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  • Trump transforma discurso sobre economia em ataque aos democratas após resultados de Michigan

    WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ‌transformou nesta quarta-feira, 5, um discurso sobre a economia em um ataque aos democratas progressistas, argumentando que suas recentes vitórias nas primárias representam uma mudança potencialmente perigosa para o Partido Democrata às vésperas das eleições de meio de mandato de novembro. A visita de Trump a Las Vegas fez parte de uma estratégia mais agressiva da Casa Branca para desviar a atenção para o ⁠sucesso dos candidatos progressistas, já que os eleitores continuam insatisfeitos com a forma como o presidente ‌tem lidado com a economia e a guerra contra o Irã. Seu discurso para uma multidão de apoiadores no Red Rock Casino ocorreu um dia depois que candidatos progressistas obtiveram vitórias ‌importantes nas primárias democratas de Michigan na terça-feira. Trump dedicou parte ‌do tempo a abordar as disposições tributárias do pacote de gastos republicano do ⁠ano passado, incluindo medidas que isentam de impostos gorjetas, horas extras e rendimentos da Previdência Social para muitos norte-americanos. "Portanto, se você é garçom, garçonete, barman, carregador de malas... você não paga nenhum imposto sobre a renda proveniente de gorjetas", disse Trump. Mas as vitórias dos democratas progressistas em Michigan e em outras primárias democratas foram um tema dominante para Trump. Os socialistas democratas, disse ele, ‌representam a ameaça crescente do comunismo e ameaçam destruir o modo de vida norte-americano. "Acho que é ‌a maior ameaça", disse ele. Nenhum ⁠dos dois candidatos democratas ⁠vencedores em Michigan se identifica como socialista democrático, embora alguns candidatos progressistas que saíram vitoriosos em primárias anteriores ⁠o façam. O socialismo defende o controle público das ‌principais indústrias, ao mesmo tempo em ‌que permite certa propriedade privada e mercados. O socialismo democrático busca objetivos socialistas por meios democráticos. O comunismo é mais radical: busca abolir a propriedade privada e criar uma sociedade sem classes. Trump aproveitou o evento para atacar Abdul El-Sayed, que venceu as primárias ⁠democratas para o Senado em Michigan na terça-feira e enfrentará o republicano Mike Rogers, apoiado por Trump, nas eleições de novembro. "Ele não ama Israel. Ele não ama o povo judeu. Ele os odeia. Ele os odeia com uma paixão que arde em seu coração, e não há absolutamente nada que ele possa fazer ‌a respeito." El-Sayed condenou o antissemitismo e afirmou que as críticas ao ataque de Israel a Gaza e à ocupação dos territórios palestinos não devem ser equiparadas ao antissemitismo. O médico de ⁠41 anos fez campanha em prol da saúde universal, do fim da ajuda incondicional a Israel e da abolição do ICE, a agência federal de imigração que tem liderado a repressão de Trump à imigração ilegal. Atormentado pela queda nas pesquisas de opinião, Trump reclamou que não está recebendo o devido reconhecimento por suas políticas. "Não recebo crédito por nada", disse ele. Trump apareceu ao lado do candidato republicano ao Congresso Marty O'Donnell no distrito da região de Las Vegas representado pela deputada democrata Susie Lee, um dos campos de batalha mais disputados da Câmara dos Deputados. Trump atribuiu aos trabalhadores do setor de serviços de Las Vegas — um bloco eleitoral crucial em Nevada — o mérito de terem inspirado a cláusula temporária da legislação que isenta as gorjetas do Imposto de Renda. ** Com Reuters **

