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  • Papa é diagnosticado com câncer de pulmão

    Papa Leão XIV retirou o nódulo hoje pela manhã VATICANO – O Papa Leão XIV foi diagnosticado com adenocarcinoma pulmonar, um tipo de câncer no pulmão, após exames de um nódulo removido durante uma cirurgia nesta terça-feira, 13, informou o Vaticano. Durante o procedimento, os médicos retiraram o tumor do pulmão direito do pontífice. “Para garantir que o procedimento fosse radical, o lobo inferior do pulmão direito foi removido”, disse o Vaticano em um comunicado, acrescentando que a intervenção “confirmou o diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar, como suspeitado pelos exames pré-operatórios”. Segundo o Vaticano, a cirurgia para retirada de um nódulo pulmonar do papa terminou “com sucesso”. O procedimento foi realizado no Hospital Gemelli, em Roma, na Itália. O pontífice chegou ao hospital nesta terça-feira e acenou para dezenas de pessoas que aguardavam sua chegada na entrada principal da unidade. “A intervenção foi concluída com sucesso, dentro do tempo previsto e conforme o planejado, e o Santo Padre já retornou ao seu quarto”, declarou o Vaticano no Telegram. Leão revelou no domingo que os médicos haviam descoberto um pequeno nódulo localizado em seu pulmão e recomendaram sua remoção. Segundo o Vaticano, ele deve permanecer hospitalizado por pelo menos uma semana. Todas as suas audiências foram canceladas até 20 de outubro. O pontífice americano, de 71 anos, demonstrou um nível incomum de transparência sobre o primeiro grande problema de saúde divulgado publicamente em seus 17 meses de pontificado. Ele revelou a descoberta do pequeno nódulo localizado durante a oração do meio-dia de domingo e anunciou que passaria pela cirurgia de remoção. ** Com agências internacionais **

  • Suspeita de ligação falsa atrasa socorro a Christa Pike após execução fracassada

    Autoridades levaram meia hora para confirmar autenticidade da chamada de emergência RIVERBEND - O atendimento de emergência a Christa Pike foi atrasado devido à confusão entre socorristas e autoridades penitenciárias do Tennessee após sua execução malsucedida no mês passado, segundo gravações de chamadas para o serviço de emergência 911. As gravações, obtidas pela Associated Press por meio de um pedido de acesso a registros públicos, mostram que minutos preciosos foram perdidos enquanto autoridades e equipes de resgate tentavam determinar se o pedido de socorro na câmara de execução era legítimo. A primeira ligação para o 911 foi feita às 20h40 de 30 de setembro, pouco mais de uma hora depois do início da tentativa de execução por injeção letal. Somente meia hora depois as autoridades penitenciárias confirmaram que a chamada era verdadeira e começaram a permitir a entrada das equipes de emergência pelos portões da prisão. Pike, de 50 anos, foi hospitalizada depois de sobreviver a duas doses de pentobarbital, administradas durante a tentativa do estado de executá-la pelo assassinato a facadas de sua colega Colleen Slemmer, em 1995. Pike tinha 18 anos quando ela e o namorado torturaram e mataram Slemmer, tornando-se uma das mulheres mais jovens a receber uma sentença de morte. Pike permaneceu ligada a um respirador por vários dias e, em determinado momento, seus advogados não acreditavam que ela sobreviveria. Ela recuperou a consciência na terça-feira passada e começou a falar com dificuldade e a caminhar com ajuda, segundo os defensores. Ela recebeu alta do hospital e voltou para a penitenciária feminina onde estava presa havia 30 anos, informaram seus advogados no sábado (10). Confusão no atendimento A confusão começou já na primeira ligação para o 911. Uma pessoa, cujo nome e cargo foram omitidos da gravação, afirmou estar na Penitenciária de Segurança Máxima de Riverbend e disse que haviam tentado executar uma mulher, mas ela continuava viva. O atendente pediu um código para verificar a autenticidade da chamada, mas a pessoa não tinha essa informação. “Segundo os supervisores daqui do DEC (Departamento de Comunicações de Emergência), fomos informados de que se trata de uma ligação falsa”, disse um atendente às 21h03. “Não há necessidade de assistência médica na prisão de Riverbend.” Quatro minutos depois, um socorrista relatou: “Há alguém do lado de fora do portão da prisão dizendo que a situação é real e exigindo que entremos. Dizem que são algum tipo de autoridade estadual. Preciso que alguém vá até o portão conversar com essas pessoas.” Enquanto as equipes de emergência tentavam verificar a autenticidade do chamado, elas mantinham contato com representantes da Central de Controle da prisão. Segundo uma gravação registrada às 21h07, esses representantes afirmaram que “seriam eles os responsáveis por fazer a ligação e que não haviam feito nenhuma chamada”. Poucos minutos depois, a Central de Controle confirmou que o pedido de socorro era legítimo e autorizou a entrada dos socorristas, às 21h11. Duas outras ligações foram feitas Outras duas ligações para o serviço de emergência foram feitas, incluindo uma às 21h08 por Kelly Gleason, uma das advogadas de Christa Pike. “Minha cliente, Christa Gail Pike, está sendo submetida a uma execução pelo Estado. Ela já passou por todas as etapas previstas no protocolo de execução e, segundo as últimas informações que recebemos do advogado que está presente no local, ela continua viva e respirando, e precisa de atendimento médico imediato para salvar sua vida”, declarou Gleason durante a ligação. O Departamento de Correções do Tennessee não informou o que deu errado na tentativa de execução. Especialistas médicos levantaram algumas hipóteses que poderiam explicar como Pike conseguiu sobreviver, incluindo possíveis problemas na qualidade do medicamento e o posicionamento dos acessos intravenosos, que poderia ter provocado o acúmulo da substância nos tecidos do corpo, em vez de permitir sua circulação adequada pela corrente sanguínea. ** Com AP **

