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- Trump assina decreto que limita voto por correio nos EUA
WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na tarde desta terça-feira, 31, uma ordem executiva que impõe restrições ao voto por correspondência no país. O decreto determina a criação de uma lista federal de cidadãos elegíveis para votar e exige que as cédulas postais sejam enviadas exclusivamente aos eleitores cadastrados nesse registro. Envelopes com códigos de barras únicos para rastreamento também passam a ser obrigatórios. “Talvez isso seja testado, talvez não seja”, admitiu Trump durante a assinatura do documento no Salão Oval. O republicano se refere um possível confronto jurídico já que a Constituição americana atribui aos Estados — e não ao Executivo federal — a competência para organizar e regulamentar os processos eleitorais. O texto determina que os departamentos de Segurança Interna (DHS) e de Administração da Previdência Social (SSA) elaborem em conjunto a chamada “Lista de Cidadãos”, que servirá de referência para o envio de cédulas postais. O uso de dados federais para verificar a elegibilidade de eleitores em cada Estado integra o mecanismo previsto na ordem. O secretário de Comércio, Howard Lutnick, presente na assinatura, detalhou como o governo pretende usar os Correios como instrumento de pressão sobre os Estados: “Se quiserem usar o United States Postal Service, terão que obter um código, um código de barras do serviço postal, colocá-lo no envelope, e teremos um envelope por voto”, declarou. Como os serviços postais americanos são controlados pelo governo federal, a estratégia abre espaço para que Washington tente condicionar o acesso à infraestrutura de entrega ao cumprimento das novas exigências — mesmo que a regulamentação eleitoral em si seja prerrogativa estadual. Críticos avaliam que restrições ao voto postal tendem a reduzir a participação de eleitores de baixa renda e de grupos minoritários — públicos que, em geral, recorrem mais a esse modelo de votação. O próprio Trump votou por correspondência em uma eleição especial realizada na Flórida. Questionado sobre a contradição, o presidente justificou que, por ser o presidente, “tinha muitas coisas diferentes para fazer”. O presidente repete há anos, sem apresentar provas, que a derrota para o democrata Joe Biden nas eleições de 2020 resultou de fraude generalizada no sistema de votação por correspondência. A narrativa voltou à tona na cerimônia desta terça, quando Trump afirmou que a fraude pelo correio “é lendária”. Em 25 de março de 2025, Trump já havia assinado uma ordem exigindo comprovação de cidadania para o registro eleitoral. Àquela ocasião, Estados governados por democratas ingressaram com ações na Justiça e tribunais federais suspenderam partes da medida, incluindo a fiscalização das regras estaduais sobre contagem de votos enviados pelo correio. Paralelamente, o Congresso debate o chamado “SAVE America Act”, projeto que tornaria obrigatória a apresentação de documento de identidade para votar e imporia regras mais rígidas ao voto por correspondência em âmbito nacional. ** Com Agências **
- Aeroporto da Flórida será renomeado em homenagem a Trump
PALM BEACH - O Aeroporto Internacional de Palm Beach, um dos mais movimentados da Flórida, será renomeado para Aeroporto Internacional Presidente Donald J. Trump. O projeto de lei que oficializa a decisão foi sancionado pelo governador do estado, Ron DeSantis, nesta segunda-feira, 30. A mudança de nome, prevista para valer a partir do dia 1º de julho, depende da formalização da Administração Federal de Aviação (FAA) dos EUA. Em comunicado, a agência afirmou que "mudar o nome de um aeroporto é uma questão local" afirmando que não é a responsável por aprovar "mudanças de nome" em terminais aéreos, mas que deve garantir que os "requisitos administrativos sejam atendidos, como a atualização de cartas náuticas e bancos de dados". O aeroporto está localizado perto do resort Mar-a-Lago de Donald Trump. Desde o início do seu segundo mandato, em janeiro de 2025, Trump tem rebatizado instituições e espaços com seu próprio nome. Em dezembro do ano passado, o republicano adicionou o "prefixo" "The Donald J. Trump and" ao "The John F. Kennedy Center for the Performing Arts". No mesmo mês, o Instituto da Paz dos EUA passou a ser chamado Instituto da Paz Donald J. Trump. Também em Palm Beach, um trecho da estrada que liga o aeroporto à propriedade de Trump foi recentemente renomeado para Donald J. Trump Boulevard. Na semana passada, o Departamento do Tesouro dos EUA anunciou que incluiria a assinatura do republicano nas notas da moeda local. "Não há maneira mais poderosa de reconhecer as conquistas históricas de nosso grande país e do presidente Donald J. Trump do que notas de dólar americano com seu nome, sendo mais do que apropriado que essa moeda histórica seja emitida no bicentenário" da independência, declarou o secretário do Tesouro, Scott Bessent, em comunicado. ** Com Agências **
