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- Justiça decide que taxa de US$100 mil para visto H-1B imposta por Trump é ilegal
Taxa de US$ 100 mil prejudicou a contratação de profissionais, reclamam empresários BOSTON - Um juiz federal anulou nesta segunda-feira, 8, uma taxa de US$ 100 mil imposta pelo presidente dos Estados Unidos Donald Trump para novos vistos H-1B, voltados a trabalhadores estrangeiros altamente qualificados, concluindo que trata-se de um imposto ilegal e não autorizado pelo Congresso. O magistradoLeo Sorokin, de Boston, proferiu a decisão em um processo movido por 20 procuradores-gerais democratas de diferentes Estados, contestando o valor anunciado por Trump em setembro que aumentou drasticamente o custo da obtenção do H-1B. O governo argumentou que a taxa constitui uma penalidade monetária legal que o presidente está autorizado a impor de acordo com a lei federal de imigração, que confere a ele o poder de restringir a entrada de certos estrangeiros quando considerar "prejudicial aos interesses dos Estados Unidos". Sorokin discordou e definiu a cobrança como um imposto que não recebeu o aval do Congresso para ser cobrado. Ele avaliou ainda que o Departamento de Estado e o Serviço de Cidadania e Imigração (USCIS) não podiam implementar a taxa. "Aqui, a substância e a aplicação do pagamento de US$ 100 mil revelam que se trata de um imposto, independentemente de como o pagamento seja chamado", escreveu Sorokin, nomeado pelo ex-presidente democrata Barack Obama. O juiz citou a decisão da Suprema Corte dos EUA em fevereiro que derrubou as amplas tarifas impostas por Trumpo com base em uma lei destinada a ser usada em emergências nacionais. Segundo a lógica naquele caso, o presidente também não tinha autoridade, de acordo com a lei de imigração, para impor um imposto, ressaltou Sorokin. A porta-voz da Casa Branca, Taylor Rogers, afirmou em comunicado que o governo republicano está confiante de que a ordem de Sorokin será revertida em recurso. "O presidente Trump tem autoridade legal clara para restringir a entrada de qualquer classe de estrangeiros que ele determine não ser do melhor interesse dos Estados Unidos, e foi exatamente isso que ele fez", disse ela. O programa H-1B oferece 65 mil vistos anualmente, com mais 20 mil destinados a trabalhadores com formação acadêmica avançada, aprovados por um período de três a seis anos. Empresas de tecnologia, em particular, dependem muito de estrangeiros que recebem esse benefício. Antes da medida de Trump, empregadores que solicitavam esse visto geralmente pagavam entre US$ 2 mil e US$ 5 mil em taxas, dependendo de vários fatores. O aumento das taxas desestimulou os pedidos H-1B, de acordo com documentos judiciais. Até 15 de fevereiro, USCIS havia recebido apenas 85 pagamentos de US$ 100 mil, informou o governo em um documento apresentado em março. ** Com Reuters **
- Homem pega prisão perpétua por duplo assassinato com ajuda de brasileira
Brendan Banfield afirma inocência e classifica depoimento de babá como absurdo RESTON - O americano Brendan Banfield foi condenado à prisão perpétua na sexta-feira, 5, por duplo homicídio qualificado em crime com participação da babá brasileira Juliana Peres Magalhães, que chocou a comunidade da Virgínia há mais de três anos por seu requinte de crueldade. “O nível de crueldade, premeditação e desumanidade neste caso reflete algo muito mais profundo do que raiva ou impulso – reflete o mal, e é por isso que não hesito em condená-lo à prisão perpétua”, disse a juíza Penney Azcarate ao ler o destino do homem que mantém a alegação de inocência. A sentença era aguardada desde fevereiro quando Banfield foi considerado culpado pela morte de sua esposa, Christine, e de um desconhecido, Joseph Ryan, em fevereiro de 2023 na casa do casal em Reston. No início do ano, a magistrada condenou Juliana, ex-amante de Banfield, à pena máxima de dez anos pelo assassinato de Ryan. Leia também: Babá brasileira é condenada a dez anos de prisão por assassinato na Virgínia A babá, que foi contratada através do programa de Au-Pair em 2021 e se envolveu com o patrão no ano seguinte, manteve a versão de Banfield por mais de um ano, mas se declarou culpada por homicídio culposo e aceitou uma proposta de delação para tentar