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- Qual é a melhor aposentadoria do INSS?
Essa talvez seja uma das perguntas que eu mais recebo dos brasileiros que residem nos Estados Unidos. E isso é perfeitamente justificável. Afinal, com a Reforma da Previdência, em 2019, as regras de aposentadoria mudaram completamente. Idade mínima, tempo de contribuição, sistema de pontos, pedágios... Hoje existem diferentes regras de aposentadoria, e escolher a modalidade errada pode trazer um grande prejuízo. Além disso, fica difícil escolher a melhor modalidade quando nem sequer se conhece o próprio direito à aposentadoria. Muitos brasileiros embarcam na aventura americana e acabam esquecendo que continuam tendo direitos previdenciários garantidos no Brasil. Por isso, buscar orientação especializada antes mesmo de iniciar as contribuições é essencial para conquistar o melhor benefício possível. Leia também: A escolha muda tudo: como pagar INSS da forma correta e garantir uma boa aposentadoria no Brasil Ao realizar centenas de planejamentos previdenciários desde 2019, deparei-me com situações em que o valor da aposentadoria poderia aumentar em até 40% simplesmente porque o segurado aguardou mais seis meses para fazer o pedido ou optou por outra regra de aposentadoria. Em todos esses casos, foi o planejamento previdenciário que indicou o caminho para a melhor decisão. O planejamento previdenciário responde a diversas perguntas. Entre elas, talvez a mais importante: qual é a melhor aposentadoria do INSS para você? Quem investe em planejamento faz escolhas estratégicas e constrói, com antecedência, o melhor benefício possível. Já quem contribui sem qualquer planejamento, na maioria das vezes, perde dinheiro e acaba recebendo uma aposentadoria inferior àquela que poderia alcançar. Por isso, se você deseja conquistar a melhor aposentadoria do INSS, invista em planejamento previdenciário. É por meio dele que você constrói o benefício mais vantajoso, evita perdas financeiras e economiza tempo. Porque aposentadoria não é sorte. Aposentadoria é planejamento. ** Por Gisele Jucá Advogada especialista em Direito Previdênciário @minhaadvogadagiselejuca
- Pai de autor de atentado em escola da Geórgia é condenado a 15 anos de prisão
Juiz disse que o pai foi irresponsável ao ignorar os sinais do filho ATLANTA - O pai de um adolescente que matou quatro pessoas a tiros em uma escola na Geórgia foi condenado nesta quinta-feira, 30, a 15 anos de prisão. Colin Gray, de 55 anos, presenteou o filho, Colt Gray, com um fuzil AR-15 no Natal de 2023, mesmo depois de o adolescente ter feito ameaças de realizar um ataque. O crime ocorreu em setembro de 2024 na escola Apalachee, em Winder, cidade localizada a cerca de 70 quilômetros da capital Atlanta. À época, Colt tinha 14 anos. Hoje, aos 16, ele se declarou culpado pelo ataque e foi condenado à prisão perpétua, sem possibilidade de liberdade condicional. Leia também: Adolescente que matou quatro pessoas em escola na Geórgia é condenado à prisão perpétua No atentado, dois estudantes e dois professores morreram. Outras nove pessoas ficaram feridas. Em março deste ano, um júri considerou Colin Gray culpado por homicídio em segundo grau, homicídio culposo e outros crimes relacionados ao massacre. Durante a audiência de sentença, o juiz Nicholas Primm afirmou que o pai ignorou sucessivos sinais de alerta sobre o comportamento do filho. "É evidente que o senhor falhou como pai. O senhor não proporcionou a ele um lar estável. Mas a condenação ocorreu porque os sinais de alerta eram cada vez mais evidentes, e o senhor não buscou ajuda nem impediu que ele tivesse acesso a armas", disse o magistrado. O réu já havia sido condenado em março em meio ao aumento da responsabilização de pais e responsáveis por ataques cometidos por filhos menores de idade nos Estados Unidos, onde massacres em escolas continuam sendo frequentes. Leia também: Pai é condenado à prisão após filho cometer massacre em escola da Geórgia Segundo autoridades de saúde americanas, as armas de fogo são, há anos, a principal causa de morte entre crianças e adolescentes no país. O debate sobre o acesso facilitado a armamentos e a responsabilidade de familiares voltou a ganhar força após o caso. ** Com AP **
