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- Governadora de Nova York proíbe polícia local de ajudar ICE
Hochul disse que a polícial local vai continuar cooperando com agentes federais em casos criminais ALBANY - A governadora de Nova York, Kathy Hochul, afirmou nesta terça-feira, 25, que a polícia local não poderá mais auxiliar o ICE na execução de ações de fiscalização da imigração civil. “A partir de hoje, o ICE não poderá mais usar a polícia financiada localmente para executar a agenda agressiva de imigração do governo Trump”, disse Hochul. “Policiais locais não podem mais ser nomeados para participar de batidas desorganizadas que também acabam em caos e violência.” A democrata disse que as autoridades locais vão continuar cooperando com as autoridades federais quando houvesse atividade criminosa envolvida. “A polícia local ajudará o ICE apenas se um crime real tiver sido cometido. Mas, em questões de imigração civil, o ICE estará por conta própria." A governadora criticou as táticas de fiscalização do ICE ao destacar que elas haviam criado medo nas comunidades. “Precisamos de policiais locais caçando criminosos, não crianças do jardim de infância, desmantelando redes de drogas, não desmantelando famílias, prendendo traficantes de armas, não avós”, observou Hochul. A democrata procurou estabelecer uma distinção entre atividade criminosa e violações civis de imigração, ao mesmo tempo em que rejeitou acusações de que Nova York estaria se tornando um santuário para o crime. “O estado de Nova York nunca se tornará um santuário para criminosos”, garantiu. “Mas, ao mesmo tempo, não estamos falando de criminosos, e não ficaremos parados quando o ICE cometer atrocidades em nossas ruas.” Ela argumentou que direcionar recursos das autoridades locais para a fiscalização da imigração prejudicava a segurança pública. “Desviar policiais e agentes do xerife para assediar trabalhadores não é uma receita para comunidades seguras. Aqui em Nova York, acreditamos que a segurança pública deve ser buscada de forma legal, transparente e com humanidade.” Hochul também advertiu departamentos de polícia e escritórios de xerifes que continuarem cooperando com o ICE em violação à lei de que poderiam enfrentar consequências legais. “Qualquer departamento de polícia ou escritório do xerife que desobedecer a esta lei, que mantiver qualquer acordo com o ICE, enfrentará medidas legais”, disse ela, acrescentando que contestações anteriores à medida nos tribunais haviam fracassado e expressando confiança de que ela resistiria a novos processos. ** Com Reuters **
- Duas Pessoas Morrem de Sarampo na Pensilvânia em Meio Ao Avanço da Doença nos EUA
FILADÉLFIA - Duas pessoas que não foram vacinadas contra o sarampo morreram em consequência da doença na Pensilvânia, afirmaram as autoridades nesta terça-feira, 25. As mortes são as primeiras provocadas pela doença no Estado em 35 anos e ocorrem em meio ao pior cenário de sarampo no país desde que a doença foi considerada eliminada nos Estados Unidos em 2000. As duas vítimas eram moradoras do condado de Lancaster, região que concentra um dos principais focos do surto no estado. As autoridades não informaram as idades ou outros detalhes sobre os pacientes por questões de privacidade. Segundo o Departamento de Saúde da Pensilvânia, o estado já contabilizou quase 400 casos em 28 condados, sendo quase metade no sul de Lancaster. O surto já levou 70 pessoas a serem hospitalizadas no condado de Lancaster e infectou mais de 390, segundo dados divulgados no estado. Cerca de um terço dos casos são de crianças. Especialistas em saúde pública, porém, avaliam que os números podem estar subestimados. "Como o sarampo foi amplamente eliminado na comunidade por mais de três décadas, as pessoas não estão familiarizadas com essa doença e não compreendem totalmente a gravidade que ela pode ter", afirmou a secretária de Saúde da Pensilvânia, Debra Bogen. Recorde de casos nos EUA As mortes acontecem em pue casos de sarampo nos EUA atingiram seu ápice. Mais casos foram registrados em 2026 do que em qualquer outro ano desde que a doença foi considerada eliminada no país. No ano passado, três pessoas — duas crianças em idade escolar e um adulto — morreram de complicações provocadas pela doença, os primeiros óbitos pela doença nos Estados Unidos em uma década. "Essas cinco mortes ocorridas desde 2025 são extremamente, extremamente raras na era moderna. Elas também são um prenúncio do que está acontecendo à medida que esse vírus volta a se estabelecer nos Estados Unidos", disse Amesh Adalja, médico infectologista do Johns Hopkins Center for Health Security. O sarampo