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  • Americanos improvisam para driblar preços altos da gasolina

    Morador da Geórgia resolveu encarar a crise com humor e criatividade ELLENWOOD - A resposta de Mali Hightower aos preços altos da gasolina é ‌um brinquedo que ele retirou do lixo de alguém. O faz-tudo de 30 anos de Ellenwood, na Geórgia, colocou um motor de dois galões e um pistão de uma lavadora de alta pressão em um Power Wheels Barbie Dream Camper rosa quebrado - um carrinho de brinquedo a bateria com menos de um metro e meio de altura. Com um único puxão no cabo, parecido com o de um cortador de grama, ele parte para o supermercado, com os joelhos nas orelhas e o capacete de motociclista na cabeça. Seu carro de verdade, um Mercedes-Benz conversível de 1996, custa cerca de US$90 para ser ⁠abastecido. "É muito caro", disse Hightower, que também instalou um suporte na parte superior para mantimentos. "Eu dirijo isso quando posso." A solução pode ser incomum, mas o aumento ‌do custo da gasolina está remodelando as decisões cotidianas e inspirando soluções criativas nas residências de todo o país. Há muito tempo apaixonados por seus carros, especialmente SUVs e caminhões leves menos eficientes em termos de combustível, os americanos estão buscando alternativas como transporte público ou ficar perto de ‌casa. Em 18 de maio, os americanos pagaram uma média de US$4,52 por galão de gasolina comum, ‌acima dos cerca de US$3 antes do início da guerra do Irã, de acordo com a Associação Americana de Automóveis (AAA). Em uma pesquisa da Ipsos de ⁠28 de abril, publicada pelo Washington Post e pela ABC News, 44% das pessoas disseram ter reduzido o número de viagens de carro. Alguns estão encontrando oportunidades em meio ao sofrimento econômico. Depois de gastar quase US$40 a mais do que o normal para abastecer seu Buick Enclave, Renee Tocci, diretora executiva do Camp Farley em Mashpee, Massachusetts, teve uma ideia: lançar um acampamento noturno como medida de economia de custos para os pais que gastam uma fortuna levando seus filhos de um lado para o outro durante todo o verão. "Meu colega disse: 'Isso é hilário'", contou Tocci. "E eu pensei, sério, vou colocar ‌isso em todas as mídias sociais." Ela começou a fazer referência aos custos de combustível online e em emails de marketing para aumentar o número de ‌adesões. "TODOS OS ESTILOS DE VIDA" A criadora de conteúdo Dafne Flores dirige de sua casa em Silverdale, Washington, para Los Angeles várias ⁠vezes ao ano para visitar amigos. Durante sua mais recente estada de dois meses, ela ‌estacionou em Glendale e passou a usar o ‌transporte público para se locomover. "Estamos acostumados a preços de gasolina caros, mas nunca tão caros", disse Flores, 28 anos. Abastecer seu Toyota Highlander agora custa pelo menos US$95, por isso ela está evitando saídas de carro para além de oito quilômetros e postos próximos a rodovias, onde já viu preços perto de US$9 o galão. No ônibus, ela pode editar vídeos e evitar custos de estacionamento. Flores diz que, online, mais norte-americanos da ⁠sua idade estão falando sobre escolhas semelhantes: "Estou vendo muitos vídeos de pessoas usando o ônibus." A tendência é evidente de costa a costa. No Maine, o número de passageiros no sistema de ônibus público de Bangor aumentou 21% desde janeiro, disse a administradora de trânsito Laurie Linscott, com a maior parte do crescimento durante os horários de pico. "Comecei a observar as pessoas e a tentar obter algum tipo de demografia", disse Linscott. "Eram pessoas de todos os estilos de vida." BRINDES DE CARTÃO DE GASOLINA Em uma quinta-feira recente, os motoristas esperaram mais ‌de uma hora em um posto de gasolina em El Segundo, Califórnia, onde a agência de turismo Visit Las Vegas estava oferecendo até US$100 em gasolina para os primeiros 100 motoristas na fila para incentivar a viagem para a cidade. Mas poucos dos que compareceram estavam pensando em tirar ⁠férias. Robert Jackson, de El Segundo, disse que o combustível duraria apenas alguns dias. "Agora tenho que andar e pegar o trem", disse ele. "É difícil. Realmente é." Segette Frank, de Los Angeles, disse que costumava fazer compras em toda a cidade. "Agora fico perto porque não quero ficar sem gasolina", disse ela. Em Chicago, a CityPoint Community Church planeja distribuir US$5.000 em cartões de gasolina de US$25 nas próximas semanas. O pastor Demetrius Davis disse que eles distribuíram mais de 70 cartões após os cultos do Dia das Mães. "O transporte não é um luxo para muitas famílias", disse ele. "É uma questão de sobrevivência." Até agora, a crise não causou um aumento nas compras de veículos elétricos, mas vingou os atuais motoristas deles, particularmente os proprietários de Tesla que se viram envolvidos na reação política do ano passado contra o presidente-executivo Elon Musk. John Stringer, presidente da Tesla Owners of Silicon Valley, um grupo de entusiastas da Tesla, publicou recentemente um vídeo no TikTok mostrando uma placa de posto de gasolina com preços altíssimos. "Ah, cara, gostaria que isso fosse um problema com o qual eu tivesse que lidar", diz Stringer, em tom de brincadeira, antes de virar a câmera para seu Cybertruck. Embora tenha sido uma piada, Stringer disse que seu alívio é real. "Não sei qual foi a última vez que olhei os preços da gasolina, exceto por esse vídeo." ** Com Reuters **

