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- Partidos disputam leitores latinos nos EUA
Latinos que votaram em Trump estão decepcionados, mas não declaram voto democrata (Foto: Arquivo) WASHINGTON - Gerardo Verdugo votou em Donald Trump em 2024 na esperança de uma recuperação econômica. Em vez disso, as tarifas impostas pelo presidente elevaram o custo dos doces importados que ele vende em sua loja de doces mexicana em Commerce City, nos arredores de Denver. As imagens de agentes de imigração mascarados prendendo seus compatriotas latinos aprofundaram sua desilusão. Mas isso não significa que ele esteja pronto para votar nos democratas. "Estou meio indeciso no momento", disse Verdugo, de 24 anos, soltando um suspiro profundo. O 8º Distrito Congressional do Colorado, onde 40% da população se identifica como latina, sempre foi disputado. Um democrata venceu lá em 2022, o republicano Gabe Evans conquistou a vaga em 2024 — e a disputa está acirrada novamente em 2026. Nas eleições de meio de mandato de novembro, Evans enfrentará o vencedor da primária democrata entre Manny Rutinel, um parlamentar estadual dominicano-americano, e Shannon Bird, ex-legisladora estadual. Os latinos são um dos grupos demográficos mais oscilantes do eleitorado norte-americano, segundo mostram as pesquisas, e suas preferências políticas tendem a mudar ao ritmo das oscilações econômicas. Eles foram parte fundamental da coalizão vencedora de Trump na última eleição e serão decisivos novamente este ano, enquanto os democratas tentam reconquistar a Câmara dos Deputados. O índice de aprovação do presidente entre os latinos que o apoiaram em 2024 caiu mais de um quarto, segundo uma pesquisa Pew realizada em abril. No geral, apenas 27% dos eleitores latinos aprovam o desempenho de Trump, uma queda em relação aos 36% registrados no início de seu segundo mandato, mostrou pesquisa Reuters/Ipsos divulgada este mês. Mas essa erosão no apoio ainda não se traduziu em um avanço dos democratas. Uma pesquisa bipartidária com 3.000 eleitores latinos, realizada em maio pela BSP Research e pela Shaw & Company em nome da UnidosUS, revelou que um em cada cinco permanece indeciso à medida que se aproxima das eleições de meio de mandato, com "ambos os partidos apresentando desempenho inferior aos níveis de apoio obtidos em 2024". As quatro principais questões para os eleitores estão ligadas à economia. "Se eles puderem ajudar com meu custo de vida… estou aberto a ouvir o que têm a dizer", disse Gabriel Sánchez, pesquisador da BSP, descrevendo a atitude predominante. Esse sentimento dominou as conversas com mais de 50 eleitores, organizadores e estrategistas em todo o 8º distrito do Colorado. Muitos moradores estão cansados de Trump, mas estão igualmente cansados da política de sempre. E ainda estão esperando que os candidatos conquistem seu voto. Cada partido tem seus desafios, afirmaram analistas. Os republicanos estão associados a um presidente impopular e ainda precisam mobilizar a energia popular que ajudou Trump a conquistar votos entre os latinos; os democratas têm uma vantagem inicial na mobilização, mas estão tendo dificuldade para convencer os eleitores de que podem reduzir os custos. ** Com Reuters **
- Suprema Corte autoriza governo Trump a encerrar proteções legais para haitianos e sírios
Organizações e imigrantes têm feito campanha para salvar o benefício WASHINGTON - A Suprema Corte dos Estados Unidos permitiu na quinta-feira, 25, que o governo Trump termine o programa de proteção para migrantes que fogem da violência e de desastres naturais no Haiti e na Síria, colocando centenas de milhares de pessoas na mira da deportação. A decisão por 6 votos a 3 anula as ordens dos tribunais inferiores e permite que o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) aja rapidamente para encerrar o Status de Proteção Temporária (TPS), que protege um total de 1.3 milhão de pessoas de 17 países. Os advogados do governo federal argumentam que os juízes não podem questionar as decisões dos funcionários da imigração sobre as proteções, que tinham como objetivo ser temporárias. Do outro laddo, defensores dos imigrantes afirmaram que esses países continuam sendo inseguros para o retorno e que o governo encerrou as restrições em um processo ilegal e apressado, marcado por animosidade racial. O Departamento de Justiça recorreu ao Supremo Tribunal depois que os juízes adiaram o fim do programa para cerca de 350 mil