Brasileiro é acusado de duplo assassinato com tiros e golpes na cabeça em Fall River
- Rádio Manchete USA

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Atualizado: há 3 horas

FALL RIVER – O brasileiro Vitor Francisco Gomes, de 28 anos, foi indiciado na Corte Distrital de Fall River, em Massachusetts, na quinta-feira, 11, acusado de assassinar duas pessoas na noite anterior, no qual uma vítima teria sido atingida no crânio com um forcado e outra teria sido golpeada na cabeça com uma pedra de calçamento.
Os crimes com requinte de crueldade aconteceram pouco antes das 21 horas em um quarteirão da Rua Aetna, entre as ruas Laurel e Vale, e foram descritos pela promotoria distrital como duplo homicídio "depravado”. A justiça não concedeu direito à fiança.
As vítimas fatais do incidente foram Pablo Henrique Rocha da Silva, de 20 anos, de Whitman, e Eduardo Cardosa da Silva, de 19 anos, de Fall River.
Segundo os promotores, Pablo teria sido baleado, arrastado para fora de um carro e espancado com uma pedra de calçamento. Já Eduardo foi encontrado baleado e com um forcado cravado na parte de trás do crânio.

O advogado de defesa de Gomes, Kenneth Van Cole, disse que o incidente era mais complexo do que aparentava e alegou que se tratava de "legítima defesa".
Ao lado do prefeito Paul Coogan, o chefe de polícia interino JT Hoar e o promotor distrital Tom Quinn III destacaram a brutalidade do incidente. "Este é um dos atos de violência mais brutais e cruéis que já vi", disse Quinn.
Gomes volta ao tribunal no dia 14 de julho.
O Ataque
Van Cole disse que Gomes mora no número 90 da Rua Aetna com sua esposa e seu filho de 6 anos, trabalhava como carpinteiro na Titan Timberworks, no mesmo endereço.
O promotor Dennis Collins disse ao juiz Kevin Finnerty que Gomes supostamente teve uma discussão naquela noite com Eduardo que “se intensificou” e, após sair do local, voltou com uma arma.
Collins alegou que Gomes encontrou Eduardo e Pablo em um veículo “tentando fugir”. Segundo o promotor, o acusado se aproximou da janela do lado do motorista, onde Pablo estava sentado, sacou uma arma e disparou aproximadamente três tiros.
Quando Eduardo fugiu para os fundos do número 99 da Rua Aetna, Gomes supostamente o seguiu e “outros tiros foram ouvidos”. Eduardo foi encontrado mais tarde "de bruços, aparentemente baleado e também atingido por um forcado que ficou cravado na parte de trás da cabeça".
Ainda segundo relato do promotor em Corte, após o ataque a Eduardo, Gomes teria retornado ao veículo, onde puxou Pablo para fora do carro, “arrastando-o pela gola até a calçada do outro lado da rua e começando a golpeá-lo na cabeça, aparentemente com a arma de fogo”.
Quando Pablo Rocha pareceu estar inconsciente, Gomes teria pego um paralelepípedo da entrada da garagem da casa de número 90 da Rua Aetna e golpeou Pablo na cabeça várias vezes.
A promotoria diz haver uma testemunha ocular que identificou o agressor, afirmando, inclusive, que o viu com as roupas ensanguentadas.
A namorada de Eduardo, Marley Almeida, disse que não tinha ideia do que teria motivado os crimes, mas que “eles eram amigos”.

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