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- Grupo de direitos humanos planeja denúncia ao COI contra Infantino por causa de Donald Trump
WASHINGTON - O presidente da Fifa, Gianni Infantino, pode enfrentar uma investigação do COI (Comitê Olímpico Internacional) após um grupo de direitos humanos anunciar nesta quarta-feira, 8, planos de apresentar uma denúncia alegando que ele violou regras de neutralidade política por meio de seu apoio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O grupo de direitos humanos FairSquare disse que apresentará a denúncia ao COI sobre a "violação repetida das regras de neutralidade política" por Infantino, escalando uma disputa que já os levou a questionar os próprios processos de ética da Fifa. A FairSquare havia apresentado uma denúncia ao Comitê de Ética da Fifa em dezembro de 2025, citando múltiplas ocasiões em que Infantino "expressou publicamente seu apoio às ações e políticas" de Trump. "Também solicita que o Comitê de Ética investigue o papel do sr. Infantino na decisão de criar um Prêmio da Paz da Fifa, na decisão de concedê-lo ao presidente Trump... E a conformidade desses processos com as regras procedimentais da Fifa", disse a FairSquare. A denúncia da FairSquare afirma que Infantino violou o artigo 15 do Código de Ética da Fifa, que trata do dever de neutralidade. Pessoas vinculadas ao código devem permanecer politicamente neutras em relações oficiais, com violações puníveis com multa de pelo menos 10 mil francos suíços e até dois anos de banimento de qualquer atividade relacionada ao futebol. A denúncia também solicita que o Comitê de Ética investigue se as decisões de criar um Prêmio da Paz anual e depois concedê-lo a Trump no sorteio da Copa do Mundo foram tomadas pelo Conselho da Fifa ou unilateralmente pelo próprio Infantino. "Se o sr. Infantino agiu unilateralmente e sem qualquer autoridade estatutária, isso deve ser considerado um abuso de poder flagrante", disse a FairSquare. A Fifa não respondeu a um pedido de comentário. O escândalo do cartão vermelho A presidente do COI, Kirsty Coventry, disse na terça-feira (7) que nenhuma denúncia havia sido recebida para ser considerada pela comissão de ética, mas acrescentou: "Obviamente, se receberem, eles analisarão". Embora a Secretaria da Câmara de Investigação da Fifa tenha confirmado o recebimento da denúncia em dezembro, o órgão máximo do futebol mundial não deu "nenhuma indicação" de que uma investigação tenha sido iniciada, disse a FairSquare. Em uma carta vista pela Reuters, a Fifa disse à FairSquare que sua secretaria pode iniciar investigações preliminares sobre uma "potencial violação do Código de Ética da Fifa" por instruções do presidente da Câmara de Investigação. Mas apresentar uma denúncia não garante que procedimentos éticos serão abertos, enquanto os denunciantes não são partes nos procedimentos, sem atualizações ou informações adicionais disponíveis devido à confidencialidade. A FairSquare lançou uma campanha pública voltada para uma reforma séria da Fifa intitulada "Reboot" uma semana antes do início da Copa do Mundo. Na semana passada, a FairSquare disse que 50 membros do Parlamento Europeu escreveram ao Comitê de Ética da Fifa expressando apoio à denúncia contra Infantino. A Federação Norueguesa de Futebol também apoiou formalmente uma denúncia oficial, pedindo ao comitê que avalie se Infantino violou os estatutos do órgão dirigente em relação à neutralidade política por meio da concessão do Prêmio da Paz e ações relacionadas. Mais recentemente, durante a Copa do Mundo, a Fifa suspendeu a punição de cartão vermelho do atacante americano Folarin Balogun e o liberou para jogar nas oitavas de final contra a Bélgica, que os EUA perderam por 4 a 1, depois que Trump pessoalmente pediu a Infantino que revisasse o caso. No entanto, Infantino negou ter se envolvido na decisão final. ** Com Reuters **
- ICE suspende abordagem a carros após morte de colombiano no Maine
