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  • Estudante faz provas finais em centro de detenção do ICE após ser preso em blitz semanas antes da formatura no Texas

    AUSTIN - Poucas semanas antes da cerimônia de formatura do Ensino Médio, o estudante hondurenho Luis Fernando Cabrera Chavarria, de 18 anos, passou a realizar suas provas finais dentro de um centro de detenção de imigrantes no Texas. Aluno da Northeast Early College High School, em Austin, ele foi preso em 1º de maio durante uma blitz policial enquanto voltava para casa após um turno noturno de trabalho em uma unidade da rede Popeyes. Segundo o Departamento de Segurança Pública do Texas, Cabrera Chavarria foi parado por um policial rodoviário na Interestadual 35 devido a um suposto registro vencido do veículo. O agente atuava sob o programa 287(g), parceria entre autoridades locais e o ICE, que permite a aplicação de leis federais de imigração em abordagens rotineiras. Após constatar que o jovem não possuía documentação legal para permanecer no país, o policial acionou o órgão federal. Cabrera Chavarria foi então transferido para o Centro de Processamento de Imigração do Condado de Karnes, onde segue detido enquanto responde a procedimentos migratórios. Tentativa de participar da formatura Apesar da detenção, o estudante continua realizando atividades escolares com apoio do distrito educacional de Austin, que informou estar em contato com a equipe jurídica do adolescente para garantir acesso às tarefas e avaliações. A expectativa da defesa é conseguir sua liberação antes da cerimônia de formatura, marcada para 2 de junho. "Eles já o fizeram perder o baile de formatura. Já o fizeram perder várias aulas. Hoje ele está fazendo uma prova final praticamente da prisão", afirmou o deputado democrata Greg Casar à emissora KXAN, após visitar o centro de detenção. O advogado do estudante, Jim Harrington, entrou com um pedido de habeas corpus questionando a legalidade da prisão. O caso deve avançar após resposta do governo federal e posterior análise judicial. De acordo com a defesa, Cabrera Chavarria chegou aos Estados Unidos em 2019, aos 11 anos, junto da família, vinda de Honduras. Além de trabalhar para ajudar nas despesas da casa, ele atuava como goleiro do time de futebol da escola e ajudou a equipe a conquistar títulos distritais e estaduais. Familiares e professores descrevem o jovem como dedicado e responsável. Sua irmã relatou que ele conciliava aulas, treinos e jornadas de trabalho que frequentemente terminavam às 2h da manhã. Nos períodos livres, ainda ajudava a cuidar do sobrinho bebê. "Ele quer se formar. Ele quer subir ao palco com a sua turma. Ele é um líder. Tem bom coração e bom caráter", disse o ex-professor de inglês Joe Dunlap à KXAN. Em nota, o ICE afirmou que o estudante “admitiu livremente não ter base legal ou documentação para permanecer nos EUA” e declarou que ele permanecerá sob custódia enquanto o processo migratório estiver em andamento. ** Com Agências **

  • Ordem de Trump orienta bancos a exigirem status imigratório de clientes

    WASHINGTON - Uma ordem executiva do presidente Donald Trump emitida essa semana orienta instituições bancárias a investigar o status imigratório de pessoas que buscam abrir contas ou obter empréstimos e cartões de crédito. Chamada de "Restaurando a Integridade do Sistema Financeiro Americano, o texto assinado na terça-feira, 19, é bem mais brando do que o esperado e estabelece que, no prazo de 60 dias, a Secretaria do Tesouro publique um comunicado às instituições financeiras a respeito dos riscos associados à "exploração do sistema financeiro dos Estados Unidos por populações não autorizadas a trabalhar e por seus empregadores". Isso significa que os órgãos reguladores repensem as chamadas regras de "conheça seu cliente", destinadas a prevenir a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo, tornando o status imigratório de uma pessoa uma parte importante da avaliação bancária. A Casa Branca também afirmou que o Tesouro e os órgãos reguladores devem propor alterações à Lei de Sigilo Bancário (Bank Secrecy Act) para facilitar a obtenção de informações sobre os clientes, apontando especificamente a carteira consular como documento de identificação questionável. A Casa Branca destaca que os bancos enfrentaram riscos de crédito se um dos seus clientes fosse deportado e quaisquer empréstimos não pudessem mais ser reembolsados. Uma vez que nunca houve o recolhimento qualquer informação sobre a cidadania ou condição de imigratório dos seus clientes, não existem números públicos fiáveis ​​sobre o risco que estes clientes representam para o sistema financeiro. Um estudo do Urban Institute estima que entre 5 e 6 mil hipotecas foram emitidas para clientes com Números de Identificação de Contribuinte Individual (ITINs), normalmente usados ​​por trabalhadores indocumentados no lugar de um Número de Seguro Social. Os bancos consideraram que verificar o status imigratório e a cidadania de todos os clientes atuais - como queria Trump - seria "extremamente oneroso e quase impossível". Associações do setor explicaram que tal determinação poderia levar ao desenquadramento bancário de milhões de clientes e reduzir o acesso financeiro para os norte-americanos. Em vez disso, as instituições financeiras buscarão identificar sinais de alerta — incluindo a evasão de impostos sobre a folha de pagamento, a ocultação da verdadeira titularidade de contas, o pagamento de salários "por fora" (não registrados), o tráfico de mão de obra e o uso de números de identificação fiscal individual para abrir contas ou obter crédito sem comprovação de presença legal nos EUA. ** Com Agências **

