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- Brasileiro se entrega à polícia após matar namorada na Flórida
Amaral filmou o momento que se entregava à polícia horas após matar Julia FORT MYERS - Um brasileiro se entregou à polícia horas após matar a namorada em um condomínio em Fort Myers, na Flórida, na manhã de segunda-feira, 27. Willian Rosa Do Amaral, 26 anos, filmou o momento em que se aproxima dos policiais em um estabelecimento comercial. Vítima foi encontrada caída na escada do lado externo do apartamento Segundo o Boletim de Ocorrência, a polícia chegou ao local por volta das 7h50 no complexo Village Creek Apartments, localizado na 2800 Winkler Avenue, e encontrou a mulher morta com pelo menos um ferimento à bala. Nas redes sociais, internautas citam que Amaral é de Engenheiro Caldas, em Minas Gerais, e que a vítima, indentificada por Julia, havia terminado o relacionamento de cerca de três meses. ** Da Redação **
- Governo Trump ameaça cortar verbas de escolas por políticas para trans
Governo federal acusa escolas de violar lei de Direitos Educacionais e Privacidade da Família WASHINGTON - O Departamento de Educação dos Estados Unidos ameaçou dois distritos escolares, em Michigan e Maryland, com cortes no financiamento federal devido as suas políticas relacionadas a estudantes transgênero. Em comunicado divulgado na segunda-feira, 27, o departamento informou que está atuando em parceria com o Departamento de Justiça para analisar a questão e que as medidas de fiscalização podem incluir "processos judiciais cabíveis e a possível perda de financiamento federal". O Departamento de Educação acusa o sistema de escolas públicas do Condado de Anne Arundel, em Maryland, de violar a Lei de Direitos Educacionais e Privacidade da Família ao classificar informações sobre a identidade de gênero de um estudante como "informação médica confidencial", que não pode ser compartilhada com os pais. O órgão federal também afirmou que o sistema de escolas públicas de Ann Arbor, em Michigan, provavelmente está violando a mesma lei ao adotar uma política que, segundo descreveu, exige que "funcionários da escola ocultem dos pais a condição de transgênero de uma criança". Em comunicado citado por uma afiliada da NBC, o sistema de escolas públicas do Condado de Anne Arundel afirmou que tomou conhecimento das alegações do Departamento de Educação apenas por meio do comunicado divulgado pelo próprio órgão, acrescentando que não recebeu qualquer correspondência formal ou documentação que fundamentasse essas conclusões. A instituição acrescentou que analisará cuidadosamente essas informações assim que as receber e que responderá "por meio do processo apropriado". O sistema de escolas públicas de Ann Arbor não comentou o caso de imediato. O Departamento de Educação informou que o governo Trump tomará medidas de fiscalização contra o sistema escolar do Condado de Anne Arundel e deu ao sistema escolar de Ann Arbor até 10 de agosto para demonstrar por que o governo não deve prosseguir com uma ação semelhante. O presidente Donald Trump tem afirmado que a identidade de gênero das pessoas transgênero é uma falsidade, assinou uma série de decretos executivos voltados à restrição de seus direitos e determinou, por meio de uma diretriz, que o governo dos Estados Unidos reconheça apenas dois sexos: masculino e feminino. Trump também tentou congelar o financiamento federal destinado a instituições de ensino por outras questões, como iniciativas relacionadas às mudanças climáticas, protestos pró-Palestina contra a ofensiva de Israel na Faixa de Gaza e programas de diversidade. Grupos de defesa dos direitos civis afirmam que essas medidas violam a liberdade acadêmica, a liberdade de expressão e o direito ao devido processo legal. ** Com Reuters **
- Posso me aposentar pelo INSS mesmo morando nos Estados Unidos?
