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- Justiça impede deportação de brasileiro para Guiana
Defesa de brasileiro afirma que vai esgostar recursos judiciais para tentar legalização do cliente HOLLYWOOD - Uma ordem judicial na noite dessa sexta-feira, 14, bloqueou temporariamente a deportação do brasileiro Alex Pereira Alves para a Guiana, mas ele segue detido sob custódia do ICE. De acordo com o processo imigratório, ele não pode ser enviado ao Brasil e foi surpreendido essa semana durante uma inspeção antecipada no ICE que seria preso e deportado para o país sulamericano. "Na segunda-feira, ele recebeu uma ligação de um agente do ICE dizendo: 'Você precisa se apresentar na terça-feira, no centro'. Foi do nada, inesperado, repentino", conta Jeff Markwardt, amigo de Alves que mora em West Hollywood, na Califórnia, há pelo menos 15 anos. O Departamento de Segurança dos Estados Unidos (DHS) informou que Alves permanecerá sob custódia do ICE no centro de detenção de Adelanto, “aguardando a deportação”. "Como não permitiram que ele passasse por uma entrevista de 'medo fundamentado' em relação à Guiana — o país para o qual diziam que o enviariam enquanto ele estava sob supervisão —, isso violava seu direito ao devido processo legal", explica a advogada do brasileiro, Jane Oak. A Guiana é o único país da América do Sul que ainda mantém leis criminalizando atos sexuais consensuais entre homens e preserva um comportamento social extremamente homofóbico, de acordo com relatos históricos e jornalísticos. Essas características, ressalta Oak, coloca a vida de Alves em risco. "Ele não pode ser transferido do centro de detenção para nenhum país, em momento algum, até que tenhamos concluído totalmente a apresentação desses argumentos." Segundo a advogada, Alves teve um ordem final de deportação em 2018, mas há uma decisão judicial que o protege de ser enviado ao Brasil — país onde ele também tem medo de sofrer violência. Desde então, o brasileiro - que entrou nos EUA em 5 de julho de 2010 - tinha que se apresentar regularmente às autoridades de imigração. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)
- Em busca de doador, caipira ‘Sô Zé’ precisa de um rim para salvar sua vida
Após uma vida inteira fazendo o público rir, Sô Zé sai do palco para lutar pela vida BOSTON – O humorista André Ferreira, interprete do personagem caipira Sô Zé, revelou que precisa com urgência ser submetido a um transplante de rim. O artista, honrado com inúmeros prêmios nos Estados Unidos por sua atuação nos palcos, está em busca de um doador compatível, apelando para as milhares de pessoas que riram em seus shows e DVDs para encontrar quem possa ajudar a salvar sua vida. Pela primeira vez em muitos anos, o ícone das piadas e das sátiras troca o riso pelas lágrimas. André foi diagnosticado com rim policístico aos 38 anos de idade quando, após uma partida de futebol em Ipatinga, Minas Gerais, foi parar no hospital com fortes dores de cabeça provocadas pela alta da pressão arterial. A doença renal policística é um distúrbio genético e hereditário caracterizado pelo crescimento de múltiplos cistos preenchidos por líquido em ambos os rins. Com o tempo, o aumento desses cistos pode ampliar o tamanho dos órgãos e prejudicar de forma progressiva a função de filtração renal. André conta que sempre foi orientado a controlar a pressão mas ‘jamais falaram sobre algum tratamento renal’. “Minha primeira cólica renal foi em 2003 quando já estava morando nos Estados Unidos”, conta. “Nunca me falaram que eu precisava de dieta ou algum medicamento para o rim. Acho que nem existia algum remédio.” Ele viveu nos EUA de 2002 a 2009 e voltou ao país definitivamete em 2016 quando recebeu sua residência permanente. Mas apenas de dois anos para cá os rins realmente começaram a perder suas funções, obrigando o artista a manter uma dieta rigorosa sem a ingestão de derivados de leite e de ovos entre outras coisas. Seus rins funcionam atualmente com capacidade inferior a 10 por cento, o que obrigou à criação de uma fístula arteriovenosa (acesso vascular que permita retirar e devolver um grande volume de sangue rapidamente) para o caso da necessidade imediata de hemodiálise. André hoje tem uma rotina longe dos palcos e próxima dos hospitais. Para combater uma anemia profunda provocada pela doença toma ferro na veia e injeções regularmente. Ainda assim, precisa trabalhar 12 horas por dia dirigindo um carro de aplicativo e a linha artística se prende ao programa na rádio Manchete USA que leva o seu nome. QUEM PODE SER DOADOR Os candidatos ao teste de compatibilidade são avaliados em exames intensos e entrevistados por psiquiatra, farmacêutico, nefrologista e pelo cirurgião que mostra como é todo o procedimento. Só é aceito como doador quem tem rim saudável acima de 80 por cento de funcionamento. É bom destacar que o possível doador pode desistir a qualquer instante. Uma dúvida recorrente é sobre se aquela pessoa que vai doar um dos rins precisar também de um transplante do órgão no futuro. Segundo o hospital, ela é colocada como prioridade na lista de espera. Em termos gerais, o doador precisa ter boa saúde, rins funcionando perfeitamente e sem doenças crônicas. Também é necessário ter compatibilidade sanguínea com o paciente. O tratamento do Sô Zé está sendo feito no Boston Medical Center e quem quiser se voluntariar deve ligar para o hospital e falar sobre o interesse em fazer o teste de compatibilidade com André Ferreira. O telefone para contato com a a Divisão de Transplantes é 617-638-8368. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)