  • Mãe de atirador de mesquita denunciou filho à polícia horas antes do crime

    Suspeitos foram encontrados mortos horas depois do atentado SAN DIEGO - A mãe de um dos adolescentes suspeitos do ataque ao Centro Islâmico de San Diego, na Califórnia, avisou duas horas antes que a polícia que o filho tinha desaparecido e estava armado. O chefe da polícia de San Diego, Scott Wahl, afirmou em entrevista coletiva que o tiroteio foi reportado por volta das 11h43 no horário local. Às 9h42, a mulher ligou para as autoridades e disse que o filho tinha impulsos suicidas e havia fugido de casa. Segundo Wahl, ela informou que várias de suas armas haviam desaparecido, assim como o carro da família, e que não conseguia contato com o jovem. Também relatou que, na última vez em que o viu, ele estava com outro adolescente e ambos usavam roupas camufladas. “Isso não condiz com o que normalmente observaríamos em alguém com tendências suicidas”, disse Wahl. Inicialmente, os policiais se deslocaram para dois locais: a Madison High School, que tinha ligações com um dos suspeitos, e o shopping Fashion Valley, após um radar identificar a placa do veículo usado pela dupla na região. Os agentes chegaram a entrar na escola para averiguar a situação, mas não encontraram nada suspeito. Enquanto as buscas eram realizadas e a mãe era ouvida, uma pessoa ligou para a emergência e relatou que um atirador havia invadido a mesquita, que fica a cerca de 1,5 quilômetro da escola. Ao suspeitarem que os jovens poderiam estar envolvidos, os policiais foram ao Centro Islâmico e encontraram três corpos na entrada do local. Minutos depois, às 11h52, outro denunciante relatou um ataque a tiros contra um jardineiro. Segundo Wahl, o homem não ficou ferido porque o disparo atingiu o capacete que usava. Pouco depois, outra chamada informou sobre um veículo abandonado na região. No local, os policiais encontraram os dois adolescentes mortos dentro do carro. A principal hipótese é de que eles tenham tirado as próprias vidas após o ataque. O chefe de polícia afirmou ainda que a mãe encontrou um bilhete deixado pelo filho, mas o conteúdo não foi revelado. As vítimas não tiveram a identidade divulgada, mas entre elas está o segurança do templo religioso que, segundo as autoridades, agiu rapidamente e ajudou a evitar um número maior de feridos. “Suas ações foram heroicas e, sem dúvidas, hoje ele salvou vidas”, disse Wahl. O centro é a maior mesquita do Condado de San Diego, no sul da Califórnia. O complexo inclui a Escola Al Rashid, que oferece cursos de língua árabe, estudos islâmicos e Alcorão. Imagens aéreas mostraram mais de uma dúzia de crianças de mãos dadas sendo retiradas do estacionamento do local, cercado por dezenas de viaturas policiais. A mesquita fica em um bairro residencial com casas, apartamentos e centros comerciais com restaurantes e mercados do Oriente Médio. O agente especial do escritório do Departamento Federal de Investigação (FBI) em San Diego, Mark Remily, afirmou que os investigadores estão “considerando isso um crime de ódio até que se prove o contrário”. ** Com Agências **