WASHINGTON - O ICE suspendeu as abordagens a veículos nas ruas de todos os Estados Unidos após a morte de dois imigrantes em menos de uma semana. Segundo fontes da Casa Branca, a única exceção que permitirá parar um motorista é se houver um mandado de prisão contra alguém que esteja no carro. Nesse caso, a ação deverá ser feita com o apoio de outras forças de segurança. A medida vale para os agentes do ICE responsáveis por prender e deportar imigrantes em situação irregular no país. A decisão é reflexo direto da divulgação das imagens no estado do Maine que mostram um agente da corporação atirando em Joan Sebastian Guerrero, um colombiano de 26 anos com status imigratório legal. Segundo o Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS), o agente abriu fogo por "temer pela segurança pública" quando a vítima "tentou fugir do local" em seu carro. Na primeira versão, o órgão afirmava que o homem estava aramado. A versão, entretanto, foi desmentida pelas imagens. Após a divulgação das gravações da câmera de segurança, o departamento não detalhou por que o agente considerou que Guerrero representava um risco. A mudança na estratégia acontece na esteira de outro incidente que gerou comoção: um agente federal matou uma semana antes o mexicano Lorenzo Salgado Araujo durante uma blitz de trânsito na cidade de Houston, no Texas. ** Da Redação com Reuters **
- Agente do ICE atira e mata colombiano durante abordagem no Maine
Moradores saíram às ruas pedindo a retirada dos agentes do ICE e o fim das operações na cidade PORTLAND, ME - Um agente federal de imigração matou a tiros o colombiano Joan Sebastian Guerrero de 26 anos no Maine nesta segunda-feira, 13, marcando a segunda vez em uma semana do uso de força letal em uma ação do ICE. O senador Angus King (independente pelo Maine) afirmou que o secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, lhe disse que o agente abriu fogo depois que o homem tentou usar seu veículo como arma contra os agentes que o perseguiam para fins de deportação em Biddeford, uma cidade costeira com aproximadamente 23 mil habitantes situada a cerca de 24 quilômetros da capital Portland. Mas a ONG que atua em defesa de direitos dos imigrantes, Maine Immigrants' Rights Coalition disse que Guerrero tinha autorização para trabalhar nos EUA e possuía um número de Seguro Social. A Procuradoria-Geral do Maine, que investiga o incidente com disparos em conjunto com o FBI e outros órgãos, informou que relatos iniciais sugerem que o motorista tentava fugir na direção do agente. Imagens gravadas por populares colocam essa versão em xeque. Cory Poulin, cuja família administra uma lavanderia perto do local, disse que as câmeras de segurança do estabelecimento registraram imagens do carro do homem avançando para o cruzamento após os disparos. Outras imagens do local mostravam o carro girando em círculos e marcas de tiros no para-brisa. O ICE informou logo após o incidente, que o motorista era alvo de uma operação de fiscalização relacionada a uma ordem definitiva de deportação. Mais tarde, o órgão reconheceu em nota que o imigrante morto não era o alvo da operação. O mesmo aconteceu após o assassinato do mexicano Lorenzo Salgado na semana passada. O agente que matou o homem hoje foi afastado de suas funções, procedimento padrão nesses casos. Mary Hayes, que mora perto do local do tiroteio, disse que o imigrante morto vivia nas imediações com a esposa e a filha pequena. "Vi a esposa dele cair de joelhos ao olhar para o corpo do marido no chão", disse Hayes à Associated Press, enquanto segurava um pedaço de papelão com os dizeres "No ICE, Stop ICE" (Não ao ICE, parem o ICE). "Vi uma menina chorando, com uma mochilinha rosa, porque nunca mais verá o pai." A Embaixada da Colômbia informou, em um comunicado enviado por e-mail, que está em contato com as autoridades dos EUA e "trabalhando para confirmar formalmente a identidade de Joan Sebastian Guerrero e sua nacionalidade". Dezenas de manifestantes contrários ao ICE reuniram-se em Biddeford poucas horas após o tiroteio, pedindo a saída dos agentes para longe da cidade que consideram calma e sem violência. Amy Goodman, moradora da vizinha Wells, chegou com um cartaz que dizia "Parem de nos matar" e o direcionou aos policiais que trabalhavam no local. ** Da Redação com Agências **