  • Agente do ICE atropela mexicano 'intencionalmente' no Texas, denuncia advogada

    Homem estava em cima da calçada quando foi atingido pelo carro do ICE HOUSTON - Um mexicano foi atropelado "intencionalmente" por um veículo conduzido por um agente do ICE durante uma perseguição em Houston, no Texas, denunciou sua advogada nesta segunda-feira, 13, em mais um incidente com feridos durante operações migratórias nos Estados Unidos. Imagens de vigilância mostram o momento em que um veículo utilitário esportivo (SUV) escuro alcança e atinge Miguel Parra, de 48 anos, no sábado. O ICE afirmou que buscava deter uma pessoa com antecedentes criminais que, segundo a agência, viajava na mesma caminhonete que Parra. "Quando os agentes do ICE tentavam deter os imigrantes indocumentados, Miguel Parra entrou no caminho de um veículo do ICE e foi atropelado", disse um porta-voz da agência. No entanto, a advogada do imigrante, Kim Bruno, contesta essa versão. "O que aconteceu não foi um acidente, é algo [feito] intencionalmente, e isso é maus-tratos", disse ela em uma coletiva de imprensa. Parra trabalhava na construção civil e estava indo para o trabalho com um colega, segundo seus familiares. O vídeo mostra duas pessoas descendo de uma caminhonete e correndo em direções diferentes. César Espinosa, diretor da ONG FIEL, que defende os direitos dos migrantes, informou que Parra passou por uma cirurgia no domingo. "Ele está com o quadril lesionado, o pé quebrado e o tornozelo fraturado", disse, acrescentando que ele precisará de outras cirurgias para reconstruir a perna direita, que foi quebrada em três partes. Ele insistiu que o mexicano não era o alvo da operação e acusou o ICE de utilizar o "perfil racial" para buscar pessoas que considera indocumentadas. Outros incidentes O incidente ocorreu dois dias depois de o dominicano Oscar Belgal, de 28 anos, ter sido baleado durante uma operação do ICE em Nova York enquanto estava em um carro com uma criança de cinco anos. As autoridades afirmam que ele possui antecedentes criminais. Em 20 de setembro, em Austin, no Texas, o venezuelano Wilber Garcés foi baleado nas costas por um agente do ICE enquanto trabalhava como entregador. O Departamento de Segurança Interna o acusa de tentar atropelar um agente com seu carro. Em julho, outro agente matou a tiros o mexicano Lorenzo Salgado. As autoridades também o acusaram de tentar atropelar um oficial, mas testemunhas contestaram essa versão. O ICE tem sido alvo de protestos e críticas em várias partes do país devido aos seus procedimentos durante as operações migratórias promovidas pelo presidente Donald Trump. ** Com AFP **

