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1693 resultados encontrados com uma busca vazia

  • Restaurantes avaliam incluir gorjeta na conta durante a Copa

    Orientação é deixar claro para o cliente a porcentagem da gorjeta que vai aparecer na conta antes de servir NOVA YORK - Há 15 dias da Copa do Mundo, restaurantes nas cidades-sede da Copa do Mundo nos Estados Unidos avaliam incluir o valor da gorjeta na conta final do cliente, informaram as associações do setor. A medida busca evitar que os funcionários sejam prejudicados pela diferença cultural de visitantes estrangeiros, pouco familiarizados com o sistema de gorjetas americano. Vale ressaltar que a gratificação completa o salário dos garçons que ganham abaixo do mínimo regular. A expectativa é que estabelecimentos incluam automaticamente taxas entre 18% e 22% nas contas, especialmente em locais que devem receber grande fluxo de turistas. Em Kansas City, no Missouri, a associação local de restaurantes recomendou a prática durante os cerca de 40 dias de competição, período em que a cidade deve receber centenas de milhares de visitantes. O T's Brunch Bar em Atlanta, na capital da Geórgia, aviou que vai adotar a gorjeta automática de 20%, 2% a mais do que o valor atual. Em Nova York a decisão não é unânime, mas a maioria dos estabelecimentos deve incluir a gorjeta, entre 18 e 20%, na conta do cliente. Em contrapartida, pelo menos 300 restaurantes já aderiram ao programa da prefeitura de oferecer combos a US$ 26 em um programa de incentivo ao turismo e ao consumo na cidade entre 11 de junho e 19 de julho. Em Boston, os empresários também dividem opiniões. Steve DiFillippo, dono do restaurante italiano Davio's and who e membro da Associação de Restaurantes de Massachusetts, vai incluir a gorjeta de 20% no cálculo da conta. O aviso da regra vai constar no cardápio. Já George Pantos, proprietário do Jimmy's Pub & Restaurant em Mansfield, discorda da adição de uma taxa de serviço obrigatória, mas vai colocar placas para lembrar os clientes de darem gorjeta e confiar que eles vão cooperar. A decisão ocorre em meio a preocupações com o comportamento de consumidores de países onde o serviço já está incluído na conta – como em boa parte da Europa – e onde gorjetas são menos comuns como no Brasil . O movimento, no entanto, gera reação negativa. Críticos apontam que a medida pode ser interpretada como exploração financeira em um evento que já registra custos elevados. Segundo estimativas, despesas com hospedagem, passagens e ingressos dispararam, com alguns pacotes completos podendo ultrapassar US$ 30 mil para torcedores que pretendem acompanhar suas seleções.

  • Brasileira do "90 Days Fiancé" é solta após passar dois dias presa por violência doméstica em Nevada

    Casal participou do reality show em 2022 e tem uma filha de três anos HENDERSON - A brasileira Thais Ramone, que participou do reality show "90 Days Fiancé", foi solta após passar dois dias presa acusada de agressão doméstica pelo marido Patrick Mendes. A denúncia foi arquivada pela promotoria de Nevada em 24 de maio. "Embora uma alegação de delito menor tenha sido feita na sequência de uma disputa familiar, o caso foi analisado pelo Promotor Distrital e a acusação foi retirada. Acreditamos que esse desfecho fala por si só", disse a assessora de Thais, Dominique Enchinton, ao TMZ, site especializado em celebridades. A prisão da mulher de 29 anos aconteceu no mesmo dia que saiu a notícia de que o americano deu entrada no divórcio e pede a guarda integral da filha de três anos do casal. Mendes, de 36 anos, alega que a menina mora com ele desde o dia 6 de maio em um endereço diferente da residêncial da família em Hederson, na região metropolitana de Las Vegas. Mendes e Thaís participaram no “90 Day Fiancé” na 9ª temporada, em 2022, que documentou a mudança da modela para os Estados Unidos para ficar com o americano. Eles também participaram da 8ª temporada de “90 Day Fiancé: Happily Ever After”, mostrando seus altos e baixos após o casamento. Além disso, o ex-casal está escalado para estrelar a próxima temporada de “90 Day Fiancé: The Last Resort”, que acompanha sessões de terapia dos casais, previsto para começar em 1 de junho. ** Da Redação **

