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- Número de mortos por terremotos na Venezuela sobe para 3.811
Levantamento extra-oficial aponta que número de mortos pode chegar a 50 mil CARACAS - Pelo menos 3.811 pessoas morreram até esta quarta-feira, 8, em consequência dos dois terremotos que atingiram o norte da Venezuela há duas semanas, segundo o balanço oficial divulgado pelo governo venezuelano. Os tremores consecutivos, de magnitudes 7,2 e 7,5, deixaram ainda 16.740 feridos e 17.907 desabrigados, de acordo com o boletim lido pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez. O desastre afetou especialmente o Estado costeiro de La Guaira, onde mais de 800 edifícios foram atingidos, dos quais 190 desabaram completamente. Também nesta quarta-feira, a presidente interina, Delcy Rodríguez, pediu ao rei Charles III que o ouro venezuelano das reservas internacionais, retido no Banco da Inglaterra, seja liberado para que o governo local utilize os recursos no atendimento às vítimas dos terremotos. No Banco da Inglaterra estão depositados lingotes de ouro da Venezuela, avaliados em US$ 1,9 bilhão. A Justiça britânica já havia recusado ceder o controle desses recursos ao então governo de Nicolás Maduro, por considerá-lo ilegítimo. "Decidi enviar uma carta ao rei da Inglaterra para que liberem o ouro que está retido no Banco da Inglaterra. Esse ouro pertence ao nosso povo. É para enfrentar as consequências do terremoto", declarou Delcy Rodríguez. Mais cedo nesta quarta, o chanceler Yván Gil também havia pedido a liberação dos recursos da Venezuela "bloqueados" no exterior. A ONU, por sua vez, tenta arrecadar quase US$ 300 milhões para ajudar na recuperação do país. Rodríguez afirmou ainda que conversou com a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, para insistir na liberação de recursos da instituição. "Conversei por telefone com a diretora do Fundo Monetário Internacional, a quem agradeço pela atenção e compreensão, para liberar recursos bloqueados da Venezuela que estão no Fundo." A Venezuela possui no FMI 3,568 bilhões de Direitos Especiais de Saque (DES), equivalentes a aproximadamente US$ 5,1 bilhões, recursos que foram bloqueados porque o Fundo não reconheceu Maduro como presidente. Delcy Rodríguez era vice de Maduro e assumiu a presidência interina da Venezuela depois que o então líder venezuelano foi capturado em 3 de janeiro, durante uma operação militar dos Estados Unidos em Caracas. Ele foi levado para os EUA, onde é acusado de narcotráfico. ** Com Agências **
- Agente do ICE mata mexicano durante uma abordagem na rua
Araujo morava nos EUA há 35 anos, de acordo com um dos três filhos do mexicano HOUSTON - Um agente do ICE matou a tiros um motorista em Houston nesta terça-feira, 7, durante uma tentativa dos policiais de parar o veículo do homem, de acordo com um comunicado da própria organização. Lorenzo Salgado Araujo, descrito pelo ICE como cidadão do México e "estrangeiro em situação irregular" que tentou fugir da prisão durante uma "operação de fiscalização direcionada" realizada por agentes federais de imigração. De acordo com a versão do órgão americano, Araujo "bateu contra um veículo da polícia do ICE, recusou-se a obedecer a várias ordens verbais e usou seu veículo como arma na tentativa de atropelar um agente do ICE". O confronto resultou em um "agente disparando sua arma em legítima defesa", atingindo o motorista, que foi levado a um hospital onde morreu devido aos ferimentos, informou a agência. O filho de Araujo, Ronaldo Salgado, disse à emissora de televisão em espanhol Telemundo Houston que seu pai foi baleado enquanto procurava trabalhadores para contratar na região. Em uma declaração divulgada pela Liga dos Cidadãos Latino-Americanos Unidos (LULAC), Ronaldo afirma que o pai vivia nos Estados Unidos há 35 anos e estava em processo de legalização. Ele trabalhava na construção para sustentar a mulher e três filhos e "não merecia morrer dessa forma", diz a nota. Juliet Martinez foi uma das pessoas que gravaram os momentos finais de Araújo. Ela estava a caminho de deixar o filho na escola quando viu dois agentes federais sobre o homem caído no chão. O mexicano estava de bruço, algemado e sangrando, com a perna tremendo, enquanto gemidos altos podiam ser ouvidos. Outra gravação publicada pela KRIV-TV, uma afiliada da Fox em Houston, mostra a mesma cena em um ângulo diferente capaz de captar que outros dois homens aparecem no chão, algemados, do outro lado da van. O caso está sendo investigado pelo FBI, mas organizações de direitos civis e direito dos imigrantes pedem uma investigação independente para apurar a morte de Araujo. "Todos o vídeos, inclusive das câmeras corporais, e evidências devem ser divulgados", ressalta a petição da LULAC. Em vários casos ao longo do último ano, as declarações iniciais das agências de fiscalização de imigração foram contestadas por imagens ou outras evidências, às vezes em tribunal. **Da Redação com agências**