- Trump chama crise migratória na Espanha de 'terrível' e faz alerta a eleitores
WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, definiu a crise migratória na Espanha como "terrível", lançando um alerta aos eleitores americanos a respeito do tema, altamente combatido em seu governo. "É terrível. Lembrem-se desta imagem. Daqui a três anos, é assim que estaremos se o lado errado chegar ao poder", disse o presidente Donald Trump à Fox nesta sexta-feira, 31, sobre a crise espanhola. "Se os democratas vencerem, vocês não terão uma vida boa", acrescentou. Insustentável A prefeitura de Ceuta estima que cerca de 60 mil pessoas teriam entrado em Ceuta nas últimas horas, número equivalente a aproximadamente 70% da população do enclave. O prefeito-presidente Juan Jesús Vivas classificou a situação como "insustentável" e pediu uma resposta urgente das autoridades espanholas. "É como se 34 milhões de pessoas entrassem na Espanha em 24 horas", afirmou, destacando a pressão sobre os serviços locais e o sentimento de insegurança entre os moradores. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, visitou Ceuta hoje e afirmou que a prioridade do governo é "restaurar a normalidade o mais rápido possível", mantendo a cooperação com o Marrocos e reforçando os controles fronteiriços. Sánchez classificou as entradas em massa como "deploráveis" e disse que houve uma violação da integridade territorial de uma cidade. Como medida imediata, o governo espanhol anunciou a instalação de barreiras flutuantes na área marítima próxima ao quebra-mar da fronteira, com o objetivo de dificultar novas chegadas por mar e facilitar os procedimentos de retorno dos migrantes. A crise provocou o colapso temporário da capacidade de acolhimento do enclave. Centenas de pessoas, incluindo muitos menores de idade, passaram a noite em parques, áreas públicas e estacionamentos enquanto as autoridades buscavam alternativas de atendimento humanitário. O governo espanhol afirmou que aplicará os acordos migratórios firmados com Marrocos para realizar repatriações, garantindo o respeito aos direitos fundamentais e procedimentos diferenciados para adultos e menores. Segundo autoridades espanholas, milhares de menores estão entre os recém-chegados. Repatriados Mais de 37,5 mil dos cerca de 60 mil migrantes que entraram em Ceuta desde ontem retornaram ao Marrocos até o início da tarde, segundo fontes do Ministério do Interior citadas pela ANSA. O número representa 75% dos migrantes que chegaram em massa ao enclave espanhol por vias marítima e terrestre, em uma movimentação considerada a pior crise migratória já enfrentada pela Espanha até o momento. Enquanto as autoridades acompanham o retorno dos migrantes, as forças policiais já resgataram pelo menos 57 corpos no mar. ** Com Agências **
- EUA deportam imigrantes para países africanos que aceitaram dinheiro para mantê-los presos
NOVA YORK - Os Estados Unidos extraditaram dezenas de pessoas para quatro países africanos, como parte do sistema de deportações para "terceiros países" do presidente Donald Trump. As ações aconteceram nesta quinta e sexta-feira (30 e 31). Praticamente todos os deportados são originários de países diferentes daqueles para os quais foram enviados: Guiné Equatorial, Serra Leoa, Gana e República Centro-Africana. Isso caracteriza a ofensiva contra a imigração nos Estados Unidos que têm recorrido ao que os críticos classificam como "brechas legais" para expulsar pessoas que o país está proibido de devolver a seus locais de origem. Uma investigação da agência de notícias AFP revelou que os Estados Unidos ofereceram acordos bilionários e ameaçaram impor restrições de visto em sua tentativa de conseguir que "terceiros países", especialmente na África, aceitassem esses deportados. Com AFP
