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  • Apoiador de Trump diz estar envergonhado após ser deportado

    Influenciador reconhece o trauma da deportação e diz que "não desejaria isso a ninguém" NOVA YORK - O influenciador britânico de extrema direita, Milo Yiannopoulos, era um fervoroso apoiador da política anti-imigração de Donald Trump até ser deportado na semana passada. Em entrevista ao apresentador Piers Morgan, ele afirmou ter ficado "com muito, muito medo" durante o processo de deportação e disse ter finalmente compreendido a dimensão do que chamou de brutalidade institucionalizada nos Estados Unidos. Yiannopoulos, de 41 anos, foi detido na quinta-feira, 27, no Aeroporto Internacional Louis Armstrong, em Nova Orleans, e expulso para o Reino Unido no dia seguinte. Segundo o Departamento de Segurança Interna (DHS), ele entrou legalmente nos EUA em maio de 2019, mas permaneceu no país além do período autorizado. O britânico contesta essa versão e diz que tem a residência permanente através do casamento. Durante anos, Yiannopoulos se apresentou como um dos apoiadores mais engajados de Trump, defendeu publicamente uma política de deportações em massa e celebrava as detenções do ICE. Em junho de 2025, por exemplo, escreveu no X (antigo Twitter): "Há uma coisa concreta que precisamos exigir que este governo cumpra. Precisamos deportar milhões e milhões e milhões de pessoas. Sem isso, nada mais importa". Na entrevista divulgada na terça-feira, 2, porém, ele demonstrou ter mudado de opinião em relação à ação dos agentes de imigração. Ao relatar a detenção, afirmou que teve as mãos e os pés algemados e acorrentados. "Eu não tinha ideia de como a brutalidade estava institucionalizada nos Estados Unidos", disse o influenciador na entrevista. "Eles colocam algemas, nas suas mãos e pés, e encadeiam tudo junto. Parece que todo mundo que é preso é membro de uma gangue. E dói muito mais do que parece na televisão, Eu senti o que é ter muito, muito medo". Ele afirmou que a experiência foi "humilhante", "desorientadora" e "fisicamente degradante". "Agora eu entendo" "Acho que, talvez no passado, eu tenha sido um pouco indiferente quando as pessoas falavam sobre seus traumas", disse. "Mas agora eu entendo, e não desejaria isso a ninguém". O influenciador relatou ainda que foi transferido entre diferentes centros de detenção sem receber informações claras sobre o que estava acontecendo. "Eu sei que é feito para ser assim, mas é muito amendrontador". Depois de retornar ao Reino Unido, Yiannopoulos afirmou que chorou durante uma hora após perceber o impacto emocional da detenção. O britânico disse estar "muito envergonhado" por ter apoiado o presidente e passou a questionar a forma como a política de deportações vem sendo conduzida. "O ICE deveria estar deportando criminosos e não está fazendo isso", afirmou. ** Da Redação **

  • Justiça suspende ordem de Trump que nega cidadania por 'turismo de nascimento'

    Governo Trump usa todas as manobras jurídicas para banir turismo do nascimento GREENBELT - Uma juíza federal dos Estados Unidos suspendeu nesta quarta-feira, 2, uma nova ordem do presidente Donald Trump para restringir a cidadania de pessoas nascidas no país. A medida, assinada em agosto, foi apresentada pela Casa Branca como uma forma de combater o "turismo de nascimento". A decisão da magistrada Deborah Boardman, em Maryland, concedeu uma liminar a pedido de grupos de defesa de imigrantes. Com isso, o governo não poderá colocar a nova medida em prática enquanto o caso é analisado pela Justiça. Trump assinou a ordem em 6 de agosto, após a Suprema Corte dos EUA rejeitar uma primeira tentativa do presidente de limitar a cidadania por nascimento. A última medida assinada por Trump é voltada para impedir conceder a cidadania americana a filhos de mulheres que viajam aos EUA exclusivamente para dar à luz. A ordem também determina que a cidadania seja negada em algumas outras situações. Entre elas estão casos em que um dos pais trabalha para um governo estrangeiro nos Estados Unidos, participa de fraude ou de uma transação comercial para obter a cidadania, ou é classificado pelo governo como "inimigo estrangeiro". Boardman já havia barrado a primeira ordem de Trump no ano passado, antes de o caso chegar à Suprema Corte. A juíza foi indicada pelo ex-presidente democrata Joe Biden. Leia também: Juíza mantém ordem de Trump que limita cidadania por nascimento Após Trump assinar a nova ordem, os grupos CASA e Asylum Seeker Advocacy Project entraram novamente na Justiça. Eles representam, em uma ação coletiva, bebês que poderiam perder o direito à cidadania caso a medida entre em vigor. Em uma audiência na sexta-feira (28), a juíza havia negado suspender a nova ordem, porque a medida ainda não fazia parte do processo que os grupos haviam aberto contra a primeira ordem de Trump, em 2025. Os grupos, então, pediram para retomar o processo anterior e incluir nele a nova ordem assinada pelo presidente. Boardman permitiu que eles alterassem a ação e, com isso, passou a analisar o pedido para bloquear também a nova medida. Desta vez, a juíza classificou a ordem como "sem precedentes" e determinou que ela fosse suspensa. O Departamento de Justiça dos EUA argumentou que não havia necessidade de suspender a ordem, já que as agências federais ainda não publicaram as regras e orientações sobre como a medida será aplicada. Ainda cabe recurso da decisão. ** Com Agências **

