Morte mexicano com green card eleva para 60 número de imigrantes mortos sob custódia do ICE

WASHINGTON - A morte do mexicano Emiliano Andrade Covarrubias, que tinha residência permanente nos Estados Unidos, eleva para 60 o número de mortos sob custódia do ICE ou durante operações da agência desde o início do segundo mandato de Donald Trump, em janeiro de 2025.
O homem de 56 anos foi encontrado desacordado na segunda-feira, 19, na cela do Centro de Processamento de Río Grande, em Laredo, Texas, após quase quatro meses preso. Ele aguardava uma audiência no tribunal de imigração marcada para o dia 2 de novembro de 2026.
Ao voltar de uma viagem do México no dia 26 de junho, a polícia de fronteira acusou Covarrubias de ter obtido o green card de forma fraudulenta em 2004, omitindo uma suposta prisão anterior por furto, mas a família da vítima afirma que todas as informações constavam no processo.
Recentemente, decisões judiciais facilitaram a detenção de residentes permanentes pelas autoridades de fronteira sem a necessidade de "provas claras e convincentes" imediatas de crimes graves antes de enviá-los ao limbo da imigração.
Causa da Morte
O laudo para a causa da morte ainda não foi divulgado, mas a família acusa o ICE de negligência.
Covarrubias sofria de problemas cardíacos, diabetes e hipertensão e, segundo a filha Estefani Andrade, ele ingressou no centro de detenção portando seus medicamentos, mas os funcionários da instalação impediram que ele tivesse acesso aos medicamentos.
" Ele perdeu muito peso e vinha queixando-se de falta de ar e dores no peito", contou Estefani ao destacar que os sintomas que teriam sido ignorados pela equipe médica.
Em nota, o ICE afirma, como nos outros casos, que o Covarrubias teve acompanhamento médico adequado.
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