- Laudo aponta que dissecação da aorta provocou morte de senador Lindsey
WASHINGTON - A morte repentina do senador Lindsey Graham, republicano da Carolina do Sul, na noite de sábado (11), em sua casa em Washington D.C. foi decorrente de uma dissecação da aorta provocada por uma doença cardiovascular arteriosclerótica, segundo uma nota divulgada por seu gabinete neste domingo, 12. O laudo preliminar do Instituto Médico Legal do Distrito de Colúmbia aponta para a condição médica que se caracteriza por um rasgo ou vazamento na principal artéria que leva o sangue do coração para o restante do corpo. De acordo com o comunicado oficial, o certificado de óbito definitivo ainda está pendente e será atualizado assim que os testes toxicológicos e exames microscópicos forem concluídos, o que determinará formalmente a classificação final da causa da morte. Inicialmente, o gabinete de Graham havia informado apenas que o senador de 71 anos ocorreu após uma "breve e repentina doença". O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de quem Graham era um dos aliados mais próximos no Capitólio, lamentou a perda em entrevista ao programa "Meet the Press", da emissora NBC, na manhã deste domingo (12), para o qual o senador estava escalado para participar. Trump revelou que conversou com o senador por telefone no sábado horas antes da morte e após o parlamentar retornar de uma viagem oficial a Kiev, na Ucrânia. "Ele parecia um pouco cansado, mas perfeito", disse Trump, que descreveu o senador como "um membro da família". O presidente americano ordenou que as bandeiras em todo o país fossem hasteadas a meio-mastro em sinal de luto até o próximo sábado. O senador não era casado e não tinha filhos. Sua parente viva mais próxima é a irmã Darline Graham Nordone, que ele ajudou a criar depois que os dois perderam os pais. Em 2021, Graham ganhou repercussão no Brasil ao afirmar, sem apresentar provas, que milhares de brasileiros cruzavam ilegalmente a fronteira dos EUA usando roupas de grife e bolsas da marca Gucci para "explorar o sistema americano". Graham estava em seu quinto mandato e planejava concorrer à reeleição em novembro deste ano. Ele ocupava a presidência do Comitê de Orçamento do Senado e era uma das vozes mais influentes da política externa dos Estados Unidos. Os republicanos têm, atualmente, uma maioria apertada de 53 a 47 cadeiras no Senado. Pela lei da Carolina do Sul, o governador Henry McMaster, também republicano, deverá nomear um substituto temporário para Graham, que permanecerá no cargo até janeiro. McMaster afirmou, em nota, que Graham é "insubstituível". "O mais feroz dos defensores da Carolina do Sul e da América — e um amigo leal e firme", disse McMaster. Política externa e relação com Trump Graham defendeu durante anos uma política externa favorável ao uso da força militar pelos Estados Unidos e ao fortalecimento da defesa nacional. Na semana passada, ele fez parte de uma delegação que esteve em Kiev, capital da Ucrânia, e havia anunciado um acordo para avançar em um pacote de maiores sanções dos EUA à Rússia. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou estar "profundamente entristecido" com a morte de Graham, e o descreveu como um "verdadeiro defensor da liberdade e dos valores que tornam o nosso mundo mais seguro." A relação entre Graham e Trump começou de forma conturbada. O senador chegou a afirmar que o então empresário era "inapto para o cargo" e usou um palavrão para se referir a Trump depois que ele fez comentários depreciativos sobre o ex-senador John McCain, melhor amigo de Graham no Senado e veterano da Guerra do Vietnã. McCain, Graham e o ex-senador Joe Lieberman, independente por Connecticut, eram conhecidos como os "Três Amigos" e viajavam com frequência pelo mundo para defender uma política externa mais intervencionista dos EUA. Mas Graham mudou significativamente de posição depois que Trump venceu a eleição presidencial. O senador