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INSS para quem mora nos EUA: contribuir pode custar menos de US$ 6 por mês

há 2 horas
2 min de leitura
Planejamento garante investimento menor e retorno  maior
Planejamento garante investimento menor e retorno maior

Para alguns brasileiros que vivem nos Estados Unidos, uma estratégia de contribuição ao INSS pode representar um custo médio inferior a seis dólares por mês. Mas esse valor precisa ser entendido dentro de um planejamento individual.


A possibilidade depende do histórico de contribuições, da idade, dos requisitos que ainda precisam ser cumpridos e, em determinados casos, da aplicação do Acordo Previdenciário Brasil–EUA.


Como funciona essa conta?

Em 2026, o salário mínimo brasileiro é de R$ 1.621,00. No plano simplificado, a contribuição de 11% corresponde a R$ 178,31 por competência.


Se o planejamento indicar o recolhimento de apenas duas competências no ano, o desembolso anual será de R$ 356,62.


Considerando um câmbio ilustrativo de R$ 5 por dólar, isso equivale a aproximadamente US$ 71,32 por ano. Dividindo esse valor pelos doze meses, chegamos a um custo médio de US$ 5,94 por mês!


Então basta pagar duas vezes por ano para se aposentar?

Não. O valor da contribuição é apenas uma parte da análise.


Para receber uma aposentadoria, é necessário cumprir os requisitos aplicáveis ao caso, como idade, tempo de contribuição e carência. Duas contribuições referentes a duas competências contam, em regra, como dois meses, e não como um ano inteiro.


Por isso, recolher apenas duas vezes por ano pode ser compatível com o planejamento de uma pessoa e atrasar a aposentadoria de outra.


Há ainda uma diferença importante: manter a qualidade de segurado — a condição que permite acesso à proteção previdenciária, observadas as exigências de cada benefício — não é o mesmo que acumular tempo e carência para a aposentadoria.


E o tempo trabalhado nos EUA?

O Acordo Previdenciário Brasil–Estados Unidos pode permitir que períodos de cobertura nos dois países sejam considerados para completar os requisitos de um benefício, conforme as regras do acordo e sem contar duas vezes os períodos coincidentes.


Isso não significa transferir dinheiro do Social Security para o INSS. Cada país analisa o direito e calcula o benefício segundo suas regras.


Quando a aposentadoria brasileira depende da totalização com períodos americanos, o cálculo é proporcional. Portanto, contribuir sobre o salário mínimo não significa, por si só, que o benefício concedido pelo acordo será de um salário mínimo.


A alíquota de 11% é adequada para todos?

Também não. O plano simplificado tem limitações.


A escolha deve considerar o enquadramento correto do segurado e a modalidade de aposentadoria pretendida. Pagar uma alíquota menor só representa uma boa decisão quando isso faz sentido para o objetivo previdenciário.


O que analisar antes de começar ou reduzir os pagamentos?

O planejamento precisa verificar as contribuições já realizadas no Brasil, eventuais pendências no CNIS, o histórico previdenciário americano e os requisitos que ainda faltam. Depois, deve comparar o custo dos recolhimentos, a data possível de aposentadoria e o valor estimado do benefício.


Se todos os requisitos para a aposentadoria brasileira já estiverem preenchidos, é preciso avaliar inclusive se existe necessidade de continuar contribuindo.


O número de US$ 5,94 chama a atenção. Mas a decisão mais importante vem antes da conta: descobrir se essa estratégia é adequada para você.


Seu endereço mudou. Seus direitos no Brasil, não.


Por Gisele Jucá

Advogada especialista em Direito Previdênciário com atuação no planejamento de aposentadorias de brasileiros residentes no Brasil e no exterior.

@minhaadvogadagiselejuca

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