Democratas questionam papel de Trump na fuga de Flávio Bolsonaro e emissão de visto

WASHINGTON - Um grupo de 25 deputados democratas, incluindo membros proeminentes da Comissão de Relações Exteriores, enviou uma carta ao secretário de Estado, Marco Rubio, com uma lista de perguntas sobre o envolvimento do Departamento de Estado na fuga e o processo de aprovação da entrada do senador brasileiro Flávio Bolsonaro no país.
O ofício foi obtido em primeira mão pelo site Politico. Na carta, os parlamentares pedem que o Rubio esclareça como a sua pasta coordenou com outras agências para conceder o visto, se os servidores estavam cientes das investigações pendentes contra Flávio e em que medida as autoridades americanas ajudaram o senador a deixar o Brasil.
"O povo americano e o Congresso têm um legítimo interesse em compreender se os recursos diplomáticos e de imigração dos EUA foram usados para facilitar a viagem de uma figura política estrangeira nessas circunstâncias", escreveram os democratas. "A transparência é particularmente importante quando os eventos relatados envolvem um processo judicial estrangeiro, relações bilaterais sensíveis e a aplicação consistente das políticas diplomáticas e de imigração dos EUA".
A iniciativa foi liderada por Sydney Kamlager-Dove, da Califórnia, e Dina Titus, de Nevada. Procurado pela imprensa americana, o Departamento de Estado não respondeu sobre a carta.
O plano de fuga foi posto em prática na segunda-feira, depois que Flávio Bolsonaro foi informado de que deveria entregar seus passaportes. A medida cautelar havia sido dada na véspera pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o NYT, Eduardo Bolsonaro manteve contato com Miller assim que o irmão foi intimado a entregar os documentos.
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Uma fonte do governo disse ao NYT que Flávio Bolsonaro é aguardado para solicitar o status de residente permanente nos Estados Unidos. O procedimento normalmente acontece após o recebimento de um visto de imigrante. O pedido de green card de Bolsonaro seria processado rapidamente, de forma semelhante ao que foi concedido a Eduardo Bolsonaro, segundo o mesmo funcionário.
Nesta quinta-feira, o Trump afirmou que as eleições presidenciais no Brasil foram uma "vergonha".
"Acompanhei as eleições. Não tomei partido, mas vi o que estava acontecendo no Brasil, foi uma vergonha. O mercado falou isso. Olha como o mercado reagiu", declarou Trump a jornalistas antes de partir para um comício eleitoral.
Ao ser perguntado se buscará o presidente Lula para parabenizá-lo, Trump respondeu que sim, embora tenha qualificado o processo eleitoral como “uma vergonha”. O presidente acrescentou que não tomou partido nas eleições "a pedido de Lula".
Flávio é alvo de um inquérito em que a PF busca aprofundar as investigações que recaem sobre o senador por lavagem de dinheiro. Ele é alvo de um inquérito que atinge também o advogado e seu amigo Willer Tomaz, que desde agosto está nos EUA.
** Da Redação **





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