haitianos e 6 mil sírios. A Corte máxima do país já havia se posicionado a favor do governo e autorizado o fim do programa para os venezuelanos. O DHS encerrou as proteções concedidas a cidadãos de 13 países desde que Trump retornou à Casa Branca em janeiro de 2025, incluindo algumas que estavam em vigor há mais de uma década. As deportações foram realizadas mesmo sabendo que países como Haiti e Síria continuam sendo perigosos, afirmaram advogados de imigração. Quatro mulheres haitianas deportadas dos EUA em fevereiro foram encontradas decapitadas e jogadas em um rio meses depois, segundo documentos judiciais apresentados pelos advogados. Os deputados aprovaram em uma rara votação bipartidária em abril um projeto de lei que estenderia as proteções aos haitianos, mas o texto está parado no Senado. Os EUA concederam proteção aos haitianos pela primeira vez em 2010, após um terremoto catastrófico, e a prorrogaram diversas vezes em meio à crise contínua e à violência de gangues que deslocou mais de um milhão de pessoas, de acordo com documentos judiciais. Os sírios, por sua vez, receberam o estatuto em 2012, durante uma guerra civil que durou mais de uma década antes da queda do governo do presidente Bashar Assad no final de 2024. O TPS foi criado pelo Congresso em 1990 para evitar deportações para países afetados por desastres naturais, conflitos civis e outras instabilidades. A norma permite que pessoas que já moram no país permaneçam com autorizações de trabalho por períodos de até 18 meses, mas não oferece um caminho para a cidadania. ** Com AP **
- Flórida confirma fechamento do "Alcatraz de Jacarés"
Trump e sua equipe anti-imigrante há um ano na inauguração do Alcatraz TALLAHASSEE - O polêmico centro de detenção de imigrantes "Alcatraz dos Jacarés" fechou as portas, após menos de um ano de funcionamento, anunciou nesta quinta-feira, 25, o governador da Flórida, Ron DeSantis. Em visita às instalações, acompanhado pelo responsável pela política de fronteiras da Casa Branca e por outros funcionários, o republicano informou que o lugar não abrigava mais detentos e havia cumprido a função emergencial para a qual foi construído. "O Alcatraz de Jacarés cumpriu seu propósito", pois permitiu a expulsão do país de "muitas pessoas perigosas." DeSantis e o presidente Donald Trump tratavam o centro como peça da política de deportações. O governador afirmou que 21 mil pessoas foram expulsas dos Estados Unidos por meio da estrutura e disse que a operação tornou a Flórida mais segura. O local gerou críticas de advogados, familiares de presos e grupos de defesa dos direitos civis e humanos, que denunciaram as condições de prisão e o desrespeito às garantias processuais de alguns detidos. Entidades afirmavam que as tendas nunca foram seguras nem humanitárias e os detidos relataram dificuldade para falar com advogados e descreveram problemas graves de infraestrutura. Relatos dos imigrantes citavam falhas sanitárias e infestação de insetos no local. Eles mencionaram vermes na comida, vasos sem descarga, chão alagado por fezes e presença constante de mosquitos. DeSantis afirmou que a unidade instalada numa pista isolada nos Everglades sempre foi temporária. Leia também: ICE remove imigrantes do "Alcatraz dos Jacarés" Autoridades já haviam anunciado um fechamento temporário no início de junho com a transferência de cerca de 1.500 imigrantes para outras prisões do governo federal. Instalações Construído em poucos dias por autoridades da Flórida em uma pista de pouso praticamente desativada no meio de pântanos, o centro começou a operar em julho de 2025, para ajudar o governo Trump a cumprir seu plano de expulsão em massa de imigrantes. Durante uma visita ao centro, o presidente disse em tom de piada que os jacarés que habitavam os pântanos serviriam como seguranças. A localização geográfica e uma referência à antiga prisão de Alcatraz, situada em uma ilha na Baía de São Francisco, renderam ao centro seu apelido. Segundo autoridades, os últimos detentos foram transferidos para outros centros ou deportados. O custo do centro se tornou outro ponto de conflito, pois estima-se que tenha superado US$ 1 bilhão. ** Com AF **
- Juiz proíbe governo Trump de prender migrantes em tribunais nos EUA