  • ICE cita prisão de foragido brasileiro para justificar operações e expõe empresa de construção

    Rosa entrou ilegalmente nos Estados Unidos em 2022, segundo registros do governo BOSTON - O ICE destacou na última semana a prisão do brasileiro John Lenon Sena Rosa em Massachusetts para justificar a ação em expulsar "os piores elementos" dos Estados Unidos e coloca na mira a empresa para a qual o homem trabalhava. Nas redes sociais, a unidade da agência federal em Boston publicou na sexta-feira, 15, a foto do homem preso dois dias antes. Ele veste o uniforme de uma companhia de construção. O ICE afirma que "são esses tipos de monstros que as políticas santuárias protegem em nossa comunidade". A agência federal destaca em postagem nas redes sociais os detalhes cruéis do assassinato como o "esfaqueamento da vítima até a faca quebrar e as pauladas e golpes de capacete" na vítima. Nos comentários, internautas apoiam o trabalho do ICE e questionam como a empresa contratou o imigrante ilegal. "Fico arrepiada só de pensar que um homem violento desse possa estar na minha propriedade", escreveu um perfil. 0utro usuário do X admite que não é uma boa propaganda para a empresa. A reação do público traz à tona a vulnerabilidade de empregadores que contratam mão de obra com acesso limitado ao background criminal do candidato, colocando em risco a equipe toda diante de uma possível operação da imigração. Crime Rosa é foragido da Justiça do Brasil desde 2025 após ser condenado por um homicídio cometido em Açucena, Minas Gerais, 10 anos antes. Ele entrou ilegalmente nos EUA em 2022, segundo o ICE. Segundo os autos do processo, Rosa ajudou Deivison Dionatan Araújo dos Reis a atrair e a matar a vítima. A defesa do imigrante preso chegou a recorrer da sentença ao afirmar que ele concordou "em dar uma surra" no homem, mas desconhecia a intenção de matar. Em depoimento, Rosa afirma que Reis esfaqueou a vítima que tentou se defender. No entanto, admitiu que ajudou a agredí-la com pauladas no dia 8 de junho de 2015, na zona rural de Belo Oriente. O sentença do Fórum de Açucena cita o crime por assassinato por motivo fútil, vias cruéis e resultado de uma emboscada. A pena pode chegar a 30 anos de reclusão. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)

  • Ancelotti apresenta lista de convocados com Neymar e Weverton

    Ancelotti manteve mistério sobre a convocação de Neymar até o último momento Rio - O mistério acabou. Neymar vai para a Copa do Mundo nos EUA, México e Canadá. A lista dos 26 convocados para a seleção foi divulgada pelo técnico Carlo Ancelotti nesta segunda-feira, 18, em cerimônia no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. O atacante do Santos foi incluído na nominata mesmo sem ter figurado em nenhuma das cinco convocações do italiano até então. Será a volta de Neymar à seleção após pouco mais de dois anos. A última atuação foi em outubro de 2023, quando sofreu a lesão no ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo. Os 26 convocados pela seleção brasileira para a Copa do Mundo 2026 Goleiros Alisson (Liverpool) Ederson (Fenerbahce) Weverton (Grêmio) Defensores Alex Sandro (Flamengo) Bremer (Juventus) Danilo (Flamengo) Douglas Santos (Zenit) Gabriel Magalhães (Arsenal) Ibañez (Al-Ahli) Léo Pereira (Flamengo) Marquinhos (PSG) Wesley (Roma) Meias Bruno Guimarães (Newcastle) Casemiro (Manchester United) Danilo Santos (Botafogo) Fabinho (Al-Ittihad) Lucas Paquetá (Flamengo) Atacantes Endrick (Lyon) Gabriel Martinelli (Arsenal) Igor Thiago (Brentford) Luiz Henrique (Zenit) Matheus Cunha (Manchester United) Neymar (Santos) Raphinha (Barcelona) Rayan (Bournemouth) Vinicius Jr. (Real Madrid) “Foi muito difícil escolher esses 26 jogadores. A concorrência neste País é muito alta”, disse Ancelotti ainda antes de anunciar a lista. “Sei perfeitamente que alguns jogadores que estiveram conosco não estarão contentes com a lista. Sinto muito por isso. Quero dizer que fizeram um trabalho e um esforço fantásticos para estar na lista”, completou. ** Da Redação **