- Brasileira casada com militar é retirada de voo de deportação e libertada após um mês presa
Maisa estava chegando ao Brasil quando foi questionada se queria voltar aos EUA LEESVILLE - Após mais de um mês presa e já a bordo de um avião de deportados a caminho do Brasil, Maisa Lopes Eliaser foi notificada que recebeu autorização para permanecer nos Estados Unidos em liberdade enquanto busca a regularização imigratória. A brasileira conta que os agentes do ICE receberam uma ligação durante o voo na quarta-feira, 12, e a perguntaram se ela queria desembarcar no destino ou retornar aos EUA. Eles disseram ainda que ela estava "famosa" por causa de vídeos sobre o caso. Maisa, que é casada com um militar americano, permaneceu no avião e voltou à Louisiana. Maisa foi detida em 8 de julho em um escritório do Serviço de Imigração e Naturalização (USCIS), no Alabama, durante uma entrevista para a o green card através do casamento com o militar Alexis Jaramillo. Segundo o ICE, a paulista, que entrou no país em 2019, tinha uma ordem final de remoção datada de 15 abril ligada a um caso imigratório anterior. O casal, que oficializou a união em 2024, alega que nunca recebeu a notificação por ter sido enviada para um endereço antigo. Durante o tempo que a companheira ficou presa, Jaramilio, que serve ao Exército há mais de dez anos e é especialista em operações de aviação, teve que se afastar das atividades em Fort Polk, na Louisiana, para cuidar do filho de Maisa, um menino de 5 anos nascido nos EUA fruto de um relacionamento anterior. A brasileira deve comparecer novamente ao escritório da imigração na segunda-feira, 17, para tentar reabrir o processo e avançar com o pedido de residência permanente. Ela afirma que tem dificuldade para dormir e teme voltar ao centro de detenção, onde diz ter sido tratada como "um animal". Parole in Place A história de Maisa é uma das centenas em que cônjuges e parentes próximos de militares estão na mira da deportação após o governo Trump revogar proteções a esse grupo. A administração republicana extinguiu o Parole in Place, um mecanismo para impedir que parentes de soldados sejam deportados enquanto buscam regularizar o status imigratório. Desde que Donald Trump voltou à Casa Branca, 52 parentes -entre parceiros e pais - de militares em exercício foram enviados para centros de detenção do ICE. Pelos 8 continuam detidos. Do total, seis foram deportados e um se autodeportou. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)
- Morte de guatemalteco é a terceira em presídio do ICE em Nova Jersey
Centro de detenção foi inaugurado no ano passado e é alvo de denúncias de maus tratos NEWARK - Um guatemalteco morreu após sofrer uma emergência médica sob custódia do ICE no Delaney Hall, em Nova Jersey, elevando para três o número de mortos só nessa unidade. No total, 56 imigrantes morreram em detenções desde que o presidente Donald Trump assumiu a Casa Branca em janeiro do ano passado. Segundo informações do Departamento de Segurança Interna (DHS), Jose Chajon-Raxon foi detido em 18 de julho e passou mal no dia seguinte. Uma enfermeira o encontrou com atividade semelhante a uma convulsão e a equipe médica o levou a um hospital. O DHS alega que liberou Chajon-Raxon 22 de julho, e, por isso, "não tem a obrigação legal de monitorar, investigar ou detalhar o motivo do óbito". Leia também: Imigrante morto sob custódia do ICE estava sem acesso aos remédios O deputado federal Rob Menendez foi avisado da morte dois dias depois. O democrata observa que é preciso saber os detalhes do que aconteceu com o guatamalteco. Centro já foi questionado por outras mortes Defensores de direitos humanos e políticos democratas já questionaram as condições insalubres e a falta de atendimento médico no Delaney Hall após detentos entrarem em greve de fome em maio. Dias depois da morte de Chajon-Raxon, Edwin Lopez-Cornejo, de El Salvador, foi encontrado morto em sua cela. Em dezembro, o haitiano Jean Wilson Brutus morreu em condições desconhecidas. ** Da Redação **
- EUA enviam porta-aviões para substituir USS Abraham Lincoln no Oriente Médio em meio a relatos de crise a bordo
WASHINGTON - As Forças Armadas dos Estados Unidos estão enviando um novo porta-aviões para o Oriente Médio, a fim de substituir o USS Abraham Lincoln, que está mobilizado em missão há mais de 250 dias, em meio a depoimentos preocupantes sobre as condições de vida a bordo e o agravamento do estado de saúde mental de militares embarcados. Uma fonte oficial ouvida pela rede americana CNN confirmou que o porta-aviões será substituído pelo USS George Washington, embarcação capaz de transportar 5 mil marinheiros e 90 aviões e helicópteros. A fonte ouvida pela emissora americana afirmou que a troca de embarcações tinha sido anteriormente programada, mas não confirmou quando exatamente o USS Abraham Lincoln deixaria a operação, e o USS George Washington assumiria o posto. A guerra com o Irã continua sem resolução, com Teerã e Washington trocando ameaças e declarações a respeito do controle do Estreito de Ormuz. Parlamentares do Partido Democrata repercutiram na quinta-feira o relato de um marinheiro americano a bordo do USS Abraham Lincoln que caiu no mar no mês passado, divulgado pela CNN. Famílias de mais de 5 mil marinheiros e fuzileiros navais destacados tem expressado preocupação com as condições enfrentadas pela tripulação, submetida a um destacamento