  • Justiça dos EUA abre ação penal contra Raúl Castro por homicídio e amplia pressão contra Cuba

    O anúncio acontence em meio a temores de uma operação dos EUA para derrubar o regime cubano WASHINGTON - A Justiça dos Estados Unidos abriu nesta quarta-feira, 20, uma ação penal por homicídio contra o ex-ditador de Cuba Raúl Castro, por um caso que envolve o ataque a dois aviões nos anos 1990. A medida, anunciada pelo Departamento de Justiça em uma coletiva de imprensa na Flórida, amplia a pressão do governo Trump contra Havana, em meio a temores de uma operação para derrubar o regime, hoje a cargo de Miguel Díaz-Canel. Pouco após a confirmação do indiciamento, Díaz-Canel afirmou que a medida é uma ação política sem base jurídica. Na semana passada, um funcionário do Departamento de Justiça havia dito à Reuters, também sob condição de anonimato, que as acusações contra Castro são baseadas em um incidente ocorrido em 1996, quando o ex-presidente ainda era ministro da Defesa, no qual duas aeronaves operadas pelo grupo humanitário Brothers to the Rescue - formado por pilotos cubanos exilados e radicados em Miami - foram derrubadas pela Força Aérea de Cuba. O episódio deixou quatro pessoas mortas e ampliou as tensões diplomáticas entre Havana e Washington na época. Mais cedo, o presidente Donald Trump afirmou que “os EUA não vão tolerar um Estado pária abrigando operações militares, de inteligência e terroristas estrangeiras hostis a apenas 90 milhas do território americano”. Na segunda-feira, 18, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, disse que o país não representa uma ameaça a Washington. O secretário de Estados dos EUA, Marco Rubio, que é filho de imigrantes cubanos, divulgou nesta quarta-feira um vídeo em espanhol dirigido à comunidade cubana. “O verdadeiro motivo pelo qual vocês não tem eletricidade, combustível ou comida é porque aqueles que controlam seu país roubaram bilhões de dólares, mas nada foi usado para ajudar o povo”, afirmou. Segundo Rubio, Trump está oferecendo “uma nova relação” entre Washington e Havana e US$ 100 milhões em alimentos e medicamentos. “Mas eles devem ser distribuídos diretamente ao povo cubano pela Igreja Católica ou por outros grupos de caridade confiáveis”, acrescentou. Ele afirmou que Trump quer oferecer aos cubanos “uma nova Cuba, na qual vocês tenham a verdadeira oportunidade de escolher quem governa o país e votar para substituí-los caso não estejam fazendo um bom trabalho”. Resposta cubana Em resposta ao vídeo, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, chamou Rubio de " porta-voz de interesses corruptos e revanchistas" e afirmou que ele “repete seu roteiro mentiroso e tenta culpar o governo de Cuba pelo dano impiedoso que provoca o governo dos EUA ao povo cubano”. “Continua falando de uma ajuda de US$ 100 milhões que Cuba não rejeitou, mas cujo cinismo é evidente para qualquer um diante do efeito devastador do bloqueio econômico e do cerco energético”, escreveu Parrilla em publicação no X. No fim de março, Trump chegou a dizer que “Cuba é a próxima”, durante um discurso no qual exaltou ações militares americanas na Venezuela e no Irã. No entanto, ele não especificou quais medidas poderiam ser adotadas contra Havana. ** Com AE **

  • Proprietários de hotéis nos EUA estão preocupados frente ao baixo nível de reservas antes da Copa do Mundo