diminuir o tempo na cadeia. Apenas depois do acordo entre Juliana e o Estado, Banfield foi preso pelo duplo assassinato em setembro de 2024. Depoimento da brasileira O depoimento de Juliana foi fundamental para condenar o ex-namorado. Segundo os autos da Corte, Banfield e a brasileira usaram um site de fetiches para atrair Ryan até a casa em Reston. O desconhecido acreditava que teria um encontro sexual consensual com Christine, no qual a amarraria e usaria uma faca para cortar as roupas da mulher. Os dispositivos eram da própria vítima e usados para enviar as mensagens enquanto ela estava em casa para não levantar dúvidas sobre a autoria, contou Juliana. A babá teria se passado pela patroa em uma conversa por áudio com Ryan no aplicativo de relacionamento. Na manhã do crime, Banfield saiu de casa enquanto a mulher dormia. Juliana também deixou a residência com a criança, de dois anos, e esperou dentro do carro a chegada de Ryan, afirmou a paulista no tribunal. A brasileira avisou ao amante, que aguardava em uma lanchonete perto dali, quando a vítima chegou. Banfield abriu a porta para Ryan usando o aplicativo que acessava o celular da mulher e voltou para casa. Juliana e Banfield entraram com a criança e a levaram para o porão antes de subir para o quarto onde estava Christine. Ao entrar, Juliana descreveu que a patroa estava no chão e Ryan estava sobre ela com uma faca. O marido então atirou em Ryan enquanto Christine gritava para Juliana chamar a polícia. A babá ligou para o 911, mas o patrão mandou que desligasse. Nesse momento, Banfield estava esfaqueando a mulher. Segundo Juliana, foi então que Ryan se levantou e ela o acertou com um segundo tiro. O inquérito descreve que Juliana ligou para a polícia pouco antes das 7h50 no dia 24 de fevereiro de 2023 e desligou rapidamente. Três minutos depois, a babá voltou a ligar e disse que "sua amiga foi ferida". Banfield, que era agente da Receita Federal, pegou o telefone e relatou que havia atirado contra um homem que invadiu sua casa e esfaqueou sua mulher. De acordo com as as autoridades do Condado de Fairfax, o marido esfregou o sangue de Christine em Ryan para simular que o desconhecido havia cometido o crime. Inocente Banfield sustenta a sua inocência. Em depoimento, o americano contestou a versão da brasileira de conspirar para matar Christina e a definiu como "completamente absurda". O americano afirmou que amava a sua esposa, embora tenha alegado que ambos tiveram casos extraconjugais ao longo de seus quase 20 anos de relacionamento. Banfield também negou que mantinha um affair com Juliana na época dos assassinatos. Na versão do condenado, ele retornou à casa no dia do crime após "receber um telefonema da babá que estava angustiada por não conseguir falar com a patroa". Em depoimento, ele disse ter entrado no quarto principal com sua arma de serviço em punho e se identificou como "policial". Ryan estava ajoelhado sobre a vítima nua no chão e começou a esfaqueá-la. Banfield então disparou um tiro que atingiu o homem. Em seguida, Juliana atirou novamente. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)
- EUA oficializam classificação de CV e PCC como organizações terroristas
WASHINGTON - Os Estados Unidos oficializaram a classificação das facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como terroristas, em publicação no Diário Oficial desta sexta-feira, 5. O documento assinado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, afirma que PCC e CV "são estrangeiros que cometeram ou tentaram cometer, representam um risco significativo de cometer, ou participaram de treinamento para cometer atos de terrorismo que ameaçam a segurança de cidadãos norte-americanos ou a segurança nacional, a política externa ou a economia dos Estados Unidos". O secretário autoriza, sem aviso prévio, o bloqueio de bens e de fundos pertencentes a essas organizações nos EUA. O documento afirma que a designação foi adotada em concordância com a Procuradoria-Geral e o Secretaria do Tesouro dos EUA. A publicação oficializa a classificação anunciada por Rubio no dia 28 de maio em uma rede social à revelia do governo Luiz Inácio Lula da Silva, e após pedido expresso e apoio político do pré-candidato de oposição ao Palácio do Planalto e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O governo brasileiro entende que a designação permitiria, no limite, que os EUA promovessem uma operação militar em território nacional. Apesar de a designação vir a tona após o encontro entre Flávio e o presidente dos EUA, Donald Trump, a administração republicana avaliava há meses o enquadramento dos dois grupos e mantinha diálogo com o governo brasileiro sobre a intenção de efetivar esse plano. ** Com Agências **