  • Musk gasta US$366 mi para ajudar republicanos a manter controle do Congresso dos EUA

    WASHINGTON - Elon Musk já ⁠gastou cerca de US$366 milhões nas eleições de ⁠meio de mandato de 2026, sendo US$276 milhões apenas desde ‌julho, tentando ajudar os republicanos a manter o controle do Congresso, mesmo com a melhora das chances dos democratas de retomar a Câmara ‌e o Senado dos Estados Unidos. A generosidade de Musk, noticiada anteriormente pelo jornal The New York Times, torna a pessoa mais rica do mundo provavelmente o maior doador político individual nas eleições deste ano, de acordo com os registros de financiamento de campanha. Há muito em jogo para Musk, com ⁠os ‌democratas da Câmara pedindo investigações sobre seus contratos governamentais como presidente-executivo ⁠da empresa aeroespacial SpaceX , bem como seu trabalho à frente do Departamento de Eficiência Governamental durante a presidência de Donald Trump. Musk já gastou US$366 milhões ​neste ciclo eleitoral, que começou em 1º de janeiro de 2025. Desse total, Musk doou pelo menos US$276 milhões para grupos republicanos e ​seu próprio super PAC - o América PAC - desde julho, confirmou um porta-voz do empresário. Dos US$276 milhões em doações do terceiro trimestre foram para: US$158 milhões foram para o Senate Leadership Fund, o super PAC criado para ajudar a eleger republicanos para o Senado, alinhado com o líder da maioria no Senado, John Thune, um republicano da ‌Dakota do Sul; US$20 milhões foram para o ​Congressional Leadership Fund, o super PAC criado para republicanos da Câmara, alinhado com o presidente da Câmara, Mike Johnson, um republicano da Louisiana; US$76 milhões foram para o America ⁠PAC de Musk; US$10 milhões ​foram para o ​Lone Star Liberty PAC, que apoia a candidatura do procurador-geral republicano Ken Paxton ao Senado ⁠dos EUA no Texas, onde pesquisas recentes ​o mostram em empate técnico com o democrata James Talarico; US$10 milhões foram para a Associação de Governadores Republicanos; US$2 milhões foram para a Associação ​de Procuradores-Gerais Republicanos. O America PAC está ajudando candidatos republicanos em sete Estados decisivos e em quase três dezenas de disputas ​para a Câmara dos ⁠Deputados dos EUA. As novas doações serão divulgadas publicamente quando muitos super PACs forem obrigados a ⁠divulgar seus gastos do terceiro trimestre na quinta-feira. Musk também doou mais dinheiro por meio de grupos que não divulgam seus doadores, de acordo com uma reportagem do New York Times e confirmado por um porta-voz do America PAC. ** Com Reuters **

  • Incidente em montanha-russa da Geórgia deixa um morto e vários feridos

    ATLANTA - Uma pessoa morreu e várias ficaram feridas em um incidente envolvendo uma montanha-russa do parque temático Six Flags Over Georgia, em Atlanta, na segunda-feira, 12. As circunstâncias da ocorrência ainda não foram esclarecidas, e as autoridades não informaram como a pessoa morreu nem como os demais visitantes se feriram. A presidente do conselho do condado de Cobb, Lisa Cupid, informou que detetives da unidade de crimes graves investigam o caso. "Hoje aconteceu uma terrível tragédia no Six Flags Over Georgia", afirmou Cupid em comunicado. "Não consigo imaginar o horror que os visitantes e funcionários presenciaram, e meu coração está com a família que perdeu um ente querido", acrescentou. Nove montanhas-russas foram fechadas A operadora Six Flags, que administra parques temáticos em toda a América do Norte, suspendeu temporariamente o funcionamento de nove montanhas-russas semelhantes em seis parques, “por extrema precaução”. As autoridades não identificaram oficialmente a atração envolvida no incidente na Geórgia. Mas a imprensa local informou a montanha-russa Goliath, que, segundo o site do parque, atinge velocidades de até 113 km/h e altura de 61 metros. Um porta-voz do Six Flags afirmou que o parque e as autoridades locais responderam imediatamente à ocorrência e que a empresa está cooperando plenamente com os representantes locais. O caso ocorre semanas depois de a Six Flags anunciar o fechamento definitivo de uma popular montanha-russa em seu parque temático na Califórnia. A decisão foi tomada após dezenas de pessoas afirmarem ter sofrido danos cerebrais depois de andar na atração. Não foi informada uma relação entre os dois casos. ** Da Redação **