Brasil e Estados Unidos possuem um Acordo Internacional de Previdência Social, em vigor desde 2018 Morar fora do Brasil não significa deixar seus direitos previdenciários para trás. Com informação e planejamento é possível construir uma aposentadoria segura, mesmo vivendo no exterior. Com o aumento significativo do número de brasileiros residentes no exterior, especialmente nos Estados Unidos, uma dúvida se tornou cada vez mais comum. Será que meus direitos previdenciários continuam preservados no Brasil? Ao longo dos meus 18 anos de atuação no Direito Previdenciário, essa talvez seja a principal pergunta que recebo de brasileiros que vivem fora do país: ainda posso contribuir para o INSS e me aposentar no Brasil? A resposta é sim. O brasileiro que reside nos Estados Unidos pode continuar vinculado à Previdência Social brasileira, desde que atenda às regras previstas na legislação e realize as contribuições de forma adequada. A residência no exterior — e até mesmo o status migratório no país onde vive — não elimina, por si só, o direito de contribuir para o INSS. Ao manter as contribuições, o segurado preserva o acesso aos benefícios previdenciários, como auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença), aposentadoria por incapacidade permanente, salário-maternidade, pensão por morte para seus dependentes e aposentadorias programadas, desde que preenchidos os requisitos legais. Além de proteger o próprio futuro, continuar contribuindo também representa uma forma de proteger a família. Em caso de falecimento do segurado, seus dependentes poderão ter direito à pensão por morte, desde que observadas as exigências da legislação previdenciária. Outro ponto extremamente importante é que Brasil e Estados Unidos possuem um Acordo Internacional de Previdência Social, em vigor desde 2018. Esse acordo permite, em diversas situações, a totalização dos períodos de contribuição realizados nos dois países para o preenchimento dos requisitos necessários à concessão de benefícios previdenciários. Na prática, isso significa que o tempo contribuído ao INSS poderá ser utilizado para completar o tempo exigido pelo sistema previdenciário norte-americano (Social Security Administration – SSA), e o tempo de contribuição ao SSA poderá ser considerado pelo INSS, respeitadas as regras previstas no acordo e na legislação de cada país. Entretanto, o fato de existir um acordo internacional não significa que toda pessoa terá automaticamente direito à melhor aposentadoria possível. Cada histórico contributivo é único, e decisões tomadas hoje podem influenciar diretamente o valor do benefício e o momento da aposentadoria. Por isso, antes de iniciar, interromper ou alterar suas contribuições, o mais recomendado é realizar um Planejamento Previdenciário Internacional com um advogado especializado na área. O planejamento permite identificar a estratégia mais vantajosa para o seu caso, evitando contribuições desnecessárias, reduzindo riscos e aumentando as chances de receber o melhor benefício possível, tanto no Brasil quanto no exterior. Porque, esteja você no Brasil ou nos Estados Unidos, aposentadoria não é uma questão de sorte. É resultado de planejamento. E você, já tem um plano? ** Por Gisele Jucá Advogada especialista em Direito Previdênciário @minhaadvogadagiselejuca
- A escolha muda tudo: como pagar INSS da forma correta e garantir uma boa aposentadoria no Brasil
Antes de começar a pagar o INSS, o ideal é definir uma estratégia personalizada Muitos brasileiros que vivem nos Estados Unidos acreditam que, ao deixar o Brasil, perdem o direito de contribuir para o INSS. Na prática, acontece justamente o contrário: a legislação brasileira permite que o brasileiro residente no exterior continue contribuindo e preserve seu projeto de aposentadoria no Brasil. O grande desafio não é apenas continuar pagando o INSS, mas fazer isso da forma correta. Uma escolha equivocada pode resultar em anos de contribuições que não produzem o benefício esperado ou que limitam o valor da aposentadoria no futuro. Posso contribuir para o INSS morando nos EUA? Sim. O brasileiro que reside no exterior pode contribuir para o INSS na condição de segurado facultativo, desde que não exerça atividade remunerada vinculada ao Regime Geral de Previdência Social no Brasil. Leia também: Posso me aposentar pelo INSS mesmo morando nos Estados Unidos? Um detalhe importante: a situação migratória nos Estados Unidos não interfere nos seus direitos perante o INSS. Ou seja, para contribuir e futuramente solicitar uma aposentadoria no Brasil, o INSS não exige visto, cidadania americana ou comprovação de residência legal no exterior. Qual código devo utilizar? Essa é uma das dúvidas mais frequentes entre brasileiros que moram fora do país. Em regra, existem duas formas