Imigrante legal processa ICE por abordagem violenta em Massachusetts

CHELSEA - Uma imigrante com residência permanente nos Estados Unidos está processando o governo federal e o ICE após uma abordagem violenta no ano passado. A guatemalteca Hilda Ramirez Sanan alega que foi atacada e não teve a chance de mostrar a documentação para provar o status migratório legal no país.
De acordo com o processo, os gentes mascarados cercaram o carro da mulher, quebraram as janelas e a arrastaram para o chão, fazendo com que ela perdesse a consciência brevemente no dia 25 de setembro de 2025.

A filha mais velha, Michelle, então com 17 anos, tentou proteger o irmão de 13 anos, que tem autismo, mas foi reeprendia e os dois foram retirados do veículo à força e também foram questionados sobre o status imigratório. Eles são cidadãos americanos.
O incidente só foi controlado após a polícia de Chelsea intervir e exigir que os agentes do ICE verificassem a documentação, ressalta a denúncia de 28 de outubro.
O ICE alega que a ação foi necessária porque Hilda resistiu às ordens dos agentes e tentaram esconder José Ramirez Perez, cunhado da mulher, descrito como "imigrante ilegal criminoso" que seria o alvo da operação.

Fotos e vídeos foram anexadas aos autos para contestar a versão das autoridades.
Perez
Perez foi preso na operação e segue detido sob custódia do ICE enquanto aguarda o julgamento. O guatematelco diz ser inocente.
Dados do Tribunal Distrital de Chelsea indicam que Perez responde a quatro acusações graves de abuso e agressão indecente contra menor de 14 anos, além de uma acusação de intimidação de testemunha.
Duas acusações anteriores mais graves de estupro foram arquivadas em maio de 2025., quatro meses antes da abordagem do ICE.
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