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Aprovação de Trump cai para 35% com queda de apoio de republicanos

20 de mai.
3 min de leitura


Rejeição de Trump entre republicanos pode custar maioria do Partido Republicano no Congresso
Rejeição de Trump entre republicanos pode custar maioria do Partido Republicano no Congresso

WASHINGTON - O índice de aprovação do presidente dos Estados Unidos, ‌Donald Trump, caiu para perto do nível mais baixo desde que ele retornou à Casa Branca, afetado por uma queda no apoio entre republicanos, de acordo com o último levantamento da Reuters/Ipsos.


A pesquisa feita ao longo de quatro dias, encerrada na segunda-feira, 18, mostrou que 35% do país aprovava o desempenho de Trump, um ponto percentual abaixo do apontado no início deste mês e um pouco acima do ponto mais baixo de sua presidência -- 34% -- visto no mês passado. Ele iniciou ⁠seu mandato atual em janeiro de 2025 com um índice de aprovação de 47%.


A popularidade do presidente sofreu um golpe este ‌ano, conforme os americanos sofrem com o aumento dos preços da gasolina desde que Trump ordenou ataques ao Irã em fevereiro, juntamente com Israel.


A guerra bloqueou grande parte do comércio global de petróleo, elevando os preços na bomba para os americanos ‌em cerca de 50% e aumentando a preocupação entre os partidários de ‌Trump, que defenderão suas maiorias no Congresso nas eleições de meio de mandato em novembro.


O descontentamento está se ⁠espalhando dentro do partido de Trump, com 21% dos republicanos dizendo que agora desaprovam o desempenho do presidente, em comparação com 5% logo após ele assumir o cargo há pouco mais de um ano. Cerca de 79% dos republicanos na pesquisa disseram que Trump estava fazendo um bom trabalho, abaixo dos 82% no início do mês e dos 91% em janeiro de 2025.


Os republicanos ficaram particularmente ressentidos com a maneira como Trump lidou com o custo de vida, uma questão que ele prometeu ‌abordar durante sua campanha em 2024, depois que um surto de inflação alta atormentou seu antecessor no cargo, o democrata Joe Biden.


Apenas ‌47% dos republicanos dão a Trump ⁠uma nota positiva em relação ao ⁠custo de vida, em comparação com 46% que dizem que ele está fazendo um trabalho ruim. Entre a população em geral, apenas um ⁠em cada cinco aprova o governo federal neste quesito.

O apoio de Trump dentro de seu partido tem se mantido mais firme para sua política de imigração, outra questão central de sua campanha para a eleição presidencial de 2024 e que tem ⁠animado seus principais apoiadores. Cerca de 82% dos republicanos aprovam a maneira como Trump está lidando com a imigração, o que não mudou muito em relação ao ano passado.


O magnata também assumiu o cargo com a promessa de evitar o que ele chamou de "guerras eternas", como as intervenções militares dos EUA no Iraque e no Afeganistão, que ocuparam as tropas americanas durante a maior parte do último quarto de século.


Ele argumenta que o conflito com o Irã tem sido um sucesso, divulgando os ataques que mataram o líder do país e muitos políticos importantes. Um frágil cessar-fogo está em vigor desde abril, mas o Irã tem se recusado, em grande parte, a permitir a passagem de navios petroleiros pelo Estreito de Ormuz, que, antes da guerra, era responsável por um quinto do comércio global de petróleo.


Apenas 62% dos republicanos aprovam a forma como Trump está lidando com a situação no Irã, enquanto 28% desaprovam, de acordo com a última pesquisa Reuters/Ipsos. Os democratas desaprovam de forma esmagadora, assim como dois terços dos independentes.


No geral, apenas um em cada quatro entrevistados na pesquisa -- e cerca de metade dos republicanos -- disse que a ação militar dos EUA no Irã valeu a pena.


A pesquisa, realizada online, reuniu respostas ‌de 1.271 adultos em todo o país e tem uma margem de erro de 3 pontos percentuais para os americanos em geral e de 5 pontos para os republicanos.


Eleições em novembro

Os estrategistas políticos republicanos disseram que a queda na popularidade de Trump pode ser um sinal de diminuição do entusiasmo entre os eleitores republicanos antes das eleições de novembro, ⁠quando o controle de ambas as câmaras do Congresso dos EUA estará em disputa.


"A maior preocupação que eu teria é que os republicanos não parecem estar tão motivados a comparecer às eleições de meio de mandato quanto os democratas estão agora", disse Jeanette Hoffman, consultora republicana. Hoffman disse que ainda não está claro o impacto que o declínio dos números de Trump pode ter, já que quatro em cada cinco republicanos ainda o ‌apoiam. "80% ainda é um número bastante grande", disse ela.


** Com Reuters **


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