de contribuição para o segurado facultativo residente no exterior. Código 1406 – Plano Normal (20%) Nesta modalidade, a contribuição corresponde a 20% do valor escolhido, podendo variar entre o salário mínimo e o teto do INSS. Essa opção oferece maior flexibilidade e normalmente é indicada para quem deseja construir uma aposentadoria com valor mais elevado, além de manter acesso aos demais benefícios previdenciários previstos em lei, desde que preenchidos os requisitos. É o plano mais utilizado em planejamentos previdenciários de longo prazo. Código 1473 – Plano Simplificado (11%) Nesse plano, a contribuição é de 11% sobre o salário mínimo. Embora tenha um custo menor, ele possui limitações importantes. Essa modalidade permite apenas a aposentadoria por idade com cálculo baseado no salário mínimo, não sendo indicado para quem pretende aumentar o valor da futura aposentadoria ou utilizar regras que exijam contribuições no plano normal. Por isso, optar pelo plano simplificado apenas porque a contribuição é menor pode representar uma economia hoje, mas um prejuízo financeiro durante toda a aposentadoria. O tempo que contribui antes de mudar para os EUA continua valendo? Sim. Todo o período de contribuições realizado no Brasil antes da mudança permanece registrado no seu CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais) e poderá ser utilizado no cálculo da sua futura aposentadoria. Na verdade, esse histórico é justamente o ponto de partida para um bom planejamento previdenciário. A partir dele é possível identificar quanto tempo já foi contribuído, quanto ainda falta para cumprir os requisitos legais e qual estratégia oferece o melhor resultado financeiro. Vale a pena contribuir acima do salário mínimo? A resposta depende da situação de cada pessoa. Não existe uma única estratégia que sirva para todos. Fatores como idade, tempo já contribuído, média salarial, objetivo de aposentadoria, expectativa de retorno ao Brasil e até mesmo os acordos internacionais podem alterar completamente a melhor escolha. Em alguns casos, contribuir sobre valores maiores pode aumentar significativamente o benefício futuro. Em outros, isso pode representar um gasto desnecessário. É justamente por isso que não existe um código "melhor", tudo depende da estratégia. O planejamento previdenciário faz diferença? Sem dúvida. As regras atuais da Previdência são complexas e cada contribuição realizada hoje influencia diretamente o benefício que será recebido no futuro. Antes de começar a pagar o INSS, ou mesmo antes de continuar contribuindo, o ideal é analisar o histórico de contribuições, simular diferentes cenários e definir uma estratégia personalizada. Um planejamento previdenciário permite responder perguntas como: Qual código é mais vantajoso para o meu caso? Quanto devo contribuir? Quantos anos ainda faltam para minha aposentadoria? Qual será o valor estimado do benefício? Vale a pena aumentar minhas contribuições? Estou contribuindo da forma correta? Essas respostas evitam desperdício de dinheiro e aumentam as chances de conquistar a melhor aposentadoria possível. Conclusão Continuar contribuindo para o INSS enquanto mora nos Estados Unidos pode ser uma excelente decisão. No entanto, o mais importante não é apenas pagar a Previdência, mas contribuir da maneira correta e com estratégia. Cada escolha feita hoje repercutirá durante toda a aposentadoria. Por isso, antes de emitir a primeira guia ou alterar a forma de contribuição, vale a pena realizar um planejamento previdenciário para que cada contribuição trabalhe a seu favor e aproxime você da melhor aposentadoria possível no Brasil. ** Por Gisele Jucá Advogada especialista em Direito Previdênciário @minhaadvogadagiselejuca
- Consumidores aproveitam 'tax free' em 18 Estados
Desconto deve refletir preço real menos taxa média de 6% sobre o produto BOSTON - Os consumidores já começaram as compras para o próximo ano letivo - que começam entre agosto e setembro - e aproveitam os descontos em 18 Estados que isentam a cobrança dos imposto sobre determinados produtos. Mississipi e Alabama já encerraram as promoções enquanto a Flórida estendeu por um mês o período para comprar roupas, sapatos, eletrônicos e materiais escolares por valores mais baratos. Alguns Estados, como Massachusetts, expandiram esse ano a lista de itens do Go Back to School Tax Free que não inclui a taxa de cerca de 6,25%. Veja a lista dos Estados que aderiram à promoção esse ano: Arkansas - 1 a 2 de agosto Roupas e sapatos: até US$100 por item Acessórios de vestuário: até US$50 por item Materiais escolares, de arte e dispositivos eletrônicos para a escola estão livres do imposto em qualquer valor. Connecticut - 16 a 22 de agosto Roupas e sapatos: até US$ 300 (o limite anterior era de US$ 100) Mochilas Uma lei