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Homem pega prisão perpétua por duplo assassinato com ajuda de brasileira


Brendan Banfield afirma inocência e classifica depoimento de babá como absurdo
Brendan Banfield afirma inocência e classifica depoimento de babá como absurdo

RESTON - O americano Brendan Banfield foi condenado à prisão perpétua na sexta-feira, 5, por duplo homicídio qualificado em crime com participação da babá brasileira Juliana Peres Magalhães, que chocou a comunidade da Virgínia há mais de três anos por seu requinte de crueldade.


“O nível de crueldade, premeditação e desumanidade neste caso reflete algo muito mais profundo do que raiva ou impulso – reflete o mal, e é por isso que não hesito em condená-lo à prisão perpétua”, disse a juíza Penney Azcarate ao ler o destino do homem que mantém a alegação de inocência.


 A sentença era aguardada desde fevereiro quando Banfield foi considerado culpado pela morte de sua esposa, Christine, e de um desconhecido, Joseph Ryan, em fevereiro de 2023 na casa do casal em Reston.


No início do ano, a magistrada condenou Juliana, ex-amante de Banfield, à pena máxima de dez anos pelo assassinato de Ryan.



A babá, que foi contratada através do programa de Au-Pair em 2021 e se envolveu com o patrão no ano seguinte, manteve a versão de Banfield por mais de um ano, mas se declarou culpada por homicídio culposo e aceitou uma proposta de delação para tentar diminuir o tempo na cadeia.


Apenas depois do acordo entre Juliana e o Estado, Banfield foi preso pelo duplo assassinato em setembro de 2024.


Depoimento da brasileira

O depoimento de Juliana foi fundamental para condenar o ex-namorado. Segundo os autos da Corte, Banfield e a brasileira usaram um site de fetiches para atrair Ryan até a casa em Reston. O desconhecido acreditava que teria um encontro sexual consensual com Christine, no qual a amarraria e usaria uma faca para cortar as roupas da mulher.


Os dispositivos eram da própria vítima e usados para enviar as mensagens enquanto ela estava em casa para não levantar dúvidas sobre a autoria, contou Juliana. A babá teria se passado pela patroa em uma conversa por áudio com Ryan no aplicativo de relacionamento.


Na manhã do crime, Banfield saiu de casa enquanto a mulher dormia. Juliana também deixou a residência com a criança, de dois anos, e esperou dentro do carro a chegada de Ryan, afirmou a paulista no tribunal.


A brasileira avisou ao amante, que aguardava em uma lanchonete perto dali, quando a vítima chegou. Banfield abriu a porta para Ryan usando o aplicativo que acessava o celular da mulher e voltou para casa.


Juliana e Banfield entraram com a criança e a levaram para o porão antes de subir para o quarto onde estava Christine. Ao entrar, Juliana descreveu que a patroa estava no chão e Ryan estava sobre ela com uma faca. O marido então atirou em Ryan enquanto Christine gritava para Juliana chamar a polícia. A babá ligou para o 911, mas o patrão mandou que desligasse.


Nesse momento, Banfield estava esfaqueando a mulher. Segundo Juliana, foi então que Ryan se levantou e ela o acertou com um segundo tiro.


O inquérito descreve que Juliana ligou para a polícia pouco antes das 7h50 no dia 24 de fevereiro de 2023 e desligou rapidamente. Três minutos depois, a babá voltou a ligar e disse que "sua amiga foi ferida". Banfield, que era agente da Receita Federal, pegou o telefone e relatou que havia atirado contra um homem que invadiu sua casa e esfaqueou sua mulher.


De acordo com as as autoridades do Condado de Fairfax, o marido esfregou o sangue de Christine em Ryan para simular que o desconhecido havia cometido o crime.


Inocente


Banfield sustenta a sua inocência. Em depoimento, o americano contestou a versão da brasileira de conspirar para matar Christina e a definiu como "completamente absurda".


O americano afirmou que amava a sua esposa, embora tenha alegado que ambos tiveram casos extraconjugais ao longo de seus quase 20 anos de relacionamento.


Banfield também negou que mantinha um affair com Juliana na época dos assassinatos.


Na versão do condenado, ele retornou à casa no dia do crime após "receber um telefonema da babá que estava angustiada por não conseguir falar com a patroa".


Em depoimento, ele disse ter entrado no quarto principal com sua arma de serviço em punho e se identificou como "policial". Ryan estava ajoelhado sobre a vítima nua no chão e começou a esfaqueá-la. Banfield então disparou um tiro que atingiu o homem. Em seguida, Juliana atirou novamente.


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