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  • EUA anunciam avaliação financeira mais rigorosa para green card

    Nova diretriz não impede o green card para quem já recebeu algum tipo de serviço público NOVA YORK - O Departamento de Segurança Interna (DHS, sigla em inglês) dos Estados Unidos anunciou na última semana que o histórico financeiro de candidatos à residência permanente vai passar por uma análise mais rigorosa. A partir de 18 de setembro, os formulários I-485 que tenham sido postados ou enviados eletronicamente nessa data ou posteriormente vão estar sujeitos às novas regras para determinar se o imigrante corre o risco de se tornar um encargo público. O Serviço de Imigração e Cidadania (USCIS) afirma que os agentes devem considerar fatores como idade, saúde, situação familiar, bens, recurso financeiros, escolaridade ou outras qualificações do requerente. Quanto aos benefícios condicionados à comprovação de necessidade financeira (means-tested benefits), os agentes podem considerar "quaisquer" desses benefícios como parte de uma análise individualizada do conjunto das circunstâncias do requerente. As diretrizes passam a valer para casos de green card com base em vínculos familiares ou profissionais, incluindo familiares de cidadãos dos EUA, cônjuges e filhos de residentes permanentes legais, imigrantes baseados em emprego, beneficiários de vistos de diversidade e trabalhadores religiosos. Refugiados, pessoas com asilo concedido, certas vítimas de tráfico e de crimes, requerentes independentes sob a Lei de Violência contra a Mulher (Violence Against Women Act) e jovens imigrantes com status especial estão entre as categorias isentas para os novos critérios. Entretanto, especialistas afirmam que as mudanças não significam que o recebimento de benefícios públicos resulte automaticamente em uma negativa para o green card, mas confere aos oficiais do USCIS uma perspectiva mais ampla e, potencialmente, maior margem de discricionariedade para analisar a vida e a situação financeira do requerente. ** Da Redação **

  • Brasileira morre ao atravessar rua com patinete elétrico em Orlando

    Nathally migrou para os EUA em janeiro e estava a caminho da escola da irmã ORLANDO - A brasileira Nathally Alves, de 20 anos, morreu após ser atropelada enquanto andava de patinete elétrico em Orlando, na Flórida, na sexta-feira, 4, menos de um ano após desembarcar do Rio de Janeiro. Segundo a tia da vítima, Cláudia Ribeiro, Nathally foi atingida por um veículo logo após sair do condomínio onde morava. A carioca, da Ilha do Governador, vivia nos Estados Unidos desde janeiro e estava a caminho da escola para buscar a irmã mais nova quando o acidente aconteceu. A jovem seguia de patinete elétrico e, de acordo com a família, tentava atravessar a via pela faixa de pedestres. A polícia investiga o incidente. "É uma dor gigante, uma tristeza sem fim. Nossa família está muito abalada. Ela estava indo buscar a irmã na escola de patinete elétrico, quando ia atravessar pela faixa de pedestre. Uma testemunha fala que o sinal estava verde, mas meu irmão disse que ela só atravessava no sinal. Na verdade, não temos explicação de como foi", afirmou Cláudia em entrevista ao G1. ** Da Redação **

  • ONU exige 'responsabilização' após mortes de 23 migrantes sob custódia do ICE

    Governo americano não divulga detalhes de óbitos sob custódia do ICE NOVA YORK - O Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos exigiu nesta segunda-feira, 7, que os Estados Unidos prestem contas pelas mortes crescentes de migrantes sob custódia e interrompam as deportações para países onde as pessoas enfrentam "danos irreparáveis". "Mais quatro pessoas morreram sob custódia migratória nos Estados Unidos desde junho, para um total de 23 mortes apenas em 2026. É necessária responsabilização por estas mortes", disse Volker Türk no discurso de abertura do Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra. Um relatório conjunto da Human Rights Watch e da Physicians for Human Rights, publicado em junho, aponta que a taxa de pessoas que morrem sob custódia do ICE atingiu o nível mais elevado em mais de uma década. Türk denunciou outras práticas na aplicação da lei migratória americana, entre elas obrigar migrantes a retornar a locais perigosos e a países com os quais não têm qualquer vínculo. "Faço um apelo aos Estados Unidos para que interrompam o retorno de pessoas a locais onde possam sofrer danos irreparáveis, incluindo o Haiti, e para que garantam o devido processo em todas as expulsões para terceiros países", disse Türk ao Conselho. O Alto Comissário da ONU também afirmou estar alarmado com os supostos planos do ICE de "dotar os agentes de imigração com luvas de descarga elétrica" e advertiu que isso "aumentaria a violência associada às operações". O ICE é alvo de críticas por várias mortes por arma de fogo durante operações de controle, incluindo as de dois cidadãos americanos em Minnesota, em janeiro, que participavam de protestos contra a agência. **Com AFP**