- Morte de mexicano eleva para 14 número de óbitos de imigrantes sob custódia do ICE em 2026
LOS ANGELES - Um imigrante mexicano morreu sob custódia do ICE em Los Angeles, na Califórnia, no dia 25 de março, elevando para pelo menos 14 o número de mortes registradas em 2026. José Guadalupe Ramos, que estava detido no Centro de Processamento ICE de Adelanto, foi encontrado inconsciente e sem reação em seu beliche por agentes de segurança, segundo comunicado oficial. Ele recebeu atendimento médico no local e foi levado a um hospital, onde teve a morte confirmada. O caso ocorre em meio à política migratória mais dura adotada pelo presidente Donald Trump, que desde 2025 intensificou ações para detenção e deportação em massa de imigrantes em situação irregular. Como resultado, o número de detidos pelo ICE atingiu níveis recordes, com cerca de 68 mil pessoas sob custódia no início de fevereiro. A estratégia tem sido alvo de críticas, com opositores apontando que as medidas são excessivamente punitivas e podem colocar vidas em risco. Em 2025, ao menos 31 pessoas morreram sob custódia do ICE, o maior número em duas décadas — e o ritmo atual indica que esse total pode ser ultrapassado em 2026. ** Com Agências **
- ICE confirma prisão de brasileira procurada por homicídio no Espírito Santo
Kele entrou na Mira do ICE após ser denunciada por roubo de cartão de crédito EVERETT - O ICE confirmou na última semana a prisão da mineira Kele Cristian Alves Pereira após identificar que ela era foragida da Justiça do Brasil. A mulher é acusada de assassinato no Espírito Santo em 2017. Kele, de 38 anos, entrou na mira dos agentes federais após uma denúncia de que ela furtou cartões de crédito de uma cliente. A vítima identificou compras de cerca de US$ 2,500 não autorizadas em supermercados, inclusive brasileiros, em Massachusetts. Nos Estados Unidos, a mineira é conhecida como “Kelly Cristian” e foi presa no dia 13 de março ao sair de uma loja brasileira em Everett. Nas redes sociais, o ICE estampou a foto da detenção de Kele e afirmou que ela está detida "à espera da remoção para responder pelas acusações criminais no Brasil". De acordo com o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), a foragida foi denunciada pela morte de Vanda Derli Rangel Teixeira, em 7 de agosto de 2017, em Cariacica. No processo, o MPES denunciou Kele e Randerles Neves de Oliveira, conhecido como “Rantaro”, por homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima. A ação penal está na fase final de instrução, restando apenas os interrogatórios dos acusados. Em relação a Kele, o processo esteve suspenso devido à impossibilidade de sua localização. Nesse período, foram realizadas oitivas de testemunhas como produção antecipada de provas. "Recentemente, foi comunicada ao juízo a informação sobre a localização da acusada no exterior, circunstância que deverá permitir o prosseguimento regular do processo também em relação a ela, constando, ainda, mandado de prisão em aberto em seu desfavor. O processo tramita em relação aos três denunciados e permanece em andamento, aguardando a conclusão da fase de instrução para posterior deliberação judicial quanto à pronúncia dos acusados perante o Tribunal do Júri de Cariacica", afirma o MPES em comunicado. ** Com Agências **
- Papa pede a prefeitos de Illinois compromisso com 'pobres e migrantes'