  • Polícia deflagra operação contra 'motoristas perigosos' em seis Estados

    O major Sean Maher disse que caminhões de grande porte, ônibus e outros veículos comerciais também estão na mira NOVA YORK - Polícias de seis Estados anunciaram uma operação de três dias essa semana para inibir 'a direção perigosa' nas estradas interestaduais. A Operation Wicked Safe, entre os dias 13 e 15, vai aumentar o policiamento em Nova York, Massachusetts, Rhode Island, Connecticut, New Hampshire e Vermont. Segundo as autoridades, o foco da ação se concentra em identificar o excesso de velocidade, manobras perigosas, direção sob o efeito de álcool ou drogas (OUI/DUI), uso do celular e outras distrações ao dirigir, desrespeito à lei de dar espaço a veículos de emergência parados no acostamento (Move Over Law) e uso de cinto de segurança, além de apertar a fiscalização de veículos comerciais. Segundo a polícia de Massachusetts, outubro registra o maior número de acidentes causados pela direção irresponsável "por conta do aumento do turismo sazonal, volta das rotinas escolares e das mudanças nas condições climáticas e vias". No ano passado, o Departamento de Transporte do Estado, registrou 38 acidentes fatais nesse período, tornando o mês mais letal do ano. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)

  • Agentes de imigração fazem buscas em casa de deputada democrata

    Omar é alvo de críticas constantes do presidente Donald Trump WASHINGTON - Agentes federais fizeram buscas na casa da deputada democrata Ilhan Omar, em Washington, na madrugada desta segunda-feira, 12, confirmou o Departamento de Justiça (DOJ) dos Estados Unidos. Uma pessoa familiarizada com o caso disse que a busca decorre de uma investigação criminal relacionada a uma possível fraude migratória. Parte das apurações envolve documentos da parmamentar nascida na Somália que teriam sido preenchidos por seu falecido pai quando ela ainda era criança. Em comunicado, um porta-voz do DOJ afirmou, sem dar detalhes, que agentes do HSI (Investigações de Segurança Interna), órgão ligado ao ICE, cumpriram um mandado de busca autorizado pela Justiça. Um representante de Omar não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. A operação ocorre pouco mais de três semanas antes das eleições de 3 de novembro, quando o Partido Republicano tentará manter suas estreitas maiorias no Congresso. Omar, uma das principais representantes da ala progressista do Partido Democrata, concorre à reeleição em um distrito considerado seguro para os democratas. Ela venceu a disputa de 2024 em Minnesota por uma margem de 50 pontos percentuais. O governador daquele Estado, Tim Walz, acusou Trump de usar o poder presidencial para perseguir adversários políticos às vésperas da votação. “Os americanos estão vendo isso pelo que é”, escreveu Walz nas redes sociais. “O presidente Trump está abusando de seu poder para perseguir adversários políticos semanas antes de uma eleição.” As regras do Departamento de Justiça proíbem promotores e agentes federais de programar ações para influenciar o resultado de eleições ou beneficiar candidatos e partidos. Historicamente, a pasta evita medidas investigativas contra candidatos nos cerca de 60 dias anteriores a uma votação. Trump já atacou Omar publicamente Nascida na Somália, Omar é uma crítica frequente de Trump e tem sido alvo de ataques verbais do presidente. Ele já associou a comunidade somali-americana a uma ameaça para Minnesota e fez declarações contra somalis e muçulmanos. A deputada descreveu a atenção de Trump sobre ela como uma “obsessão doentia e assustadora”. Ela também afirmou que sua família recebeu ameaças de morte que atribui à retórica política hostil, especialmente à do presidente. Em fevereiro, Trump disse que Omar e a deputada democrata Rashida Tlaib, de Michigan, também muçulmana, deveriam ser internadas e enviadas de volta para os lugares de onde vieram. As duas haviam criticado o presidente durante seu discurso sobre o Estado da União, no qual ele defendeu a política migratória rigorosa de seu governo. No mês passado, um homem de Minnesota que jogou vinagre em Omar foi condenado a um ano e dois meses de prisão após se declarar culpado de agredir uma autoridade federal. Anthony James Kazmierczak admitiu ter atacado a parlamentar por discordar de suas posições políticas progressistas. ** Com Agências **