  • Governadora sanciona lei para inibir ações do ICE em Massachusetts

    Governadora assina o PROTECT Act ao lado de defensores de imigrantes BOSTON - A governadora de Massachusetts, Maura Healey, sancionou nesta quarta-feira, 5, a lei "mais rigorosa do país" para inibir ações dos agentes de imigração no Estado. "Eu acabei de sancionar o PROTECT Act, a maior proteção contra o ICE dos Estados Unidos", escreveu a democrata no Instagram. A nova legislação impede as operações de agentes de imigração sem mandado judicial em locais sensíveis como tribunais, escolas, creches, hospitais e locais de culto "para garantir que os residentes possam acessar serviços essenciais sem medo". "Na administração do presidente [Donald] Trump, há muitas famílias com receio de enviar os filhos para a escola, ir ao médico ou acessar do sistema de jurídico por causa do ICE", acrescentou Healey. Leia mais: Senado aprova projeto para limitar ação do ICE em Massachusetts O PROTECT Act - que por duas décadas tramitou no Congresso sob o nome Comunidades Seguras - proíbe o uso de recursos locais para a fiscalização civil de imigração e limita o compartilhamento de informações não públicas e notificações de liberação antecipada para agentes federais e coloca fim à parceria das polícias estadual e municipais, incluindo xerifes, de executar, renovar ou expandir substancialmente o acordo 287 (g) — que confere os confere status de agentes do ICE. O texto, considerado o mais forte contra a política imigratória do presidente Donald Trump, prevê ainda que os policiais "não podem interrogar ou visar indivíduos unicamente com base na condição imigratória ou de cidadania enquanto preservam sua plena autoridade para fazer cumprir a lei penal". O PROTECT Act amplia as proteções para funcionários estaduais e municipais que agirem de acordo com a nova lei, permitindo a indenização nos casos em que atuem no âmbito de suas funções oficiais, protegendo os servidores contra intimidações ou pressões jurídicas federais indevidas. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)

  • Gasolina sobe cerca de 30% e Trump pressiona petroleiras

    Pesquisas apontam que americanos deixaram de viajar por conta do valor do combustível WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a pressionar essa semana as petroleiras americanas a reduzir os preços da gasolina. Na segunda-feira, o preço médio da gasolina atingiu US$ 4,095 por galão nos EUA, cerca de 30% acima do registrado no mesmo período do ano passado, segundo dados da Associação Americana de Automóveis (AAA). Em publicação nas redes sociais, o republicano reclamou dos lucros das empresas do setor e afirmou que os consumidores não deveriam arcar com preços tão elevados, que começaram a subir após a escalada do conflito com o Irã no Oriente Médio. Na Truth Social, Trump afirmou que seu governo "salvou" o setor e citou o retorno da Chevron à Venezuela como prova. Ele também estendeu as críticas a outras gigantes do setor, como a ExxonMobil, uma das maiores produtoras de petróleo do mundo. Trump afirmou que as empresas deveriam repassar aos consumidores os benefícios das medidas adotadas por seu governo para ampliar a produção de petróleo. Petróleo ainda em alta O petróleo é uma commodity negociada globalmente. Isso significa que qualquer ameaça à oferta mundial afeta rapidamente as cotações internacionais, mesmo em países que produzem grandes volumes, como os EUA. A alta dos preços do petróleo foi impulsionada pela crise no Estreito de Ormuz, por onde passa 20% da produção mundial. Sempre que surgem ameaças de bloqueio da região, investidores passam a projetar uma oferta menor e o preço sobe. A situação fez disparar os lucros das petroleiras. Juntas, ExxonMobil e Chevron lucraram US$ 29 bilhões no segundo trimestre, mais de três vezes o valor registrado no mesmo período do ano anterior. Uma pesquisa da Ipsos, divulgada pelo Washington Post e pela ABC News, mostrou que 44% dos americanos diminuíram o número de viagens de carro em razão da alta da gasolina. ** Com Agências **