  • Tesouro dos EUA emite moeda de US$ 1 com rosto de Trump

    A ação contraria uma lei federal que proíbe um presidente em exercício de estampar uma moeda americana WASHINGTON - O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos emitiu nesta quarta-feira, 2, moedas de US$ 1 com o rosto de Donald Trump, no marco da inédita campanha que o presidente empreendeu para deixar sua marca pessoal nas instituições nacionais. As moedas foram cunhadas devido ao 250º aniversário da fundação dos EUA, celebrado este ano. Um pacote de 25 moedas de um dólar foi posto à venda por US$ 61 —uma sobretaxa de 144%—, e o saco com 100 moedas custa US$ 154,50. Ao lançar a iniciativa, o Tesouro não havia esclarecido se as moedas teriam valor monetário ou se seriam exclusivamente comemorativas. No entanto, a Casa da Moeda disse nesta quarta-feira que as moedas "estão em circulação". A decisão contraria uma lei federal que estabelece que nenhum presidente em exercício pode aparecer na moeda americana. No entanto, Trump desafiou agressivamente os precedentes e os recursos judiciais em seu empenho de transformar as instituições americanas durante seu segundo mandato. Entre outras medidas, quis acrescentar seu nome ao Centro Kennedy para as Artes e ordenou a demolição da ala leste da Casa Branca para abrir espaço para um novo salão de baile. A nova moeda traz de um lado o rosto do magnata republicano, junto com as palavras "Liberty" (Liberdade) e "In God We Trust"(Em Deus confiamos). Também aparecem as datas 1776-2026, que comemoram os 250 anos da independência americana. O outro lado exibe uma versão do selo presidencial dos Estados Unidos: uma águia que segura flechas e um ramo de oliveira, coberta por um escudo com a inscrição "250". Esta é a medida mais recente de Trump em sua campanha para colocar seu rosto e seu nome na moeda americana. Em maio, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que estava promovendo um plano para emitir uma nova cédula de US$ 250 com o rosto de Trump. O secretário reconheceu que a iniciativa exigiria que o Congresso modificasse a lei que proíbe que pessoas vivas apareçam na moeda americana. O Tesouro não respondeu imediatamente a um pedido de comentários sobre se a nova moeda de US$ 1 viola essa lei. Em março, o Tesouro anunciou que o papel-moeda dos EUA passaria em breve a trazer a assinatura de Trump, outra novidade sem precedentes para um presidente em exercício. **Com AFP **

  • Com quantos anos meu filho pode começar a pagar INSS?