excepcionalmente longo e meses de operações relacionadas à guerra contra o Irã. As queixas variam desde a escassez de alimentos e suprimentos básicos até problemas de infraestrutura, jornadas de trabalho exaustivas e uma crescente crise de saúde mental, desde que o Lincoln deixou seu porto de origem, em San Diego, em novembro. O navio não faz escala em um porto há mais de 200 dias, estabelecendo um recorde moderno de dias consecutivos no mar, segundo relato do senador Richard Blumenthal. Uma autoridade ouvida na quinta-feira afirmou que o marinheiro que caiu do navio foi rapidamente resgatado e passou por avaliação médica. As circunstâncias não estão claras e não se sabe se ele retornou ao serviço ou foi retirado da embarcação, mas os veículos especializados em temas militares Stars and Stripes e Navy Times, noticiaram que várias outras tentativas de tripulantes de pular do navio foram relatadas. Ambos citaram entrevistas com marinheiros e familiares. As queixas das famílias descrevem um ambiente de trabalho especialmente exigente. Os marinheiros trabalham em turnos que podem durar entre 12 e 16 horas, com poucos dias de folga, enquanto o ruído constante dos motores e as condições no convés de voo aumentam o esgotamento físico. Parentes também relataram chuveiros mofados, problemas com água quente, banheiros quebrados, dificuldades para lavar roupa e falta de itens básicos como sabonete, pasta de dente e desodorante. Na quarta-feira, Blumenthal, democrata de Connecticut e membro da Comissão das Forças Armadas, escreveu ao secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, e ao secretário interino da Marinha para expressar "séria preocupação" com o aumento da duração das missões e exigir respostas sobre as condições de vida a bordo do porta-aviões. A Marinha dos EUA disse em nota que não observou um "aumento de pensamentos ou tentativas de suicídio a bordo do navio", e disse levar a sério o "bem-estar de cada integrante das Forças Armadas", destacando que há "profissionais religiosos, médicos e de saúde mental disponíveis para avaliar e lidar com as preocupações à medida que elas surgem". Uma fonte ouvida pela CNN, porém, afirmou que o monitoramento interno da Marinha sobre relatos de pensamentos suicidas no navio havia diminuído nos últimos meses, e que a instituição não vê correlação entre a duração da missão e pensamentos de autolesão. Mulher de um marinheiro que tentou se jogar ao mar durante o período em que esteve em missão, Annabelle Loma deu um depoimento à imprensa, e disse que o marido teme que o incidente arruine seus 13 anos de carreira militar. "Ele está com medo. Ele acha que receberá uma baixa desonrosa e que, só porque estava exausto, sua carreira de 13 anos será arruinada assim, de repente", disse Annabelle. Saúde mental e segurança Segundo o Navy Times e o Stars and Stripes, cerca de 200 familiares de tripulantes do Lincoln manifestaram preocupações sobre as condições de saúde mental e segurança ao secretário interino da Marinha, Hung Cao, e a outros funcionários durante reuniões com a comunidade realizadas na última quinta-feira em San Diego. Em um desses encontros, uma esposa disse às autoridades que havia recebido naquele mesmo dia uma mensagem do marido dizendo que “espera não acordar amanhã”. Entre outras preocupações levantadas estavam relatos de falta de suprimentos, escassez de alimentos, contaminação da água e interrupções no sistema postal, segundo a MS NOW, que analisou gravações de áudio e vídeo da reunião. Em uma das reuniões, o vice-almirante Joseph Cahill, comandante das Forças de Superfície da Marinha, reconheceu a pressão sobre os marinheiros e suas famílias, segundo a MS NOW, dizendo aos familiares: "Nós ouvimos vocês com muita clareza [sobre] o impacto que isso tem nas famílias, nos integrantes das Forças Armadas e na capacidade de longo prazo de mantermos e sustentarmos a saúde de nossas forças." Em relatório divulgado na terça-feira, o Stars and Stripes afirmou que suas entrevistas com marinheiros na ativa e familiares, assim como “dezenas de comentários e publicações públicas nas redes sociais” feitos por tripulantes, descreveram marinheiros “lutando contra o cansaço e a queda do moral, incluindo relatos de pensamentos suicidas e pelo menos um caso em que um tripulante foi impedido de pular do navio”. O Navy Times também citou a esposa de um militar a bordo do Lincoln, que afirmou que o marido tentou pular do navio recentemente. O deputado democrata Mike Levin, da Califórnia, fez referência à reunião em uma publicação no X, afirmando que familiares descreveram “chuveiros com mofo, vasos sanitários quebrados, semanas sem água quente, refeições que se resumiam a meia xícara de arroz e duas tortilhas”: “Marinheiros tão exaustos que, segundo um familiar, o próprio médico do navio alertou que eles precisam chegar a um porto em breve ou as pessoas começarão a perder a cabeça”. Bases deterioradas Ao mesmo tempo, instalações militares americanas em todo o Pacífico estão em um preocupante estado de deterioração, alertou o inspetor-geral do Pentágono. Corrosão e buracos em edifícios, tetos desabando e a presença de mofo e amianto estavam entre os problemas identificados durante inspeções em 11 instalações americanas em toda a região e comunicados a uma dúzia de altos funcionários neste mês. Os problemas afetaram infraestruturas essenciais para a prontidão das forças americanas, além de instalações destinadas a militares e suas famílias, segundo um aviso de 6 de agosto de Randolph