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- Queda de helicóptero da NBC termina com repórter e cinegrafista mortos
Tragédia com helicóptero da NBC termina com repórter e cinegrafista mortos (Foto: Reprodução/Instagram) LOS ANGELES - Um helicóptero que fazia a cobertura jornalística de uma colisão de ônibus em Los Angeles, na Califórnia, caiu na terça-feira, 15, matando uma jornalista, o piloto e uma pessoa que estava no solo, segundo emissoras e autoridades. Não foi informada a causa do acidente com o helicóptero na região de Chatsworth, no Vale de San Fernando, enquanto a aeronave acompanhava uma ocorrência de trânsito. A aeronave era operada pela NBC Los Angeles, afiliada local da NBC News, segundo informações da própria emissora. O helicóptero caiu em um estacionamento localizado nas proximidades de um centro de armazenamento. Além da repórter aérea Eliana Moreno e do piloto George Marciniw, ao menos uma teria ocorrido entre pessoas que estavam fora da aeronave. Com agências
- Senador republicano culpa política de vacinas de Trump por mortes por sarampo nos EUA
Cassidy tem elevado o tom das críticas contra a administração Trump WASHINGTON - O presidente do Comitê de Saúde do Senado dos Estados Unidos, o senador republicano Bill Cassidy, culpou nesta quarta-feira, 16, a abordagem do governo Trump em relação às vacinas pelas recentes mortes por sarampo na Pensilvânia e pressionou a indicada do presidente para o cargo de cirurgião-geral a afirmar claramente que as vacinas não causam autismo. “Sofrer com qualquer doença é terrível, mas sofrer com uma que é evitável, isso é ainda pior”, observou o senador da Lousiana ao citar que três pessoas morreram de sarampo, com um quarto caso de morte sob investigação, devido à desinformação e a políticas equivocadas. A comissão está avaliando a candidatura de Chris Klomp para o cargo de secretário-adjunto de Saúde e Serviços Humanos, Nicole Saphier para o cargo de cirurgiã-geral e Timothy Westlake para liderar a Administração de Serviços de Abuso de Substâncias e Saúde Mental. Cassidy, que é médico, disse que o país precisa de líderes na área da saúde que, segundo ele, "tomem decisões com base na ciência, não na política ou na ideologia”. Cassidy dirigiu sua advertência mais contundente a Saphier, pressionando-a repetidamente para que afirmasse que a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola não causa autismo. A candidata a cirurgiã-geral inicialmente se esquivou, dizendo que “não havia visto evidências confiáveis” de que as vacinas causassem autismo. “Isso é um pouco ambíguo”, disse Cassidy, alertando que outras pessoas já haviam usado essa “margem de manobra” para, posteriormente, agir contra as evidências científicas. Saphier acabou afirmando que não acreditava que a vacina tríplice viral fosse letal, chamando-a de “nossa maior ferramenta para combater o sarampo”, e disse: “Não acredito que as vacinas infantis causem autismo”. O secretário de Saúde dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., há muito tempo defende uma suposta relação entre vacinas e autismo — já desmentida pela ciência —, contrária às evidências científicas, e Trump também abraçou essa ideia. Cassidy também pressionou Saphier sobre a vacina contra a hepatite B, há muito recomendada logo após o nascimento, que Kennedy quer suspender. A médica chamou a vacinação universal logo após o nascimento de “comprovada e eficaz”, mas não chegou a afirmar que ela deveria ser recomendada, acrescentando que estava “aberta a discussões futuras”. O senador afirmou que as vacinas são “extremamente seguras e eficazes, e não causam autismo”. Ele também criticou um decreto que fragmenta o calendário de vacinação infantil, alegando que isso exige mais doses e torna as crianças menos seguras. Críticas em escalada Cassidy tem se tornado abertamente crítico em relação aos esforços de Kennedy para reformular a política de vacinação dos EUA, apesar de ter dado o voto decisivo que confirmou o secretário de Saúde no cargo, com pleno conhecimento do histórico de ativismo público antivacina do secretário. O senador não