top of page

Governo Trump considera desfile de supremacistas brancos como 'liberdade de expressão'

6 de jul.
2 min de leitura

“Vamos recuperar os Estados Unidos!”, gritavam os supremacistas
“Vamos recuperar os Estados Unidos!”, gritavam os supremacistas

WASHINGTON - Um funcionário de alto escalão do governo de Donald Trump minimizou neste domingo, 5, o desfile de supremacistas brancos realizado na véspera em Washington por ocasião dos 250 anos dos Estados Unidos, e ressaltou que a liberdade de expressão está amparada pela Constituição.


No sábado, enquanto milhares de pessoas se reuniam na capital federal para comemorar a Declaração de Independência da Coroa britânica em 4 de julho de 1776, centenas de pessoas com os rostos cobertos, algumas com bandeiras confederadas e outras com emblemas do movimento supremacista Patriot Front, marcharam gritando: “Vamos recuperar os Estados Unidos!”.


“O que eles defendem é algo com que eu jamais poderia concordar. Mas um dos princípios fundamentais dos Estados Unidos, que torna a democracia desordenada, é a liberdade de expressão”, declarou à emissora CNN, neste domingo, o secretário do Interior, Doug Burgum.


Perguntado se condenaria o grupo e o que ele representa, e se instaria o presidente Trump a fazer o mesmo, Burgum mediu as palavras.


“Há muitas coisas que vejo que pessoalmente poderia considerar ofensivas e reprováveis. Mas nos Estados Unidos, a liberdade de expressão é permitida”, acrescentou, para depois criticar os candidatos progressistas que disputavam as eleições, qualificando-os de “comunistas”.


Vestindo calças e bonés cáqui e camisas azul-marinho, os encapuzados lotaram o sistema do metrô no sábado, se reuniram em frente à estação de trem Union Station e em seguida marcharam rumo à área do Congresso. Segundo os informes, eles eram liderados pelo fundador do grupo neofascista Patriot Front, Thomas Rousseau.


O Departamento da Polícia Metropolitana (MPD) de Washington disse que o grupo marchou brevemente por bairros no entorno do Capitólio e deixou a cidade antes das 11h da manhã.


“O MPD reconhece o direito das pessoas a expressarem suas opiniões de forma pacífica e segue comprometido em manter a segurança e a proteção pública para moradores e visitantes” da cidade, disse uma porta-voz da polícia em um comunicado.


O Patriot Front foi fundado após a manifestação “Unite the Right”, que em 2017 reuniu nacionalistas brancos de todo o país em Charlottesville, Virgínia.


Essa manifestação terminou quando um supremacista branco declarado jogou o carro que dirigia contra um grupo de contra-manifestantes. Uma mulher morreu e 19 pessoas ficaram feridas.


Trump demorou 48 horas para reagir à violência e depois afirmou que havia “gente muito boa em ambos os lados” dos protestos, o que provocou amplas críticas.


** Com AFP **


Comentários


bottom of page