  • Juíza federal manda soltar brasileiro com ordem de deportação emitida em 2024

    Juíza avaliou que ICE demorou para prender brasileiro após a emissão de ordem de remoção final BOSTON - O brasileiro Rogério da Silva Lima foi solto nesta quarta-feira, 27, após mais de uma semana preso sob custódia do ICE em Massachusetts. A decisão da Corte Federal de Boston aponta um erro no procedimento das autoridades federais. A ordem da juíza federal Indira Talwani prevê, que o homem permaneça em liberdade sob condições de "vigilância razoáveis" durante o processo de imigração "já que não representa risco de fuga nem perigo para comunidade". Silva e o filho, Nycolas Alvarenga Lima, de 15 anos, foram detidos na segunda-feira (18) quando estavam pescando em alto mar em Martha's Vineyard. O adolescente foi liberado na sexta-feira, também após uma ordem judicial. Leia também: ICE solta adolescente brasileiro preso em Martha's Vineyard A embarcação onde os brasileiros estavam foi abordada pela Guarda Costeira dos Estados Unidos que atendeu a um alerta perigo. O barco estava a salvo, mas os policiais de Menemsha verificaram que não havia registro estadual, segundo nota do órgão. Durante a checagem de documentos dos tripulantes, os agentes federais descobriram que havia uma ordem de prisão contra os brasileiros. A juíza federal, entretanto, questionou o motivo pelo qual o ICE não deportou o imigrante nos 90 dias seguintes à sentença de remoção final emitida em 2 de fevereiro de 2024, conforme prevê a lei. "Não se pode inciar esse relógio a qualquer momento", observou Talwani. Especialistas reconhecem que na prática, o ICE frequentemente não consegue realizar a deportação em três meses devido a problemas com documentação de viagem, falta de voos ou recusas do país de origem em aceitar o repatriado. Nesses casos, o detido pode permanecer sob custódia ou pode ser liberado sob uma Ordem de Supervisão através de um habeas corpus. No momento da prisão, o ICE justificou que Silva e o filho, que entraram ilegalmente no país em 2021, teriam um mandato de expulsão do país e deveriam “permanecer sob custódia do ICE até a deportação”. Em 2023, um juiz de imigração determinou a deportação contra Lima após a rejeição de seu pedido de asilo, decisão da qual ele recorreu, sem sucesso, junto ao Conselho de Recursos de Imigração dos EUA. A reportagem não conseguiu contato com a defesa da família até a publicação dessa matéria. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)

  • Operação da PF em MG mira esquema de imigração ilegal para os EUA

    GOVERNADOR VALADARES - A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira, 27, uma ação para combater esquema de migração ilegal de brasileiros para os Estados Unidos a partir do leste de Minas Gerais. A Operação Contrabando de Almas cumpriu quatro mandatos de busca e apreensão em Governador Valadares, Ibirité e Nova Lima. A Justiça Federal também autorizou o sequestro de até R$ 10 milhões em bens e valores dos investigados que não foram identificados. Segundo a PF, as investigações com base em relatos de pessoas deportadas que teriam sido levadas pelo esquema apontam a existência de uma estrutura criminosa responsável por organizar a saída de brasileiros do país com a emissão de dezenas de passagens aéreas e através de rotas clandestinas pela América Central e pelo México para chegar nos EUA. Ainda conforme a PF, os investigados poderão responder pelo crime de promoção de migração ilegal, cuja pena pode chegar a cinco anos de prisão, além de multa. Outros crimes relacionados ao esquema também são apurados. ** Da Redação **