tornou-se um dos principais aliados do presidente, passou a falar com ele com frequência e se tornou presença constante em partidas de golfe ao seu lado, enquanto McCain permaneceu como um crítico de Trump. Em uma entrevista à Associated Press, em 2018, Graham explicou sua mudança de postura dizendo que McCain lhe ensinou que o país precisa seguir em frente após as eleições e que isso significava haver "a obrigação" de ajudar o presidente. Graham chegou a romper com Trump após a invasão do Capitólio por apoiadores do então presidente, em 6 de janeiro de 2021. Na ocasião, declarou: "Estou fora. Já chega." Pouco tempo depois, porém, voltou a se aproximar de Trump e permaneceu como um de seus aliados durante o segundo mandato do presidente. ** Com Agências **
- Brasileiro é preso por assalto em Framingham
Crime aconteceu em novembro do ano passado; outro suspeito já está preso TALLAHASSEE - O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ, na sigla em inglês) anunciou nesta sexta-feira, 10, a prisão do brasileiro Helbert Oliveira, 47 anos, acusado de cometer um assalto de US$ 200 mil no ano passado. O FBI localizou Oliveira na Flórida, mas o crime aconteceu em novembro em Framingham, Massachusetts, afirma a nota. Juntamente com outro suspeito, identificado como Curt Porcher e que já está preso, o brasileiro, roubou a mão armada um transportador de valores, levando o montante. A vítima trabalhava transportando valores para uma empresa e fazia o trajeto entre Framingham e Marlboro quando o assalto aconteceu. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que um homem com uma arma em mãos se aproxima e abre a porta do veículo, que estava estacionado. Os promotores alegam que o suspeito nas imagens é Helbert Oliveira. Em depoimento à polícia, a vítima disse que a rota é usada o "tempo todo" e que o dinheiro costuma ser entregue entre 10h e 11h. A partir de imagens de câmeras no trajeto, os policiais conseguiram identificar que um carro preto da marca Nissan seguia o funcionário pela estrada. As investigações mostraram que o carro havia sido alugado por Porcher. Ao analisarem o telefone do americano, encontraram comunicações que apontaram para o brasileiro. Páginas nas redes sociais também ajudaram a fazer a identificação. Se for condenado, Oliveira, que está com o visto expirado, pode pegar 20 anos de prisão, além do pagamento de US$ 250 mil em multas, antes de ser deportado. **Com Agências **
- Xerife de Massachusetts rebate acusações do ICE e diz que não mantém prisão por questão imigratória
Xerife afirma que vai cumprir o que dita a Constituição e não o que o ICE manda BOSTON - A troca de acusações entre o xerife do Condado de Bristol em Massachusetts, Paul Heroux, e as autoridades do ICE traz à tona as contradições entre a Constituição e as regras de imigração nos Estados Unidos. Heroux denuncia que os agentes federais tentam intimidá-lo e constrangê-lo após o escritório regional do ICE em Boston publicar críticas no X direcionadas à administração do xerife por não cumprir o pedido de retenção de um preso por questões imigratórias. O caso é sobre o hondurenho de 40 anos que foi detido em New Bedford por acusações graves envolvendo porte ilegal de armas de alta capacidade e resistência à prisão. Ele foi liberado sob fiança de US$ 1 mil, conforme foi estabelecido pela Corte. O ICE capturou o estrangeiro nos dias seguintes e acusou o xerife de "soltar indivíduos perigosos quando há uma ordem de prisão do ICE". Mas Heroux alega que apenas segue a lei. Uma decisão judicial - conhecida como Lunn Decision - proíbe policiais e autoridades prisionais locais de estenderem a detenção de qualquer pessoa unicamente para cumprir pedidos administrativos ou mandados civis emitidos pelo ICE. O xerife de Bristol alega ainda que "manter alguém preso após o pagamento da fiança viola os direitos constitucionais ao devido processo legal estabelecidos pela 14ª Emenda da Constituição Federal". Heroux reafirma que não pretende notificar o ICE sobre futuras liberações para evitar que o departamento local responda judicialmente por violações de direitos civis cometidas pela agência federal. ** Da Redação**