    Mesmo quem começa cedo precisa de planejamento para garantir uma boa aposentadoria Muitos brasileiros que vivem nos Estados Unidos fazem um grande esforço para construir um futuro melhor para os filhos. Pensam na escola, na universidade, em investimentos, na carreira profissional e na segurança financeira. Mas existe uma possibilidade que poucas famílias conhecem: em determinadas situações, é possível começar a construir também uma proteção previdenciária no Brasil desde muito cedo. E isso pode ser especialmente interessante para famílias brasileiras que decidiram viver nos EUA, mas querem manter abertas as possibilidades previdenciárias dos filhos no Brasil. Com quantos anos é possível começar a contribuir para o INSS? Atualmente, a idade mínima considerada pelo INSS para a filiação ao Regime Geral de Previdência Social é de 16 anos. Isso significa que um filho de brasileiros nos Estados Unidos pode, a partir dos 16 anos, começar a formar seu histórico previdenciário brasileiro, contribuindo como segurado facultativo, através dos códigos 1406 ou 1473, a depender o plano previdenciário escolhido pela família. Então posso começar a planejar a aposentadoria brasileira dos meus filhos aos 16 anos? Sim, mas planejamento previdenciário não significa necessariamente decidir hoje exatamente como será a aposentadoria daqui a várias décadas. As regras previdenciárias podem mudar. A vida também muda. Seu filho pode estudar nos EUA trabalhar lá, voltar ao Brasil, construir carreira nos dois países ou até morar em outro lugar. Por isso, quando falamos de alguém tão jovem, o planejamento precisa ser estratégico e revisável. A grande vantagem de começar cedo é outra: tempo. Quem começa a organizar sua vida previdenciária aos 16, 18 ou 20 anos possui décadas pela frente para tomar decisões, corrigir estratégias e construir diferentes possibilidades de proteção. Portanto, a Previdência também pode e deve fazer parte do planejamento financeiro do seu filho. Muitos pais abrem uma conta de investimento para os filhos. Outros começam a guardar dinheiro para a universidade. Alguns compram imóveis ou fazem investimentos pensando no futuro deles. Leia também: Agora sua aposentadoria recebida no exterior pode ficar livre do Imposto de Renda A Previdência brasileira pode ser mais um elemento dessa estratégia patrimonial e de proteção, desde que seja utilizada de maneira consciente. Afinal, o maior patrimônio previdenciário de um jovem é o tempo. O que você faria se tivesse mais tempo para planejar o seu futuro? Você pode garantir isso ao seu filho ao decidir contribuir para o INSS dele a partir dos 16 anos. Quando alguém me procura aos 60 anos, muitas vezes precisamos trabalhar com escolhas feitas durante os últimos 20, 30 ou 40 anos. Quando começamos uma estratégia aos 16, 18 ou 20 anos, a situação é completamente diferente. Temos tempo para acompanhar. Tempo para corrigir. Tempo para mudar a estratégia. E tempo para aproveitar as oportunidades que a legislação previdenciária permitir ao longo da vida. Por isso, se você é brasileiro, mora nos EUA e tem filhos adolescentes ou jovens adultos, talvez seja interessante começar a olhar para o Brasil não apenas como o país de origem. Pode existir ali também uma parte da estratégia de proteção e aposentadoria da próxima geração. A aposentadoria do seu filho pode estar a décadas de distância, mas o planejamento dela não precisa estar. ** Por Gisele Jucá Advogada especialista em Direito Previdênciário com atuação no planejamento de aposentadorias de brasileiros residentes no Brasil e no exterior. @minhaadvogadagiselejuca

  • ICE prende 2.100 imigrantes em NY em um mês e afronta democratas locais

    População tem saído às ruas de para protestar contra as operações do ICE NOVA YORK - O ICE prendeu mais de 2.100 imigrantes na cidade de Nova York e arredores no último mês, anunciou nesta terça-feira, 1º, o secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos, o ex-senador Markwayne Mullin. "Aqui em Nova York há um prefeito socialista que, em vez de trabalhar ao lado da polícia, reduz o seu orçamento e se recusa a trabalhar com a gente", disse Mullin, em referência ao democrata-socialista Zohran Mamdani, que assumiu o posto no início deste ano e contraria a agenda de migração do governo de Donald Trump. As prisões ocorreram no âmbito da Operação Maçã Podre, de 27 de julho ao último dia 29, e incluíram a cidade de Nova York, além de Long Island e Hudson Valley. Aos olhos de Washington, trata-se de mais um louro para Mullin, que em março substituiu Kristi Noem no cargo e conseguiu, nos últimos meses, atingir recordes de detenções de imigrantes, o objetivo da administração republicana. Já para Mamdani, representa um desafio, justamente em um momento no qual sua corrente no Partido Democrata, os socialistas, tem ganhado força entre os eleitores. Desde que assumiu o cargo, ele, que é muçulmano e nasceu em Uganda, acolheu a agenda migratória e retomou o status de santuário da cidade, termo que na política americana se refere a administrações municipais ou estatais que não cooperam com as políticas de detenção e deportação do governo federal. Sua gestão insiste que "nova-iorquino" deve ser um conceito alargado para incluir todos aqueles que vivem na cidade, não apenas os de nacionalidade americana, incluindo imigrantes, até aqueles que ainda esperam resposta para seus pedidos de asilo. Bastião democrata, Nova York sustentou essa classificação ao longo das últimas três décadas, entre altos e baixos, e agora, com Mamdani, o termo tem sido reforçado. Logo no início da gestão, por exemplo, ele instruiu as forças de segurança locais a não colaborarem com o ICE no compartilhamento de informações sobre imigrantes. "Não deixaremos que políticos de cidades-santuário fiquem em nosso caminho", disse o secretário Mullin. "Se você é um político estadual ou local, sua melhor opção é cooperar conosco, para que todos possamos tornar a América segura novamente." Na próxima semana, os atentados terroristas em Nova York completam 25 anos. Eles são usados até hoje por políticos republicanos para construir a oratória sobre a importância de manter a ordem pública —neste meio, manter a política de detenção de imigrantes em situação irregular. Nesse sentido, a governadora de Nova York, a democrata Kathy Hochul, lembrou que o governo de Trump cortou o financiamento contra o terrorismo do Estado em US$ 87 milhões. O dinheiro vem da Agência Federal de Gerenciamento de Emergências [Fema] e apoia esforços locais para operações de inteligência. "Nova York continua a ser o alvo terrorista número um do país, e se o presidente Trump e o secretário Mullin realmente se preocupam com a segurança pública, eles devem parar de jogar [politicamente] e financiar totalmente nossos esforços vitais de contraterrorismo", destacou Hochul. Mamdani acusou o governo Trump de aterrorizar "os imigrantes em nossa cidade, destruindo a possibilidade de que os nova-iorquinos vivam e trabalhem aqui, porque estão até com medo de deixar suas casas." O prefeito disse que seria importante expandir o TPS, um status de proteção temporária que era conferido a imigrantes de países que enfrentam graves crises, como os da Venezuela e do Haiti. Trump derrubou o benefício para 13 países, deixando os imigrantes em um limbo legal e às portas da deportação. ** Com AF **

