada por fraude generalizada. “Ao longo de vários anos, começando durante o ciclo eleitoral de 2020, a República Popular da China realizou o que se acredita ser a maior violação de dados eleitorais da história, resultando na obtenção ilícita, por parte da China, de registros de 220 milhões de eleitores americanos”, disse o presidente em um pronunciamento transmitido em horário nobre pela televisão, a partir da Casa Branca. Mais de 60 ações judiciais movidas por Trump e seus aliados não resultaram em nenhuma decisão que comprovasse crimes capazes de alterar o resultado da eleição de 2020; da mesma forma, recontagens, auditorias e o próprio Departamento de Justiça não encontraram evidências de irregularidades. Trump afirmou ainda que estaria divulgando documentos anteriormente classificados relacionados às eleições de 2020 e de 2018. Ele disse que todos os americanos deveriam ter a garantia de que suas eleições são livres de fraudes e interferências. “Infelizmente, o sistema que temos hoje está catastroficamente aquém desse padrão”, declarou Trump. O presidente disse que os documentos tratam da capacidade de países adversários de alterar votos. No entanto, segundo o New York Times, o documento ao qual ele se refere diz que, embora esses países possam invadir eleições locais, eles não têm a capacidade de alterar os resultados. Essa é a avaliação de longa data das agências de inteligência dos EUA: a natureza hiperlocal das eleições é a melhor defesa contra ataques cibernéticos estrangeiros. O jornal americano também aponta que os documentos divulgados pela Casa Branca, embora com muitas partes censuradas, são mais cautelosos em relação à China. Eles sugerem que há evidências de uma tentativa de influência pró-China e que o governo chinês desconfiava do presidente Trump. Mas essa visão era minoritária dentro das agências de inteligência, e os oficiais de inteligência disseram ter apenas baixa ou média confiança em suas avaliações. A imprensa americana havia adiantado que o discurso iria abordar temas envolvendo as eleições, indicando que o republicano poderia voltar a defender teorias conspiratórias sobre sua derrota para Joe Biden em 2020, que já foram desmentidas. O discurso ocorreu em meio à intensificação dos apelos de Trump para que os republicanos aprovem regras federais mais rígidas para as eleições antes do pleito legislativo de novembro. Transmissão Antes do discurso, algumas das principais redes de televisão dos EUA mostraram-se relutantes em transmiti-lo. A ABC informou à AFP que não o exibiria, a NBC e a CNN também não, segundo a imprensa - a CBS optou pela transmissão. “O presidente Trump fará um discurso importante à nação sobre a proteção da integridade das nossas eleições, e incentivamos todos os americanos a que o vejam”, disse a jornalistas a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt. Trump defendeu nesta quinta a cassação das licenças de transmissão das emissoras que se recusaram a transmitir ao vivo o seu discurso, insinuando, sem provas, que elas estão envolvidas em tentativas de manipular as eleições. “Elas e outros veículos de mídia fazem parte de uma conspiração. Uma fraude como essa deveria resultar na revogação de suas licenças. Elas usam nossas frequências públicas — avaliadas em bilhões de dólares — sem pagar absolutamente nada. Não pagam nada”, disse ele, citando nominalmente a ABC e a NBC. ** Da Redação **
- Casa Branca confirma presença de Trump em final da Copa do Mundo
WASHINGTON -O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assistirá à final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina, no domingo, informou nesta quinta-feira, 16, a secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt. "Sua presença será o toque final naquela que tem sido a Copa do Mundo mais assistida, mais segura e mais bem-sucedida da história dos Estados Unidos", disse Leavitt em coletiva de imprensa. O anúncio já havia sido antecipado no começo dos jogos. No final de junho, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, disse que o republicano participaria do encerramento do torneio e que os dois entregariam juntos o troféu à seleção vencedora. Trump não compareceu à partida de abertura da Copa, entre os EUA e o Paraguai em Los Angeles, e havia dúvidas se ele compareceria à final. O futebol não é um dos esportes mais populares dos EUA, porém é comum o presidente republicano comparecer em eventos como esse. Sua ausência no primeiro jogo gerou especulações de que Trump estivesse receoso de ser vaiado, como ocorreu no jogo da final da NBA. Donald