é uma das doenças mais contagiosas conhecidas pela medicina e pode provocar complicações como pneumonia e inflamação cerebral. Cerca de uma em cada cinco pessoas não vacinadas que contraem o vírus nos Estados Unidos precisa ser hospitalizada. Entre as crianças, até três em cada mil infectadas podem morrer de complicações respiratórias ou neurológicas. Vacina contra o sarampo A vacinação com duas doses da vacina tríplice viral, conhecida como MMR, contra sarampo, caxumba e rubéola, é considerada a principal forma de prevenção. Segundo os dados apresentados, duas doses evitam mais de 97% das infecções por sarampo. A cobertura vacinal infantil de rotina vem caindo nos Estados Unidos e ficou abaixo dos 95% considerados necessários por especialistas para impedir a disseminação de surtos. Desde o início do surto, o governo da Pensilvânia promoveu 91 clínicas de vacinação temporárias, que aplicaram mais de mil doses da vacina MMR. Maryland declara surto As mortes na Pensilvânia foram anunciadas um dia depois de Maryland declarar um surto de sarampo em três condados: St. Mary’s, Carroll e Cecil. O estado contabiliza 31 casos confirmados. Em Nova York, autoridades também recomendaram na segunda-feira que moradores verificassem sua situação vacinal e se imunizassem, diante do aumento de casos em áreas rurais próximas à capital e nas regiões central e oeste do estado. "O risco geral permanece baixo se você estiver totalmente vacinado", afirmou a secretária de Saúde de Maryland, Meena Seshamani. O governador da Pensilvânia, Josh Shapiro, responsabilizou parcialmente o governo federal pelo aumento da hesitação vacinal. Segundo ele, declarações de autoridades federais que não sejam baseadas em fatos e evidências científicas aumentam a confusão entre os pais. "Quando as informações que vemos vindo do governo federal, em alguns casos, não são orientadas por fatos e ciência, isso torna tudo ainda mais confuso para os pais, e isso tem um impacto sério", afirmou. O presidente Donald Trump e o secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., já fizeram declarações associando vacinas ao autismo, uma alegação antiga do movimento antivacina que foi repetidamente contestada por estudos científicos. No início deste mês, Trump também afirmou, sem apresentar evidências, que a aplicação conjunta das vacinas contra sarampo, caxumba e rubéola poderia ser "bastante letal". ** Com Agências **
- Trump ameaça mudar nome do Lago Ontário para Lago América em meio à guerra comercial com Canadá
WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 25, que está considerando mudar o nome do Lago Ontário para "Lago América", à medida que a guerra comercial com o Canadá se intensifica. "Os Estados Unidos estão considerando seriamente mudar o nome do Lago Ontário para Lago América, já que não esperamos mais fazer muitos negócios com Ontário", escreveu Trump em uma postagem no Truth Social. Um dos cinco Grandes Lagos da América do Norte, o Lago Ontário faz fronteira tanto com a província canadense de Ontário quanto com o Estado de Nova York. Questionado sobre o comentário de Trump, o ministro canadense responsável pelo comércio com os EUA, Dominic LeBlanc, afirmou que o Canadá não responderia a publicações nas redes sociais feitas pelo governo do país vizinho. "Decidimos, como governo federal, há meses, não responder às publicações diárias nas redes sociais, sejam elas do presidente ou de seus secretários", disse LeBlanc em entrevista à CNBC. A ameaça de Trump de renomear o Lago Ontário surge depois que ele mudou o nome do Golfo do México para Golfo da América no ano passado. ** Com Reuters **
- Suprema Corte dos EUA dá vitória a Trump em disputa sobre voto pelo correio
O próprio presidente Trump adimite ter usado o voto pelo correio WASHINGTON - A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu nesta segunda-feira, 24, que o governo de Donald Trump pode prosseguir na sua campanha para restringir a votação pelo correio. Os ministros não avaliaram se mudança no sistema eleitoral é legal. A maioria da Corte concluiu que os Estados que entraram com a ação não tinham legitimidade para contestar a medida. A decisão permite que o governo continue os preparativos. Outros processos, porém, ainda podem questionar a ordem e atrasar sua aplicação. As eleições legislativas de meio de mandato estão marcadas para novembro. Alguns estados devem começar a enviar cédulas pelo correio aos eleitores nas próximas semanas. Em uma decisão sem assinatura, a maioria conservadora afirmou que o julgamento não significa que todas as medidas adotadas pelo governo para implementar a ordem serão legais. Os três