  • Brasileiro com dupla cidadania pode entrar no Brasil com visto em passaporte estrangeiro

    O processo de visto é mais rápido do que a emissão ou renovação do passaporte brasileiro BOSTON - O governo do Brasil tomou uma decisão sem precedentes e liberou em agosto que filhos de brasileiros nascidos no exterior já registrados nos consulados e binacionais recebam visto para entrar no país. Em nota à MANCHETE USA, o Ministério de Relações Exteriores (MRE) justifica que a inovação é uma resposta à entrada em vigor "em abril de 2025, da exigência de vistos para cidadãos da Austrália, Canadá e Estados Unidos ingressarem no Brasil, assim verificou-se um aumento do número de casos de cidadãos brasileiros binacionais desses países que possuem apenas passaporte estrangeiro e, portanto, estariam impedidos de embarcar em viagem ao território brasileiro". "A medida busca facilitar a vida dos brasileiros binacionais cuja segunda nacionalidade não seja isenta de vistos para ingresso no País", acrescenta. O processo de concessão de vistos para os brasileiros nesses três países "é integralmente eletrônico, desde a apresentação da solicitação ao recebimento do visto, pelo e-mail do solicitante". O órgão deixa claro que o direito ao passaporte brasileiro não foi retirado. "A manutenção de passaporte brasileiro válido continua sendo recomendável para todos os brasileiros no exterior, incluindo aqueles que possuem outra nacionalidade. O passaporte é documento de identificação brasileiro que facilita o exercício de direitos e o acesso a serviços públicos no território nacional e nos consulados no exterior", orienta o Itamaraty. Ao ingressar no Brasil com passaporte estrangeiro, "recomenda-se apresentar documento brasileiro (ainda que vencido), caso contrário poderão ser aplicados pela Polícia Federal os prazos de permanência determinados a estrangeiros". Uma brasileira que mora em Massachusetts disse à MANCHETE USA que foi orientada a tirar o visto porque o seu passaporte não ficaria pronto a tempo da viagem marcada. Ela pediu a renovação há três meses e ainda não há prazo de entrega. O documento da brasileira foi enviado para ser produzido no Brasil como parte de um projeto-piloto instaurado em 19 representações no exterior: Embaixadas em Acra e Doha e os Consulados-Gerais em Atlanta, Barcelona, Boston, Chicago, Frankfurt, Hartford, Houston, Lisboa, Los Angeles, México, Miami, Nova York, Orlando, Porto, São Francisco, Sydney e Washington. Impressão no Brasil O MRE justifica que a impressão no parque gráfico da Casa da Moeda oferece ganhos de produtividade, reduzindo os erros de impressão; racionaliza a utilização de recursos públicos, por serem impressos em escala maior, e garante maior segurança, ao evitar possibilidade de desvio de material consular para produção de documentos fraudados. "Além disso, ao eliminar a impressão local, os consulados poderão deslocar os funcionários que hoje a realizam para o processamento e conferência da documentação, o que compensará, parcialmente, o prazo de envio da Casa da Moeda ao posto", afirma o comunicado do governo. O Itamaraty reconhece que "sobretudo nessa primeira etapa de implantação do projeto, pode haver aumento nos prazos de entrega para pedidos de rotina em alguns postos, mas também poderá haver diminuição desse tempo nos casos dos postos que hoje enfrentam filas de espera". É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)

  • Brasileira pega quatro anos de prisão por aplicar botox falso em centenas de clientes