    Empresários apostam em vendas de última hora nas cidades-sede da Copa NOVA YORK - Após percorrer as ruas de Kansas City, Houston, Miami, Boston e Nova York é difícil ignorar que está prestes a começar a Copa do Mundo Fifa de Futebol Masculino 2026 nos Estados Unidos. Existem inúmeros outdoors e cartazes nas portas dos bares. As lojas oferecem uma grande variedade de produtos temáticos do torneio. Mas, para os donos de hotéis e seus sistemas de reservas, o burburinho parece mais um murmúrio. As associações do setor afirmam que a maioria dos hotéis das cidades-sede da Copa do Mundo registra nível de reservas inferior ao da mesma época do ano passado. E os donos de hotéis que conversaram com a BBC manifestaram sua decepção até o momento. "Nos venderam a expectativa de que o Mundial seria um grande fenômeno. As pessoas falam disso há anos", comenta Deidre Mathis, proprietária do Wanderstay Boutique Hotel em Houston, no Texas. "Quando revisamos nosso calendário e vimos que, em fevereiro, março e abril, ainda não havíamos esgotado as reservas [para o torneio] — e não se trata apenas de nós, em Houston, mas em toda parte —, ficamos aqui, simplesmente muito desconcertados." O Wanderstay Hotel fica a pouco mais de 1,5 km a pé da zona dos torcedores a ser instalada em Houston e a pouca distância de carro do estádio que irá receber os jogos na cidade. No momento, o hotel está com 45% da sua capacidade reservada para o período do torneio, em comparação com os 70% registrados na mesma época do ano passado, segundo Deidre. Ambiente politizado e torneio caro A empresária do ramo de hotelaria culpa especificamente o "clima político" vivido durante o segundo mandato do presidente Donald Trump. Ela cita particularmente as batidas migratórias dos agentes do ICE realizadas em cidades de todo o país. Deidre também mencionou o aumento do custo de vida, devido à guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, e os preços "extraordinariamente" altos dos ingressos para as partidas do Mundial. O próprio Trump, apoiador entusiasmado da Copa do Mundo e do presidente da Fifa, Gianni Infantino, declarou que "também não pagaria", quando foi consultado sobre os custos para os torcedores assistirem os jogos nos estádios. As entradas à venda para a final, no MetLife Stadium de Nova Jersey, foram oferecidas oficialmente por até US$ 32.970. Já o mercado de revenda chegou a cotar ingressos a mais de US$ 2 milhões. Deidre pediu à Fifa que reduza o preço dos ingressos e também convocou o governo americano a agilizar os trâmites de visto dos torcedores que querem presenciar o evento. Entre os hotéis e o Airbnb A Associação Americana de Hotéis e Acomodações (AHLA, na sigla em inglês) representa dezenas de milhares de clientes, que variam das principais redes de hotéis até negócios independentes. A entidade constatou que oito em cada 10 hotéis nas cidades-sede da Copa estão observando demanda inferior à esperada. Eles alertam que o torneio não se traduziu em um volume sólido de reservas. Em pesquisa realizada pela AHLA, muitos participantes descreveram o torneio como um "evento irrelevante". A maioria declarou que o ritmo de reservas está abaixo dos níveis habituais típicos do verão no país. A presidente e diretora-executiva da AHLA, Rosanna Maietta, explicou que a guerra no Irã é um dos fatores responsáveis por esta situação. Mas ela destacou que parte dos torcedores talvez esteja esperando saber ao certo onde sua equipe irá jogar, antes de reservar acomodações. Já a plataforma Airbnb afirma que a Copa do Mundo 2026 se apresenta como "o maior evento de hospedagem" da sua história. Esperando o aumento Stephen Jenkins, gerente do Fontaine Hotel de Kansas City, no Missouri, disse que em termos de reservas, o hotel se encontra em "situação muito similar" à mesma época do ano passado. "Não estamos observando o aumento que havíamos previsto", admite Jenkins. Ele está fazendo todo o possível para aproveitar a Copa do Mundo. O gerente esperava um pico, já que receber o torneio na própria cidade é uma "experiência única na vida". Mas, até agora, ele está decepcionado. Por outro lado, Jenkins contou ter registrado um leve aumento das reservas com o anúncio da tabela da Copa e espera ver uma "aceleração muito maior, à medida que se aproximem as partidas". Para ilustrar o grau de esperança depositado pelas empresas locais no sucesso do torneio, Jenkins afirmou que o festival criado para os torcedores (o Fifa Fan Festival) será "um fator determinante". O próprio Fontaine Hotel irá promover uma "Copa Culinária". Nela, os hóspedes poderão degustar pratos temáticos, inspirados nos países cujas seleções irão jogar em Kansas City. A estreia da Argentina, a atual campeã, está marcada para a cidade do Missouri no dia 16 de junho, contra a seleção da Argélia. Mas Jenkins afirma que o superastro Lionel Messi ainda não exerceu o mesmo poder de atração da estrela do pop Taylor Swift, quando sua turnê Eras visitou a cidade, em 2023. Ele admite que esta não é uma "comparação justa", devido à maior concentração de datas em comparação com a Copa do Mundo. Mas Jenkins descreveu a visita de Swift como "um evento capaz de esgotar as entradas em toda a cidade". 'Não é exatamente o que esperávamos' Também para Manuel Deisen, gerente-geral do Hotel InterContinental Buckhead em Atlanta, na Geórgia, "o volume de consultas e reservas que estamos observando está abaixo dos níveis habituais para as mesmas datas". Mas Deisen conta ter percebido um "entusiasmo incrível" pelo torneio e prevê um pico de última hora. Ele acredita que os torcedores estejam esperando até o final para confirmar suas reservas. O hotel fez do Mundial um elemento central da sua programação de verão. Os planos são de retransmitir as partidas e organizar eventos temáticos de futebol, dirigidos tanto aos torcedores vindos de fora quanto aos moradores locais, ao longo de toda a competição. A Fifa informou que a demanda pelos ingressos do torneio "não tem precedentes" e que já foram vendidos mais de cinco milhões de entradas. A instituição responde às críticas que consideram excessivos os preços dos ingressos, afirmando que alguns foram vendidos por apenas US$ 60, enquanto as entradas de preço maior foram definidas de forma a evitar a especulação pelos cambistas. A Casa Branca criou um grupo de trabalho especial para a Copa do Mundo, com o objetivo de garantir que o torneio ocorra sem contratempos. Como parte dos preparativos, o governo americano isentou os torcedores de futebol de 50 países da exigência de depositar US$ 15 mil para solicitar seus vistos, desde que demonstrem já possuir ingressos válidos para as partidas. ** Com BBC **

