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  • Atrizes são detidas em NY durante protesto contra Netanyahu

    NOVA YORK - As atrizes Susan Sarandon e Hannah Einbinder estão entre as pessoas detidas pela polícia nesta quinta-feira, 24, em Nova York, durante uma manifestação contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Imagens da AFP mostram policiais de Nova York algemando a protagonista de Thelma & Louise enquanto o líder israelense participava da Assembleia Geral da ONU. Já a agência Associated Press registrou a prisão de Einbinder, conhecida pela série Hacks. Ambas foram retiradas pelas autoridades da manifestação organizada pelo Jewish Voice for Peace. Uma porta-voz da polícia de Nova York (NYPD) afirmou que os agentes intervieram em razão de uma "manifestação não autorizada" que bloqueava um cruzamento. Segundo ela, os policiais pediram aos manifestantes que deixassem o local, mas eles "continuaram bloqueando o cruzamento". Manifestantes que exibiam cartazes com frases como "Parem de fornecer armas a Israel" e "Acabem com o genocídio" participaram de um protesto sentado enquanto Netanyahu discursava na ONU. Na ONU, Netanyahu rejeitou as acusações de genocídio contra Israel e disse que o país adotou medidas para reduzir mortes de civis em Gaza. O primeiro-ministro também criticou o prefeito de NY, Zohran Mamdani, e o acusou de antissemitismo por defender o cumprimento do mandado de prisão emitido contra Netanyahu. Mamdani havia dito em julho que cogitava prender o premiê caso ele viesse à cidade, mas depois reconheceu que não tinha autoridade legal para executar a medida. Após o discurso, o prefeito respondeu nas redes sociais e afirmou que Netanyahu repetiu mentiras para tentar encobrir o que classificou como genocídio contra os palestinos. ** Com AFP **

  • Casa Branca divulga vídeo de Trump mostrando foto de caneta colocada no lugar de retrato de Biden

    Xi Jinping sorriu quando Trump apresentou a fotografia que substitui Biden WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mostrou a Xi Jinping, presidente da China em visita a Washington, a foto de uma caneta automática colocada no lugar reservado a Joe Biden na galeria dos presidentes. Em 24 de setembro de 2025, há exatamente um ano, a gestão Trump trocou o retrato do seu antecessor pela foto de uma caneta automática na "calçada da fama presidencial", criada na renovação da Casa Branca feita pelo republicano. O uso do "autopen", ou caneta automática, por Biden é uma obsessão de Trump desde o ínício de seu segundo mandato. O autopen - caneta automática em português - é um aparelho utilizado para reproduzir assinaturas autênticas. Presidentes dos EUA o utilizam há décadas. Em março, no entanto, Trump criticou Biden pelo uso e afirmou que parte dos perdões do ex-presidente são inválidos porque teriam sido assinados por auxiliares e sem seu o conhecimento do democrata. O governo do republicano chegou a anunciar que abriu uma investigação para apurar o caso. Em entrevista ao jornal americano "The New York Times", Biden admitiu o uso do "autopen" para emitir os perdões presidenciais no final de seu mandato, em janeiro deste ano, e garantiu que foi ele quem ordenou os perdões concedidos pelo seu governo. ** Da Redação **