    O processo afirma que a brasileira se apresentava falsamente como enfermeira STOUGTHON - A brasileira Rebecca Fadanelli, de 40 anos, foi condenada na última semana pelo Tribunal Federal de Massachusetts a pouco menos de quatro anos de prisão por realizar milhares de procedimentos de injeções estéticas, utilizando Botox e preenchedores dérmicos falsificados, importados da China e do Brasil. A pena é bastante inferior à condenação máxima que poderia chegar a 30 anos de reclusão. A proprietária do Skin Beaute Med Spa, em Randolph e South Easton, não possuía licença para realizar injeções e se apresentava falsamente como enfermeira, recebendo mais de US$ 1 milhão em pagamentos pelos procedimentos em aproximadamente 900 clientes. Em abril ela se declarou culpada de quatro acusações de importação de mercadorias em violação à lei, duas acusações de venda ou distribuição de medicamento falsificado e duas acusações de venda ou distribuição de dispositivo médico falsificado. Leia também: Brasileira se declara culpada por importação e venda de medicamentos falsos Na quarta-feira, 2, a juíza distrital dos EUA Julia E. Kobick sentenciou Rebecca a 46 meses de prisão, seguidos por dois anos de liberdade supervisionada. A brasileira também foi condenada a pagar indenização e a sofrer o confisco de valores, em ambos os casos no montante de US$ 1,001.562. Ela foi presa em 1 de novembro de 2024 e respondia ao processo em liberdade após pagar a fiança de US$ 10 mil e se comprometer a "não contratar uma enfermeira, não injetar e nem vender ilegalmente medicamentos falsificados". Crimes Segundo a Procuradoria Geral de Massachusetts, Rebecca comprava os produtos da China e do Brasil desde 2021. Nesse período, milhares de pessoas foram submetidas aos procedimentos com Botox, Sculptra e Juvederm falsos. O processo indica que a brasileira de 40 anos afirmava aos funcionários e pacientes que era enfermeira. Ela comprava frascos de Botox do site Alibaba por US$ 50, preço muito abaixo do mercado que gira em torno de US$ 650. A investigação da FDA (sigla em inglês para a Agência Reguladora de Alimentos e Drogas no país) começou após uma cliente apresentar uma queixa em setembro de 2022. A pessoa contou que fez um “preenchimento labial” com Rebecca no spa de Randolph. A denunciante disse que a brasileira usou a mesma seringa para injetar uma substância desconhecida em seus lábios e entre as sobrancelhas, provocando inchaços e formigamento. A vítima alega que solicitou a prescrição da substância administrada, mas nunca lhe foi fornecida. Mesmo antes da denúncia na FDA, Rebbeca já estava sendo investigada pelo Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos. A Polícia de Fronteira (CBP) apreendeu pacotes enviados para a suspeita do exterior que continham medicamentos ilegais Rebecca também foi flagrada no aeroporto internacional Logan, em Boston, voltando do Brasil com injetáveis ​​ilegais e quando os agentes revistaram os spas em Randolph e South Easton encontraram cosméticos falsos. A brasileira admitiu a compra dos medicamentos ​​de um fornecedor chinês através do Alibaba e afirmou desconhecer se eles eram aprovados pela FDA. O Procurador federal Josua Levy enfatiza que Rebecca "colocou pacientes inocentes em risco por anos ao se apresentar como enfermeira e administrar milhares de injeções ilegais e falsificadas". Levy observa que o engano alegado por Rebecca “é ilegal, imprudente e potencialmente fatal.” É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)

  • Brasileira se declara culpada por importação e venda de medicamentos falsos

    Rebecca afirmava a clientes e funcionários que era formada em enfermagem STOUGTHON - A brasileira Rebecca Fadanelli se declarou culpada nesta terça-feira, 7, na Corte Federal de Boston por importação ilegal, distribuição e venda de medicamentos e dispositivos falsos para tentar escapar da pena de mais de 30 anos de prisão. A juíza Julia Kobick vai anunciar a sentença em 1 de julho, mas a ré confessa pode nunca cumprir em reclusão. Com a confissão, a promotoria concordou em manter a brasileira em liberdade monitorada sob a exigência da restituição de mais de US$ 1 milhão, o equivalente ao rendimento do esquema para Rebecca. Segundo a Procuradoria Geral de Massachusetts, a dona do Skin Beaute Med Spa, em Easton e Randolph, comprava os produtos da China e do Brasil desde 2021. Nesse período, milhares de pessoas foram submetidas aos procedimentos com Botox, Sculptra e Juvederm falsos. O processo indica que a brasileira de 40 anos afirmava aos funcionários e pacientes que era enfermeira. Ela comprava frascos de Botox do site Alibaba por US$ 50, preço muito abaixo do mercado que gira em torno de US$ 650. A investigação da FDA (sigla em inglês para a Agência Reguladora de Alimentos e Drogas no país) começou após uma cliente apresentar uma queixa em setembro de 2022. A pessoa contou que fez um “preenchimento labial” com Rebecca no spa de Randolph. A denunciante disse que a brasileira usou a mesma seringa para injetar uma substância desconhecida em seus lábios e entre as sobrancelhas, provocando inchaços e formigamento. A vítima alega que solicitou a prescrição da substância administrada, mas nunca lhe foi fornecida. Mesmo antes da denúncia na FDA, Rebbeca já estava sendo investigada pelo Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos. A Polícia de Fronteira (CBP) apreendeu pacotes enviados para a suspeita do exterior que continham medicamentos ilegais Leia também: Esteticista brasileira é indiciada por importação e venda de medicamento falso Rebecca também foi flagrada no aeroporto internacional Logan, em Boston, voltando do Brasil com injetáveis ​​ilegais e quando os agentes revistaram os spas em Randolph e South Easton encontraram cosméticos falsos. A brasileira admitiu a compra dos medicamentos ​​de um fornecedor chinês através do Alibaba e afirmou desconhecer se eles eram aprovados pela FDA. O Procurador federal Josua Levy enfatiza que Rebecca "colocou pacientes inocentes em risco por anos ao se apresentar como enfermeira e administrar milhares de injeções ilegais e falsificadas". Levy observa que o engano alegado por Rebecca “é ilegal, imprudente e potencialmente fatal.” 30 anos de cadeia Pela acusação de importação de mercadorias ilegais, a brasileira pode pegar até 20 anos de prisão além de pagar multa de US$ 250 mil. Já para cada uma das denúncias de venda ou distribuição intencional de medicamento ou dispositivo falsificado a sentença prevista é de até dez anos de prisão e multa de US$ 250 mil. Rebecca foi presa em 1 de novembro de 2024 e respondia ao processo em liberdade após pagar a fiança de US$ 10 mil e se comprometer a "não contratar uma enfermeira, não injetar e nem vender ilegalmente medicamentos falsificados". Se a juíza acatar a sugestão da promotoria, a brasileira vai escapar de passar três décadas em regime fechado. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)