concorre à reeleição após perder as primárias republicanas em maio. Trump atacou Cassidy e apoiou um rival devido ao voto do senador em 2021 a favor da condenação no segundo julgamento de impeachment do presidente, o que tornou politicamente mais fácil para Cassidy assumir uma postura desafiadora. “O CDC aparentemente está trabalhando em uma definição de morte por sarampo. Alguém disse que não precisávamos trabalhar nisso há décadas porque ninguém morria de sarampo, e agora temos pessoas morrendo de sarampo. Isso vai ser um legado terrível para este governo”, disse Cassidy. Tanto Saphier quanto Westlake disseram à senadora democrata Maggie Hassan, de New Hampshire, que seguiriam a lei em vez das ordens de Trump caso houvesse conflito entre as duas. Hassan fez a mesma pergunta a Klomp durante uma audiência na terça-feira. Vácuo de Liderança Saphier, radiologista e ex-colaboradora da Fox News, é a terceira escolha de Trump para o cargo de cirurgião-geral, depois que a influenciadora de bem-estar Casey Means teve sua indicação paralisada no Senado e Trump retirou a indicação da dra. Janette Nesheiwat devido a questionamentos sobre suas credenciais. Os EUA não têm cirurgião-geral desde janeiro de 2025. Klomp, ex-executivo do setor de tecnologia da saúde, tem comandado grande parte das atividades cotidianas do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, passando de diretor do Medicare a conselheiro-chefe de Kennedy na agência. A Comissão de Finanças realizou sua audiência formal de indicação na terça-feira. A sessão desta quarta-feira é uma audiência de cortesia. A audiência aborda o acúmulo de vagas não preenchidas na área da saúde em todo o governo. A casa confirmou a dra. Erica Schwartz para liderar o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) em 5 de agosto, enquanto a Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos está sem um líder permanente desde maio. ** Com Reuters **
- Fed aumenta taxa de juros nos EUA pela primeira vez desde julho de 2023
WASHINGTON - O banco central dos Estados Unidos (Fed, na sigla em inglês) aumentou a taxa básica de juros nesta quarta-feira, 16, em 0,25 ponto percentual, para a faixa entre 3,75% e 4%. A decisão, tomada por unanimidade com 12 votos a 0, marca a primeira alta dos juros desde julho de 2023, em decisão já esperada. Em comunicado, o Fed afirmou que a atividade econômica americana segue em expansão sólida, com gastos domésticos resilientes apesar da incerteza gerada por fatores geopolíticos. O órgão destacou ainda o crescimento forte da produtividade, os investimentos de capital robustos e um mercado de trabalho estável, com a criação de empregos acompanhando o crescimento da força de trabalho. Já em relação aos preços, o Fed reconheceu que a inflação segue elevada e afirmou que a decisão desta quarta contribuirá para acelerar o retorno à meta de 2%. A alta dos juros ocorre em meio à contestação do presidente Donald Trump sobre o Fed. No domingo (13), o republicano disse que nenhum país deveria ter taxas de juros inferiores às dos EUA. Trump também argumentou que os patamares das taxas de juros do banco central têm beneficiado outros países em detrimento dos EUA. Há duas semanas, o presidente publicou em seu perfil na Truth Social exigindo a redução da taxa: "Reduzam a taxa ou vou parar de comercializar com os países com os quais temos déficit". ** Com Agências **
- Fiscalização revela jaulas de castigo para imigrantes na 'Alcatraz dos Jacarés'
WASHINGTON - Os imigrantes presos na "Alcatraz dos Jacarés", um centro de detenção na Flórida atualmente fechado, chegaram a passar horas confinados em pequenas jaulas de metal, segundo um relatório do Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos divulgado na sexta-feira, 11. O escritório do inspetor-geral, que fiscaliza o órgão, concluiu que o uso das jaulas ao ar livre, com cerca de 1,67 m², era "sem precedentes entre centros de detenção" e colocava os imigrantes em risco. Investigadores também constataram que a unidade descumpria uma série de normas de higiene, atendimento médico, alimentação, saúde e segurança. O