Stone, inspetor-geral adjunto para avaliações. Esses “alertas de gestão” são emitidos durante uma auditoria em andamento para sinalizar à alta administração problemas que exigem atenção imediata. O Pentágono não comentou. Mark Sinder, secretário-adjunto para modernização da infraestrutura, afirmou no relatório que “os Departamentos Militares, em coordenação com as partes interessadas identificadas, assumirão a liderança na correção das deficiências de infraestrutura identificadas” e que será estabelecido “um cronograma detalhado para corrigir todas as deficiências”. No alerta, o inspetor-geral “identificou preocupações relacionadas a outras infraestruturas críticas, como infraestrutura hídrica e habitacional, que dão suporte às missões” em toda a área do Comando dos EUA para o Pacífico. Embora as infraestruturas de água e habitação não estejam diretamente relacionadas às capacidades de combate “críticas para a missão”, elas “são fundamentais para dar suporte” aos militares na região, afirmou o inspetor-geral. A Base Aérea de Kadena, por exemplo, é um importante centro do poder aéreo americano no Pacífico e abriga US$ 836 milhões em munições. Uma foto de um de seus hangares, anexada ao relatório, mostra uma parede com vários buracos, expondo os itens armazenados ao ambiente externo. Fotos de outra instalação da base — um hangar de aeronaves — mostram um edifício deteriorado, tomado por ferrugem e corrosão. Em Kadena, que abriga cerca de 20 mil americanos, pelo menos 243 casas na base tiveram de ser desocupadas devido à deterioração da superfície das estruturas — quando a superfície de uma construção começa a apresentar lascas ou a descascar — segundo o documento. Separadamente, 139 casas foram “afetadas pelo desabamento de tetos”. A Base Aérea de Yokota e a Base de Fuzileiros Navais Camp Courtney enfrentam desafios semelhantes. Nas três bases americanas no Japão, o relatório também apontou preocupações relacionadas à infraestrutura de operações e comunicações, incluindo mofo, danos provocados por incêndios, rachaduras em edifícios, infiltração de água e presença de chumbo e amianto em materiais de construção. A inspeção também identificou problemas de manutenção e de infraestrutura de armazenamento, a ponto de algumas instalações não atenderem aos requisitos mínimos. Em julho, uma pesquisa da CNN mostrou que um recorde de 73% dos adultos americanos afirma que o presidente Donald Trump não deu atenção suficiente aos problemas mais importantes do país, e 67% acreditam que as decisões de Trump sobre ações militares no Irã prejudicaram os EUA. O deputado democrata Seth Moulton, de Massachusetts, veterano dos fuzileiros navais, classificou os relatos como “horríveis”: "Infelizmente, não estou surpreso. Temos um presidente, o comandante em chefe, que zombou de tropas por questões de saúde mental. Temos um secretário de Defesa que está mais preocupado com testes de testosterona do que em manter nossas tropas vivas. É realmente difícil se empolgar com essa missão [a guerra com o Irã]. Não há ninguém que acredite nela neste momento, e isso deve ser uma das coisas que mais pesam sobre nossas tropas." ** Com Agências **
- Universidade do Michigan flexibiliza sistema de notas para melhorar a saúde mental dos estudantes
Novo sistema quer aliviar a pressão psicológica dos calouros NOVA YORK - A Universidade de Michigan anunciou que vai substituir a exigência das tradicionais notas de letras por um sistema de aprovado/reprovado, a fim de suavizar a transição dos novos estudantes para a vida acadêmica. O plano entrará em vigor no segundo semestre de 2027 na Faculdade de Literatura, Ciência e Artes da universidade. A intenção é aliviar a pressão sobre os calouros e ajudá-los a "começar com o pé direito e conter a crise de saúde mental que afeta jovens universitários", afirmou a universidade em nota. por letras de alguns calouros do primeiro semestre Pelo plano, as notas em letras do primeiro semestre ainda serão registradas internamente pela instituição para fins como relatórios de conformidade e elegibilidade a honras acadêmicas, informou a universidade. Os históricos escolares dos alunos, no entanto, exibirão apenas "aprovado" (pass) ou "sem crédito" (no credit) para cada disciplina. As notas do primeiro semestre não serão computadas no coeficiente de rendimento escolar do estudante. O novo sistema de avaliação, noticiado anteriormente pelo jornal The Chronicle of Higher Education, é semelhante ao adotado pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts). No MIT, as notas dos calouros do primeiro semestre são registradas como aprovado ou sem registro, para dar tempo aos estudantes de se adaptarem ao aumento da carga de trabalho acadêmico e aos diferentes métodos de ensino, explica a secretaria acadêmica do instituto em seu site. Como comparação, em diversos cursos da Universidade Brown, em Rhode Island, o estudante pode escolher entre duas opções de avaliação. Uma delas é a nota em letra, como A, B, C ou sem crédito. A outra é a nota "satisfatório" ou "sem crédito". A Universidade de Michigan declarou que o objetivo da mudança "é ajudar os alunos do primeiro ano a se aclimatarem às exigências da faculdade" e permitir que definam sua trajetória acadêmica inicial com menos pressão por notas. "Por exemplo, eles podem explorar uma matéria com a qual não tenham tanta facilidade ou fazer um curso em uma área nova sem o medo de que uma nota baixa traga consequências de longo prazo", afirmou a instituição na nota. A Faculdade