ministros da ala liberal da Suprema Corte discordaram. O que determina a ordem Trump assinou a ordem executiva que restringe o voto por correspondência em março. O textO determina que o governo federal crie listas de eleitores considerados aptos a votar. Também orienta o Serviço Postal dos EUA a entregar cédulas pelo correio apenas a pessoas incluídas nessas listas. Autoridades democratas de 23 estados e do Distrito de Columbia contestaram a medida na Justiça. Os estados argumentaram que a Constituição atribui aos estados e ao Congresso a responsabilidade pela organização das eleições. Segundo os autores da ação, mudanças nas regras tão próximas das eleições poderiam afetar a preparação do processo eleitoral. Dezenas de autoridades eleitorais estaduais e locais também pediram à Suprema Corte que mantivesse a ordem suspensa. Disputa nos tribunais Uma juíza federal de Massachusetts havia bloqueado a aplicação da ordem para as eleições de meio de mandato. Em seguida, um tribunal de apelações manteve a decisão. Depois, a mesma juíza determinou a suspensão da medida em todo o país. O Departamento de Justiça recorreu à Suprema Corte no fim de julho. O governo argumentou que os estados haviam apresentado a ação antes de a ordem ser efetivamente implementada. Os advogados também citaram uma decisão de um juiz federal de Washington que permitiu o avanço da medida. Um tribunal de apelações manteve a decisão de Washington, mas deixou aberta a possibilidade de novos processos caso o governo colocasse as mudanças em prática. A Suprema Corte decidiu agora sobre a questão processual apresentada pelo governo. A decisão não encerra as disputas sobre a ordem executiva. Novos questionamentos ainda podem chegar aos tribunais. Trump e o voto pelo correio Trump critica o voto pelo correio há anos. Ele afirma que o sistema facilita fraudes, embora não haja evidências de fraude generalizada. Após perder a eleição presidencial de 2020 para Joe Biden, Trump fez acusações de fraude relacionadas ao processo eleitoral, sem apresentar provas que sustentassem a existência de uma fraude capaz de alterar o resultado. A nova ordem executiva também é apresentada pelo governo como uma medida para impedir que pessoas que não são cidadãs americanas votem. Trump defende ainda uma legislação que exigiria comprovante de cidadania para votar. Casos de pessoas sem cidadania votando em eleições nos Estados Unidos são raros. O voto de não cidadãos é ilegal e pode resultar em deportação. Cerca de 30% dos votos foram pelo correio em 2024 O uso de cédulas enviadas pelo correio aumentou entre eleitores dos dois principais partidos dos Estados Unidos. Dados federais mostram que cerca de 30% das cédulas da eleição presidencial de 2024 foram enviadas dessa forma. Um estudo do Brookings Institution publicado em 2025 identificou cerca de quatro casos de fraude para cada 10 milhões de cédulas enviadas pelo correio. A decisão desta segunda-feira pode ser uma das várias disputas relacionadas às eleições analisadas pela Suprema Corte. Em junho, os ministros decidiram que os estados podem contabilizar cédulas que chegam depois do dia da eleição. Naquele caso, porém, a Corte analisou o processo após a apresentação dos argumentos das partes. A decisão desta segunda-feira foi tomada no chamado processo de emergência. ** Com AP **
- EUA preparam maior revogação em massa de vistos da história
O visto B1 é concedido para viagens de negócios enquanto o B2 autoriza turismo, visitas familiares ou tratamento médico WASHINGTON - O governo de Donald Trump se prepara para revogar os vistos de negócios e turismo de até 200 mil estrangeiros que solicitaram ou estão em processo de pedido de asilo nos Estados Unidos. Se a medida for adotada, será a maior revogação coletiva de vistos da história dos EUA e deverá enfrentar contestações na Justiça. O Departamento de Estado deve anunciar nas próximas semanas o cancelamento dos chamados vistos B1 e B2 emitidos entre 2016 e 2026. As pessoas afetadas são as que solicitaram asilo ou estejam no processo, segundo documentos obtidos pela Associated Press e dois funcionários do governo americano. A ação será realizada em coordenação com o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês). "Estamos trabalhando com o DHS para identificar e revogar os vistos de não imigrantes de estrangeiros que entraram nos Estados Unidos dizendo que seriam visitantes de curta duração, mas depois solicitaram asilo para permanecer no país de forma permanente", disse Tommy Pigott, porta-voz do Departamento de Estado. A revogação não significa necessariamente que os estrangeiros serão deportados imediatamente, disseram