- Flávio Bolsonaro cita eleições no Brasil e diz que tarifaço beneficia Lula em audiência nos EUA
Flávio Bolsonaro em comissão que discute as taxações (Foto: Fernando Pessoa/Divulgação Flávio Bolsonaro) WASHINGTON - O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira, 7, em audiência nos Estados Unidos que a adoção de uma tarifa sobre os produtos brasileiros beneficiaria o presidente Lula (PT) e que agora seria "o pior momento" para implantá-la. Ele também citou o caso Master, sem mencionar o seu elo com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, afirmou que um novo tarifaço poderia aproximar o país da China e defendeu o Pix. Flávio foi à audiência junto com o irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), condenado por coação a autoridades no STF (Supremo Tribunal Federal) e cassado pela Câmara dos Deputados. Três pessoas sentadas lado a lado em mesa de reunião, com microfones e pastas à frente. O homem à esquerda veste terno azul e gravata clara, o homem ao centro veste terno cinza e gravata azul, e a mulher à direita veste blazer preto e blusa clara. Ao fundo, outras pessoas estão sentadas e algumas em pé, em ambiente de sala de conferências. Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em comissão que discute as taxações nos EUA - Fernando Pessoa/Divulgação Flávio Bolsonaro A fala de Flávio acontece em meio às audiências promovidas pelo USTR (Escritório de Comércio dos EUA) que investiga o Brasil por supostas práticas desleais sob a Seção 301 desde julho do ano passado. No dia 1º de junho, o escritório anunciou a conclusão da investigação que analisou diferentes temas relacionados ao Brasil, entre eles sistemas de pagamentos, como Pix, desmatamento ilegal, big techs e corrupção, e sugeriu um novo tarifaço de 25% contra produtos brasileiros. Após a divulgação do resultado da Seção 301, audiências acontecem em Washington para que entidades interessadas no caso possam se posicionar sobre o caso. Depois do depoimento desta terça, Flávio disse em fala rápida com a imprensa querer o cancelamento da taxação, não o adiamento —ao contrário do que declarou em documento enviado ao USTR há cinco dias. No texto, ele afirmou que medidas econômicas de grande porte às vésperas da eleição podem ser vistas como "uma tentativa de influenciar o resultado" e que "adiar a implementação até depois das eleições elimina essa caracterização". No início da fala na audiência, o pré-candidato do PL lembrou que esteve com o presidente dos EUA, Donald Trump, e membros do gabinete, como o vice J. D. Vance e o secretário de Estado Marco Rubio, e afirmou ter pedido que os americanos não taxassem o Brasil. A sala onde Flávio discursou ficou lotada e ultrapassou sua capacidade. No mesmo prédio, outra audiência do USTR —sobre a investigação de trabalho forçado, que envolve 60 nações, entre eles o Brasil— também atraiu grande público e operou com lotação máxima. O senador disse que as tarifas do ano passado não trouxeram benefícios para a economia americana e acabaram fortalecendo o governo Lula. "Impor uma tarifa agora, que depois seria difícil de reverter, acabaria recompensando justamente os responsáveis pelas ações em questão. Punir aqueles que já arcaram com as consequências seria o pior momento possível para agir", afirmou. "Peço respeitosamente a este país: não imponham tarifas ao Brasil. Preservem o sucesso desta relação, cancelem essa medida e deixem que negociemos", completou Flávio. O senador afirmou que o Pix não é "um problema, mas é uma solução" lançada durante a gestão Bolsonaro e que poderia favorecer empresas americanas. ** Agência Folha **
- EUA lançam "Trump Accounts" para crianças
