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Brasileira casada com militar é retirada de voo de deportação e libertada após um mês presa


Maisa estava chegando ao Brasil quando foi questionada se queria voltar aos EUA
Maisa estava chegando ao Brasil quando foi questionada se queria voltar aos EUA

LEESVILLE - Após mais de um mês presa e já a bordo de um avião de deportados a caminho do Brasil, Maisa Lopes Eliaser foi notificada que recebeu autorização para permanecer nos Estados Unidos em liberdade enquanto busca a regularização imigratória.


A brasileira conta que os agentes do ICE receberam uma ligação durante o voo na quarta-feira, 12, e a perguntaram se ela queria desembarcar no destino ou retornar aos EUA. Eles disseram ainda que ela estava "famosa" por causa de vídeos sobre o caso.


Maisa, que é casada com um militar americano, permaneceu no avião e voltou à Louisiana.


Maisa foi detida em 8 de julho em um escritório do Serviço de Imigração e Naturalização (USCIS), no Alabama, durante uma entrevista para a o green card através do casamento com o militar Alexis Jaramillo.


Segundo o ICE, a paulista, que entrou no país em 2019, tinha uma ordem final de remoção datada de 15 abril ligada a um caso imigratório anterior.


O casal, que oficializou a união em 2024, alega que nunca recebeu a notificação por ter sido enviada para um endereço antigo.


Durante o tempo que a companheira ficou presa, Jaramilio, que serve ao Exército há mais de dez anos e é especialista em operações de aviação, teve que se afastar das atividades em Fort Polk, na Louisiana, para cuidar do filho de Maisa, um menino de 5 anos nascido nos EUA fruto de um relacionamento anterior.


A brasileira deve comparecer novamente ao escritório da imigração na segunda-feira, 17, para tentar reabrir o processo e avançar com o pedido de residência permanente.


Ela afirma que tem dificuldade para dormir e teme voltar ao centro de detenção, onde diz ter sido tratada como "um animal".


Parole in Place

A história de Maisa é uma das centenas em que cônjuges e parentes próximos de militares estão na mira da deportação após o governo Trump revogar proteções a esse grupo.


A administração republicana extinguiu o Parole in Place, um mecanismo para impedir que parentes de soldados sejam deportados enquanto buscam regularizar o status imigratório.


Desde que Donald Trump voltou à Casa Branca, 52 parentes -entre parceiros e pais - de militares em exercício foram enviados para centros de detenção do ICE. Pelos 8 continuam detidos.


Do total, seis foram deportados e um se autodeportou.


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