  • Brasileira segue presa há 5 meses acusada de abuso sexual após 'brincadeira' com filho na internet

    Amanda morava com o filho na Flórida e não havia indício de violência (Foto: Redes Sociais) WILDWOOD -A brasileira Amanda Alves Santana tenta provar a sua inocência em um caso de abuso sexual do próprio filho de 9 anos, em Wildwood, na Flórida, após a publicação de um vídeo em um grupo privado de amigos no Instagram. O pai está com a guarda provisória da criança e tenta reunir recursos para o pagamento da fiança estipulada em US$58 mil. A mulher de 31 anos está presa desde 9 de dezembro quando a Justiça foi notificada pela Meta de que ela publicou imagens da criança contrárias às regras da empresa. O vídeo foi compartilhado em um grupo privado do Instagram, soando para a maioria como "uma brincadeira onde iria sugar as partes íntimas do filho com o aspirador". Ao ser presa, os policiais ainda encontraram fotos do menor sem roupa, o que gerou mais acusações contra a brasileira, entre elas posse e distribuição de pornografia infantil. Carlos Pereira conseguiu a guarda do filho após ele passar um tempo em um abrigo e agora faz campanha para arrecadar fundos para custear a defesa da ex-mulher. "Eu sei que ela não fez por mal. É uma ótima mãe e o meu filho está sofrendo com essa situação", disse o rondoniense durante apelos nas redes sociais. No dia 18 de março, Amanda conseguiu o direito de responder o processo em liberdade sob fiança de US$ 58 mil, mas até agora uma campanha no Go Fund Me arrecadou pouco mais de US$ 4,5 mil. Se Amanda for solta para responder o processo em liberdade, ela não poderá ter contato com o filho ou com outra criança. A rondoniense fica proibida também de usar a internet. A defesa da brasileira não respondeu ao nosso pedido de comentário. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)