os funcionários ouvidos pela AP. A maioria das pessoas com pedidos de asilo em andamento deverá ter o status migratório alterado, mas perderá a condição de visitante de negócios ou turismo. Nesta segunda-feira (24), o vice-secretário de Estado Christopher Landau criticou, em uma publicação no X, pessoas que, segundo ele, usam vistos de turismo ou negócios para entrar nos EUA e depois pedir asilo. "Há pessoas nos EUA e em todo o mundo cansadas de pedidos de asilo fraudulentos", escreveu Landau. "O asilo não deveria ser uma brecha para contornar as leis de imigração." Atualmente, pessoas que solicitam vistos B1 e B2 precisam declarar que não pretendem pedir asilo nos EUA e demonstrar que planejam retornar ao país de origem. ** Com AP **
- Dono do San Francisco 49ers é preso por envolvimento com prostituição
Jed York se tornou o principal proprietário da franquia em 2024 Foto: Terrell Lloyd/49ers NOVA YORK - Jed York, proprietário do San Francisco 49ers, time da NFL, foi preso no domingo, 23, em East Palestine, Ohio, sob suspeita de envolvimento com prostituição. Nesta segunda-feira, 24, o empresário entrou em acordo com a Justiça e não contestou as duas acusações de contravenção pelas quais foi denunciado. Segundo registros judiciais divulgados pela ESPN, York teria respondido a um anúncio publicado em um site ligado à prostituição e combinado um encontro em troca de US$ 140. A comunicação teria sido interceptada por agentes da Força-Tarefa de Combate ao Tráfico Humano do Vale de Mahoning. O empresário foi detido ao chegar ao local combinado. De acordo com os documentos, o celular utilizado para as conversas também foi apreendido e passou a integrar a acusação de posse de instrumentos criminosos. Inicialmente, York respondia por envolvimento em prostituição mas a acusação foi alterada para contravenção por conduta desordeira. Pela decisão, York recebeu pena de um dia de prisão para cada acusação, com o período cumprido no domingo sendo considerado na sentença, além de multa de US$ 1.150. Os valores foram divididos entre as duas infrações, com US$ 150 pela conduta desordeira e US$ 1 mil pela posse de instrumentos criminosos. O caso também pode ter consequências esportivas. Segundo a ESPN, a NFL informou que está ciente da situação e que ela será analisada de acordo com a política de conduta pessoal da liga. Os 49ers, por sua vez, afirmaram que não fariam comentários adicionais por se tratar de uma questão jurídica já resolvida. Aos 46 anos, York ocupa o cargo de CEO dos 49ers desde 2008 e se tornou o principal proprietário da franquia. Com agências
- Pai de militar dos EUA em missão no Oriente Médio é preso pelo ICE
KEY WEST - O pai imigrante de um militar americano a bordo do porta-aviões USS Abraham Lincoln — que foi enviado ao Oriente Médio durante o conflito com o Irã — está em um centro de detenção do ICE, segundo informou o marinheiro em uma publicação no Facebook. A Patrulha de Fronteira (CBP) dos Estados Unidos deteve Luis Manuel Aviles Roa, natural da Nicarágua, após uma abordagem veicular em Key West, na Flórida. A informação foi confirmada no domingo (23) por um porta-voz do Departamento de Segurança Interna (DHS), órgão ao qual a CBP está vinculada. Leia também: EUA enviam porta-aviões para substituir USS Abraham Lincoln no Oriente Médio em meio a relatos de crise a bordo "Estou em missão há mais de nove meses, em alto-mar no Oriente Médio a bordo do USS Abraham Lincoln, lutando por um país que me deu tudo", escreveu Joshua Aviles, filho do imigrante detido. "Acabei de receber uma ligação informando que meu pai foi levado pelo ICE". O militar acrescentou que o pai estava com sua carteira de motorista, cartão do Seguro Social e autorização de trabalho. ** Com Reuters **
- Juíza dos EUA anula suspensão de vistos para Brasil e 74 países
Pessoas em processo de visto permanente caíram no limbo no primeiro semestre NOVA YORK - Uma juíza federal anulou na última semana o congelamento, imposto pelo governo de Donald Trump, da emissão de vistos de imigrante para cidadãos de 75 países, entre eles o Brasil. A norma, que estava em vigor desde janeiro, suspendia o processamento de autorizações para residir nos nos Estados Unidos. Na ocasião, a administração republicana afirmou que pessoas dessas nações representariam "um alto risco de depender de assistência social ou de se tornarem um peso para as finanças públicas". A magistrada Jeanette A. Vargas, de um tribunal de Nova York, afirmou na sexta-feira, 22, que a norma é "contrária à lei" e rejeitou as justificativas da Casa Branca para a suspensão da emissão de vistos. Segundo ela, a medida excede a "autoridade legal" do secretário de Estado, Marco Rubio. Leia também: EUA suspendem vistos de imigração a partir de hoje para o Brasil e 74 países Em sua determinação, a juíza destacou que funcionários consulares foram instruídos de maneira equivocada a negar vistos com base exclusivamente no país de origem do solicitante. Desde que voltou ao poder, o governo Trump iniciou uma ampla ofensiva contra a imigração ilegal, promovendo diversas deportações em massa de pessoas sem documentos. Além disso, Washington ampliou as restrições à entrada legal de estrangeiros. ** Com Ansa **