CHICAGO - O papa Leão XIV incentivou prefeitos do estado de Illinois, nos Estados Unidos, a manterem firme o compromisso com migrantes e populações mais vulneráveis, destacando a importância de políticas voltadas ao bem comum. Durante audiência com uma delegação da Liga Municipal de Illinois, que representa cerca de 1,3 mil cidades, o Pontífice ressaltou que, apesar das múltiplas demandas administrativas do dia a dia, os gestores locais não devem perder de vista aqueles que mais precisam de apoio. "Embora muitos compromissos exijam sua atenção todos os dias, eu os encorajo a continuarem ouvindo os pobres, os migrantes e todos os mais necessitados entre vocês, buscando acompanhá-los em seu trabalho de promover o bem comum para o benefício de todos", afirmou. Leão XIV destacou ainda que a atuação das administrações municipais pode transformar as cidades em espaços de "encontro autêntico entre todos os cidadãos, oferecendo a cada indivíduo a oportunidade de se realizar". Além disso, enfatizou que, "como homens e mulheres investidos da função de governar", os líderes são chamados a descobrir e encarnar o dom do serviço, isto é, a "estar atentos às necessidades dos mais fracos e vulneráveis, a fim de ajudá-los a alcançar um desenvolvimento humano integral". "Como observou o venerável Giorgio La Pira, os prefeitos são chamados a reduzir e aliviar os sofrimentos e as dificuldades de seus cidadãos de todas as formas possíveis, com todas as medidas que o amor sugere e a lei prevê", afirmou o Santo Padre. Por fim, Robert Prevost agradeceu o trabalho diário dos gestores e reiterou a importância de se dedicar ao serviço dos mais vulneráveis. "Que possam continuar este importante trabalho todos os dias com alegria, amor e zelo, lembrando-se sempre de que aqueles que detêm autoridade são também servos de Deus", concluiu. ** Com Ansa **
- Esteticista brasileira é condenada pela morte de modelo em 2023
Vivian Alexandra Gomez foi presa após condenação, mas audiência da sentença só acontece em 5 de maio SÃO FRANCISCO - A brasileira Vivian Alexandra Gomez deve aguardar a sentença detida após ter sido condenada por homicídio culposo pela morte de uma influenciadora digital há dois anos, decidiu um júri da Califórnia na semana passada. Ela pode pegar até sete anos de prisão. A esteticista de 53 anos foi considerada culpadada em 25 de março por injetar silicone nos glúteos de Christina Ashten Gourkani, 34 anos. O procedimento em um quarto de hotel em São Francisco culminou na morte da mulher em abril de 2023. O processo destaca que Vivian não tinha licença e mesmo assim oferecia procedimentos estéticos fora de ambientes médicos regulamentados. Christina teve paradas cardíacas durante injeção de silicone em hotel em São Francisco Segundo a promotoria, a modelo - conhecida por sua semelhança com Kim Kardashianque construiu presença online sob o nome de "Ashten G" - sofreu uma parada cardíaca durante as injeções e foi levada ao hospital. Ela morreu no dia seguinte vítima de insuficiência respiratória e embolia pulmonar. Leia também: Brasileira é indiciada por prática ilegal de medicina e Tonya Beauty pode responder por negligência Vivian foi detida horas depois em um aeroporto da Flórida, onde morava. Ela respondeu o processo em liberdade, mas vai aguardar presa o anúncio da sentença agendado para o dia 5 de maio. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Pastora segue presa pelo ICE e nega envolvimento em fraude
Pastora Verbênia homenageou Santos mesmo sem conhecer ORLANDO - Em silêncio há duas semanas, a pastora Verbênia de Souza segue presa na Flórida sob custódia do ICE, após ser acusada de fazer parte do esquema de fraudar selos do governo para vender cursos de capelania. A brasileira chegou a gravar um áudio de um centro de detenção afirmando ser inocente. O conteúdo foi publicado em sua página do Instagram na segunda-feira, 16, dia seguinte à sua prisão . Vídeo extraído da rede social de Verbênia em 16 de março A pastora diz não saber "exatamente o que está fazendo na cadeia nem as coisas que estão por trás disso". "Quando me prenderam apenas me disseram que era porque eu fiz negócios com o senhor Santos. Mas eu nunca fiz negócio com ele. Eu já contei essa história milhões de vezes", se defende. Verbênia se refere a Cesar dos Santos Júnior preso dias antes em consequência de uma investigação que revelou que a Chaplain Emergency Management Inc. (CEMA), presidida pelo brasileiro, mentia ao afirmar quer era ligada a órgãos federais. Além de alegar ser um braço da Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (Fema, na sigla em inglês), a CEMA usava selos do Departamento de Segurança Interna (DHS) e da Polícia Federal (FBI) para vender os serviços de formação de capelães ao custo médio de US$ 450. O inquérito não contabiliza quantas pessoas compraram o curso de capelania. Leia também: Brasileiro pode pegar 5 anos de prisão por fraudar selos do governo dos EUA Santos, que se identificava como médico e pastor, era investigado desde 2019 e usava as logomarcas dos órgãos federais nos certificados, distintivos e identificações dos capelães em todo o país. O símbolo da CEMA é idêntico