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- Suprema Corte dos EUA autoriza posse de armas para usuários de maconha
WASHINGTON - A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu por unanimidade, nesta quinta-feira, 18, que não se pode proibir que consumidores habituais de maconha possuam uma arma de fogo. A decisão representa uma vitória para os defensores da Segunda Emenda da Constituição americana que estabelece que os cidadãos têm o direito de possuir e portar armas. O caso analisado pelo mais alta corte do país envolvia Ali Hemani, um homem do Texas acusado de posse ilegal de uma pistola Glock após admitir que consumia maconha aproximadamente em dias alternados. Um tribunal de apelações determinou que proibir Hemani, cidadão com dupla nacionalidade americana e paquistanesa, de possuir uma arma violava seus direitos garantidos pela Segunda Emenda. O Departamento de Justiça do presidente republicano Donald Trump, que em geral apoia uma interpretação ampla do direito às armas, contestou essa decisão. Mas a Suprema Corte respaldou o tribunal de apelações e decidiu que processar Hemani é "incompatível com a Segunda Emenda". O juiz Neil Gorsuch, autor da opinião da Corte, observou que as leis sobre a maconha foram flexibilizadas nos últimos anos em grande parte dos EUA. "O governo federal não apenas as tolerou, como também contribuiu para impulsioná-las", afirmou Gorsuch. "Tudo isso o coloca em uma posição difícil para sustentar que os milhões de americanos que atualmente consomem maconha regularmente são categorica e excepcionalmente perigosos." Gorsuch ressaltou, no entanto, que a decisão da Corte se limita à maconha e não aborda tentativas de proibir a posse de armas de fogo por pessoas viciadas em outras drogas. Hunter Biden, filho do ex-presidente democrata Joe Biden, foi condenado com base em uma norma que proíbe a posse de armas de fogo por uma pessoa que seja “usuária ilegal ou dependente de qualquer substância controlada”. A infração é punida com até 15 anos de prisão. Hunter Biden foi perdoado por seu pai pouco antes de ele deixar o cargo no ano passado. A decisão da Suprema Corte no caso Hemani foi celebrada pela American Civil Liberties Union (ACLU). "Considerando que quase metade dos americanos afirma ter consumido maconha alguma vez na vida, esta decisão protege os direitos de milhões de pessoas e limita sanções arbitrárias e discriminatórias do governo", disse Cecillia Wang, diretora jurídica da ACLU. ** Com AFP **
- Brasileira ganha promoção para assistir Copa do Mundo e EUA negam visto
Prêmio inclui 2 passagens e cinco diária de hotel (Foto: Arquivo Pessoal) HORTOLÂNDIA - A paulista Raphaela Coiado, 24 anos, ganhou as passagens e a hospedagem para assistir à Copa do Mundo nos Estados Unidos em uma promoção da Coca-Cola, mas não conseguiu o visto para entrar no país. O consulado americano negou o benefício para ela, o marido e mais dois casais que planejavam a viagem. No início do ano, a Coca-Cola lançou um desafio para seus parceiros no Brasil: quem batesse as metas estipuladas e ficasse em primeiro lugar no ranking ganharia uma viagem para a Copa do Mundo em condições bastante especiais. Como o marido de Raphaela gerencia o setor comercial do supermercado da família, eles entraram na competição. E ficaram em primeiro lugar quase o tempo todo. "Perto do final, chegou um momento que a gente quase perdeu a viagem. Mas na última semana deu para recuperar", conta a enfermeira em entrevista à BBC. A bonificação incluía duas passagens aéreas de ida e volta, cinco dias de hospedagem e um ingresso no camarote da Coca-Cola com comida e bebida de graça para o jogo entre Brasil e Haiti, no dia 19 de junho na Filadélfia. Rhapaela Caiado em foto de família "Fiquei decepcionada pela perda da experiência. Eu ia para uma Copa do Mundo que a gente sabe que é uma edição lendária, que muitos jogadores incríveis estão se aposentando e não vão jogar mais. Era minha oportunidade de vê-los." O prêmio da Coca-Cola valia para duas pessoas, mas nenhum dos seis membros da família que poderiam usá-lo tinha visto. Raphaela, que vive em Hortolândia, no interior de São Paulo, não tinha nem passaporte. Ela correu para atualizar o nome no CPF e no RG — recém-casada, ainda não havia feito a mudança nos documentos — conseguiu tirar o passaporte em tempo curto e entrou no processo de solicitação de visto americano com o marido, duas cunhadas e seus companheiros. A família contratou uma assessoria de vistos para os trâmites, como o preenchimento do formulário obrigatório e a lista de documentos a serem levados na entrevista. A preparação para a entrevista ficou a cargo de cada um. Raphaela conta que passou semanas pesquisando na internet, assistindo a vídeos e simulando respostas com o ChatGPT. "Não sei quantas simulações fiz pelo ChatGPT. E, pelo visto, não ajudou muito." Como as vagas no consulado de São Paulo só estavam disponíveis para setembro — e a viagem era em junho —, todos foram para o Rio de Janeiro para uma viagem de dois dias. No consulado, o casal foi questionado sobre o grau de parentesco, destino e razão da viagem, qual a profissão de cada um e qual a renda familiar. "Foi todo mundo reprovado. Não salvou um para passar." O consulado americano não informa o motivo da recusa. Raphaela tem suspeitas: interrupções do marido durante a entrevista, o fato dele trabalhar como Microempreendor Individual (MEI) e o de nenhum deles nunca ter viajado ao exterior antes — mas nenhuma certeza. Além da viagem perdida, a família contabilizou um prejuízo de aproximadamente R$ 5 mil no processo: as taxas do visto (cerca de R$ 900 por pessoa), o custo da assessoria, as passagens aéreas para o Rio de Janeiro, a hospedagem e a alimentação durante a estadia. O casal cogitou estender a estadia no Rio e tentar novamente antes da Copa. Decidiram que não valia o risco financeiro e emocional. A família optou por vender a viagem pelo valor de R$ 25 mil. O negócio foi fechado em menos de um dia. "Eu ainda estou sofrendo muito", diz ela. "Eu devolveria esse dinheiro se falassem: Rafaela, a gente vai te dar o seu visto agora", diz. "Acho que nenhum dinheiro no mundo compra a experiência que a gente viveria." "Eu não queria nem assistir ao jogo da Copa este ano. Eu estou muito chateada." A história de Raphaela não é exceção — é parte de um padrão que afeta torcedores de todo o mundo nesta Copa, destaca a reportagem da BBC. Uma análise do BBC World Service com dados do Departamento de Estado americano mostrou que torcedores de mais de um quarto dos países classificados para o torneio enfrentam proibições de viagem, restrições mais rígidas ou altas taxas de rejeição de visto para entrar nos EUA. Ao contrário das quatro últimas Copas do Mundo — realizadas na África do Sul, no Brasil, na Rússia e no Catar —, que implementaram regimes especiais de visto para os torcedores, os EUA não criaram nenhum processo específico para o torneio. A FIFA desenvolveu o chamado FIFA Pass, um sistema que direciona os portadores de ingressos para agendamentos prioritários nas entrevistas consulares, mas a medida acelera o processo sem aumentar as chances de aprovação. ** Com BBC **
- Trump diz que Brasil é 'politicamente perigoso'
Trump confundiu os filhos de Bolsonaro ao dizer que um deles seria preso EVIAN - O presidente dos Estados Unidos Donald Trump afirmou nesta quarta-feira, 17, que a situação do Brasil está "um pouco difícil" e que o país está "perigoso politicamente". Em uma entrevista coletiva durante a cúpula do G7 em Evian, na França, o republicano foi perguntado se conversou com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a questão das novas tarifas impostas pelos EUA ao Brasil ou sobre a classificação de organizações terroristas para o Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). Trump respondeu dizendo que passou "bastante tempo" com o presidente brasileiro, mas não falou sobre as questões levantadas. O presidente americano preferiu mencionar os Bolsonaro, mas acabou confundindo os filhos do ex-presidente. "Acabei de me despedir dele [de Lula] e ouvi que prenderam o Bolsonaro Jr. Ele estava indo bem nas pesquisas e o prenderam porque fez uma declaração no Texas. Ou prenderam, ou querem prendê-lo", disse Trump. O senador e pré-candidato à presidência Flavio Bolsonaro (PL-RJ) é o principal rival de Lula neste momento, segundo as pesquisas eleitorais, mas o irmão Eduardo, que vive nos EUA, é quem foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal essa semana. "Eles jogam duro. Mas ninguém joga mais duro do que os Estados Unidos. Olha, nossas eleições são totalmente fraudadas. Temos eleições manipuladas." ** Da Redação **