  • Médico brasileiro rompe a tornozeleira e foge dos EUA antes do julgamento

    Araújo responde por prática de medicina ilegal nos EUA AVENTURA - O cirurgião plástico brasileiro João Batista Cunha de Araújo, de 57 anos, conhecido por "Dr. Frankenstein", desapareceu nos Estados Unidos, três dias antes do julgamento em que responderia a 14 acusações relacionadas à atuação médica e a procedimentos estéticos ilegais. Uma brasileira familiarizada com o assunto afirma que ele rompeu a tornozeleira eletrônica em 1º de agosto e deixou o país. A moradora de Aventura, na Flórida, disse à MANCHETE USA em anonimato que o médico lhe tirou mais de US$ 100 mil, usando a sua fraqueza por álcool. “Eu chegava lá e, mesmo sabendo que eu não posso beber, me serviam champanhe e me vendiam procedimentos que deformaram meu rosto completamente.” Sem licença nos EUA, Araújo e sua esposa, a brasileira Amanda Soares Felizardo Ungaro, de 40 anos, foram indiciados em julho de 2025, por exercício ilegal da medicina, furto qualificado e esquema fraudulento. Leia também: Brasileiros são indiciados por exercer medicina ilegal na Flórida Segundo a denúncia, o casal faturou milhões de dólares com procedimentos estéticos realizados em uma clínica em Aventura, incluindo lipoaspiração, aplicações de Botox e preenchimentos. Amanda é ex-companheira do italiano Paolo Zampolli — enviado especial de Donald Trump para parcerias globais e figura citada dezenas de vezes nos arquivos do caso Epstein. Amanda denuncia armadilha em vídeo no Youtube Ela foi deportada e desde que chegou ao Brasil fez uma série de publicações ameaçando arruinar a vida da primeira-dama Melania Trump, e do presidente Donald Trump. "Vou até o fim — eu não tenho medo. Talvez você devesse ter medo do que eu sei… de quem você é e de quem seu marido é”, diz uma postagem de junho no X.⁣ No Instagram, Amanda continua denunciando a sua trajetória como imigrante e parte do esquema de Epstein. Ela disputa na Jutiça americana a guarda do filho de 16 anos com Zampolli. O adolescente vive atualmente com o pai. Amanda alega nas redes sociais e em um canal no youtube que ela e Araújo são vítimas de uma armadilha de Zampolli. A brasileira não retornou o pedido de contato da MANCHETE USA até a publicação dessa matéria. Quem é o médico João Araújo Formado em Medicina pela Universidade Federal de Juiz de Fora em 1995, Araújo fez residência em um hospital no Rio de Janeiro; é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e possui título de especialista pela entidade, com registro ativo (CRM RJ 610355 - RQE Nº: 47028). Nos EUA, porém, segundo a investigação, Araújo não possuía autorização para exercer medicina. Mesmo assim, teria realizado procedimentos e aparecia nas próprias redes sociais executando intervenções em pacientes. Denúncias A investigação começou após denúncias feitas à polícia de Aventura por meio do Crime Stoppers — programa comunitário global que permite às pessoas fornecerem informações sobre crimes e atividades suspeitas de forma 100% anônima. As informações apontavam que Araújo administrava um consultório médico sem licença na Northeast 214th Street. Em janeiro, policiais disfarçados procuraram a clínica do médico interessados em realizar uma lipoaspiração. Segundo o relato policial, Araújo explicou o procedimento e ainda sugeriu um medicamento para emagrecimento. Amanda, apontada como responsável pela parte administrativa da clínica, cuidava de agendamentos e da aquisição de medicamentos. Vídeos encontrados no celular dela também mostrariam a brasileira aplicando injeções em um paciente sob orientação de Araújo e realizando um procedimento a laser. Uma das pacientes citadas na investigação teria recebido 17 aplicações de Botox de uma só vez. Dias depois, apresentou um grande nódulo no lábio e endurecimento em outras regiões. Ela teria pagado US$ 7 mil pelo tratamento, após um desconto sobre o orçamento inicial de US$ 15 mil. No mesmo endereço funcionava o Miami Beauty Academy desde 2023. O curso de especialização, no qual Araújo era um dos professores, e prometia certificação internacional e custava US$ 4.834. Uma mulher ouvida pela MANCHETE USA afirma que Araújo retornou ao Brasil e que, inclusive conversou com o médico após seu suposto retorno. O passaporte brasileiro de Araújo foi confiscado pela Justiça da Flórida após ele pagar uma fiança de mais de US$ 20 mil com a condição de não deixar os EUA. A Embaixada do Brasil em Washington, afirma não ter informações sobre o paradeiro dele. O advogado de Araújo, Mark Eiglarsh, declarou ao jornal New York Post que desconhece onde o cliente está. As acusações contra o médico ainda são alegações e não resultaram em condenação. Com o desaparecimento, as autoridades americanas agora tentam localizar Araújo e definir os próximos passos do processo. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)