  • Aprovação de Trump cai para 35% com queda de apoio de republicanos

    Rejeição de Trump entre republicanos pode custar maioria do Partido Republicano no Congresso WASHINGTON - O índice de aprovação do presidente dos Estados Unidos, ‌Donald Trump, caiu para perto do nível mais baixo desde que ele retornou à Casa Branca, afetado por uma queda no apoio entre republicanos, de acordo com o último levantamento da Reuters/Ipsos. A pesquisa feita ao longo de quatro dias, encerrada na segunda-feira, 18, mostrou que 35% do país aprovava o desempenho de Trump, um ponto percentual abaixo do apontado no início deste mês e um pouco acima do ponto mais baixo de sua presidência -- 34% -- visto no mês passado. Ele iniciou ⁠seu mandato atual em janeiro de 2025 com um índice de aprovação de 47%. A popularidade do presidente sofreu um golpe este ‌ano, conforme os americanos sofrem com o aumento dos preços da gasolina desde que Trump ordenou ataques ao Irã em fevereiro, juntamente com Israel. A guerra bloqueou grande parte do comércio global de petróleo, elevando os preços na bomba para os americanos ‌em cerca de 50% e aumentando a preocupação entre os partidários de ‌Trump, que defenderão suas maiorias no Congresso nas eleições de meio de mandato em novembro. O descontentamento está se ⁠espalhando dentro do partido de Trump, com 21% dos republicanos dizendo que agora desaprovam o desempenho do presidente, em comparação com 5% logo após ele assumir o cargo há pouco mais de um ano. Cerca de 79% dos republicanos na pesquisa disseram que Trump estava fazendo um bom trabalho, abaixo dos 82% no início do mês e dos 91% em janeiro de 2025. Os republicanos ficaram particularmente ressentidos com a maneira como Trump lidou com o custo de vida, uma questão que ele prometeu ‌abordar durante sua campanha em 2024, depois que um surto de inflação alta atormentou seu antecessor no cargo, o democrata Joe Biden. Apenas ‌47% dos republicanos dão a Trump ⁠uma nota positiva em relação ao ⁠custo de vida, em comparação com 46% que dizem que ele está fazendo um trabalho ruim. Entre a população em geral, apenas um ⁠em cada cinco aprova o governo federal neste quesito. O apoio de Trump dentro de seu partido tem se mantido mais firme para sua política de imigração, outra questão central de sua campanha para a eleição presidencial de 2024 e que tem ⁠animado seus principais apoiadores. Cerca de 82% dos republicanos aprovam a maneira como Trump está lidando com a imigração, o que não mudou muito em relação ao ano passado. O magnata também assumiu o cargo com a promessa de evitar o que ele chamou de "guerras eternas", como as intervenções militares dos EUA no Iraque e no Afeganistão, que ocuparam as tropas americanas durante a maior parte do último quarto de século. Ele argumenta que o conflito com o Irã tem sido um sucesso, divulgando os ataques que mataram o líder do país e muitos políticos importantes. Um frágil cessar-fogo está em vigor desde abril, mas o Irã tem se recusado, em grande parte, a permitir a passagem de navios petroleiros pelo Estreito de Ormuz, que, antes da guerra, era responsável por um quinto do comércio global de petróleo. Apenas 62% dos republicanos aprovam a forma como Trump está lidando com a situação no Irã, enquanto 28% desaprovam, de acordo com a última pesquisa Reuters/Ipsos. Os democratas desaprovam de forma esmagadora, assim como dois terços dos independentes. No geral, apenas um em cada quatro entrevistados na pesquisa -- e cerca de metade dos republicanos -- disse que a ação militar dos EUA no Irã valeu a pena. A pesquisa, realizada online, reuniu respostas ‌de 1.271 adultos em todo o país e tem uma margem de erro de 3 pontos percentuais para os americanos em geral e de 5 pontos para os republicanos. Eleições em novembro Os estrategistas políticos republicanos disseram que a queda na popularidade de Trump pode ser um sinal de diminuição do entusiasmo entre os eleitores republicanos antes das eleições de novembro, ⁠quando o controle de ambas as câmaras do Congresso dos EUA estará em disputa. "A maior preocupação que eu teria é que os republicanos não parecem estar tão motivados a comparecer às eleições de meio de mandato quanto os democratas estão agora", disse Jeanette Hoffman, consultora republicana. Hoffman disse que ainda não está claro o impacto que o declínio dos números de Trump pode ter, já que quatro em cada cinco republicanos ainda o ‌apoiam. "80% ainda é um número bastante grande", disse ela. ** Com Reuters **

  • Confusão em praia de RI termina com três esfaqueados e fuga em massa de banhistas