  • Homem armado em campo de golfe de Trump é preso antes de visita presidencial

    Trump não comentou sobre a prisão, apenas disse que é um presidente que deixa a sua marca EL SEGUNDO - Um homem armado foi preso no campo de golfe de Donald Trump, na Califórnia, no domingo, apenas dois dias antes da visita do presidente dos Estados Unidos ao local, informaram as autoridades na última terça-feira, 4. Segundo os relatos, o suspeito, identificado como Jeanine John Taele, de 38 anos, foi abordado por agentes do FBI à paisana após ser visto circulando nas imediações do clube de golfe, tirando fotos e gravando vídeos enquanto monitorava atividades relacionadas ao planejamento da segurança do evento. Durante a abordagem, os policiais constataram que Taele era investigado pelo Departamento de Polícia de El Segundo por um caso de roubo. Com o homem foi encontrado um carregador com capacidade para 16 cartuchos, contendo projéteis de ponta oca. Na sequência, uma busca no veículo do suspeito revelou uma pistola calibre .45 carregada, um carregador adicional, um fuzil modificado ilegalmente, dois dispositivos de radiotransmissão, um colete à prova de balas, carregadores de alta capacidade, grande quantidade de munições e cadernos contendo anotações consideradas alarmantes pelos investigadores. Taele foi preso sob acusação de porte ilegal de arma de fogo oculta e posse de munição proibida. Na segunda-feira (3), investigadores da Divisão de Crimes Graves do Departamento do Xerife do Condado de Los Angeles, que atuam em conjunto com a Força-Tarefa Conjunta de Contraterrorismo do FBI, cumpriram um mandado de busca na residência do suspeito, localizada em Downey. O caso foi encaminhado ao Ministério Público do Condado de Los Angeles. Apesar do incidente, Trump desembarcou em Los Angeles na terça-feira e chegou ao Trump National Golf Club no fim da tarde para participar de um evento republicano voltado à arrecadação de recursos para as eleições de meio de mandato. A programação previa discursos sobre os resultados econômicos da administração, políticas de controle de fronteiras e segurança pública, além de críticas ao governador da Califórnia, Gavin Newsom. Questionado pela Fox News sobre a prisão do homem armado, Trump fez um breve comentário: "A única coisa que me traz algum conforto é que só falam de presidentes que deixaram sua marca. E eu, sem dúvida, deixo minha marca." ** Com Ansa **

  • INSS x Social Security: 5 diferenças que todo brasileiro nos EUA precisa conhecer

    Regras entre INSS e SSN são diferentes, alerta especialista Muitas pessoas acreditam que o INSS e o Social Security funcionam da mesma forma. Mas esse é um dos erros que mais prejudicam o planejamento da aposentadoria de brasileiros que vivem nos Estados Unidos. Embora ambos sejam sistemas de previdência, as regras são bastante diferentes. Conhecer essas diferenças é o primeiro passo para evitar prejuízos e tomar decisões mais inteligentes. 1. Trabalhar depois da aposentadoria No Social Security, continuar trabalhando pode aumentar o valor da aposentadoria em determinadas situações, pois o benefício pode ser recalculado com base em novos rendimentos. No INSS, isso não acontece. Depois que a aposentadoria é concedida, as contribuições realizadas posteriormente, em regra, não aumentam o valor do benefício. Por isso, o planejamento deve ser feito antes da aposentadoria. Afinal, uma escolha equivocada pode resultar em um benefício menor durante toda a vida. 2. O benefício não substitui toda a renda Nos Estados Unidos, o Social Security foi criado para complementar a renda do aposentado, e não para substituí-la integralmente. Por essa razão, muitos americanos também investem em previdência privada e outras formas de planejamento financeiro. No Brasil, a aposentadoria tem como objetivo substituir a renda do trabalhador. Porém, isso não significa que o valor recebido será suficiente para manter o mesmo padrão de vida. Sem planejamento, muitas pessoas descobrem tarde demais que o benefício não atende às suas necessidades. 3. Os benefícios para a família são diferentes O Social Security prevê benefícios para cônjuges, filhos e, em algumas situações, até para ex-cônjuges divorciados que preencham os requisitos legais. No INSS também existem benefícios destinados aos dependentes, como cônjuges, companheiros, filhos menores de 21 anos (salvo exceções legais), pais que comprovem dependência econômica e, em algumas situações, ex-cônjuges que recebam pensão alimentícia. Apesar das semelhanças, as regras de concessão são diferentes e merecem uma análise individual. 4. A forma de contribuir No Brasil, mesmo quem não exerce atividade remunerada pode contribuir para o INSS como segurado facultativo. Essa possibilidade é muito utilizada por brasileiros que vivem no exterior e desejam manter seus direitos previdenciários. Já no Social Security, as contribuições normalmente decorrem do exercício de atividade remunerada nos EUA. 5. Benefícios por incapacidade O INSS possui o benefício por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença), destinado ao segurado que precisa se afastar do trabalho por determinado período. No Social Security, não existe um benefício equivalente para afastamentos temporários. A proteção previdenciária concentra-se, em regra, nos casos de incapacidade de longo prazo, motivo pelo qual muitas pessoas recorrem a seguros privados. O planejamento faz toda a diferença Apesar das diferenças entre os dois sistemas, Brasil e EUA possuem um Acordo Internacional de Previdência Social que permite, em diversas situações, aproveitar os períodos de contribuição realizados em ambos os países. Isso significa que muitos brasileiros podem ter direito à aposentadoria no Brasil, nos EUA ou até mesmo nos dois países, dependendo do caso. Mas existe uma questão importante: quando pedir cada benefício? Vale a pena utilizar o acordo internacional ou é mais vantajoso requerer aposentadorias separadas? Qual será a alternativa que proporcionará o maior benefício? As respostas não são iguais para todos. É justamente por isso que existe o planejamento previdenciário. Mais do que descobrir a data da aposentadoria, o planejamento permite identificar a estratégia mais vantajosa para o seu caso, evitar erros que podem reduzir definitivamente o valor do benefício e aproveitar corretamente as oportunidades oferecidas pelos dois sistemas previdenciários. A estratégia que você escolhe hoje pode definir quanto irá receber durante toda a sua aposentadoria. Se você mora nos Estados Unidos, possui contribuições no Brasil ou pretende contribuir para o INSS enquanto vive no exterior, faça um planejamento previdenciário antes de tomar qualquer decisão. Uma escolha feita no momento certo pode representar mais segurança, tranquilidade e um benefício muito maior no futuro. ** Por Gisele Jucá Advogada especialista em Direito Previdênciário @minhaadvogadagiselejuca

