Laudo aponta que dissecação da aorta provocou morte de senador Lindsey
- Rádio Manchete USA

- há 20 horas
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WASHINGTON - A morte repentina do senador Lindsey Graham, republicano da Carolina do Sul, na noite de sábado (11), em sua casa em Washington D.C. foi decorrente de uma dissecação da aorta provocada por uma doença cardiovascular arteriosclerótica, segundo uma nota divulgada por seu gabinete neste domingo, 12.
O laudo preliminar do Instituto Médico Legal do Distrito de Colúmbia aponta para a condição médica que se caracteriza por um rasgo ou vazamento na principal artéria que leva o sangue do coração para o restante do corpo.
De acordo com o comunicado oficial, o certificado de óbito definitivo ainda está pendente e será atualizado assim que os testes toxicológicos e exames microscópicos forem concluídos, o que determinará formalmente a classificação final da causa da morte.
Inicialmente, o gabinete de Graham havia informado apenas que o senador de 71 anos ocorreu após uma "breve e repentina doença".
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de quem Graham era um dos aliados mais próximos no Capitólio, lamentou a perda em entrevista ao programa "Meet the Press", da emissora NBC, na manhã deste domingo (12), para o qual o senador estava escalado para participar.
Trump revelou que conversou com o senador por telefone no sábado horas antes da morte e após o parlamentar retornar de uma viagem oficial a Kiev, na Ucrânia.
"Ele parecia um pouco cansado, mas perfeito", disse Trump, que descreveu o senador como "um membro da família". O presidente americano ordenou que as bandeiras em todo o país fossem hasteadas a meio-mastro em sinal de luto até o próximo sábado.
O senador não era casado e não tinha filhos. Sua parente viva mais próxima é a irmã Darline Graham Nordone, que ele ajudou a criar depois que os dois perderam os pais.
Em 2021, Graham ganhou repercussão no Brasil ao afirmar, sem apresentar provas, que milhares de brasileiros cruzavam ilegalmente a fronteira dos EUA usando roupas de grife e bolsas da marca Gucci para "explorar o sistema americano".
Graham estava em seu quinto mandato e planejava concorrer à reeleição em novembro deste ano. Ele ocupava a presidência do Comitê de Orçamento do Senado e era uma das vozes mais influentes da política externa dos Estados Unidos.
Os republicanos têm, atualmente, uma maioria apertada de 53 a 47 cadeiras no Senado. Pela lei da Carolina do Sul, o governador Henry McMaster, também republicano, deverá nomear um substituto temporário para Graham, que permanecerá no cargo até janeiro.
McMaster afirmou, em nota, que Graham é "insubstituível". "O mais feroz dos defensores da Carolina do Sul e da América — e um amigo leal e firme", disse McMaster.
Política externa e relação com Trump
Graham defendeu durante anos uma política externa favorável ao uso da força militar pelos Estados Unidos e ao fortalecimento da defesa nacional.
Na semana passada, ele fez parte de uma delegação que esteve em Kiev, capital da Ucrânia, e havia anunciado um acordo para avançar em um pacote de maiores sanções dos EUA à Rússia.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou estar "profundamente entristecido" com a morte de Graham, e o descreveu como um "verdadeiro defensor da liberdade e dos valores que tornam o nosso mundo mais seguro."
A relação entre Graham e Trump começou de forma conturbada. O senador chegou a afirmar que o então empresário era "inapto para o cargo" e usou um palavrão para se referir a Trump depois que ele fez comentários depreciativos sobre o ex-senador John McCain, melhor amigo de Graham no Senado e veterano da Guerra do Vietnã.
McCain, Graham e o ex-senador Joe Lieberman, independente por Connecticut, eram conhecidos como os "Três Amigos" e viajavam com frequência pelo mundo para defender uma política externa mais intervencionista dos EUA.
Mas Graham mudou significativamente de posição depois que Trump venceu a eleição presidencial. O senador tornou-se um dos principais aliados do presidente, passou a falar com ele com frequência e se tornou presença constante em partidas de golfe ao seu lado, enquanto McCain permaneceu como um crítico de Trump.
Em uma entrevista à Associated Press, em 2018, Graham explicou sua mudança de postura dizendo que McCain lhe ensinou que o país precisa seguir em frente após as eleições e que isso significava haver "a obrigação" de ajudar o presidente.
Graham chegou a romper com Trump após a invasão do Capitólio por apoiadores do então presidente, em 6 de janeiro de 2021. Na ocasião, declarou: "Estou fora. Já chega."
Pouco tempo depois, porém, voltou a se aproximar de Trump e permaneceu como um de seus aliados durante o segundo mandato do presidente.
** Com Agências **

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