  • Imigrantes enfrentam superlotação em prisões do ICE

    Defensores dos direitos dos imigrantes argumentam que sistema não comporta escalada de prisões do ICE BOSTON - A ostensiva política de imigração do presidente Donald Trump, somada à crescente pressão sobre o ICE para acelerar as prisões e deportações, levou a um aumento significativo no número de pessoas detidas, chamando a atenção da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Human Rights Watch (HRW) para as péssimas condições de higiene e superlotação. Embora o governo diga que se concentra em deter “os piores dos piores”, os dados federais mostram que a maioria dos imigrantes detidos não possui condenações criminais graves. Neste universo com mais de 60 mil estrangeiros presos, pelo menos 17 mil são brasileiros na fila aguardando para serem deportados dos Estados Unidos, revela um levantamento do Ministério de Relações Exteriores do Brasil. Segundo o HRW, o número de detidos quase dobrou em comparação com o ano anterior, atingindo o nível mais alto da história do país. A MANCHETE USA teve acesso a uma gravação feita dentro da cela de um centro de detenção em New Jersey. O espaço com capacidade para 17 pessoas abrigava 47 com presos dividindo um banheiro e o metro quadrado do chão para dormir. O local deveria ser provisório, mas os imigrantes podem passar mais de 30 dias nessas condições porque não há vagas nos presídios. Leia também: Imigrantes fazem greve de fome em presídio de New Jersey A superlotação e o tratamento de imigrantes detidos pelo ICE têm gerado graves alertas de direitos humanos. Relatórios documentam superlotação extrema, escassez de cuidados médicos, abusos físicos e saneamento precário, levando a um aumento preocupante de mortes - 50 de acordo com uma contagem da CNN - sob custódia da agência federal. Imigrantes detidos na Flórida relataram que no Centro Federal de Detenção de Miami foram forçados a comer como cães com as mãos algemadas atrás das costas, situação que descreveram como humilhante e degradante. O Departamento de Segurança Interna (DHS) contesta as denúncias, inclusive de que a comida servida não tem bom valor nutricional, alegando que “todos os detentos recebem três refeições por dia, água potável, roupas, roupa de cama, banhos, sabonete e produtos de higiene pessoal”. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)

  • Flávio se encontra com Trump e diz ter pedido para classificar PCC e CV como terroristas

    Encontro entre Flávio Bolsonaro e o presidente Trump durou minutos, dizem fontes (Foto: Divulgação Redes Sociais) WASHINGTON - O senador Flávio Bolsonaro (PL) se encontrou nesta terça-feira, 26, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, em meio à tentativa de aliados de emplacar uma agenda positiva na pré-campanha dele à Presidência depois do desgaste político do caso "Dark Horse". Em entrevista coletiva, Flávio disse ter pedido a Trump para que as facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) sejam classificadas pelo governo americano como organizações terroristas e tentou se afastar da crise sobre sua relação com Daniel Vorcaro, do Banco Master. O filho de Jair Bolsonaro (PL) negou que o encontro com Trump visasse ofuscar o desgaste com a revelação do pedido de dinheiro feito por ele a Vorcaro para financiamento do filme sobre seu pai e afirmou ser favorável à abertura de CPI sobre o caso. Antes de Flávio atender a imprensa, aliados do senador afirmaram que ele só responderia sobre a agenda nos EUA e que, se houvesse insistência em outros temas, o evento seria encerrado. "Já falei tudo que eu tinha que falar sobre esse assunto. Não tinha absolutamente nada a esconder", declarou o pré-candidato do PL à Presidência. Imagens foram divulgadas por aliados do pré-candidato à Presidência do PL depois do encontro. Em uma delas, Trump aparece sentado ao lado de Flávio. Em outra, posam juntos o empresário bolsonarista Paulo Figueiredo e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. Em relação ao pedido para classificar CV e PCC como organizações terroristas, Flávio disse que Trump não deu uma resposta definitiva e falou que "estava analisando". Questionado se a designação não abriria brecha para os EUA interferirem no Brasil, o senador negou e voltou a criticar o governo Lula. "Não tem absolutamente nada de ameaça ao Brasil. Vários outros países fizeram isso", disse, citando Colômbia, Argentina, Paraguai, El Salvador, México e Chile. Segundo Flávio, o convite para a conversa com o presidente americano partiu da própria Casa Branca. Ele afirma que recebeu um email sendo chamado, sem detalhes sobre o escopo da reunião. O senador disse que não pediu a Trump um endosso à sua candidatura no Brasil, mas afirmou ter mostrado pesquisas, dito ao republicano acreditar em vitória nas eleições deste ano e que Lula adota posição "antiamericana". Afirmou ter sinalizado a Trump que, em um eventual governo dele a partir de 2027, os EUA teriam "um presidente aliado" no Brasil, o que tornaria desnecessária a adoção de tarifas ou retaliações comerciais. Flávio afirmou ter sido questionado pelo presidente dos EUA sobre o estado de saúde de seu pai, Jair Bolsonaro, tendo respondido que "estava bem", mas "sendo injustiçado" após a condenação por tentativa de golpe de Estado. Embora incomum, esta não é a primeira vez que Trump recebe na Casa Branca um político estrangeiro que não ocupa o cargo de chefe de Estado. No ano passado, o republicano recebeu Karol Nawrocki, então candidato à Presidência da Polônia, antes do primeiro turno da eleição no país. Após o encontro, Nawrocki afirmou que Trump lhe disse: "Você vai ganhar". A reunião provocou críticas na Polônia e acusações de interferência americana no processo eleitoral. ** Com Agências **