  • EUA planejam taxa de US$ 70 mil para estudantes de fora trabalharem no país

    Empresas reclamam que inciativa faz os EUA perderem grandes talentos WASHINGTON - O Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) dos Estados Unidos propôs que estudantes estrangeiros paguem pelo menos US$ 70 mil em taxas de treinamento caso queiram trabalhar no país, segundo um comunicado do governo publicado online na última semana. Pela proposta divulgada no dia 7 de outubro, não imigrantes com visto F-1 teriam de pagar o valor para uma instituição certificada por um treinamento prático em serviço, conhecido como Optional Practical Training, ou OPT, e US$ 30 mil por qualquer treinamento profissional adicional. O DHS afirma que as novas regras visam "combater fraudes, fortalecer a integridade do sistema de imigração e proteger os trabalhadores dos EUA". No sistema OPT, estudantes estrangeiros podem realizar treinamentos profissionais por até 20 horas semanais durante o período letivo, bem como por um tempo limitado após a graduação, com uma permissão adicional para aqueles formados nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Atualmente, espera-se que os participantes paguem cerca de US$ 500. "O DHS está agora estabelecendo uma taxa para garantir que empregadores, estudantes e instituições realizem atividades adequadas e compatíveis com a admissão como não imigrante F-1", declarou a agência. Esses programas de treinamento frequentemente servem como uma ponte para estudantes que buscam trabalhar com vistos H-1B — categoria que também tem sido alvo de taxas mais elevadas por parte da administração Trump. Durante décadas, o programa H-1B permitiu que jovens engenheiros e cientistas de todo o mundo, especialmente da Índia e da China, transformassem anos de estudo em universidades americanas em empregos bem remunerados e em um caminho para a residência permanente nos EUA. Grandes empresas de tecnologia americanas passaram a depender fortemente desses profissionais para preencher cargos que exigem alta qualificação. Durante a campanha de 2024, o presidente Donald Trump prometeu facilitar a permanência de estudantes estrangeiros no país, sugerindo que eles recebessem automaticamente um Green Card após a graduação. Assim como outras propostas semelhantes do DHS, é provável que essa mudança na regra enfrente contestações judiciais imediatas. "Essa proposta de regra não terá sucesso nos tribunais, assim como a taxa de US$ 100 mil para vistos H-1B e outras políticas restritivas foram derrubadas", escreveu nesta quarta-feira, no LinkedIn, Doug Rand, diretor do Talent Mobility Fund, organização que trabalha para atrair profissionais estrangeiros das áreas de Stem (ciência, tecnologia, engenharia e matemática). A proposta passará por um período de 30 dias de consulta pública antes de ser finalizada. O DHS diz que vai aguardar 60 dias após a finalização antes de colocar a regra em vigor, para dar tempo a instituições de ensino, estudantes e empregadores para se prepararem. ** Com Reuters **

  • Deputados brasileiros publicam nota de repúdio contra foto de pastores com anti-imigrante