ao DHS, com a inscrição Departamento de Segurança Interna dos Capelães dos EUA (U.S. Department of Homeland Chaplain), descreve a acusação do promotor federal, Gregory Kehoe. No material publicitário e nos treinamentos - destaca a investigação - Santos dizia que os capelães assistem pessoas em situação de emergência e as identificações da CEMA "protegem em certo nível da deportação". Defesa Verbênia afirma que desconhecia o esquema e que conheceu Santos através de outros pastores há menos de um ano. Segundo a mulher, o homem estava procurando um lugar na Flórida para dar o curso de capelania e ela cedeu o espaço da Fire & Glory Church, igreja que preside em Orlando. Mas em 16 de outubro o falso capelão gravou um áudio em que apresentava Verbênia como “diretora da CEMA na Flórida”. Ela diz ter replicado o material por acreditar na legitimidade da agência. No mês seguinte, a pastora concedeu o título honoris causa a Santos através da Sofia Christian University, instituição também comandada por Verbênia. Em 20 de dezembro foi realizado um curso da CEMA nas dependências da igreja da pastora. Um segundo evento ia acontecer no dia 21 de fevereiro, mas foi cancelado pela ausência de Santos que já estava detido. Em 28 de fevereiro, dia seguinte ao anúncio da prisão do falso capelão pelas autoridades, Verbênia emitiu uma declaração de que não mantinha qualquer vínculo com Santos nem com a sua empresa. "Enquanto comunidade cristã, consideramos que fomos lesados e tremendamente impactados por essa situação e prezamos pela legalidade, transparência e respeito às autoridades", diz a nota. Verbênia declarou que "jamais ministrou aulas ou atuou como instrutora nos cursos da CEMA". Ela também negou ter administrado valores monetários, comercializado produtos ou auferido vantagem econômica das atividades da empresa. A MANCHETE USA tentou contato atráves da página do Instagram da pastora onde foi publicada o áudio pós-prisão e com o pastor Célio Cruz, marido de Verbênia, mas não obteve resposta até a publicação dessa matéria. Entretanto, em um vídeo publicado em sua rede social na sexta-feira, 27, o pastor Célio fala do "momento difícil" sem mencionar o aspecto legal. Ele diz que a família está sendo vítima de injustiça, agradece o apoio que está recebendo e afirma que segue crendo em Deus. "Nesse momento eu estou necessitando de suas orações. Minha esposa está necessitada de suas orações", finaliza. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Papa Leão XIV diz que Deus não ouve orações de líderes que promovem guerras
CIDADE DO VATICANO - O Papa Leão XIV disse neste domingo, 29, que Deus rejeita as orações de líderes que promovem guerras e que eles têm "mãos cheias de sangue". As declarações aconteceram enquanto a guerra do Irã entrou em seu segundo mês. Dirigindo-se a dezenas de milhares de pessoas na Praça de São Pedro no Domingo de Ramos, a celebração que abre a Semana Santa que antecede a Páscoa para os 1,4 bilhão de católicos do mundo, o pontífice chamou o conflito de "atroz" e disse que Jesus não pode ser usado para justificar quaisquer guerras. "Este é o nosso Deus: Jesus, Rei da Paz, que rejeita a guerra, a quem ninguém pode usar para justificar a guerra", disse Leão. "[Jesus] não ouve as orações daqueles que fazem guerras, mas as rejeita, dizendo: 'Ainda que façais muitas orações, não ouvirei: as vossas mãos estão cheias de sangue'", disse ele, citando uma passagem bíblica. Leão não nomeou especificamente nenhum líder mundial, mas tem intensificado as críticas à guerra do Irã nas últimas semanas. Durante um apelo ao final da celebração de domingo, o papa lamentou que os cristãos no Oriente Médio "estejam sofrendo as consequências de um conflito atroz" e possam não conseguir celebrar a Páscoa. O papa, que é conhecido por escolher suas palavras com cuidado, tem pedido repetidamente um cessar-fogo imediato no conflito e disse na segunda-feira que os ataques aéreos militares são indiscriminados e devem ser proibidos. Algumas autoridades dos EUA invocaram a linguagem cristã para justificar os ataques conjuntos dos EUA e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, que deram início à guerra em expansão. O Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, que começou a liderar serviços de oração cristã no Pentágono, rezou em um culto na quarta-feira por "violência de ação avassaladora contra aqueles que não merecem misericórdia". Em sua homilia no domingo, Leão referenciou uma passagem bíblica na qual Jesus, prestes a ser preso antes de sua crucificação, repreendeu um de seus seguidores por golpear com uma espada a pessoa que o prendia. "[Jesus] não se armou, nem se defendeu, nem lutou qualquer guerra", disse Leão. "Ele revelou o rosto gentil de Deus, que sempre rejeita a violência. Em vez de salvar a si mesmo, ele permitiu ser pregado na cruz." ** Com Reuters**