  • Massachusetts cria primeiro sindicato para motoristas de aplicativo do país

    A expectativa é que novos regulamentos garantam proteções trabalhistas BOSTON — Mais de 70 mil motoristas de aplicativos de transporte, como Uber e Lyft, de Massachusetts conquistaram na última semana o direito de formar o primeiro sindicato da classe nos Estados Unidos, um marco no esforço crescente para organizar os trabalhadores da *gig economy* (economia de bicos), classificados como prestadores de serviços independentes pela legislação trabalhista federal. O App Drivers Union foi certificado pelo Departamento de Trabalho de Massachusetts na sexta-feira, 22, e deve servir de modelo para campanhas semelhantes que vêm ganhando força em outros estados como a Califórnia e Illinois, onde organizadores sindicais têm focado cada vez mais nas indústrias baseadas em aplicativos, ao passo que os motoristas também enfrentam a rápida expansão da tecnologia de veículos autônomos. Jean Fredo, que dirige para a Uber há mais de sete anos, disse esperar que o sindicato traga melhores remunerações, proteções mais sólidas contra desativações repentinas e maior estabilidade para os motoristas. "Com o sindicato, não teremos mais a sensação de estar trabalhando em vão", avalia. "Agora, o dinheiro não ficará apenas nos bolsos dos bilionários. O dinheiro chegará, de fato, aos trabalhadores que se dedicam com tanto afinco." A Uber e a Lyft afirmaram que planejam atuar dentro da nova estrutura de negociação à medida que as tratativas avançarem. A Uber declarou que trabalhará em conjunto com o sindicato e os órgãos reguladores, preservando, ao mesmo tempo, "a flexibilidade dos motoristas e os benefícios conquistados com tanto esforço"; já a Lyft afirmou estar comprometida em "engajar-se de boa-fé" e em "ajudar os motoristas a prosperar, mantendo o serviço de transporte por aplicativo acessível e confiável para todos que dependem dele". Os motoristas da Uber e da Lyft são, em geral, classificados como prestadores de serviços independentes, e não como empregados, o que significa que não estão amparados por muitas das proteções trabalhistas tradicionais previstas na legislação federal. Normalmente, os motoristas utilizam seus próprios veículos, arcam pessoalmente com despesas como combustível e manutenção, e podem escolher, por meio dos aplicativos, quando e por quanto tempo desejam trabalhar. Os defensores da sindicalização - direito aprovado por plebiscito em 2024 - argumentam que o aumento dos custos dos veículos, a remuneração instável e os algoritmos opacos dos aplicativos têm alimentado a frustração entre os motoristas, que arcam pessoalmente com muitas das despesas de trabalho. A Uber e a Lyft têm sustentado que os motoristas valorizam a flexibilidade do trabalho via aplicativo e se opuseram a iniciativas que pudessem reclassificar os trabalhadores ou alterar o modelo de negócios do setor. As autoridades reguladoras de Massachusetts estão avaliando novas regras para o transporte por aplicativo, envolvendo padrões de segurança e a fiscalização dos motoristas. Dias antes da certificação sindical, a Uber alertou, em uma postagem de blog, que algumas das propostas poderiam elevar os custos e reduzir a flexibilidade para os motoristas. ** Da Redação com Agências **