  • Acusado de matar Charlie Kirk se declara inocente

    Tyler Robinson com seus advogados durante audiência em dezembro de 2025 (Foto: Arquivo) OREM - O homem acusado de matar a tiros o ativista conservador Charlie Kirk em um campus universitário de Utah declarou-se inocente nesta terça-feira, 1º, mas ainda assim pode ser condenado à pena de morte. Durante a audiência, os promotores apresentaram o que classificaram como evidências "avassaladoras" de que Tyler Robinson, de 23 anos, foi o responsável pelo disparo que matou Kirk, de 31. O tiro aconteceu enquanto o ativista participava de um dos debates universitários que ajudaram a torná-lo conhecido nacionalmente. Mas Robinson nega a culpa diante sete acusações apresentadas contra ele. Entre elas está a de homicídio qualificado, relacionada ao risco imposto à vida de outras pessoas quando, segundo a acusação, ele atirou contra Kirk na Utah Valley University, em Orem, em 10 de setembro de 2025. A defesa afirma que o disparo não colocou outras pessoas em risco e que o crime não justificaria a penalidade máxima. Segundo a advogada Staci Visser, o atirador disparou contra Kirk e fugiu sem recarregar a arma ou ameaçar outras pessoas. "Há um ato. Há um disparo. Há uma bala. Há uma vítima." A condenação por homicídio qualificado pode resultar em pena de morte no Estado. O juiz Tony Graf marcou para 23 de outubro uma nova audiência para definir a data de início do julgamento. Os pais de Kirk, Robert e Kathryn, e sua mulher, Erika, estavam no tribunal. Ela assumiu a liderança da organização juvenil conservadora fundada pelo marido. "Esta decisão, tomada quase um ano depois que Charlie foi tirado de nós, representa um passo importante na busca de justiça para ele", afirmou a família Kirk em um comunicado divulgado após a audiência. Quem era Charlie Kirk Kirk foi um dos fundadores da Turning Point USA, organização voltada para jovens conservadores. Ele ganhou destaque nacional ao mobilizar eleitores jovens em apoio à campanha pela reeleição do presidente Donald Trump em 2024. A morte de Kirk foi registrada por celulares e as imagens se espalharam pelas redes sociais. O caso faz parte de uma série de ataques contra figuras políticas nos Estados Unidos nos últimos anos e ampliou o debate sobre violência política no país. ** Com Reuters **

  • Mulher que morreu após facada na Times Square era vice-presidente do Bank of América