DHS argumenta que as autoridades estaduais eram responsáveis pela administração da unidade. Já o governador da Flórida, Ron DeSantis, não se pronunciou sobre o assunto até a publicação dessa matéria. A 'Alcatraz dos Jacarés' foi criada por meio de uma ordem executiva de DeSantis, mas os custos de funcionamento eram pagos pelo governo federal. No início do ano, representantes do inspetor-geral fizeram uma inspeção surpresa no local, que havia se tornado um dos centros de detenção de imigrantes mais conhecidos dos EUA. Segundo o relatório, entre julho de 2025 e janeiro de 2026, 79 imigrantes foram colocados nos pequenos compartimentos de metal, descritos como "áreas para se acalmar", destinadas a pessoas que precisassem "se acalmar e ficar algum tempo sozinhas". Os imigrantes permaneceram nesses espaços por períodos que variaram de alguns minutos a quase duas horas e, em pelo menos uma ocasião, a medida foi usada como punição disciplinar, segundo o escritório do inspetor-geral. "O uso de espaços tão restritivos é altamente incomum e não está de acordo com os padrões de tratamento humanitário", destaca o relatório. Detidos na unidade já haviam denunciado que não tinham acesso a medicamentos de que precisavam, nem a banhos regulares e outras medidas básicas de higiene. No relatório, os inspetores do escritório do inspetor-geral afirmaram que os chuveiros usados pelos imigrantes estavam infestados de pequenos insetos e que os banhos eram permitidos apenas três vezes por semana. Segundo o documento, a unidade também não oferecia espaço suficiente para os detidos, "criando condições apertadas para pessoas que passavam a maior parte do tempo nos alojamentos". Imigrantes detidos ouvidos pelo escritório do inspetor-geral também disseram que não tinham acesso a água potável limpa nem podiam lavar os copos de plástico que usavam para beber. A 'Alcatraz dos Jacarés' foi construída em apenas oito dias e ficava em Everglades, região de áreas alagadas protegidas conhecida pela presença de jacarés. Trump chegou a brincar que os imigrantes detidos ali precisariam aprender "como fugir" dos répteis. Grupos de defesa dos direitos civis classificaram as condições do local como desumanas. Em junho de 2026, DeSantis afirmou que o centro seria fechado, já que havia sido criado para funcionar apenas temporariamente. ** Com BBC **
- EUA confirmam ter colocado armamentos no espaço
Autoridades americanas não divulgaram detalhes sobre o funcionamento da arma WASHINGTON - Os Estados Unidos confirmaram nesta segunda-feira, 14, que colocaram uma arma espacial na órbita da Terra — a primeira vez que reconheceram oficialmente possuir esse tipo de capacidade ofensiva. Durante um discurso na Air, Space and Cyber Conference, o secretário da Força Aérea dos EUA, Troy Meink, afirmou que a arma "em órbita" é necessária para proteger as forças americanas contra ações hostis de inimigos. Segundo Meink, os EUA estão preparados para enfrentar "ameaças em evolução", mas não deu mais detalhes sobre as capacidades da arma nem sobre quando ela foi colocada em órbita. Líderes militares de alto escalão já haviam afirmado anteriormente que planejavam ampliar as capacidades militares no espaço, citando programas da Rússia e da China que desenvolvem formas de atacar e interromper satélites americanos em um futuro conflito. A China respondeu na terça-feira alertando contra uma "corrida armamentista" no espaço. "Instamos o lado americano a parar de expandir suas capacidades militares e de se preparar para a guerra no espaço sideral", disse um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores durante uma coletiva de imprensa. Detalhes sobre o funcionamento da arma não foram divulgados por autoridades americanas. Mas um porta-voz da Força Espacial dos EUA garante que "o controle espacial abrange as áreas de missão necessárias para disputar e controlar o domínio espacial, empregando meios cinéticos e não cinéticos para afetar as capacidades de adversários por meio de interrupção, degradação e até destruição, se necessário." "Essas capacidades podem ser empregadas para fins ofensivos e