  • Bernie Sanders e democratas cobram compromisso dos EUA com eleição no Brasil

    Parlamentares democratas pedem que EUA não interfiram nas eleições do Brasil WASHINGTON - O senador independente Bernie Sanders e 30 deputados democratas cobraram do governo Donald Trump explicações sobre ações dos Estados Unidos em relação ao Brasil que, segundo os congressistas, levantam preocupações sobre uma possível interferência na eleição presidencial brasileira de outubro. Os temas apresentados ao Departamento de Estado vêm sendo discutidos há meses por organizações da sociedade civil brasileira em diálogo com instituições e interlocutores nos Estados Unidos e é um resultado de uma articulação que recebeu o apoio do CEPR (sigla em inglês para Centro de Pesquisa de Política Econômica) e Washington Brazil Office. O documento foi uma iniciativa da deputada Delia Ramirez e tem como signatários Pramila Jayapal e Chuy Garcia. No documento enviado ao secretário de Estado, Marco Rubio, os parlamentares afirmam estar preocupados com o que descrevem como uma atuação coordenada da administração Trump para pressionar autoridades brasileiras e influenciar o ambiente político do país às vésperas da votação. "As ações mais recentes da administração apontam para uma aparente tentativa de interferir e potencialmente minar as eleições gerais do Brasil em outubro", diz um trecho da carta, que foi obtida com exclusividade pela Folha. Revelado pela Folha, um relatório reservado da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) sobre "ameaças ao processo eleitoral de 2026" elevou a possibilidade de influência e interferência externa dos EUA nas eleições brasileiras a um "nível de criticidade". Nesta quarta, a campanha do Lula acionou o STF (Supremo Tribunal Federal) e TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por possível interferência dos EUA nas eleições. Entre os signatários estão integrantes de comissões importantes da Câmara. Por exemplo, Jayapal e Jonathan Jackson fazem parte da Comissão de Relações Exteriores, enquanto Greg Casar e Maxwell Frost integram a Comissão de Supervisão, responsável por fiscalizar a atuação do Executivo. Caso os democratas conquistem a maioria da Câmara, nas eleições legislativas em novembro, integrantes dessas comissões poderiam ampliar a fiscalização da política do governo Trump para o Brasil por meio de audiências e investigações. Uma nova maioria também passaria a controlar as comissões da Casa e poderia buscar impor condições ao uso de recursos destinados a programas de política externa por meio do processo orçamentário. Jayapal, em entrevista à Folha em agosto, já tinha declarado enxergar uma tentativa de Trump interferir na eleição do Brasil e avisado que democratas agiriam. Também integra a lista de signatários a democrata Alexandria Ocasio-Cortez, conhecida como AOC. Considerada ícone democrata dos EUA e um dos nomes cotados para concorrer à presidência em 2028, AOC esteve com Lula em uma viagem ao Brasil, em 2023. Sanders, que também assina a carta, visitou o petista nesta semana às margens da Assembleia Geral da ONU. No encontro, Sanders perguntou sobre a possibilidade real de interferência nas eleições no Brasil. Segundo auxiliares, Lula teria dito que o governo está vigilante, mas que não acredita que haverá interferência. O documento pede que o governo americano se comprometa explicitamente a respeitar o processo eleitoral brasileiro e a reconhecer o resultado certificado das urnas, independentemente de qual candidato seja escolhido pelos eleitores. Os congressistas citam uma série de episódios ocorridos desde o início do segundo mandato de Trump e afirmam que as ações mais recentes apontam para uma "aparente tentativa de interferir" na eleição brasileira. Entre os casos mencionados estão sanções contra autoridades brasileiras, medidas comerciais adotadas pelos Estados Unidos e a relação do governo Trump com aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. A carta destaca ainda o encontro entre Trump e o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, realizado na Casa Branca. O documento afirma que Flávio pediu durante a reunião que os Estados Unidos classificassem o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas estrangeiras. Dois dias depois, o Departamento de Estado anunciou a inclusão das duas facções na lista americana. Os parlamentares dizem que a sequência dos acontecimentos reforçou preocupações no Brasil sobre as possíveis consequências da designação. A carta afirma que autoridades brasileiras temem que a classificação possa ser usada como fundamento para medidas extraterritoriais, como sanções ou outras punições financeiras, e menciona ainda receios relacionados ao uso da força pelos Estados Unidos na região. O grupo também questiona uma tentativa de visita ao Brasil de integrantes do Departamento de Estado que, segundo reportagens citadas no documento, planejavam levantar dúvidas sobre a segurança do sistema eleitoral brasileiro. A delegação acabou impedida de entrar no país, e posteriormente o governo Trump revogou o visto da embaixadora brasileira em Washington. Os congressistas descrevem a medida como uma escalada incomum na relação entre os dois países. Em nota divulgada em agosto, após a decisão de revogar o visto da embaixadora brasileira Maria Luiza Viotti, o Departamento de Estado afirmou que respeitaria a escolha feita pelo povo brasileiro por meio de eleições "livres e justas". "Nós respeitamos e mantivemos relações com governos dos dois lados do espectro político brasileiro e tivemos relações muito bem-sucedidas com eles", disse a pasta na ocasião. Após o discurso do presidente Lula e Trump na Assembleia Geral da ONU, a Folha entrevistou uma porta-voz do Departamento de Estado, Amanda Roberson, que comentou sobre o receio da interferência americana nas eleições brasileiras. "Sabemos que o Brasil é um país independente e democrático. Quem vai ser o próximo presidente do Brasil é decisão dos brasileiros e vamos estar sempre trabalhando com o Brasil, independente de quem seja o próximo presidente. Queremos ver eleições livres e justas no Brasil, mas, no final, é decisão do povo brasileiro", disse ela. Além da questão eleitoral, a carta cobra explicações sobre a política de sanções adotada contra o Brasil. Os parlamentares pedem ao Departamento de Estado detalhes sobre os critérios usados para sancionar o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), sob a Lei Global Magnitsky, e sobre a metodologia utilizada pelo governo americano para analisar pedidos de sanções apresentados por estrangeiros. Também querem saber quais foram os fundamentos para a designação de PCC e CV como organizações terroristas e qual foi a justificativa para a revogação do visto da representante diplomática brasileira nos EUA. Na avaliação dos signatários, a atual postura de Washington contrasta com a adotada pelos Estados Unidos durante a eleição brasileira de 2022, quando o governo americano reconheceu rapidamente a vitória de Lula. A carta também menciona o apoio americano às instituições brasileiras após os ataques de 8 de janeiro de 2023. Agora, porém, afirmam que Washington vive uma "realidade fundamentalmente diferente" e acusam o governo Trump de agir como um "agente de interferência e desestabilização", por meio de pressão diplomática, econômica e política sobre o Brasil. A carta diz ainda que o caso brasileiro faria parte de um "padrão mais amplo e profundamente preocupante de interferência" em processos eleitorais na América Latina, com risco de "erodir progressivamente a confiança" nas instituições democráticas da região. Os parlamentares deram ao Departamento de Estado prazo até 1º de outubro para responder às sete perguntas. ** Com AF **