- EUA oficializam trâmites acelerados de pedidos de asilo
Na prática a regra já estava sendo usada há meses com a finalidade de acelerar as saídas WASHINGTON - O Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos anunciou essa semana a regra que deve ser usada para acelerar os processos de pedidos de asilo mas, segundo especialistas ouvidos pela MANCHETE USA, essa modalidade já existe há meses. A medida, oficializada na terça-feira, 28, prevê que as solicitações de asilo sejam analisadas diretamente pelos juízes de imigração, dispensando a realização prévia de uma entrevista com um funcionário dos Serviços de Cidadania e Imigração (USCIS). Embora a notícia tenha sido divulgada agora, agentes do USCIS já estavam agindo dessa maneira nos últimos meses. É o caso de asilo afirmativo - quando o solicitante entrou nos EUA com visto, não se encaixa nos requisitos de qualificação ou fez o pedido após mais de um ano no país. O oficial ignora a etapa da entrevista administrativa e envia os documentos para a Corte de imigração. Para o DHS, a norma reduzirá o tempo total que os oficiais de asilo e os juízes de imigração levam para decidir sobre os pedidos de asilo. Segundo o DHS, até 444.724 casos — ou seja, 31% dos 1,43 milhão de pedidos de asilo acumulados — poderão ser afetados. "Durante tempo demais, o sistema de asilo foi explorado para fins de adiamento e obtenção de autorização de trabalho, e não para reivindicações legítimas de proteção", afirma o diretor do USCIS, Joseph Edlow, em comunicado. "O sistema de asilo dos Estados Unidos existe para proteger pessoas que realmente temem ser perseguidas", enfatiza. "Esta norma ajudará a garantir que os recursos sejam destinados à rápida resolução desses pedidos, em vez de serem usados por quem busca utilizar o sistema como uma brecha legal", garante Edlow. O consultor jurídico-geral do DHS, James Percival, considera que a mudança "melhora a eficiência e cumpre" a promessa do presidente republicano Donald Trump de adotar medidas rigorosas contra a imigração ilegal. Trump fez campanha para chegar à Casa Branca prometendo expulsar milhões de imigrantes em situação irregular e, desde que voltou ao poder no ano passado, adotou uma série de medidas destinadas a acelerar as deportações e reduzir as travessias na fronteira. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)
- Governo Lula diz na OMC que EUA desrespeitam regras do comércio internacional com tarifaço
BRASÍLIA - O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na OMC (Organização Mundial do Comércio) que o novo tarifaço imposto por Donald Trump contra o Brasil desrespeita normas da entidade e anula princípios que devem ser aplicados a todos os países, segundo as regras internacionais do comércio. Na segunda-feira (27), o Brasil voltou a acionar a OMC contra os Estados Unidos, desta vez por causa de sobretaxas de até 37,5% impostas com base em investigações comerciais conduzidas pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA). No ano passado, o país já havia apresentado as chamadas consultas na entidade contra um primeiro tarifaço de Trump —de até 50%—, que acabou sendo declarado ilegal pela Suprema Corte americana. Por meio das consultas na OMC, quem apresenta uma reclamação solicita ao outro país informações sobre as práticas comerciais questionadas e requer a modificação das medidas. Os EUA, porém, precisam aceitar o pedido para o início das conversas. Na argumentação, tornada pública nesta quinta-feira (30), o governo Lula lista diferentes aspectos das novas sobretaxas que são incompatíveis com compromissos previstos no tratado constitutivo da OMC. Entre eles está o princípio da nação mais favorecida, pelo qual eventuais vantagens comerciais que um país confere a um sócio devem ser estendidas aos demais parceiros. A administração do petista também afirma que, com o tarifaço, os EUA passam a aplicar aos produtos brasileiros medidas aduaneiras