top of page

Justiça dos EUA condena brasileiro a 12 anos por chefiar esquema de lavagem de US$ 30 milhões do PCC

Foto do escritor: Rádio Manchete USA
Rádio Manchete USA
há 10 horas
3 min de leitura

Saviolli está preso há mais de três anos na Flórida
Saviolli está preso há mais de três anos na Flórida

NOVA YORK - A Justiça dos Estados Unidos condenou o brasileiro Ygor Fokin Saviolli, de 35 anos, a 12 anos de prisão por lavagem de dinheiro em um esquema que movimentou mais de US$ 30 milhões, incluindo recursos provenientes do tráfico de drogas. A investigação revelou uma rede que recrutava pessoas para coletar dinheiro em diferentes cidades americanas e transferi-lo para contas bancárias, com o objetivo de ocultar a origem dos valores.


A sentença da Corte Distrital Federal do Sul da Flórida, em Miami, determinia que Saviolli permaneça pelo menos mais 8 anos em regime fechado, já que ele está preso desde janeiro de 2023 quando foi detido no Aeroporto de Fort Lauderdale.


Em 24 de setembro, outros cinco réus receberam penas da Justiça americana que variam de um ano e um dia a sete anos e dez meses de prisão.


  • Gabriel Cezar Menezes, 29 anos, brasileiro: 7 anos e 10 meses de prisão;

  • Omar Aliperti De Mello Correa, 34 anos, americano: 2 anos e 6 meses de prisão;

  • Leandro De Avila Gonçalves, 43 anos, brasileiro: 2 anos de prisão;

  • João Andrade De Mello, 29 anos, brasileiro: 1 ano e 1 dia de prisão;

  • Tadeu Sebastiane Rabelo Alves Barbosa, 30 anos, brasileiro: 1 ano e 1 dia de prisão.


 A análise do conteúdo do celular de Saviolli ajudou os investigadores a descobrir a operação e, no Brasil, as informações compartilhadas pelas autoridades americanas contribuíram para a deflagração da Operação Exchange, da Polícia Federal.



Confissão

Segundo a confissão apresentada à Justiça americana, Saviolli participou do esquema entre dezembro de 2022 e janeiro de 2025. Ele admitiu ter adiantado recursos para viabilizar as operações e supervisionado o recebimento e a lavagem de dinheiro em espécie proveniente da venda de substâncias controladas. Entre agosto e outubro de 2023, facilitou a lavagem de mais de US$ 3,5 milhões.


As coletas eram organizadas por meio de mensagens no WhatsApp e envolviam pessoas recrutadas para viajar por ao menos 12 cidades dos EUA. O dinheiro era depositado em caixas eletrônicos e transferido para contas bancárias em Miami e em outros municípios. Segundo os documentos judiciais, Saviolli atuava com Victor Henrique Shimada, Stella de Oliveira e Gabriel Menezes na orientação dos participantes. Menezes cuidava de passagens, hospedagens e logística.


Os depoimentos também detalham a atuação dos responsáveis pelo transporte dos valores. Entre agosto e setembro de 2023, um dos participantes recolheu mais de US$ 1,5 milhão em endereços de Chicago, Atlanta, Cleveland e Rochester. Outro transportou US$ 867 mil no mesmo período. Os valores eram movimentados para dificultar a identificação de sua origem ilícita.


Ligação com o PCC e sanções americanas

O caso também levou a medidas contra Shimada e sua secretária, Stella de Oliveira. Em julho, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou sanções econômicas contra os dois por supostas conexões com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo a pasta, Shimada atuava como um elo entre o esquema financeiro e a facção, e utilizava criptomoedas para enviar recursos ao Brasil em benefício do grupo.


Os documentos do processo criminal na Flórida, porém, não mencionam diretamente organizações criminosas brasileiras. Eles apontam que a operação beneficiava o mexicano Manuel Garcia-Urrea, conhecido como Manny, descrito como fornecedor de drogas. O jornal Miami Herald informou, ao noticiar as prisões em janeiro, que o dinheiro teria origem no tráfico de cocaína.


As sanções contra Shimada foram as primeiras impostas pelos EUA a um brasileiro por vínculos com o PCC. Em junho, o governo americano classificou a facção como organização terrorista, ampliando a pressão sobre o grupo e suas redes financeiras internacionais.


** Com Agências **



Comentários


bottom of page