    Confusão generalizada pegou banhistas de surpresa em praia paradisíaca NARRAGANSETT - O dia de folga de estudantes do último ano do ensino médio terminou em cenas de violência e pânico na praia municipal de Narragansett, de Rhode Island. Três pessoas foram esfaqueadas durante uma série de confusões registradas na tarde desta terça-feira, 19, provocando correria entre centenas de adolescentes e banhistas. Vídeos da briga circulam nas redes sociais e mostram grupos trocando agressões enquanto diversas pessoas filmavam a movimentação com celulares. Segundo o Departamento de Polícia de Narragansett, equipes de emergência foram acionadas por volta das 15h04 após relatos de múltiplos esfaqueamentos na praia, localizada a cerca de 51 quilômetros de Providence. As três vítimas receberam atendimento ainda no local e foram levadas para um hospital da região. O estado de saúde delas não foi divulgado. De acordo com o chefe de polícia Kyle Rekas, em entrevista ao jornal The Providence Journal, os esfaqueamentos ocorreram em meio a diferentes incidentes registrados ao longo do dia na praia. A fuga em massa dos frequentadores gerou novos tumultos e pequenos distúrbios, segundo as autoridades. A polícia informou ainda que dois adultos foram presos por conduta desordeira, resistência à prisão e obstrução da justiça, embora as detenções não tenham relação direta com os ataques a faca. Praia conhecida pela tranquilidade O episódio chamou atenção por ocorrer em um dos balneários mais conhecidos da região, frequentemente citado por veículos especializados em turismo como um destino familiar e tranquilo. Antes do caso, a praia costumava aparecer nas manchetes por listas de melhores praias ou por alertas envolvendo tubarões na costa. Nas redes sociais, moradores e frequentadores reagiram com indignação diante da violência. "É absolutamente inacreditável que tenha havido um esfaqueamento na praia de Narragansett hoje. Deveríamos poder ir à praia com nossos filhos sem nos preocupar com violência", escreveu um usuário. Outro internauta afirmou que a cidade “está se transformando numa terra sem lei”, enquanto um terceiro lamentou que a praia, antes conhecida por ser um lugar pacífico, tenha se tornado palco de agressões. A praia de Narragansett Town só deve iniciar oficialmente sua temporada de funcionamento em 25 de maio. O acesso ao local custa US$ 12, e as regras do balneário incluem proibição de bebidas alcoólicas, música alta e linguagem considerada obscena. Segundo o site imobiliário Zillow, o valor médio das casas na região gira em torno de US$ 850 mil. ** Com Agências **

