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  • Brasileiro alega inocência em caso de estupro de menor em Massachusetts

    Os crimes contra a menor teriam começado em Rondônia (Foto: Cortesia Condado de Plymouth) PLYMOUTH - O brasileiro Werlen Bozani Luiz , de 48 anos, acusado de violência sexual contra sua enteada, alegou inocência na sexta-feira, 6, após ser capturado por agentes do U.S Marshals na Carolina do Norte e transferido para Plymouth, em Massachusetts. Bozani está detido sem direito a fiança até voltar à Corte na quinta-feira, 12, para a audiência de periculosidade. Neste caso, o juiz decide se sua liberdade, mesmo que condional, acarreta riscos para a sociedade. O rondoniense era considerado foragido da Justiça de Massachusetts desde 2021, mas as autoridades acreditavam que ele havia retornado ao Brasil. Em julho, o detetive Robert Shaw recebeu a informação de que Bozani estava nos Estados Unidos e, assim, obteve vários mandados de busca até localizá-lo em 15 de novembro na cidade de Statesville. O brasileiro responde por sete acusações de estupro de menor, uma de agressão e lesão corporal e outra de estrangulamento. De acordo com o processo, os crimes aconteceram em diversas partes do Condado de Plymouth entre setembro de 2019 e junho de 2021 , quando ele foi denunciado. Naquele mesmo ano, a mãe da menor também foi indiciada na Corte Distrital de Plymouth. A criança alegou que apanhou da mãe com um cabo de extensão quando tentou falar sobre a violência. Mas o Boletim de Ocorrência feito nos EUA destaca que a menor já era vítima de abusos no Brasil. O relacionamento de Bozani com a mãe da menor começou em dezembro de 2017, quando ela tinha 11 anos. A investigaação cita que uma denúncia sobre o assédio teria sido feito em uma delegacia, mas o caso não foi adiante. O Tribunal de Justiça de Rondônia não respondeu ao pedido de comentário da Manchete USA até a publicação dessa matéria. Em agosto de 2019, o casal se mudou para os EUA com a criança e os abusos continuaram a ser praticados. De acordo com o depoimento da menor, ela era violentada por Bozani quando a mãe não estava em casa e "às vezes ele chegava mais cedo do trabalho" para cometer o crime. Em 20 de junho de 2020, a menina tentou contar para mãe que a atingiu com um soco de punho fechado na face e com golpes com um cabo de extensão. O policial que atendeu a ocorrência relatou que as marcas da violência na criança eram visíveis. A mãe, que não está sendo identificada para proteger a privacidade da vítima, foi presa. A mulher assumiu a culpa em 2022 e cumpriu liberdade condicional até outubro de 2023, quando as acusações de agressão foram arquivadas. Ao Serviço Social (DCF, na sigla em inglês), a criança disse que Bozani participou das agressões ao lado da mãe, "a empurrou, a chutou nas pernas, forçando que ela ficasse de joelhos. Em certo momento colocou um travesseiro contra o seu rosto, provocando asfixia". Bozani teria ainda quebrado o telefone da menina para impedir que ela ligasse para a polícia. Um vizinho da família disse que Bozani deixou o local dirigindo uma SUV e bateu contra latas de lixos e derrubou pelo menos uma cerca. Com a denúncia a polícia já o indiciou por deixar o local onde provocou danos a materiais de terceiros. À Polícia, Bozani admitiu ter causado danos em algumas caixas de correios mas que a 'pressa era porque estava atrasado para o trabalho'. Ele foi capturado e cumpriu parte da pena pelos danos materiais em liberdade condicional a partir de abril de 2021. Mas sem poder sair de Massachusetts e ainda sendo investigado pelo caso de abuso sexual, Bozani fugiu. Agora ele vai responder pelos crimes de agressão, abuso sexual e evasão.