- ICE remove imigrantes do "Alcatraz dos Jacarés"
Presidente Trump durante a inauguração da prisão em julho de 2025 TALLAHASSE - O ICE transferiu essa semana quase 1.500 detidos do "Alcatraz dos Jacarés", centro de detenção de imigrantes localizado em uma área pantanosa da Flórida. O órgão federal afirma que se trata de uma medida provisória por conta da temporada de furacões que vai até novembro. Mas na primeira quinzena de maio, autoridades da prisão inaugurada em julho de 2025 em Everglades informaram aos fornecedores que o local seria fechado, segundo um funcionário federal e três pessoas a par das operações do local que pediram anonimato. Na época, a orientação era transferir os detidos da "Alcatraz dos Jacarés" até o início de junho para o centro ser desmontado nas semanas seguintes. Leia também: Flórida negocia com governo federal fechamento de prisão "Alcatraz dos Jacarés" A remoção de fato aconteceu e não há informações para onde os detidos foram levados, o que virou alvo de reclamação de famílias e organizações de defesa dos imigrantes. O centro de Everglades, administrado pelo Estado, abrigava cerca de 1.400 detidos em abril, de acordo com dados do ICE, em uma área cercada por jacarés. Há pouco mais de um mês, o The New York Times também noticiou que a Flórida estava em negociações com o governo Trump para fechar o centro, cuja operação custou ao estado centenas de milhões de dólares desde sua inauguração na temporada de tempestades severas no ano passado. O governador Ron DeSantis confirmou após a publicação da reportagem que autoridades federais e estaduais haviam discutido o fechamento do local. A Divisão de Gestão de Emergências da Flórida, que opera o centro, nem o gabinete de DeSantis responderam imediatamente a um pedido de comentário. O Departamento de Segurança Interna (DHS) também não respondeu ao nosso pedido de contato até a publicação dessa matéria. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)
- Fed mantém juros dos EUA a 3,75% em estreia de Kevin Warsh
WASHINGTON - O Banco Central dos Estados Unidos (Fed, na sigla em inglês) manteve nesta quarta-feira, 17, a taxa de juros do país na faixa entre 3,5% e 3,75% pela quarta reunião seguida. Esta é a primeira decisão do comitê de política monetária com a presidência de Kevin Warsh, indicado pelo presidente Donald Trump e que tomou posse em maio. A decisão foi unânime. De acordo com o comunicado, nove dos 19 participantes do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) veem a possibilidade de uma alta nos juros dos EUA ainda em 2026. O Fed reafirmou que "entregará estabilidade de preços" e o viés de que uma flexibilização das taxas estaria no radar foi retirado. A projeção mediana para a inflação neste ano saltou para 3,6%, ante 2,7% anteriormente. A estimativa para o chamado núcleo da inflação em 2026, que exclui os componentes mais voláteis de alimentos e energia, também aumentou, para 3,3%, contra 2,7% na projeção de março. A principal mudança, segundo Warsh, é o fim do chamado "forward guidance", sinalização dos próximos passos da trajetória dos juros pela autoridade monetária americana. Nos chamados dot-plots, que mostram a previsão dos integrantes, chamou a atenção o fato de apenas 18 dos 19 integrantes terem apresentado suas projeções para os juros ao fim de 2026. O faltante foi justamente o novo comandante do Fed. Warsh afirmou, na entrevista coletiva logo após a decisão, que nomeou uma força tarefa em cinco áreas a fim de reorganizar estruturas de pesquisa do Fed. Ele visa, com a mudança na coleta de dados, fornecer aos formuladores da política monetária “dados contemporâneos, modernos e relevantes”. O novo chefe do Fed observou ainda que houve uma "boa discussão em família" sobre a política monetária e mencionou debates rigorosos com seus colegas. O comunicado divulgado após a reunião reafirmou o compromisso com a meta de inflação de 2% do Fed, ponto que Warsh enfatizou durante a coletiva. Os diretores também destacaram o forte crescimento da produtividade e dos investimentos em capital, mas revisaram para baixo a previsão do PIB americano, para 2,2%, ante 2,4% na projeção de março. ** Com O Globo **