  • 17 mil brasileiros estão presos nos EUA na fila da deportação

    Brasileiros deportados nos voos fretados pelo governo dos EUA são recebidos pelo programa "Aqui é Brasil" WASHINGTON - Pelo menos 17 mil brasileiros estão sob a custódia do ICE aguardando para serem deportados dos Estados Unidos, revela um levantamento do Ministério de Relações Exteriores do Brasil. Desde janeiro de 2025, quando o presidente Donald Trump assumiu a Casa Branca, até 30 de abril deste ano, 4.199 brasileiros foram expulsos em 51 voos pagos pelo governo americano, divulga o levantamento do programa federal “Aqui É Brasil”, lançado oficialmente em agosto do ano passado. Em tempo: Não há informações oficiais sobre o total de deportados nesse período porque o programa não contabiliza os nacionais que pagaram a própria passagem e outros que tiveram seus processos negados e deixaram os EUA sem passar pelo sistema prisional. "No início, os voos com deportados brasileiros chegavam uma vez por mês, depois a cada 15 dias e agora são semanais", afirma a ministra dos Direitos Humanos, Janine Mello. "Foi então que instituímos o “Aqui É Brasil”, que busca aprimorar as etapas de acompanhamento e reinserção econômica dessas pessoas." Mas a fila anda devagar para quem espera nos presídios do EUA. Esse é o caso do paulista Alex que passou quatro meses preso. "Assinei a deportação voluntária, mas não tive a possibilidade de pagar pela minha passagem", conta o brasileiro que pediu para ser identificado apenas pelo primeiro nome. Plínio, que está detido na Pensilvânia, também aguarda uma vaga para deixar os EUA em um avião fretado pelo governo. "Eu queria comprar a minha passagem em um voo comercial, mas não me deram esse chance", diz o mineiro que foi preso há pouco mais de 30 dias. Mesmo quando o juiz concede o benefício de deixar o país pelo aeroporto não há garantias. Matheus Silveira, de 30 anos, por exemplo, desembarcou em Belo Horizonte e foi recebido pelo programa "Aqui é Brasil" em fevereiro, após passar mais de dois meses detido . A americana Hannah Silveira, esposa de Matheus, denunciou na época que o governo americano violou a ordem do juiz que a permitia comprar a passagem para ele retornar ao Brasil em um voo comercial. Segundo a mulher, após o acordo de deportação voluntária, Silveira foi transferido de um centro de detenção da Califórnia para a Lousiana e ficou dias desaparecido. ** Da Redação **