  • Tribunal anula julgamento de mãe acusada de matar os três filhos

    BOSTON - Após cerca de 38 horas de deliberações, o juiz do caso de Lindsay Clancy, acusada de matar por estrangulamento de seus três filhos em 2023, declarou o julgamento nulo nesta sexta-feira, 4, após a defesa não ter conseguido um adiamento de última hora em um tribunal superior de Massachusetts e o júri não chegar a um consenso. Em nota, os jurados disseram que, "com o coração pesado", não alcançaram um veredito unânime. "Neste momento, vou declarar que o júri está em impasse e vou declarar o julgamento nulo", disse o juiz William Sullivan antes de dispensá-los. A audiência ocorreu depois que os advogados de defesa entraram com um pedido de emergência solicitando à Suprema Corte Judicial do Estado que ordenasse uma investigação sobre um jurado que parecia ser o único a se opor à absolvição. A defesa de Lindsay argumenta que ela não deve ser responsabilizada criminalmente por estar, na época, em meio a um quadro de psicose pós-parto. O caso dividiu profundamente a opinião pública e lançou luz sobre o acesso a cuidados para novas mães que enfrentam problemas de saúde mental. Um dia antes, outra comunicação havia indicado que um dos jurados não estaria seguindo corretamente as instruções de Sullivan sobre o conceito de dúvida razoável, padrão de prova exigido para que um réu seja considerado culpado. A mensagem dizia que o jurado que se recusava a votar havia admitido ter dúvidas sobre o caso, mas se recusava a seguir a lei. Na ocasião, o advogado de Lindsey, Kevin Reddington, disse que a anotação do presidente do júri indicava que o grupo estava dividido em 11 a 1, com a maioria pronta para considerar sua cliente inocente. Reddington pediu que o jurado fosse retirado do grupo, mas Sullivan recusou. Para o juiz, um integrante não poderia ser afastado apenas por ter uma posição diferente da dos demais. O magistrado então determinou novas orientações aos 12 jurados sobre a necessidade de seguir a lei. A defesa voltou a insistir no pedido nesta sexta-feira, enquanto a promotoria se posicionou contra a retirada. Nos julgamentos criminais dos Estados Unidos, a condenação exige que os jurados estejam unanimemente convencidos da culpa além de uma dúvida razoável. O que acontece agora? Um julgamento anulado encerra o processo sem que o júri produza um veredito, mas isso não significa que as acusações contra Clancy serão encerradas. O promotor do condado de Plymouth, Timothy J. Cruz, poderá apresentar novamente as acusações e levar o caso a um novo julgamento, com outro júri, que pode não ser favorável à defesa. A decisão dos promotores dependerá de vários fatores, incluindo o que eles descobrirem sobre as deliberações do júri. Se mais jurados se inclinarem para a absolvição, um novo julgamento pelas mesmas acusações poderá ser menos provável. Se os promotores reduzirem as acusações contra Lindsay — acusando-a de homicídio em segundo grau, por exemplo — isso abriria caminho para um julgamento sem júri, no qual o juiz profere o veredito. Também poderia levar a um acordo judicial. Entenda o caso Lindsay responde a três acusações de homicídio em primeiro grau pela morte dos filhos Cora, de 5 anos, Dawson, de 3, e Callan, de 8 meses. As mortes ocorreram em 24 de janeiro de 2023, na casa da família, em Massachusetts. Ela não contesta que matou as crianças. A defesa, porém, afirma que ela sofria de psicose pós-parto e, por causa da condição, não conseguia compreender que seus atos eram errados. A promotoria, por sua vez, sustenta uma versão diferente. Para a acusação, Lindsay tomou uma decisão intencional e calculada para matar os filhos e sabia distinguir o certo do errado. Ela se declarou inocente das acusações. Os jurados têm a opção de escolher entre homicídio em primeiro grau, homicídio em segundo grau e homicídio culposo, caso considerem Clancy culpada. Se condenada por homicídio em primeiro grau, ela poderá ser sentenciada à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. Caso seja absolvida, provavelmente será internada em uma instituição psiquiátrica de segurança máxima por tempo indeterminado. Uma condenação por um crime menos grave — homicídio em segundo grau ou homicídio culposo — provavelmente resultaria em uma pena de prisão considerável, mas com a possibilidade de liberdade condicional. ** Com Agências **

