Resultados de busca
Search this site
1687 resultados encontrados com uma busca vazia
- Governo Trump quer terminar muro na fronteira com o México até 2027
WASHINGTON - As autoridades dos Estados Unidos afirmaram nesta terça-feira, 9, que o país pretende concluir o muro na fronteira com o México até o fim de 2027. “A barreira fronteiriça básica estará pronta por volta do fim de 2027, em toda parte”, afirmou o diretor da Polícia de Fronteira (CBP, na sigla em inglês), Rodney Scott. A barreira - feita de vigas de metal reforçado - se estenderá de San Diego, na Califórnia, até o Golfo do México, com exceção de alguns trechos. Ela será complementada por medidas de vigilância eletrônica e outros dispositivos, que poderão estar instalados por volta de meados de 2028, informou Scott em um evento organizado pelo Centro de Estudos sobre Imigração (CIS). Toda a área do Rio Grande, chamado de Rio Bravo no México, com mais de dois mil quilômetros de extensão entre os dois países, terá suas próprias barreiras físicas. “Os únicos lugares onde não estamos erguendo a muralha são aqueles em que decidimos conscientemente que não precisamos dela”, explicou o diretor da CBP ao citar como exemplo parques naturais muito acidentados e isolados no Novo México. “Estamos construindo cerca de seis milhas (quase 10 quilômetros) por dia. Já construímos aproximadamente 110 milhas (cerca de 177 quilômetros) desde o começo do governo. Estamos adiantados em relação ao cronograma e abaixo do orçamento", garantiu o repre O objetivo do muro, que inicialmente foi considerado de sucesso limitado por alguns observadores, é impedir não apenas a passagem de pessoas em situação irregular, mas também de drogas. Em ambos os casos, indicadores oficiais mostram uma queda significativa no contrabando. Por outro lado, o governo repulicano afirma que está de olho em possíveis alternativas para furar a barreira. “Estamos monitorando drones que voam ao longo do Rio Grande", admitiu. ** Com AP **
- Jacaré ganha prêmio de ‘delegado do ano’ na Lousiana
Motorista bêbado encarou o jacaré para fugir do flagrante da polícia (Foto: Redes Sociais) NOVA ORLEANS - Um jacaré virou protagonista de uma história inusitada na Louisiana após atacar um homem suspeito de dirigir sob efeito de álcool que tentava escapar da polícia atravessando um pântano. Em tom de brincadeira, o gabinete do xerife do Condado da Paróquia de Saint Charles publicou no Facebook nesta terça-feira, 9, a notícia que o réptil recebeu o título simbólico de “delegado do ano”. A corporação divulgou uma imagem gerada por inteligência artificial mostrando o animal, apelidado de “Al E. Gator”, vestido com uniforme policial e recebendo uma homenagem do xerife Greg Champagne. Segundo o comunicado, o caso ocorreu neste domingo (7) quando policiais rodoviários da Louisiana receberam denúncias sobre um Toyota sendo conduzido de forma imprudente na Interestadual 10. O veículo teria atingido uma barreira de concreto e sofrido um estouro de pneu. Pouco depois, os agentes localizaram o carro na Interestadual 310 e iniciaram uma abordagem. O motorista, identificado como Victor Rivas, de 40 anos, apresentava sinais de embriaguez. Durante a investigação, ele abandonou o local e saltou da parte elevada da rodovia para um pântano próximo, descreve o Boletim de Ocorrência. Equipes do gabinete do xerife foram acionadas para auxiliar nas buscas e, em um segundo momento, localizaram o suspeito caminhando nas proximidades. Quando os agentes tentaram prendê-lo, Rivas voltou a fugir para outra área alagada. Foi nesse momento que o jacaré entrou na história. Segundo as autoridades, o animal atacou Rivas e provocou ferimentos nos dois braços. Mesmo machucado, o suspeito continuou fugindo e só foi localizado posteriormente por uma equipe de drones, que orientou os agentes em solo até a captura. Nas redes sociais, o gabinete do xerife fez referência bem-humorada ao episódio. "O jacaré tentou convencer Rivas de que se render era a melhor opção, mas ele pensou diferente". O animal não sofreu ferimentos. Rivas foi levado a um hospital, onde recebeu atendimento para ferimentos sem risco de morte. Após receber alta, ele foi encaminhado ao Centro Correcional Nelson Coleman, acusado de dirigir sob efeito de álcool ou drogas e de resistir à prisão. Registros do sistema prisional indicam que ele permanece detido sob fiança de US$ 17,5 mil. A Louisiana abriga uma das maiores populações de jacarés do mundo. Segundo o Departamento de Vida Selvagem e Pesca, mais de três milhões desses animais vivem na região. ** Com AP **
- Câmara dos EUA aprova projeto de US$70 bilhões para reprimir imigração