  • Imigrantes devem ser proativos diante das ameaças de deportação

    WASHINGTON - Especialistas são unânimes ao dizer que os imigrantes precisam "ser proativos sem serem alarmistas, não sucumbir ao medo, tomar precauções, não se precipitar e buscar aconselhamento" frente à ameaça de deportações em massa feita pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump. O republicano, que demonizou os migrantes com insultos como "selvagens", "animais" ou "criminosos", promete executar "a maior operação de deportação da história dos Estados Unidos" assim que assumir o cargo, em 20 de janeiro, para "livrar", segundo ele, o país do que considera uma "invasão". Trump repetiu incansavelmente esse discurso durante a campanha eleitoral e, após vencer as eleições, formou uma equipe de linha-dura contra a imigração ilegal. O clima hostil assusta os aproximadamente 11 milhões de imigrantes que vivem em situação irregular nos EUA, muitos deles já viveram a política de "tolerância zero" aplicada por Trump de 2017 a janeiro de 2021. As pessoas mais vulneráveis "são aquelas com ordens de deportação" pendentes. Estima-se que haja 1,3 milhão nessa situação. A seguir, estão aquelas com proteções temporárias como o Daca, que contempla os imigrantes que chegaram crianças aos EUA, e o TPS, que concede permissão de residência e trabalho por um período. Alguns casos podem ser resolvidos antes de 20 de janeiro, mas muitos outros não, e a pressa não é uma boa opção, alertam os defensores de imigrantes no país. Eles alertam que os casos devem ser preparados porque é provável que a administração Trump os indefira "de imediato" em vez de solicitar provas ou permitir que sejam feitas correções. Helena Olea, vice-diretora de programas da Alianza Américas, uma coalizão de mais de 50 associações de defesa dos migrantes no país, incentiva a busca por assessoria legal, pois cada caso é diferente. "Há muito medo" e muitos estão considerando "deixar o emprego por medo de batidas no local de trabalho, especialmente em grandes empresas", declarou a ativista de 54 anos. "Há desinformação de uma parte e outros que não conseguem compreender a dimensão do que está por vir, ou acreditam que é mais retórica do que o que realmente vai acontecer", disse, insistindo em que "os trâmites administrativos são muito importantes". "Devem registrar seus filhos nos consulados" e aqueles que têm "filhos com nacionalidade americana devem tirar o passaporte deles para poder levá-los, caso queiram, ou para que possam visitá-los", detalha. Também podem dar "um poder a alguém de confiança para que possam vender seus bens, como carros", em seu nome, caso sejam deportados sem aviso prévio, explica. Mas "queremos que as pessoas não se precipitem em tomar ações, que pensem com calma", afirma Olea.

  • Biden concede perdão presidencial a filho

    WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, mudou de ideia e concedeu na noite do domingo, 1, o perdão ao filho por suas condenações relacionadas à posse ilegal de arma e evasão fiscal. Hunter Biden se declarou culpado das acusações de evasão fiscal em setembro, e foi considerado culpado de ser um usuário de drogas ilegais em posse de uma arma em junho — tornando-se o primeiro filho de um presidente em exercício a ser condenado por um crime. Ao anunciar sua decisão de conceder o indulto ao filho, o democrata afirmou que, embora acreditasse no sistema judiciário, "a política infectou este processo e levou a um erro judicial". "Tem havido uma tentativa de acabar com Hunter — que está sóbrio há cinco anos e meio, mesmo diante de ataques implacáveis e processos judiciais seletivos”, escreveu Joe Biden em uma declaração à imprensa anunciando sua decisão. ”Ao tentar destruir Hunter, eles tentaram acabar comigo — e não há razão para acreditar que isso vai parar por aqui. Já basta." A explicação do presidente pode parecer familiar para qualquer pessoa que tenha ouvido Donald Trump criticar o sistema de Justiça dos Estados Unidos nos últimos anos. Biden tornou-se o primeiro presidente dos EUA a conceder indulto ao filho — mas não é o primeiro a perdoar um parente. Charles Kushner, sogro de Ivanka Trump, filha do ex-presidente, teve sua ficha limpa em 2020, depois que Donald Trump concedeu clemência a ele antes de deixar o cargo. O ex-presidente Bill Clinton também fez uso de seus poderes antes do fim do seu segundo mandato, perdoando seu meio-irmão Roger, que havia sido condenado por acusações relacionadas ao porte de cocaína em 1985, e cumprido mais de um ano de prisão depois de se declarar culpado de conspiração para distribuir drogas. Hunter Biden não é, no entanto, a primeira pessoa a quem seu pai concedeu indulto desde que assumiu o cargo. Joe Biden concedeu perdão até agora a outras 25 pessoas, a maioria delas era acusada de crimes relacionados a drogas. Para efeito de comparação, Trump havia concedido 29 indultos a esta altura do seu primeiro mandato, mas acabou deixando a Casa Branca tendo concedido um total de 143. Após o anúncio da decisão do pai, Hunter Biden divulgou uma declaração dizendo que havia "admitido e assumido a responsabilidade por meus erros durante os dias mais sombrios do meu vício" — e que não deixaria de valorizar a clemência. O indulto representa o perdão legal, põe fim a qualquer punição adicional e restaura direitos como poder votar ou concorrer a cargos públicos.