  • Senado aprova projeto para limitar ação do ICE em Massachusetts

    Presidente do Senado, Karen Spilka, defendeu a aprovação do projeto em Massachusetts BOSTON - Os senadores de Massachusetts aprovaram nesta quinta-feira, 7, por 37 votos a 3, o projeto de lei que proíbe a colaboração entre as polícias locais e o ICE. O texto agora vai ser discutido em um comitê parlamentar misto para sanar as diferenças com a versão da Câmara antes de seguir para a sanção da governadora Maura Healey. O THE PROTECT Act do Senado, assim como a proposta aprovada pelos deputados em março, busca proteger imigrantes que precisam comparecer às Cortes do risco de serem detidos por agentes federais sem um mandado judicial. Aos locais sensíveis, os senadores adicionaram escolas, creches, hospitais e locais de culto "para garantir que os residentes possam acessar serviços essenciais sem medo". A proposta também proíbe o uso de recursos locais para a fiscalização civil de imigração e limita o compartilhamento de informações não públicas e notificações de liberação antecipada para agentes federais. Os senadores reforçam o fim da parceria das polícias estadual e municipais, incluindo xerifes, de executar, renovar ou expandir substancialmente o acordo 287 (g) — que confere os confere status de agentes do ICE. A nova versão salienta ainda que os policiais "não podem interrogar ou visar indivíduos unicamente com base na condição imigratória ou de cidadania enquanto preservam sua plena autoridade para fazer cumprir a lei penal". Em tempo: Veja detalhes da versão da Câmera aqui. Além disso, o texto do Senado amplia as proteções para funcionários estaduais e municipais que agirem de acordo com a nova lei, permitindo a indenização nos casos em que atuem no âmbito de suas funções oficiais, protegendo os servidores contra intimidações ou pressões jurídicas federais indevidas. Após a aprovação, a presidente do Senado , Karen Spilka, disse que "as medidas protegem as famílias imigrantes, defende os direitos constitucionais e combatem o medo e a crueldade alimentados pela instrumentalização da imigração federal por [presidente] Donald Trump". A democrata ressaltou a "separação abrupta das crianças de seus pais, estudantes sendo retirados à força das ruas e famílias vivendo com medo". "Nos recusamos a aceitar isso como normal em Massachusetts", pontuou. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)