    Mulher avançou em direção dos policiais com as duas facas na mão NOVA YORK - A mulher que morreu após ser esfaqueada durante o ataque ocorrido na segunda-feira, 31, na Times Square, em Nova York, foi identificada como Erin Piacenti, de 32 anos, vice-presidente do Bank of America. Ela foi uma das duas pessoas atacadas na tarde de ontem pela agressora que acabou morta a tiros por policiais. De acordo com a polícia, Pamela Cisneros retirou duas facas de uma sacola de compras e atacou primeiro um homem de 68 anos, atingido no abdômen, que sobreviveu. Em seguida, feriu Erin na mesma região. A executiva foi levada ao hospital, mas morreu em decorrência dos ferimentos. O Bank of America lamentou a morte da funcionária, que atuava na área de seleção de negócios e conflitos de interesse. "Estamos chocados e profundamente entristecidos com a trágica perda de nossa colega. Ela era uma integrante valiosa da equipe e deixará muitas saudades. Nossos sentimentos estão com sua família e todos os seus entes queridos", afirmou o comunicado. Imagens feitas por pessoas que estavam na Times Square registraram a abordagem policial. Após permanecer cercada pelos agentes por cerca de quatro minutos, a mulher se levantou e avançou em direção aos policiais com as facas nas mãos. Os agentes utilizaram armas de choque, mas, como ela continuou se aproximando, um policial sacou a arma e disparou. A mulher foi atingida, caiu no chão e foi algemada. Segundo a polícia, ela morreu no local. O crime aconteceu próximo a uma unidade do Departamento de Polícia de Nova York (NYPD) e ao One Times Square, prédio conhecido por sediar a tradicional descida da bola durante o Ano Novo. Após o ataque, parte da 7ª Avenida foi interditada e moradores e turistas foram orientados a evitar a região, que permaneceu isolada durante o trabalho das autoridades. ** Da Redação **

  • EUA fazem recall de manga por risco de salmonela em quatro Estados

    Manga pode ser identificada com o número PLU 4584 e UPC #07503061948050 NOVA YORK - Centenas de mangas vendidas em lojas Walmart em quatro estados no noroeste dos Estados Unidos não devem ser consumidas por risco de estarem contaminadas por salmonela. A agência federal de Administração de Alimentos e Medicamentos nacional (FDA, na sigla em inglês) emitiu um comunicado em que informa sobre os riscos de um lote da fruta da empresa Panorama Produce, responsável pela importação para o país. Os produtos foram disponibilizados para a venda em lojas da rede em Connecticut, Nova York, Nova Jersey e Pensilvânia, entre 10 e 21 de agosto. A emissão do recall de 302 caixas de mangas tamanho 9 ocorreu na última sexta-feira (28) em que avisa que "podem estar contaminadas" com a bactéria. A infecção por salmonela pode causar diarreia, febre, cólicas estomacais, náuseas e vômitos, de acordo com órgãos de saúde. Os sintomas começam geralmente de seis horas a seis dias após a exposição. Em alguns raros casos pode evoluir para óbito, como em crianças pequenas, pessoas frágeis ou idosas e outras com sistema imunológico enfraquecido. Até o momento, segundo a FDA informou à imprensa local não foram relatados casos de doença relacionados ao recolhimento do produto. Em casos como este, os clientes são indicados a conferirem o rótulo para confirmar ou descartar que o produto faça parte do recall e, em caso positivo, deve ser descartado, não sendo consumido, ou devolvido no estabelecimento onde a compra foi feita. Neste caso, a empresa indica que as frutas podem ser identificadas da seguinte forma: "As mangas recolhidas estão embaladas em caixas da marca Martina. Cada manga pode ser identificada por um adesivo azul-claro com o rótulo Agrofepac, Produto do México, e o número PLU 4584 e UPC #07503061948050". A empresa também pode ser acionada pelos canais de atendimento ao público para dúvidas. ** Com Agências **