    Pastores se reúnem com candidato ao governo de Massachusetts assumidamente anti-imigrante BOSTON – A bancada brasileira de deputados estaduais em Massachusetts emitiu neste domingo, 11, uma nota de repúdio à foto de pastores reunidos com o candidato a governador pelo partido republicano Mike Minogue, político alinhado à Casa Branca em seu discurso anti-imigrante e que, ‘se eleito’, promete acabar com a carteira de motoristas para indocumentados, direito conquistado após mais de 20 anos de campanha. Minogue é um ferrenho defensor das deportações em massa e se aproveitou do encontro com líderes evangélicos brasileiros para logo em seguida postar nas redes sociais em português seu agradecimento pelo acolhimento e finaliza dizendo que junto aos pastores será contruído um futuro melhor para Massachusetts. A nota de repúdio publicada nas redes sociais foi assinada pelos representantes estaduais (similar aos deputados no Brasil) Priscila Sousa, Rita Mendes e Danilo Sena e pela deputada eleita Lorena Betts. “Respeitamos as diferenças políticas e religiosas, mas não podemos ignorar ameaças às conquistas da nossa comunidade”, diz um trecho da nota dos democratas. Os deputados afirmam ainda que se dedicaram à aprovação do Protect Act, lei sancionada em setembro que restringe determinadas ações em hospitais, tribunais e escolas, além de limitar a participação das polícias locais em operações federais. O pastor João Batista de Almeida, da Igreja Missão Reviver USA, participou do encontro com Minogue e disse em entrevista à MANCHETE USA que “é sem noção de política” e que segue quem está mais alinhado com seus valores. “Eu não sou muito infiltrado em política. Eu vou pelos meus princípios, de acordo com aquilo que acredito e dentro da palavra de Deus”, disse João Batista. “Procure os pastores de Worcester que são mais envolvidos com política”, finaliza. O brasileiro R.T. disse que se sentia humilhado: “Vamos lá para as igrejas deles, deixar 10 por cento e depois ficar sem carteira de motorista.” Para o mineiro Francisco Natal os pastores ao lado de Mike Minogue na foto são os mesmos que há dois anos mandaram votar em Donald Trump. “Eu lembro muito bem de pastores falando que Trump era contra o aborto e, por isso, merecia nosso voto. Eu também sou contra o aborto mas sou mais a favor de uma comunidade livre. E o arrependimento não veio para esses pastores nem mesmo depois de centenas de mortes no Irã por causa dessa guerra provocada pelo homem contra o aborto. Morte é morte de todo jeito”, disse Natal. Ao fim da noite de domingo, o Conselho Pastoral divulgou uma nota assinada por cinco pastores, afirmando que Minogue teria desmentido sua posição contrária à carteira de motorista e que ouviram as propostas do candidato porque já conheciam o que propõe a atual governadora Maura Healey que tenta a reeleição. Os pastores afirmam que não assumiram compromisso com nenhum candidato. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)

  • Goiano é deportado após passar um mês preso sob custódia do ICE por entrar ilegalmente nos EUA

    Matheus durante vídeo com a prima após chegar em Minas Gerais na sexta-feira NOVA YORK - O goiano Matheus Fernandes Machado, conhecido nas redes sociais como "Ugoianin" chegou ao Brasil nesta sexta-feira, 9, após passar mais de um mês preso sob a custódia do ICE e quase morrer na travessia do México para os Estados Unidos. Ele é um dos 144 brasileiros - 133 homens e 11 mulheres - que desembarcaram no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Minas Gerais, vindo em um voo fretado dos EUA. A prima de Matheus, moradora de Massachusetts, Ludmilla Machado, chamou a atenção para a situação do jovem nas redes sociais. “Ele foi preso tentando uma vida melhor aqui nos Estados Unidos. O pessoal do México tentou afogar ele no rio, não conseguiu e o entregou para a imigração”, contou. Morador de Goiânia, o jovem é conhecido pelo perfil "Ugoianin" autor de vídeos de humor geralmente relacionados ao Vila Nova. Com mais de 30 mil seguidores no Instagram, ele publicou pela última vez nas redes sociais em 31 de agosto, quando já estava no México. Leia também: Goiano é preso ao tentar entrar nos EUA pelo México No úlitmo mês, o goiano passou por sete centros de detenção do ICE e dividiu celas com pessoas condenadas por crimes, segundo relatos da família. "Ele já se encontra no Brasil. Eu queria agradeceu o carinho de todos vocês. Muito obrigada!" comemorou Ludmilia em sua rede social. A MANCHETE USA tentou contato com Matheus, mas não obteve retorno até a publicação dessa matéria. A reportagem também tentou contato com Ludmilla. Ela trabalha na loja de móveis do irmão - uma empresa com mais de uma década de atuação em Massachusetts - para entender o caminho feito pelo goiano. Ela não respondeu. Tolerância Zero Na semana seguinte à detenção de Matheus, o secretário do Departamento de Segurança Interna (DHS), Markwayne Mullin, celebrou "16 meses consecutivos sem liberações na fronteira". Para Mullin, as estatísticas “provam que as políticas do presidente Trump estão funcionando”. “A prática de ‘capturar e liberar’ acabou, as consequências estão de volta e as travessias ilegais caíram para níveis historicamente baixos. É assim que se parece uma fronteira segura", acrescentou. Um comunicado da Polícia de Fronteira (CBP, na sigla em inglês) de 16 de setembro também destaca que "a queda sustentada nas travessias ilegais de fronteira e nas detenções — agora em níveis não vistos há mais de três décadas — demonstra o profundo impacto de políticas rigorosas de fiscalização. Com uma redução de 94% nas detenções diárias em relação à administração anterior, a fronteira permanece mais segura do que em qualquer outro momento da história". Segundo a CBP, 8.870 estrangeiros foram presos na fronteira sul em agosto, uma queda de 5% em relação ao mês anterior. A intenção é chegar a zero. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)