- ICE prende 48 trabalhadores em metalúrgica da Carolina do Sul
Executivos foram presos por envolvimento no esquema de documentos falsos, ressaltou o procurador-geral ABBEVILLE - O ICE prendeu 48 trabalhadores em uma metalúrgica na Carolina do Sul, anunciaram as autoridades na quinta-feira, 4. Dois executivos da empresa e outras quatro pessoas também foram presas em uma investigação sobre roubo de identidade e fabricação de documentos falsos. A operação na Burnstein von Seelen Precision Castings, em Abbeville, um dia antes foi resultado de uma investigação de dois anos envolvendo órgãos estaduais e federais. "O ICE prendeu trabalhadores por supostas violações das leis de imigração. O gerente da fábrica e o diretor de recursos humanos da empresa foram presos sob a acusação de terem contratado imigrantes em situação irregular nos Estados Unidos", disse o procurador-geral do estado, Alan Wilson, em uma coletiva de imprensa. Os executivos da empresa foram indiciados por um júri estadual, juntamente com outras quatro pessoas acusadas de fabricar e vender documentos de identidade falsos, tanto federais quanto estaduais, utilizando informações obtidas por meio de roubo de identidade. “Queremos deixar claro que não se trata de perseguir pessoas que estão tentando sustentar suas famílias”, disse Wilson. “Não se trata de perseguir empresas ou negócios que, sem saber, contratam imigrantes ilegais. Trata-se de perseguir algo muito maior, uma conspiração de pessoas na Carolina do Sul para roubar identidades com o objetivo de criar cartões de Seguro Social, carteiras de motorista e documentos de imigração falsos.” Representantes da Burnstein von Seelen não responderam aos nossos pedidos de comentário até a publicação dessa matéria. Em nota, o ICE afirma que está revisando o status imigratório dos 48 trabalhadores detidos, incluindo pessoas com histórico de detenções e algumas que já haviam recebido ordens de deportação. O caso segue sob investigação e outras prisões podem ser efetuadas. ** Da Redação **
- Senado dos EUA aprova US$ 70 bilhões para a ofensiva migratória de Trump
Financiamento bilionário do ICE segue para a Câmara que tem maioria republicana WASHINGTON - O Senado dos Estados Unidos aprovou US$ 70 bilhões em financiamento para a campanha de Donald Trump de fiscalização da imigração, após um dia de votação sobre várias emendas que evidenciaram as divisões entre os republicanos em relação a outras propostas políticas do presidente. O projeto de lei prevê recursos para o (ICE) e para a Patrulha da Fronteira (CBP) pelo restante do mandato de Trump, dando ao líder republicano uma vitória significativa em uma de suas principais bandeiras após meses de disputas legislativas. A medida agora segue para a Câmara dos Representantes, onde os líderes republicanos planejam analisá-la no início da próxima semana e enviá-la para a sanção do presidente. A votação ocorreu após uma paralisação parcial registrada do Departamento de Segurança Interna (DHS) no início deste ano, quando os democratas se recusaram a apoiar novos fundos para a fiscalização da imigração sem restrições, que incluíam táticas como batidas policiais e o uso de máscaras por agentes. Os republicanos rejeitaram essas critérios, optando, em vez disso, por financiar o ICE e a CBP por meio do processo acelerado de "reconciliação orçamentária", que lhes permite contornar a oposição democrática, desde que mantenham os seus próprios membros unidos. A votação no Senado ocorreu após uma sessão de maratona na quinta-feira, durante as quais várias emendas foram votadas, evidenciando mais uma vez as divisões entre os republicanos. O texto incluía, por exemplo, uma proposta para um fundo de "antipolitização" para aliados de Trump que alegam ter sido alvo de perseguição injusta por administrações anteriores, e uma