- Polícia de Marlborough adota câmeras corporais em operações
Verba estadual garante programa por um ano na cidade MARLBOROUGH - A Polícia de Marlborough, em Massachusetts, está usando desde quarta-feira, 19, câmeras corporais para monitorar as operações e preservar evidências. A iniciativa quer proteger tanto policiais como civis. O programa municipal foi aprovado por unanimidade pelos vereadores em abril e conta com a verba de S$ 200.500 cedida pelo Massachusetts Executive Office of Public Safety and Security (EOPSS) para cubrir os custos da compra dos equipamentos e dos softwares de armazenamento de dados local/em nuvem e bases de carregamento durante o ano fiscal que acaba em setembro de 2027. Depois disso, a manutenção contínua das câmeras e as assinaturas anuais de armazenamento em nuvem precisarão ser absorvidas pelo orçamento regular de segurança da própria cidade. **Com Agências**
- Trump amplia cota para importação de carne moída sem tarifa; Brasil é beneficiado
WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira, 21, que permitirá a importação de até 300 mil toneladas de carne moída dentro de uma cota que não paga tarifas, numa tentativa de reduzir os preços ao consumidor americano antes das eleições de meio de mandato de novembro. O republicano não deu detalhes sobre a origem das importações, mas o Brasil é hoje o segundo maior exportador de carnes para os EUA, e o anúncio da medida impulsionou as ações de frigoríficas brasileiras. A medida vale por 90 dias. “Hoje, concluí um acordo para reduzir substancialmente o preço da carne moída para as famílias trabalhadoras americanas”, disse Trump em uma publicação nas redes sociais. "Temos o compromisso de que essa carne será vendida a um preço 25% inferior aos preços de mercado atuais", acrescentou. Trump conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por mais de uma hora na manhã desta sexta-feira. Ainda não está claro se a conversa foi antes ou depois do anúncio sobre a carne moída. Os papéis da Minerva, que é a maior exportadora de carne bovina da América do Sul, lideraram os ganhos entre os frigoríficos na Bolsa brasileira. O Banco Safra avaliou a suspensão como ligeiramente positiva para a empresa. As ações chegaram a saltar mais de 5% no início dos negócios e, por volta das 12h30, horário de Brasília, subiam 4,71%, a R$ 4. No mesmo horário, os papéis da JBS avançavam 2%, a R$ 39, enquanto os da Marfrig tinham alta de 2,85%, a R$ 18,79. Em relatório, o UBS BB avaliou ser negativa a medida para frigoríficos americanos, como os da JBS e MBRF, além de potencialmente negativa para a indústria de aves. "Ainda não está claro se as exportações brasileiras conseguirão se beneficiar. O volume de 300 mil toneladas equivale a cerca de 2% da demanda anual de carne bovina dos EUA e a cerca de 11% das importações do país, disse o banco. Procuradas, Minerva, JBS e MRBF disseram que não comentam temas setoriais. Em nota, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) disse que uma eventual ampliação da cota tarifária pode beneficiar o Brasil. A entidade, no entanto, informou que não recebeu informações oficiais sobre como a medida anunciada pelo governo americano será implementada e quais países poderão ser contemplados. Procurada pela reportagem, a Casa Branca não respondeu. EUA enfrenta escassez de gado A medida sobre as importações — que equivale a cerca de 2% do consumo doméstico anual dos EUA, de aproximadamente 13 milhões de toneladas — é a mais recente tentativa do presidente de conter os preços da carne bovina, que dispararam em meio a uma forte escassez de gado no país. Os custos de produção mais altos e pastagens secas dificultaram a criação de animais pelos pecuaristas. Trump já vinha tentado aumentar as importações de carne bovina, inclusive ampliando a quantidade que a Argentina poderia exportar com tarifas mais baixas. O Departamento de Agricultura americano projetou no início deste mês que as importações responderão por uma fatia recorde da oferta de carne bovina dos EUA neste ano. Impacto: Trump recorreu a Milei