Agências de repressão à imigração garantem financiamento até final de mandato de Trump WASHINGTON - A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou por margem estreita, na terça-feira, 9, um projeto de lei que destina quase US$ 70 bilhões à fiscalização migratória e o enviou ao presidente Donald Trump para sanção, reforçando a agenda de deportações do governo pelo restante de seu mandato. Os republicanos usaram sua maioria para aprovar o texto, que financia por três anos duas agências do Departamento de Segurança Interna. A proposta passou por 214 votos a 212, apesar da oposição dos democratas. O projeto prevê US$ 38 bilhões para o (ICE), US$ 26 bilhões para a Patrulha de Fronteira (CBP) e outros US$ 5 bilhões para cobrir custos imprevistos. A medida antecipa o financiamento anual rotineiro, garantindo um fluxo de recursos praticamente ininterrupto enquanto o governo republicano busca deportar cerca de 1 milhão de pessoas por ano. O presidente da Câmara, Mike Johnson, precisou manter sua bancada unida e com quórum praticamente completo para concluir semanas de negociações. A tramitação foi atrasada por uma previsão de mais de US$ 1 bilhão para a segurança da Casa Branca - incluindo o novo salão de baile de Trump - e por um fundo de US$ 1,8 bilhão para indenizar aliados do presidente que alegam ter sido investigados e processados injustamente. Essas propostas, consideradas politicamente tóxicas, foram retiradas do texto. Agora, o projeto se concentra exclusivamente na fiscalização migratória, tema que os republicanos tratam como uma linha divisória entre os dois principais partidos e que esperam que os ajude a vencer as eleições de meio de mandato deste ano. ** Com Agências **
- Comitês da Copa liberam ingressos de graça nos EUA
Ingressos gratuitos para residentes querem incluir população em evento diante de preços exorbitantes (Foto: Comitê NY/NJ) NOVA YORK - Um total de 770 ingressos gratuitos para a Copa do Mundo foram disponibilizados para residentes de Nova Jersey para os jogos no MetLife Stadium em East Rutherford, anunciou o comitê organizador de NY/ NJ nesta terça-feira (9). A iniciativa é financiada por doações do Uber e da Hackensack Meridian Health. Os ingressos serão distribuídos por sete partidas, com exceção da final em 19 de julho, sendo que 500 são destinados a clubes de futebol juvenil e familiares de membros da Guarda Nacional de Nova Jersey atualmente em serviço. Os demais serão entregues a pacientes do hospital Hackensack participantes do programa Make-A-Wish e a socorristas do Condado de Bergen. "Estamos entusiasmados em receber o mundo no Garden State para a Copa do Mundo que começa esta semana e em estar no centro das festividades, mas queremos, antes de tudo, que a experiência seja acessível e viável para o maior número possível de moradores de Nova Jersey", disse a governadora de Nova Jersey, Mikie Sherrill. Os 770 ingressos são intransferíveis para evitar revenda e cambismo. A primeira partida da Copa do Mundo no MetLife Stadium será entre Brasil e Marrocos, no sábado à noite, às 18 horas (horário local). A notícia surge após o anúncio, no mês passado, de que o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, havia garantido mil ingressos a US$ 50 cada através de sorteio para moradores da cidade. Na segunda-feira (8) a governadora de Massachusetts, Maura Healey, também anunciou a distribuição de 1.100 ingressos para os jogos da Copa do Mundo doados pela Airbnb. A maior parte vai ser destinada a jovens inscritos nos Boys & Girls Clubs. As redes de acolhimento de menores sob custódia do Estado e organizações que auxiliam famílias imigrantes como o BRACE - Brazilian American Center) também são beneficiadas. ** Com Assessorias **
- Governo Trump cria taxa de US$ 750 para serviço fura-fila em consulados
WASHINGTON - Os Estados Unidos devem lançar nos próximos dias um programa para quem está disposto a pagar US$ 750 a mais para obter um visto de turismo e negócio em até dez dias, de acordo com fontes ligadas à Casa Branca. Uma publicação no Diário Oficial ainda essa semana vai divulgar os detalhes de um programa-piloto, no qual os solicitantes poderão pagar o adicional para conseguir agendar um horário em embaixadas e consulados selecionados em menos de duas semanas. Atualmente, pode levar até dois meses para conseguir uma entrevista em um dos consulados americanos no Brasil. Em outros países pode levar mais de um ano. O fura-fila, como está sendo chamado, funcionará de 1º de julho a 31 de dezembro e pode ser estendido de acordo com a demanda, apurou a agência de notícias Associate Press. A nova taxa se soma ao custo de US$ 186 do processo e não garante a entrada no país nem é reembolsável.