  • ICE usa força e imobiliza americano 'por engano' em Illinois

    Testemunhas denunciam brutalidade de agentes do ICE contra americano CHICAGO - Agentes do ICE detiveram por engano um cidadão americano em um subúrbio de Chicago na manhã de domingo, 20, deixando-o no chão com diversas lesões. A vítima - cuja identidade não foi revelada - foi encontrada caída por policiais em Evanston, Illinois, após serem acionados por volta das 9h49 devido a relatos de dois homens em discussão, informou a delegacia da cidade em nota. Testemunhas disseram à polícia que agentes do ICE estavam tentando deter o homem que repetia ser cidadão americano. Populares gravaram o incidente. Uma ambulância foi chamada após a vítima relatar lesões na cabeça, no pescoço e nos dentes. De acordo com o Boletim de Ocorrência, um policial se conversou com um indivíduo em uma das duas SUVs estacionadas próximas a um cruzamento. Ele se identificou como agente federal conduzindo uma "investigação de foragidos", informou a polícia. A pessoa usava roupas civis e um colete com a inscrição "POLICE" e marcações de agência federal de segurança, destaca o relatório policial. O indivíduo disse que a vítima era parecida com alguém que estavam procurando e que ela se recusou a fornecer identificação e "resistiu à detenção". Após descobrir que o alvo era um cidadão americano, ele foi liberado. Em resposta ao incidente, o Departamento de Segurança Interna (DHS) diz que agentes do ICE realizando uma operação de fiscalização direcionada encontraram uma pessoa que se assemelhava ao seu alvo e "imediatamente se identificaram como agentes da lei". "O indivíduo recebeu ordens legais, mas não foi cooperativo e se recusou a se identificar", afirma um porta-voz . "Os agentes do ICE agiram conforme seu treinamento e posteriormente deixaram o local sem mais incidentes assim que o indivíduo finalmente se identificou." A polícia de Evanston investiga o caso.