defensivos sob orientação dos comandos combatentes." Bleddyn Bowen, especialista em usos militares do espaço sideral, observou que muito pouco se sabe publicamente sobre a tecnologia e que pode haver "toda uma gama de diferentes sistemas de armas". Bowen afirmou que está "especulando completamente", mas acredita que os EUA poderiam estar se referindo a "algum tipo de plataforma de guerra eletrônica ou de interferência de rádio". Esse seria o tipo de arma que já existe na Terra e poderia interromper comunicações por rádio, disse Bowen. Uma alternativa seria "algum tipo de veículo de destruição cinética, ou seja, um veículo que lançaria algum tipo de projétil capaz de colidir com um satélite e destruí-lo". Mas isso seria menos provável porque uma ferramenta fisicamente destrutiva desse tipo poderia gerar uma grande quantidade de detritos. O governo Trump tinha afirmado que capacidades baseadas no espaço, assim como mísseis interceptadores, são parte crucial do sistema de defesa "Golden Dome", planejado para proteger os EUA de mísseis e outras ameaças aéreas. Um tratado de 1967 proibiu armas de destruição em massa em órbita. Desde então, potências importantes, incluindo EUA, Rússia e China, vêm explorando outras capacidades não abrangidas pelo tratado, como a possibilidade de atingir satélites rivais, que são fundamentais para comunicações militares, vigilância e navegação. No ano passado, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva destacando o papel da Força Espacial dos EUA não apenas na defesa de ativos, mas também como força de ataque. O órgão é o primeiro novo ramo das Forças Armadas americanas em mais de 70 anos, foi criada em 2019 como uma forma de proteger os ativos dos EUA no espaço, incluindo centenas de satélites utilizados para comunicação e vigilância. No início de fevereiro, foi revelado que dois satélites russos provavelmente interceptaram as comunicações de pelo menos uma dúzia de satélites europeus desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022. Essas interceptações podem ter permitido aos serviços de inteligência russos ler os dados sensíveis transmitidos por eles ou, hipoteticamente, até mesmo assumir o controle dos satélites. Em 2024, os EUA afirmaram que a Rússia havia lançado um satélite que acreditavam ser capaz de atacar outras sondas desse tipo. A Rússia não comentou publicamente o assunto. A Força Espacial dos EUA afirma que a China "desenvolve e opera capacidades espaciais e antiespaciais como parte de uma estratégia de modernização militar", enquanto a Rússia "vê o espaço como um domínio de guerra e acredita que a supremacia espacial será um fator decisivo em futuros conflitos". ** Com BBC **
- Juiz suspende restrições impostas por Trump à validade de vistos para estudantes e jornalistas
Na decisão, o juiz destacou as contribuições de estudantes e jornalistas para os EUA BOSTON - A Justiça impediu nesta segunda-feira, 14, que o governo Trump implementasse uma nova regra para limitar o tempo que estudantes e jornalistas estrangeiros podem permanecer nos Estados Unidos sem solicitar prorrogações. O juiz federal F. Dennis Saylor, de Boston, decidiu a favor de uma coalizão de sindicatos e grupos de defesa do ensino superior um dia antes de a regra do Departamento de Segurança Interna (DHS) entrar em vigor. Saylor afirmou que o DHS adotou a política com base em fundamentos "excepcionalmente fracos". A agência havia citado a segurança nacional e a necessidade de prevenir fraudes no programa de vistos, mas o juiz considerou que ela não havia cumprido suas obrigações legais de dialogar sobre as preocupações relativas à mudança na política nem de considerar alternativas menos onerosas. O DHS não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. O juiz, nomeado pelo presidente republicano George W. Bush, escreveu que a regra subverteu um sistema por meio do qual os EUA, por quase cinco décadas, emitiram vistos a estudantes estrangeiros pela "duração de seu status". Esse sistema, disse ele, permitiu que dezenas de milhões de estudantes e pesquisadores estrangeiros viessem aos EUA, levando a "pesquisas inovadoras nas áreas de ciência, medicina e tecnologia, crescimento econômico substancial e uma série de outros benefícios, muitas vezes em grande escala". Saylor afirmou que a regra adotada pelo DHS em julho visa substituir esse sistema por outro que restringiria substancialmente o número total de estudantes, professores e jornalistas estrangeiros no país. De acordo com a regra, os vistos F para estudantes internacionais e os vistos J, que permitem que visitantes em programas de intercâmbio cultural trabalhem nos EUA, teriam duração máxima de quatro anos, enquanto os vistos I para jornalistas, que atualmente podem durar anos, seriam limitados a 240 dias. Atualmente, cerca de 1,6 milhão de pessoas possuem vistos F e outras 500 mil, vistos J. Grandes universidades de pesquisa, como o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e a Universidade Harvard, têm uma alta porcentagem de estudantes estrangeiros, especialmente na pós-graduação, observou o juiz. Se a regra entrasse em vigor, essas universidades provavelmente arcariam com custos de centenas de milhões de dólares e o número de matrículas diminuiria, afirmou Saylor. "Os danos ao sistema de ensino superior e à economia dos Estados Unidos provavelmente serão catastróficos", escreveu Saylor. ** Com Reuters **
- Suprema Corte dos EUA nega pedido para restringir voto por correio
Votos pelo correio vão seguir regras tradicionais durante as eleições de meio termo WASHINGTON - A Suprema Corte dos Estados Unidos recusou nesta segunda-feira, 14, um pedido do governo Trump para permitir que o Serviço Postal aplicasse novas regras sobre a votação por correspondência. A decisão representa um revés para a tentativa do republicano de restringir o voto pelo correio antes das eleições legislativas de novembro que definirão o controle do Congresso. Os ministros negaram um pedido de emergência do Departamento de Justiça, apresentado em 6 de setembro, para suspender a decisão da juíza federal Indira Talwani, de Boston, havia impedido o Serviço Postal de aplicar a medida enquanto Estados e grupos de defesa do direito ao voto contestam a regra na Justiça. Em março, o presidente Donald Trump assinou um decreto para endurecer as regras sobre essa modalidade. O juiz conservador Samuel Alito, acompanhado do colega Clarence Thomas, foi contrário à decisão da maioria da corte. Segundo ele, o governo Trump "provavelmente vencerá" o recurso na análise de mérito. Republicanos e democratas travam uma disputa acirrada pelo controle do Congresso nas eleições de meio de mandato. Restringir o voto pelo correio tende a favorecer os republicanos, já que eleitores democratas usam essa modalidade em proporção maior, segundo pesquisas. A votação pelo correio é comum nos EUA e é utilizada também por eleitores idosos, que vivem em locais afastados, têm dificuldade de locomoção ou que sabem que estarão viajando no dia da eleição. Em 2024, nas eleições presidenciais vencidas por Trump, quase um terço dos votantes optou por enviar sua cédula pelo correio. Mudanças A ordem de Trump prevê que o Serviço Postal crie listas de cidadãos, Estado por Estado, para ajudar a determinar quem tem direito a votar e os envelopes de envio e devolução devem conter códigos de barras exclusivos. O Serviço Postal poderia recusar o envio de cédulas que não seguissem os novos padrões ou que estivessem vinculadas a eleitores que não aparecessem nas listas. Críticos dizem que a medida poderia interromper a entrega de milhares de cédulas legítimas e provocar confusão às vésperas da votação de meio termo. Por outro lado, o governo Trump afirma que a regra ajudaria a combater fraudes eleitorais, cujas evidências são raras. ** Com Reuters **
- Brasileiro se declara culpado por tráfico de drogas e armas