de Literatura, Ciência e Artes, a maior da universidade, conta com cerca de 3.500 alunos no primeiro ano, segundo a instituição. O número total de calouros na universidade é de aproximadamente 8 mil . Summit Louth, presidente do diretório central dos estudantes da universidade, classificou a mudança na avaliação como "algo incrível" e disse que os alunos com quem conversou apoiaram a nova política de forma unânime. "Isso ajudará muito os estudantes a entrarem em uma rotina saudável e sustentável durante o tempo em que estiverem aqui", afirma o presidente do diretório central. Louth, 20, é aluno do terceiro ano e afirmou que essa política o teria ajudado quando era um calouro. "Você está tentando entender como ser adulto e morar sozinho. Fica extremamente estressante ter que equilibrar isso com o desejo de tirar nota máxima em tudo." A medida sofreu críticas imediatas de pessoas que argumentam que facilitar a vida acadêmica dos estudantes não os ajuda no longo prazo. Rick Hess, pesquisador sênior e diretor de estudos de política educacional no American Enterprise Institute, afirmou que a medida é "exatamente o diagnóstico errado". "Fica claro que mimar estudantes universitários não melhora, de fato, a saúde mental deles. Isso gera um sentimento de privilégio e elimina a tensão produtiva", disse o pesquisador. Hess defende a abordagem oposta. Ele pediu o "aumento do rigor" nas disciplinas e o "aumento das expectativas" sobre os alunos, com medidas como requisitos mínimos e robustos de leitura e restrições ao uso de celulares no campus. Jonathan Alpert, psicoterapeuta e autor do livro "Therapy Nation" (Nação Terapêutica, em português), concorda que tirar uma nota baixa pode ser péssimo e deixar os alunos ansiosos. "Mas sentir-se mal não é o mesmo que estar doente. A minha preocupação é que terapeutas e instituições tenham confundido essa distinção." "A faculdade deveria ser um dos lugares onde os jovens aprendem que ser avaliado nem sempre é agradável", explica Alpert. "Essas experiências podem doer, mas aprender que você é capaz de tolerá-las e seguir em frente o prepara para a vida adulta." Chris Hulleman, professor de educação e políticas públicas na Universidade de Virgínia, disse que é um sinal positivo ver que "as instituições estão pensando sobre a avaliação e fazendo isso de forma diferente". Pesquisas sugerem que a avaliação no formato aprovado/reprovado ajuda a reduzir o burnout nos estudantes e que, "sob a perspectiva da motivação, notas que comparam os alunos entre si tendem a aumentar a ansiedade", explica Hulleman. Em contraste, outras instituições conhecidas, como a Universidade Harvard, adotaram o caminho oposto em relação às notas —tornando-as mais competitivas. A Faculdade de Artes e Ciências da instituição votou expressivamente em maio a favor de restringir o número de notas "A" que os professores podem conceder nas turmas de graduação. A instituição limitou os "A's" a cerca de 20% das notas de uma turma após estudos profundos e debates sobre como combater a inflação de notas. ** Com Agências **
- Estudo revela que dinheiro usado para deportação cobre cuidado médico para 5 milhões de veteranos
Governo admite que gasta mais de US$ 18 mil para expulsar um imigrante do país WASHINGTON - Um relatório divulgado essa semana sugere que o dinheiro gasto em deportações nos Estados Unidos nos últimos 18 meses poderia ter sido usado para financiar mais de 925 mil professores ou para custear o tratamento médico de mais de 5 milhões de veteranos. As conclusões do Instituto de Política Econômica (EPI, na sigla em inglês) mostram que os impostos federais direcionados para cumprir a promessa de campanha do presidente Donald Trump de realizar deportações em massa poderiam ser investidos em educação e saúde. O Condado de Los Angeles, na Califórnia, liderou a lista com aproximadamente US$ 9,25 bilhões, seguido pelo Condado de Nova York, em Nova York, com US$ 6,52 bilhões, o Condado de Cook, em Illinois, com US$ 5,11 bilhões, e o Condado de Santa Clara, também na Califórnia, com US$ 4,96 bilhões. Os condados de King, em Washington; Harris, no Texas; Miami-Dade, na Flórida; Orange, na Califórnia; Maricopa, no Arizona; e Palm Beach, na Flórida, se destacam no mapa das jurisdições de maior custo. Os cálculos mostram que no Condado de Los Angeles, por exemplo, o dinherio destinado às deportações garantiria o salário de mais de 24 mil professores. No Condado de Cook, que abrange grande parte da região de Chicago, o EPI estima que mais de 154.500 unidades de habitação pública ou 14.635 poderiam ser financiados. A aplicação das leis de imigração tornou-se uma das principais prioridades do segundo mandato de Trump. Desde que retornou ao poder em janeiro de 2025, o governo expandiu as operações do ICE , buscou aumentar a capacidade de detenção, intensificou as ações de fiscalização no local de trabalho e pressionou o Congresso a fornecer financiamento adicional para os esforços de deportação e iniciativas de segurança de fronteiras. “É ridículo que investimentos para fazer cumprir a lei estejam virando notícia enquanto as consequências devastadoras de infringi-la foram completamente ignoradas durante o governo Biden”, disse um porta-voz do Departamento de Segurança Interna (DHS). “A imigração ilegal custa aos contribuintes americanos mais de US$ 150 bilhões todos os anos, e esse número só vai aumentar a menos que as leis do nosso país sejam cumpridas. As deportações são absolutamente vitais para estancar essa sangria.” O