  • Homem é acusado de instalar câmera no banheiro e filmar mulheres e crianças nuas

    Marco Silva responde o processo em liberdade e nega todas as acusações FALL RIVER – Marco Silva, 55, morador de Fall River, Massachusetts, compareceu à Corte na quarta-feira, 7, para responder a diversas acusações, incluindo de pedofilia, após a polícia afirmar que ele filmou secretamente mulheres, inclusive menores de idade, nuas ou seminuas em seu banheiro durante uma festa, sem que elas soubessem. A MANCHETE USA teve acesso ao boletim policial, que teve partes significativas omitidas por motivos de privacidade ou sigilo de investigação. No sábado, 4 de julho, por volta das 21 horas, o policial Anyeric Castillo, da Divisão de Patrulhamento, foi acionado para atender a uma denúncia feita pessoalmente na delegacia sobre uma câmera que estaria gravando imagens em um banheiro. Dias depois, em 7 de julho, o detetive Nicholas Custadio, da Divisão de Crimes Graves do Departamento de Polícia de Fall River, foi designado para dar continuidade ao comando da investigação. Os investigadores se dirigiram ao número 100 da Rua Lafayette e fizeram contato com Marco Silva. Ele foi detido sem incidentes e conduzido ao Departamento de Polícia de Fall River, onde seu iPhone foi apreendido para averiguações. Silva foi levado a uma sala de interrogatório, informado de que o ambiente era monitorado por áudio e vídeo e avisado sobre seus direitos (conhecidos como direitos Miranda). Ele declarou compreender as orientações, mas decidiu não responder a perguntas. Em seguida, Silva foi encaminhado à sala de registro de ocorrências para os procedimentos de praxe, sem incidentes. Os investigadores associaram as vítimas aos vídeos; todas as imagens mostram mulheres nuas ou parcialmente nuas, sem que elas soubessem que estavam sendo gravadas enquanto utilizavam o banheiro na casa do suspeito durante uma festa. ACUSAÇÕES A polícia acusou Silva de fotografar pessoa nua sem o seu conhecimento (sete acusações), fotografar criança nua em pose ou exibição lasciva (duas acusações), posse de pornografia infantil (duas acusações) e fotografar partes sexuais ou íntimas de criança (duas acusações). Em julho, ele se declarou inocente no Tribunal Distrital de Fall River, teve sua fiança fixada em US$ 150 mil (garantia fidejussória) ou US$ 15 mil (em espécie) e responde o processo em liberdade. Em 17 de setembro, Silva foi formalmente denunciado pelo Tribunal Superior de Fall River pelos crimes de fotografar pessoa nua sem o seu conhecimento (11 acusações), fotografar criança nua em pose ou exibição lasciva (duas acusações), fotografar partes sexuais ou íntimas de criança (duas acusações) e posse de pornografia infantil. Nessa semana, na quarta-feira, 7, Silva compareceu à audiência de leitura das acusações no Tribunal Superior de Fall River, onde mais uma vez se declarou inocente. Uma audiência preliminar foi agendada para 15 de dezembro. Em tempo: Uma denúncia formal é uma acusação oficial, não uma determinação de culpa. Todos os réus são considerados inocentes até que se prove o contrário em um tribunal. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)