  • EUA criam 162 mil vagas de emprego em agosto

    WASHINGTON - Os Estados Unidos superaram supera previsões com a criação de postos de trabalho em agosto, revertendo a desaceleração observada durante o verão, enquanto a taxa de desemprego permaneceu estável. O número de empregos fora do setor agrícola (nonfarm payrolls) aumentou em 162 mil em agosto, com ajuste sazonal, enquanto a taxa de desemprego, conforme esperado, permaneceu em 4,1%, informou o Bureau of Labor Statistics (BLS) nesta sexta-feira, 4. Economistas consultados pelo Dow Jones projetavam a criação de 53 mil vagas. O resultado de agosto foi o maior ganho mensal desde março. O relatório está alinhado à avaliação de autoridades do Federal Reserve de que o mercado de trabalho permanece estável. Agora, o foco do banco central provavelmente se voltará aos dados de preços ao consumidor e ao produtor que serão divulgados na próxima semana, que devem ser determinantes para a decisão sobre os juros em menos de duas semanas. Os futuros das ações americanas passaram a operar majoritariamente em baixa após a divulgação dos dados, enquanto os rendimentos dos Treasuries, especialmente os de curto prazo, onde a política monetária do Fed exerce maior influência, subiram com força. Após o resultado dos payrolls superar as expectativas, os mercados passaram a considerar com mais força a possibilidade de uma alta de juros pelo Fed. Os operadores ainda precificavam cerca de 60% de probabilidade de uma elevação de 0,25 ponto percentual na reunião de política monetária do banco central, marcada para os dias 15 e 16 de setembro, segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group. O presidente Donald Trump classificou o relatório de agosto como um “ótimo número de empregos” e afirmou que o Fed deveria reduzir os juros, e não elevá-los. “O Conselho do Fed, com seu novo grande líder, precisa ser inteligente — SEJAM PATRIOTAS para variar”, escreveu Trump em uma publicação nas redes sociais. “Juros altos colocam os EUA em uma desvantagem muito injusta, e eu não permitirei que isso aconteça!” O presidente também ameaçou interromper o comércio com países com os quais os EUA mantêm déficit, caso o Fed não reduza os juros. Os EUA têm déficit comercial com mais de 90 países. “REDUZAM OS JUROS OU VOU PARAR DE NEGOCIAR COM OS PAÍSES COM OS QUAIS TEMOS DÉFICIT, algo que a Suprema Corte dos EUA, em sua decisão ridícula e muito custosa sobre tarifas, reconheceu fortemente que ‘o presidente’ tem o direito absoluto de fazer”, escreveu Trump. Taxa de Desemprego A taxa de desemprego permaneceu estável mesmo com um aumento de 0,2 ponto percentual na taxa de participação da força de trabalho, que mede a parcela da população empregada ou que procura emprego. A pesquisa domiciliar usada para calcular a taxa de desemprego mostrou um aumento de 569 mil pessoas empregadas e uma entrada de 683 mil pessoas na força de trabalho. Uma medida alternativa de desemprego, que inclui trabalhadores desencorajados e pessoas que trabalham em regime parcial por razões econômicas, caiu para 7,7%, uma redução de 0,2 ponto percentual e o menor nível desde junho de 2025. Além do resultado sólido de agosto, os dados dos meses anteriores também foram revisados para cima. Julho passou a mostrar a criação de 21 mil empregos, revertendo a perda de 23 mil vagas inicialmente registrada. Já junho foi revisado para uma alta de 31 mil postos, 11 mil a mais que a estimativa anterior. Diferentemente dos meses anteriores, a criação de empregos foi relativamente disseminada entre os setores. Restaurantes e bares lideraram, com 59 mil novas vagas, enquanto o setor de educação do governo adicionou 42 mil postos e a indústria de transformação contribuiu com 16 mil. O setor de saúde, principal motor da criação de empregos, registrou apenas 13 mil novas vagas, abaixo da média mensal de 32 mil nos 12 meses anteriores. Houve também sinais de que a inteligência artificial pode estar afetando o mercado de trabalho. Os setores ligados à informação registraram perda de 23 mil empregos, levando a média dos últimos 12 meses para uma perda de 8 mil vagas. Os ganhos médios por hora aumentaram 0,3%, em linha com o consenso. Na comparação anual, a alta foi de 3,1%, 0,1 ponto percentual acima das expectativas. ** Com Agências **

