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Fed mantém juros dos EUA a 3,75% em estreia de Kevin Warsh


WASHINGTON - O Banco Central dos Estados Unidos (Fed, na sigla em inglês) manteve nesta quarta-feira, 17, a taxa de juros do país na faixa entre 3,5% e 3,75% pela quarta reunião seguida. Esta é a primeira decisão do comitê de política monetária com a presidência de Kevin Warsh, indicado pelo presidente Donald Trump e que tomou posse em maio. A decisão foi unânime.


De acordo com o comunicado, nove dos 19 participantes do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) veem a possibilidade de uma alta nos juros dos EUA ainda em 2026. O Fed reafirmou que "entregará estabilidade de preços" e o viés de que uma flexibilização das taxas estaria no radar foi retirado.


A projeção mediana para a inflação neste ano saltou para 3,6%, ante 2,7% anteriormente. A estimativa para o chamado núcleo da inflação em 2026, que exclui os componentes mais voláteis de alimentos e energia, também aumentou, para 3,3%, contra 2,7% na projeção de março.


A principal mudança, segundo Warsh, é o fim do chamado "forward guidance", sinalização dos próximos passos da trajetória dos juros pela autoridade monetária americana. Nos chamados dot-plots, que mostram a previsão dos integrantes, chamou a atenção o fato de apenas 18 dos 19 integrantes terem apresentado suas projeções para os juros ao fim de 2026. O faltante foi justamente o novo comandante do Fed.


Warsh afirmou, na entrevista coletiva logo após a decisão, que nomeou uma força tarefa em cinco áreas a fim de reorganizar estruturas de pesquisa do Fed. Ele visa, com a mudança na coleta de dados, fornecer aos formuladores da política monetária “dados contemporâneos, modernos e relevantes”.


O novo chefe do Fed observou ainda que houve uma "boa discussão em família" sobre a política monetária e mencionou debates rigorosos com seus colegas. O comunicado divulgado após a reunião reafirmou o compromisso com a meta de inflação de 2% do Fed, ponto que Warsh enfatizou durante a coletiva.


Os diretores também destacaram o forte crescimento da produtividade e dos investimentos em capital, mas revisaram para baixo a previsão do PIB americano, para 2,2%, ante 2,4% na projeção de março.


** Com O Globo **


 
 
 

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