para reduzir preço de carne nos EUA. E agora os argentinos pagam mais caro As próximas eleições, que determinarão o controle do Congresso, provavelmente dependerão em grande medida da percepção dos eleitores sobre a economia, com o aumento dos custos de alimentos, saúde, serviços públicos e moradia no centro das atenções. Os preços de itens básicos como carne bovina, ovos e gasolina têm um peso particularmente grande na forma como os consumidores percebem a inflação. Pesquisas mostram que o Partido Republicano de Trump enfrenta dificuldades para manter o controle do Congresso, com eleitores insatisfeitos com a condução da economia pelo presidente e com a guerra no Irã, que provocou uma disparada dos preços dos combustíveis. Importações dos EUA As principais origens das importações de carne bovina dos EUA no primeiro semestre foram Austrália e Brasil, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA. Os EUA permitem que alguns países enviem anualmente determinada quantidade de carne bovina sem tarifa. Os embarques que ultrapassam essas cotas ficam sujeitos a alíquotas mais elevadas. Veja a lista dos principais fornecedores dos EUA e o volume de carne vendida para o mercado americano entre janeiro e junho deste ano: Austrália: 250 mil toneladas Brasil: 234 mil toneladas Canadá: 178 mil toneladas México: 156 mil toneladas Nova Zelândia: 126 mil toneladas Uruguai: 68 mil toneladas Nicarágua: 46 mil toneladas Argentina: 46 mil toneladas Paraguai: 43 mil toneladas Fonte: Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) Avanço da Argentina Os embarques da Argentina, impulsionados por Trump no ano passado, mais do que dobraram no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior. A oferta estrangeira costuma ser composta por sobras de carne bovina mais magras, que são misturadas a produtos americanos com maior teor de gordura para atingir a proporção adequada entre gordura e carne magra na produção de carne moída. Além de importar mais carne, os EUA também estão prestes a retomar as importações de gado vivo do México, que ficaram em grande parte suspensas por mais de um ano devido à disseminação de um parasita que afeta o gado. As medidas da Casa Branca ocorrem num momento em que os primeiros sinais de recomposição do rebanho bovino dos EUA ainda são fracos demais para proporcionar qualquer alívio imediato. Frigoríficos, pressionados pelo aumento do custo do gado, tiveram de fechar unidades para reduzir a competição por animais escassos, incluindo uma medida anunciada na semana passada pela Tyson Foods. “O anúncio de hoje e outras intervenções no mercado jogam baldes de água fria na perspectiva de expansão do rebanho e sacrificam a estabilidade de longo prazo em prol de mensagens de curto prazo”, disse a Associação Nacional de Produtores de Carne Bovina (NCBA) em um comunicado, acrescentando que os mercados “já caíram acentuadamente” em uma época do ano crítica para os pecuaristas que tentam tomar decisões sobre seus rebanhos. A incerteza — seja por causa da seca, dos custos de produção ou dos preços dos insumos — é a principal razão pela qual os pecuaristas hesitam em reconstruir seus rebanhos, uma vez que a venda dos animais promete retornos imediatos, enquanto mantê-los para reprodução é um compromisso financeiro de vários anos. ** Com Agências **
- Julgamento de mãe acusada de matar os 3 filhos impulsiona o debate sobre psicose pós-parto
Lindsay teve uma crise de choro ao ouvir a descrição de como os filhos morreram BOSTON - Um mês antes de matar seus três filhos, Lindsay Clancy procurou a mãe e o então marido para dizer que tinha "pensamentos sobre fazer mal às crianças". A mãe de Lindsay, Paula Musgrove, testemunhou nesta semana que, naquela época, a filha dizia: "'Esta não sou eu, nunca tinha sido assim antes'. E eu concordava, porque não era mesmo". Lindsay, atualmente internada em um hospital psiquiátrico de Massachusetts, não nega ter cometido os assassinatos, mas se declarou inocente das acusações de homicídio. Sua defesa argumenta que ela sofria de psicose pós-parto quando atentou contra a vida dos filhos. Seus sintomas incluíam alucinações e delírios que começaram após o nascimento de seu terceiro filho. "Ela era incapaz de adequar seu comportamento às normas legais e não compreendia a ilegalidade de seu ato", declarou na quarta-feira Paul Zeizel, psicólogo clínico e forense. Por sua vez, a promotoria sustentou que ela tomou a decisão calculada de matar intencionalmente os filhos: Cora, de cinco anos; Dawson, de três; e Callan, de oito meses. Nos casos de psicose pós-parto — uma condição rara considerada uma emergência médica —, as