  • Americanos improvisam para driblar preços altos da gasolina

    Morador da Geórgia resolveu encarar a crise com humor e criatividade ELLENWOOD - A resposta de Mali Hightower aos preços altos da gasolina é ‌um brinquedo que ele retirou do lixo de alguém. O faz-tudo de 30 anos de Ellenwood, na Geórgia, colocou um motor de dois galões e um pistão de uma lavadora de alta pressão em um Power Wheels Barbie Dream Camper rosa quebrado - um carrinho de brinquedo a bateria com menos de um metro e meio de altura. Com um único puxão no cabo, parecido com o de um cortador de grama, ele parte para o supermercado, com os joelhos nas orelhas e o capacete de motociclista na cabeça. Seu carro de verdade, um Mercedes-Benz conversível de 1996, custa cerca de US$90 para ser ⁠abastecido. "É muito caro", disse Hightower, que também instalou um suporte na parte superior para mantimentos. "Eu dirijo isso quando posso." A solução pode ser incomum, mas o aumento ‌do custo da gasolina está remodelando as decisões cotidianas e inspirando soluções criativas nas residências de todo o país. Há muito tempo apaixonados por seus carros, especialmente SUVs e caminhões leves menos eficientes em termos de combustível, os americanos estão buscando alternativas como transporte público ou ficar perto de ‌casa. Em 18 de maio, os americanos pagaram uma média de US$4,52 por galão de gasolina comum, ‌acima dos cerca de US$3 antes do início da guerra do Irã, de acordo com a Associação Americana de Automóveis (AAA). Em uma pesquisa da Ipsos de ⁠28 de abril, publicada pelo Washington Post e pela ABC News, 44% das pessoas disseram ter reduzido o número de viagens de carro. Alguns estão encontrando oportunidades em meio ao sofrimento econômico. Depois de gastar quase US$40 a mais do que o normal para abastecer seu Buick Enclave, Renee Tocci, diretora executiva do Camp Farley em Mashpee, Massachusetts, teve uma ideia: lançar um acampamento noturno como medida de economia de custos para os pais que gastam uma fortuna levando seus filhos de um lado para o outro durante todo o verão. "Meu colega disse: 'Isso é hilário'", contou Tocci. "E eu pensei, sério, vou colocar ‌isso em todas as mídias sociais." Ela começou a fazer referência aos custos de combustível online e em emails de marketing para aumentar o número de ‌adesões. "TODOS OS ESTILOS DE VIDA" A criadora de conteúdo Dafne Flores dirige de sua casa em Silverdale, Washington, para Los Angeles várias ⁠vezes ao ano para visitar amigos. Durante sua mais recente estada de dois meses, ela ‌estacionou em Glendale e passou a usar o ‌transporte público para se locomover. "Estamos acostumados a preços de gasolina caros, mas nunca tão caros", disse Flores, 28 anos. Abastecer seu Toyota Highlander agora custa pelo menos US$95, por isso ela está evitando saídas de carro para além de oito quilômetros e postos próximos a rodovias, onde já viu preços perto de US$9 o galão. No ônibus, ela pode editar vídeos e evitar custos de estacionamento. Flores diz que, online, mais norte-americanos da ⁠sua idade estão falando sobre escolhas semelhantes: "Estou vendo muitos vídeos de pessoas usando o ônibus." A tendência é evidente de costa a costa. No Maine, o número de passageiros no sistema de ônibus público de Bangor aumentou 21% desde janeiro, disse a administradora de trânsito Laurie Linscott, com a maior parte do crescimento durante os horários de pico. "Comecei a observar as pessoas e a tentar obter algum tipo de demografia", disse Linscott. "Eram pessoas de todos os estilos de vida." BRINDES DE CARTÃO DE GASOLINA Em uma quinta-feira recente, os motoristas esperaram mais ‌de uma hora em um posto de gasolina em El Segundo, Califórnia, onde a agência de turismo Visit Las Vegas estava oferecendo até US$100 em gasolina para os primeiros 100 motoristas na fila para incentivar a viagem para a cidade. Mas poucos dos que compareceram estavam pensando em tirar ⁠férias. Robert Jackson, de El Segundo, disse que o combustível duraria apenas alguns dias. "Agora tenho que andar e pegar o trem", disse ele. "É difícil. Realmente é." Segette Frank, de Los Angeles, disse que costumava fazer compras em toda a cidade. "Agora fico perto porque não quero ficar sem gasolina", disse ela. Em Chicago, a CityPoint Community Church planeja distribuir US$5.000 em cartões de gasolina de US$25 nas próximas semanas. O pastor Demetrius Davis disse que eles distribuíram mais de 70 cartões após os cultos do Dia das Mães. "O transporte não é um luxo para muitas famílias", disse ele. "É uma questão de sobrevivência." Até agora, a crise não causou um aumento nas compras de veículos elétricos, mas vingou os atuais motoristas deles, particularmente os proprietários de Tesla que se viram envolvidos na reação política do ano passado contra o presidente-executivo Elon Musk. John Stringer, presidente da Tesla Owners of Silicon Valley, um grupo de entusiastas da Tesla, publicou recentemente um vídeo no TikTok mostrando uma placa de posto de gasolina com preços altíssimos. "Ah, cara, gostaria que isso fosse um problema com o qual eu tivesse que lidar", diz Stringer, em tom de brincadeira, antes de virar a câmera para seu Cybertruck. Embora tenha sido uma piada, Stringer disse que seu alívio é real. "Não sei qual foi a última vez que olhei os preços da gasolina, exceto por esse vídeo." ** Com Reuters **

  • Mãe de atirador de mesquita denunciou filho à polícia horas antes do crime

    Suspeitos foram encontrados mortos horas depois do atentado SAN DIEGO - A mãe de um dos adolescentes suspeitos do ataque ao Centro Islâmico de San Diego, na Califórnia, avisou duas horas antes que a polícia que o filho tinha desaparecido e estava armado. O chefe da polícia de San Diego, Scott Wahl, afirmou em entrevista coletiva que o tiroteio foi reportado por volta das 11h43 no horário local. Às 9h42, a mulher ligou para as autoridades e disse que o filho tinha impulsos suicidas e havia fugido de casa. Segundo Wahl, ela informou que várias de suas armas haviam desaparecido, assim como o carro da família, e que não conseguia contato com o jovem. Também relatou que, na última vez em que o viu, ele estava com outro adolescente e ambos usavam roupas camufladas. “Isso não condiz com o que normalmente observaríamos em alguém com tendências suicidas”, disse Wahl. Inicialmente, os policiais se deslocaram para dois locais: a Madison High School, que tinha ligações com um dos suspeitos, e o shopping Fashion Valley, após um radar identificar a placa do veículo usado pela dupla na região. Os agentes chegaram a entrar na escola para averiguar a situação, mas não encontraram nada suspeito. Enquanto as buscas eram realizadas e a mãe era ouvida, uma pessoa ligou para a emergência e relatou que um atirador havia invadido a mesquita, que fica a cerca de 1,5 quilômetro da escola. Ao suspeitarem que os jovens poderiam estar envolvidos, os policiais foram ao Centro Islâmico e encontraram três corpos na entrada do local. Minutos depois, às 11h52, outro denunciante relatou um ataque a tiros contra um jardineiro. Segundo Wahl, o homem não ficou ferido porque o disparo atingiu o capacete que usava. Pouco depois, outra chamada informou sobre um veículo abandonado na região. No local, os policiais encontraram os dois adolescentes mortos dentro do carro. A principal hipótese é de que eles tenham tirado as próprias vidas após o ataque. O chefe de polícia afirmou ainda que a mãe encontrou um bilhete deixado pelo filho, mas o conteúdo não foi revelado. As vítimas não tiveram a identidade divulgada, mas entre elas está o segurança do templo religioso que, segundo as autoridades, agiu rapidamente e ajudou a evitar um número maior de feridos. “Suas ações foram heroicas e, sem dúvidas, hoje ele salvou vidas”, disse Wahl. O centro é a maior mesquita do Condado de San Diego, no sul da Califórnia. O complexo inclui a Escola Al Rashid, que oferece cursos de língua árabe, estudos islâmicos e Alcorão. Imagens aéreas mostraram mais de uma dúzia de crianças de mãos dadas sendo retiradas do estacionamento do local, cercado por dezenas de viaturas policiais. A mesquita fica em um bairro residencial com casas, apartamentos e centros comerciais com restaurantes e mercados do Oriente Médio. O agente especial do escritório do Departamento Federal de Investigação (FBI) em San Diego, Mark Remily, afirmou que os investigadores estão “considerando isso um crime de ódio até que se prove o contrário”. ** Com Agências **