- Bank of America fecha acordo de US$ 72,5 milhões com vítimas de Epstein
NOVA YORK - O Bank of America concordou em pagar US$ 72,5 milhões para encerrar um processo civil movido por mulheres que acusam a instituição de facilitar os abusos sexuais cometidos por Jeffrey Epstein, segundo registros judiciais divulgados nesta sexta-feira, 27. Os advogados do banco e das autoras informaram ao juiz Jed Rakoff, em Manhattan, que haviam chegado a um “acordo em princípio” neste mês, mas os termos não haviam sido divulgados até então. O acordo ainda precisa ser aprovado por Rakoff, que marcou uma audiência para quinta-feira para avaliar a proposta. A ação coletiva, apresentada em outubro por uma mulher identificada como Jane Doe, acusa o segundo maior banco dos Estados Unidos de ignorar transações suspeitas ligadas a Epstein, apesar de diversas informações sobre seus crimes, priorizando o lucro em detrimento da proteção das vítimas. O Bank of America afirma que a acusação se baseia apenas na prestação de serviços financeiros rotineiros a pessoas que, à época, não tinham ligação conhecida com Epstein, e classificou como “frágil e infundada” qualquer sugestão de envolvimento mais profundo. Banco teria se beneficiado conscientemente de esquema Em janeiro, Rakoff decidiu que o banco deveria responder às acusações de que teria se beneficiado conscientemente do esquema de tráfico sexual de Epstein e dificultado a aplicação de leis federais de proteção às vítimas. Entre as operações citadas estão pagamentos feitos a Epstein pelo bilionário Leon Black, cofundador da Apollo Global Management. Black deixou o cargo de presidente-executivo da Apollo em 2021, após uma investigação externa apontar que ele pagou US$ 158 milhões a Epstein por serviços de planejamento tributário e patrimonial. Ele nega irregularidades e afirma que desconhecia os crimes do financista. Os advogados de Jane Doe também processaram outros supostos facilitadores de Epstein e, em 2023, fecharam acordos de US$ 290 milhões com o JPMorgan Chase e de US$ 75 milhões com o Deutsche Bank. Eles ainda recorrem da decisão de Rakoff que rejeitou, em janeiro, uma ação semelhante contra o Bank of New York Mellon. Epstein morreu em agosto de 2019, em uma cela em Manhattan, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual. A morte foi considerada suicídio pelo médico legista de Nova York. ** Com Reuters **
- No Kings reúne milhares de americanos nas ruas contra governo Trump
Milhares de pessoas se reuniram em várias cidades nos EUA e no exterior contra os as ações do republicano NOVA YORK - Grandes protestos contra o governo Trump ocorreram neste sábado, 28, em cidades de todo os Estados Unidos, marcando a terceira edição dos atos No Kings, que anteriormente também reuniram multidões na casa dos milhões. Os organizadores afirmam que protestam contra políticas impostas pelo presidente Donald Trump, incluindo a guerra no Irã, a aplicação federal de leis de imigração e o aumento do custo de vida. "Trump quer nos governar como um tirano. Mas esta é a América, e o poder pertence ao povo — não a aspirantes a rei ou seus comparsas bilionários", diziam as convocações. Um porta-voz da Casa Branca chamou os protestos de "sessões de terapia da 'Síndrome de Desarranjo por Trump'" e disse que as únicas pessoas que se importam "são os repórteres que são pagos para cobri-los". Ao longo do dia, manifestações ocorrem em quase todas as grandes cidades dos EUA, incluindo Nova York, Washington DC e Los Angeles. Assim como nas edições anteriores do No Kings, manifestantes exibem esculturas dos rostos de Trump, do vice-presidente JD Vance e de outros integrantes do governo, pedindo sua destituição e prisão. A polícia de NY teve de fechar as ruas normalmente movimentadas para dar passagem às multidões. Centenas de milhares de pessoas se aglomeraram no gramado do Capitólio de Minnesota e nas ruas adjacentes em St. Paul, a capital do Estado, vizinha a Minneapolis, onde os americanos Renee Good e Alex Pretti foram assassinados por agentes federais. A atração principal do evento foi a estela do rock Bruce Springsteen, que apresentou a canção "Streets of Minneapolis". Ele escreveu a