Trump tem uma relação conturbada com o campeonato. Ele causou polêmica ao pedir pessoalmente a Infantino que suspendesse um cartão vermelho dado a um atacante da seleção americana. O pedido foi acatado pela direção da Fifa, que tirou os efeitos da decisão do árbitro brasileiro Raphael Claus. Como resultado, o jogador Folarin Balogun foi liberado para a partida contra a Bélgica - que venceu os americanos por 4 x 1. A retirada do cartão gerou reações negativas. A União Europeia e a Uefa (União das Associações Europeias de Futebol) criticaram a Fifa alegando que as decisões sobre o esporte "pertencem às entidades esportivas, não aos políticos". "Influenciar decisões esportivas prejudicaria a autonomia do esporte. Nosso foco deveria estar nos verdadeiros desafios de governança que o esporte enfrenta, incluindo a instrumentalização do esporte para fins políticos", disse o comissário europeu para assuntos de esporte, Glenn Micallef. ** Com AFP **
- EUA endurecem regras de vistos para estudantes e jornalistas
WASHINGTON - Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira, 16, mudanças para os vistos de estudantes, jornalistas e estrangeiros em programas de intercâmbio. As novas regras, entretanto, precisam do aval do Congresso. De acordo com o governo, prazo de permanência autorizada pelo documento para essas categorias vai passar a ser fixo — atualmente, o período de estadia depende da duração dos cursos, programas ou contrato de trabalho dos estrangeiros que os portam os seguintes documentos: Vistos F, destinados a estudantes internacionais; Vistos J, que permitem que visitantes em programas de intercâmbio cultural trabalhem nos EUA; Vistos I, direcionados a jornalistas e profissionais da mídia estrangeiros. De acordo com a nova regulamentação, a validade dos vistos de estudante e de intercâmbio não poderá exceder quatro anos. Já os jornalistas terão estadia máxima de até 240 dias ou, no caso de cidadãos chineses, de 90 dias. Os titulares que desejarem permanecer nos EUA além do período fixado de admissão deverão solicitar uma prorrogação ou obter readmissão viajando para o exterior e, em seguida, reentrando no país, segundo o comunicado do Departamento de Segurança Interna. A regra entra em vigor em 60 dias a partir da publicação no Diário Oficial Federal. Antes disso, no entanto, a medida está sujeita a análise do Congresso e ainda não há prazo para que isso ocorra. O departamento citou um aumento dramático no número desses vistos. O documento aponta para mais de 1,8 milhão de admissões com visto de estudante em 2024, um aumento de mais de 11% em relação ao ano anterior. Além disso, os EUA concederam vistos a mais de 500 mil visitantes em programas de intercâmbio e a 37.300 membros da mídia no ano fiscal de 2024. O aumento significativo no volume desses visitantes “representa um desafio à capacidade do DHS de monitorar e supervisionar esses não imigrantes enquanto eles estão nos Estados Unidos”, afirma o órgão. ** Com Reuters **
- Governo Trump confirma tarifas de 25% e Brasil diz que vai adotar reciprocidade
WASHINGTON - O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) anunciou, nesta quarta-feira, 15, o fim da investigação sobre práticas comerciais brasileiras consideradas injustas pelo governo americano e a aplicação de tarifas de 25% sobre uma série de produtos brasileiros exportados para o país. A decisão é chancelada pelo presidente Donald Trump e entra em vigor em 22 de julho. A tarifa foi justificada alegando práticas como favorecimento ao Pix, acesso ao mercado de etanol e problemas relacionados à corrupção e desmatamento. Segundo o representante americano de comércio, Jamieson Greer, a medida busca proteger os interesses econômicos dos EUA e é necessária "para enfrentar práticas comerciais desleais e garantir que trabalhadores e empresas americanas possam competir em condições justas." Ele afirmou ainda que as negociações entre os dois países ao longo do último ano não resolveram as divergências, mas que Washington continua aberto a novas conversas com Brasília. A lista dos produtos alvo das tarifas é extensa e inclui etanol, máquinas agrícolas, roupas e calçados e material elétrico. Já itens como café, laranja, suco de laranja e carne bovina, por exemplo, ficaram fora da cobrança adicional. Em publicação na rede social X, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, defendeu a decisão do governo Trump de impor tarifas de 25% sobre a maior parte das importações brasileiras. "Não haja dúvidas sobre o motivo: o presidente Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé", escreveu. Rubio