  • Goiano é preso ao tentar entrar nos EUA pelo México

    Matheus tem parentes radicados em Massachusetts e decidiu tentar atravessar a fronteira NOVA YORK - O goiano Matheus Fernandes Machado está preso nos Estados Unidos após tentar atravessar a fronteira com o México no início do mês em um momento em que a administração Trump comemora o índice zero de entrada ilegal de estrangeiros. Morador de Goiânia, o jovem é conhecido pelo perfil "Ugoianin" e publica vídeos de humor e relacionados ao Vila Nova. Com mais de 30 mil seguidores no Instagram, ele publicou pela última vez nas redes sociais em 31 de agosto. “Ele foi preso tentando uma vida melhor aqui nos Estados Unidos. O pessoal do México tentou afogar ele no rio, não conseguiu e o entregou para a imigração”, relatou a prima Ludmilla Machado que mora nos EUA. Segundo ela, Matheus está detido desde o dia 5 de setembro. Na semana seguinte à detenção, o secretário do Departamento de Segurança Interna (DHS), Markwayne Mullin, celebrou "16 meses consecutivos sem liberações na fronteira". Para Mullin, as estatísticas “provam que as políticas do presidente Trump estão funcionando”. “A prática de ‘capturar e liberar’ acabou, as consequências estão de volta e as travessias ilegais caíram para níveis historicamente baixos. É assim que se parece uma fronteira segura", acrescentou. Um comunicado da Polícia de Fronteira (CBP, na sigla em inglês) de 16 de setembro também destaca que "a queda sustentada nas travessias ilegais de fronteira e nas detenções — agora em níveis não vistos há mais de três décadas — demonstra o profundo impacto de políticas rigorosas de fiscalização. Com uma redução de 94% nas detenções diárias em relação à administração anterior, a fronteira permanece mais segura do que em qualquer outro momento da história". Segundo a CBP, 8.870 estrangeiros foram presos na fronteira sul em agosto, uma queda de 5% em relação ao mês anterior. A intenção é chegar a zero. Dias difícieis Nas redes sociais, Ludmilla relata que conversa diariamente com Matheus e que ele está abalado com a situação. “Tem dia que ele chora, ele conversa comigo, e aí eu tento passar força pra ele. Mas assim não é fácil, não está sendo fácil pra mim, não está sendo fácil para ele. O desejo dele sempre foi de vir para cá tentar uma vida melhor e, infelizmente, aconteceu tudo isso”, contou. "Nessa cadeia, ele não está bem porque passa necessidade de comida. No telefone, eu consegui colocar crédito mas para a comida tem que esperar praticamente uma semana para que o crédito entre na conta", disse Ludmila sem citar a prisão em que Matheus está. A prima também afirma que o goiano está detido em um local onde, segundo o relato dele, há outros presos além de imigrantes. “Ele está com dez homens na prisão, porque são várias celas, pelo que ele me contou. Lá não é preso só do ICE, pela imigração. Tem ladrão, tem estuprador, tem matador, tudo junto com o Matheus", relatou. “Ele me falou : "Prima, isso aqui é o inferno. Eu não tô aguentando isso, pelo amor de Deus!" Esses dias ele me ligou, estava chorando tanto. Eu chorando de um lado e ele do outro." Ajuda A MANCHETE USA tentou contato com Ludmilla - que mora na cidade de Marlborough, em Massachusetts, e trabalha na loja de móveis do irmão - uma empresa com mais de uma década de atuação no Estado - para entender o caminho feito pelo goiano. Ela não respondeu até a publicação dessa reportagem se o primo entrou em contato com a família nos EUA antes de tentar a travessia. Mas na rede social, Ludimilla diz que um advogado vai defender o primo sem cobrar. Mesmo assim há uma ''vaquinha" em curso no Brasil para arrecadar dinheiro para Matheus recomeçar a vida após uma possível deportação. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)

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