que ultrapassam as alíquotas que os americanos estão autorizados a praticar conforme as regras da organização. Em outro trecho, o Brasil diz que, ao aplicar sobretaxas de maneira unilateral, os EUA ignoram os mecanismos de solução de controvérsias da OMC, que estabelecem que eventuais desavenças devem ser resolvidas no âmbito da organização. "O Brasil considera que as medidas em questão, conforme descritas na Seção II deste pedido, anulam ou prejudicam, na acepção do artigo XXIII:1 do GATT 1994, os benefícios de que o Brasil usufrui ao amparo desse Acordo [da OMC]", conclui a manifestação brasileira. Apesar da alta probabilidade de não produzir efeito prático, já que a consulta solicitada pelo Brasil precisa ser aceita pelos americanos e a última instância da OMC está paralisada, o movimento é visto no Palácio do Planalto como um gesto simbólico importante para marcar a posição do Brasil em defesa do sistema multilateral de solução de disputas comerciais. No ano passado o governo Trump aceitou realizar consultas, mas afirmou à época que as queixas apresentadas pelo Itamaraty eram temas de segurança nacional e, portanto, não estavam sujeitas à revisão da OMC —o primeiro tarifaço de Trump acabou derrubado por decisão da Suprema Corte dos EUA. Ainda pelas regras da OMC, se as consultas não resolverem a disputa em até 60 dias após o recebimento do pedido, o demandante pode requerer a instauração de uma segunda etapa: um painel. Os painéis são formados por três membros, escolhidos de comum acordo pelas partes. Os dois países apresentam petições escritas e participam de audiências. O painel emite um relatório sobre as medidas contestadas e sua compatibilidade com os acordos da OMC. O prazo teórico para a apresentação desse relatório é de até seis meses, prorrogáveis por mais três. Na prática, a fase de painel tem durado cerca de 12 meses —a não ser em casos de maior complexidade, que podem se arrastar por até cinco anos. O país derrotado no relatório do painel pode recorrer, dando início a uma terceira e última etapa: a apreciação do caso pelo Órgão de Apelação. O colegiado pode manter, modificar ou reverter as conclusões do painel, e sua decisão é de cumprimento obrigatório pelos países-membros, em razão dos compromissos assumidos com a OMC por meio de suas respectivas legislações. O problema é que essa última instância está paralisada desde 2019 por causa dos EUA. Trump anunciou, em agosto de 2017, durante seu primeiro mandato, que não fecharia acordo para preencher as vagas do colegiado. Com isso, até hoje, diversas decisões de painéis da OMC foram apeladas "no vácuo". Isso significa que a organização não pode proferir decisões finais quando um país contesta o resultado das instâncias anteriores. ** Com AF **
- Economia dos EUA cresce menos que o esperado no 2º trimestre
WASHINGTON - A economia dos Estados Unidos cresceu 1,5% na taxa anualizada no segundo trimestre de 2026, menos do que o esperado pelos analistas, revelam dados oficiais divulgados nesta quinta-feira, 30, pelo Departamento do Comércio. Em relação ao primeiro trimestre, a atividade econômica aumentou 0,4%. A previsão era de um aumento de 1,8% do Produto Interno Bruto na comparação anual, de acordo com o consenso da MarketWatch. "Em comparação com o primeiro trimestre, a desaceleração do PIB real no segundo trimestre refletiu uma queda dos gastos públicos e desacelerações nos investimentos e nas exportações, que foram parcialmente compensadas por um aumento dos gastos dos consumidores", afirmou um comunicado oficial do Escritório de Análise Econômica. A economia americana tem mostrado um crescimento sólido nos últimos trimestres, apesar das turbulências decorrentes da política tarifária do presidente Donald Trump e das consequências da guerra no Oriente Médio. O crescimento econômico tem sido sustentado pelos investimentos em inteligência artificial (IA), mas o consumo foi afetado após anos de preços elevados, agravados pelos efeitos da guerra. Os gastos