  • ICE cita prisão de foragido brasileiro para justificar operações e expõe empresa de construção

    Rosa entrou ilegalmente nos Estados Unidos em 2022, segundo registros do governo BOSTON - O ICE destacou na última semana a prisão do brasileiro John Lenon Sena Rosa em Massachusetts para justificar a ação em expulsar "os piores elementos" dos Estados Unidos e coloca na mira a empresa para a qual o homem trabalhava. Nas redes sociais, a unidade da agência federal em Boston publicou na sexta-feira, 15, a foto do homem preso dois dias antes. Ele veste o uniforme de uma companhia de construção. O ICE afirma que "são esses tipos de monstros que as políticas santuárias protegem em nossa comunidade". A agência federal destaca em postagem nas redes sociais os detalhes cruéis do assassinato como o "esfaqueamento da vítima até a faca quebrar e as pauladas e golpes de capacete" na vítima. Nos comentários, internautas apoiam o trabalho do ICE e questionam como a empresa contratou o imigrante ilegal. "Fico arrepiada só de pensar que um homem violento desse possa estar na minha propriedade", escreveu um perfil. 0utro usuário do X admite que não é uma boa propaganda para a empresa. A reação do público traz à tona a vulnerabilidade de empregadores que contratam mão de obra com acesso limitado ao background criminal do candidato, colocando em risco a equipe toda diante de uma possível operação da imigração. Crime Rosa é foragido da Justiça do Brasil desde 2025 após ser condenado por um homicídio cometido em Açucena, Minas Gerais, 10 anos antes. Ele entrou ilegalmente nos EUA em 2022, segundo o ICE. Segundo os autos do processo, Rosa ajudou Deivison Dionatan Araújo dos Reis a atrair e a matar a vítima. A defesa do imigrante preso chegou a recorrer da sentença ao afirmar que ele concordou "em dar uma surra" no homem, mas desconhecia a intenção de matar. Em depoimento, Rosa afirma que Reis esfaqueou a vítima que tentou se defender. No entanto, admitiu que ajudou a agredí-la com pauladas no dia 8 de junho de 2015, na zona rural de Belo Oriente. O sentença do Fórum de Açucena cita o crime por assassinato por motivo fútil, vias cruéis e resultado de uma emboscada. A pena pode chegar a 30 anos de reclusão. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)

  • Ancelotti apresenta lista de convocados com Neymar e Weverton

    Ancelotti manteve mistério sobre a convocação de Neymar até o último momento Rio - O mistério acabou. Neymar vai para a Copa do Mundo nos EUA, México e Canadá. A lista dos 26 convocados para a seleção foi divulgada pelo técnico Carlo Ancelotti nesta segunda-feira, 18, em cerimônia no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. O atacante do Santos foi incluído na nominata mesmo sem ter figurado em nenhuma das cinco convocações do italiano até então. Será a volta de Neymar à seleção após pouco mais de dois anos. A última atuação foi em outubro de 2023, quando sofreu a lesão no ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo. Os 26 convocados pela seleção brasileira para a Copa do Mundo 2026 Goleiros Alisson (Liverpool) Ederson (Fenerbahce) Weverton (Grêmio) Defensores Alex Sandro (Flamengo) Bremer (Juventus) Danilo (Flamengo) Douglas Santos (Zenit) Gabriel Magalhães (Arsenal) Ibañez (Al-Ahli) Léo Pereira (Flamengo) Marquinhos (PSG) Wesley (Roma) Meias Bruno Guimarães (Newcastle) Casemiro (Manchester United) Danilo Santos (Botafogo) Fabinho (Al-Ittihad) Lucas Paquetá (Flamengo) Atacantes Endrick (Lyon) Gabriel Martinelli (Arsenal) Igor Thiago (Brentford) Luiz Henrique (Zenit) Matheus Cunha (Manchester United) Neymar (Santos) Raphinha (Barcelona) Rayan (Bournemouth) Vinicius Jr. (Real Madrid) “Foi muito difícil escolher esses 26 jogadores. A concorrência neste País é muito alta”, disse Ancelotti ainda antes de anunciar a lista. “Sei perfeitamente que alguns jogadores que estiveram conosco não estarão contentes com a lista. Sinto muito por isso. Quero dizer que fizeram um trabalho e um esforço fantásticos para estar na lista”, completou. ** Da Redação **