LOS ANGELES - Um juiz federal da Califórnia determinou na terça-feira, 23, que o governo de Donald Trump não pode prender migrantes nos tribunais dos Estados Unidos. Desde o retorno do republicano à Casa Branca no ano passado, os agentes do ICE adotaram a tática de esperar do lado de fora dos tribunais de imigração e deter as pessoas quando elas saem de suas audiências de asilo. Como faltar a uma audiência em um tribunal de imigração é um crime em alguns casos pode, por si só, implicar o risco de deportação, muitos ficam sem outra opção a não ser comparecer à audiência e enfrentar a prisão. Na decisão, o juiz distrital P. Casey Pitts observou que a política viola a Lei de Procedimento Administrativo e a classificou como “arbitrária e caprichosa”. Pitts afirmou que o ICE e o Escritório Executivo de Revisão de Casos de Imigração (EOIR, na sigla em inglês) “não apresentaram justificativas fundamentadas para suas ações”, acrescentando que sua presença nas salas de audiência tinha um efeito “dissuasório”. James Percival, consultor jurídico do Departamento de Segurança Interna (DHS), criticou a decisão e disse que um estrangeiro com ordem de deportação emitida por um juiz de imigração deveria ser tratado da mesma forma que um réu condenado por um crime. “Que um juiz distrital determine o contrário representa um ativismo judicial descarado a serviço de uma agenda antiamericana e de fronteiras abertas”, escreveu no X. Trump tem posto à prova os limites do Poder Executivo para endurecer as medidas contra estrangeiros em situação irregular, alegando que os EUA estão sendo invadidos por criminosos. ** Com AFP **
- Imprensa internacional aponta Vini Jr. como craque da Copa
Vini Jr. foi eleito o melhor jogador da partida entre Brasil e Escócia MIAMI - Vinicius Junior se senta à mesa dos craques da Copa do Mundo de 2026, ao lado de Mbappé, Messi e Haaland. É assim que jornais internacionais classificaram a vitória por 3 a 0 do Brasil sobre a Escócia nesta quarta-feira, 24, pela terceira rodada do Grupo C. Veículos como The Athletic, Olé, BBC, As e Marca dizem que o ponta-esquerda brasileiro vive uma das melhores fases da carreira e tem se mostrado um perigo para qualquer defesa no Mundial dos EUA, México e Canadá. O resultado desta quarta classifica o Brasil como primeiro de seu grupo. A seleção aguarda os confrontos do Grupo F para conhecer seu adversário na fase de 32 seleções da Copa. The Athletic Para a plataforma esportiva do New York Times, Vini Jr. tem sido imparável na Copa do Mundo até o momento. O jogador soma quatro gols na competição e está empatado na vice-artilharia com Mbappé e Haaland. "O que você não quer fazer se você é a Escócia é dar a ele uma das chances mais fáceis que terá para marcar no torneio, mas foi exatamente isso que eles fizeram", afirma o jornal. O Athletic classifica o lance do primeiro gol como "um exercício brutal de jogadores de qualidade punindo um erro". OLÉ O jornal argentino foi mais contido. Para o Olé, as dúvidas sobre o Brasil como um dos principais candidatos ao título da Copa persistem, embora a equipe de Ancelotti tenha mostrado um desempenho melhor contra a seleção europeia. "[A atuação] é um passo importante, pelo menos para que todos saibam que a seleção pentacampeã se mantém entre os aspirantes ao título." O 3 a 0 sobre a Escócia também confirma Vini Jr. como um craque capaz de causar estragos na defesa adversária a qualquer momento da partida, diz o veículo. "[O time] também teve destaque de outros jogadores, como Rayan, Danilo e Bruno Guimarães." BBC Para a BBC, a seleção brasileira criou armadilhas para a Escócia, e os escoceses caíram em todas. O jornal britânico classifica o lance do primeiro gol como um presente para Vini Jr. "O jogador do Bournemouth [Rayan] recupera a bola. E lá está Vini para manter a calma, driblar e finalizar. Brutal." No segundo, diz ter havido uma falha defensiva da seleção escocesa, incapaz de afastar a bola da área. A BBC destaca Bruno Guimarães na jogada do terceiro gol. "O meio-campista do Newcastle ganha a bola, faz um drible e deixa Matheus Cunha na cara do gol para mandar uma bomba." AS Para o diário As, a partida evidencia a melhor versão do atacante. "O que está mostrando em terras norte-americanas é um caso de fascínio pelo gol, nada comparável ao visto anteriormente." "Vini lidera um Brasil que já mergulhou de cabeça na busca pelo título 24 anos depois do último. Está em forma, e Ancelotti o entende como ninguém. Faz com que jogue menos preso à ponta, mais centralizado e com uma confiança fora do comum", diz. Marca Para o jornal espanhol, a noite da seleção brasileira foi perfeita no Hard Rock Stadium,. "Vinicius Junior fez questão de se sentar à mesa dos grandes, abrindo espaço entre Mbappé, Messi, Haaland. O atacante completou uma primeira fase perfeita marcando dois gols que deveriam ter sido três para liderar um Brasil em ascensão." O Marca ainda diz que a seleção se comportou como uma pentacampeã, "dominando todos os setores e recuperando até mesmo Neymar". "Participou, claro, e até finalizou a gol, mas quem mereceu aumentar a conta foi Vinicius, irresistível." ** Com AF**