  • Imigrantes fazem greve de fome em presídio de New Jersey

    Manifestantes mantêm movimento fora do presídio para chamar atenção sobre as condições dos detentos NEWARK - Centenas de pessoas continuam em vigília nesta terça-feira, 26, em frente a um centro de detenção do ICE em Newark, Nova Jersey, onde cerca de 300 imigrantes estão há quatro dias em greve de fome para chamar a atenção sobre as condições insalubres do local. Os detentos do Delaney Hall reclamam da falta de atendimento médico, comida estragada e água contaminada. Eles pedem a soltura imediata dos doentes, adolescentes e idosos. Governadora e senador disseram ter "ouvido relatos emocionantes" A governadora Mikie Sherrill esteve no local na segunda-feira, mas não foi autorizada a entrar. No mesmo dia, o senador Andy Kim foi atingido com spray de pimenta ao participar no protesto em frente ao presídio e as visitas também foram suspensas. Em nota, o Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos classifica o movimento como "baderna" e afirma que “todos os detentos recebem três refeições por dia, água potável, roupas, roupa de cama, banhos, sabonete e produtos de higiene pessoal”. “Imigrantes ilegais também têm acesso a telefones para se comunicar com seus familiares e advogados”, diz o comunicado à imprensa. “Nutricionistas certificados avaliam as refeições. Aliás, o ICE tem padrões de detenção mais rigorosos do que a maioria das prisões dos EUA que abrigam cidadãos americanos.” O DHS garantiu ainda que “fornece atendimento médico completo desde o momento em que um imigrante entra sob custódia do ICE” e “isso inclui serviços médicos, odontológicos e de saúde mental, conforme disponibilidade, além de acesso a consultas médicas e atendimento de emergência 24 horas”. Já o porta-voz, GEO Group, responsável pela administração do presídio, afirma que a empresa presta serviço para o ICE há 40 anos. “Acesso a cuidados médicos 24 horas por dia, visitas presenciais e virtuais de advogados e familiares, acesso à biblioteca geral e jurídica, serviços de tradução e refeições aprovadas por nutricionistas", listou Christopher Ferreira. Mas os relatos dos imigrantes apontam para outro cenário - celas geladas, sem cobertor e banho frio - e os dados são alarmantes. Um levantamento da CNN aponta que cerca de 50 imigrantes morreram sob custódia do ICE desde que o presidente Donald Trump assumiu a Casa Branca em janeiro de 2025, um recorde no sistema imigratório prisional nas últimas duas décadas. Da Redação