- Vingança pode ser a causa da morte de brasileiro na Filadélfia
Samuel Dias Souza foi alvejado dentro da própria caminhonete FILADÉLFIA - As autoridades da Pensilvânia investigam a morte do brasileiro Samuel Souza Dias, de 30 anos, ocorrida na tarde de domingo, 7, em um píer do rio Delaware, na Filadélfia. O crime com requintes de crueldade pode ter sido cometido por vingança. O mineiro de Ipaba, no Vale do Rio Doce, foi alvejado enquanto estava sentado em sua caminhonete, estacionada em uma movimentada rampa de embarcações localizada na avenida Princeton, no bairro de Tacony. Segundo testemunhas ouvidas pela polícia, o suspeito de ter realizado os disparos fugiu em um jet-ski. Mas até o momento, ninguém foi preso. "Ele foi baleado várias vezes na cabeça e nas costas. Os paramédicos o declararam morto no local", afirmou o capitão Timothy Stephan, da Polícia da Filadélfia. Na presença de testemunhas Apesar de o autor dos disparos continuar foragido, o capitão informou que ele seria conhecido das testemunhas presentes na cena que informaram, inclusive, o nome do suspeito. O homicídio ocorreu em uma área bastante movimentada durante o fim de semana. Justamente por este grande fluxo no local, segundo a polícia, equipes já realizavam patrulhamento reforçado nas proximidades do rio. Possibilidade de vingança Nas horas seguintes ao homicídio, começaram a circular relatos nas redes sociais e entre membros da comunidade brasileira na Filadélfia sobre uma possível ligação entre a morte de Samuel Souza Dias e um crime ocorrido em Minas Gerais em 2019. Ele é acusado de assassinar o adolescente Nicollas Jhonas Martins Teixeira, de 14 anos, em Ipaba. A polícia não confirmou se já está usando a possível vingança como uma das linhas de investigação. A MANCHETE USA entrou em contato com o Fórum da Comarca de Ipatinga e confirmou a acusação de assassinato imposta a Dias. Os autos que a MANCHETE USA teve acesso revelam que o brasileiro morto na Filadélfia atuou no crime junto com Kaique Rosado, responsável por atrair Nicollas para um bar onde Dias o matou com tiros à queima roupa. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)
- Aprovação de Trump permanece próxima da mínima histórica
Presidente tem desagradado os próprios aliados ao fracassar em questões econômicas WASHINGTON - A taxa de aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manteve-se próxima dos níveis mais baixos de sua carreira política nos últimos dias, enquanto a maioria dos americanos espera que os preços da gasolina continuem subindo em meio à guerra com o Irã, mostrou pesquisa Reuters/Ipsos concluída nesta segunda-feira, 8. Cerca de 35% dos entrevistados disseram aprovar o desempenho de Trump na Casa Branca, mesmo índice de pesquisa anterior realizada em meados de maio. O resultado fica ligeiramente acima da menor aprovação da sua atual administração -- 34% em de abril-- e também próximo da mínima de seu primeiro mandato, de 33%, registrada em dezembro de 2017. O líder republicano enfrenta descontentamento generalizado nos últimos meses devido à decisão de entrar em guerra com o Irã, o que levou a um aumento nos valores dos combustíveis. Embora os preços da gasolina tenham caído ligeiramente nas últimas semanas em meio às apostas sobre o fim do conflito com o Irã, cerca de 59% dos entrevistados disseram que apostam na alta das bombas de combustível no próximo ano, enquanto 17% acreditam que deve melhorar. O restante dos ouvidos disse não ter certeza ou que os preços permaneceriam os mesmos, de acordo com a pesquisa realizada nos últimos seis dias. Em 28 de fevereiro, Trump ordenou ataques militares contra o Irã, junto com Israel, um aliado dos EUA. O Irã respondeu com contra-ataques que praticamente paralisaram a navegação em passagem -- o Estreito de Ormuz --que antes era responsável por um quinto do comércio global de petróleo. As negociações de paz ainda não resultaram em um acordo definitivo. CUSTO DE VIDA Apenas 22% dos americanos aprovam a forma como Trump está lidando com o custo de