representante, entretanto, não explicou quais despesas com estrangeiros ultrapassariam US$ 100 bilhões. O relatório do Comitê de Apropriações do Senado sobre o projeto de lei de gastos com Segurança Interna para o ano fiscal de 2026 recomendou US$ 92,3 bilhões para o DHS, incluindo verbas discricionárias e gastos com auxílio em desastres. “Incentivamos todos os imigrantes ilegais a assumirem o controle de sua saída com o aplicativo CBP Home. Através do Projeto Homecoming, um pilar do sucesso do presidente Trump na aplicação das leis de imigração, os Estados Unidos estão oferecendo aos imigrantes ilegais US$ 2.600 e uma passagem aérea gratuita para que se autodeportem agora”, disse o porta-voz do DHS. “Mesmo com a nova oferta de um auxílio de US$ 2.600, o custo estimado de uma única autodeportação pelo aplicativo CBP Home é de apenas US$ 5.100, o que representa uma economia de mais de US$ 13 mil por imigrante ilegal para o contribuinte americano.” Isso significa que, com base nos cálculos do governo, a expulsão de um estrangeiro custa US$ 18.100 aos cofres públicos dos EUA. ** Com Agências **
- EUA indiciam 11 pessoas por esquema de imigração por meio de casamentos falsos
Cada cônjuge americano levava cerca de US$ 30 mil de recompensa WASHINGTON - O Departamento de Justiça dos Estados Unidos indiciou nesta quarta-feira, 12, 11 pessoas por um esquema que organizou cerca mil de casamentos falsos para permitir que, em sua maioria, cidadãos chineses obtivessem status de imigração legal no país. Segundo os documentos apresentados no tribunal federal de Manhattan, estrangeiros pagavam a um grupo de seis "facilitadores" até US$ 100 mil cada um para encontrarem um parceiro americano que, por sua vez, recebia até US$30 mil. Os participantes do esquema - que existe pelo menos desde 2016 - ajudavam então os recém-casados a apresentar a documentação ao Departamento de Segurança Interna dos EUA para permitir que o cidadão chinês se tornasse residente permanente legal em Nova York, Connecticut, Massachusetts, Pensilvânia, Kentucky, Tennessee, Geórgia e Flórida. O procurador-geral Todd Blanche descreveu a operação como "um dos maiores processos por fraude matrimonial da história dos EUA" e afirmou que isso mostra "até onde as pessoas são capazes de ir para burlar nosso sistema de imigração". ** Com Reuters**
- Qual é a melhor idade para começar a pagar INSS?
Antes de começar a contribuir é preciso descobrir se precisa pagar, por quanto tempo e qual valor “Dra. Gisele, tenho 40 anos. Ainda vale a pena começar a pagar o INSS?” Essa pergunta aparece com frequência nos meus atendimentos, especialmente entre brasileiros que moram no exterior e passaram anos sem contribuir no Brasil. Minha resposta costuma começar com outra pergunta: Qual aposentadoria você pretende construir? Porque, quando falamos de INSS, não existe uma idade mágica para começar a contribuir. Existe uma estratégia adequada para cada história previdenciária. Quanto antes, melhor, certo? Nem sempre. É claro que começar cedo permite acumular mais tempo de contribuição. Mas simplesmente pagar INSS durante muitos anos não significa, necessariamente, que você está construindo a melhor aposentadoria. Uma pessoa pode contribuir durante 30 anos sem estratégia e descobrir, perto da aposentadoria, que poderia ter contribuído de maneira diferente. Outra pode começar mais tarde e, com planejamento, utilizar melhor o histórico que já possui. Por isso, gosto de fazer uma distinção: Uma coisa é pagar INSS. Outra é planejar uma aposentadoria. Mas, começar aos 40 ou 50 anos ainda vale a pena? Pode valer — e muito! Na aposentadoria programada pelas regras atuais, por exemplo, a mulher precisa, em regra, atingir 62 anos de idade e pelo menos 15 anos de contribuição. Para o homem que ingressou no RGPS após a Reforma da Previdência, a regra geral exige 65 anos de idade e 20 anos de contribuição; mas há tratamento diferente para quem já era filiado antes de 13/11/2019. Isso significa que a idade atual, sozinha, não responde se ainda “dá tempo”. Precisamos saber quanto tempo a pessoa já possui, quando começou a contribuir, quais regras podem ser utilizadas e o que ainda falta para alcançar o benefício. E existem situações ainda mais específicas, como as aposentadorias da pessoa com deficiência, aposentadorias decorrentes de atividades especiais (insalubridade/periculosidade) e regras de transição. O erro é começar a pagar sem fazer as contas. Esse é o ponto que considero mais importante. Quando alguém decide começar ou voltar a contribuir, normalmente pergunta: “Quanto eu devo pagar por mês?” Mas antes precisamos descobrir se precisa pagar, por quanto tempo e sobre qual valor. Imagine alguém que decide contribuir sobre o teto do INSS durante os próximos dez anos acreditando que, dessa forma, receberá uma aposentadoria no teto. Não é assim que funciona. O benefício é calculado considerando o histórico contributivo e as regras aplicáveis. Portanto, aumentar a contribuição daqui para frente pode melhorar a aposentadoria, mas o resultado precisa ser calculado. Da mesma forma, pagar sempre sobre o salário mínimo apenas porque é mais barato também pode não ser a melhor decisão. E para quem mora nos Estados Unidos? O cuidado deve ser ainda maior. Muitos brasileiros chegam aos Estados Unidos, param de contribuir para o INSS e, anos depois, decidem retomar os pagamentos porque querem garantir uma aposentadoria no Brasil. Leia também: INSS x Social Security: 5 diferenças que todo brasileiro