EUA intensificam esforço para revogar cidadania de pessoas naturalizadas
- Rádio Manchete USA

- há 22 horas
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WASHINGTON - Os Estados Unidos estão intensificando os processos de desnaturalização e planejam abrir pelo menos 250 casos até outubro, de acordo com um alto funcionário do Departamento de Justiça (DOJ).
Em menos de dois meses, 29 processos de desnaturalização estão sob análise. Os acude obter a cidadania americana de forma fraudulenta.
O ritmo já superou o de anos anteriores. Entre 2008 e 12 de junho de 2026, foram registrados 166 processos de cassação de cidadania, uma média de menos de dez por ano, de acordo com o Transactional Records Access Clearinghouse da Syracuse University.
Os casos abertos pelo governo Trump até agora incluem pessoas acusadas de cometer fraude, abuso sexual de menor ou de ter expressado apoio ao terrorismo antes ou durante o processo de naturalização.
Nos bastidores, o DOJ retirou advogados cíveis de diversas divisões — incluindo os designados para investigar fraudes, que o governo definiu como outra prioridade máxima — para conduzir casos de desnaturalização.
Os casos também estão sendo encaminhados aos escritórios dos procuradores federais em um momento em que muitos já estão sob enorme pressão.
A administração republicana defende que casos de desnaturalização devem ser priorizados "para proteger a integridade da cidadania americana e garantir que as pessoas presentes neste país que desfrutaram dos benefícios da cidadania o façam de forma legal, e que as pessoas certas estejam adquirindo a cidadania."
O governo federal tem autoridade, por legislação federal, para avançar na revogação da cidadania de um indivíduo caso ele tenha feito declarações falsas relevantes para o processo de naturalização ou caso a cidadania tenha sido obtida ilegalmente.
Os casos de desnaturalização geralmente se enquadram em uma dessas categorias e prosseguem como casos cíveis ou criminais, dependendo das circunstâncias.
Na última década, quase 8 milhões de pessoas se tornaram cidadãos naturalizados dos EUA, de acordo com o Serviços de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS).
A unidade de desnaturalização é composta por 12 advogados que estão trabalhando em um acúmulo de casos e continuam recebendo encaminhamentos do Departamento de Segurança Interna.
Isso inclui casos de fraude de identidade, bem como casos de condenações anteriores, casos de criminosos de guerra e casos de terrorismo, disse a fonte ouvida pela reportagem.
Os processos são intensivos e demorados, o que é em parte a razão pela qual as administrações anteriores se concentraram principalmente em pessoas envolvidas em crimes de guerra e terrorismo.
O governo de Joe Biden, por exemplo, protocolou um total de 24 casos ao longo de quatro anos, de acordo com o DOJ.
Em uma declaração no início do mês, o procurador-geral interino Todd Blanche pontuou que "obter a cidadania americana é um privilégio e, sob a liderança inabalável do presidente Trump, este Departamento de Justiça mantém uma política de tolerância zero para o abuso desse processo".
**Com Agências **

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