- Manifestante é condenado a 100 anos de prisão por ataque a centro do ICE
Manifesto em Minneapolis foi considerado o mais violento do país Foto: Reprodução Instagram ALVARADO - O líder de um grupo de manifestantes acusados de integrar o movimento de extrema esquerda Antifa foi condenado, na terça-feira, 23, a 100 anos de prisão por participar de um ataque armado, no ano passado, contra uma instalação do ICE em Alvarado, no Texas. Benjamin Song é um dos nove réus considerados culpados no caso, que resultou em acusações de terrorismo e deixou um policial baleado no pescoço. A pena aplicada a Song foi a mais severa entre as definidas em audiências separadas realizadas no Tribunal Distrital Federal de Fort Worth. Durante o processo, dois juízes criticaram os réus por recorrerem à violência e tentarem impor suas reivindicações por meio da força durante o protesto. Os nove jovens manifestantes, incluindo Song, foram considerados culpados em março por uma série de acusações relacionadas ao ataque contra a instalação do ICE. Seis dos réus condenados por acusações de terrorismo receberam penas entre 50 e 70 anos de prisão. Outro, considerado culpado por crimes menos graves e que sequer estava presente no protesto, foi condenado a 30 anos de prisão. Um último réu deverá ser sentenciado no próximo mês. As penas excepcionalmente severas, impostas pelos juízes Mark T. Pittman e Reed O’Connor, foram significativamente mais longas do que a maior sentença aplicada a qualquer um dos mais de 1,5 mil participantes da invasão ao Capitólio, em Washington, em 6 de janeiro de 2021. Na época, eles foram beneficiados por medidas de clemência posteriormente. A punição mais dura naquele caso foi a pena de 22 anos de prisão dada a Enrique Tarrio, líder do grupo de extrema direita Proud Boys. As sentenças em Fort Worth parecem representar um sinal claro de que, ao menos no Texas, os tribunais tratarão com rigor os manifestantes contrários ao ICE — especialmente aqueles acusados de aderir à ideologia da Antifa, abreviação da palavra "antifascista". Ativistas que protestam contra o órgão têm enfrentado uma repressão coordenada pelo governo americano. Na semana passada, por exemplo, 15 pessoas supostamente ligadas a dois grupos da Antifa em Minnesota foram indiciadas por conspiração para obstruir agentes federais durante operações de imigração realizadas no estado ao longo do inverno. Com NY Times
- Capital Inicial cancela shows nos EUA após equipe não conseguir vistos
BOSTON - A banda Capital Inicial cancelou quatro apresentações da turnê que aconteceria nos Estados Unidos após membros da equipe não conseguirem autorização para entrar no país. O comunicado foi feito nesta quarta-feira, 24, dia do show que iria acontecer em Boston a garante que os fãs vão ser reembolsados. "Aos nossos fãs nos Estados Unidos, informamos que os quatro shows do Capital Inicial previstos para junho no país estão oficialmente cancelados, sem previsão de remarcação. Apesar de todos os esforços envolvidos e de todos os integrantes da banda possuírem seus vistos regulares, a liberação consular não foi concedida para profissionais essenciais da nossa equipe técnica e músicos de apoio", disse em nota. A banda destacou a importância da equipe para os shows e lamentou o episódio. "Sem esses profissionais, torna-se operacionalmente inviável realizar as apresentações dentro do nosso padrão de excelência. Sabemos que muitos de vocês se planejaram para estarem conosco. Sentimos muito por essa situação que, infelizmente, foge ao nosso controle e agradecemos desde já a compreensão de todos". Além da capital de Massachusetts, o Capital Inicial tinha shows marcados para Nova York (25), Miami (26) e Orlando (28). Os fãs devem ser reembolsados nos próximos dias. "Os responsáveis pela venda dos ingressos devem encaminhar orientações sobre os procedimentos de reembolso. De acordo com o Capital Inicial, cada plataforma enviará as informações aos compradores em até 72 horas".