  • Governo Trump restabelece acesso da imprensa à Casa Branca

    WASHINGTON - O governo de Donald Trump anunciou nesta quinta-feira, 24, que o acesso dos veículos de comunicação CNN, MSNBC e Politico à Casa Branca foi restabelecido. A decisão ocorreu após os três veículos solicitarem uma audiência de emergência com o juiz que havia suspendido a proibição imposta pelo republicano. Em meio à polêmica, a Casa Branca permitiu a entrada de um número limitado de fotojornalistas - mas não de repórteres de mídia impressa - no Salão Oval, para o início da reunião bilateral entre Trump e o presidente da China, Xi Jinping. Segundo fotógrafos presentes no encontro, o líder norte-americano teria brincado ao dizer que os chineses tinham um corpo de imprensa mais amigável. Político, MSNBC e CNN haviam sido banidos por Trump na semana passada, segundo ele, "como resultado de suas constantes 'reportagens' de notícias falsas". Na segunda-feira (21), porém, os veículos de comunicação ingressaram conjuntamente na Justiça para tentar preservar o acesso de seus jornalistas às dependências da Casa Branca, em resposta à decisão do governo. Eles argumentaram que a medida viola direitos garantidos pela Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que protege a liberdade de imprensa. Em meio à disputa, o grupo de emissoras que se revezam na cobertura de Trump - CNN, NBC, ABC, CBS e Fox - também decidiu deixar de acompanhar eventos do presidente após as restrições impostas aos veículos. Hoje, no entanto, um juiz federal ordenou que o governo norte-americano restabeleça temporariamente o acesso à Casa Branca para os jornalistas da CNN, da MSNBC e do Politico. De acordo com o magistrado Timothy Kelly, a medida determinada pelo governo contra os veículos foi adotada sem o "devido processo legal constitucionalmente adequado". Para ele, "a 'regra geral' é que 'os indivíduos devem receber uma notificação e uma oportunidade de ser ouvidos antes que o governo os prive' de um interesse protegido constitucionalmente". O juiz federal também avaliou que os argumentos apresentados pelo governo "oferecem pouco respaldo à alegada necessidade de segurança nacional". "O processo não apresenta suporte factual para a alegação dos réus de que a revogação das credenciais permanentes dos autores efetivamente protegerá a segurança nacional ou de que ela será colocada em risco caso o tribunal determine o restabelecimento das credenciais enquanto o litígio estiver em andamento", concluiu o magistrado ao suspender a proibição por 14 dias. ** Com Ansa **

  • Varredura do ICE atinge mais de 20 trabalhadores em New Bedford

    Imigrante é preso em estacionamento de Dunkin' Donuts após agentes do ICE quebrarem os vidros do seu carro (Foto: Vídeo de Missy Alexander) NEW BEDFORD - Mais de 20 imigrantes foram presos nas ruas de New Bedford, em Massachusetts, só nos últimos dois dias, em operações aleatórias do ICE. Cenas de agentes federais capturando trabalhadores a caminho do trabalho também foram flagradas em Dartmouth e Fall River. Segundo organizações comunitárias, a maioria das pessoas detidas entre segunda (21) e terça-feira (22) são da América Central, têm autorização de trabalho e não apresentam antecedentes criminais. Os ativistas acusam o ICE de fazer uma "varredura pública sem alvo específico", usando táticas agressivas e desproporcionais. “Pessoas que estavam a caminho do trabalho ou levando outras pessoas para trabalhar foram detidas indiscriminadamente pelo ICE e levadas sob custódia da agência”, disse Corinn Williams, diretora executiva do Community Economic Development Center, em New Bedford. O prefeito Jon Mitchell e a governadora de Massachusetts, Maura Healey, criticaram duramente as operações. Mitchell classificou as ações como "crueis por atingir trabalhadores e separar famílias". Em pelo menos uma das situações, um pai foi levado sem que pudesse buscar o filho de 8 anos na escola ou avisar a família. Em outro caso, Miguel Ixcuna foi algemado pelos agentes na frente da mulher, Antonia Lucas, e das filhas do casal, de 9 e 3 anos. "Ele foram hostis e só me disseram que deveria conseguir um advogado para o meu marido. As crianças ficaram aterrorizadas", conta. A governadora cobrou explicações formais do ICE. A agência federal não respondeu ao pedido de comentário da MANCHETE USA até a publicação dessa matéria. ** Com Agências **