música em resposta aos assassinatos e em homenagem aos milhares de moradores que foram às ruas durante o inverno para protestar contra a política agressiva de imigração do governo Trump. Americanos que vivem no exterior também se reuniram para protestar. Multidões se formaram em Paris, Londres e Lisboa, onde muitos seguram cartazes chamando o presidente de "fascista" e de "criminoso de guerra", além de pedir seu impeachment e afastamento do cargo. O presidente diz que suas ações são necessárias para reconstruir um país em crise e rejeitou acusações de que estaria se comportando como um ditador, classificando-as como histéricas. "Eles estão se referindo a mim como um rei. Eu não sou um rei", disse em entrevista à Fox News em outubro. Mas críticos alertam que algumas das medidas de seu governo são inconstitucionais e uma ameaça à democracia americana. ** Com Agências **
- Vítimas de Epstein processam governo dos EUA e Google por divulgação de identidades
WASHINGTON - Vítimas do criminoso sexual Jeffrey Epstein entraram com uma ação judicial contra o governo dos Estados Unidos e a Google após a divulgação de suas identidades em documentos publicados online pelo Departamento de Justiça. Em janeiro, o Departamento de Justiça (DOJ) divulgou mais de 3 milhões de arquivos ligados à investigação sobre o ex-financista, que detalham suas conexões com diversas personalidades. No entanto, diversos nomes de vítimas, que deveriam permanecer em sigilo, não foram devidamente ocultados. "O Departamento de Justiça revelou a identidade de quase 100 sobreviventes do predador sexual condenado, ao publicar suas informações privadas e identificá-las ao mundo", afirmaram os autores do processo. Eles também dizem que, mesmo após o governo reconhecer a falha e retirar parte do material, os dados continuam circulando na internet. "Sites como o Google continuam publicando as informações de maneira contínua, rejeitando os apelos das vítimas para a retirada", acrescentaram. De acordo com os documentos judiciais, o Google continua exibindo as informações pessoais das vítimas nos resultados das pesquisas e no conteúdo gerado por IA. Uma eportagem do The New York Times identificou, nos arquivos divulgados, dezenas de imagens de pessoas nuas, incluindo fotos com os rostos das vítimas. Epstein foi condenado em 2008 por solicitar favores sexuais a menores de 14 anos. Ele morreu em 2019 na cela de uma prisão de Nova York, antes do julgamento por acusações de tráfico sexual. "As sobreviventes enfrentam agora um trauma renovado. Desconhecidos telefonam, enviam e-mails, ameaçam sua segurança física e as acusam de conspirar com Epstein quando, na realidade, são vítimas de Epstein", afirma a ação judicial. ** Com AFP **
- Juiz dos EUA nega arquivar acusações contra Maduro
NOVA YORK - O magistrado responsável pelo caso envolvendo o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro afirmou que não pretende arquivar as acusações de tráfico de drogas contra o político, que está detido desde janeiro nos Estados Unidos. Durante audiência realizada em Nova York, o juiz federal Alvin Hellerstein não acolheu o pedido da defesa para encerrar o processo. Os advogados argumentaram que Maduro enfrenta dificuldades para custear sua defesa devido às sanções impostas por Washington. Até o momento, não houve decisão formal sobre o financiamento dos honorários advocatícios nem sobre o pedido de arquivamento, diante das incertezas sobre os recursos disponíveis e se Maduro e sua esposa, Cilia Flores, possuem bens que possam ser utilizados. Antes de encerrar a audiência, sem definir uma nova data, Hellerstein declarou que "a decisão está reservada". A defesa sustenta que a impossibilidade de acessar fundos compromete o direito constitucional de escolher livremente um advogado, garantido pela Sexta Emenda dos Estados Unidos. A defesa do casal enfatizou a "incapacidade" dos venezuelanos de "arcarem com suas próprias despesas", já que as sanções de Washington contra a Caracas impedem o governo do país sul-americano de financiar o processo. Em entrevista à AFP, o deputado Nicolás Maduro Guerra, filho do ex-presidente, declarou confiar no sistema judiciário americano, mas questionou a legitimidade do processo. "Esperamos que o julgamento prossiga de acordo com a lei. Temos confiança no sistema judiciário dos EUA, embora consideremos o processo ilegítimo devido à captura e à operação militar contra um presidente eleito", afirmou. ** Com ANSA **
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