top of page

Trump chama crise migratória na Espanha de 'terrível' e faz alerta a eleitores


WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, definiu a crise migratória na Espanha como "terrível", lançando um alerta aos eleitores americanos a respeito do tema, altamente combatido em seu governo.


"É terrível. Lembrem-se desta imagem. Daqui a três anos, é assim que estaremos se o lado errado chegar ao poder", disse o presidente Donald Trump à Fox nesta sexta-feira, 31, sobre a crise espanhola.


"Se os democratas vencerem, vocês não terão uma vida boa", acrescentou.


Insustentável

A prefeitura de Ceuta estima que cerca de 60 mil pessoas teriam entrado em Ceuta nas últimas horas, número equivalente a aproximadamente 70% da população do enclave.


O prefeito-presidente Juan Jesús Vivas classificou a situação como "insustentável" e pediu uma resposta urgente das autoridades espanholas.


"É como se 34 milhões de pessoas entrassem na Espanha em 24 horas", afirmou, destacando a pressão sobre os serviços locais e o sentimento de insegurança entre os moradores.


O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, visitou Ceuta hoje e afirmou que a prioridade do governo é "restaurar a normalidade o mais rápido possível", mantendo a cooperação com o Marrocos e reforçando os controles fronteiriços.


Sánchez classificou as entradas em massa como "deploráveis" e disse que houve uma violação da integridade territorial de uma cidade.


Como medida imediata, o governo espanhol anunciou a instalação de barreiras flutuantes na área marítima próxima ao quebra-mar da fronteira, com o objetivo de dificultar novas chegadas por mar e facilitar os procedimentos de retorno dos migrantes.


A crise provocou o colapso temporário da capacidade de acolhimento do enclave. Centenas de pessoas, incluindo muitos menores de idade, passaram a noite em parques, áreas públicas e estacionamentos enquanto as autoridades buscavam alternativas de atendimento humanitário.


O governo espanhol afirmou que aplicará os acordos migratórios firmados com Marrocos para realizar repatriações, garantindo o respeito aos direitos fundamentais e procedimentos diferenciados para adultos e menores. Segundo autoridades espanholas, milhares de menores estão entre os recém-chegados.


Repatriados

Mais de 37,5 mil dos cerca de 60 mil migrantes que entraram em Ceuta desde ontem retornaram ao Marrocos até o início da tarde, segundo fontes do Ministério do Interior citadas pela ANSA.


O número representa 75% dos migrantes que chegaram em massa ao enclave espanhol por vias marítima e terrestre, em uma movimentação considerada a pior crise migratória já enfrentada pela Espanha até o momento.


Enquanto as autoridades acompanham o retorno dos migrantes, as forças policiais já resgataram pelo menos 57 corpos no mar.


** Com Agências **


 
 
 

Comentários


bottom of page