- Terremoto na Venezuela é o mais forte desde 1900
CARACAS - O terremoto de magnitude 7,5 que atingiu a Venezuela nesta quarta-feira, 24, foi o mais forte registrado no país em mais de um século, segundo dados históricos do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). De acordo com o órgão, o último abalo de intensidade superior ocorreu em 29 de outubro de 1900, quando um tremor de magnitude estimada em 7,7 atingiu a região ao norte de Caracas e provocou danos significativos. O desastre de ontem atingiu a magnitude 7,2 registrada às 18h04 (horário local), cerca de 200 quilômetros a oeste da capital venezuelana. Minutos depois, um segundo terremoto de 7,5 atingiu a região, seguido por uma série de réplicas. O USGS classificou o evento como uma catástrofe com potencial para causar impactos de grande magnitude. Com base em modelos que consideram fatores como densidade populacional e vulnerabilidade das construções, o órgão americano divulgou estimativas que apontam para cenários de grande variação no número de vítimas. Segundo o órgão, há 42% de probabilidade de que o total de mortos fique entre 10 mil e 100 mil pessoas. As projeções contrastam com o balanço oficial divulgado até o momento pela presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, que confirma 164 mortos e mais 971 feridos. O USGS explica que as estimativas levam em conta fatores como a densidade populacional das áreas afetadas e os tipos de construção predominantes. Segundo a agência, muitas edificações da região apresentam vulnerabilidade a terremotos, especialmente estruturas de tijolo, alvenaria não reforçada e blocos de adobe. Além das perdas humanas, o órgão estima impactos econômicos significativos. Os prejuízos podem variar entre 1% e 7% do Produto Interno Bruto (PIB) da Venezuela, dependendo da extensão dos danos e da evolução das operações de emergência. ** Com AFP **
- Corte restabelece política de deportação acelerada nos EUA
Imigrantes precisam provar permanência no país por 24 meses WASHINGTON - O Tribunal de Apelações do Circuito de Washington decidiu nesta terça-feira, 23, que o governo pode acelerar as deportações de imigrantes irregulares que estão há menos de dois anos nos Estados Unidos. A partir da agora, os estrangeiros que não conseguirem provar que vivem nos EUA por pelo menos 24 meses consecutivos estão sujeitos ao procedimento de deportação acelerada (expedited removal), o qual autoriza as autoridades de imigração a remover um indivíduo do país sem uma audiência perante um juiz de imigração. Anteriormente, um tribunal de primeira instância havia bloqueado a manobra do governo — datada de 21 de janeiro de 2025 — de expandir a política para além dos migrantes detidos em um raio de aproximadamente 160 quilômetros de uma fronteira terrestre e dentro de 14 dias após a chegada. Os juízes Justin Walker e Neomi Rao, ambos nomeados por Trump, posicionaram-se a favor da administração republicana. O juiz Robert Wilkins, indicado pelo ex-presidente Barack Obama, manifestou divergência. O voto majoritário, redigido por Walker, rejeitou os argumentos dos autores da ação de que a política expandida violava o direito constitucional ao devido processo legal. O Consultor Jurídico Geral do Departamento de Segurança Interna, James Percival, celebrou a decisão na rede social X, afirmando que o tribunal do Circuito de Washington "validou" a posição do governo. "Durante anos, o DHS limitou arbitrariamente a remoção expedita a um prazo de 14 dias, embora a medida se aplique a estrangeiros em situação irregular que entraram ilegalmente no país nos últimos dois anos. Hoje, o Circuito de D.C. validou nossa decisão de aplicar a lei conforme redigida", avaliou o Percival, acrescentando que "não é tarde demais" para a autodeportação e para receber o auxílio financeiro de US$ 2.600. "A iniciativa do governo Trump de promover deportações aceleradas sujeitará pessoas a um sistema injusto e propenso a erros. Essa decisão mina o princípio fundamental de que as pessoas têm direito ao devido processo legal quando o governo busca deportá-las", afirmou Anand Balakrishnan, advogado sênior do Projeto de Direitos dos Imigrantes da ACLU (Associação dos Direitos Civis) que encabeça a ação contra o governo. "Estamos analisando os próximos passos", concluiu Balakrishnan. **Da Redação**