públicos também estão prejudicando, apesar da guerra entre os Estados Unidos e o Oriente Médio, o que também prejudica o crescimento americano. Em nível federal, os gastos não relacionados à defesa são particularmente afetados A situação da economia americana e seu impacto no bolso dos cidadãos é uma questão fundamental nas eleições de meio de mandato de novembro, nas quais o Partido Democrata tentará retomar o controle do Congresso dos republicanos de Trump. A inflação de junho mostrou uma desaceleração de 3,7% em 12 meses, segundo o índice PCE, também divulgado nesta quinta-feira pelo Departamento do Comércio. Em maio, havia sido de 4,1%. A meta de inflação do Federal Reserve (Fed, banco central) é de 2% ao ano. Na oposição, a senadora democrata Elizabeth Warren criticou o governo pelos altos preços, observando que a inflação nos Estados Unidos aumentou desde que Trump assumiu o cargo em janeiro de 2025. "Trump prometeu cortar custos 'no primeiro dia'. Em vez disso, sua agenda econômica fracassada, desde suas tarifas caóticas até sua guerra ilegal no Irã, alimentou a disparada dos preços e corroeu os nervos", disse ela. A forte queda nos preços da energia, especialmente da gasolina, devido a uma pausa temporária na guerra no Oriente Médio, explicada em grande parte o retrocesso em junho. Esse número é uma boa notícia para o Fed, que decidiu no dia anterior manter as taxas de juros inalteradas, na faixa de 3,50% a 3,75%. No entanto, a retomada do conflito no Oriente Médio, onde os Estados Unidos e o Irã voltam a trocar ataques, poderia desencadear um aumento dos preços. O petróleo WTI subiu para quase 84 dólares (430 reais) por barril nesta quinta-feira, depois de começar o mês em cerca de 69 dólares (353 reais) por barril. ** Com AP **
- ICE intensifica operações em NY
Tom Homan prometeu inundar Nova York com agentes do ICE NOVA YORK - O ICE intensificou as operações nas cidades de Nova York essa semana conforme havia sido anunciado pelas autoridades da Casa Branca dias depois do fim da Copa do Mundo. O maior número de agentes foi registrado no Queens, um dos bairros com maior concentração de imigrantes da cidade. O czar da fronteira dos Estados Unidos, Tom Homam, prometeu "inundar" Nova York com agentes do ICE após acusar a governadora Kathy Hochul e o prefeito Zohran Mamdani de não colaborar com as agências federais e permitir que "criminosos sejam soltos do sistema prisional nova-iorquino". Segundo Homam, o alvo da ação são estrangeiros presos anteriormente, mas outras pessoas em situação migratória irregular poderão ser detidas durante as abordagens. Mandani afirma que a cidade já foi ameaçada outras vezes pelo governo federal. "Não vamos abrir mão dos nossos valores. Temos orgulho de ser uma cidade santuário de 8.5 milhões de habitantes, dos quais mais de 3 milhões são imigrantes". Políticas locais proíbem a entrada de agentes do ICE em escolas, bibliotecas, hosptiais, templos religiosos, cortes, centros comunitários e outros locais sensíveis sem uma ordem judicial. Os policiais também não devem cooperar com a agência em qualquer operação realizada unicamente por motivos migratórios, de acordo com as regras municipais e estaduais. **Da Redação **
- Milhares são detidos após Escritório de Refugiados compartilhar dados de menores com ICE
Crianças que chegam desacompanhadas aos EUA ficam sob responsabilidade do ORR WASHINGTON - Mais de 12 mil imigrantes foram detidos pelo ICE com base em informações fornecidas pelo Escritório de Reassentamento de Refugiados (ORR) durante o segundo mandato do presidente Donald Trump. A maioria das prisões aconteceu após a agência compartilhar dados de menores que entraram os Estados Unidos desacompanhados. O ORR foi criado em 1980 para reassentar estrangeiros que fugiam de guerras e perseguições. Desde o início dos anos 2000, a agência também ficou encarregada de acolher crianças migrantes que chegam pela fronteira com o México. Até o ano passado, o cuidado com essas crianças foi