  • Trump se declara em perfeita saúde após exame físico

    A saúde de Trump é alvo de especulações por conta de inchaços na mão e problemas de pele (Foto: Casa Branca) WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que completará ‌80 anos no próximo mês, disse que "tudo saiu perfeitamente" depois de fazer seu exame físico nesta terça-feira no Centro Médico Militar Nacional Walter Reed, após um ano de atenção pública para problemas de saúde aparentemente menores. Trump não deu detalhes sobre o exame físico em uma breve postagem no Truth Social, dizendo que havia concluído seu exame semestral. O republicano frequentemente se apresenta como mais enérgico e em forma ⁠do que Joe Biden, seu antecessor democrata que deixou o cargo no ano passado aos 82 ‌anos, depois de enfrentar dúvidas sobre sua aptidão para o cargo. Ainda assim, fotografias recentes mostrando uma erupção cutânea manchada no pescoço aumentaram as dúvidas sobre a saúde de Trump, depois de imagens ‌em julho de 2025 de tornozelos inchados e uma mão ‌machucada escondida com maquiagem. Trump, cujo aniversário é 14 de junho, tornou-se a pessoa mais velha ⁠a assumir a Presidência dos EUA quando iniciou seu segundo mandato em janeiro de 2025. A visita ao Centro Médico Militar Nacional Walter Reed foi a terceira de Trump em 13 meses. Trump mantém uma agenda de golfe ativa, mas brincou sobre sua relativa falta de exercícios em um evento recente no Salão Oval, onde seu secretário de saúde, Robert F. Kennedy Jr., disse que o presidente ‌caminha 14,5 km toda vez que vai jogar golfe. "Quando não estou usando o carrinho", disse Trump. O médico ‌da Casa Branca, Sean Barbabella, ⁠disse que Trump está usando ⁠um creme comum como "tratamento preventivo da pele" para tratar a erupção no pescoço, mas não deu detalhes sobre ⁠a doença que está sendo tratada. Depois que as fotos ‌das pernas e mãos do presidente ‌foram publicadas em julho passado, Barbabella disse em uma carta que as doenças eram benignas e que não havia evidência de trombose venosa profunda ou doença arterial. O inchaço nas pernas de Trump era decorrente de um problema "comum" nas veias, e sua mão estava machucada por ⁠ter apertado tantas mãos, disse a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, aos repórteres. Trump disse em outubro passado que havia feito um exame de ressonância magnética naquele mês. A Casa Branca inicialmente se recusou a compartilhar mais detalhes sobre o motivo do exame. Leavitt disse apenas que o exame indicava uma "saúde física excepcional" para Trump. Mais tarde, o ‌presidente disse aos repórteres que fez a ressonância magnética como parte de um segundo exame físico. "Fazer uma ressonância magnética é muito comum. O quê, você acha que eu não deveria fazer ⁠isso? Outras pessoas fazem. ... Eu fiz uma ressonância magnética. O médico disse que foi o melhor resultado que ele já viu como médico", disse Trump. Especialistas médicos observaram que as ressonâncias magnéticas não costumam fazer parte de um exame físico de rotina e geralmente são prescritas para obter imagens detalhadas do corpo. Em um memorando após o segundo exame, Barbabella disse que a idade cardíaca do presidente -- uma medida validada da vitalidade cardiovascular por meio de ECG -- foi considerada aproximadamente 14 anos mais jovem do que sua idade cronológica. Trump também foi questionado depois de parecer ter adormecido durante várias reuniões, inclusive uma sessão com seu gabinete. "Algumas pessoas disseram, ele fechou os olhos. Vejam, ficou muito chato", disse Trump a funcionários risonhos em fevereiro. "Eu não dormi. Apenas fechei os olhos porque queria dar o fora daqui." No ano passado, Biden foi diagnosticado com uma "forma agressiva" de câncer de próstata que se espalhou para os ossos e foi submetido a radioterapia. ** Com Reuters **

  • Suprema Corte dos EUA rejeita recurso da Meta e mantém processo sobre vício no Instagram