estadual em vigor desde 1º de julho isenta o imposto sobre vendas, durante todo o ano, materiais escolares que não sejam eletrônicos. Flórida - 20 de julho a 20 de agosto Materiais escolares: até US$ 50 por item Roupas, sapatos e acessórios: até US$100 por item Computadores e acessórios relacionados: até US$ 1.500 Illinois - 7 a 16 de agosto Roupas e sapatos: até US$ 125 Materiais escolares elegíveis — incluindo mochilas e calculadoras — não estão sujeitos ao limite de US$ 125. Iowa - 7 a 8 de agosto Roupas e sapatos: até US$100 por item Maryland - 9 a 15 de agosto Roupas e sapatos: até US$ 100 por item Mochilas: os primeiros US$ 40 da mochila estão isentos do imposto sobre o produto Massachusetts - 8 a 9 de agosto Itens de varejo elegíveis adquiridos para uso pessoal com custo de até US$ 2.500 - não se limitando a material escolar. A isenção não abrange refeições, veículos automotores e embarcações, gás e eletricidade, tabaco, maconha ou bebidas alcoólicas. Missouri - 7 a 9 de agosto Roupas: até US$ 100 por item Materiais escolares: até US$ 50 por item Computadores e periféricos: até US$ 1.500 Software de computador: até US$ 350 Calculadoras gráficas: até US$ 150 Novo México - 31 de julho a 2 de agosto De acordo com a Federation of Tax Administrators, a dedução do imposto sobre vendas é opcional, e não obrigatória. Materiais escolares: até US$ 30 por item Vestuário ou calçados: até US$ 100 por item Computadores, laptops, tablets ou notebooks: até US$ 1 mil Hardware de computador relacionado: até US$ 500 por item Ohio - 7 a 9 de agosto Este ano, Ohio retornou ao período de três dias de isenção de imposto sobre vendas, em vez do período de duas semanas que incluía praticamente todos os bens tangíveis com custo de US$ 500 ou menos. Vestuário: até US$ 75 por item Materiais escolares: até US$ 20 por item Materiais de instrução escolar: até US$ por item Oklahoma - 7 a 9 de agosto Roupas e sapatos: até US$100 por item South Carolina - 7 a 9 de agosto A Carolina do Sul não estabelece limite de preço para os itens elegíveis à isenção de impostos e inclui alguns produtos não relacionados a material escolar. Roupas, calçados e acessórios Materiais escolares Computadores, impressoras, fones de ouvido e *headsets* Determinados artigos de cama e banho Tennessee - 31 de julho e 2 de agosto Roupas e sapatos: até US$ 100 por item Materiais escolares: até US$ 100 por item Computadores, incluindo laptops e tablets: até US$1.500 por item Texas - 7 a 9 de agosto Roupas e sapatos: até US$ 100 por item Mochilas: até US$ 100 por item Materiais escolares: até US$ 100 por item Virginia - 7 a 9 de agosto O período de isenção de imposto sobre vendas da Virgínia abrange itens de preparação para furacões e emergências, bem como produtos com certificação Energy Star ou WaterSense. Roupas e calçados: até US$ 100 por item Materiais escolares: até US$ 20 por item Gerador portátil: até US$ 1 mil por item Motosserras a gasolina: até US$ 350 por item Acessórios para motosserra: até US$ 60 por item Outros itens específicos de preparação para furacões: até US$ 60 por item Produtos elegíveis com certificação Energy Star e WaterSense adquiridos para uso doméstico ou pessoal não comercial: até US$ 2.500 por item Virginia Ocidental - 31 de julho a 3 de agosto Roupas: até US$ 125 por item Notebooks ou tablets: até US$ 500 por item Materiais de instrução escolar: até US$ 20 por item Materiais escolares: até US$ 50 por item Equipamentos esportivos: até US$ 150 por item Nova York não adota a promoção, mas alguns condados, inclusive a cidade de Nova York, isentam o imposto de roupas e sapatados com valores abaixo de US$ 110. Já Alasca, Delaware, Montana, Nova Hampshire e Óregon dispensam a taxa sobre o produto durante o ano todo. **Da Redação**
- Ex-jogador da NFL é deportado dos EUA após série de prisões
WASHINGTON - O ex-jogador da NFL Daniel Adongo foi deportado dos Estados Unidos após permanecer no país de forma irregular por quase uma década, informou o ICE nesta fim de semana. O queniano teve o visto expirado em 2016 e acumulou diversas prisões desde então. Em comunicado divulgado neste sábado, o ICE informou que Adongo, de 37 anos, recebeu uma ordem para deixar o país em 23 de março e foi deportado em 20 de junho. O destino para onde o ex-linebacker do Indianapolis Colts foi enviado não foi informado. "As pessoas que violam a lei de imigração são responsabilizadas da mesma forma, incluindo ex-atletas profissionais", afirmou Douglas Thompson, diretor assistente do escritório do ICE em Chicago. "Este indivíduo perigoso representava claramente uma ameaça para a comunidade, que agora está mais segura desde que ele foi removido", acrescentou. Natural do Quênia, Adongo ganhou notoriedade em 2013 ao trocar o rugby pelo futebol americano, esporte que nunca