- Justiça nega fiança para brasileiro acusado de tentativa de homicídio em Martha's Vinneyard
Caldeira durante audiência na segunda-feira com a roupa suja de sangue TISBURY - O brasileiro Brandão Geraldo Alves Caldeira, 38 anos, está preso sem direito a fiança após ser preso em flagrante na noite de domingo, 21, e acusado de tentativa de homicídio em Tisbury, na ilha de Martha's Vinneyard, em um caso de violência doméstica. Ele alega inocência. Na segunda-feira, 22, no Tribunal Distrital de Edgartown, Caldeira, que vestia uma camiseta suja de sangue, foi indiciado por tentativa de homicídio, agressão contra membro da família, ameaça de cometer crime, intimidação de testemunha, jurado, policial ou funcionário do tribunal, agressão com arma perigosa, agressão e destruição maliciosa de propriedade avaliada em mais de US$ 1,2 mil. Segundo o Boletim de Ocorrência, Caldeira estava debruçado em cima da mulher e falava alguma coisa em seu ouvido quando a polícia chegou após ser acionada por vizinhos por volta das 22h45. Os policiais de Tisbury, com a ajuda da Polícia de Massachusetts, precisaram usar a força para afastá-lo da mulher. A faca usada no ataque foi recuperada na cena do crime. O BO destaca que a vítima estava semiconsciente e coberta por sangue com um corte profundo no braço esquerdo. Sem dar detalhes, as autoridades afirmam apenas que a mulher se recupera de ferimentos graves no hospital Martha’s Vineyard. De acordo com testemunhas que estavam no prédio residencial no Cook Road, Caldeira atacou a mulher durante uma discussão. Ele agarrou a vítima pelos cabelos enquanto segurava uma faca na outra mão, a levou para o andar de cima, arrombou a porta de um vizinho e apontou a faca contra ele, fazendo com que os moradores caíssem sobre uma mesa. Em seguida, Caldeira agarrou a vítima novamente e voltou para o andar de baixo, ameaçando matar a vítima e várias testemunhas. O relatório também listou danos em portas que foram completamente arrancadas, buracos em uma parede e outros danos à propriedade. A Manchete USA não conseguiu contato com a defesa até a publicação dessa matéria. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)
- Brasileiro é acusado de duplo assassinato com tiros e golpes na cabeça em Fall River
Gomes atirou antes de deferir golpes contra as cabeças das vítimas, afirma a promotoria FALL RIVER – O brasileiro Vitor Francisco Gomes, de 28 anos, foi indiciado na Corte Distrital de Fall River, em Massachusetts, na quinta-feira, 11, acusado de assassinar duas pessoas na noite anterior, no qual uma vítima teria sido atingida no crânio com um forcado e outra teria sido golpeada na cabeça com uma pedra de calçamento. Os crimes com requinte de crueldade aconteceram pouco antes das 21 horas em um quarteirão da Rua Aetna, entre as ruas Laurel e Vale, e foram descritos pela promotoria distrital como duplo homicídio "depravado”. A justiça não concedeu direito à fiança. As vítimas fatais do incidente foram Pablo Henrique Rocha da Silva, de 20 anos, de Whitman, e Eduardo Cardosa da Silva, de 19 anos, de Fall River. Segundo os promotores, Pablo teria sido baleado, arrastado para fora de um carro e espancado com uma pedra de calçamento. Já Eduardo foi encontrado baleado e com um forcado cravado na parte de trás do