também afirmou que as políticas econômicas de Lula são "ruins para os americanos e ruins para os brasileiros" e acusou o presidente brasileiro de colocar "o próprio ego" à frente de um acordo "para o bem-estar do povo brasileiro". "Essas tarifas são o preço disso", acrescentou. Em nota, o governo brasileiro repudiou a decisão anunciada, disse que o dia 15 de julho "passará para a história das relações entre Brasil e EUA como um marco lastimável". Ainda de acordo com a nota, o Brasil iniciará os trâmites para acionar a Lei de Reciprocidade aprovada pelo Congresso Nacional e levará o caso à Organização Mundial do Comércio (OMC). Na terça-feira (14), antes do anúncio oficial das tarifas, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo brasileiro poderia adotar a reciprocidade caso os EUA confirmassem um novo tarifaço contra o Brasil. "A gente chegou a suspender a tramitação do processo de reciprocidade, seguindo a lei do Congresso Nacional, quando houve uma espécie de volta atrás no tarifaço. Com isso agora, acho que é provável que a gente, uma vez consultado o presidente Lula, retome o processo de reciprocidade. Tudo isso dentro de um cenário de avaliação cautelosa", afirmou a jornalistas. O anúncio já era esperado por diplomatas ouvidos em caráter reservado pela BBC News Brasil e pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa. Em entrevista concedida há duas semanas , o ministro afirmou que o governo brasileiro ainda tentava negociar um acordo de última hora com Washington, mas já admitia a possibilidade de um desfecho desfavorável para o país. O novo tarifaço, o segundo em um ano, é resultado de uma investigação aberta em julho do ano passado, com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, de 1974. O mecanismo permite que o governo americano investigue práticas comerciais estrangeiras que considere injustas ou discriminatórias contra empresas e produtos dos Estados Unidos e, ao fim do processo, adote medidas de retaliação como a aplicação de tarifas de importação. No caso brasileiro, a investigação teve como principais alvos: - supostas irregularidades relativas ao funcionamento do Pix; - decisões judiciais contra plataformas digitais norte-americanas; - tarifas concedidas pelo Brasil a produtos do México e da Índia que prejudicariam os EUA e; - supostas falhas no combate à corrupção, à pirataria e ao desmatamento ilegal. Brasil pode se tornar 2º país mais tarifado Caso as novas tarifas entrem em vigor, o Brasil se tornará o segundo país com as maiores tarifas sobre seus produtos impostas pelos EUA depois da China, principal adversário econômico e geopolitico dos americanos. Os cálculos são da Global Trade Alert (GTA), projeto que reúne dados sobre o comércio internacional compilados pelo St. Gallen Endowment, um centro de estudos independente baseado na Suíça. Atualmente, o Brasil ocupa a 13ª posição entre os países com as maiores tarifas impostas pelos Estados Unidos. A tarifa média efetiva sobre os produtos brasileiros é de 11,73%. O país aparece atrás de China, Turquia, Indonésia, Vietnã, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Alemanha, Índia, Áustria, Suécia e Itália. Com a nova taxação, a tarifa média efetiva sobre as importações brasileiras subirá para 14,9%, levando o país à segunda posição. Segundo os dados do GTA, o Brasil também será o segundo país a sofrer o maior aumento tarifário durante o segundo mandato de Trump, com uma alta média estimada de 18%. A China ocupa a primeira posição. As tarifas médias aplicadas aos produtos chineses aumentaram 27% em comparação com as praticadas durante o governo de Joe Biden. Os cálculos levam em consideração as tarifas efetivas, e não apenas as alíquotas nominais anunciadas pelo governo americano. Pix é um dos principais alvos Um dos principais alvos da investigação é o Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central. O governo americano afirmou, durante a investigação, que o Brasil prejudica empresas dos EUA que oferecem serviços concorrentes de pagamento eletrônico ao favorecer o Pix. Entre os supostos prejudicados, estariam operadoras de cartões de crédito e empresas de tecnologia que também atuam no setor de meios de pagamento. "O Brasil tem prejudicado injustamente as empresas americanas que atuam em serviços concorrentes de pagamento eletrônico, inclusive por meio de políticas que favorecem seu campeão nacional, o Pix", afirma um relatório publicado pelo USTR em junho. O órgão também questionou o papel desempenhado pelo Banco Central no