nos EUA precisa conhecer Antes de começar, é importante recuperar e analisar o histórico previdenciário. Talvez você já tenha 5, 10, 15 ou 20 anos de contribuição no Brasil. Esse tempo não desaparece simplesmente porque você passou anos morando no exterior. Além disso, Brasil e Estados Unidos possuem acordo previdenciário, que pode ser relevante para determinadas situações, inclusive para “emprestar” tempo do Social Security para aposentar no INSS e vice-versa. Por isso, a decisão de voltar a contribuir não deveria começar pela emissão de uma guia. Deveria começar por uma análise do que você já construiu. Então, qual é a melhor idade? A melhor idade para pensar na aposentadoria é antes de começar a colocar dinheiro no INSS sem saber onde pretende chegar. Aos 30, o planejamento pode evitar décadas de contribuições desnecessárias. Aos 40, pode mostrar qual caminho seguir. Aos 50, pode ser decisivo para escolher a regra e a estratégia dos próximos anos. E, mesmo próximo da aposentadoria, ainda pode evitar um pedido feito na regra errada ou no momento errado. Por isso, talvez a pergunta não seja: “Qual é a melhor idade para começar a contribuir?” Mas: “Qual é a melhor estratégia para transformar minhas contribuições na aposentadoria que desejo?” Porque contribuir é pagar uma guia. Planejar é saber quanto pagar, por quanto tempo e o que você espera receber em troca. ** Por Gisele Jucá Advogada especialista em Direito Previdênciário com atuação no planejamento de aposentadorias de brasileiros residentes no Brasil e no exterior. @minhaadvogadagiselejuca
- Trump confirma troca secreta de avião após ameaça de segurança na Turquia
WASHINGTON - O presidente Donald Trump confirmou nesta terça-feira, 11, que trocou de avião em segredo ao deixar uma cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na Turquia, no mês passado, após os Estados Unidos identificarem uma possível ameaça do Irã contra ele. "Eu sigo as orientações do Serviço Secreto e dos militares. Eles queriam que eu fosse em outro voo, em outro avião", disse Trump a repórteres. "Eu simplesmente tenho que fazer o que eles dizem." O jornal Washington Post havia revelado anteriormente que Trump embarcou no Air Force One (avião oficial usado pelo presidente americano) diante das câmeras de televisão, mas depois foi levado discretamente, em um caminhão de serviço de bordo do aeroporto, até uma aeronave militar, sem que jornalistas e alguns funcionários da Casa Branca que estavam a bordo do Air Force One soubessem da mudança. Autoridades disseram que o país havia identificado uma ameaça iraniana considerada crível de que o Irã pudesse lançar um míssil contra o avião. O presidente americano havia afirmado anteriormente, durante a cúpula em Ancara, capital da Turquia, que era o "alvo número um" do Irã. A operação secreta ocorreu um dia depois de os EUA retomarem os ataques militares contra o Irã, após o fracasso das negociações para pôr fim à guerra. Trump havia chegado à Turquia a bordo de um Boeing 747-8 mais novo, doado pelo Catar, mas anunciou que deixaria o país no antigo Air Force One "pelos velhos tempos". Em 8 de julho, imagens mostraram o presidente americano embarcando no avião presidencial no aeroporto de Ancara. Mas, segundo Washington Post, ele foi levado em segredo até uma aeronave militar menor, C-32A, um Boeing 757 modificado, usado com frequência pelo vice-presidente americano. Para chegar à aeronave, Trump teria sido transportado em um caminhão de serviço de bordo, cuja plataforma foi elevada até a altura da aeronave, no lado oposto àquele em que ele havia embarcado. Segundo o jornal, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, embarcou separadamente no C-32A por uma escada externa, em uma tentativa de fazer o voo parecer uma operação normal. Jornalistas e alguns funcionários da Casa Branca embarcaram no Air Force One e, segundo relatos, foram orientados a fechar as persianas das janelas. Eles não sabiam que o presidente já não estava a bordo. Trump então voou para o Reino Unido a caminho dos EUA. Lá, voltou a embarcar no antigo Air Force One e foi visto descendo da aeronave depois que ela pousou na base da Força Aérea Real britânica de Mildenhall. Não está claro como ele passou do C-32A de volta para o antigo avião presidencial. Depois, o presidente embarcou no novo Air Force One doado pelo Catar para retornar à capital americana, Washington D.C. Durante o voo, Trump conversou com jornalistas a bordo e mencionou as ameaças do Irã, mas não falou sobre a troca de avião ocorrida antes. Questionado sobre o motivo de os jornalistas terem sido orientados a fechar as persianas do avião que saiu da Turquia, Trump respondeu: "Porque provavelmente era um voo perigoso por causa dos canalhas com quem temos de lidar." Trump disse que sua vida está "sob ameaça o tempo todo" e que ocupa o "primeiro lugar" na "lista" do Irã. "Mas, se eu for, vocês vão também, certo?", afirmou Trump. E acrescentou: "Talvez um dia vocês queiram mudar de profissão." Segundo informações divulgadas anteriormente pela CBS News, os serviços de inteligência dos EUA já haviam alertado para uma ameaça específica de ataque contra Trump ou contra sua aeronave. O New York Times também havia noticiado preocupações com a segurança do avião doado pelo Catar, entre elas a recomendação do Serviço Secreto para que Trump trocasse de aeronave na volta da cúpula da Otan. Em resposta, vários jornalistas do jornal foram convocados a prestar depoimento sob juramento. Depois, o Departamento de Justiça disse que investigava vazamentos ilegais sobre a aeronave. Os EUA passaram meses adaptando o Boeing 747-8, avaliado em US$ 400 milhões (cerca de R$ 2 bilhões), para o uso presidencial. Fontes disseram à CBS News que os Air Force One mais antigos têm tecnologia a laser capaz de desorientar mísseis que se aproximam. Não está claro quais sistemas de defesa existem no avião doado pelo Catar. "O novo Air Force One é perfeitamente seguro para as viagens do presidente, mas receberá novas atualizações e melhorias no outono, em um processo que deve levar cerca de um mês", afirmou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, em comunicado à CBS News. ** Com BBC **