palavra de US$ 1 bilhão para a segurança do salão de baile que Trump planeja construir na Casa Branca. O projeto de lei de não incluiu mais a definição "salão de baile", mas ambas as questões enfatizaram o desconforto entre alguns republicanos em defesa das prioridades de Trump na corrida para as eleições de meio de mandato. Rebelião O projeto de lei foi adiado por semanas devido a uma rebelião de alguns senadores contra o pacote de compensação "antipolitização" proposto pelo Departamento de Justiça, no valor de US$ 1,8 bilhão. Os críticos consideraram um “fundo opaco” que poderia permitir que pessoas condenadas pelo ataque ao Capitólio em 2021 recebessem dinheiro dos contribuintes. O procurador-geral interino, Todd Blanche, disse aos parlamentares esta semana que o governo não daria suspensão ao fundo. Mas Trump continuou a defendê-lo como um projeto “maravilhoso” e disse que teria que “consultar os advogados” para saber se estava morto ou apenas suspenso. Essa ambiguidade levou alguns republicanos a tentarem eliminar explicitamente o fundo da lei. “Não há como explicar o fundo de US$ 1.776 bilhões” de dólares, disse o senador republicano Thom Tillis, da Carolina do Norte, a repórteres. Embora as votações sobre as emendas tenham sido feitas um pouco para impedir a agenda de Trump, elas destacaram um problema recorrente para os republicanos: mesmo com o controle do Congresso, eles precisam lidar com a resistência interna ao custo político associado a algumas das prioridades do presidente. Vários senadores se distanciaram de medidas que visavam o fundo de “antipolitização”, o financiamento futuro do salão de baile e a tentativa de Trump de nomear um funcionário da área de habitação leal ao presidente para chefiar a inteligência dos EUA. Os democratas também aproveitaram a oportunidade para tentar redirecionar verbas da fiscalização da imigração para o setor de habitação e outros programas sociais. Com a aproximação das eleições de meio de mandato, marcadas pela inflação, os democratas argumentaram que os republicanos priorizaram a agenda de deportações de Trump em detrimento do custo de vida. ** Com AFP **
- Governo de NJ processa empresa que administra presídio do ICE
Protestos em frente ao Delaney Hall ecoam pedidos dos detentos em greve de fome NEWARK - O governo de Nova Jersey entrou na Justiça na terça-feira, 2, contra o GEO Group, empresa que administra o Delaney Hall, centro de detenção do ICE, onde pelo menos 300 imigrantes estão há 13 dias em greve de fome em protesto contra condições insalubres. O comissário de saúde, Raynard Washington, afirma que a sua equipe tentou inspecionar a prisão em Newark "só teve acesso às áreas de serviço de alimentação". O documento de 28 páginas apresentado na corte diz que "no dia 28 de maio os inspetores de saúde não foram autorizados a avaliar as unidades médicas, banheiros, chuveiros ou dormitório. Os profissionais também não puderam fiscalizar os sistemas de ventilação e ar-condicionado". O GEO Group, que tem um contrato federal estimado em US$ 1 bilhão com duração de 15 anos, não respondeu a um pedido de comentário. Leia também: Brasileira é uma das detentas sem acesso a remédios em presídio do ICE em Nova Jersey Em nota, o Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos informou que os funcionários do governo estadual tiveram acesso às instalações, incluindo o refeitório e a cozinha, por 1 hora e meia. A agência afirmou que continuará a "conceder acesso de inspetores estaduais e locais às instalações, quando apropriado". O órgão federal afirmou ainda que "o ICE é auditado e inspecionado regularmente por agências externas, acrescentando que todos os detidos recebem refeições adequadas, água de qualidade, cobertores, tratamento médico e têm oportunidades de se comunicar com seus familiares e advogados". A prisão foi instalada sob protestos em junho do ano passado como parte da campanha do presidente Donald Trump de aumentar drasticamente a fiscalização da imigração nos EUA. Para a governadora de Nova Jersey, Mikie Sherrill, se o GEO Group e o ICE não têm nada a esconder, não há motivo para que os inspetores de saúde tenham acesso restrito ao prédio e pede o fechamento de Delaney Hall. A governadora, entretanto, desperta desconfiança entre os familiares dos detentos e os ativistas que permanecem em vigília. Eles reclamam da repressão dos governos democratas. No fim de semana, Sherrill colocou a polícia estadua em frente ao presídio para "manter a segurança e evitar tragédias como as do início do ano quando dois americanos foram assassinados pelo ICE". A ação foi criticada por ativistas. A tensão escalou quando pessoas pró-ICE chegaram no fim de semana e levou o prefeito de Newark, Ras Barack, também democrata, a impor o toque de recolher e impedir o acesso ao local por duas noites. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)