  • Restaurantes avaliam acabar com as gorjetas nos EUA

    Mudanças se apoiam na teoria do "cansaço das gorjetas" SÃO FRANCISCO - A sommelier Caroline Kraetzer ganha US$ 40 por hora, quase o dobro do que recebe a maior parte dos profissionais do setor de serviços em São Francisco, na Califórnia, ou em qualquer outra cidade dos Estados Unidos. Ela trabalha no La Cigale que cobra um valor fixo por pessoa de US$ 140 e faz parte de um pequeno grupo de estabelecimentos que praticam preços mais altos para pagar salários melhores sem aceitar gorjetas. O restaurante informa aos seus clientes que "o que você vê é o que você paga. Não aceitamos gorjetas. Suas palavras gentis e visitas futuras serão suficientes." Carloine afirma que é bom não "depender mais da generosidade dos estranhos para pagar as contas". A sommelier reconhece que atendentes em outros restaurantes podem ganhar muito dinheiro com gorjetas, mas "você costuma chegar duas horas antes do serviço e, novamente, quando você fecha, depois que os clientes forem embora. E você ganha o salário base naquele período", explica ela. O debate em torno das gorjetas nos EUA é antigo e se deve a uma série de particularidades do modelo de remuneração de quem trabalha em bares e restaurantes no país. Muitos recebem um salário base (calculado por hora de trabalho) baixo, às vezes inferior ao valor do mínimo estadual ou federal, considerando que as gorjetas que ganharem vão elevar a remuneração a um patamar mais competitivo. Normalmente não há um percentual fixo sobre a conta, mas em grandes cidades como Nova York ou São Francisco, por exemplo, o padrão para os clientes que consideram que foram bem atendidos é deixar 20% do valor do que foi consumido como gorjeta. Esse modelo tem gerado uma série de discussões recentemente. De um lado, alguns clientes se queixam de que a cultura americana de gorjetas foi longe demais e hoje até totens de autosserviço abrem uma tela final para oferecer ao consumidor a possibilidade de dar gorjeta. De outro lado, trabalhadores reclamam da falta de previsibilidade do salário e, no caso especialmente das mulheres, de comportamentos inapropriados de clientes que muitas vezes se veem inclinadas a tolerar por medo de não receberem gorjeta no final do serviço. Justiça para os funcionários? A mudança já vem acontecendo há anos. Rachel Miller é a chef e proprietária do Nightshade Noodle Bar em Lynn, Massachusetts. Ela adotou o modelo sem gorjeta há cinco anos, durante a reabertura do estabelecimento após a pandemia de Covid-19. Sua motivação foi criar um sistema mais justo para os funcionários da cozinha. "Muitas vezes, são as menos visíveis, menos celebradas e levam para casa uma fração do que os funcionários da linha de frente ganham com gorjetas pelas mesmas horas de trabalho", observa. Miller conta que achava "profundamente inquietante" ver as gorjetas mais altas irem para os funcionários homens brancos e gorjetas menores para os demais empregados. "As gorjetas permitem que os clientes, conscientemente ou não, ofereçam pagamentos diferentes às pessoas com base no gênero, raça ou sexualidade, e eu não estava disposta a permitir que isso decidisse os ganhos da minha equipe." Para poder pagar salários mais altos aos seus funcionários, Miller aumentou os preços do seu restaurante de cozinha franco-vietnamita. Seu menu degustação, agora, começa em US$ 102 para sete pratos antes das 18 horas e US$ 126 para nove pratos. "Nossos preços são mais altos que os dos restaurantes similares porque incluem todo o custo da remuneração adequada das pessoas", explica Miller. "Este é o modelo que eu defendo." Mas nem todos os restaurantes que adotaram o modelo sem gorjetas conseguiram manter o sistema. O restaurante Talulla, em Cambridge, também em Massachusetts, eliminou as gorjetas em 2020 para poder pagar seus funcionários de forma mais igualitária. Mas retornou ao sistema antigo em setembro do ano passado. "Tentamos manter nosso modelo sem gorjetas simplesmente aumentando os preços do cardápio em 23%", conta uma das proprietárias, Danielle Ayer. "Mas só conseguimos sustentar este sistema nos meses de inverno." "Operar um restaurante sem gorjetas, de forma geral, é mais caro", segundo ela. Isso ocorre porque as gorjetas não são contabilizadas na receita do restaurante, ao contrário do aumento dos preços do cardápio. Ou seja, quando um estabelecimento aumenta seus preços para pagar melhor seus funcionários, sua receita também cresce e, com ela, o imposto sobre as vendas. O professor de gestão de alimentos e bebidas William Michael Lynn, da Universidade Cornell, é o autor do livro The Psychology of Tipping ("A psicologia das gorjetas", em tradução literal). Para ele, o problema dos restaurantes sem gorjetas é que os clientes têm dificuldade de entender a matemática do sistema. "Preços mais altos no cardápio fazem com que o jantar pareça mais caro, pois as pessoas não levam em consideração que não estão mais dando gorjetas", explica ele. "Isso gera redução da demanda." Em Nova York, o restaurante vegetariano Dirt Candy foi um dos primeiros a eliminar as gorjetas, em 2015. "Eu queria que fosse mais igualitário para todos", conta a chef e proprietária do estabelecimento, Amanda Cohen. Ela agora paga aos seus funcionários cerca de US$ 30 por hora. Cohen afirma que muitos clientes "têm uma surpresa agradável quando percebem que não precisam dar gorjetas de 20% do total da conta". 'Cansaço de gorjetas' Van der Kamp gostou da mudança, mas Lynn afirma que um dos maiores desafios para mudar o sistema é que pode ser difícil atrair e reter garçons que gostam de receber gorjetas. Mas vem crescendo nos últimos tempos o chamado "cansaço de dar gorjetas". As pessoas estão cada vez mais incomodadas por precisar pagar altas gratificações. Será que isso poderá levar mais restaurantes a suspender esta prática? "Apesar do cansaço das gorjetas, não acho que elas serão eliminadas em larga escala em breve, pois as desvantagens econômicas da sua eliminação superam as vantagens", observa Lynn. **Com BBC**