  • Trump assina acordo de segurança com Groenlândia e Dinamarca

    NOVA YORK - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta terça-feira, 22, um acordo de segurança com a Groenlândia e a Dinamarca, em uma cerimônia realizada à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. O republicano havia afirmado anteriormente que o pacto daria aos EUA "controle permanente" sobre a segurança de Nuuk, território autônomo dinamarquês no Ártico que Trump cobiça há muito tempo. "Isto é extraordinário para a Europa, os Estados Unidos e a Groenlândia, para todos. Vai ser incrível! O povo groenlandês tem sido incrivelmente gentil, enquanto os dinamarqueses têm sido excepcionais, por isso sei que será uma relação fantástica e duradoura", disse Trump durante a cerimônia de assinatura. Pouco antes de o pacto ser fechado, o magnata havia afirmado que os Estados Unidos "enviarão imediatamente uma presença militar maciça" para Nuuk, além de revelar que pretende construir "duas bases militares muito importantes". O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, disse ser "fantástico" ter visto o acordo trilateral ser assinado em Nova York. "Estamos cientes das ameaças que enfrentamos, e uma maior segurança no Ártico e no Atlântico Norte é essencial tanto para a Europa quanto para a América do Norte. Este acordo, aliado ao papel cada vez mais importante da Otan na garantia da segurança desta região vital, fortalece nossa segurança coletiva e contribui para um futuro mais seguro e estável para todos nós", escreveu o líder da aliança militar. Já o presidente do Conselho Europeu, António Costa, declarou, em um comunicado, que o pacto de segurança representa um "passo positivo para a cooperação transatlântica e para a segurança no Ártico, baseado no respeito à soberania, à integridade territorial e ao direito à autodeterminação do povo groenlandês". "A União Europeia está pronta para continuar trabalhando em estreita colaboração com a Groenlândia, a Dinamarca e nossos parceiros transatlânticos por um Ártico pacífico, seguro e próspero", comentou. Desde que retornou à presidência, em janeiro de 2025, Trump tem insistido repetidamente que os Estados Unidos precisam controlar a Groenlândia por razões estratégicas. A posição alarmou a Dinamarca, aliada dos americanos na Otan, e provocou forte resistência por parte de integrantes da aliança. ** Com Ansa **

  • Brasileiros estão entre 25 mil deportados pelos EUA a 35 países sob acordos secretos