- Lula e Trump se cumprimentam durante evento social no G-7
Trump e Lula não se cumprimentaram durante foto oficial do evento PARIS - Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump se cumprimentaram durante um evento social na noite de terça-feira, 16, na cúpula do G-7 em Évian-les-Bains, na França. Os dois participaram de um coral organizado pelo governo francês seguido por um jantar, momento em que eles teriam trocado gestos cordiais, segundo relatos. A aproximação, embora esteja longe da expectativa de uma reunião, ameniza o mal estar da foto oficial de família do G-7 ampliado, que inclui os países convidados como o Brasil. Nesse momento, Lula e Trump ficaram distantes e não interagiram. O mesmo ocorreu durante a reunião do G-7 ampliado sobre solidariedade internacional, quando o presidente brasileiro proferiu um discurso com críticas veladas ao americano. Sem citar diretamente Washington, Lula criticou medidas protecionistas adotadas por países ricos e defendeu que o combate ao crime organizado deve respeitar a soberania nacional de cada país - uma retórica que tem lhe rendido dividendos eleitorais nas últimas semanas. "O neoliberalismo agravou a desigualdade econômica e a crise política que hoje assolam as democracias. Agora, o protecionismo e o unilateralismo ressurgem como respostas falaciosas para a complexidade dos nossos problemas", disse o presidente. "Outros temas, como o combate aos crimes transnacionais, também devem fazer parte da agenda de desenvolvimento. Um deles é o desafio do crime organizado, que aterroriza comunidades e desvia recursos públicos que deveriam ser direcionados para a construção de escolas, hospitais e estradas. Esse esforço deve levar em conta o respeito à soberania dos Estados", destacou. Lula sentou praticamente de frente para Donald Trump na mesa de reunião. O republicano é um cético do multilateralismo e tem adotado medidas protecionistas nos Estados Unidos. Desde o ano passado, quando Trump impôs pesadas tarifas ao Brasil durante o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por golpe de Estado, Lula tem apostado no discurso da soberania de olho em dividendos eleitorais. Neste ano, dobrou a aposta nessa retórica após o pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro ter visitado Trump na Casa Branca, dias antes do anúncio das tarifas e da inclusão das facções criminosas brasileiras na lista de grupos terroristas. ** Com AE **
- Após ser condenado, Eduardo Bolsonaro promete denunciar STF a Donald Trump
Eduardo Bolsonaro durante premiere de Dark Horse, filme sobre ex-presidente Jair Bolsonaro, em Los Angeles WASHINGTON - O ex-deputado federal brasileiro, Eduardo Bolsonaro, disse nesta terça-feira, 16, que vai comunicar as autoridades dos Estados Unidos sobre a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que o condenou a quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto. “Eu levarei à Casa Branca, eu levarei ao State Department, eu levarei ao Congresso americano. Falarei com todos os congressistas que são nossos aliados em termos de interlocução porque isso daí é uma afronta ao governo americano”, declarou o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que atualmente mora no Texas. “Será que realmente só o Brasil tá certo ? Estados Unidos, Espanha, Itália, Argentina, tá todo mundo errado? Ou mesmo Polônia, né? Onde o jornalista Didi conseguiu o asilo? A gente tem que virar essa página do país. A gente tem que colocar um novo governo, a gente tem que colocar um novo congresso para conseguir segurar esse STF”, continuou. O filho do ex-presidente disse ainda que vai continuar fazendo denúncias internacionais com o objetivo de combater o que classificou como afronta ao governo dos EUA. ** Da Redação **
- Deputado apela por visto para mãe de Vozinha