sistema. Segundo o governo americano, o Banco Central atua ao mesmo tempo "como regulador e proprietário/operador" do Pix, o que criaria um conflito de interesses sem salvaguardas processuais adequadas. Do lado do governo brasileiro, contudo, o argumento é de que o Pix não representaria ameaças às empresas norte-americanas e que o país não estaria disposto a negociar em torno do Pix. "O Pix é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix", disse Lula, em abril deste ano, em um evento na Bahia. A posição de Lula tem sido reproduzida por aliados, ministros do governo e auxiliares que se reuniram com representantes do USTR nesta semana. Em nota divulgada na terça-feira (14/7), o governo classificou a imposição de novas tarifas como injusta. "Na reunião de hoje, foi reiterado o caráter injusto da aplicação das recomendações já divulgadas, seja a resultante da Seção 301 específica para o Brasil, de sobretaxas de 25%, seja a de 12,5% (Seção 301 – trabalho forçado) aplicável a outras 59 economias", disse a nota. Ainda segundo a nota, o governo diz que "a aplicação de qualquer sobretaxa se mostra injusta e não é o caminho para que possamos vir a formular um acordo bilateral mutuamente adequado". O presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Ricardo Alban, disse em um comunicado que as tarifas anunciadas pelo governo americano "prejudica as empresas nos dois países". Segundo a CNI, as tarifas atingem produtos dos quais o Brasil é o principal exportador para os EUA. ** Com BBC **
- Câmara aprova horário de verão permanente nos EUA
Projeto tem apoio do presidente Trump, mas enfrenta resistência no Senado WASHINGTON - A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira, 14, o projeto de lei bipartidário que estabelece o horário de verão permanente em todo o país. O texto agora segue para o Senado. O Sunshine Protection Act, apresentado pelo deputado Vern Buchanan (republicano da Flórida), recebeu 308 votos a favor e 117 contra, desses 22 eram do seu partido. Em geral, os parlamentares concordam que "anoitecer mais tarde vai impulsionar o turismo, atividades ao ar livre e economizar energia elétrica". A proposta tem o apoio do presidente Donald Trump, mas pode enfrentar resistência no Senado. O senador Tom Cotton (republicano do Arkansas) argumenta que "as crianças ainda vão acordar no escuro ou o horário escolar vai ter que ser alterado". ** Da Redação **
- Argentina vence Inglaterra de virada e vai à final da Copa do Mundo
Inglaterra marcou primeiro gol e decidiu jogar recuada, mas não segurou o time argentino ATLANTA - Lionel Messi e companhia bateram a Inglaterra por 2 a 1, de virada, na tarde desta quarta-feira, 15, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, e garantiram um lugar na decisão da Copa do Mundo. Agora, os argentinos se preparam para enfrentar a Espanha na final do Mundial no próximo domingo, 19, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Por outro lado, Inglaterra e França disputam o terceiro lugar no sábado, 18. Os primeiros 25 minutos O clima de guerra com os argentinos cantando em tom de provocação durante a execução do hino inglês mostrou que o jogo seria tenso. Já no primeiro minuto de partida, Leandro Paredes parou a troca de passes europeia com falta em Jude Bellingham, que já até havia soltado a bola. As faltas continuaram falando mais alto do que a qualidade técnica. Quando chegou o momento da parada para hidratação, nenhuma das seleções havia finalizado, mesmo que para fora do gol. O primeiro ‘susto’ do jogo Após um começo de primeiro tempo com faltas, a primeira finalização saiu aos 32 minutos do primeiro tempo. Em cobrança de falta, Declan Rice levantou bola na área e John Stones cabeceou pela linha de fundo. Apesar de o lance não ter levado qualquer perigo, foi motivo para comemorar por ter sido a primeira finalização contra a meta adversária. Argentinos querem jogo, mas ingleses abrem o placar Após o intervalo, a Argentina optou por parar de fazer faltas e tentar jogar bola. A mudança de ideia fez a equipe de Lionel Scaloni levar perigo com Julián Álvarez logo no primeiro minuto da segunda etapa. Com os sul-americanos com a bola, foram os europeus que abriram o placar. Aos nove minutos, Morgan Rogers recebeu passe de Declan Rice e cruzou para Anthony Gordon abrir o marcador. O perigo argentino Mesmo com o gol inglês, os argentinos seguiram em busca do gol. Aos 17 do segundo tempo, Messi lançou bola na área e encontrou Nico González, que colocou Pickford para trabalhar. Minutos depois, aos 30, Rodrigo de Paul cruzou e Alexis