    NOVA YORK - Os Estados Unidos deportaram pelo menos 25 mil imigrantes - entre eles cerca de 50 brasileiros - para países terceiros desde que o presidente Donald Trump Voltou à Casa Branca em janeiro de 2025 graças a acordos secretos — e milionários — do chamado “Escritório de Remigração”, revela uma investigação da Forbidden Stories, rede internacional de jornalismo investigativo. Dados do Third Country Deportation Watch, ferramenta de monitoramento das ONGs Refugees International e Human Rights First, mostram que mais de 44 brasileiros foram enviados à Costa Rica e, ao menos um, para a Guiné Equatorial desde janeiro de 2025. O relatório também menciona o envio de nacionais para a Libéria, mas não especifica a quantidade. Nessa estatística está o pernambucano Pietro Graza de Lima, de 57 anos, foi enviado da Flórida para a Guiné Equatorial após se recusar a desembarcar na Libéria no mês passado. O governo Trump acelerou as deportações para países terceiros ao criar documentos não vinculativos chamados “Acordos Nacionais para Países Terceiros” (TCNA, na sigla em inglês), geridos pelo Escritório de Remigração. Mas convencer um governo estrangeiro a acolher deportados que não são seus pode custar milhões. Em novembro do ano passado, Christian Jové Ehrhardt, funcionário de carreira do Departamento de Estado e recém-promovido como chefe do escritório, reuniu-se com o ministro das Relações Exteriores de Camarões, Felix Mbayu, para discutir “segurança, saúde e assistência humanitária”, segundo a Embaixada americana em Yaoundé, capital camaronesa. Mas o objetivo da viagem não era apenas esse. Segundo a investigação organizada pela Forbidden, conduzida ao longo de seis meses por 26 veículos de 15 países, ele pretendia negociar um acordo que permitisse aos EUA deportar pessoas sem qualquer vínculo com o país. E conseguiu. Semanas depois, Washington aprovou um programa de assistência médica de cinco anos para Camarões, no valor de quase US$ 400 milhões. No dia 14 de janeiro, o primeiro avião com pessoas vindas dos EUA chegou àquele país. Terceira nacionalidade A Costa Rica também assinou o acordo não vinculativo que permite a deportação de 25 pessoas por semana. Em cinco meses, de acordo com a investigação, quase 400 pessoas foram transportadas de avião para o país. Os brasileiros são a terceira nacionalidade que os EUA mais enviam ao país, atrás de chineses e colombianos. Os países fazem parte de um grupo de 35 Estados que concordaram em acolher os chamados “cidadãos de países terceiros”. Até o último dia de agosto, pelo menos 25.447 dessas pessoas haviam sido enviadas para 28 países, segundo o relatório. No dia 20 de agosto, Pietro, que morava na Flórida, foi colocado em um voo com outras dezenas de imigrantes rumo à Libéria, onde ele se recusou a descer. Foi, então, enviado para a Guiné Equatorial com outros imigrantes de Cuba e Camarões. Ao chegar a Malabo, os deportados são mantidos no Hotel Bamy, pertencente à família do ditador Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, no poder há quase meio século. O governo americano, que, de acordo com a investigação jornalística, destinou US$ 410 milhões para garantir acordos de deportação com países terceiros, não divulgou os números de deportados publicamente. Uma parte desse montante foi destinado a organizações internacionais de ajuda humanitária, como a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur). Procurado pela Forbidden, um porta-voz da Acnur afirmou que a agência “não faz parte desses acordos” e que qualquer financiamento dos EUA está sendo usado para “apoiar os sistemas de asilo” dos países. Já um representante da OIM disse que o envolvimento da organização com a assistência de deportados “não representa, de forma alguma, um endosso às decisões que levaram à deportação desses indivíduos”. Veto na Justiça Já a porta-voz da Casa Branca, Lauren Bis, disse que “os únicos imigrantes ilegais que vão para países terceiros são aqueles cujos países de origem não os aceitam, incluindo criminosos ou imigrantes que pediram para não serem deportados para seus países de origem”. Na última sexta-feira, um tribunal federal de apelações determinou a suspensão das deportações e as classificou como “ilegais”. Os juízes concordaram de forma unânime com a decisão de um juiz de instância inferior, proferida em fevereiro, de que as ações violam os direitos ao não notificar os migrantes com antecedência e não lhes dar a oportunidade de contestação. O governo deve recorrer à Suprema Corte. Leia também: Tribunal suspende as deportações de imigrantes para países diferentes da sua origem Nos próximos dias, Christian Ehrhardt e outros altos funcionários do Departamento de Estado vão se reunir com delegações da África e da América Latina às margens da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, segundo o jornal americano Washington Post. Um mapa da África do Escritório de Remigração mostra que, dos 54 países que compõem o continente, 49 foram contatados sobre deportações de cidadãos de países terceiros. Nove estariam com negociações em andamento.

  • Governo Trump planeja admitir principalmente afrikaners sob nova proposta para refugiados

    Governo Trump defende, sem evidências, que brancos são perseguidos na África do Sul WASHINGTON - A administração ‌Trump planeja estabelecer um teto de admissão de refugiados de 17.500 nos próximos 12 meses, composto "principalmente" por sul-africanos pertencentes à minoria étnica branca dos afrikaners, de acordo com um comunicado enviado ao Congresso ⁠nesta terça-feira, 22. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alega que os afrikaners enfrentam perseguição por motivos raciais nesse país de maioria negra, alegações que ‌o governo sul-africano nega. O republicano suspendeu ‌todas as admissões de refugiados nos EUA ⁠quando assumiu o cargo em janeiro de 2025, afirmando que elas só seriam retomadas se fosse do interesse do país. Semanas depois, ele começou uma iniciativa para trazer afrikaners, o que gerou ‌críticas de defensores de imigrantes, que condenaram a ‌exclusão de pessoas ⁠de outras ⁠nacionalidades que fogem da perseguição e da violência. O comunicado enviado ⁠pelo Departamento de ‌Estado a autoridades ‌do Congresso "prevê que os afrikaners da África do Sul se assimilarão plenamente aos Estados Unidos de uma forma que preserve os ⁠recursos dos contribuintes para os cidadãos americanos". O reassentamento dentro do limite proposto deve custar aproximadamente US$500 milhões, segundo o texto. Todas, exceto três, das quase 3 mil pessoas ‌admitidas como refugiadas no atual ano fiscal, que termina em 30 de setembro de 2026, eram ⁠sul-africanas, de acordo com dados do Departamento de Estado até agosto. No ano fiscal de 2024, em contrapartida, o governo Biden acolheu mais de 100 mil imigrantes de dezenas de países. "Um programa de refugiados que privilegia um grupo e deixa todos os outros de lado é uma renúncia à nossa liderança humanitária global e um abandono de milhares de famílias vulneráveis", afirmou Krish O'Mara Vignarajah, presidente da Global Refuge, em comunicado. ** Com Reuters **

