Mãe de atirador de mesquita denunciou filho à polícia horas antes do crime
- Rádio Manchete USA

- há 2 dias
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SAN DIEGO - A mãe de um dos adolescentes suspeitos do ataque ao Centro Islâmico de San Diego, na Califórnia, avisou duas horas antes que a polícia que o filho tinha desaparecido e estava armado.
O chefe da polícia de San Diego, Scott Wahl, afirmou em entrevista coletiva que o tiroteio foi reportado por volta das 11h43 no horário local. Às 9h42, a mulher ligou para as autoridades e disse que o filho tinha impulsos suicidas e havia fugido de casa.
Segundo Wahl, ela informou que várias de suas armas haviam desaparecido, assim como o carro da família, e que não conseguia contato com o jovem. Também relatou que, na última vez em que o viu, ele estava com outro adolescente e ambos usavam roupas camufladas.
“Isso não condiz com o que normalmente observaríamos em alguém com tendências suicidas”, disse Wahl. Inicialmente, os policiais se deslocaram para dois locais: a Madison High School, que tinha ligações com um dos suspeitos, e o shopping Fashion Valley, após um radar identificar a placa do veículo usado pela dupla na região.
Os agentes chegaram a entrar na escola para averiguar a situação, mas não encontraram nada suspeito. Enquanto as buscas eram realizadas e a mãe era ouvida, uma pessoa ligou para a emergência e relatou que um atirador havia invadido a mesquita, que fica a cerca de 1,5 quilômetro da escola.
Ao suspeitarem que os jovens poderiam estar envolvidos, os policiais foram ao Centro Islâmico e encontraram três corpos na entrada do local. Minutos depois, às 11h52, outro denunciante relatou um ataque a tiros contra um jardineiro. Segundo Wahl, o homem não ficou ferido porque o disparo atingiu o capacete que usava.
Pouco depois, outra chamada informou sobre um veículo abandonado na região. No local, os policiais encontraram os dois adolescentes mortos dentro do carro. A principal hipótese é de que eles tenham tirado as próprias vidas após o ataque.
O chefe de polícia afirmou ainda que a mãe encontrou um bilhete deixado pelo filho, mas o conteúdo não foi revelado.
As vítimas não tiveram a identidade divulgada, mas entre elas está o segurança do templo religioso que, segundo as autoridades, agiu rapidamente e ajudou a evitar um número maior de feridos. “Suas ações foram heroicas e, sem dúvidas, hoje ele salvou vidas”, disse Wahl.
O centro é a maior mesquita do Condado de San Diego, no sul da Califórnia. O complexo inclui a Escola Al Rashid, que oferece cursos de língua árabe, estudos islâmicos e Alcorão.
Imagens aéreas mostraram mais de uma dúzia de crianças de mãos dadas sendo retiradas do estacionamento do local, cercado por dezenas de viaturas policiais. A mesquita fica em um bairro residencial com casas, apartamentos e centros comerciais com restaurantes e mercados do Oriente Médio.
O agente especial do escritório do Departamento Federal de Investigação (FBI) em San Diego, Mark Remily, afirmou que os investigadores estão “considerando isso um crime de ódio até que se prove o contrário”.
** Com Agências **

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