  • Governo Trump revoga visto de embaixadora do Brasil nos EUA

    Embaixadora pode permanecer nos EUA, mas fica impedida de desempenhar as suas funções WASHINGTON - O governo Trump anunciou nesta terça-feira, 3, a revogação do visto da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Viotti, cerca de dez dias depois de o Itamaraty negar o visto a funcionários americanos que iriam ao país questionar as eleições. Em conversa com jornalistas, um porta-voz do Departamento de Estado disse que a revogação será cancelada se o Brasil conceder aval para que o representante indicado pelos EUA, Daniel Perez, assuma suas funções como novo embaixador em Brasília —um procedimento conhecido como agrément. O governo Lula não tem prazo para se pronunciar a respeito do aval a Perez. A principal preocupação é que o americano atuae para interferir na eleição presidencial, marcada para outubro. Mas o processo da nomeação de Perez também está parado nos EUA. São mais de dois meses desde que Trump anunciou seu nome e até agora o Senado americano ainda não votou sua nomeação em plenário, passo necessário para que se torne embaixador. O caso da revogação do visto de Viotti difere da forma como a diplomacia americana age tradicionalmente: essa medida costuma ser tratada por Washington como acessória à declaração de persona non grata e não como instrumento autônomo. De maneira pouco clara, o porta-voz da diplomacia americana disse que Viotti não será expulsa dos EUA —ela permanecerá no país sem visto válido, o que, na prática, impede a diplomata de cumprir suas funções. Além da imprensa, participaram da entrevista coletiva, realizada virtualmente, Paulo Figueiredo, aliado próximo da família Bolsonaro, e o blogueiro Allan dos Santos, foragido da Justiça brasileira. O Ministério das Relações Exteriores brasileiro não respondeu a pedidos de comentário até a publicação dessa matéria. ** Da Redação **

  • Alunos fazem vaquinha para ajudar professor brasileiro detido pelo ICE

    FILADÉLFIA - Alunos estão fazendo uma campanha para ajudar o professor brasileiro de jiu-jítsu, Thiago Brito, de 34 anos, que foi preso há 11 dias pelo ICE no Aeroporto Internacional da Filadélfia, na Pensilvânia. A academia Tri State Kickboxing e MMA, em Fairless Hills, onde Thiago dá aulas há mais de dez anos, afirmou em uma publicação nas redes sociais que ele foi preso em 24 de julho, quando tentava embarcar para a Flórida, onde seus alunos participariam de um torneio. “Seja como treinador, parceiro de treino, mentor ou amigo, você provavelmente já experimentou sua generosidade, paciência e comprometimento em ajudar os outros a se tornarem melhores - dentro e fora dos tatames”, escreveu a Tri State Kickboxing e MMA. “Ele agora enfrenta uma difícil batalha legal que exigirá representação jurídica especializada em imigração e custos legais significativos”, afirmou. Para ajudar a custear a defesa jurídica de Thiago, que inclui honorários de advogado de imigração, despesas judiciais e taxas de processos, a academia organizou uma vaquinha. A meta é arrecadar US$ 35 mil e, até esta terça-feira, 4, já haviam sido arrecadados US$ 28,8 mil. A academia também pediu que as pessoas escrevessem cartas de apoio ao professor, nas quais deveriam falar sobre a importância dele para a comunidade e o que ele representa para elas. O material será utilizado no processo de imigração, em uma tentativa de evitar que Thiago seja deportado. A Tri State Kickboxing e MMA compartilhou depoimentos de alguns alunos. Liam Karas, de 14 anos, afirmou em uma carta que Thiago era como “um terceiro pai” para ele. “Viajei, competi e treinei com ele por 7 anos. Eu não gostaria que ninguém mais fosse meu treinador. Ele não apenas me aprimorou fisicamente, mas também mentalmente, ensinando-me muitas lições de vida que nunca esquecerei e que levarei comigo pelo resto da minha vida”, escreveu o adolescente. ** Da Redação **