  • EUA dificultam regularização de imigrantes para promover deportação em massa

    Estudiosos acusam governo de inviabilizar legalização de imigrantes para justificar deportação WASHINGTON - Observadores do sistema de imigração dos Estados Unidos denunciam que o governo está dificultando a legalização de estrangeiros para promover a promessa de campanha do presidente Donald Trump de realizar a maior deportação em massa da história do país. Ao longo de um ano, desde que Trump voltou à Casa Branca em janeiro de 2025, o número mensal de aprovações de green card caiu cerca de 50%, segundo a análise do Cato Institute. Já as prisões de imigrantes dispararam cerca de 400% em 12 meses. Em dezembro, o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) divulgou a deportação de 650 mil imigrantes, incluindo os que foram recusados nos postos de entrada e os que tiveram os seus processos imigratórios negados por alguma razão. Segundo um cruzamento de dados oficiais feito pela Universidade da Califórnia, isso significa que 350 mil imigrantes que já viviam no país foram deportados, ainda muito aquém da meta de 1 milhão de expulsões por ano. Do outro lado, o Serviço de Imigração e Naturalização dos EUA (USCIS, na sigla em inglês) confirma ter adotado medidas para reforçar a verificação de antecedentes de candidatos à legalização, incluindo a suspensão por tempo indeterminado das decisões referentes a solicitantes de 39 países considerados de "alto risco". O Cato Institute destaca que embora as autoridades tenham excluído alguns grupos dessas restrições e, recentemente, declarado que planejam isentar certos médicos cujos pedidos ficaram retidos devido à suspensão, os atrasos no processamento estão deixando muitos solicitantes no limbo "e potencialmente vulneráveis ​​à prisão caso não tenham a documentação adequada aprovada". “Eles reduziram drasticamente a imigração legal para famílias. Reduziram drasticamente a imigração legal para empregadores. Basicamente, não há categoria que se possa encontrar que eles não tenham visado para reduções e cortes”, ressalta o diretor do Cato Institute, David Bier. Já Julia Gelatt, do Migration Policy, classifica os esforços da administração para desacelerar a imigração legal como “sem precedentes”. "O acúmulo de processos pendentes que vem crescendo no USCIS significa que muitas pessoas estão perdendo suas autorizações de trabalho, as proteções do DACA e ficando impossibilitadas de manter seu status de visto e permanecer legalmente nos EUA", diz. O USCIS defende que seu rigor reforçado na verificação é necessário para erradicar fraudes e crimes. "Estamos corrigindo as políticas irresponsáveis ​​da administração anterior, que permitiam que criminosos e fraudadores explorassem nosso sistema de imigração legal. Os oficiais não sofrem mais pressão para fazer vista grossa. Todo pedido recebe agora o escrutínio que os americanos merecem", declara a agência em nota. Mas os defensores dos direitos dos imigrantes acusam a administração republicana de usar incidentes isolados como pretexto para punir muitos daqueles que estão seguindo as regras. "É como se dissessem: 'Precisamos combater a imigração ilegal porque as pessoas deveriam fazer isso da maneira correta', e, em seguida, retirassem das pessoas justamente essa 'maneira correta'", conclui Bier. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)

  • Adolescentes são presos suspeitos de dez ataques a tiros no Texas

    A Polícia de Austin divulgou a imagem de um dos suspeitos flagrado pelas câmeras de segurança AUSTIN - Dois adolescentes foram presos e um potencial terceiro suspeito estava sendo procurado após pelo menos dez tiroteios aleatórios no fim de semana em Austin, Texas, que deixaram quatro pessoas feridas, disseram autoridades municipais no domingo, 17. Dirigindo pela cidade em veículos roubados, os suspeitos atiraram contra dois quartéis de bombeiros, prédios de apartamentos e casas durante uma série de assaltos e tiroteios de sábado à tarde a domingo de manhã, disse a chefe de polícia de Austin, Lisa Davis. Os dois jovens, de 15 e 17 anos, foram apreendidos depois que foram parados em um carro roubado e tentaram fugir a pé. Uma terceira pessoa que estava no carro também correu e permanecia foragida. Davis disse que não se sabia se essa pessoa estava envolvida nos tiroteios. Ela disse que a arma de fogo usada nos tiroteios havia sido roubada anteriormente pelo jovem de 15 anos, e que o jovem de 17 anos era procurado por um roubo de arma de fogo separado. A cidade ordenou que os moradores de uma grande parte da área sul da capital do Texas permanecessem abrigados em locais seguros no domingo enquanto procuravam pelos suspeitos. Com dois suspeitos sob custódia, a ordem foi posteriormente suspensa. Quatro vítimas foram levadas para hospitais, incluindo uma com ferimentos graves, disseram as autoridades. Os suspeitos roubaram pelo menos quatro veículos enquanto se deslocavam pela cidade, disse Davis. “Não temos nenhum motivo específico que tenha sido identificado. Na verdade, essas ações parecem ser aleatórias”, disse o prefeito Kirk Watson. ** Com AP **

