Ordem de Trump orienta bancos a exigirem status imigratório de clientes
- Rádio Manchete USA

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WASHINGTON - Uma ordem executiva do presidente Donald Trump emitida essa semana orienta instituições bancárias a investigar o status imigratório de pessoas que buscam abrir contas ou obter empréstimos e cartões de crédito.
Chamada de "Restaurando a Integridade do Sistema Financeiro Americano, o texto assinado na terça-feira, 19, é bem mais brando do que o esperado e estabelece que, no prazo de 60 dias, a Secretaria do Tesouro publique um comunicado às instituições financeiras a respeito dos riscos associados à "exploração do sistema financeiro dos Estados Unidos por populações não autorizadas a trabalhar e por seus empregadores".
Isso significa que os órgãos reguladores repensem as chamadas regras de "conheça seu cliente", destinadas a prevenir a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo, tornando o status imigratório de uma pessoa uma parte importante da avaliação bancária.
A Casa Branca também afirmou que o Tesouro e os órgãos reguladores devem propor alterações à Lei de Sigilo Bancário (Bank Secrecy Act) para facilitar a obtenção de informações sobre os clientes, apontando especificamente a carteira consular como documento de identificação questionável.
A Casa Branca destaca que os bancos enfrentaram riscos de crédito se um dos seus clientes fosse deportado e quaisquer empréstimos não pudessem mais ser reembolsados. Uma vez que nunca houve o recolhimento qualquer informação sobre a cidadania ou condição de imigratório dos seus clientes, não existem números públicos fiáveis sobre o risco que estes clientes representam para o sistema financeiro.
Um estudo do Urban Institute estima que entre 5 e 6 mil hipotecas foram emitidas para clientes com Números de Identificação de Contribuinte Individual (ITINs), normalmente usados por trabalhadores indocumentados no lugar de um Número de Seguro Social.
Os bancos consideraram que verificar o status imigratório e a cidadania de todos os clientes atuais - como queria Trump - seria "extremamente oneroso e quase impossível". Associações do setor explicaram que tal determinação poderia levar ao desenquadramento bancário de milhões de clientes e reduzir o acesso financeiro para os norte-americanos.
Em vez disso, as instituições financeiras buscarão identificar sinais de alerta — incluindo a evasão de impostos sobre a folha de pagamento, a ocultação da verdadeira titularidade de contas, o pagamento de salários "por fora" (não registrados), o tráfico de mão de obra e o uso de números de identificação fiscal individual para abrir contas ou obter crédito sem comprovação de presença legal nos EUA.
** Com Agências **
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