No Kings reúne milhares de americanos nas ruas contra governo Trump
Atualizado: 30 de mar.

NOVA YORK - Grandes protestos contra o governo Trump ocorreram neste sábado, 28, em cidades de todo os Estados Unidos, marcando a terceira edição dos atos No Kings, que anteriormente também reuniram multidões na casa dos milhões.
Os organizadores afirmam que protestam contra políticas impostas pelo presidente Donald Trump, incluindo a guerra no Irã, a aplicação federal de leis de imigração e o aumento do custo de vida.
"Trump quer nos governar como um tirano. Mas esta é a América, e o poder pertence ao povo — não a aspirantes a rei ou seus comparsas bilionários", diziam as convocações.
Um porta-voz da Casa Branca chamou os protestos de "sessões de terapia da 'Síndrome de Desarranjo por Trump'" e disse que as únicas pessoas que se importam "são os repórteres que são pagos para cobri-los".
Ao longo do dia, manifestações ocorrem em quase todas as grandes cidades dos EUA, incluindo Nova York, Washington DC e Los Angeles.
Assim como nas edições anteriores do No Kings, manifestantes exibem esculturas dos rostos de Trump, do vice-presidente JD Vance e de outros integrantes do governo, pedindo sua destituição e prisão.
A polícia de NY teve de fechar as ruas normalmente movimentadas para dar passagem às multidões.
Centenas de milhares de pessoas se aglomeraram no gramado do Capitólio de Minnesota e nas ruas adjacentes em St. Paul, a capital do Estado, vizinha a Minneapolis, onde os americanos Renee Good e Alex Pretti foram assassinados por agentes federais.
A atração principal do evento foi a estela do rock Bruce Springsteen, que apresentou a canção "Streets of Minneapolis". Ele escreveu a música em resposta aos assassinatos e em homenagem aos milhares de moradores que foram às ruas durante o inverno para protestar contra a política agressiva de imigração do governo Trump.
Americanos que vivem no exterior também se reuniram para protestar. Multidões se formaram em Paris, Londres e Lisboa, onde muitos seguram cartazes chamando o presidente de "fascista" e de "criminoso de guerra", além de pedir seu impeachment e afastamento do cargo.
O presidente diz que suas ações são necessárias para reconstruir um país em crise e rejeitou acusações de que estaria se comportando como um ditador, classificando-as como histéricas. "Eles estão se referindo a mim como um rei. Eu não sou um rei", disse em entrevista à Fox News em outubro.
Mas críticos alertam que algumas das medidas de seu governo são inconstitucionais e uma ameaça à democracia americana.
** Com Agências **

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