pacientes podem apresentar mania, depressão ou uma combinação das duas. Elas também sofrem sintomas psicóticos, como ouvir vozes que não existem. Em casos graves e raros, podem machucar a si mesmas ou a outras pessoas, ou até matá-las. É uma das doenças mais graves que uma mulher pode sofrer após dar à luz, segundo especialistas ouvidos pela reportagem, embora ainda não seja classificada nos manuais médicos de psiquiatria. A doença vem ganhando maior relevância à medida que o julgamento de Lindsay chega a um mês e abriu um debate sobre as complicações de saúde mental que as mulheres podem enfrentar após o parto. O que é psicose pós-parto A psicose pós-parto frequentemente se manifesta com sintomas relacionados ao humor, como irritabilidade, mudanças de humor, insônia e aquilo que os profissionais de saúde chamariam de um estado semelhante ao delirante, explica Susan Hatters-Friedman, professora de psiquiatria forense da Case Western Reserve University. "O termo psicose, em geral, implica que a pessoa perdeu o contato com a realidade; isso geralmente inclui alucinações — ouvir ou ver coisas que não estão ali — e delírios, que são crenças falsas e arraigadas que não estão de acordo com a cultura da pessoa", afirma Susan. Meghan Cliffel estava havia oito meses no período pós-parto após o nascimento de sua segunda filha quando começou a ter alucinações. Era uma sexta-feira de 2015 e ela havia acabado de terminar seu expediente de trabalho em Nova York. Convenceu-se de que estava sendo seguida, acreditou que tentavam recrutá-la para uma seita e pensou que o mundo inteiro — incluindo seu marido — conspirava contra ela e suas duas filhas. Cerca de 24 horas depois, foi levada para um hospital psiquiátrico, algemada a uma maca. Ali, passou os 12 dias seguintes recebendo tratamento para psicose pós-parto. Os sintomas psiquiátricos, como os que Meghan experimentou, podem surgir rapidamente, observa Hatters-Friedman. Por isso, os especialistas dizem que a condição deve ser tratada como uma emergência médica: uma pessoa pode estar bem e, de repente, perder o contato com a realidade. No dia em que Lindsay matou os filhos, ela brincou com eles ao ar livre e fez um boneco de neve, segundo relatou seu ex-marido, Patrick Clancy. Lindsay havia confessado anteriormente ao então parceiro que tinha pensamentos suicidas ou ideias de fazer mal às crianças, mas naquele dia tudo parecia ter melhorado, testemunhou ele. "Ela estava tendo um de seus melhores dias", ele declarou ao tribunal durante o julgamento. Naquele fim de tarde, Clancy saiu para buscar o jantar da famíli e quando voltouencontrou os filhos mortos e a mulher ferida após uma tentativa de suicídio. Esse contraste ilustra o efeito de "interruptor" — ou de uma intensa oscilação — que pode caracterizar a psicose pós-parto, explicam especialistas. "Uma mulher pode parecer bem em determinado momento e estar gravemente doente pouco depois", afirmaJennifer Payne, especialista em psiquiatria reprodutiva da Universidade da Virgínia. Os estudiosos afirmam que não está totalmente claro o que causa a psicose pós-parto. Ela pode estar relacionada às mudanças hormonais e ao estresse após o parto, e parece haver uma relação entre problemas prévios de saúde mental e o desenvolvimento da doença durante o período pós-parto. Uma doença sem reconhecimento Os especialistas e Cliffel concordam que existe um obstáculo importante que impede uma maior conscientização e um tratamento melhor da psicose pós-parto: é necessário incluí-la formalmente no "Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais", conhecido habitualmente como DSM-5. Trata-se do manual de saúde mental publicado pela Associação Americana de Psiquiatria. Veerle Bergink, professora de psiquiatria e diretora do Centro de Saúde Mental da Mulher do Mount Sinai, é uma das pessoas que trabalham intensamente para que a psicose pós-parto seja incluída no DSM-5. Como não consta no manual, a doença não é abordada nos livros didáticos das faculdades de medicina; os estudantes não aprendem sobre ela e o tema é pouco discutido. Sua inclusão é fundamental, afirma. "Só é possível pesquisar e falar sobre a doença se ela receber um nome e forem estabelecidos critérios para identificá-la", avalia Bergink. "Caso contrário, não se consegue financiamento para pesquisas, não há recursos, não existe um sistema de atendimento nem um código de seguro de saúde." Para pessoas como Meghan, que vivenciaram a doença, o fato de ela não aparecer no DSM-5 é "absurdo". "É como se apagassem a nossa existência", comenta. "Eu sei o quanto é curativo quando alguém finalmente dá um nome àquilo que você está