- Brasileiro preso após bater na contramão em viatura entrou nos EUA com passaporte europeu
Brasileiro tentou se desvencilhar dos agentes do ICE, mas acabou preso BOSTON - O ICE divulgou nesta quarta-feira, 4, detalhes sobre o status imigratório do brasileiro Lucas Gustavo Brajak De Almeida Di Benedetto, 41 anos, detido um dia antes ao chegar na Corte de Peabody em, Massachusetts, para uma audiência para responder por dirigir sob a influência de álcool e direção negligente. Segundo o comunicado da agência federal DiBenedetto nasceu no Brasil e tem cidadania italiana. Ele entrou nos Estados Unidos com o passaporte europeu em 5 de janeiro de 2007 e permaneceu no país após os três meses permitidos para nacionais que não precisam de visto. Di Benedetto em imagem divulgada pelo ICE “(...) os políticos defensores de cidades-santuário em Massachusetts libertaram este criminoso perigoso da cadeia sem notificar o ICE (...) Os políticos defensores de cidades-santuário devem parar de brincar com a vida dos americanos e começar a cooperar conosco para tornar a América segura novamente", escreveu a secretária assistente interina do DHS, Lauren Bis. Contramão Di Benedetto foi preso na madrugada de domingo (31) depois de entrar na contramão na Rota 1, na altura de Peabody, e bater em uma viatura da Polícia de Massachusetts. O Boletim de Ocorrência revela que o brasileiro admitiu ter bebido duas cervejas em um restaurante e estava a caminho de casa em Newburyport. "Ele cheirava a álcool, falava arrastado e tinha os olhos vidrados, o que levou à sua prisão", diz o documento. DiBenedetto e o policial que estava na viatura atingida foram hospitalizados. No dia seguinte, o brasileiro teve uma audiência de custódia e foi liberado sob fiança de US$ 500 e deveria comparecer ao tribunal na terça-feira. Diante da ausência de Di Benedetto, a juíza Frances Dallmeyer emitiu um mandado de prisão por revelia. Isso significa que se o ele for liberado pelo ICE, deve voltar para a custódia do Estado. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)
- Câmara dos EUA aprova medida que limita ação militar no Irã
WASHINGTON - A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou na noite de quarta-feira, 3, uma resolução de poderes de guerra destinada a interromper a ação militar americana contra o Irã, em um revés político ao presidente Donald Trump. A medida foi aprovada por 215 votos a 208, com apoio de quatro republicanos que se juntaram aos democratas, apesar de o presidente afirmar que o Congresso tenta limitar sua atuação "no meio das negociações finais" para encerrar o conflito. O texto ainda precisa passar pelo Senado e enfrenta incertezas quanto à sua efetividade, já que Trump deve vetar qualquer tentativa do Congresso de restringir sua autoridade como comandante em chefe das Forças Armadas. Ainda assim, a votação representa um sinal do crescente desconforto no Congresso com o conflito, iniciado há três meses. Em publicação na Truth Social na manhã desta quinta-feira, 4, Trump classificou a votação como "sem sentido" e criticou os quatro republicanos que apoiaram a medida. Segundo ele, os parlamentares agiram "no meio das negociações finais" para encerrar a guerra com o Irã. O presidente afirmou ainda que os democratas são movidos pela "Síndrome de Perturbação por Trump" e acusou os republicanos dissidentes de buscarem apenas "holofotes". A votação ocorre em meio à ampliação das críticas à estratégia da Casa Branca no Oriente Médio. Trump havia feito campanha prometendo reduzir o envolvimento dos EUA em conflitos externos, mas a guerra com o Irã recolocou a região no centro da política externa americana. Desde que os EUA se