  • OMS declara surto de ebola na África como emergência de saúde pública global

    Autoridades de saúde garantem que não há indícios para uma pandemia até agora (Foto: Médicos Sem Fronteira) WASHINGTON - A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou no fim de semana uma "emergência de saúde pública de âmbito internacional" após a identificação de um surto raro de ebola na República Democrática do Congo (RDC) e Uganda que já causou dezenas de mortes. Apesar da gravidade da situação, a agência esclareceu que o surto não atende aos critérios para ser classificado como pandemia. Segundo a OMS, o atual cenário pode ser "muito maior" do que o registrado até o momento, com risco significativo de disseminação local e regional. Até agora, foram confirmados oito casos laboratoriais do vírus, além de 246 casos suspeitos e 80 supostas mortes em três zonas de saúde, incluindo Bunia, capital da província de Ituri, e as cidades mineradoras de Mongwalu e Rwampara. As autoridades de saúde também confirmaram a detecção de um caso na capital Kinshasa, possivelmente em um paciente que havia retornado recentemente de Ituri. Fora da RDC, dois casos foram registrados em Uganda, país vizinho. O governo ugandês confirmou a morte de um homem de 59 anos que testou positivo para o vírus. O surto atual está associado à cepa Bundibugyo do vírus ebola, uma variante rara para a qual, segundo autoridades sanitárias citadas por agências internacionais, não existem medicamentos ou vacinas aprovadas. O vírus ebola é uma doença infecciosa grave, transmitida por contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas ou superfícies contaminadas. Os sintomas iniciais incluem febre, dores musculares, fadiga, dor de cabeça e dor de garganta. Em estágios mais avançados, podem surgir vômitos, diarreia, erupções cutâneas e sangramentos internos e externos. ** Com Ansa **

  • Aprovação de Trump cai 25 pontos entre eleitores latinos

    Trump apresenta uma queda geral na popularidade, de acordo com as últimas pesquisas WASHINGTON - A aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caiu 27 pontos entre a população latina que o elegeu em 2024, revela o levantamento do Pew Research Center divulgado na última semana. Segundo a pesquisa, 66% dos eleitores latinos o aprovavam em abril, ante os 93% registrados em fevereiro de 2025. Ao longo dos últimos 16 meses, o apoio passou de 36% para 22%. Já entre os apoiadores de outros grupos étnicos, o índice caiu de 95% para 79%.O levantamento atribui a queda à política imigratória e à perda de confiança em temas relacionados à economia, política externa, segurança pública e uso da força militar. Durante as eleições que garantiu a volta de Trump à Casa Branca, o republicano obteve uma votação recorde entre os latinos. Ele garantiu 48% dos votos, enquanto a democrata Kamala Harris conquistou uma pequena maioria, 51%. O aumento foi expressivo diante dos resultados eleitorais do Partido Republicano nos pleitos anteriores de 2020 (36%) e 2016 (28%). A maioria dos homens latinos votou na legenda em 2024. Entre as mulheres, houve uma ampliação de 13% nos votos para os republicanos, mas a maioria delas (53%) optou por Kamala Harris. ** Da Redação **

  • Rubio nega inspiração em Maduro para roupa que viralizou

    WASHINGTON - O secretário de Estado, Marco Rubio, negou ter se inspirado no deposto presidente venezuelano Nicolás Maduro no momento de escolher a roupa que aparece em uma foto que viralizou na internet. Uma imagem de Rubio com um conjunto esportivo cinza da Nike durante um voo para a China ao lado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, agitou as redes sociais. A roupa, da mesma marca e cor, é similar ao modelo Nike Tech Fleece que Maduro utilizava quando foi fotografado algemado em um helicóptero, depois que as forças americanas o capturaram em Caracas e o levaram para Nova York para ser julgado por narcotráfico. Steven Cheung, diretor de comunicação da Casa Branca, publicou nas redes sociais que Rubio estava utilizando o Nike Tech 'Venezuela' no Air Force One. Em suas primeiras declarações públicas sobre a foto viral, Rubio deixou claro que não tinha Maduro em mente. "Sabe de uma coisa? Ele me copiou porque eu já tinha antes. Quer dizer, eu não sei quando ele comprou o dele", disse Rubio sobre Maduro em entrevista ao canal NBC em Pequim. "A conclusão é que é um conjunto esportivo, que é confortável", afirmou o secretário de Estado. "Não havia nenhuma mensagem. Eu nem sabia que ele estava tirando a foto". Rubio, cubano-americano, é um inimigo ferrenho da esquerda latino-americana e ajudou a estabelecer as bases para a operação de 3 de janeiro destinada a derrubar Maduro. A Justiça dos EUA acusou o ex-presidente venezuelano e sua esposa de tráfico de drogas, o que eles negam. A vice-presidente de Maduro, Delcy Rodríguez, assumiu o governo da Venezuela com o apoio dos EUA. ** Com AFP **