    A Meta tem enfrentado vários processos nos EUA por colocar a saúde mental de jovens em risco WASHINGTON - A Suprema Corte dos Estados Unidos se recusou, nesta terça-feira, 26, a analisar um pedido da Meta Platforms para barrar um processo que acusa a empresa de projetar o Instagram para ser viciante para jovens. O processo é movido pelo procurador-geral de Vermont, e acontece em um momento em que grandes empresas de tecnologia enfrentam grandes riscos legais relacionados à segurança de crianças e adolescentes. Os juízes rejeitaram o recurso da Meta contra a decisão de um tribunal inferior que permitiu o avanço do processo e também descartaram o argumento da empresa de que os tribunais de Vermont não têm jurisdição sobre a disputa. O caso faz parte de uma onda de ações movidas por indivíduos, municípios, estados e distritos escolares em todo os EUA, em meio a uma reação global contra os efeitos das redes sociais sobre os jovens, com processos focados na forma como as empresas projetam e operam suas plataformas. Vermont argumentou que o Instagram foi projetado para “explorar o cérebro em desenvolvimento dos adolescentes” a fim de estimular o vício e vender mais publicidade, incluindo anúncios direcionados a usuários do estado, e que a Meta também enganou intencionalmente os consumidores sobre a segurança do produto. A Meta afirmou que o Instagram não foi desenvolvido em Vermont e disse que não há evidências de que informações enganosas sobre sua segurança ou potencial viciante tenham sido divulgadas no estado. Em depoimento em fevereiro, durante um julgamento na Califórnia sobre vício em redes sociais entre jovens, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, negou que o Instagram tenha crianças como alvos. A procuradora-geral de Vermont, Charity Clark, processou a Meta em 2023 em um tribunal estadual com base na lei de proteção ao consumidor, alegando que o aplicativo de fotos chegou a estudar vulnerabilidades neurológicas, cognitivas e psicológicas de adolescentes para incentivá-los a usar o aplicativo de forma compulsiva e excessiva, prejudicando sua saúde mental. O processo faz parte de um esforço coordenado envolvendo 42 procuradores-gerais estaduais, que entraram com ações em tribunais estaduais e federais em todo o país. A Meta pediu o arquivamento do processo em Vermont. A empresa argumentou que permitir o avanço do caso no estado seria injusto e violaria seu direito ao devido processo legal, garantido pela 14ª Emenda da Constituição dos EUA, já que poderia abrir caminho para ações semelhantes nos 50 estados. Em 2025, a Suprema Corte de Vermont rejeitou esse argumento, afirmando que, como o estado processou a Meta por supostamente adotar um design prejudicial e enganar os usuários — coletando dados pessoais e gerando receita com isso —, não há violação do devido processo legal. “Uma empresa que busca e explora intencionalmente o mercado de um determinado estado para obter ganhos econômicos pode esperar ser levada à Justiça nessa jurisdição para responder por sua conduta”, afirmou a Suprema Corte de Vermont. O recurso da Meta à Suprema Corte dos EUA ocorre após decisões desfavoráveis recentes para a empresa em tribunais estaduais. Em abril, o tribunal superior de Massachusetts decidiu que a Meta deve enfrentar um processo semelhante sobre vício em jovens, movido pelo procurador-geral do estado. Em março, um júri determinou que a Meta pagasse US$ 375 milhões (R$ 1,9 bilhão) em multas civis em um processo movido pelo procurador-geral do Novo México, que acusou a empresa de enganar usuários sobre a segurança do Facebook e do Instagram e de permitir exploração sexual infantil nessas plataformas. Também em março, um júri em Los Angeles considerou a Meta e o Google, da Alphabet, negligentes por projetarem plataformas prejudiciais aos jovens e concedeu um total de US$ 6 milhões a uma jovem de 20 anos que afirmou ter se tornado viciada em redes sociais ainda criança. Em maio, a Meta encerrou um processo movido por um distrito escolar no Kentucky, um entre milhares que buscam obrigar empresas de mídia social a cobrir custos que escolas afirmam ter tido para enfrentar uma crise de saúde mental supostamente ligada às plataformas. ** Com Reuters **

  • ICE solta adolescente brasileiro preso em Martha's Vineyard

    Colegas de Nycolas se juntaram aos professores em manifestação pela soltura do adolescente (Foto: Redes Sociais) BOSTON - Após uma decisão da Justiça, o ICE soltou na sexta-feira, 22, o adolescente brasileiro preso com o pai na semana passada enquanto pescava em alto mar em Martha's Vineyard. A juíza Julia Kobick, da Corte Distrital dos Estados Unidos em Boston, emitiu a ordem para que Nycolas Al Varenga Lima, de 15 anos, fosse liberado para morar com um irmão adulto, em Cape Cod, enquanto o caso imigratório é julgado. O pai do jovem, Rogerio da Silva Lima, permanece sob custódia das autoridades de imigração, mas não pode ser transferido para fora de Massachusetts durante o processo, determinou a magistrada. A soltura aconteceu horas após estudantes da Martha’s Vineyard Regional High School, onde Nycolas estuda, participarem de uma manifestação contra a prisão do menor. Silva e o filho estavam pescando com um amigo perto da Baía de Menemsha na segunda-feira, 11, quando foram abordados pela Guarda Costeira dos EUA que atendeu ao alerta de uma embarcação em perigo. O barco estava a salvo, mas os policiais de Menemsha verificaram que não havia registro estadual, segundo nota da Guarda Costeira. Durante a checagem de documentos dos tripulantes, os agentes federais descobriram que havia uma ordem de prisão contra os brasileiros. De acordo com o ICE, eles têm uma ordem de deportação desde 2023. Eles entraram ilegalmente no país dois anos antes. A reportagem não conseguiu contato com a família nem com a defesa até a publicação dessa matéria. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)

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