Trump durante a cerimônia simbólica da abertura da Bolsa de Valores de Nova York na segunda-feira WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tocou no Salão Oval da Casa Branca o sino de abertura da Bolsa de Valores de Nova York em uma ação simbólica para o lançamento oficial para uma conta de poupança e investimento para cidadãos americanos menores de até 18 anos. As conhecidas "Trump Accounts" entraram em operação no sábado, durante o feriado do Dia da Independência dos EUA. Até o momento, mais de 6 milhões de contas foram abertas para crianças menores de 18 anos, segundo o Departamento do Tesouro americano. Dessas, 1,4 milhão receberão a contribuição federal inicial de US$ 1 mil. O valor é destinado para bebês que nascerem entre 1 de janeiro de 2025 e 31 de dezembro de 2028, período do segundo mandato de Trump. Leia também: Trump anuncia contas bancárias com US$ 1 mil para crianças nascidas sob o seu governo Qualquer um dos pais pode abrir uma conta para a criança elegível, independentemente do status migratório do responsável, e o beneficiado pode ter acesso ao valor ao completar 18 anos para propósitos específicos como pagar mensalidades de universidades, iniciar um negócio ou dar entrada em uma casa. Bancos e corretoras privadas vão administrar o dinheiro, que deve ser investido em fundos de índice dos EUA que acompanham o mercado de ações e podem cobrar no máximo taxas anuais de 0,10%. Os pais podem contribuir com até US$ 2.500 anuais, como já ocorre com contas de aposentadoria. Já empregadores dos pais, parentes, amigos podem fazer doações que, somadas, cheguem a US$ 5 mil em um ano. Governos e instituições de caridade também estão autorizados a colocar dinheiro. ** Com Agências **
- Fifa mantém suspensão de cartão vermelho de artilheiro dos EUA
NOVA YORK - A Fifa manteve nesta segunda-feira, 6, a revogação do cartão vermelho de Folarin Balogun que fica disponível para defender os Estados Unidos no confronto das oitavas de final da Copa do Mundo, contra a Bélgica. A Real Associação Belga de Futebol (RBFA) declarou estar "surpresa" com a decisão e pediu explicações. A Fifa entendeu que os belgas estavam entrando com um recurso e a argumentação foi considerada insuficiente horas antes da partida. A RBFA ressaltou que todos os cartões vermelhos aplicados anteriormente nesta Copa do Mundo resultaram automaticamente em suspensão e que a decisão da Fifa está em "direta contradição" com o regulamento da competição, o qual foi "explicitamente reafirmado" pela entidade máxima do futebol a todas as seleções participantes em maio. A Fifa informou que a suspensão automática de uma partida ficaria cassada por um ano. Nenhuma justificativa específica foi apresentada para a medida, além da menção a uma regra que permite a suspensão de punições. "Em conformidade com o artigo 27 do Código Disciplinar da Fifa, a aplicação da suspensão da partida fica suspensa por um período probatório de um ano", informou a entidade máxima do futebol mundial em comunicado. "Caso Folarin Balogun cometa outra infração de natureza e gravidade semelhantes durante o período probatório, a suspensão será revogada e a sanção será aplicada, sem prejuízo de qualquer penalidade adicional imposta pela nova infração." O presidente dos EUA, Donald Trump, agradeceu à Fifa por "reverter uma grande injustiça" em uma publicação na rede social Truth Social. "Obrigado à Fifa por fazer o que era certo e reverter uma grande injustiça! Presidente DONALD J. TRUMP." De modo geral, nos EUA, houve muita insatisfação entre os torcedores em relação ao cartão vermelho aplicado a um de seus principais jogadores. Muitos veículos de comunicação questionaram a decisão e a forma como o futebol aplica suas regras — especificamente a obrigatoriedade de deixar o campo após receber o cartão vermelho e a consequente suspensão para uma partida futura. Balogun tem sido uma peça-chave para os EUA na Copa, marcando dois gols pela equipe comandada por Mauricio Pochettino na estreia, uma vitória por 4 a 1 sobre o Paraguai. O ex-atacante do Arsenal também abriu o placar contra a Bósnia antes de ser expulso aos 64 minutos, após uma disputa de bola pelo alto com Muharemovic. O jogador de 25 anos, artilheiro da equipe americana, recebeu cartão vermelho por uma falta no zagueiro da Bósnia e Herzegovina, Tarik Muharemovic, durante a vitória por 2 a 0 que garantiu a classificação de sua seleção, uma das anfitriãs do torneio, na fase anterior. Enquanto Balogun tentava proteger a bola, Muharemovic conseguiu se posicionar à sua frente; ao descer o pé de volta ao gramado, o atacante acabou pisando na parte de trás do tornozelo do bósnio, provocando uma torção. O árbitro brasileiro Raphael Claus exibiu o cartão vermelho após ser chamado ao monitor à beira do campo para rever o lance em supercâmera lenta, com a assistência do VAR, o árbitro de vídeo. ** Com Agências **