mantido separado das ações de fiscalização migratória. Uma lei de 2008 buscou garantir que elas fossem colocadas em ambientes menos restritivos e liberadas da detenção assim que fosse seguro fazê-lo, independentemente da situação migratória de seus responsáveis. Dessa forma, as famílias podiam se reunir sem medo de serem alvo do ICE, mesmo quando seus membros estivessem no país ilegalmente. A administração Trump mudou drasticamente a abordagem. Desde janeiro de 2025, o ORR compartilhou mais de 460 mil informações ("leads") com o ICE sobre crianças desacompanhadas, seus patrocinadores — geralmente pais ou outros parentes — e demais membros da residência, deixando-os vulneráveis à detenção e à deportação. Segundo Jen Smyers, que atuou como vice-diretora do ORR durante o governo Biden, as salvaguardas contra o compartilhamento de dados com o ICE foram “completamente revertidas”. “Eles estão instrumentalizando um programa de bem-estar infantil para fins de deportação”, observa. Em comunicado à agência de notícias Reuters, o ORR afirma que “não desempenha nenhum papel na apreensão de crianças”, encaminhando as perguntas sobre a aplicação das leis de imigração ao Departamento de Segurança Interna (DHS), órgão ao qual o ICE está subordinado. Ao ser questionado sobre o assunto, o DHS respondeu que, durante o segundo mandato de Trump, “o ORR forneceu ao departamento de investigação do ICE possíveis pistas de investigação”, como parte de um esforço para localizar crianças desacompanhadas que foram colocadas com “patrocinadores não verificados”, incluindo alguns com antecedentes criminais. Mas não é o que a história de uma mexicana retrata. A mulher, que não vai ser identificada na reportagem por questão de segurança, entrou nos EUA durante o governo Biden e se estabeceleu no Mississipi como faxineira. A filha de seis anos atravessou a fronteira em agosto e ficou até janeiro sob a tutela do ORR. Ao longo de seis meses, a mãe forneceu à agência uma vasta documentação, incluindo um teste de DNA e outras evidências de que ela não tem antecedentes criminais. Sob a gestão de Trump, o processo de triagem de patrocinadores agora inclui várias etapas adicionais, como a exigência de impressões digitais de todos os membros da residência. Como consequência, o tempo que crianças desacompanhadas passam sob custódia aumentou de uma média de 30 dias no ano fiscal de 2024 para 194 dias em junho de 2026, segundo dados do ORR. Na véspera de reencontrar a filha, Aurora conta que agentes de imigração foram até sua casa, perguntaram sobre a menina e lhe disseram para comparecer a um escritório do ICE na semana seguinte. Ela e a filha foram detidas durante o atendimento — conforme indicam os registros — e enviadas para um centro de detenção para famílias em Dilley, no Texas, onde permaneceram por três semanas. Aurora agora usa uma tornozeleira eletrônica e precisa se apresentar periodicamente ao ICE enquanto aguarda o desfecho de seu processo na corte de imigração. Durante o período em que estava detida, o proprietário do imóvel onde morava no Mississippi a despejou e descartou seus pertences. Agora, mãe e filha moram na Califórnia, onde uma amiga se ofereceu para hospedá-las. Aurora diz temer que elas sejam deportadas em breve. Às vezes, durante a noite, a filha "levanta e chora, achando que ainda está detida", conta a mãe. ** Com Reuters **
- Adolescente que matou quatro pessoas em escola na Geórgia é condenado à prisão perpétua
