Flávio Bolsonaro cita eleições no Brasil e diz que tarifaço beneficia Lula em audiência nos EUA
- Rádio Manchete USA

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WASHINGTON - O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira, 7, em audiência nos Estados Unidos que a adoção de uma tarifa sobre os produtos brasileiros beneficiaria o presidente Lula (PT) e que agora seria "o pior momento" para implantá-la.
Ele também citou o caso Master, sem mencionar o seu elo com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, afirmou que um novo tarifaço poderia aproximar o país da China e defendeu o Pix.
Flávio foi à audiência junto com o irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), condenado por coação a autoridades no STF (Supremo Tribunal Federal) e cassado pela Câmara dos Deputados.
Três pessoas sentadas lado a lado em mesa de reunião, com microfones e pastas à frente. O homem à esquerda veste terno azul e gravata clara, o homem ao centro veste terno cinza e gravata azul, e a mulher à direita veste blazer preto e blusa clara. Ao fundo, outras pessoas estão sentadas e algumas em pé, em ambiente de sala de conferências.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em comissão que discute as taxações nos EUA - Fernando Pessoa/Divulgação Flávio Bolsonaro
A fala de Flávio acontece em meio às audiências promovidas pelo USTR (Escritório de Comércio dos EUA) que investiga o Brasil por supostas práticas desleais sob a Seção 301 desde julho do ano passado.
No dia 1º de junho, o escritório anunciou a conclusão da investigação que analisou diferentes temas relacionados ao Brasil, entre eles sistemas de pagamentos, como Pix, desmatamento ilegal, big techs e corrupção, e sugeriu um novo tarifaço de 25% contra produtos brasileiros.
Após a divulgação do resultado da Seção 301, audiências acontecem em Washington para que entidades interessadas no caso possam se posicionar sobre o caso.
Depois do depoimento desta terça, Flávio disse em fala rápida com a imprensa querer o cancelamento da taxação, não o adiamento —ao contrário do que declarou em documento enviado ao USTR há cinco dias.
No texto, ele afirmou que medidas econômicas de grande porte às vésperas da eleição podem ser vistas como "uma tentativa de influenciar o resultado" e que "adiar a implementação até depois das eleições elimina essa caracterização".
No início da fala na audiência, o pré-candidato do PL lembrou que esteve com o presidente dos EUA, Donald Trump, e membros do gabinete, como o vice J. D. Vance e o secretário de Estado Marco Rubio, e afirmou ter pedido que os americanos não taxassem o Brasil.
A sala onde Flávio discursou ficou lotada e ultrapassou sua capacidade. No mesmo prédio, outra audiência do USTR —sobre a investigação de trabalho forçado, que envolve 60 nações, entre eles o Brasil— também atraiu grande público e operou com lotação máxima.
O senador disse que as tarifas do ano passado não trouxeram benefícios para a economia americana e acabaram fortalecendo o governo Lula. "Impor uma tarifa agora, que depois seria difícil de reverter, acabaria recompensando justamente os responsáveis pelas ações em questão. Punir aqueles que já arcaram com as consequências seria o pior momento possível para agir", afirmou.
"Peço respeitosamente a este país: não imponham tarifas ao Brasil. Preservem o sucesso desta relação, cancelem essa medida e deixem que negociemos", completou Flávio.
O senador afirmou que o Pix não é "um problema, mas é uma solução" lançada durante a gestão Bolsonaro e que poderia favorecer empresas americanas.
** Agência Folha **

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