- Justiça proíbe ICE de manter migrantes detidos sem audiências de fiança por mais de 90 dias
Imigrantes têm direito a audiência de fiança, decide tribunal de apelações WASHINGTON - O ICE não pode deter pessoas por mais de 90 dias sem lhes oferecer a possibilidade de serem libertadas mediante fiança, decidiu nesta quinta-feira, 2, o Tribunal de Apelações do 5º Circuito. O parecer da Corte, com sede em Nova Orleans, por 2 votos a 1, pode afetar milhares de pessoas que foram detidas em Estados sob sua jurisdição, incluindo o Texas e a Louisiana, como parte da repressão à imigração promovida pelo presidente Donald Trump. Um painel diferente do mesmo tribunal havia sido o primeiro do país a endossar a nova interpretação do governo Trump de uma lei federal de imigração, segundo a qual seria permitida a detenção obrigatória de não cidadãos que vivem nos Estados Unidos. Mas a decisão de fevereiro não abordou se as garantias do devido processo legal previstas na Quinta Emenda da Constituição dos EUA exigem que esses mesmos migrantes tenham a chance de solicitar a libertação comparecendo perante um juiz de imigração para uma audiência de fiança. O juiz federal Leslie Southwick, redigindo o parecer da maioria na decisão de ontem, afirmou que a Suprema Corte dos EUA deixou claro em 2001 que a cláusula do devido processo legal protege a todos, incluindo os dois cidadãos mexicanos e o hondurenho cujos casos estavam sendo julgados pelo 5º Circuito. O Departamento de Segurança Interna (DHS) e o ICE não responderam ao nosso pedido de comentário. ** Com Reuters **
- Governo Trump considera desfile de supremacistas brancos como 'liberdade de expressão'
“Vamos recuperar os Estados Unidos!”, gritavam os supremacistas WASHINGTON - Um funcionário de alto escalão do governo de Donald Trump minimizou neste domingo, 5, o desfile de supremacistas brancos realizado na véspera em Washington por ocasião dos 250 anos dos Estados Unidos, e ressaltou que a liberdade de expressão está amparada pela Constituição. No sábado, enquanto milhares de pessoas se reuniam na capital federal para comemorar a Declaração de Independência da Coroa britânica em 4 de julho de 1776, centenas de pessoas com os rostos cobertos, algumas com bandeiras confederadas e outras com emblemas do movimento supremacista Patriot Front, marcharam gritando: “Vamos recuperar os Estados Unidos!”. “O que eles defendem é algo com que eu jamais poderia concordar. Mas um dos princípios fundamentais dos Estados Unidos, que torna a democracia desordenada, é a liberdade de expressão”, declarou à emissora CNN, neste domingo, o secretário do Interior, Doug Burgum. Perguntado se condenaria o grupo e o que ele representa, e se instaria o presidente Trump a fazer o mesmo, Burgum mediu as palavras. “Há muitas coisas que vejo que pessoalmente poderia considerar ofensivas e reprováveis. Mas nos Estados Unidos, a liberdade de expressão é permitida”, acrescentou, para depois criticar os candidatos progressistas que disputavam as eleições, qualificando-os de “comunistas”. Vestindo calças e bonés cáqui e camisas azul-marinho, os encapuzados lotaram o sistema do metrô no sábado, se reuniram em frente à estação de trem Union Station e em seguida marcharam rumo à área do Congresso. Segundo os informes, eles eram liderados pelo fundador do grupo neofascista Patriot Front, Thomas Rousseau. O Departamento da Polícia Metropolitana (MPD) de Washington disse que o grupo marchou brevemente por bairros no entorno do Capitólio e deixou a cidade antes das 11h da manhã. “O MPD reconhece o direito das pessoas a expressarem suas opiniões de forma pacífica e segue comprometido em manter a segurança e a proteção pública para moradores e visitantes” da cidade, disse uma porta-voz da polícia em um comunicado. O Patriot Front foi fundado após a manifestação “Unite the Right”, que em 2017 reuniu nacionalistas brancos de todo o país em Charlottesville, Virgínia. Essa manifestação terminou quando um supremacista branco declarado jogou o carro que dirigia contra um grupo de contra-manifestantes. Uma mulher morreu e 19 pessoas ficaram feridas. Trump demorou 48 horas para reagir à violência e depois afirmou que havia “gente muito boa em ambos os lados” dos protestos, o que provocou amplas críticas. ** Com AFP **