  • Casa Branca lança jogos em que imigrantes são caçados para deportação

    WASHINGTON - Os Estados Unidos lançaram na quinta-feira, 3, jogos que transformam a deportação de imigrantes sem documentos em uma espécie de brincadeira que logo virou alvo de crítica. Em um dos jogos, inspirado no clássico "Snake", popularmente conhecido como "jogo da cobrinha" no Brasil, o jogador deve capturar o maior número possível de pessoas que atravessaram o Rio Grande, na fronteira com o México, e deportá-las. Em outro jogo, o usuário deve construir um muro na fronteira com o México, em uma dinâmica inspirada em "Tetris". O título é "Proteja a fronteira da horda que se aproxima". Os jogos estão disponíveis no site oficial da Casa Branca e utiliza gráficos retrô, em referência aos clássicos lançado originalmente nos anos de 1970 e 1980. A iniciativa provocou críticas de grupos de direitos humanos e ocorre enquanto o governo de Donald Trump amplia as operações de detenção e deportação de imigrantes. "Isso me dá nojo. Eles passam anos brincando com a vida das pessoas e agora fazem um videogame com suas ações", declarou Amérika García Grewal, codiretora da ONG Frontera Federation, sediada no Texas. A Casa Branca defende os jogos. Segundo o governo, a iniciativa "ressalta ainda mais o contraste entre uma cultura 'divertida' e 'de sucesso' e a visão socialista sombria que os democratas têm para os Estados Unidos". ** Com AP **

  • Preço do diesel nos EUA atinge recorde de US$ 5,85 e pressiona fretes e custo de alimentos

    WASHINGTON - O preço médio do diesel nos Estados Unidos atingiu recorde nesta sexta-feira, 4, a US$ 5,85 por galão, em meio aos efeitos da guerra com o Irã sobre o fluxo global de combustíveis. A alta pressiona custos de transporte e chega a consumidores por meio de sobretaxas em entregas e preços maiores de produtos, especialmente alimentos. Como o diesel é amplamente usado no transporte de cargas, em máquinas agrícolas, barcos, trens e caminhões, o encarecimento do combustível tende a se espalhar por diferentes cadeias de produção. Entre os segmentos mais expostos estão alimentos perecíveis, como frutas, verduras, carnes e pescados, que exigem transporte e reposição frequentes. A Independent Grocers Alliance, que reúne 7,5 mil supermercados, ressalta que combustíveis representam de 15% a 30% do custo total dos alimentos. Em julho, os preços de alimentos nos supermercados subiram 2,7% em relação ao ano anterior, enquanto pescados avançaram 7% e frutas frescas, 4,9%. Segundo a Associação de Automóveis Americana (AAA), o diesel está quase 56% mais caro do que antes do início da guerra entre EUA, Israel e Irã, no fim de fevereiro, quando a média nacional era de cerca de US$ 3,76 por galão. O petróleo subiu com as interrupções no abastecimento no Oriente Médio, sobretudo diante dos gargalos ao tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz. Em tempo: Apesar do recorde nominal, o diesel já esteve mais caro em termos reais. O pico de quase US$ 5,82 por galão registrado em 2022 equivaleria a cerca de US$ 6,56 em valores de 2026, enquanto os US$ 4,74 observados antes da crise financeira de 2008 corresponderiam hoje a cerca de US$ 7,20. Após uma trégua nos preços durante as expectativas de paz no início do verão, o petróleo voltou a subir com a nova escalada entre Washington e Teerã. O Brent era negociado acima de US$ 95 por barril nesta sexta-feira, ante cerca de US$ 70 antes da guerra. A gasolina também encareceu, embora em ritmo menor. O galão da comum estava em média a US$ 4,15, ante US$ 3,20 há um ano e US$ 2,98 antes da guerra. De acordo com a AAA, o combustível nunca havia superado US$ 4 por galão durante o feriado do Dia do Trabalho. ** Com Agências **