  • Kalshi bane permanentemente da plataforma o ex-deputado George Santos

    Antes do discurso, ele publicou nas redes sociais que pretendia comparecer NOVA YORK - A Kalshi, plataforma de mercados de previsão, baniu permanentemente George Santos, ex-deputado de Nova York, e aplicou uma multa de US$ 71.356 depois de encontrar evidências de que ele se envolveu em negociação com informação privilegiada. É o primeiro banimento desse tipo imposto pela empresa. Santos foi acusado de negociação com informação privilegiada depois de fazer apostas na Kalshi, cofundada pela brasileira Luana Lopes Lara, sobre a possibilidade de comparecer ao discurso do Estado da União do presidente Donald Trump, em fevereiro. Antes do discurso, ele publicou nas redes sociais que pretendia comparecer, mas acabou não indo. “O departamento de compliance da Kalshi estabeleceu motivos razoáveis para acreditar que George Santos realizou operações em determinados mercados relacionados à sua presença no discurso do Estado da União”, afirmou a empresa em comunicado. Em um comunicado enviado por e-mail, a Kalshi anunciou várias multas por negociação com informação privilegiada, que incluíram suspensões temporárias da plataforma, mas afirmou que Santos foi a única pessoa que não cooperou com a investigação da empresa. Procurado pela reportagem, Santos se recusou a comentar, mas se pronunciou nas redes sociais: “Ei, @Kalshi, obrigado pelo banimento vitalício da sua plataforma de apostas. Vamos ver por quanto tempo mais vocês vão continuar por aí.” Ele também acusou a empresa de violar o aviso prévio de 30 dias que, segundo ele, a Kalshi lhe deu em 7 de agosto. Outras polêmicas envolvendo o nome do ex-deputado Esta não é a primeira polêmica envolvendo o nome do ex-deputado. Filho de imigrantes brasileiros, George Santos foi formalmente acusado por procuradores federais em 2023 de fraude por ter mentido e omitido fatos sobre sua própria biografia, histórico criminal, processos na Justiça e atividades financeiras durante as eleições, o que o levou a perder seu mandato no Congresso dos EUA. Segundo a promotoria, o ex-deputado enganou doadores de sua campanha ao transferir dinheiro para sua própria conta e usá-lo para pagar dívidas pessoais, comprar roupas de grife ou fazer pagamentos com os cartões de crédito de seus próprios apoiadores sem autorização. Ele foi condenado a sete anos e três meses de prisão em 2025, mas foi libertado após pouco mais de três meses quando Trump comutou sua pena. George Santos também teve problemas com a Justiça brasileira. Ele se tornou réu em um processo no Tribunal de Justiça do Rio pelo crime de estelionato e, em 2023, fez um acordo com o Ministério Público para encerrar o caso mediante o pagamento de cerca de R$ 10 mil a instituições de caridade e R$ 14 mil à vítima do crime. No mês passado, Santos também foi multado em US$ 35 mil (cerca de R$ 182 mil na cotação atual) pela Commodity Futures Trading Commission (CFTC), órgão regulador federal dos mercados de previsão, por acusações semelhantes. ** Com Agências **