Armas e munições foram encontrados com o brasileiro a caminho da Flórida BOSTON - O brasileiro Adinazio Vinicius Soares Dias Barbosa, de 30 anos, declarou-se culpado das acusações de tráfico de drogas e armas após passar mais de um ano preso , informou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos na quinta-feira, 10. A sentença deve ser anunciada até dezembro. Barbosa, conhecido como Panda, morava em Peabody, em Massachusetts e era monitorado pelo FBI quando foi abordado no dia 1º de julho do ano passado em uma rodovia da Carolina do Sul, em ação que fazia parte da investigação. Após permitir que o carro fosse revistado, ele tentou escapar a pé, mas acabou detido em um canteiro da estrada. Munições e nove rifles foram localizados no interior do veículo. Ele admitiu às autoridades que havia comprado as armas e iria transportá-las a um negociador em Miami, na Flórida. O armamento seria, então, levado até o Paraguai e, de lá, seguiria para o Brasil. As autoridades americanas afirmam que Barbosa é um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo o relato de um agente do FBI que consta no processo, as autoridades chegaram a Barbosa após a prisão de outro brasileiro, Rodrigo de Jesus Amador, detido por infrações de trânsito em Massachusetts em março de 2025. Uma fonte do policial, que não é identificada no relato por questões de segurança, indicou que Amador seria outro integrante do PCC. Dois celulares que estavam no carro de Amador foram apreendidos e periciados pelo FBI, que concluiu que um deles pertencia a Adinazio Barbosa. Nele, conversas indicavam negociações de substâncias ilícitas entre o brasileiro e clientes, e, nas mensagens, constavam referências a fentanil e cocaína. Os policiais tiveram ainda acesso a documentos mantidos pelo brasileiro no iCloud, serviço de armazenamento da Apple. Entre os arquivos obtidos pelas autoridades está uma imagem que mostra dois pandas acompanhados dos dizeres: "Sintonia Geral dos Estados Unidos". O termo "sintonia" é usado pelo PCC para se referir a setores da organização criminosa. Os agentes também identificaram que o brasileiro manteve conversas com um número de celular da Espanha na qual constam imagens de carregamentos de drogas e portos americanos. A suspeita dos policiais é que as substâncias seriam enviadas para um porto na Carolina do Sul. Segundo as autoridades americanas, Barbosa entrou nos EUA em fevereiro de 2014, com um visto de turista que expirou em junho daquele ano. O histórico criminal do brasileiro em Massachusetts envolve prisões por destruição de propriedade, intimidação, agressão física contra um membro da família e tráfico de drogas. O vínculo dele com o PCC é confirmado por testemunhas anônimas ouvidas pelo FBI. A Polícia Federal do Brasil ainda não se pronunciou. Em maio, os EUA decidiram classificar o PCC e o Comando Vermelho (CV) como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGTs, na sigla em inglês) e Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs). ** Com Agências **
- Estados processam governo Trump contra medida que dificulta obter green card
Agentes de imigração levam em conta o uso de assistência em transferências de dinheiro ou de cuidados de longa duração WASHINGTON - Uma coalizão de Estados e governos locais processou o governo Trump nesta segunda-feira, 14, pelo que chamou de uma nova política "catastrófica" que dificulta a obtenção do green card por imigrantes que dependem de programas e benefícios sociais. A ação movida por 22 Estados e pelo distrito federal de Colúmbia argumenta que a medida, prevista para entrar em vigor na sexta-feira (18), prejudica imigrantes porque os obriga a abrir mão de programas de assistência destinados a suprir necessidades básicas para não correrem o risco de ter o green card negado no futuro. Os Estados também afirmam que a política prejudica a máquina pública ao sobrecarregar os pronto-socorros e reduzir a adesão ao programa de assistência alimentar, o que retiraria recursos de empresas locais que dependem de benefícios federais relativos ao programa. "Famílias trabalhadoras não deveriam ser obrigadas a abrir mão do apoio de que precisam por temerem que pedir assistência resulte em sua deportação", afirmou em nota Letitia James, procuradora-geral democrata de Nova York e desafeto do presidente Donald Trump, que liderou a ação. Autoridades do governo republicano afirmam que a política, conhecida como regra do "encargo público", é