  • Defesa de mulher que matou 3 filhos em Massachusetts pede afastamento de jurado

    Julgamento já contou com mais de 80 testemunhas e mais de 300 provas documentais e materiais BOSTON - O juiz que conduz o julgamento de Lindsay Clancy, uma mãe que matou os três filhos em Massachusetts há quase quatro anos, recusou-se, nesta quinta-feira, 3, a afastar um jurado que, segundo a defesa, está impedindo que o júri chegue a um veredicto. O júri encerrou o sexto dia de deliberações sobre o caso sem uma decisão unânime —necessária em processos criminais definidos por júri nos Estados Unidos Lindsay não nega os assassinatos, mas o advogado Kevin Reddington argumenta que ela deve ser considerada inocente por inimputabilidade, ou seja, que não poderia responder pelos crimes em decorrência de alegada insanidade mental. Os 12 jurados foram dispensados e orientados a retornar na sexta-feira (4), menos de uma hora depois de o juiz William Sullivan receber um bilhete do júri e voltar a instruí-los sobre o que configuraria "dúvida razoável" para que o grupo não chegasse a uma decisão. O bilhete não foi lido em voz alta no tribunal. Depois que os jurados deixaram a sala de audiências, a defesa pediu o afastamento de um deles. "Se voltarmos aqui em meia hora com o julgamento anulado porque um jurado simplesmente desprezou as instruções deste tribunal, será uma pena", disse Reddington ao juiz, que recusou o pedido de afastamento. O júri havia enviado bilhetes a Sullivan na terça e na quarta-feira informando que não conseguia chegar a uma decisão unânime. Nos dois dias, o juiz orientou os jurados a continuar deliberando. Se o júri não chegar a um veredicto e Sullivan anular o julgamento, os promotores terão de decidir se submeterão o caso a um novo julgamento, que já contou com mais de 80 testemunhas e mais de 300 provas documentais e materiais. Reddington, que sustentou que Clancy agiu sob efeito de uma psicose pós-parto, observou a jornalistas do lado de fora do tribunal que espera que o júri apresente um veredicto nesta sexta-feira. "Quando um bilhete que já está com o juiz diz que 11 jurados tomaram uma decisão e um jurado não aceita aplicar o princípio da dúvida razoável, acho que isso mostra em que ponto eles estão", afirmou. Lindsay, 36, pode ser condenada à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional caso seja considerada culpada de homicídio em primeiro grau. Se for considerada inocente por inimputabilidade, ela poderá ser internada em um hospital psiquiátrico estadual para avaliação. Ela admitiu ter estrangulado os três filhos até a morte em 24 de janeiro de 2023, usando faixas elásticas de exercício no porão da casa da família em Duxbury, no subúrbio de Boston. Em seguida, cortou-se com uma faca e pulou de uma janela do segundo andar em uma tentativa de tirar a própria vida, o que a deixou paraplégica. Durante o julgamento, Reddington tentou convencer os jurados de que a ré estava em meio a um surto psicótico quando matou Cora, 5; Dawson, 3; e Callan, de 8 meses. Depoimentos de familiares, incluindo Patrick, ex-marido de Clancy e pai das crianças, mostraram como ela enfrentou problemas de saúde mental nos meses seguintes ao nascimento do terceiro filho, buscando repetidamente tratamento com profissionais de saúde que lhe prescreveram uma série de medicamentos. Os promotores não contestam que a ex-enfermeira obstétrica do Massachusetts General Hospital enfrentava problemas de saúde mental. Mas argumentaram que ela era capaz de compreender que matar os filhos era errado e, ainda assim, optou intencionalmente por fazê-lo, decidindo matá-los porque havia resolvido tirar a própria vida e estava convencida de que eles sofreriam sem ela. ** Com Agências **

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