  • Idosa morta por maus-tratos era cabo verdiana

    BROCKTON - A mulher de 79 anos que morreu dias após ser encontrada debilitada e cheia de feridas em um colchão com baratas, percevejos e fezes em Brockton, em Massachusetts, no ano passado não é brasileira como reportou perfis nas redes sociais e jornais no Brasil essa semana. De acordo com o obtuário da cidade, Dinorá Cardoso nasceu em Brava, Cabo Verde. O caso provocou grande comoção após a filha e a neta da idosa serem indiciadas na sexta-feira, 22, por negligenciar os cuidados com a vítima, além de roubar e fraudar o MassHealth. Eva Cardoso, 53 anos, era a cuidadora oficial da mãe. Por meio de um programa do governo, ela recebia cerca de US$ 140 mil para cuidar de Dinorá. Kayla Cardoso, 31, era substituta de Eva e recebia parte do dinheiro regularmente. Segundo a promotoria, elas enviaram cobranças para o MassHealth inclusive quando a idosa estava internada e depois de sua morte. Eva também foi acusada de homicídio culposo e teve a fiança fixada em US$ 5 mil. Já Kayla foi liberada para responder ao processo em liberdade após pagar US$ 500. Situação Degradante Dinorá morreu no dia 19 de maio de 2023, dois dias após ser encontrada em um colchão com baratas, percevejos e fezes na casa onde vivia. A causa da morte foi um quadro de fasciíte necrosante e sepse, infecções graves causadas por feridas contaminadas. De acordo com os autos da corte, Eva foi quem pediu a ambulância para a mãe. Terceira Acusada A enfermeira Lisa Hamilton, de 61 anos, que era responsável por monitorar o bem-estar de Dinorá, vai responder por negligência e por prestar declarações falsas. Uma semana antes da morte, a profissional de saúde relatou que a idosa estava limpa, alerta, bem cuidada e com diabetes controlado. Mas o boletim médico descreveu um quadro totalmente diferente. Lisa poderá continuar trabalhando como enfermeira, sob supervisão, e sua fiança foi fixada em US$ 500. As três acusadas se declararam inocentes.

  • Especialista orienta como evitar golpes e fraudes na Black Friday

    NOVA YORK - Especialistas confirmam que o período entre a Black Friday e a Cyber Monday são os melhores momentos para fazer compras, mas mesmo assim é preciso ter cuidado para não cair em golpes nem gastar além do orçamento. O momento é propício para comprar eletrônicos e outros itens mais caros. "De fato há descontos sedutores e o consumidor atento vai saber percebê-los", avisa a expert em direitos do consumidor, Andrea Woroch. As dicas são simples para aproveitar as ofertas que precisam registrar pelo menos 20% off para caracterizar as promoções da Black Friday e Cyber Monday. "Conheça os valores dos produtos que você quer comprar. Se vai comprar um telefone, por exemplo, você deve ter acompanhado o preço durante o ano e agora vai saber se há de fato um desconto real", diz. O importante é não se endividar. "Faça uma lista do que precisa e trace o seu orçamento. Não compre só por comprar nem sobrecarregue o seu cartão de crédito". Para quem gosta da adrenalina de enfrentar filas nas madrugadas, tenha em mãos os planfletos ou recortes de anúncios sobre a promoção. Se não tiver especificado na propaganda o número limitado do item e já não tiver o produto quando o consumidor entrar na loja, ele tem direito a um rain check que garante recebê-lo nos próximos dias, alerta a Procuradoria Geral de Massachusetts. As compras on-line também exigem cuidado. A orientação é navegar em sites conhecidos e confirmar se o endereço do navegador é o e quilavente ao oficial da loja. "Ao clicar em propagandas, o consumidor pode ser direcionado para páginas falsas." O pagamento pela internet sempre deve ser feito com um cartão de crédito. "Em caso de golpe, fica mais fácil recuperar o seu dinheiro", pontua Andrea. Além disso, o consumidor precisa estar atento às políticas de devolução e troca de cada loja física e virtual na Black Friday. "As regras devem estar acessíveis para o comprador", finaliza.

