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Tarifa dos EUA por trabalho forçado atinge 99,4% das importações do país

23 de jul.
1 min de leitura

Com a nova tarifa, os produtos importados do Brasil vão ser taxados em 32,5%
Com a nova tarifa, os produtos importados do Brasil vão ser taxados em 32,5%

WASHINGTON - O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) anunciou nesta quinta-feira, 23, a taxação de produtos de 60 países sob alegação de trabalho forçado, atingindo 99,4% das importações americanas.


No caso do Brasil, a tarifa aplicada é de 12,5%, que agora se soma aos 25% adotados devido à alegação de “práticas desleais” brasileiras que afetam o comércio americano. Há algumas exceções, mas o USTR afirma que a taxação afeta a maioria da pauta exportadora dos países sancionados.


A aplicação dos 12,5% se baseia no argumento de que o Brasil compra produtos de nações que não adotam boas práticas trabalhistas. Dessa forma, os produtos chegariam ao Brasil barateados, causando uma competição desleal com o mercado americano.


A investigação coloca o Brasil no grupo de países que importaram produtos que teriam sido feitos com trabalho forçado entre 2021 e 2025. São cinco produtos listados no caso brasileiro: alumínio, algodão, eletrônicos, baterias de lítio e tabaco.


O Brasil e outros 53 países são alvo da proposta de 12,5%. Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México e Paquistão tiveram propostas tarifas de 10%.


** Com Agências **


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