havia praticado antes. A aposta chamou a atenção da NFL, e ele assinou com o Indianapolis Colts, onde permaneceu por duas temporadas. De acordo com o ICE, o ex-atleta permaneceu nos EUA após o vencimento do visto, um ano depois de encerrar sua passagem pela liga. A agência afirma que ele foi preso diversas vezes na última década por acusações que incluem intimidação, agressão e conduta desordeira. Segundo o jornal americano Indianapolis Star, Adongo também enfrentou problemas de saúde mental após deixar a NFL. Familiares e advogados afirmaram que ele sofria de transtornos psiquiátricos e de sequelas possivelmente relacionadas à carreira esportiva. Em 2017, após ser acusado de intimidação e vandalismo, um juiz determinou que ele passasse por uma avaliação psiquiátrica para verificar se tinha condições de responder judicialmente pelas acusações. Conforme o jornal, Adongo foi considerado incapaz de enfrentar o julgamento e encaminhado para um hospital psiquiátrico. O processo foi adiado diversas vezes em razão de novas avaliações médicas. Em 2020, ele acabou condenado por dano criminal e recebeu pena de 364 dias de prisão, segundo o ICE. As autoridades americanas informaram ainda que as acusações mais recentes contra Adongo se enquadram na Lei Laken Riley, sancionada pelo presidente Donald Trump em janeiro de 2025. A legislação determina a detenção de imigrantes em situação irregular acusados de determinados crimes violentos ou de furto enquanto aguardam julgamento. ** Com Agências **
- EUA cobram até US$ 1,8 milhão em multas de imigrantes ilegais no país
A prática das multas coloca em xeque o direito ao processo imigratório, denunciam especialistas WASHINGTON - A administração do presidente Donald Trump está recorrendo de forma agressiva a uma ferramenta poderosa para pressionar imigrantes em situação irregular a deixarem voluntariamente os Estados Unidos: multas civis que podem chegar a US$ 1,8 milhão. Mais de 100 mil pessoas receberam cartas do Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) informando que devem pagar US$ 998 por cada dia em que permanecerem ilegal no país após a decisão final de um juiz de imigração. As multas por descumprimento de uma ordem de deportação são previstas desde a aprovação da legislação migratória de 1996. No entanto, até Trump, nenhum presidente havia aplicado esse tipo de penalidade. A tentativa durante seu primeiro mandato enfrentou obstáculos logísticos e nunca ganhou força. Após retornar à Casa Branca no ano passado, o republicano determinou que fossem tomadas "todas as medidas apropriadas para garantir a aplicação e a cobrança de todas as multas e penalidades" para cumprir a sua promessa de deportação em massa. Mesmo considerando o limite legal de cinco anos para a aplicação das multas, o valor acumulado pode chegar a US$ 1,8 milhão por pessoa. Ultimato A mexicana Vivi Vasquez vive nos EUA há 17 anos e possui um pedido ativo de visto humanitário. Com autorização de trabalho, ela atua legalmente em uma loja de conveniência e cuida de idosos. Mesmo cumprindo todas as exigências do processo imigratório, Vivi recebeu em abriu uma carta padrão do DHS em que o governo assinalava que ela havia "deliberadamente" deixado de sair dos EUA. Segundo o documento, ela devia ao governo US$ 1.820.352. No mesmo envelope havia ainda um folheto intitulado "Autodeporte-se com o CBP Home e saia em seus próprios termos", em referência ao aplicativo administrado pela Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP). O material prometia o perdão de todas as multas para quem utilizasse o aplicativo para deixar voluntariamente o país. "Não conseguia dormir e ficava nervosa todas as manhãs quando saía de casa para trabalhar", conta a mãe de três filhos nascidos nos EUA, de 10, 12 e 14 anos. Organizações de assistência jurídica e advogados que representam imigrantes ingressaram com diversas ações na Justiça Federal para tentar barrar a política, argumentando que as penalidades financeiras violam o direito ao devido processo legal e a Oitava Emenda da Constituição americana, que proíbe multas excessivas. Nos documentos apresentados à Justiça para contestar os pedidos de suspensão da política, o governo argumenta que o fato de um imigrante permanecer no país para buscar outras formas de regularização migratória "não constitui defesa prevista na legislação nem altera a conclusão de que ele violou deliberada ou voluntariamente" a ordem de deportação. A carta enviada a Vasquez concedia prazo de 15 dias, contados a partir da data de envio, para contestar a penalidade. Restando pouco mais de uma semana para o fim do prazo, seu advogado apresentou recurso. Um mês depois, enquanto aguardava uma decisão, ela recebeu uma segunda carta, com tom ainda mais ameaçador. O documento afirmava que, caso