  • 10 mil estudantes estão na mira do ICE por suspeita de fraude

    WASHINGTON - O ICE anunciou essa semana que pelo menos 10 mil estudantes, grande parte da Índia, estão sendo investigados sob suspeita de fraude imigratória em todo os Estados Unidos. Segundo o diretor interino do ICE, Todd Lyons, a investigação aponta o uso de empresas consideradas suspeitas, incluindo estruturas sem atividade real, endereços inexistentes e registros de estudantes vinculados a vagas fantasmas através do OPT (Optional Practical Training), que permite a estrangeiros com visto F-1 trabalhar no país após a graduação por até um ano. O programa também abre a oportunidade para legalizar através do trabalho pelo H-1B. "Já nos deparamos com casos envolvendo espionagem ameaças biológicas, roubo de propriedade intelectual, fraude de vistos e emprego e até golpes direcionados a idosos americanos, todos perpetrados por indivíduos que abusam de sua condição de estudante", afirmou Lyons em entrevista coletiva na terça-feira, 12. A operação nacional do Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) realizou inspeções na Flórida, Virgínia, Texas, Geórgia, Illinois, New York, New Jersey e Carolina do Norte até agora. Em alguns locais, agentes encontraram prédios vazios ou ausência de qualquer operação compatível com o número de trabalhadores registrados. De acordo com o ICE, há ainda casos de estudantes vinculados a empresas registradas em endereços residenciais ou que compartilhariam o mesmo espaço físico sem qualquer estrutura de funcionamento. Em parte das situações, investigadores relatam inconsistências nas informações fornecidas por supostos empregadores. O caso está sob investigação e os números podem aumentar, avisam as autoridades.

  • Irã ainda não recebeu vistos para disputar Copa do Mundo nos EUA, diz federação

    Arizona vai ser o Estado-sede da seleção iraniana nos Estados Unidos WASHINGTON - O presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, declarou nesta quinta-feira, 14, que o país ainda não recebeu os vistos para que a seleção viaje aos Estados Unidos e dispute a Copa do Mundo de 2026. A participação do Irã no torneio, que acontecerá de 11 de junho a 19 de julho, segue marcada pela incerteza desde o início da guerra no Oriente Médio, no fim de fevereiro, após os ataques lançados por Israel e Estados Unidos contra a República Islâmica. "Amanhã, ou depois de amanhã, teremos uma reunião decisiva com a Fifa. Ela deve nos apresentar garantias, porque o problema dos vistos continua sem solução", disse Taj, citado pela agência Irna. Copa do Mundo: como estão os preparativos para os EUA receberem a seleção do Irã? O presidente da Fifa, Gianni Infantino, reiterou que o Irã disputará suas partidas da Copa do Mundo nos Estados Unidos, como ficou estabelecido no sorteio do torneio, que também será disputado no Canadá e no México. "Não recebemos nenhuma informação da outra parte sobre quem obteve vistos. Os vistos ainda não foram emitidos", acrescentou Taj. Teerã e Washington não mantêm relações diplomáticas desde 1980, após a crise dos reféns na embaixada americana. Segundo o presidente da federação, os jogadores precisam viajar até a capital da Turquia, Ancara, para que suas impressões digitais sejam recolhidas como parte do procedimento de concessão dos vistos. "Nós não temos nada a ver com os Estados Unidos. Nos classificamos para a Copa do Mundo e é a FIFA que deve organizá-la", declarou. O Irã organizou uma cerimônia de despedida na quarta-feira (13) para a seleção nacional de futebol, antes da viagem para a Copa do Mundo de 2026. O 'Team Melli', que terá sua base de treinamento em Tucson, no Arizona, enfrentará Nova Zelândia, Bélgica e Egito no Grupo G da primeira fase da Copa. ** Com AFP **

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