  • Imigrante morto sob custódia do ICE estava sem acesso aos remédios

    Familiares de Cornejo denunciam que homem não teve acesso à medicação para controlar a diabetes NEWARK - O salvadorenho Edwin Jovanny Lopez Cornejo, 41, morreu sob custódia do ICE no Dellaney Hall, em Nova Jersey, confirmaram autoridades nesta segunda-feira, 3. A família denuncia que ele não teve acesso aos medicamentos. Cornejo estava há pouco mais de um mês no Delaney Hall, o maior centro de detenção de imigrantes na Costa Leste dos Estados Unidos com espaço para mil detentos, que vem sendo alvo de protestos e denúncias pelas más condições sanitárias e dificuldade de acesso a tratamento médico e a remédios. Em nota, o ICE disse que o imigrante teve uma emergência médica e foi levado ao hospital. Entrentanto, companheiros de cela, que foram liberados do presídio contaram que ele foi encontrado morto por colegas na cama na manhã de sábado, disse uma das organizadoras dos protestos em frente ao Delaney Hall ontem. Segundo a família, Cornejo, pai de uma menina de 12 anos, precisava de medicamentos contínuos para diabetes, pressão alta e convulsão. O ICE afirma que o homem tinha acesso a cuidados médicos, mas não divulga o histórico de atendimento nem lista os medicamentos oferecidos ao detento. O salvadorenho estava detido desde 18 de junho, quando foi apreendido a caminho do trabalho, em Plainfied, e não havia recebido permissão para receber visitas. De acordo com o ICE, Cornejo foi deportado em 2006 ao tentar entrar nos EUA de maneira ilegal e voltou ao país em data desconhecida. "Em menos de um ano, outra família é forcada a passar pela inimaginável perda de um ente amado que estava sob custódia no Delaney Hall", disse a jornalistas o prefeito de Newark, o democrata Ras Baraka, em referência a outro detido que morreu em dezembro. "Essa tragédia é mais um lembrete doloroso de por que o Delaney Hall deve ser fechado", escreveu a governadora de Nova Jersey, a também democrata Mikie Sherrill, em comunicado. "Continuamos enfrentando obstruções em nossos esforços para realizar uma inspeção completa de saúde na instalação." O caso eleva o número de mortes de imigrantes sob custódia da agência para 23 somente neste ano. Ao todo, desde o início do governo de Donald Trump, contabilizam-se 56 mortes, números bem superiores aos de anos anteriores: 2024 (11), 2023 (7), 2022 (3) e 2021 (5). ** Com Agências **

  • Filha de Vampeta diz que não teve acesso a remédios em prisão na Flórida

    Giovanna faz uso de remédio para evitar rejeição ao transplante de coração MIAMI – A filha do ex-jogador Vampeta, Giovanna Batista Santos, de 23 anos, afirma ter ficado 24 horas sem acesso à medicação essencial para evitar a rejeição ao transplante do coração durante o tempo que ficou presa após o marido acusá-la de violência doméstica na Flórida na semana passada. A brasileira nega as acusações. Giovanna foi detida na noite de 28 de julho e liberada mediante o pagamento de uma fiança de US$ 500 na manhã de quinta-feira (30). Ela precisou ser hospitalizada assim que deixou a cadeia e permaneceu dois dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Segundo Giovanna, na noite anterior à discussão, Caio Tavares, com quem está casada desde março de 2025, teria dito que dormiria no sofá ao lado da prima, "de conchinha", justificando que os dois faziam isso desde a infância. A jovem afirma que, durante o desentendimento, teria sido intimidada pelo companheiro. Ela relata que pediu para que ele deixasse o apartamento e, em seguida, foi empurrada. Ainda de acordo com Giovanna, Tavares saiu do imóvel em Derfield Beach e acionou a polícia, alegando que havia sido agredido por ela. A jovem acabou presa, apesar de apresentar lesões. Além do episódio de violência, Giovanna relatou que sua condição de saúde teria sido agravada durante o período em que permaneceu detida. Transplantada do coração, ela disse que não recebeu os medicamentos essenciais para evitar rejeição do órgão embora os autos da Corte revelem que o juíz Chris Brown ordenou que a brasileira fosse vista por um médico e medicada. A interrupção do tratamento comprometeu o estado de saúde da mulher. "Após minha liberação, minha família precisou acionar o serviço de emergência (911) devido ao agravamento do meu estado. Fui levada diretamente ao hospital, onde permaneço recebendo atendimento médico." Em tempo: Ela vive na mesma região onde residem a mãe, Roberta Soares Galiza, e a irmã mais velha, Gabriela. Giovanna afirmou ainda que foi informada de que não poderá retornar ao apartamento onde vivia e que o marido permaneceu com seus documentos. "Meu marido também reteve meus passaportes, deixando-me sem acesso aos meus documentos pessoais de identificação e de viagem." "Casei-me com meu marido porque o amava e acreditava que estávamos construindo um futuro juntos. Permanecemos casados por aproximadamente dois anos. Durante todo esse período, confiei plenamente nele e jamais imaginei que nosso relacionamento terminaria da forma como terminou. Olhando para trás, hoje acredito que ele pode ter se casado comigo principalmente para obter benefícios imigratórios, e não porque realmente desejava construir uma vida ao meu lado", declarou. ** Da Redação com Agências **