vida no país, enquanto 70% desaprovam. A população está mais insatisfeita com o desempenho do presidente nessa questão do que estavam com seu antecessor democrata , Joe Biden, que encerrou seu mandato com 29% de aprovação e 63% de desaprovação. Biden enfrentou anos de alta inflação, o que acabou prejudicando seu partido nas eleições presidenciais de 2024 e contribuiu para a vitória de Trump sobre Kamala Harris. O republicano fez campanha com promessas de melhorar a economia e os preços persistentemente altos dos combustíveis estão prejudicando as chances de seu partido manter o controle do Congresso nas eleições legislativas em novembro. Cerca de 36% dos americanos disseram aprovar os ataques dos EUA ao Irã. Uma parcela menor -- 25% -- respondeu considerar que os benefícios da guerra compensaram os custos. Realizada em todo o país, a mais recente pesquisa Reuters/Ipsos mostra que os eleitores registrados manifestaram a vontade de escolher os democratas em vez dos republicanos, por 41% a 37%, caso as eleições para o Congresso fossem realizadas hoje. A pesquisa on-line coletou respostas de 4.531 adultos e tem uma margem de erro de 2 pontos percentuais ** Com Reuters **
- Justiça decide que taxa de US$100 mil para visto H-1B imposta por Trump é ilegal
Taxa de US$ 100 mil prejudicou a contratação de profissionais, reclamam empresários BOSTON - Um juiz federal anulou nesta segunda-feira, 8, uma taxa de US$ 100 mil imposta pelo presidente dos Estados Unidos Donald Trump para novos vistos H-1B, voltados a trabalhadores estrangeiros altamente qualificados, concluindo que trata-se de um imposto ilegal e não autorizado pelo Congresso. O magistradoLeo Sorokin, de Boston, proferiu a decisão em um processo movido por 20 procuradores-gerais democratas de diferentes Estados, contestando o valor anunciado por Trump em setembro que aumentou drasticamente o custo da obtenção do H-1B. O governo argumentou que a taxa constitui uma penalidade monetária legal que o presidente está autorizado a impor de acordo com a lei federal de imigração, que confere a ele o poder de restringir a entrada de certos estrangeiros quando considerar "prejudicial aos interesses dos Estados Unidos". Sorokin discordou e definiu a cobrança como um imposto que não recebeu o aval do Congresso para ser cobrado. Ele avaliou ainda que o Departamento de Estado e o Serviço de Cidadania e Imigração (USCIS) não podiam implementar a taxa. "Aqui, a substância e a aplicação do pagamento de US$ 100 mil revelam que se trata de um imposto, independentemente de como o pagamento seja chamado", escreveu Sorokin, nomeado pelo ex-presidente democrata Barack Obama. O juiz citou a decisão da Suprema Corte dos EUA em fevereiro que derrubou as amplas tarifas impostas por Trumpo com base em uma lei destinada a ser usada em emergências nacionais. Segundo a lógica naquele caso, o presidente também não tinha autoridade, de acordo com a lei de imigração, para impor um imposto, ressaltou Sorokin. A porta-voz da Casa Branca, Taylor Rogers, afirmou em comunicado que o governo republicano está confiante de que a ordem de Sorokin será revertida em recurso. "O presidente Trump tem autoridade legal clara para restringir a entrada de qualquer classe de estrangeiros que ele determine não ser do melhor interesse dos Estados Unidos, e foi exatamente isso que ele fez", disse ela. O programa H-1B oferece 65 mil vistos anualmente, com mais 20 mil destinados a trabalhadores com formação acadêmica avançada, aprovados por um período de três a seis anos. Empresas de tecnologia, em particular, dependem muito de estrangeiros que recebem esse benefício. Antes da medida de Trump, empregadores que solicitavam esse visto geralmente pagavam entre US$ 2 mil e US$ 5 mil em taxas, dependendo de vários fatores. O aumento das taxas desestimulou os pedidos H-1B, de acordo com documentos judiciais. Até 15 de fevereiro, USCIS havia recebido apenas 85 pagamentos de US$ 100 mil, informou o governo em um documento apresentado em março. ** Com Reuters **