- Brasil perde para a Noruega e dá adeus aos sonho do hexa
Neymar (D) converteu um pênalti mas já sem tempo para reverter o placar NOVA YORK – O sonho pelo hexa terá de esperar mais quatro anos. O Brasil foi eliminado mais uma vez por um rival europeu e cai pela sexta Copa consecutiva. A Noruega venceu por 2 a 1 neste domingo, no MetLife Stadium, com gols de Haaland. Mal marcado e com todo espaço necessário para decidir, Haaland provou ser um dos goleadores mais letais do futebol mundial e decretou a classificação norueguesa. Foram dele, no segundo tempo, os dois gols que definiram o triunfo da seleção nórdica. Novamente um europeu, e que nem é do primeiro escalão, a deixar o Brasil pelo caminho. Neymar, de pênalti, fez o gol brasileiro no acréscimo. Foi a pior campanha da seleção brasileira em um Mundial em 36 anos. Como em 1990, na Itália, a equipe treinada por Carlo Ancelotti encerrou sua participação nas oitavas de final. Eliminada nas últimas Copas por França, Holanda, Bélgica, Croácia e agora a Noruega, a seleção só vê cair, torneio a torneio, o seu nível técnico, e tem sido mais respeitada pelo que fizeram Pelé, Garrincha, Ronaldo e outros craques do passado do que faz hoje a geração atual, de Neymar e Vini Jr. Da Redação
- Onda de calor nos EUA atrapalha comemorações do 4 de Julho
Calor intenso cancelou a Grande Feira Estadual Americana no National Mall NOVA YORK - Uma perigosa onda de calor vem atrapalhando as celebrações do 4 de Julho em diversas regiões do centro e leste dos Estados Unidos, forçando autoridades na capital do país e em outros locais a cancelar ou adiar dezenas de desfiles, shows e queimas de fogos. Entre os eventos prejudicados pelo calor escaldante está a Grande Feira Estadual Americana no National Mall em Washington, peça central dos esforços do presidente Donald Trump para marcar o 250º aniversário do país. A feira, projetada para apresentar todos os 50 estados, foi temporariamente fechada na tarde de sexta, quando as temperaturas atingiram 38°C. Diante da previsão de sensação térmica de até 46°C na manhã de sábado (4) na capital, o Desfile do Dia da Independência do Serviço de Parques Nacionais, agendado para 10h30, foi cancelado. Temperaturas recordes se espalharam para o leste dos EUA vindas do Centro-Oeste no início desta semana. As altas temperaturas se devem a um sistema de alta pressão conhecido como "domo de calor", que aprisiona uma massa de ar quente sobre uma região e pode fazer a umidade disparar, aumentando a sensação térmica. Esse cenário de calor e umidade extraordinários seria "basicamente impossível" sem as mudanças climáticas causadas pelo uso de combustíveis fósseis, segundo estudo do grupo de cientistas climáticos WWA (World Weather Attribution). As condições escaldantes também sobrecarregaram as redes elétricas. A PJM, que atende 67 milhões de pessoas nas regiões do Meio-Atlântico, Sul e Washington e é a maior operadora do setor no país, ordenou que clientes reduzissem o consumo. A medida foi adotada para combater falhas em geradores, linhas de transmissão sobrecarregadas e um aumento na demanda por ar-condicionado. Outros cancelamentos foram relatados em toda a Costa Leste. Na Filadélfia, autoridades desistiram de fazer o Desfile Saudação à Independência devido ao calor extremo. A decisão veio após as temperaturas atingirem 39°C na quinta-feira (2), igualando um recorde de 1901. Haddon Township, em Nova Jersey, cancelou seu desfile anual de 4 de Julho. Watertown, no norte do estado de Nova York, cancelou seu show e queima de fogos do Dia da Independência. Em Boston, autoridades adiaram o início de uma celebração anual à beira do rio em quatro horas, para às 16h em vez do meio-dia. A cidade também recebe neste sábado a partida entre França e Paraguai pelas oitavas de final da Copa do Mundo 2026. Com sensação térmica de até 43°C, será um dos jogos mais quentes de todos os tempos, segundo The Athletic, plataforma esportiva do New York Times. Meteorologistas e autoridades governamentais alertaram que a onda de calor pode ser mortal. Eles pediram aos americanos que passarão o feriado prolongado ao ar livre que se mantenham hidratados, busquem sombra e fiquem atentos a sinais de doenças relacionadas ao calor. ** Com Reuters **