  • Thanksgiving registra tráfego intenso e filas nos aeroportos

    NOVA YORK - As estradas e aeroportos dos Estados Unidos já somam números recordes de viajantes nesta semana de Thanksgiving ao mesmo tempo em que enfrentam o mau tempo em alugmas regiões. Entre esta terça-feira, 26, e segunda-feira, 2, cerca de 80 milhões de americanos nas estradas, segundo a última atualização da Associação Americana de Automóveis (AAA). Hoje e amanhã devem ser os dias mais congestionados. Em áreas metropolitanas, como Boston, Los Angeles, Nova York, Seattle e Washington, o tráfego nos dias do feriado de Ação de Graças deve ser duas vezes mais intenso do que em dias normais, avisa o AAA. A Administração de Segurança no Transporte (TSA, na sigla em inglês) espera um aumento de 6% no movimento em relação ao ano passado. Isso significa mais de 18, 3 milhões de passageiros aéreos. O alto fluxo está causando filas de mais de 30 minutos no setor de segurança, informa a TSA. Segundo as autoridades, é preciso sair de casa mais cedo e esperar atrasos diante da previsão de tempestades e neve, um agravante para deixar as condições de tráfego e as viagens aéreas ainda mais caóticas durante o Thanksgiving.

  • Universidades americanas anunciam custo zero para alunos de baixa renda

    BOSTON - Dezenas de instituições de Ensino Superior espalhadas pelos Estados Unidos anunciaram na última semana programas de custo zero para alunos de baia renda a partir do outono de 2025. O Massachusetts Institute of Technology (MIT), em Cambridge, informou que os estudantes de famílias que recebem até US$ 200 mil por ano podem requerer a bolsa de estudo integral, isso amplia o acesso à universidade para 80% das famílias americanas. Atualmente, o benefício está diponível para estudantes com renda de até US$ 140 mil. O MIT ainda vai cobrir todos os custos de moradia, alimentação e material didático de alunos com renda familiar abaixo de US$ 100 mil. Além do MIT, outra universidade em Massachusetts vai oferecer o alívio. A Brandeis University,em Waltham, anunciou o The Brandeis Commitment. A partir do outono, os alunos de famílias que ganham até US$ 75 mil por ano podem ter bolsa integral enquanto aqueles com renda abaixo de US$ 200 mil garantem um desconto de 50%. A anuidade da Brandeis custa cerca de US$ 67 mil. O programa não está disponível para estudantes internacionais e de pós-graduação, avisa a instituição. Já a Universidade do Texas anunciou que os alunos de graduação de qualquer uma de suas nove faculdades cujas famílias recebem US$ 100 mil ou menos por ano garantem mensalidades e taxas gratuitas. Para se qualificar, o estudante deve ser residente no Texas, estar matriculado em tempo integral em programas de graduação e atender os requisitos exigidos para os auxílios financeiros federal e estadual. Em Pittsburgh, na Pensilvânia, a Carnegie Mellon University também é uma das universidades americanas que vão beneficiar estudantes de famílias com renda anual abaixo de US$ 75 mil. Eles vão frequentar as aulas através do CMU Pathway. Os alunos de graduação novos e antigos têm acesso ao benefício desde que sejam cidadãos americanos ou residentes permanentes. A John's College – terceira faculdade mais antiga do país - adotou normas mais acessíveis em seus campi em Annapolis, Maryland, e em Santa Fé, Novo México. A universidade afirma que vai cobrir as mensalidades para estudantes de famílias que ganham anulamente US$ 75 mil ou menos. "Os cidadãos dos EUA e residentes permanentes que enviam o Pedido Gratuito de Auxílio Federal ao Estudante (FAFSA) vão ter acesso a essa ajuda", diz o comunicado no John's College.