Vozinha foi ovacionado dentro e fora dos campos na estreia contra a poderosa Espanha NOVA YORK - O deputado federal Hakeem Jeffries, democrata de Nova York, pediu nesta terça-feira, 16, ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, para que "faça tudo que estiver ao alcance" para conseguir um visto à mãe do goleiro de Cabo Verde, o Vozinha. Em entrevista, Vozinha disse que sua mãe não pôde viajar aos Estados Unidos para acompanhar Copa do Mundo devido a "problemas no visto". "Chorei depois da partida porque cresci com meus avós e eles não puderam estar lá (na estreia da Copa). Eles faleceram alguns anos atrás. E minha mãe também não pôde estar aqui por conta de um problema com o visto e do dinheiro que teríamos que pagar por conta disso. Não conseguimos resolver a tempo", disse Vozinha que estreou na Copa do Mundo aos 40 anos. Após ter fechado o gol contra a Espanha, melhor do mundo, Vozinha garantiu o placar de 0 x 0 e foi ovacionado. A atuação memorável rendeu a ele o prêmio oficial de melhor jogador da partida. O sucesso do goleiro também é fora do campo. Quando começou o jogo começou na segunda-feira, 15, Vozinha tinha cerca de 50 mil seguidores no Instagram, agora já acumula mais de 10 milhões. ** Com Agências **
- Motorista atropela agente do ICE em NJ
ICE não divulgou a identidade do foragido STAFFORD TOWNSHIP -Um agente do ICE foi atropelado por uma van em Stafford Township, Nova Jersey, na manhã desta segunda-feira, 15, quando tentava prender um "suspeito". O motorista está foragido. Por volta das 9h30, na Rota 72, próximo à Mermaid Drive, no bairro de Manahawkin, um homem não obedeceu a ordem de sair do carro e avançou contra o agente que chegou a disparar contra o veículo. "Eles mandaram ele abaixar o vidro, ele foi avançando lentamente e dava para perceber que a situação estava ficando tensa pelo jeito que ele avançava. Assim que ele acelerou, a frente da van prensou a parte inferior do corpo do agente contra a viatura", disse Payton Johnson à TV NBC10. Testemunhas disseram que os tiros atingiram a van e possivelmente estouraram o vidro traseiro. O ICE informou que o agente foi hospitalizado e não corre risco de morte. A agência não deu detalhes sobre o motorista e nem a razão pela qual o homem foi abordado. O caso está sendo investigado pela Polícia Federal dos Estados Unidos (FBI).
- Brasileiro preso pelo ICE pode não ter ligação com PCC e CV
Autoridades do Brasil se surpreenderam ao ver nome de Felipe Aquilla ligado ao PCC e CV NOVA YORK - Autoridades americanas disseram na segunda-feira, 15, que o ICE prendeu na Carolina do Norte o brasileiro Felipe Linares de Oliveira Dell Aquilla, conhecido como ‘Don’, e que ele teria sido comandante do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV). Mas investigadores e órgãos de inteligência do Brasil consultados pela MANCHETE USA desconhecem a ligação de Aquilla com as facções. A prisão do brasileiro aconteceu em 5 de junho - mesmo dia em que os Estados Unidos passaram a considerar as duas facções rivais como grupos terroristas - na Carolina do Norte, após uma perseguição. Em seu carro foram apreendidos vários aparelhos de celular e uma pistola 9mm. O ICE acredita que Aquilla estivesse tentando uma fuga para o México. Mas as autoridades americanas podem estar cometendo um equívoco grave. Segundo o sociólogo Gabriel Feltran, diretor de pesquisa no Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS) e professor titular da Sciences Po, em Paris, já não é possível falar em chefes ou líderes das organizações criminosas modernas. “As facções se organizam de uma maneira que existem posições ocupadas por pessoas que têm responsabilidades com os grupos, mas que não necessariamente mandam neles”, afirma Feltran. Os EUA disseram que havia um mandado internacional emitido pelo Brasil por acusações de associação criminosa e extorsão. No sistema judicial brasileiro há duas ordens nacionais de prisão — por coação no curso do processo e extorsão agravada. A FUGA O Departamento de Segurança Interna (DHS) disse que informações da polícia indicavam que Aquilla mantinha a própria esposa em cárcere privado enquanto se preparava para fugir para o México. Segundo comunicado divulgado pelo DHS, Aquilla tentou fugir da abordagem policial em seu veículo, dando início a uma perseguição que terminou com ele colidindo com outros carros parados. "Ele então tentou fugir a pé, mas foi preso logo em seguida. Uma busca em seu veículo resultou na apreensão de diversos celulares, laptops, dinheiro e uma