  • Senador republicano pede investigação sobre negócios da família Trump

    Senador aponta enriquecimento ilícito da família Trump durante mandato do republicano WASHINGTON - O senador republicano, John Curtis, pediu nesta terça-feira , 22, que se investigue se a família do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está lucrando com seu mandato, afirmando que qualquer percepção de que parentes estejam se aproveitando de sua posição mina a confiança no governo. Em uma carta ao Comitê Judiciário do Senado, Curtis solicita a investigação sobre as empresas de propriedade do filho mais velho de Trump, Donald Trump Jr., e sobre os pagamentos feitos por um oligarca russo para as comemorações ⁠de seu casamento nas Bahamas neste ano. Em tempo: Os democratas do Congresso iniciaram uma análise sobre o assunto na semana passada. Na carta, Curtis ‌instou o comitê do Senado a investigar as relações familiares do presidente e a possível influência exercida sobre elas por entidades nacionais e estrangeiras, incluindo festas de casamento no valor de centenas de milhares de dólares ⁠para Trump Jr., pagas pelo oligarca russo Umar Kremlev. Curtis também levantou questões sobre os empreendimentos comerciais de Trump Jr., incluindo promoção de criptomoedas, negócios imobiliários, plataformas de mercado de previsões e outros, enquanto seu pai controla a Casa Branca. "Essas reportagens levantam questões legítimas sobre o acesso de estrangeiros a membros da família de um presidente em exercício e se tais relações podem criar expectativas, reais ou percebidas, de tratamento favorável", escreveu ele. "Elas também podem criar expectativas de um favor em troca que... poderia até mesmo gerar vulnerabilidades à segurança nacional." Trump disse na semana passada que seu filho está reembolsando Kremlev, mas não forneceu outros detalhes. A família Trump tem defendido seus negócios enquanto Trump está no cargo e negado qualquer conflito de interesses, apontando para um fundo fiduciário administrado por Trump Jr. e Eric Trump. Representantes de Trump Jr. não responderam a um pedido de comentário. Investigação O presidente do comitê, Chuck Grassley, disse a jornalistas que vai avaliar o pedido com seriedade, mas alertou que a decisão sobre a investigação deve levar tempo. Não shá expectativa de uma ‌decisão antes das eleições de meio de mandato. A carta aberta é o mais recente exemplo de republicanos proeminentes que tentam criar alguma distância entre ⁠si e o presidente cada vez mais impopular a seis semanas do pleito de 3 de novembro, no qual seu partido defende maiorias estreitas no Congresso dos EUA. Uma pesquisa da Reuters/Ipsos divulgada nesta semana mostrou que a aprovação pública de Trump está ⁠em 32%, seu nível mais baixo de todos os tempos, e que o apoio à eleição de republicanos nas eleições de meio de mandato também está enfraquecendo. ** Com Reuters **