  • EUA autorizam taxa de congestionamento em NY

    NOVA YORK - O Departamento de Transportes dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira, 22, o plano de Nova York de impor uma taxa de US$ 9 para quem dirigir em Manhattan a partir de 5 de janeiro, A chamada "taxa de congestionamento", a primeira do gênero nos EUA, foi reativada na semana passada pela governadora Kathy Hochul, depois de ter sido suspensa por tempo indeterminado em junho. Nova York planeja cobrar um pedágio de 9 dólares durante o dia para carros que trafegarem em Manhattan ao sul da rua 60. O plano anterior, que deveria ter entrado em vigor no dia 30 de junho, previa uma cobrança de US$ 15. A medida visa arrecadar bilhões para o transporte coletivo e reduzir congestionamentos na cidade. A taxa já havia sido aprovada pelas autoridades de transporte estadual na semana passada. A intenção é ter 80 mil veículos a menos nas ruas "do distrito mais congestionado do país".

  • Americanos querem que Trump foque em inflação nos 100 primeiros dias

    WASHINGTON - Os americanos acreditam que a inflação deve ser a prioridade do presidente eleito Donald Trump nos seus 100 primeiros dias no cargo, segundo pesquisa da Reuters/Ipsos publicada nesta terça-feira, 19. Para cerca de 35% dos entrevistados que foram ouvidos durante três dias no último fim de semana, a inflação é a área em que Trump precisa se concentrar, em comparação com 30% que citaram a imigração e 27% que mencionaram empregos e a economia em geral. Outros 23% disseram que o republicano, que tomará posse em 20 de janeiro, deveria focar a unificação do país. Percentuais menores mencionaram impostos, criminalidade ou conflitos internacionais como prioridades. Trump derrotou Kamala Harris na eleição de 5 de novembro e seu partido conquistou o controle do Senado dos EUA, além de manter a maioria na Câmara. Ele prometeu usar o domínio republicano para implementar mudanças políticas significativas, incluindo novas tarifas sobre importações, cortes de impostos e deportação em massa de imigrantes. Trump prometeu impor pesadas tarifas sobre as importações chinesas, mas economistas alertam que um regime agressivo de taxas pode aumentar os preços, à medida que as empresas repassam os custos aos consumidores. Isso poderia reacender as altas taxas de inflação que marcaram o governo do presidente democrata Joe Biden e ajudaram Trump a vencer a eleição deste ano. A inflação disparou em 2021 e 2022 devido à interrupção das cadeias de suprimento globais durante a pandemia de Covid-19. Recentemente, os aumentos de preços se moderaram, mas a taxa anual de inflação permanece elevada. Apenas 1% dos entrevistados na pesquisa disseram que Trump deveria se concentrar no comércio internacional e nas tarifas. Entre os republicanos na pesquisa, 56% apontaram imigração como a principal área de foco para Trump, em comparação com 11% dos democratas. A maior parte dos democratas (33%) disse que Trump deveria priorizar a unificação do país, enquanto 12% dos republicanos também disseram isso. A pesquisa revelou um leve otimismo entre os republicanos após a eleição de Trump. Cerca de 30% deles disseram que o país estava indo na direção certa, em comparação com 3% em uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada de 25 a 27 de outubro, pouco antes da eleição. Apenas 8% dos democratas afirmaram que o país estava no caminho certo na pesquisa mais recente, uma queda em relação aos 29% registrados em outubro. Trump está prestes a assumir o cargo sem um alto índice de popularidade, refletindo a forte polarização política nos Estados Unidos. Cerca de 44% dos entrevistados na pesquisa disseram ter uma visão favorável de Trump, enquanto 51% expressaram uma visão desfavorável. A pesquisa, que entrevistou 1.014 adultos nos Estados Unidos, tem margem de erro de cerca de 3 pontos percentuais. (Com Reuters)

  • Trump sugere que irá declarar estado de emergência nacional para deportar migrantes

