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ICE prende 48 trabalhadores em metalúrgica da Carolina do Sul


Executivos foram presos por envolvimento no esquema de documentos falsos, ressaltou o procurador-geral
Executivos foram presos por envolvimento no esquema de documentos falsos, ressaltou o procurador-geral

ABBEVILLE - O ICE prendeu 48 trabalhadores em uma metalúrgica na Carolina do Sul, anunciaram as autoridades na quinta-feira, 4. Dois executivos da empresa e outras quatro pessoas também foram presas em uma investigação sobre roubo de identidade e fabricação de documentos falsos.


A operação na Burnstein von Seelen Precision Castings, em Abbeville, um dia antes foi resultado de uma investigação de dois anos envolvendo órgãos estaduais e federais.


"O ICE prendeu trabalhadores por supostas violações das leis de imigração. O gerente da fábrica e o diretor de recursos humanos da empresa foram presos sob a acusação de terem contratado imigrantes em situação irregular nos Estados Unidos", disse o procurador-geral do estado, Alan Wilson, em uma coletiva de imprensa.


Os executivos da empresa foram indiciados por um júri estadual, juntamente com outras quatro pessoas acusadas de fabricar e vender documentos de identidade falsos, tanto federais quanto estaduais, utilizando informações obtidas por meio de roubo de identidade.


“Queremos deixar claro que não se trata de perseguir pessoas que estão tentando sustentar suas famílias”, disse Wilson. “Não se trata de perseguir empresas ou negócios que, sem saber, contratam imigrantes ilegais. Trata-se de perseguir algo muito maior, uma conspiração de pessoas na Carolina do Sul para roubar identidades com o objetivo de criar cartões de Seguro Social, carteiras de motorista e documentos de imigração falsos.”


Representantes da Burnstein von Seelen não responderam aos nossos pedidos de comentário até a publicação dessa matéria.


Em nota, o ICE afirma que está revisando o status imigratório dos 48 trabalhadores detidos, incluindo pessoas com histórico de detenções e algumas que já haviam recebido ordens de deportação.


O caso segue sob investigação e outras prisões podem ser efetuadas.


** Da Redação **



 
 
 

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