  • Venezuelano baleado por agente do ICE está internado tratando paralisia

    AUSTIN - O venezuelano baleado por um agente do ICE em Austin, no Texas, voltou ao hospital nesta terça-feira após passar a noite em um centro de detenção com uma bala alojada nas costas. Wilber Rafael ⁠Garces Perez, 28 anos, está com o lado esquerdo paralisado. Durante uma entrevista coletiva na segunda-feira, a advogada Kate Lincoln-Goldfinch ligou para o cliente. Pelo telefone, Perez disse ter sido transferido no domingo para uma unidade de triagem do ICE, cerca de 210 quilômetros a sudoeste de Austin, depois de passar ‌algumas horas no hospital após o tiroteio. Na ligação o venezuelano disse ⁠que ainda ⁠estava sangrando e não estava recebendo atendimento médico adequado."Não estou bem por ⁠causa do tiro que levei", ‌ressaltou. ‌ O venezuelano acrescentou que teve que dormir no chão do centro de detenção, mas não explicou o motivo. Ele contou que estava trabalhando como motorista de entrega de comida da DoorDash no ⁠domingo quando seu carro foi atingido lateralmente pelos agentes, que, segundo ele, não se identificaram nem acionaram qualquer tipo de luz ou sirene. Perez disse que um agente atirou nele enquanto ele ainda estava dentro ‌do carro e que não houve perseguição a pé. A polícia de Austin afirmou no domingo que ele havia fugido dos ⁠agentes, mas deixou claro que não participou da ação. Depois da reação popular, as autoridades locais divulgaram fragmentos de vídeos que mostram momentos anteriores e posteriores ao disparo. Os registros, entretanto, capturaram apenas imagens parciais. O agente do ICE que efetuou o disparo tinha recebido uma câmera corporal, mas não a estava vestindo no momento do incidente. O outro agente na viatura estava com a câmera ligada, mas ela não registrou o exato momento do tiro. A Promotoria do Condado de Travis solicitou nesta terça-feira que o Departamento de Segurança Interna (DHS) suspenda o processo de deportação contra Perez enquanto a investigação sobre o tiroteio continuar, alegando que sua capacidade de participar como testemunha relevante seria "gravemente prejudicada" caso ele fosse deportado. O DHS não respondeu aos pedidos de comentário até a publicação dessa matéria. No domingo, o DHS divulgou um comunicado por escrito afirmando que Perez estava ilegalmente nos EUA e que tinha uma ordem definitiva de deportação do país. O órgão não forneceu detalhes sobre as circunstâncias do tiroteio. ** Com Agências**

  • Lula critica Trump e faz campanha em discurso na ONU

    Em discurso, Lula defendeu a soberania dos países da América Latina NOVA YORK – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu a Assembleia Geral da ONU nesta terça-feira, 22, em Nova York, explorando seu tempo para dar recados a Donald Trump e fazer campanha eleitoral. O petista tratou de soberania e riscos à democracia nas eleições brasileiras. Como tradição, o Brasil abriu os discursos de líderes do Debate Geral e foi seguido pelo líder dos Estados Unidos. Havia a expectativa de que os dois pudessem se esbarrar nos corredores da organização novamente, como ocorreu ano passado. Mas, segundo fontes do Palácio do Planalto, não houve este encontro de bastidor. “A democracia está novamente em xeque. Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais. A divisão do mundo em zonas de influência e investidas neocoloniais por recursos estratégicos constituem gestos anacrônicos”, disse o presidente, citando Venezuela, Nicarágua e Cuba. “O povo venezuelano merece definir o próprio destino. A Nicarágua não vai resolver os seus problemas impedindo a oposição de disputar eleições. A crise no Haiti continua a testar os limites da indiferença da comunidade internacional. Em Cuba, o mundo assiste estarrecido à punição coletiva imposta a 10 milhões de pessoas por um embargo econômico e um cerco energético ilegais”. Em recado aos EUA, que recentemente afirmaram que o Brasil não faz o suficiente para combater as facções criminosas, Lula garantiu que o país está preparado para enfrentar as organizações criminosas que aterrorizam as comunidades. “O Brasil não subestima o desafio representado pelo crime organizado". O presidente também citou seu histórico político de luta contra a ditadura militar e na defesa da democracia. “Somos chamados a optar entre o unilateralismo ou multilateralismo, soberania ou subordinação”, disse, mais uma vez com referências implícitas às medidas do governo Trump. Lula citou, sem mencionar o nome de Flávio Bolsonaro, a aproximação de candidatos com “interesses estrangeiros”. “Teremos um pleito transparente e competitivo, em que todos os candidatos desfrutam da mais ampla liberdade de expressão. Sabemos que alguns abusam dessa liberdade para se associar a interesses estrangeiros contrários ao país.” E encerrou: “Mas possuímos um sistema eleitoral moderno e robusto. Sob o olhar atento de uma cidadania plural e de uma imprensa livre, não permitiremos que os inimigos da democracia, internos e externos, atentem contra a vontade popular. A democracia brasileira pertence aos brasileiros. O Brasil continuará sendo um país soberano. Ninguém...!!! Ninguém nos afastará desse caminho.” Com agência Estado

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