não efetuasse o pagamento imediatamente, o governo encaminharia a dívida a uma empresa privada de cobrança, abriria uma ação judicial para cobrar o valor, comunicaria a inadimplência às agências de crédito — o que "poderia afetar negativamente sua classificação de crédito" — e ainda levaria a dívida em consideração em futuros processos migratórios. "Começamos a ver isso há alguns meses, e agora virou uma grande tendência", afirma John Leschak, advogado de imigração em Nova Jersey que representou Vasquez e conseguiu o cancelamento das multas. "São pessoas que têm casas, carros, empresas em seus nomes. O governo diz que tudo isso pode ser confiscado." Segundo especialistas, obter uma decisão favorável como a de Vasquez é incomum. Em diversos casos, eles afirmam que os recursos foram rejeitados, inclusive o de um homem de 68 anos que é o principal cuidador da esposa, cidadã americana com câncer. Ele recebeu ordem de deportação em 2012, mas permaneceu nos EUA após o DHS suspender sua remoção. Há alguns meses, recebeu a carta informando que havia permanecido deliberadamente no país e que devia ao governo US$ 579.838. "Não se pode permitir que uma pessoa permaneça aqui e depois simplesmente multá-la por isso", diz sua advogada, Reem Khraizat, que atua em Detroit. Pressão financeira O DHS informou que, entre 20 de janeiro de 2025 e meados de julho deste ano, o ICE emitiu mais de 103 mil multas contra estrangeiros que permaneceram nos EUA após uma ordem de deportação, totalizando mais de US$ 84 bilhões. Até 16 de julho, a agência havia arrecadado mais de US$ 1,2 milhão. Na tentativa de proteger o patrimônio acumulado ao longo da vida, alguns imigrantes retiraram seus nomes das escrituras de imóveis ou transferiram seus bens para fundos fiduciários (trusts), segundo dois advogados especializados em planejamento patrimonial. "Este governo está emitindo o maior número possível de multas para intimidar e assediar pessoas até que deixem o país", observa Charles Moore, advogado sênior da organização sem fins lucrativos Public Justice, que representa imigrantes em uma ação movida em Massachusetts para tentar barrar a prática. Moore, que busca transformar a ação em Massachusetts em processo coletivo, afirma que o DHS já encaminhou algumas dívidas a empresas privadas de cobrança, reteve restituições de imposto de renda, determinou a retenção de parte dos salários e que o Departamento de Justiça já acionou dezenas de imigrantes para obrigá-los a pagar. O DHS não respondeu aos questionamentos sobre quantos imigrantes optaram por deixar voluntariamente os EUA para evitar as multas nem quantos casos já foram encaminhados a empresas de cobrança. Durante o primeiro mandato de Trump, as notificações eram enviadas por carta registrada, exigindo assinatura do destinatário. Essa exigência fazia com que muitas correspondências fossem devolvidas ao DHS por não terem sido entregues. O presidente Joe Biden revogou a prática ao assumir a Presidência. Trump, porém, a restabeleceu no primeiro dia de seu segundo mandato, por meio de uma ordem executiva e de uma política implementada rapidamente, com multas mais elevadas. Desta vez, no entanto, as cartas passaram a ser enviadas por correspondência comum, o que eliminou a necessidade de confirmação de recebimento e ampliou o alcance da política. ** Com Informações do NYT **
- EUA fazem recall de quase 1,6 milhão de dúzias de ovos por risco de salmonela
Granja no Texas interrompeu a produção após a identificação do surto de Salmonella WASHINGTON - A agência reguladora de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos (FDA) informou nesta sexta-feira, 24, que a Midwest Poultry Services está realizando o recall de quase 1,6 milhão de dúzias de ovos produzidos no Texas devido ao risco potencial de contaminação por Salmonella. Os ovos brancos e marrons, produzidos em sistema cage-free (galinhas criadas sem gaiolas), foram vendidos em lojas da rede Kroger no Texas e na Louisiana, além de supermercados da Brookshire Grocery em alguns estados, incluindo Oklahoma, Arkansas e Mississippi, informou o FDA. A Kroger não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário da Reuters, feitos fora do horário comercial. A Brookshire Grocery afirmou à Reuters que começou a revisar seu estoque e a retirar os produtos potencialmente afetados assim que recebeu o aviso. "Todos os ovos atualmente disponíveis para compra em nossas lojas foram fornecidos por uma unidade de produção diferente", informou a empresa por e-mail. Segundo o FDA, até o momento do anúncio não havia registro de casos de doença relacionados aos ovos da Midwest Poultry Services. A agência também informou que a empresa interrompeu a distribuição de ovos produzidos em suas granjas no Texas. Após identificar um possível problema de segurança alimentar, a Midwest Poultry redirecionou os ovos para uma unidade de processamento, onde passarão por pasteurização, e iniciou uma investigação interna, além de testes para identificar a origem da possível contaminação por Salmonella enteritidis. A Salmonella enteritidis é uma bactéria que pode estar presente tanto na casca quanto no interior dos ovos e causar doenças transmitidas por alimentos. Os sintomas costumam surgir entre 12 e 72 horas após o consumo e incluem cólicas, diarreia, náuseas, vômitos, calafrios, febre e dor de cabeça. ** Com Reuters **