  • Justiça nega fiança para acusado de matar ex-namorada na Flórida

    Amaral deve pegar prisão perpétua por homicídio de segundo grau, de acordo com a lei da Flórida POMPANO BEACH - O brasileiro Willian Rosa do Amaral, de 27 anos, está preso há uma semana sem direito à fiança e pode pegar prisão perpétua. Ele é acusado de matar a ex-namorada em Fort Myers, na Flórida. Durante a audiência de quinta-feira, 30, no tribunal do Condado de Lee, o juiz Bruce Kyle determinou que o réu permaneça preso e seja julgado por homicídio de segundo grau, quando o crime não é premeditado. O magistrado também acionou o ICE. Segundo o Boletim de Ocorrência, vizinhos ligaram para o Serviço de Emergência por volta das 7h50 do dia 27 de julho após ouvirem pelo menos três tiros no condomínio Village Creek Apartaments. Júlia Pereira Caldeira Lima, de 21 anos, foi encontrada morta na escada externa do prédio. A principal testemunha é uma criança que voltava da lixeira quando ouviu Julia gritar "socorro" e "mãe" em português. O menor contou que viu Júlia sair correndo do apartamento e o suspeito logo atrás "com uma arma preta" na mão. O menino, que estava acompanhado da mãe durante o depoimento, foi capaz de descrever Amaral, as roupas que ele vestia e o carro que usou para sair do local. A polícia de Fort Myers também contou com a ajuda do companheiro de apartamento de Amaral. Segundo o homem, o mineiro de Engenheiro Caldas, ligou para ele e contou que havia matado a ex-namorada. Horas depois do assassinato, Amaral filmou o momento em que se entregou à polícia em um estabelecimento comercial próximo ao local do crime. Amigos e familiares da vítima dizem que o mineiro não aceitava o fim do relacionamento que durou menos de três meses. Júlia era americana, filha de baianos, e havia acabado de se formar na universidade. ** Da Redação **

  • Qual é a melhor aposentadoria do INSS?

    Essa talvez seja uma das perguntas que eu mais recebo dos brasileiros que residem nos Estados Unidos. E isso é perfeitamente justificável. Afinal, com a Reforma da Previdência, em 2019, as regras de aposentadoria mudaram completamente. Idade mínima, tempo de contribuição, sistema de pontos, pedágios... Hoje existem diferentes regras de aposentadoria, e escolher a modalidade errada pode trazer um grande prejuízo. Além disso, fica difícil escolher a melhor modalidade quando nem sequer se conhece o próprio direito à aposentadoria. Muitos brasileiros embarcam na aventura americana e acabam esquecendo que continuam tendo direitos previdenciários garantidos no Brasil. Por isso, buscar orientação especializada antes mesmo de iniciar as contribuições é essencial para conquistar o melhor benefício possível. Leia também: A escolha muda tudo: como pagar INSS da forma correta e garantir uma boa aposentadoria no Brasil Ao realizar centenas de planejamentos previdenciários desde 2019, deparei-me com situações em que o valor da aposentadoria poderia aumentar em até 40% simplesmente porque o segurado aguardou mais seis meses para fazer o pedido ou optou por outra regra de aposentadoria. Em todos esses casos, foi o planejamento previdenciário que indicou o caminho para a melhor decisão. O planejamento previdenciário responde a diversas perguntas. Entre elas, talvez a mais importante: qual é a melhor aposentadoria do INSS para você? Quem investe em planejamento faz escolhas estratégicas e constrói, com antecedência, o melhor benefício possível. Já quem contribui sem qualquer planejamento, na maioria das vezes, perde dinheiro e acaba recebendo uma aposentadoria inferior àquela que poderia alcançar. Por isso, se você deseja conquistar a melhor aposentadoria do INSS, invista em planejamento previdenciário. É por meio dele que você constrói o benefício mais vantajoso, evita perdas financeiras e economiza tempo. Porque aposentadoria não é sorte. Aposentadoria é planejamento. ** Por Gisele Jucá Advogada especialista em Direito Previdênciário @minhaadvogadagiselejuca

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