- Homem pega prisão perpétua por duplo assassinato com ajuda de brasileira
Brendan Banfield afirma inocência e classifica depoimento de babá como absurdo RESTON - O americano Brendan Banfield foi condenado à prisão perpétua na sexta-feira, 5, por duplo homicídio qualificado em crime com participação da babá brasileira Juliana Peres Magalhães, que chocou a comunidade da Virgínia há mais de três anos por seu requinte de crueldade. “O nível de crueldade, premeditação e desumanidade neste caso reflete algo muito mais profundo do que raiva ou impulso – reflete o mal, e é por isso que não hesito em condená-lo à prisão perpétua”, disse a juíza Penney Azcarate ao ler o destino do homem que mantém a alegação de inocência. A sentença era aguardada desde fevereiro quando Banfield foi considerado culpado pela morte de sua esposa, Christine, e de um desconhecido, Joseph Ryan, em fevereiro de 2023 na casa do casal em Reston. No início do ano, a magistrada condenou Juliana, ex-amante de Banfield, à pena máxima de dez anos pelo assassinato de Ryan. Leia também: Babá brasileira é condenada a dez anos de prisão por assassinato na Virgínia A babá, que foi contratada através do programa de Au-Pair em 2021 e se envolveu com o patrão no ano seguinte, manteve a versão de Banfield por mais de um ano, mas se declarou culpada por homicídio culposo e aceitou uma proposta de delação para tentar diminuir o tempo na cadeia. Apenas depois do acordo entre Juliana e o Estado, Banfield foi preso pelo duplo assassinato em setembro de 2024. Depoimento da brasileira O depoimento de Juliana foi fundamental para condenar o ex-namorado. Segundo os autos da Corte, Banfield e a brasileira usaram um site de fetiches para atrair Ryan até a casa em Reston. O desconhecido acreditava que teria um encontro sexual consensual com Christine, no qual a amarraria e usaria uma faca para cortar as roupas da mulher. Os dispositivos eram da própria vítima e usados para enviar as mensagens enquanto ela estava em casa para não levantar dúvidas sobre a autoria, contou Juliana. A babá teria se passado pela patroa em uma conversa por áudio com Ryan no aplicativo de relacionamento. Na manhã do crime, Banfield saiu de casa enquanto a mulher dormia. Juliana também deixou a residência com a criança, de dois anos, e esperou dentro do carro a chegada de Ryan, afirmou a paulista no tribunal. A brasileira avisou ao amante, que aguardava em uma lanchonete perto dali, quando a vítima chegou. Banfield abriu a porta para Ryan usando o aplicativo que acessava o celular da mulher e voltou para casa. Juliana e Banfield entraram com a criança e a levaram para o porão antes de subir para o quarto onde estava Christine. Ao entrar, Juliana descreveu que a patroa estava no chão e Ryan estava sobre ela com uma faca. O marido então atirou em Ryan enquanto Christine gritava para Juliana chamar a polícia. A babá ligou para o 911, mas o patrão mandou que desligasse. Nesse momento, Banfield estava esfaqueando a mulher. Segundo Juliana, foi então que Ryan se levantou e ela o acertou com um segundo tiro. O inquérito descreve que Juliana ligou para a polícia pouco antes das 7h50 no dia 24 de fevereiro de 2023 e desligou rapidamente. Três minutos depois, a babá voltou a ligar e disse que "sua amiga foi ferida". Banfield, que era agente da Receita Federal, pegou o telefone e relatou que havia atirado contra um homem que invadiu sua casa e esfaqueou sua mulher. De acordo com as as autoridades do Condado de Fairfax, o marido esfregou o sangue de Christine em Ryan para simular que o desconhecido havia cometido o crime. Inocente Banfield sustenta a sua inocência. Em depoimento, o americano contestou a versão da brasileira de conspirar para matar Christina e a definiu como "completamente absurda". O americano afirmou que amava a sua esposa, embora tenha alegado que ambos tiveram casos extraconjugais ao longo de seus quase 20 anos de relacionamento. Banfield também negou que mantinha um affair com Juliana na época dos assassinatos. Na versão do condenado, ele retornou à casa no dia do crime após "receber um telefonema da babá que estava angustiada por não conseguir falar com a patroa". Em depoimento, ele disse ter entrado no quarto principal com sua arma de serviço em punho e se identificou como "policial". Ryan estava ajoelhado sobre a vítima nua no chão e começou a esfaqueá-la. Banfield então disparou um tiro que atingiu o homem. Em seguida, Juliana atirou novamente. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)