- Tarifa dos EUA por trabalho forçado atinge 99,4% das importações do país
Com a nova tarifa, os produtos importados do Brasil vão ser taxados em 32,5% WASHINGTON - O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) anunciou nesta quinta-feira, 23, a taxação de produtos de 60 países sob alegação de trabalho forçado, atingindo 99,4% das importações americanas. No caso do Brasil, a tarifa aplicada é de 12,5%, que agora se soma aos 25% adotados devido à alegação de “práticas desleais” brasileiras que afetam o comércio americano. Há algumas exceções, mas o USTR afirma que a taxação afeta a maioria da pauta exportadora dos países sancionados. A aplicação dos 12,5% se baseia no argumento de que o Brasil compra produtos de nações que não adotam boas práticas trabalhistas. Dessa forma, os produtos chegariam ao Brasil barateados, causando uma competição desleal com o mercado americano. A investigação coloca o Brasil no grupo de países que importaram produtos que teriam sido feitos com trabalho forçado entre 2021 e 2025. São cinco produtos listados no caso brasileiro: alumínio, algodão, eletrônicos, baterias de lítio e tabaco. O Brasil e outros 53 países são alvo da proposta de 12,5%. Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México e Paquistão tiveram propostas tarifas de 10%. ** Com Agências **
- Casos de sarampo atingem nível mais alto em 35 anos nos EUA
Especialistas afirmam que vacina contra o sarampo é altamente eficaz WASHINGTON - Até a última terça-feira, os Estados Unidos registraram 2.295 casos de sarampo, mostram dados do U.S. Measles Tracker, monitoramento da Universidade John Hopkins. O número leva 2026 a ultrapassar, em pouco mais de seis meses, as 2.289 infecções notificadas em todo o ano de 2025. Além disso, faz com que o ano atual bata o recorde de mais infecções em 35 anos com o maior número de casos desde 1991. O cenário tem preocupado as autoridades de saúde. Especialistas afirmam que o país deve perder o certificado de eliminação do sarampo, obtido em 2000 após os EUA não registrarem surtos ativos do vírus por mais de 12 meses. A Região das Américas, que tinha sido a primeira a obter o status no mundo, perdeu o certificado no ano passado, quando o Canadá voltou a registrar transmissão endêmica do patógeno. Agora, EUA e México também serão reavaliados. “Independentemente do que for determinado sobre o status de eliminação do sarampo no país, a realidade é que os Estados Unidos têm mais casos de sarampo neste ano do que tiveram em décadas. Devemos nos concentrar em melhorar o acesso à vacina contra o sarampo e aumentar a cobertura vacinal para interromper a disseminação da doença”, afirma o diretor-executivo do Centro Internacional de Acesso a Vacinas da John Hopkins, William Moss, em comunicado. Segundo Moss, foi a alta cobertura vacinal que proporcionou a eliminação do sarampo dos países, e é justamente a sua queda que tem levado à reintrodução do vírus pelo continente. “A alta cobertura vacinal protegeu até mesmo aqueles que não foram vacinados ou que receberam vacinação incompleta devido à proteção coletiva, mantendo o sarampo sob controle nas últimas décadas. Mas, em comunidades com bolsões de indivíduos suscetíveis em uma ampla faixa etária, o sarampo conseguiu se estabelecer, infectando aqueles que são suscetíveis e se espalhando rapidamente”. Praticamente todos os casos confirmados de sarampo nos EUA desde o início de 2025 (95%) ocorreram entre pessoas não vacinadas ou com imunização incompleta. Moss lembra que as vacinas “são extremamente seguras e eficazes” e “a melhor maneira de se proteger contra a doença.” ** Com Agências **
- ICE amplia número de detenções em aeroportos