juntaram a Israel nos ataques contra o Irã em 28 de fevereiro, o conflito provocou turbulências nos mercados de energia. Teerã tem conseguido interromper parcialmente a navegação no Estreito de Ormuz. O presidente da Câmara, Mike Johnson, afirmou que Trump está trabalhando com aliados para reabrir plenamente a passagem marítima e retomar o fluxo comercial. Embora um cessar-fogo tenha sido anunciado em abril, os confrontos e as negociações para um acordo duradouro seguem instáveis. Durante audiência na Câmara, o secretário de Estado, Marco Rubio, criticou a resolução. Segundo ele, sua aprovação poderia levar os iranianos a concluir que as "mãos do governo estarão atadas", reduzindo os incentivos para um acordo diplomático. ** Com Agências **
- Seleção do Irã obtém vistos de entrada no México
Seleção do Irã está na Turquia e deve embarcar para o México no domingo NOVA YORK - A seleção iraniana de futebol obteve os vistos para viajar para o México, onde terá sua base durante a Copa do Mundo, anunciou a televisão estatal do país, citando o embaixador da Turquia, onde os jogadores estão atualmente. "Os vistos dos jogadores iranianos foram emitidos em 48 horas, sem sua presença física e sem coleta de impressões digitais na embaixada do México", declarou nesta quarta-feira, 3, o embaixador Mohammad Hassan Habibollahzadeh. Por ora, a seleção iraniana, que terá sua base em Tijuana, não tem vistos para entrar nos Estados Unidos, onde disputará as três partidas da primeira fase. Os iranianos devem jogar suas duas primeiras partidas em Los Angeles, contra a Nova Zelândia em 15 de junho e a Bélgica em 21 de junho. O último jogo da primeira fase será contra o Egito, em 26 de junho, em Seattle. Atualmente concentrada na cidade turca de Antália, a equipe chegará ao México no domingo (7), com escala prévia na Espanha no sábado (6). O Irã deve disputar um amistoso contra o Mali nesta quinta-feira (4), em Antália, após ter vencido a Gâmbia por 3 a 1 na mesma cidade na última sexta-feira (29). ** Da Redação **
- Suprema Corte altera mapa eleitoral do Alabama e beneficia republicanos
Republicanos correm contra o tempo para garantir maioria no Congresso em eleições de novembro WASHINGTON - A Suprema Corte dos Estados Unidos abriu caminho na terça-feira, 2, para que o Alabama utilize um mapa eleitoral pró-republicano que elimina um de seus dois distritos onde os eleitores negros representam a maioria ou quase a maioria, dando um impulso ao presidente Donald Trump enquanto seu partido defende o controle do Congresso nas eleições de meio de mandato de novembro. Os juízes suspenderam a decisão de um tribunal inferior que havia impedido as autoridades do Alabama de implementar um mapa eleitoral desenhado para transferir o controle de um distrito da Câmara dos Representantes dos EUA — atualmente ocupado por um congressista democrata negro — para os republicanos. Os três magistrados liberais do tribunal divergiram da decisão. O tribunal possui uma maioria conservadora de 6 a 3. Eleitores negros geralmente apoiam candidatos democratas. Os republicanos estão defendendo maiorias apertadas na Câmara e no Senado nas eleições de meio de mandato. Os republicanos do Alabama pediram à Suprema Corte que suspendesse o bloqueio judicial imposto em 26 de maio por um painel federal de três juízes. Aquele tribunal decidiu que o mapa apoiado pelos republicanos discriminava intencionalmente os eleitores negros, violando a promessa da Constituição dos EUA de proteção igualitária perante a lei, e não poderia ser usado nas eleições de 2026. Os republicanos do Alabama argumentaram em sua petição à Suprema Corte que os eleitores enfrentariam "danos irreparáveis" se o estado fosse obrigado a usar um mapa aprovado pelo tribunal inferior em vez do proposto por eles. "Pior ainda, os eleitores serão forçados a votar sob um mapa com manipulação racial (gerrymandered) desenhado pelo tribunal, que não atende aos objetivos legítimos de zoneamento do Alabama", escreveram eles. O gerrymandering envolve a manipulação das fronteiras geográficas dos distritos eleitorais para marginalizar um determinado grupo de eleitores e aumentar a influência de outros. Advogados do Fundo de Defesa Legal da NAACP, que representa um grupo de eleitores negros que contestam o