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Agente do ICE atira e mata colombiano durante abordagem no Maine


Moradores saíram às ruas pedindo a retirada dos agentes do ICE e o fim das operações na cidade
Moradores saíram às ruas pedindo a retirada dos agentes do ICE e o fim das operações na cidade

 

PORTLAND, ME - Um agente federal de imigração matou a tiros o colombiano Joan Sebastian Guerrero de 26 anos no Maine nesta segunda-feira, 13, marcando a segunda vez em uma semana do uso de força letal em uma ação do ICE.


O senador Angus King (independente pelo Maine) afirmou que o secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, lhe disse que o agente abriu fogo depois que o homem tentou usar seu veículo como arma contra os agentes que o perseguiam para fins de deportação em Biddeford, uma cidade costeira com aproximadamente 23 mil habitantes situada a cerca de 24 quilômetros da capital Portland.


Mas a ONG que atua em defesa de direitos dos imigrantes, Maine Immigrants' Rights Coalition disse que Guerrero tinha autorização para trabalhar nos EUA e possuía um número de Seguro Social.


A Procuradoria-Geral do Maine, que investiga o incidente com disparos em conjunto com o FBI e outros órgãos, informou que relatos iniciais sugerem que o motorista tentava fugir na direção do agente.


Imagens gravadas por populares colocam essa versão em xeque.


Cory Poulin, cuja família administra uma lavanderia perto do local, disse que as câmeras de segurança do estabelecimento registraram imagens do carro do homem avançando para o cruzamento após os disparos. Outras imagens do local mostravam o carro girando em círculos e marcas de tiros no para-brisa.


O ICE informou logo após o incidente, que o motorista era alvo de uma operação de fiscalização relacionada a uma ordem definitiva de deportação.


Mais tarde, o órgão reconheceu em nota que o imigrante morto não era o alvo da operação. O mesmo aconteceu após o assassinato do mexicano Lorenzo Salgado na semana passada.


O agente que matou o homem hoje foi afastado de suas funções, procedimento padrão nesses casos.


Mary Hayes, que mora perto do local do tiroteio, disse que o imigrante morto vivia nas imediações com a esposa e a filha pequena.


"Vi a esposa dele cair de joelhos ao olhar para o corpo do marido no chão", disse Hayes à Associated Press, enquanto segurava um pedaço de papelão com os dizeres "No ICE, Stop ICE" (Não ao ICE, parem o ICE). "Vi uma menina chorando, com uma mochilinha rosa, porque nunca mais verá o pai."


A Embaixada da Colômbia informou, em um comunicado enviado por e-mail, que está em contato com as autoridades dos EUA e "trabalhando para confirmar formalmente a identidade de Joan Sebastian Guerrero e sua nacionalidade".


Dezenas de manifestantes contrários ao ICE reuniram-se em Biddeford poucas horas após o tiroteio, pedindo a saída dos agentes para longe da cidade que consideram calma e sem violência.


Amy Goodman, moradora da vizinha Wells, chegou com um cartaz que dizia "Parem de nos matar" e o direcionou aos policiais que trabalhavam no local.


** Da Redação com Agências **


 

 

 
 
 

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