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Justiça impede deportação de brasileiro para Guiana



HOLLYWOOD - Uma ordem judicial na noite dessa sexta-feira, 14, bloqueou temporariamente a deportação do brasileiro Alex Pereira Alves para a Guiana, mas ele segue detido sob custódia do ICE.


De acordo com o processo imigratório, ele não pode ser enviado ao Brasil e foi surpreendido essa semana durante uma inspeção antecipada no ICE que seria preso e deportado para o país sulamericano.


"Na segunda-feira, ele recebeu uma ligação de um agente do ICE dizendo: 'Você precisa se apresentar na terça-feira, no centro'. Foi do nada, inesperado, repentino", conta Jeff Markwardt, amigo de Alves que mora em West Hollywood, na Califórnia, há pelo menos 15 anos.


O Departamento de Segurança dos Estados Unidos (DHS) informou que Alves permanecerá sob custódia do ICE no centro de detenção de Adelanto, “aguardando a deportação”.


"Como não permitiram que ele passasse por uma entrevista de 'medo fundamentado' em relação à Guiana — o país para o qual diziam que o enviariam enquanto ele estava sob supervisão —, isso violava seu direito ao devido processo legal", explica a advogada do brasileiro, Jane Oak.


A Guiana é o único país da América do Sul que ainda mantém leis criminalizando atos sexuais consensuais entre homens e preserva um comportamento social extremamente homofóbico, de acordo com relatos históricos e jornalísticos. Essas características, ressalta Oak, coloca a vida de Alves em risco.


"Ele não pode ser transferido do centro de detenção para nenhum país, em momento algum, até que tenhamos concluído totalmente a apresentação desses argumentos."


Segundo a advogada, Alves teve um ordem final de deportação em 2018, mas há uma decisão judicial que o protege de ser enviado ao Brasil — país onde ele também tem medo de sofrer violência.


Desde então, o brasileiro - que entrou nos EUA em 5 de julho de 2010 - tinha que se apresentar regularmente às autoridades de imigração.


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