  • Enchente no Grand Canyon mata uma pessoa e deixa 15 desaparecidas

    Imagem divulgada pelo Serviço Nacional de Parque do Grand Canyon mostra passarela destruída após uma enchente repentina GRAND CANYON - Tempestades previstas para esta segunda-feira, 31, podem provocar novas inundações repentinas no Grand Canyon, no Arizona, onde ao menos uma pessoa morreu após uma forte enchente atingir o parque no fim de semana. Equipes de resgate atuam para tentar encontrar outras 15 pessoas que continuam desaparecidas. As inundações atingiram a região do Bright Angel Canyon e do Phantom Ranch no sábado (29), obrigando dezenas de pessoas a deixar o local e danificando a única tubulação de água que abastece o parque, um dos locais mais visitados dos Estados Unidos . Imagens de vídeo feitas por excursionistas mostraram uma torrente de água barrenta passando com força pelas trilhas e por baixo de passarelas, além de troncos e outros detritos sendo levados por rios que transbordavam. Rio com água barrenta e fluxo lento entre pedras grandes e pequenas. Vegetação verde e árvores cercam a área, com solo úmido e lama visível na margem. O corpo de um homem de 46 anos foi encontrado na noite de domingo (30) perto de Crystal Rapids, ao longo do rio Colorado, segundo o Serviço Nacional de Parques. O Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA informou que são esperadas novas chuvas e tempestades na tarde desta segunda-feira, com risco de novas inundações repentinas. "Existe a possibilidade de inundações repentinas em riachos, canais normalmente secos, áreas de banho e regiões que foram queimadas recentemente", informou o órgão em um boletim. "Correntes violentas e potencialmente fatais poderão ocorrer em cânions laterais e cânions estreitos. Passagens de baixa altura poderão ficar alagadas." O serviço de parques informou que estava trabalhando com as autoridades do Arizona para retirar pessoas da área e verificar a situação dos indivíduos desaparecidos. Até a manhã de domingo (30), 62 pessoas haviam sido retiradas do local, e outras estavam programadas para ser retiradas posteriormente, informou o órgão. As inundações danificaram a Transcanyon Waterline, uma importante tubulação de água que abastece o Grand Canyon. Diante dos danos, o serviço de parques anunciou restrições ao uso da água na área mais visitada do parque e proibiu fogueiras com lenha e carvão. A tubulação tem cerca de 20 km de extensão e, segundo o site do parque, fornece água potável e água para o combate a incêndios. As inundações também provocaram "impactos significativos na infraestrutura", destruindo passarelas e impedindo os visitantes de atravessar o Bright Angel Creek, informou o serviço de parques. As acomodações para pernoite foram fechadas a partir desta segunda. Inundações repentinas são comuns no norte do Arizona porque os ambientes áridos e com pouca vegetação da região têm pouca capacidade de absorver a chuva. O site do parque recomenda atenção especial aos visitantes entre julho e meados de setembro. O Grand Canyon foi formado pela ação do rio Colorado, que ao longo de milhões de anos erodiu camadas de arenito vermelho e outras rochas, criando um desfiladeiro de até 29 km de largura e mais de 1,6 km de profundidade. No ano passado, quase 5 milhões de pessoas visitaram o local. ** Com AFP **

  • Trump anuncia acordo com Venezuela para controle de reservas de petróleo pelos EUA

    WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira, 28, que o país fechou um acordo com a Venezuela para assumir o controle majoritário de mais de 65 bilhões de barris de reservas comprovadas de petróleo venezuelano. Em publicação na sua rede social Truth Social, Trump classificou a operação como "o maior acordo de petróleo da história mundial" e disse que a negociação foi conduzida pelo secretário de Estado, Marco Rubio, e pelo secretário de Guerra, Pete Hegseth, em conjunto com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, e empresas privadas. Segundo o republicano, o acordo não terá custos para os contribuintes americanos e mais do que dobrará as reservas de petróleo dos EUA. "Essa transação histórica mais do que dobra as reservas de petróleo americanas, aumenta consideravelmente nossa oferta de petróleo e reduzirá substancialmente os preços da gasolina para todos os americanos por muitos anos", escreveu ele, no post. O plano do presidente americano representa uma intervenção na economia de outro país, algo sem paralelo neste século. O movimento lembra a tomada, pelo governo britânico, das reservas de petróleo do Irã e da divisão dos ativos do Iraque entre os EUA e países europeus, há um século. Além disso, a manobra pode suscitar desafios legais e mudanças políticas em Washington. Não está claro se o arranjo de Trump será assumido por outra administração nos EUA. O anúncio ocorre em meio a uma disputa mundial para garantir o abastecimento de petróleo, afetado pela guerra no Irã. Trump também enfrenta a preocupação dos eleitores com os preços da gasolina e a inflação antes das eleições legislativas de novembro. Os EUA já buscavam uma participação significativa nas reservas venezuelanas por meio de uma possível parceria entre o Departamento de Defesa e Alejandro Betancourt, investidor do setor de energia que se tornou um importante intermediário entre os dois países. Segundo fontes familiarizadas com as negociações, as conversas envolviam até 17 campos de petróleo distribuídos pelas principais bacias petrolíferas da Venezuela. A publicação de Trump, no entanto, não detalha quais áreas estão incluídas no acordo anunciado nem como será exercido o controle americano sobre as reservas. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que o acordo deverá levar quase US$ 100 bilhões em investimentos privados à Venezuela. Em publicação na rede social X, Rubio disse que a operação garantirá reservas estáveis e ajudará a reduzir os preços da gasolina nos Estados Unidos. Segundo ele, os recursos também apoiarão milhares de empregos bem remunerados e contribuirão para a reconstrução da economia venezuelana. "Para o povo venezuelano, esse acordo trará quase US$ 100 bilhões em investimentos privados, apoiará milhares de empregos bem remunerados e impulsionará a reconstrução da economia da Venezuela", escreveu. ** Com Agências **

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