- ICE quer equipar agentes com luvas de choques elétricos
Agentes vão acionar as luvas através de um botão para paralisar a pessoa detida WASHINGTON – O ICE planeja gastar aproximadamente US$ 20 milhões até março para equipar agentes com luvas capazes de aplicar choques elétricos, segundo um aviso publicado na segunda-feira, 10, pelo Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos. Os dispositivos, chamados de "Glove" (sigla em inglês para Emissor de Voltagem de Baixa Intensidade) são fabricados pela empresa Compliant Technologies LLC, de Lexington, Kentucky. Segundo o fabricante, "o desconforto associado à estimulação é geralmente eficaz para fazer com que os indivíduos acatem as ordens em menos de três segundos, sem deixar queimaduras, marcas ou cicatrizes". Jeff Niklaus, fundador e CEO da Compliant Technologies, escreveu em um e-mail: "Infelizmente, não podemos falar sobre esse assunto." Defensores dos direitos civis manifestaram preocupação com o plano, afirmando que os agentes do ICE já enfrentam críticas pelo uso da força com pouca supervisão ou responsabilização ao executar as medidas rigorosas de imigração do presidente Donald Trump. A Compliant Technologies afirma que os dispositivos funcionam como luvas de patrulha comuns até que os agentes acionem um botão para ativar o modo elétrico. ** Com AP **
- Entidades pedem na Justiça bloqueio de medidas de Trump contra cidadania por nascimento
WASHINGTON - A União Norte-Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) e outros grupos solicitaram a um juiz federal que impeça o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aplicar novos decretos destinados a limitar o número de pessoas candidatas à cidadania por direito de nascimento. A petição apresentada ao tribunal nesta terça-feira, 11, classificam as ordens do republicano como uma tentativa indevida de contornar a decisão da Suprema Corte dos EUA, de 30 de junho, que rejeitou iniciativa do presidente para extinguir a cidadania automática de crianças nascidas nos EUA cujos pais não fossem cidadãos norte-americanos ou residentes permanentes legais, conhecidos como portadores de green card. Para a Suprema Corte, o decreto original de Trump, emitido no dia em que o republicano iniciou seu segundo mandato na Casa Branca no ano passado, viola a 14ª Emenda da Constituição americana. "O tribunal deve ressaltar que o governo não pode privar os membros da ação coletiva de sua cidadania por meio de quaisquer decretos ou outras medidas igualmente falhas do Poder Executivo sobre a cidadania por direito de nascimento." Um porta-voz da Casa Branca afirmou que "o governo Trump sempre cumpriu as ordens judiciais. Todas as medidas tomadas pelo presidente desde as recentes decisões da Suprema Corte estão em conformidade com os fundamentos e a análise apresentados pelo tribunal." Limitar a cidadania por direito de nascimento tem sido uma das principais prioridades na repressão à imigração promovida por Trump. As últimas medidas de Trump, de 6 de agosto, visam especificamente o "turismo de nascimento", em que mulheres viajam para os EUA para dar à luz, a fim de que seus filhos possam obter cidadania automática. Segundo os decretos recentes do presidente, a cidadania seria negada a crianças cujos pais trabalhem para governos estrangeiros nos Estados Unidos, cometam fraudes para obter a cidadania ou sejam classificados como "inimigos estrangeiros". VERGONHA Em discurso no Salão Oval na quinta-feira, Trump considerou a decisão da Suprema Corte "muito lamentável" e afirmou que "as pessoas estão montando negócios em torno" do turismo de nascimento. "É uma vergonha", disse Trump. "Eles estão comprando seu direito de entrar, e não vamos permitir que isso aconteça." O decreto original de Trump tinha como alvo imigrantes que se encontravam no país ilegalmente ou mesmo temporariamente, incluindo estudantes e pessoas com vistos de trabalho. O pedido apresentado nesta terça-feira ao Tribunal Federal de Concord, em New Hampshire, solicita ao juiz responsável que deixe claro que os decretos mais recentes de Trump não ameaçam a cidadania das crianças protegidas por uma liminar anterior. "O presidente Trump pode não gostar do fato de que a cidadania por direito de nascimento é um direito constitucional", disse Cody Wofsy, vice-diretor do Projeto de Direitos dos Imigrantes da ACLU, em comunicado. "Isso realmente não vem ao caso. Já passou da hora de esses ataques ilegais e cruéis à cidadania das crianças acabarem." O Centro de Estudos sobre Imigração, que defende a redução da imigração, estimou em 2020 que entre 20.000 e 26.000 mães entram no país anualmente para o "turismo de nascimento". Houve 3,61 milhões de nascimentos nos EUA em 2025, segundo dados do governo norte-americano. ** Com Reuters **
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