Trump transforma discurso sobre economia em ataque aos democratas após resultados de Michigan
- Rádio Manchete USA

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WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, transformou nesta quarta-feira, 5, um discurso sobre a economia em um ataque aos democratas progressistas, argumentando que suas recentes vitórias nas primárias representam uma mudança potencialmente perigosa para o Partido Democrata às vésperas das eleições de meio de mandato de novembro.
A visita de Trump a Las Vegas fez parte de uma estratégia mais agressiva da Casa Branca para desviar a atenção para o sucesso dos candidatos progressistas, já que os eleitores continuam insatisfeitos com a forma como o presidente tem lidado com a economia e a guerra contra o Irã.
Seu discurso para uma multidão de apoiadores no Red Rock Casino ocorreu um dia depois que candidatos progressistas obtiveram vitórias importantes nas primárias democratas de Michigan na terça-feira.
Trump dedicou parte do tempo a abordar as disposições tributárias do pacote de gastos republicano do ano passado, incluindo medidas que isentam de impostos gorjetas, horas extras e rendimentos da Previdência Social para muitos norte-americanos.
"Portanto, se você é garçom, garçonete, barman, carregador de malas... você não paga nenhum imposto sobre a renda proveniente de gorjetas", disse Trump.
Mas as vitórias dos democratas progressistas em Michigan e em outras primárias democratas foram um tema dominante para Trump.
Os socialistas democratas, disse ele, representam a ameaça crescente do comunismo e ameaçam destruir o modo de vida norte-americano.
"Acho que é a maior ameaça", disse ele.
Nenhum dos dois candidatos democratas vencedores em Michigan se identifica como socialista democrático, embora alguns candidatos progressistas que saíram vitoriosos em primárias anteriores o façam.
O socialismo defende o controle público das principais indústrias, ao mesmo tempo em que permite certa propriedade privada e mercados. O socialismo democrático busca objetivos socialistas por meios democráticos. O comunismo é mais radical: busca abolir a propriedade privada e criar uma sociedade sem classes.
Trump aproveitou o evento para atacar Abdul El-Sayed, que venceu as primárias democratas para o Senado em Michigan na terça-feira e enfrentará o republicano Mike Rogers, apoiado por Trump, nas eleições de novembro.
"Ele não ama Israel. Ele não ama o povo judeu. Ele os odeia. Ele os odeia com uma paixão que arde em seu coração, e não há absolutamente nada que ele possa fazer a respeito."
El-Sayed condenou o antissemitismo e afirmou que as críticas ao ataque de Israel a Gaza e à ocupação dos territórios palestinos não devem ser equiparadas ao antissemitismo. O médico de 41 anos fez campanha em prol da saúde universal, do fim da ajuda incondicional a Israel e da abolição do ICE, a agência federal de imigração que tem liderado a repressão de Trump à imigração ilegal.
Atormentado pela queda nas pesquisas de opinião, Trump reclamou que não está recebendo o devido reconhecimento por suas políticas.
"Não recebo crédito por nada", disse ele.
Trump apareceu ao lado do candidato republicano ao Congresso Marty O'Donnell no distrito da região de Las Vegas representado pela deputada democrata Susie Lee, um dos campos de batalha mais disputados da Câmara dos Deputados.
Trump atribuiu aos trabalhadores do setor de serviços de Las Vegas — um bloco eleitoral crucial em Nevada — o mérito de terem inspirado a cláusula temporária da legislação que isenta as gorjetas do Imposto de Renda.
** Com Reuters **

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