Mac Allister cabeceou na trave da Inglaterra. No lance seguinte, o meia argentino teve chance parecida, mas parou no goleiro europeu. O gol de empate Com a pressão argentina aumentando a cada minuto, Messi cobrou escanteio curto mais uma vez. De Paul rapidamente devolveu a bola para o camisa 10, que encontrou Enzo Fernández. O meia do Chelsea bateu de fora da área e superou Pickford, aos 40 do segundo tempo. A virada argentina Já nos acréscimos, Messi cruzou mais uma vez e Lautaro Martínez apareceu na área parar colocar os hermanos na final. As substituições da partida Lionel Scaloni foi o primeiro a mexer, logo após o gol inglês. Aos 19, Nico González assumiu o lugar de Paredes. Minutos depois, aos 27, Nahuel Molina, Giuliano Simeone, Lisandro Martínez e Nicolás Tagliafico deram lugar a Gonzalo Montiel, Rodrigo de Paul e Nicolás Otamendi e Lautaro Martínez. A Inglaterra, por sua vez, apostou em Ezri Konsa na vaga do autor do gol, Gordon. Thomas Tuchel também tirou Reece James e Rice para as entradas de Nico O'Reilly e Dan Burn. Atrás do placar, Stones e Spence saíram para as entradas de Toney e Rashford. ** Com Agências **
- Posso me aposentar pelo INSS mesmo morando nos Estados Unidos?
Brasil e Estados Unidos possuem um Acordo Internacional de Previdência Social, em vigor desde 2018 Morar fora do Brasil não significa deixar seus direitos previdenciários para trás. Com informação e planejamento é possível construir uma aposentadoria segura, mesmo vivendo no exterior. Com o aumento significativo do número de brasileiros residentes no exterior, especialmente nos Estados Unidos, uma dúvida se tornou cada vez mais comum. Será que meus direitos previdenciários continuam preservados no Brasil? Ao longo dos meus 18 anos de atuação no Direito Previdenciário, essa talvez seja a principal pergunta que recebo de brasileiros que vivem fora do país: ainda posso contribuir para o INSS e me aposentar no Brasil? A resposta é sim. O brasileiro que reside nos Estados Unidos pode continuar vinculado à Previdência Social brasileira, desde que atenda às regras previstas na legislação e realize as contribuições de forma adequada. A residência no exterior — e até mesmo o status migratório no país onde vive — não elimina, por si só, o direito de contribuir para o INSS. Ao manter as contribuições, o segurado preserva o acesso aos benefícios previdenciários, como auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença), aposentadoria por incapacidade permanente, salário-maternidade, pensão por morte para seus dependentes e aposentadorias programadas, desde que preenchidos os requisitos legais. Além de proteger o próprio futuro, continuar contribuindo também representa uma forma de proteger a família. Em caso de falecimento do segurado, seus dependentes poderão ter direito à pensão por morte, desde que observadas as exigências da legislação previdenciária. Outro ponto extremamente importante é que Brasil e Estados Unidos possuem um Acordo Internacional de Previdência Social, em vigor desde 2018. Esse acordo permite, em diversas situações, a totalização dos períodos de contribuição realizados nos dois países para o preenchimento dos requisitos necessários à concessão de benefícios previdenciários. Na prática, isso significa que o tempo contribuído ao INSS poderá ser utilizado para completar o tempo exigido pelo sistema previdenciário norte-americano (Social Security Administration – SSA), e o tempo de contribuição ao SSA poderá ser considerado pelo INSS, respeitadas as regras previstas no acordo e na legislação de cada país. Entretanto, o fato de existir um acordo internacional não significa que toda pessoa terá automaticamente direito à melhor aposentadoria possível. Cada histórico contributivo é único, e decisões tomadas hoje podem influenciar diretamente o valor do benefício e o momento da aposentadoria. Por isso, antes de iniciar, interromper ou alterar suas contribuições, o mais recomendado é realizar um Planejamento Previdenciário Internacional com um advogado especializado na área. O planejamento permite identificar a estratégia mais vantajosa para o seu caso, evitando contribuições desnecessárias, reduzindo riscos e aumentando as chances de receber o melhor benefício possível, tanto no Brasil quanto no exterior. Porque, esteja você no Brasil ou nos Estados Unidos, aposentadoria não é uma questão de sorte. É resultado de planejamento. E você, já tem um plano? ** Por Gisele Jucá Advogada especialista em Direito Previdênciário @minhaadvogadagiselejuca
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