- EUA oficializam classificação de CV e PCC como organizações terroristas
WASHINGTON - Os Estados Unidos oficializaram a classificação das facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como terroristas, em publicação no Diário Oficial desta sexta-feira, 5. O documento assinado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, afirma que PCC e CV "são estrangeiros que cometeram ou tentaram cometer, representam um risco significativo de cometer, ou participaram de treinamento para cometer atos de terrorismo que ameaçam a segurança de cidadãos norte-americanos ou a segurança nacional, a política externa ou a economia dos Estados Unidos". O secretário autoriza, sem aviso prévio, o bloqueio de bens e de fundos pertencentes a essas organizações nos EUA. O documento afirma que a designação foi adotada em concordância com a Procuradoria-Geral e o Secretaria do Tesouro dos EUA. A publicação oficializa a classificação anunciada por Rubio no dia 28 de maio em uma rede social à revelia do governo Luiz Inácio Lula da Silva, e após pedido expresso e apoio político do pré-candidato de oposição ao Palácio do Planalto e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O governo brasileiro entende que a designação permitiria, no limite, que os EUA promovessem uma operação militar em território nacional. Apesar de a designação vir a tona após o encontro entre Flávio e o presidente dos EUA, Donald Trump, a administração republicana avaliava há meses o enquadramento dos dois grupos e mantinha diálogo com o governo brasileiro sobre a intenção de efetivar esse plano. ** Com Agências **
- ICE prende 48 trabalhadores em metalúrgica da Carolina do Sul
Executivos foram presos por envolvimento no esquema de documentos falsos, ressaltou o procurador-geral ABBEVILLE - O ICE prendeu 48 trabalhadores em uma metalúrgica na Carolina do Sul, anunciaram as autoridades na quinta-feira, 4. Dois executivos da empresa e outras quatro pessoas também foram presas em uma investigação sobre roubo de identidade e fabricação de documentos falsos. A operação na Burnstein von Seelen Precision Castings, em Abbeville, um dia antes foi resultado de uma investigação de dois anos envolvendo órgãos estaduais e federais. "O ICE prendeu trabalhadores por supostas violações das leis de imigração. O gerente da fábrica e o diretor de recursos humanos da empresa foram presos sob a acusação de terem contratado imigrantes em situação irregular nos Estados Unidos", disse o procurador-geral do estado, Alan Wilson, em uma coletiva de imprensa. Os executivos da empresa foram indiciados por um júri estadual, juntamente com outras quatro pessoas acusadas de fabricar e vender documentos de identidade falsos, tanto federais quanto estaduais, utilizando informações obtidas por meio de roubo de identidade. “Queremos deixar claro que não se trata de perseguir pessoas que estão tentando sustentar suas famílias”, disse Wilson. “Não se trata de perseguir empresas ou negócios que, sem saber, contratam imigrantes ilegais. Trata-se de perseguir algo muito maior, uma conspiração de pessoas na Carolina do Sul para roubar identidades com o objetivo de criar cartões de Seguro Social, carteiras de motorista e documentos de imigração falsos.” Representantes da Burnstein von Seelen não responderam aos nossos pedidos de comentário até a publicação dessa matéria. Em nota, o ICE afirma que está revisando o status imigratório dos 48 trabalhadores detidos, incluindo pessoas com histórico de detenções e algumas que já haviam recebido ordens de deportação. O caso segue sob investigação e outras prisões podem ser efetuadas. ** Da Redação **