enfrentando." Ela também faz referência aos efeitos em cadeia que a falta de classificação provoca na formação dos profissionais clínicos, no conhecimento das famílias e na cobertura dos seguros. "Por isso vejo este momento", reflete, referindo-se ao julgamento de Lindsay — "como uma oportunidade para não nos limitarmos a ficar chocados quando uma tragédia acontece, mas para trabalharmos de forma proativa no atendimento às mães e suas famílias." Como é o tratamento? Os especialistas ressaltaram que a psicose pós-parto tem tratamento. O lítio, um estabilizador de humor, é um tratamento comum para a doença. Muitas vezes, ele é administrado às pacientes para prevenir recaídas. No entanto, outros tratamentos — como a terapia eletroconvulsiva (ECT) e medicamentos antipsicóticos — também são utilizados, dependendo da paciente e de seus sintomas. Muitas mulheres precisarão ser internadas em um hospital psiquiátrico, afirmou Hatters-Friedman, mas é possível se recuperar com o tratamento adequado. O desfecho do caso de Lindsay Clancy é muito raro, segundo os especialistas. Pesquisas indicam que entre 1% e 4% das mulheres com psicose pós-parto chegam a ferir ou matar seus filhos. No caso de Meghan Cliffel, seu plano de tratamento envolveu diferentes abordagens. Ela recebeu terapia convencional, foi submetida à terapia de Dessensibilização e Reprocessamento por Movimentos Oculares (EMDR, na sigla em inglês) — um tipo de psicoterapia — e tomou lítio durante um ano inteiro. Grande parte do tratamento que ajudou Meghanfoi encontrada por acaso. "Não havia um roteiro de atendimento que dissesse: 'é assim que você se recupera dessa experiência'", comenta. Ela se lembrou de ter conversado com sobreviventes de câncer de mama que lhe contaram que, após o diagnóstico, havia etapas claras a seguir. "Com a psicose pós-parto não é assim; foi como avançar tateando no escuro", compara. Ainda assim, os profissionais de saúde lhe forneceram as ferramentas e o tratamento necessários para seguir em frente e ter um terceiro filho. Para garantir que não voltaria a sofrer de psicose pós-parto, ela começou a tomar lítio assim que seu filho nasceu e continuou tomando o medicamento durante todo o ano seguinte ao parto. "Deveríamos ter um sistema que realmente compreendesse a saúde mental materna, oferecesse apoio proativo a todos os pais e os informasse sobre o que pode acontecer", afirma. "Afinal, os problemas de saúde mental materna são a complicação mais comum do parto." ** Com BBC **
- Mulher é acusada de planejar ataque inspirado pelo Estado Islâmico contra Capitólio de NY
Mulher suspeita vista fotografando prédios no estado de Nova York (Foto: DOJ) ALBANY - Autoridades dos Estados Unidos prenderam e acusaram uma mulher de Nova York por planejar um ataque inspirado pelo Estado Islâmico contra o prédio do Capitólio estadual, em Albany, informou o Departamento de Justiça (DOJ) nesta quinta-feira, 20. Jessica Bowie, 35, de Albany, foi acusada de planejar a colocação de um dispositivo explosivo no Capitólio estadual com a intenção de matar autoridades públicas e destruir "o máximo possível do prédio" antes de fugir para território controlado pelo Estado Islâmico na Síria, segundo John A. Eisenberg, procurador-geral adjunto para segurança nacional. Bowie foi detida na quarta-feira depois de ter obtido o que ela acreditava ser um dispositivo explosivo, informou o Departamento de Justiça. O departamento informou que ela foi vista visitando as dependências do Capitólio estadual e tirando fotos do prédio. Ao descrever o prédio como seu alvo, segundo o DOJ, Bowie disse que queria que o ataque tivesse um "impacto no sistema americano". O DOJ informou que Bowie expressou mensagens antiamericanas na internet, incluindo a comemoração dos ataques de 11 de setembro de 2001, nos quais militantes da Al-Qaeda sequestraram aviões comerciais e os lançaram contra o World Trade Center, o Pentágono e um campo próximo a Shanksville, na Pensilvânia. Não foi possível entrar em contato com um advogado de Bowie para comentar o assunto imediatamente. Após a prisão de Bowie, a governadora de Nova York, Kathy Hochul, afirmou que o Estado havia tomado medidas para reforçar a segurança no Capitólio e em toda a administração pública, em meio a um aumento da violência política e das ameaças contra autoridades públicas. "Embora não haja nenhuma ameaça imediata neste momento, continuaremos trabalhando em estreita colaboração com nossos parceiros das forças de segurança para proteger os nova-iorquinos e manter nossas comunidades seguras", afirmou ela em comunicado. ** Com Reuters **
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