crânio. O advogado de defesa de Gomes, Kenneth Van Cole, disse que o incidente era mais complexo do que aparentava e alegou que se tratava de "legítima defesa". Ao lado do prefeito Paul Coogan, o chefe de polícia interino JT Hoar e o promotor distrital Tom Quinn III destacaram a brutalidade do incidente. "Este é um dos atos de violência mais brutais e cruéis que já vi", disse Quinn. Gomes volta ao tribunal no dia 14 de julho. O Ataque Van Cole disse que Gomes mora no número 90 da Rua Aetna com sua esposa e seu filho de 6 anos, trabalhava como carpinteiro na Titan Timberworks, no mesmo endereço. O promotor Dennis Collins disse ao juiz Kevin Finnerty que Gomes supostamente teve uma discussão naquela noite com Eduardo que “se intensificou” e, após sair do local, voltou com uma arma. Collins alegou que Gomes encontrou Eduardo e Pablo em um veículo “tentando fugir”. Segundo o promotor, o acusado se aproximou da janela do lado do motorista, onde Pablo estava sentado, sacou uma arma e disparou aproximadamente três tiros. Quando Eduardo fugiu para os fundos do número 99 da Rua Aetna, Gomes supostamente o seguiu e “outros tiros foram ouvidos”. Eduardo foi encontrado mais tarde "de bruços, aparentemente baleado e também atingido por um forcado que ficou cravado na parte de trás da cabeça". Ainda segundo relato do promotor em Corte, após o ataque a Eduardo, Gomes teria retornado ao veículo, onde puxou Pablo para fora do carro, “arrastando-o pela gola até a calçada do outro lado da rua e começando a golpeá-lo na cabeça, aparentemente com a arma de fogo”. Quando Pablo Rocha pareceu estar inconsciente, Gomes teria pego um paralelepípedo da entrada da garagem da casa de número 90 da Rua Aetna e golpeou Pablo na cabeça várias vezes. A promotoria diz haver uma testemunha ocular que identificou o agressor, afirmando, inclusive, que o viu com as roupas ensanguentadas. A namorada de Eduardo, Marley Almeida, disse que não tinha ideia do que teria motivado os crimes, mas que “eles eram amigos”. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)
- ICE diz que homem que atropelou agente está sob custódia
Agente do ICE socorrido com ferimentos leves STAFFORD TOWNSHIP - O homem acusado de atropelar um agente do ICE em Nova Jersey foi preso na manhã desta terça-feira, 16, ao procurar atendimento médio para um ferimento à bala, quase 24 horas após o incidente, informaram as autoridades. Mas uma rádio local diz que homem identificado como foragido pela agência federal está no Peru há mais de três meses. Na tarde de ontem, o ICE divulgou que Friedrich Castillo-Ormeno, um peruano com ordem de deportação emitida em 30 de janeiro, fugiu de uma abordagem na rota 72, ferindo um agente. O ICE não confirma se o homem sob custódia trata-se da mesma pessoa que buscavam na operação da manhã de segunda-feira. Imagens da câmera de segurança de um restaurante mostram a van parada no sinal vermelho, na intersecção Manahawkin, sendo cercada por carros do ICE por volta das 9h30. Quando os agente saíram dos veículos, o motorista posicionou a van entre as viaturas e os agentes, avançou e parece ter encostado em um deles que caiu. Os policiais revidaram com tiros. Mas horas depois da identificação do suspeito, a rádio New Jersey 101.5 recebeu uma mensagem de um homem com o mesmo nome. Ele contou que deixou os Estados Unidos há mais de três meses através do CBP Home - programa em que os imigrantes recebem dinheiro ao sair do país - e após enviar fotos de que já estava na nação de origem recebeu o incentivo do governo americano. O estrangeiro enviou à 101.5 o bilhete de passagem em nome de showing Friedrich Gotardo Kevit Castillo Ormeno saindo do aeroporto JFK, em New York, para Lima, no Peru, em 2 de março de 2026. Da Redação
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