- Aeroporto de Palm Beach muda de nome para Donald Trump
Sinalização para aeroporto em Palm Beach já estava alterada nesta quinta-feira PALM BEACH - O Aeroporto Internacional de Palm Beach, na Flórida, mudou de nome nesta quinta-feira, 9, e para Aeroporto Internacional Presidente Donald J. Trump. “Não acho que haja alguém mais sinônimo de Palm Beach do que Donald Trump, talvez em toda a Flórida”, disse Eric Trump, filho do presidente, em entrevista à Fox News. O código de identificação de três letras na Administração Federal de Aviação mudará de PBI para DJT -- as iniciais de Trump -- em 18 de agosto, informou o aeroporto em seu site. Eric Trump e sua família estavam a bordo do primeiro voo a pousar no aeroporto recém-renomeado, nas primeiras horas da madrugada, em um avião particular. Desde que assumiu o cargo para o segundo mandato, no ano passado, o nome de Donald Trump foi adicionado a uma classe de navios de guerra da Marinha planejada, um programa de vistos para estrangeiros, um site governamental de medicamentos prescritos e a contas de poupança federais para crianças. Ele também vem buscando uma ambiciosa reformulação de Washington. Embora o nome Trump tenha sido adicionado ao prédio do Instituto da Paz dos Estados Unidos, os tribunais rejeitaram uma tentativa de atribuir esse nome ao Centro John F. Kennedy de Artes Cênicas. O governador da Flórida, o republicano Ron DeSantis, assinou em março uma lei para renomear o aeroporto da cidade no sudeste da Flórida em homenagem a Trump. ** Com Reuters **
- Parasita causa surto de diarreia 'explosiva' nos EUA
Surto de cliclosporíase já atinge 17 Estados NOVA YORK - Os Estados Unidos enfrentam um surto de diarreia “explosiva” causada pela doença infecciosa ciclosporíase. Michigan soma o maior número de casos com 992 pacientes confirmados, segundo a atualização desta quinta-feira, 9. “Surtos de ciclosporíase vêm ocorrendo em todo os EUA e agora também aqui em Michigan. Com base no número incomum de casos que identificamos em pouco mais de uma semana, esperamos que casos adicionais da doença sejam registrados. Recomendamos que os moradores de Michigan entrem em contato com seus profissionais de saúde se apresentarem diarreia súbita e persistente e procurem o departamento de saúde local caso outros membros da família estejam sofrendo dos mesmos sintomas”, orienta Natasha Bagdasarian, diretora-médica do Departamento de Saúde e Serviços Humanos de Michigan Ohio aparece em segundo lugar com 177 infecções – 171 delas apenas durante o mês de junho, principalmente a partir do dia 20. Entre os casos, 28 precisaram ser hospitalizados. De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), ao menos 17 estados tinham casos da doença até o meio de junho: Illinois, Wisconsin, Nova York, Nova Jersey, Connecticut, Massachusetts, Pensilvânia, Texas, Flórida, Geórgia, Louisiana, Carolina do Norte, Virgínia e Tennessee, Colorado e Alasca A ciclosporíase é uma doença intestinal causada pelo parasita Cyclospora cayetanensis, também conhecido como Cyclospora. O agente infeccioso não é transmitido comumente de pessoa para pessoa, mas sim ao consumir alimentos ou água contaminados. Geralmente, a infecção não representa risco de vida. Até o momento, não foi identificada uma origem única do surto nos EUA. De acordo com o CDC, nem sempre a infecção pelo parasita gera sintomas. Quando se manifesta, pelo fato de o agente atacar o intestino delgado, geralmente causa diarreia aquosa com evacuações frequentes e, por vezes, “explosivas”. Além disso, pode provocar perda de apetite, cólicas abdominais, náuseas, gases, fadiga e, em alguns casos, vômitos. O tempo de incubação do parasita, intervalo entre a infecção e o aparecimento dos sintomas, costuma ser de aproximadamente uma semana, mas pode variar de dois dias a duas semanas ou mais. Se não for tratada, a doença pode durar de alguns dias a mais de um mês. Os sintomas podem desaparecer e depois retornar uma ou mais vezes. O parasita