    WASHINGTON - O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta segunda-feira, 18, que está preparado para declarar estado de emergência nacional e usar recursos militares como parte de seu plano para deportar migrantes em grande escala do país. Trump reagiu a uma publicação de Tom Fitton, diretor da organização conservadora Judicial Watch, que havia mencionado os planos da próxima administração do republicano logo após as eleições. “Boas notícias: segundo alguns relatos, a próxima administração de Donald Trump está pronta para declarar estado de emergência nacional e usar recursos militares para combater a invasão (permitida pelo presidente Joe) Biden por meio de um programa de expulsões em massa”, escreveu Fitton em 9 de novembro. Ontem Trump comentou abaixo da mensagem: "Verdade!". Fontes ligadas ao magnata republicano afirmam que os planos da nova administração sobre o assunto já começaram a se delinear — e devem incluir a implementação de medidas rígidas na fronteira, a revogação de políticas de Biden e o início da detenção e deportação em larga escala de migrantes. Para isso, estão preparando a expansão de instalações de prisão. A Guarda Nacional é uma força militar sob o comando do governador de cada estado e pode ser convocada para a proteção do país em casos de conflito ou desastre. Em abril, Trump declarou que essa força “deveria ser capaz” de realizar as expulsões de migrantes em situação irregular. À revista Time, o presidente eleito disse que, se a Guarda Nacional não for capaz, ele usará “o Exército” para deportar os imigrantes e cumprir a sua promessa de campanha. "No primeiro dia, lançarei o maior programa de deportação da História americana para tirar os criminosos do nosso país. Vou resgatar cada cidade e vila que foi invadida e conquistada, colocaremos esses criminosos brutais e sanguinários na cadeia e depois os expulsaremos do nosso país o mais rápido possível"disse ele durante um comício no Madison Square Garden nos últimos dias da campanha presidencial. O político de 78 anos já nomeou vários defensores de uma política migratória rígida para cargos importantes em seu Gabinete, com o ex-diretor interino da Imigração e Fiscalização Aduaneira dos EUA (ICE), Tom Homan, sendo nomeado a “czar da fronteira”. Ele não especificou em que consistirá o trabalho de Homan, mas o título do cargo é autoexplicativo. Homan é conhecido por sua posição linha-dura em relação à imigração. Entre 2017 e 2018, ele supervisionou uma política que resultou na separação de 4 mil crianças migrantes de seus pais. A governadora da Dakota do Sul Kristi Noem foi colocada à frente do Departamento de Segurança Interna, responsável pela proteção das fronteiras, alfândega e gestão da imigração, e o deputado Mike Waltz como conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca. Na campanha eleitoral, Trump também afirmou que “13 mil assassinos condenados” haviam entrado nos EUA durante o governo de Joe Biden, indicando que eles estariam “circulando livremente” no país. Segundo análise da equipe Verify, da BBC, ambas as falas são enganosas. A primeira delas porque a afirmação do republicano foi baseada em dados que abrangem um período de 40 anos, incluindo todas as administrações presidenciais desde pelo menos Ronald Reagan (1981-1989). De acordo com o Departamento de Segurança Interna americano, os dados foram “interpretados incorretamente”. Muitos dos migrantes que Trump alegou “circularem” pelo país, disse o órgão, estão “sob custódia ou atualmente encarcerados”. Dados oficiais indicam que dos 1,5 milhão que cruzaram a fronteira ilegalmente até setembro, 15.608 foram de pessoas com histórico criminal. A condenação mais comum foi por entrada ilegal em outro país (9.545), seguida por dirigir sob influência de substâncias (2.577) e delitos de posse e tráfico de drogas (1.414).

  • Brasileiros se declaram culpados de induzir imigração ilegal para escapar de pena maior