pistola 9mm. Durante um interrogatório, a esposa de Aquilla confirmou que havia sido mantida em cárcere privado", diz a nota. MANDADOS NO BRASIL Aquilla possui dois mandados nacionais de prisão no Banco Nacional de Mandados de Prisão do Conselho Nacional de Justiça, ambos expedidos pela 3ª Vara Criminal Central do Tribunal de Justiça de São Paulo. Um deles é de 2019 para prisão preventiva por coação no curso de processo. O outro, de 2024, é por extorsão agravada — crime para o qual foi condenado em primeira instância a nove anos e sete meses de prisão em regime fechado. Crime de extorsão é obrigar alguém, com ameaça ou violência, a entregar dinheiro ou vantagem indevida. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)
- Fórmula infantil é recolhida nos EUA após três bebês serem hospitalizados com botulismo
WASHINGTON - A fórmula infantil orgânica vendida nos Estados Unidos está sendo recolhida voluntariamente após três bebês serem hospitalizados com botulismo infantil. Segundo comunicado da Agência Reguladora de Drogas e Alimentos (FDA), divulgado na última semana, os casos foram confirmados pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e envolvem crianças dos estados da Califórnia, Washington e Pensilvânia que consumiram a fórmula infantil em pó da Nara Organics. De acordo com a FDA, os três bebês receberam tratamento com sucesso e não houve registro de mortes. Embora análises realizadas até o momento não tenham identificado a presença da bactéria Clostridium botulinum nos lotes testados, a empresa decidiu recolher voluntariamente todas as fórmulas infantis em pó produzidas à base de leite integral. Os produtos eram vendidos em lojas da rede Target e também pelos sites da varejista e da fabricante. "A Nara está tomando medidas enérgicas para garantir a segurança dos bebês e das famílias que usam o produto, enquanto trabalhamos em estreita colaboração com a FDA, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e parceiros estaduais para apoiar a investigação das causas principais desses casos", afirmou a empresa em comunicado divulgado pela agência reguladora. O que é o botulismo infantil Segundo o CDC, o botulismo infantil ocorre quando esporos da bactéria Clostridium botulinum colonizam o intestino do bebê e passam a produzir neurotoxinas. A doença pode causar constipação, dificuldade para se alimentar, fraqueza muscular, choro fraco, dificuldade para engolir e respirar, além de, em casos graves, levar à parada respiratória e à morte. A FDA orienta que consumidores interrompam imediatamente o uso dos produtos afetados. Os lotes associados aos casos identificados são os de números 709125280E14F2, 709125288E14F2 e 708125174E14F2, localizados na parte inferior das embalagens. Pais e responsáveis devem procurar atendimento médico caso a criança tenha consumido a fórmula e apresente sintomas compatíveis com a doença. ** Com Agências **
- USCIS retoma processos de imigração barrados por cidadania
Processos de nacionais de pelo menos 39 países estavam congelados desde março WASHINGTON - O Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS) retomou o processamento de milhares de casos que estavam suspensos por conta exclusivamente do local de nascimento dos aplicantes. Na sexta-feira, 12, o órgão emitiu uma nota afirmando que vai cumprir a decisão do juiz distrital John McConnell, da Corte Federal de Rhode Island, embora "discorde veementemente". Os funcionários do USCIS foram instruídos a tratar as proibições "como se não estivessem mais em vigor", disse Angelica Alfonso-Royals, vice-diretora da agência. Leia também: Juiz federal invalida políticas de Trump que deixam imigrantes de 39 países no limbo Uma semana antes, o magistrado de Rhode Island avaliou que a administração do presidente Donald Trump agiu ilegalmente ao impedir que imigrantes de 39 países - o Brasil não consta na lista - sujeitos a restrições de viagem recebessem decisões sobre pedidos de asilo, autorizações de trabalho, residência permanente (green card) e cidadania. Dias após a decisão, McConnell disse que "o governo tem a obrigação de cumprir imediatamente a ordem". É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)
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