  • Brasileira segue presa há 5 meses acusada de abuso sexual após 'brincadeira' com filho na internet

    Amanda morava com o filho na Flórida e não havia indício de violência (Foto: Redes Sociais) WILDWOOD -A brasileira Amanda Alves Santana tenta provar a sua inocência em um caso de abuso sexual do próprio filho de 9 anos, em Wildwood, na Flórida, após a publicação de um vídeo em um grupo privado de amigos no Instagram. O pai está com a guarda provisória da criança e tenta reunir recursos para o pagamento da fiança estipulada em US$58 mil. A mulher de 31 anos está presa desde 9 de dezembro quando a Justiça foi notificada pela Meta de que ela publicou imagens da criança contrárias às regras da empresa. O vídeo foi compartilhado em um grupo privado do Instagram, soando para a maioria como "uma brincadeira onde iria sugar as partes íntimas do filho com o aspirador". Ao ser presa, os policiais ainda encontraram fotos do menor sem roupa, o que gerou mais acusações contra a brasileira, entre elas posse e distribuição de pornografia infantil. Carlos Pereira conseguiu a guarda do filho após ele passar um tempo em um abrigo e agora faz campanha para arrecadar fundos para custear a defesa da ex-mulher. "Eu sei que ela não fez por mal. É uma ótima mãe e o meu filho está sofrendo com essa situação", disse o rondoniense durante apelos nas redes sociais. No dia 18 de março, Amanda conseguiu o direito de responder o processo em liberdade sob fiança de US$ 58 mil, mas até agora uma campanha no Go Fund Me arrecadou pouco mais de US$ 4,5 mil. Se Amanda for solta para responder o processo em liberdade, ela não poderá ter contato com o filho ou com outra criança. A rondoniense fica proibida também de usar a internet. A defesa da brasileira não respondeu ao nosso pedido de comentário. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)

  • EUA dificultam regularização de imigrantes para promover deportação em massa

    Estudiosos acusam governo de inviabilizar legalização de imigrantes para justificar deportação WASHINGTON - Observadores do sistema de imigração dos Estados Unidos denunciam que o governo está dificultando a legalização de estrangeiros para promover a promessa de campanha do presidente Donald Trump de realizar a maior deportação em massa da história do país. Ao longo de um ano, desde que Trump voltou à Casa Branca em janeiro de 2025, o número mensal de aprovações de green card caiu cerca de 50%, segundo a análise do Cato Institute. Já as prisões de imigrantes dispararam cerca de 400% em 12 meses. Em dezembro, o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) divulgou a deportação de 650 mil imigrantes, incluindo os que foram recusados nos postos de entrada e os que tiveram os seus processos imigratórios negados por alguma razão. Segundo um cruzamento de dados oficiais feito pela Universidade da Califórnia, isso significa que 350 mil imigrantes que já viviam no país foram deportados, ainda muito aquém da meta de 1 milhão de expulsões por ano. Do outro lado, o Serviço de Imigração e Naturalização dos EUA (USCIS, na sigla em inglês) confirma ter adotado medidas para reforçar a verificação de antecedentes de candidatos à legalização, incluindo a suspensão por tempo indeterminado das decisões referentes a solicitantes de 39 países considerados de "alto risco". O Cato Institute destaca que embora as autoridades tenham excluído alguns grupos dessas restrições e, recentemente, declarado que planejam isentar certos médicos cujos pedidos ficaram retidos devido à suspensão, os atrasos no processamento estão deixando muitos solicitantes no limbo "e potencialmente vulneráveis ​​à prisão caso não tenham a documentação adequada aprovada". “Eles reduziram drasticamente a imigração legal para famílias. Reduziram drasticamente a imigração legal para empregadores. Basicamente, não há categoria que se possa encontrar que eles não tenham visado para reduções e cortes”, ressalta o diretor do Cato Institute, David Bier. Já Julia Gelatt, do Migration Policy, classifica os esforços da administração para desacelerar a imigração legal como “sem precedentes”. "O acúmulo de processos pendentes que vem crescendo no USCIS significa que muitas pessoas estão perdendo suas autorizações de trabalho, as proteções do DACA e ficando impossibilitadas de manter seu status de visto e permanecer legalmente nos EUA", diz. O USCIS defende que seu rigor reforçado na verificação é necessário para erradicar fraudes e crimes. "Estamos corrigindo as políticas irresponsáveis ​​da administração anterior, que permitiam que criminosos e fraudadores explorassem nosso sistema de imigração legal. Os oficiais não sofrem mais pressão para fazer vista grossa. Todo pedido recebe agora o escrutínio que os americanos merecem", declara a agência em nota. Mas os defensores dos direitos dos imigrantes acusam a administração republicana de usar incidentes isolados como pretexto para punir muitos daqueles que estão seguindo as regras. "É como se dissessem: 'Precisamos combater a imigração ilegal porque as pessoas deveriam fazer isso da maneira correta', e, em seguida, retirassem das pessoas justamente essa 'maneira correta'", conclui Bier. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)

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