mapa do Alabama, refutaram a alegação das autoridades estaduais de que o uso do mapa aprovado pelo tribunal inferior causaria danos. "Os estados não têm interesse legítimo em promover a discriminação racial, inclusive ao usar um mapa que um tribunal considerou ser produto de discriminação intencional", afirmaram em um documento enviado aos juízes. O pedido do Alabama surgiu em meio a uma nova e frenética rodada de redistritamento para o Congresso que se desenrolou em todo o Sul, à medida que estados liderados por republicanos se apressaram em tirar proveito de uma decisão da Suprema Corte de abril que enfraqueceu severamente a Lei dos Direitos de Voto, uma lei de 1965 destinada a impedir a discriminação no voto. O Tennessee aprovou um novo mapa que desmembrou um distrito de maioria negra e controlado por democratas com sede em Memphis, enquanto a Louisiana adotou um plano para eliminar um dos dois distritos com populações negras significativas naquele estado. O litígio sobre o mapa do Alabama para o Congresso oscilou entre a Suprema Corte e o painel federal de três juízes nos últimos anos. Legisladores estaduais republicanos buscaram retornar a um mapa aprovado em 2023 que o mesmo painel de três juízes havia considerado anteriormente discriminatório. Esse mapa reduziria de dois para um o número de distritos onde eleitores negros representam a maioria ou quase a maioria, entre os sete distritos do estado na Câmara dos EUA. A população negra compõe cerca de um quarto da população do Alabama. Em 11 de maio, a Suprema Corte atendeu ao pedido do estado para suspender a decisão anterior do tribunal inferior que impedia o Alabama de usar o mapa. Em uma divergência, os três juízes liberais da Suprema Corte sugeriram que o painel de três juízes poderia reaplicar seu bloqueio judicial ao mapa pretendido pelos republicanos do Alabama, o qual desmantelaria um distrito da Câmara atualmente representado pelo congressista Shomari Figures, que é negro. O painel de três juízes também concluiu que o mapa pretendido pelo Alabama provavelmente ainda violava a Lei dos Direitos de Voto, mesmo sob o padrão legal significativamente mais rigoroso anunciado na decisão da Suprema Corte de abril no caso da Louisiana. Após o painel de três juízes impor um novo bloqueio judicial, as autoridades do Alabama levaram a questão à Suprema Corte. Em um processo chamado redistritamento, os limites dos distritos legislativos nos Estados Unidos são reconfigurados para refletir as mudanças populacionais medidas pelo censo nacional a cada dez anos e tradicionalmente realizado pelas assembleias legislativas estaduais no início de cada nova década, o que torna a atual disputa no meio da década altamente incomum. Trump iniciou a atual batalha no ano passado ao pressionar o Texas, governado por republicanos, a redesenhar seu mapa eleitoral em uma tentativa de conquistar cinco cadeiras na Câmara ocupadas por democratas, desencadeando esforços semelhantes em vários outros estados liderados tanto por republicanos quanto por democratas. ** Com Reuters **
- Trump diz que chapa Vance e Rubio para eleição de 2028 seria imbatível
Vance e Rubio têm se revezado nos briefings para defender o governo WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em uma entrevista a podcast transmitida na quarta-feira, 3, que a união do vice-presidente JD Vance e do secretário de Estado Marco Rubio para uma candidatura presidencial em 2028 seria imbatível. Os dois são vistos como candidatos à indicação republicana de 2028, e a recente atuação de Rubio no pódio da Casa Branca atraiu elogios dos republicanos e até mesmo de alguns democratas que notaram seu desempenho tranquilo, que incluiu gracejos e uma referência ao hip-hop dos anos 1990 para descrever a posição de negociação do Irã. "Eu acho que JD e Marco, como equipe, seriam muito difíceis de superar", disse Trump a Miranda Devine em um podcast transmitido na quarta-feira. "É interessante, uma coisa humana, a equação humana. Então, eu os vejo juntos, eles se dão muito bem", acrescentou. Trump tem alimentado a conversa sobre a sucessão, mesmo com Vance e Rubio minimizando suas ambições para 2028. Vance e Rubio têm se revezado para subir ao palco nos briefings da Casa Branca para defender o governo Trump em uma ampla gama de questões, incluindo a cada vez mais impopular guerra do Irã. Ninguém entrou formalmente na corrida para a votação de novembro de 2028, mas as manobras já começaram. Os pré-candidatos democratas já estão se articulando para a candidatura presidencial de 2028, sinalizando uma disputa aberta, sem um candidato claramente definido pelo partido na luta para suceder Donald Trump. ** Com Reuters **