se espalha principalmente quando as pessoas ingerem alimentos ou água contaminados com fezes. Ele precisa permanecer no ambiente por pelo menos uma a duas semanas para se tornar infectante. Por isso, a transmissão direta de pessoa para pessoa é considerada improvável. A doença pode ser tratada com diversos medicamentos. A maioria das pessoas com sistema imunológico saudável se recupera da ciclosporíase eventualmente, mesmo sem tratamento. No entanto, sem ele, a doença pode durar de alguns dias a um mês ou mais. Para evitar a contaminação, o CDC recomenda lavar as mãos com água e sabão antes e depois de manusear ou preparar frutas e vegetais; higienizar bem todas as frutas e vegetais em água corrente antes do consumo; esfregar itens de casca firme, como melões e pepinos, com uma escova própria para alimentos; cortar e descartar áreas danificadas ou machucadas antes de prepará-los e consumi-los e armazenar frutas e vegetais cortados, descascados ou cozidos o mais rápido possível (dentro de duas horas). ** Com Agências **
- México vai acionar Justiça dos EUA para responsabilizar ICE por mortes de imigrantes
Familiares seguram fotos de Lorenzo Salgado Araujo, mexicano morto pelo ICE no Texas CIDADE DO MÉXICO - A presidente do México, Claudia Sheinbaum, disse nesta quinta-feira, 8, que seu governo planeja apresentar queixas criminais nos Estados Unidos em relação a cidadãos mexicanos que morreram sob custódia das autoridades de imigração ou durante operações contra imigrantes. O anúncio ocorre após a morte de um motorista mexicano causar comoção. Lorenzo Salgado Araujo foi baleado por um agente do ICE, na última terça (7), no Texas. Ao todo, 14 cidadãos mexicanos perderam a vida enquanto estavam sob custódia do ICE, e outros três morreram em operações de prisão conduzidas pela agência, informou o governo mexicano. “Não podemos fechar os olhos diante dos mexicanos que morreram”, disse Sheinbaum durante sua coletiva de imprensa diária, acrescentando que as queixas criminais terão como objetivo responsabilizar aqueles considerados culpados por homicídios ou violações dos direitos humanos. Sheinbaum afirmou que seu governo oferece assistência a todos os cidadãos que a solicitarem, mas “especialmente aos mexicanos cujo único crime é trabalhar honestamente nos Estados Unidos”. Embora o governo mexicano já tenha se manifestado anteriormente sobre as mortes de cidadãos mexicanos nos EUA, o anúncio desta quinta representa uma crítica significativamente mais contundente, à medida que as relações entre os dois países vizinhos continuam a se deteriorar. Além dos canais diplomáticos O ministro das Relações Exteriores do México, Roberto Velasco, disse que a medida vem após repetidas tentativas frustradas de dialogar com os EUA por meio de canais diplomáticos. "Vamos ir além da esfera diplomática e recorrer diretamente aos promotores dos EUA para apresentar denúncias sobre esses incidentes, solicitando que sejam investigados como casos criminais”, disse Velasco. O governo mexicano também entrará com ações civis contra as empresas privadas que operam centros de detenção de imigrantes nos EUA, acrescentou Velasco. Na última terça-feira (7), um agente do ICE atirou em Lorenzo Salgado Araujo, de 52 anos, cidadão mexicano que vivia ilegalmente nos EUA há três décadas. Sua morte, que provocou protestos em Houston, e elevou para pelo menos seis o número de pessoas mortas a tiros em operações de fiscalização de imigração desde janeiro de 2025 - quando o presidente Donald Trump reassumiu o cargo e lançou uma campanha de deportações em massa. O Departamento de Segurança Interna e o Departamento de Justiça dos EUA não responderam imediatamente aos pedidos de comentário. ** Com Reuters **
- Enfermeiros de Boston entram no segundo dia de greve