Familiares das vítimas prestaram depoimento durante o julgamento de Gray ATLANTA - Um adolescente de 16 anos foi condenado à prisão perpétua pelo atentado contra uma escola da Geórgia há quase dois anos. Colt Gray se declarou culpado na sexta-feira, 24, por 55 acusações, inclusive quatro homicídios, e não terá possibilidade de liberdade condicional. O caso ocorreu em 4 de setembro de 2024, na Apalachee High School, no condado de Barrow, a cerca de 73 quilômetros de Atlanta, quando o réu tinha 14 anos. Ele foi julgado como adulto. O juiz Nicholas Primm, do Tribunal Superior do Condado de Barrow, acatou o pedido da promotoria e decidiu que o adolescente nunca poderá deixar a prisão após ouvir familiares das vítimas, sobreviventes, investigadores, especialistas e a avó do réu. "Não vimos nenhuma evidência de que ele tenha capacidade de desenvolver uma consciência ou de valorizar plenamente a vida humana", disse o promotor Brad Smith. A defesa argumentou que o adolescente ainda poderia mudar. O advogado Charlton Allen afirmou que Gray "não está irreversivelmente destruído" e considerou que a possibilidade de liberdade condicional poderia representar uma "oportunidade de esperança". Ataque fez quatro vítimas em escola da Geórgia O ataque matou os professores Richard Aspinwall, de 39 anos, e Cristina Irimie, de 53 anos, além dos estudantes Mason Schermerhorn e Christian Angulo, ambos de 14 anos. Outras nove pessoas ficaram feridas. Entre elas, um professor e oito alunos. Sete dos estudantes foram atingidos por tiros. Familiares das vítimas falaram durante a audiência de sentença e, em sua maioria, pediram que Gray recebesse prisão perpétua sem direito à liberdade condicional. Shayna Aspinwall, esposa do professor Richard Aspinwall, afirmou que os sobreviventes terão de lidar com "uma sentença de vida de luto e trauma". Investigação apontou interesse por ataques em massa Durante a audiência, investigadores afirmaram que Gray demonstrava admiração por outros autores de ataques em massa e conversava sobre esses crimes em comunidades online. Segundo os promotores, ele falava sobre a possibilidade de ganhar notoriedade com um ataque em uma escola e acompanhava comentários sobre o próprio caso depois do massacre. A promotoria apresentou gravações de ligações entre Gray e sua mãe, Marcee Gray, feitas enquanto ele estava em um centro de detenção juvenil. Nas conversas, segundo os investigadores, ele pediu que a mãe verificasse o que as pessoas comentavam sobre ele na internet. Quando ela relatava desenhos e mensagens de apoio ao adolescente, ele perguntava sobre o alcance das publicações. O promotor Brad Smith afirmou que Gray planejou o ataque para construir uma imagem dentro de uma comunidade online dedicada a crimes reais. "O tiroteio não era o fim do plano. O tiroteio era apenas uma etapa do plano", avaliou. Avó diz que adolescente precisava de ajuda A defesa afirmou que Gray teve uma infância marcada por instabilidade e que encontrou apoio em comunidades virtuais porque não recebia a ajuda necessária em casa. A avó materna do adolescente, Debbie Polhamus, disse que ele passou a apresentar comportamento agressivo antes do ataque e que tentou convencer os pais a buscar ajuda. "Eu tentei ajudar Colt porque ninguém mais estava ajudando", afirmou. Ela disse que visita o neto semanalmente no centro de detenção e que ele apresentou melhora com tratamento e medicamentos. Segundo ela, Gray passou a ler mais e pretende estudar para obter um diploma equivalente ao Ensino Médio. O jovem foi colocado em um programa de acolhimento enquanto aguardava o julgamento porque seu pai estava preso e havia restrições ao contato com a mãe. A diretora da Divisão de Serviços para Crianças e Famílias da Geórgia, Candice Broce, afirmou que o adolescente apresentou melhora durante o período de detenção. Segundo ela, após o início do tratamento e a restrição de contato com a mãe, funcionários disseram que a mudança "essencialmente o transformou em uma criança diferente". ** Com AP **
- Trump prorroga decreto que mantém sanções ao Brasil