- Senado dos EUA aprova US$ 70 bilhões para a ofensiva migratória de Trump
Financiamento bilionário do ICE segue para a Câmara que tem maioria republicana WASHINGTON - O Senado dos Estados Unidos aprovou US$ 70 bilhões em financiamento para a campanha de Donald Trump de fiscalização da imigração, após um dia de votação sobre várias emendas que evidenciaram as divisões entre os republicanos em relação a outras propostas políticas do presidente. O projeto de lei prevê recursos para o (ICE) e para a Patrulha da Fronteira (CBP) pelo restante do mandato de Trump, dando ao líder republicano uma vitória significativa em uma de suas principais bandeiras após meses de disputas legislativas. A medida agora segue para a Câmara dos Representantes, onde os líderes republicanos planejam analisá-la no início da próxima semana e enviá-la para a sanção do presidente. A votação ocorreu após uma paralisação parcial registrada do Departamento de Segurança Interna (DHS) no início deste ano, quando os democratas se recusaram a apoiar novos fundos para a fiscalização da imigração sem restrições, que incluíam táticas como batidas policiais e o uso de máscaras por agentes. Os republicanos rejeitaram essas critérios, optando, em vez disso, por financiar o ICE e a CBP por meio do processo acelerado de "reconciliação orçamentária", que lhes permite contornar a oposição democrática, desde que mantenham os seus próprios membros unidos. A votação no Senado ocorreu após uma sessão de maratona na quinta-feira, durante as quais várias emendas foram votadas, evidenciando mais uma vez as divisões entre os republicanos. O texto incluía, por exemplo, uma proposta para um fundo de "antipolitização" para aliados de Trump que alegam ter sido alvo de perseguição injusta por administrações anteriores, e uma palavra de US$ 1 bilhão para a segurança do salão de baile que Trump planeja construir na Casa Branca. O projeto de lei de não incluiu mais a definição "salão de baile", mas ambas as questões enfatizaram o desconforto entre alguns republicanos em defesa das prioridades de Trump na corrida para as eleições de meio de mandato. Rebelião O projeto de lei foi adiado por semanas devido a uma rebelião de alguns senadores contra o pacote de compensação "antipolitização" proposto pelo Departamento de Justiça, no valor de US$ 1,8 bilhão. Os críticos consideraram um “fundo opaco” que poderia permitir que pessoas condenadas pelo ataque ao Capitólio em 2021 recebessem dinheiro dos contribuintes. O procurador-geral interino, Todd Blanche, disse aos parlamentares esta semana que o governo não daria suspensão ao fundo. Mas Trump continuou a defendê-lo como um projeto “maravilhoso” e disse que teria que “consultar os advogados” para saber se estava morto ou apenas suspenso. Essa ambiguidade levou alguns republicanos a tentarem eliminar explicitamente o fundo da lei. “Não há como explicar o fundo de US$ 1.776 bilhões” de dólares, disse o senador republicano Thom Tillis, da Carolina do Norte, a repórteres. Embora as votações sobre as emendas tenham sido feitas um pouco para impedir a agenda de Trump, elas destacaram um problema recorrente para os republicanos: mesmo com o controle do Congresso, eles precisam lidar com a resistência interna ao custo político associado a algumas das prioridades do presidente. Vários senadores se distanciaram de medidas que visavam o fundo de “antipolitização”, o financiamento futuro do salão de baile e a tentativa de Trump de nomear um funcionário da área de habitação leal ao presidente para chefiar a inteligência dos EUA. Os democratas também aproveitaram a oportunidade para tentar redirecionar verbas da fiscalização da imigração para o setor de habitação e outros programas sociais. Com a aproximação das eleições de meio de mandato, marcadas pela inflação, os democratas argumentaram que os republicanos priorizaram a agenda de deportações de Trump em detrimento do custo de vida. ** Com AFP **
.png)