Greve pode durar cinco dias e depende de negociações com direção do hospital BOSTON - Milhares de enfermeiros do Brigham and Women's Hospital, na capital de Massachusetts, entraram nesta quinta-feira, 9, no segundo dia de greve, o maior movimento da classe no Estado. O hospital de Boston garante que contratou 1.300 funcionários temporários para não comprometer o atendimento nos próximos quatro dias. A greve foi organizada para um dia, mas deve durar pelo menos cinco. O movimento começou após o fracasso das negociações para a renovação dos contratos dos 4 mil enfermeiros e 500 profissionais de saúde à domicílio do Brigham and Women's Hospital. Segundo a Associação de Enfermeiros de Massachusetts, o hospital não concorda em reajustar o salário dos profissionais o que os obriga a acumular horas extras, comprometendo a qualidade de atendimento. Por outro lado, o hospital afirma que seus enfermeiros estão entre os mais bem remunerados dos Estados Unidos, com um salário médio superior a US$ 147 mil, e a proposta da direção mantém o reajuste salarial anual de 5% previsto na tabela de vencimentos. **Da Redação**
- Brasileiros sancionados pelos EUA usaram o Zelle para lavar dinheiro do tráfico
BRASÍLIA - A decisão da Justiça Federal que embasou a Operação Exchange revela que brasileiros investigados sancionados na semana passada pelo governo dos Estados Unidos por suposto elo com o Primeiro Comando da Capital (PCC) utilizavam o Zelle, plataforma de transferências eletrônicas apelidada de 'Pix americano', em operações financeiras atribuídas ao grupo suspeito de lavar dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas. O documento, que sustentou a ação deflagrada pela Polícia Federal na última sexta-feira (3), reproduz trechos das investigações segundo os quais mensagens extraídas de celulares dos investigados fazem referência ao banco Wells Fargo e ao envio de dados de uma conta pelo Zelle durante tratativas relacionadas à movimentação internacional de recursos. Em outro trecho, a decisão afirma que conversas atribuídas ao investigado Ygor Fokin Saviolli indicam a utilização do Zelle em transferências internacionais destinadas ao pagamento de entorpecentes. Conforme o documento, foi identificado um comprovante de depósito de US$ 10.002 realizado por meio do sistema para uma conta do Bank of America, nos Estados Unidos. Segundo a decisão, a investigação começou após uma comunicação formal da Homeland Security Investigations (HSI), órgão do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, que informou à Polícia Federal brasileira a existência de uma investigação envolvendo cidadãos brasileiros suspeitos de integrar uma estrutura criminosa especializada na lavagem de dinheiro oriundo do tráfico internacional de drogas, com atuação nos dois países. O documento relata que a apreensão do telefone celular de Ygor Fokin Saviolli, durante fiscalização no Aeroporto Internacional de Fort Lauderdale, em outubro de 2023, permitiu às autoridades norte-americanas localizar mensagens, imagens, comprovantes bancários e registros considerados indicativos de movimentação de dinheiro em espécie, negociação de drogas, investimentos em criptoativos e remessas internacionais de valores. PF identificou líderes do grupo A partir da análise desse material, a Polícia Federal identificou Victor Henrique de Oliveira Shimada e Ygor Fokin Saviolli como apontados líderes do grupo. Conforme a decisão, as investigações indicam que ambos utilizavam empresas para circular, ocultar e dissimular recursos de origem ilícita, supostamente provenientes do tráfico internacional de drogas. As conversas analisadas também descrevem uma estrutura financeira que envolveria recolhimento de dinheiro em espécie, transferências bancárias, utilização de criptoativos e operações internacionais. Em um dos diálogos reproduzidos pela decisão, há referência a movimentações distribuídas por cidades americanas como Houston, Chicago, Atlanta, Cleveland, Nashville, Memphis e Los Angeles. A decisão ainda aponta que a análise dos dados telemáticos revelou negociações envolvendo haxixe, utilização de linguagem cifrada, remessas internacionais de recursos e mecanismos de compensação financeira, além da utilização de empresas investigadas para movimentação de valores considerados suspeitos. Com base nesses elementos, o juiz autorizou prisões