- Militar é preso no Capitólio após pedir impeachment de Trump
Major foi preso por desobediência civil em ato de protesto contra administração Trump WASHINGTON - Um major da Força Aérea dos Estados Unidos foi preso na escadaria do Capitólio na quarta-feira, 1, após pedir o impeachment e a destituição do presidente americano, Donald Trump, e do vice-presidente JD Vance. Watson, que identificou-se como militar da ativa,criticou as recentes ações militares do governo Trump na Venezuela e no Irã, bem como a repressão rigorosa do republicano à imigração, argumentando que tais medidas violavam diversas disposições constitucionais, segundo um vídeo publicado pelo grupo Removal Coalition, que organizou o protesto. "Por isso, o presidente e o vice-presidente devem sofrer impeachment, ser condenados e destituídos", acrescentou. A Polícia do Capitólio dos EUA confirmou a prisão, afirmou que membros do público não podem fazer manifestações na escadaria da Câmara, a menos que estejam acompanhados por um membro do Congresso. Watson foi levado até a escadaria pelo deputado democrata Al Green, do Texas, que "deixou o local", antes que a polícia desse a Watson "ordens legais para encerrar a manifestação ilegal, sob pena de prisão", informou a polícia em comunicado. "O homem recusou nossas ordens legais e foi então preso por violação da norma 22-1307 — aglomeração, obstrução e perturbação", acrescentou a Polícia do Capitólio, observando que existem outros locais nas dependências do Capitólio onde manifestações são permitidas. Na terça-feira (30), uma autoridade do Tribunal Superior de Washington disse que Watson estava sendo liberado e que um possível processo contra ele não seria aberto. **Da Redação**
- PF prende secretária alvo de sanção dos EUA por elo com PCC
SÃO PAULO - A Polícia Federal prendeu na manhã desta sexta-feira, 3, a secretária Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, que trabalhava para o empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, ambos alvos de sanções do governo dos Estados Unidos por suposta ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital). A prisão se deu no âmbito de uma operação deflagrada contra suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada na lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas. Shimada também é alvo da operação, mas até aqui é considerado foragido. O advogado que defende o empresário declarou à Folha que deverá se pronunciar mais tarde. A reportagem tenta localizar a defesa de Stella. Batizada de Operação Exchange, as diligências incluem o cumprimento de 11 mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão. Todos foram expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal de São Paulo e miram endereços na capital paulista, em Santos, Praia Grande e em Santana de Parnaíba. A Folha apurou que a PF já tinha em mãos os mandados sobre a operação desta sexta quando os EUA anunciaram as sanções contra Stella de Oliveira e Victor Shimada. A corporação, segundo pessoas familiarizadas ao assunto, teria sido pega de surpresa. A decisão que decretou as prisões e autorizou as buscas decretou também o sequestro de bens, valores e criptoativos dos investigados até o valor de R$ 10,4 bilhões. Segundo a PF, os suspeitos mantinham um sistema estruturado para a movimentação de recursos e operavam por meio de transferências ilícitas de criptoativos e outros meios, como a movimentação de recursos em espécie. Ainda de acordo com a corporação, a investigação aponta para operações bancárias de alto valor, repasses entre pessoas físicas e jurídicas e outras atividades financeiras. A análise preliminar permitiu identificar movimentações suspeitas superiores a R$ 10 bilhões. O caso ainda está em andamento e os investigados podem responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e outros delitos eventualmente identificados no curso da apuração. Shimada e Stella foram alvo de sanções do governo dos Estados Unidos na quarta (1º) sob o argumento de que eles integram um esquema de lavagem de dinheiro do PCC. O empresário é um dos réus no processo que analisa supostas irregularidades no contrato de patrocínio do Corinthians com a casa de apostas VaideBet e também já foi condenado a cinco anos de prisão, em regime inicial semiaberto, num caso que envolve o desvio de R$ 35 milhões do banco Votorantim. Segundo as investigações, os desvios se deram a partir de uma fraude eletrônica no sistema