    WOBURN - Dois brasileiros se declararam culpados em Massachusetts por conspirar e induzir imigrantes a vir para os Estados Unidos em busca de ganhos financeiros após um acordo com a promotoria para retirar acusações mais graves que poderiam gerar penas de até 70 anos de prisão. Em troca da confissão de Jesse James Moraes, de 65 anos, e do filho, Hugo Giovanni Moraes, 43, os promotores abriram mão de processá-los por trabalho forçado e tráfico humano e recomendaram clemência, de acordo com uma nota do Departamento da Justiça divulgada no fim da última semana. A sentença da juíza Allison Burroughs está marcada para fevereiro. O relatório federal afirma que os brasileiros são acusados de "encorajar e induzir, e conspirar para encorajar e induzir, um estrangeiro a vir, entrar e residir nos Estados Unidos com o propósito de vantagem comercial ou ganho financeiro privado, sabendo e em desrespeito imprudente o fato de que tal vinda, entrada e residência é ou será uma violação da lei". Jesse Moraes também admitiu conspiração para lavagem de dinheiro durante audiência na Corte Distrital dos EUA em Boston. Já o terceiro réu no processo, Chelbe Williams Moraes, de 62 anos, irmão de Jesse, assumiu a culpa por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Investigação Jesse e Hugo comandam os restaurantes The Dog House Bar & Grill e Taste of Brazil, em Woburn, enquanto Chelbe mora em Minas Gerais e, segundo o processo, era responsável por buscar vítimas do golpe no Brasil. As investigações apontaram que o trio aliciou - entre julho de 2016 e outubro de 2022 - pessoas interessadas em se mudar para os EUA, a maioria brasileiros, cobrando entre US$ 18 mil e US$ 22 mil com a promessa de que trabalhariam em seus restaurantes. As vítimas eram orientadas a procurar Marcos Chacon Gil, conhecido como Marquito, para obter documentos falsos para fundamentar pedidos de asilo ou autorização de trabalho. As investigações mostram que os brasileiros providenciavam apartamentos para que as vítimas pudessem ser monitoradas. Pai e filho teriam retido salários para saldar dívidas do tráfico. Os imigrantes eram obrigados a trabalhar por longas horas em atividades manuais e eram submetidos a ameaças de agressões físicas, emocionais e de deportação. Um trabalhador do Taste of Brazil disse aos investigadores que eles recebiam apenas US$ 3 por hora, sem direito a gorjetas e tinham que trabalhar 14 horas por dia sem folga. Até 70 anos de prisão Se os réus fossem condenados por todos os crimes poderiam pegar até 70 anos de prisão em regime fechado. As acusações de trabalho forçado, tentativa de trabalho forçado e conspiração para trabalho forçado prevêem pena de até 20 anos de reclusão, cinco anos de liberdade condicional e multa de US$ 250 mil. Tráfico de mão de obra ou mesmo apenas a sua tentativa podem resultar em 20 anos de prisão, cinco anos de liberdade condicional e multa de US$ 250 mil. Enquanto que encorajar e induzir e conspirar para encorajar e induzir um estrangeiro a vir, entrar e residir no país para ganho financeiro, sabendo que a entrada e residência viola a lei prevê uma sentença de até 10 anos de prisão, três anos de liberdade condicional e multa de US$ 250 mil. Já os crimes de lavagem de dinheiro e conspiração para lavagem de dinheiro somam sentenças de 20 anos de prisão, três anos de liberdade condicional e multa de US$ 500 mil ou o dobro do valor envolvido na transação, prevalecendo o montante maior.

  • NYC enfrenta pior seca da história e força moradores a economizar água

    NOVA YORK - A prefeitura de Nova York está intensificando os pedidos para que a população economize "cada gota d'água" em meio à pior seca da história da cidade desde 1869, quando começaram os registros. Os níveis de reservatório de água da cidade estão abaixo do normal e atingem 62% da capacidade, quando o normal é de 79,2%, segundo a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA). Não chove em NYC desde o final de setembro, levando o prefeito Eric Adams a emitir na semana passada um alerta de seca, o primeiro de três níveis, para indicar quais medidas serão adotadas durante a emergência. O governo pediu para que as pessoas tomem banho curtos, usem a máquina de lavar roupa apenas quando ela estiver cheia e evitem dar descarga sem necessidade. "Os vasos sanitários são de longe a principal fonte de uso de água em uma casa, respondendo por quase 30% do consumo médio de água interna de uma casa", confirmou a EPA. A administração também proibiu churrascos em parques da cidade enquanto a seca persistir. "Superar esta seca exigirá que todos nós trabalhemos juntos, e cada gota conta, então vamos continuar fazendo a nossa parte para economizar o máximo de água que pudermos", afirmou Adams. A proibição de churrascos ao ar-livre é uma tentativa de diminuir o risco de novos focos de incêndio. A cidade já proíbe fumar na maioria dos locais públicos e fez novas recomendações sobre o descarte de lixo, citando o cuidado com folhas secas em meio ao outono.

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