temporárias, mandados de busca e apreensão, bloqueio de bens, valores e criptoativos, além do afastamento do sigilo de dados telemáticos dos investigados. Segundo a Polícia Federal, o grupo teria movimentado mais de R$ 10 bilhões. Operação Exchange A Operação Exchange foi deflagrada na última sexta-feira (3), com o cumprimento de mandados expedidos pela 7ª Vara Criminal Federal de São Paulo. Entre os alvos estavam Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, que haviam sido sancionados pelo governo dos Estados Unidos dois dias antes por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Stella foi presa durante a operação, enquanto Shimada é considerado foragido. As investigações da PF tramitavam antes da adoção das sanções pelos Estados Unidos e tiveram origem na cooperação entre autoridades dos dois países. Além das medidas cautelares, a Justiça determinou o sequestro de bens, valores e criptoativos dos investigados até o montante de aproximadamente R$ 10,4 bilhões. ** Com Agências **
- Criança de um ano é encontrada viva horas após ser declarada morta em hospital no Arizona
Bebê escapou de danos cerebrais graves, mas segue em acompanhamento médico e terapia intensiva GILBERT - Um menino de 18 meses foi encontrado vivo horas depois de ter sido declarado morto por um médico em um hospital no Arizona. O caso aconteceu em 8 de fevereiro, após a criança sofrer um quase afogamento na piscina da casa da família, em Gilbert, durante uma reunião para assistir ao Super Bowl da NFL. O episódio, considerado extraordinário pelas autoridades, está sendo investigado pelo Ministério Público do Condado de Maricopa e foi divulgado nesta semana. Vincent Lorenzo Fiordilino foi retirado da piscina e levado por equipes de emergência ao Mercy Gilbert Medical Center pouco depois das 17h20. Menos de uma hora depois, um médico declarou sua morte. No entanto, cerca de cinco horas depois, quando funcionários do Instituto Médico Legal chegaram para recolher o corpo, constataram que o menino ainda respirava. Ele foi transferido de helicóptero para outro hospital, recebeu atendimento de emergência e posteriormente teve alta. Segundo o boletim de ocorrência, policiais que estavam no hospital afirmaram ter percebido sinais de vida na criança e contestaram a decisão do médico responsável, Aryan Toosi. Conforme o documento, o profissional respondeu: "Por favor, façam o que vocês têm que fazer e me deixem fazer o meu. Eu cursei medicina por um motivo." Imagens de câmeras corporais obtidas pela emissora NBC News mostram o momento em que o médico anuncia a declaração de óbito. O documento também relata que, antes de o corpo ser encaminhado para a área refrigerada, um detetive afirmou ter ouvido "outro suspiro audível" da criança. Além da conduta médica, a investigação também apura as circunstâncias do quase afogamento. O Departamento de Polícia de Gilbert recomendou que os pais respondam por acusações de abuso infantil. Segundo os investigadores, ambos admitiram ter fumado maconha na manhã do incidente, e há suspeitas de que estivessem com a capacidade de supervisão comprometida quando a criança teve acesso à piscina. Em nota à NBC News, o Mercy Gilbert Medical Center informou ter realizado uma investigação interna e classificou o episódio como "uma situação de partir o coração". O hospital afirmou que revisou todos os aspectos do atendimento para compreender o ocorrido e implementar mudanças nos protocolos. Já o advogado do médico, Scott Holden, declarou que não pode comentar o caso enquanto as investigações estiverem em andamento, mas afirmou que "há muito mais neste caso, tanto em termos factuais quanto médicos, do que foi relatado até agora". Embora Vincent não seja identificado nominalmente no boletim de ocorrência, familiares criaram uma campanha de arrecadação para custear seu tratamento. Segundo a página, o menino respira com auxílio de ventilação mecânica, escapou de danos cerebrais graves, mas seguirá em acompanhamento médico e terapia intensiva. ** Com Agências **
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