Agente do ICE à paisana retira passageira equatoriana da fila de embarque DENVER – Com agentes à paisana, o ICE vem ampliando o número de detenções em aeroportos dos Estados Unidos, sobretudo em Nova York, Atlanta, Boston e Miami. A agência utiliza sistemas cruzados de dados para realizar apreensões focadas em viajantes com pendências imigratórias, inclusive com investigações sobre pedidos de asilo e casamentos. No vídeo, a equatoriana Chantal Alejandra Morales Rojas foi presa quando estava embarcando num voo de Denver para Oakland. A mulher que filma o incidente no Colorado avisa que a advogada da imigrante está na parte externa do aeroporto mas os argumentos não impedem os agentes de a levarem até uma van branca sem identificação estacionada na pista de voo. Segundo a página criada para angariar fundos para tentar libertar Chantal, ela entrou legalmente nos Estados Unidos em 2023 com um visto J-1 de au pair (programa internacional de babá) “ e está em processo de regularização de statusjunto às autoridades de imigração. Atualmente, ela vive e trabalha em Oakland com autorização de trabalho”. Fontes ouvidas pela MANCHETE USA alertam que imigrantes com pedidos de asilo realizados fora do prazo legal, após mais de um ano já residindo no país, são alvos diretos. Geralmente, eles são portadores do Real ID, possuem seguro social e permissão de trabalho mas caem na malha fina dos agentes. Em Massachusetts, pelo menos cinco estrangeiros foram detidos nas mesmas condições no Logan International Airport na última semana, entre eles o empresário brasileiro Alex Colombini, CEO dos Jornal dos Sports e presidente do Clube dos Diretores Lojistas (CDL). Ele foi preso quando embarcava para Orlando, na Flórida. Colombini vive nos EUA há mais de 20 anos, é pai de três cidadãos americanos e tem um processo de imigração pendente. Uma audiência de fiança está marcada para quinta-feira (23). Os agentes do ICE atuam em parceria com funcionários da Administração de Segurança no Transporte (TSA) dos aeroportos, principalmente no controle de passaporte e monitoramento de bagagens. A agência federal não atendeu ao pedido de comentário da MANCHETE USA até a publicação dessa matéria. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)
- Câmara dos Deputados dos EUA aprova projeto de lei de defesa de US$1 trilhão
WASHINGTON - A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou por uma margem estreita, nesta quarta-feira, 22, sua versão de um amplo projeto de lei sobre política de defesa, apesar das preocupações dos democratas com seu altíssimo custo, a guerra contra o Irã e uma cláusula que reforçaria os laços do Pentágono com Israel. Por 216 votos a 212, os deputados aprovaram a Lei de Autorização de Defesa Nacional (NDAA) para o ano fiscal de 2027, que autoriza um gasto sem precedentes de US$1,15 trilhão para as Forças Armadas. A votação seguiu, em grande parte, as linhas partidárias, já que todos os republicanos, com exceção de sete, votaram a favor da medida, e todos os democratas, com exceção de seis, votaram contra. Os democratas se opuseram ao enorme montante de dinheiro autorizado para o Pentágono, em um momento em que o presidente Donald Trump e seus pares republicanos estão cortando gastos com programas sociais. Eles também se opõem à guerra em curso e profundamente impopular contra o Irã, que, segundo o Pentágono, já custou aos EUA US$37,5 bilhões até o momento. Os republicanos afirmaram que o gasto de US$1 trilhão é essencial para apoiar as Forças Armadas enquanto travam guerra no Irã, financiar o desenvolvimento de sistemas de defesa e a compra de equipamentos, além de proporcionar benefícios às tropas, como aumentos salariais de até 7% e a construção de quartéis e moradias para famílias. Outra medida que preocupou os democratas foi uma cláusula que ampliaria substancialmente a cooperação em tecnologia militar entre os EUA e Israel, apesar dos apelos de muitos cidadãos— especialmente da esquerda — para reduzir o apoio àquele país devido à preocupação com o alto número de vítimas civis palestinas causadas pelos ataques em Gaza. EM 2026, PROJETO "OBRIGATÓRIO" PODE NÃO SER APROVADO Historicamente vista por ambos os partidos como "legislação que precisa ser aprovada", a NDAA é um dos poucos projetos importantes que sempre é aprovado pelo Congresso, tendo se tornado lei por 65 anos consecutivos. O projeto deste ano enfrenta grandes desafios, dadas as profundas divisões partidárias no Congresso sobre questões que vão desde o enorme tamanho do orçamento militar até a guerra contra o Irã, a ajuda a Israel e à Ucrânia e causas da "guerra cultural", como o tratamento dado a soldados transgêneros. O destino da NDAA para o ano fiscal de 2027 também ficou complicado porque os republicanos votaram a favor de anexá-la à "SAVE America Act", legislação apoiada por Trump para endurecer as restrições ao voto, antes de enviá-la ao Senado. O impacto dessa decisão sobre o destino da proposta não estava claro, já que não há votos suficientes no Senado para aprovar a lei eleitoral. Os senadores democratas bloquearam a versão da NDAA do Senado na semana passada. Os líderes do partido de Trump no Senado prometeram tentar novamente levar adiante o projeto de lei antes de deixarem Washington para o recesso de agosto. ** Com Reuters **
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