da instituição financeira e ocorreram por meio de 2.799 transferências via Pix. O dinheiro foi repassado a uma conta em nome da sua empresa. Segundo um promotor do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público de São Paulo, Shimada é considerado um prestador de serviço de lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas do PCC, mas não um integrante da hierarquia da facção. Caixa preta aberta contendo várias cédulas de dinheiro organizadas em pilhas e amarradas com elásticos. Ao lado da caixa, sobre uma superfície de madeira, está um distintivo da Polícia Federal com a palavra 'Delegado'. Dinheiro apreendido pela PF durante cumprimento de mandados - Divulgação/PF Ele destacou o alto volume de dinheiro que passou pelas contas bancárias dele, sob suspeita de que não tenham comprovação de origem. O setor de inteligência do governo de São Paulo não o identifica como faccionado. Ele ficou preso por 15 dias no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, em janeiro de 2025, e foi alvo de boletins de ocorrência por violência doméstica e estelionato. Um escritório de advocacia que representa Shimada em processos no Brasil afirmou, ao ser procurado pela Folha, que renunciou na quarta de todos os processos em que atuava em favor dele. Ele recorria da condenação pelos desvios no Banco Votorantim, afirmando que não desviou dinheiro e foi lesado nas operações alvo da denúncia. A reportagem não encontrou outros advogados que o representem. A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo apontam que uma empresa agenciadora de jogadores de futebol, acusada de ter ligação com o PCC, recebeu mais de R$ 1 milhão a partir de pagamentos feitos pelo Corinthians. **Ag. Folha**
- ICE prende 10 mil imigrantes em cinco dias e dobra o número de prisões diárias
A orientação é prender 2 mil imigrantes por dia o dobro do número registrado no início do ano NOVA YORK – Agentes do ICE detiveram mais de 10 mil pessoas nos últimos cinco dias, em meio a uma disparada impulsionada por uma pressão interna no Serviço de Imigração para elevar o número de prisões. Nos últimos dias, líderes da agência ordenaram que altos funcionários do ICE concentrassem mais esforços de seus agentes na detenção de imigrantes que pretendem deportar, segundo documentos obtidos pelo New York Times aos quais a MANCHETE USA teve acesso. Como resultado, agentes do ICE prenderam pessoas durante apresentações obrigatórias às autoridades migratórias, em abordagens de trânsito e nas ruas. A iniciativa aparentemente produziu resultados, com os números recentes de detenções praticamente dobrando em relação à média de mil prisões por dia registrada no início deste ano. Autoridades do ICE foram informadas de que a Casa Branca desejava um aumento nas prisões, segundo três funcionários com conhecimento das conversas. Um deles afirmou que não está claro por quanto tempo esse ritmo poderá ser mantido, mas que dirigentes do ICE foram informados de que a meta de 2 mil prisões por dia passou a ser o novo padrão das ações de fiscalização. O aumento ocorreu sem o destaque de operações altamente visíveis realizadas no ano passado. O novo secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, havia prometido conduzir uma campanha de fiscalização mais discreta após o caos de uma operação que durou um mês em Minnesota. As informações sobre o aumento das detenções começaram a circular, provocando temor entre comunidades de imigrantes e entidades de defesa dos migrantes. A tensão aumentou quando a Suprema Corte decidiu que o presidente Donald Trump poderia encerrar o programa de Status de Proteção Temporária (TPS) para alguns países. Nos últimos dias, agentes do ICE iniciaram uma ofensiva intensa para ampliar o número de prisões. O pico ocorreu no sábado, quando as autoridades detiveram mais de 2,4 mil pessoas. A população sob custódia em centros de detenção do ICE aumentou em quase 4 mil pessoas, chegando a mais de 63 mil sob responsabilidade da agência até a terça-feira, 30 de junho, de acordo com documentos internos. Sob condição de anonimato, duas autoridades americanas afirmaram que os principais dirigentes do ICE receberam a orientação de garantir que o maior número possível de agentes trabalhasse sete dias por semana e de direcionar 80% do efetivo para operações de detenção. ** Da Redação com Agências Internacionais **
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