Uma das justificativas é que o governo brasileiro persegue um ex-presidente do Brasil, sua família e seus seguidores WASHINGTON - Os Estados Unidos renovaram por mais um ano a emergência nacional declarada contra o Brasil, preservando a base legal que permite ao governo americano manter sanções adotadas com fundamento na IEEPA (Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional). A renovação não cria novas penalidades nem amplia as medidas já adotadas contra o Brasil no caso do tarifaço. O uso dessa lei para sobretaxar os países foi derrubado pela Suprema Corte e, por isso, esta renovação não deve ter efeito prático sobre a exportação de produtos. A decisão vai ser publicada nesta quarta-feira (29) no Federal Register, o Diário Oficial dos EUA, e atende à exigência da NEA (National Emergencies Act), segundo a qual uma emergência nacional expira automaticamente após um ano. Ex-diretor da OMC (Organização Mundial do Comércio), Roberto Azêvedo afirmou à Folha que, apesar de a IEEPA não poder ser usada para tarifar outros países, a medida estende a aplicação de sanções financeiras contra autoridades brasileiras sob essa legislação. "A Suprema Corte derrubou todos os elementos tarifários que estavam sendo aplicados sobre a IEEPA. Agora, tudo que não é tarifa continua", diz. Além das tarifas, a IEEPA também é a base legal para sanções econômicas dos EUA, como o congelamento de bens de individuos ligados a organizações designadas como terroristas, entre elas o PCC e o Comando Vermelho. Ao justificar a renovação, Trump reiterou as acusações feitas contra o governo brasileiro no ano passado. No documento, a Casa Branca relembra que a medida foi adotada para lidar "com a ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos EUA". Também diz, sem citar o nome do ex-presidente Jair Bolsonaro, que "membros do governo do Brasil estão perseguindo politicamente um ex-presidente do Brasil, sua família e seus seguidores, o que está contribuindo para a deliberada quebra do Estado de Direito no Brasil, para a intimidação politicamente motivada naquele país e para abusos de direitos humanos". "Certas atividades, como a censura e a prisão, por parte do Supremo Tribunal Federal do Brasil, de pessoas que exercem sua liberdade de expressão, e a censura de conteúdo online, continuam a representar uma ameaça incomum e extraordinária —com origem, total ou substancialmente, fora dos Estados Unidos— à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos", completa o documento. Essa lei foi usada no ano passado para que o governo Trump aplicasse uma sobretaxa de 40% sobre os produtos brasileiros, que foi somada à tarifa de 10% anunciada no início da gestão. Ao todo, o Brasil foi sobretaxado em 50% —porém, as tarifas caíram, parte delas após a reaproximação entre Trump e o presidente Lula (PT) e, meses depois, após a Suprema Corte suspender o uso tarifário da IEEPA por Trump. Apesar disso, o Brasil agora enfrenta outras tarifas, que foram anunciadas ao longo de julho, somam 37,5% de sobretaxas aos produtos brasileiros e são frutos de duas investigações do USTR (Escritório do Comércio dos EUA). Na primeira delas, o Brasil foi acusado de práticas comerciais desleais, incluindo o Pix e a censura das redes sociais, e por isso foi sancionado com 25% —apesar de ter uma lista extensa de exceções. A outra é a investigação em que o Brasil foi incluído, assim como outras 59 economias, por supostamente falhar no combate ao trabalho forçado. ** Com Agências **
- Brasileiro se entrega à polícia após matar namorada na Flórida
Amaral filmou o momento que se entregava à polícia horas após matar Julia FORT MYERS - Um brasileiro se entregou à polícia horas após matar a namorada em um condomínio em Fort Myers, na Flórida, na manhã de segunda-feira, 27. Willian Rosa Do Amaral, 26 anos, filmou o momento em que se aproxima dos policiais em um estabelecimento comercial. Vítima foi encontrada caída na escada do lado externo do apartamento Segundo o Boletim de Ocorrência, a polícia chegou ao local por volta das 7h50 no complexo Village Creek Apartments, localizado na 2800 Winkler Avenue, e encontrou a mulher morta com pelo menos um ferimento à bala. Nas redes sociais, internautas citam que Amaral é de Engenheiro Caldas, em Minas Gerais, e que a vítima, indentificada por Julia, havia terminado o relacionamento de cerca de três meses. ** Da Redação **
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