- Brasileira é uma das detentas sem acesso a remédios em presídio do ICE em Nova Jersey
Com crises emocionais, Clara mantém a esperança de a mãe comparecer a sua formatura da High School NEWARK - A brasileira Rita Linhares, de 46 anos, presa no Delaney Hall, em Newark, Nova Jersey, está impedida de ter acesso a medicamentos, situação que mantém pelo menos 300 detentos sob custódia do ICE em greve de fome há 12 dias. Eles protestam contra condições insalubres e pedem a liberação de imigrantes em situação vulnerável. Rita tem glaucoma, anemia, pressão alta e problemas circulatórios, de acordo com o seu histórico médico. Em carta ao advogado Evan Hughes, ela afirma que "não está tomando o remédio para as pernas inchadas porque os responsáveis do presídio dizem que é considerado cosmético". Rita e a filha se falam todos os dias desde que foi presa A brasileira, que tem um caso imigratório pendente e foi presa durante uma verificação rotineira no escritório do ICE, também relata que passa frio pela falta de cobertores e reclama de fraqueza. “Acredito que, devido à má alimentação e à falta de luz solar — já que raramente temos permissão para sair —, estamos ficando cada vez mais fracos”, escreve no documento compartilhado com o Prism, um site de jornalismo independente. Rita conta que teve uma consulta com um profissional de saúde mental, sem especificar a especialidade, e pediu um remédio para ajudá-la a dormir. “Acredito que a separação da minha filha me deixa ansiosa à noite e, mesmo quando sinto muito sono, não consigo dormir. Disseram-me que não podiam me receitar nenhum medicamento.” A mulher também perdeu um dente e diz enfrentar fortes dores sem atendimento adequado. De acordo com um comunicado do Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos, Rita recebeu “cuidados médicos adequados, incluindo várias prescrições, consultas médicas e atendimento odontológico”. Leia também: ICE reage com violência à greve de fome em presídio de Nova Jersey Mas o advogado de Rita disse que a situação dela inspira cuidados. “A saúde de Rita está se deteriorando. É preocupante, para dizer o mínimo, que uma corporação esteja tomando decisões práticas sobre saúde e mantendo essas pessoas em condições precárias. É só uma questão de tempo até que algo catastrófico aconteça", ressalta Hughes. A filha de Rita, Clara, deu uma entrevista a Jordan Chariton em frente ao presídio e foi publicada primeiramente pelo Status Coup. Clara conta como sua saúde piorou com a prisão da mãe No vídeo a jovem de 17 anos fala sobre como a ausência da mãe está agravando os seus problemas de saúde. Clara tem alopécia e mostrou que a queda de cabelo aumentou nos últimos meses. "Ela é meu suporte emocional. É muito difícil estar sem minha mãe", diz a filha que tem problemas emocionais, com dois episódios de tentativa de suicídio. O marido de Rita deve comparecer ao ICE para verificação de rotina - como Rita o fez no início do ano - em 25 de junho, dia da formatura da filha. "Tenho medo que meu pai seja preso. O que eu vou fazer sem os dois?", questiona Clara. Processo Imigratório A família deixou os EUA em 2010 após receber uma carta de deportação, mas voltou pela fronteira do México 12 anos depois em busca de tratamento para uma doença autoimune de Clara que é cidadã americana. Durante o trajeto, os coiotes coagiram os brasileiros a dar mais dinheiro para finalizar a viagem. O pai chegou a ficar sob a mira dos homens, diz o processo no qual buscam o visto T, destinado às vítimas de tráfico humano. O advogado da família diz que Rita está contestando sua detenção e os processos relacionados à ordem de deportação de 2009 que foi restabelecida em 29 de janeiro de 2026, dia em que foi presa, no Tribunal de Apelações do 3º Circuito. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)
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