necessária para proteger os recursos da Casa Branca e restabelecer "o princípio básico de que os imigrantes devem ser capazes de se sustentarem". A iniciativa retoma uma política semelhante que o governo tentou impor durante o primeiro mandato de Trump, antes de enfrentar contestações judiciais e ser posteriormente revertida pelo governo de Joe Biden. Muitos que não têm green card já não podem participar de programas sociais. No entanto, defensores dos imigrantes temem que a regra desestimule estrangeiros a recorrer aos benefícios, mesmo quando tenham filhos americanos legalmente aptos a receber assistência alimentar, auxílio-moradia e outros auxílios. Há muito tempo, a legislação federal impede a concessão do green card a imigrantes que provavelmente se tornarão dependentes principalmente do governo para sua subsistência, basicamente o que a nova regra pretende aprofundar. Historicamente, agentes de imigração levam em conta o uso de assistência em transferências de dinheiro ou de cuidados de longa duração, mas não o acesso a benefícios como o Programa de Assistência Nutricional Suplementar ou o Medicaid, de assistência à saúde. A medida de Washington reverteria essa prática, ampliando o número de programas federais que os agentes do ICE podem levar em consideração antes de determinar que uma pessoa se tornará dependente do governo federal. A ação dos Estados foi apresentada por Nova York, Califórnia, Illinois, Colorado, Connecticut, Delaware, Havaí, Maine, Maryland, Massachusetts, Michigan, Minnesota, Nova Jersey, Novo México, Nevada, Oregon, Pensilvânia, Rhode Island, Vermont, Virgínia, Washington, Wisconsin e pelo Distrito de Colúmbia (distrito federal). A segunda frente foi liderada pelo prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, e contou com a adesão de Chicago, São Francisco, Seattle, do condado de Santa Clara, na Califórnia, e do condado de King, em Washington. ** Com Agências **
- Trump minimiza alertas sobre IA e diz que EUA têm ferramentas para fiscalizar setor
WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira, 14, que o país já conta com medidas de segurança para regulamentar e processar judicialmente empresas de IA, parecendo minimizar as preocupações manifestadas por líderes do setor no fim de semana sobre o uso indevido da inteligência artificial. "O único controle ou 'medidas de proteção' de que a IA precisa é um presidente FORTE E INTELIGENTE (com alto QI!), e os EUA têm isso de sobra!", escreveu Trump no Truth Social, acrescentando que a China se beneficiaria da desconfiança gerada em relação ao desenvolvimento da inteligência artificial. "Já temos um poder CRIMINAL e REGULATÓRIO tremendo sobre essas empresas! Há uma conspiração DOENTIA em andamento contra a IA e os data centers, e a única que está feliz com isso é a China." O alarme sobre os possíveis danos causados pela IA cresceu na semana passada quando o pesquisador da Anthropic, Jacob Coxon, anunciou que havia se demitido e afirmou que "as pessoas que desenvolvem IA acreditam sinceramente que ela poderia matar a todos nós até o final da década". As ações relacionadas à IA caíram drasticamente em todo o mundo hoje, depois que líderes de algumas das maiores empresas do setor pediram que se desacelerasse o ritmo do desenvolvimento da tecnologia. O presidente-executivo da Anthropic, Dario Amodei, escreveu em um artigo publicado no sábado que o governo dos EUA deveria elaborar regulamentações exigindo auditorias independentes das ferramentas de IA mais avançadas, conhecidas como modelos "de fronteira". Ele delineou uma estrutura em três etapas destinada a moderar o ritmo de desenvolvimento e criar mais tempo para gerenciar seus riscos. A proposta foi imediatamente endossada por vários outros executivos de grandes empresas de IA, incluindo Elon Musk, que dirige a xAI, e o presidente-executivo da OpenAI, Sam Altman. O vice-presidente norte-americano, JD Vance, disse aos repórteres nesta segunda-feira que é cético em relação aos executivos de IA que pedem ao governo dos EUA para regulamentar o setor. "Acho um pouco estranho o fato de tantas empresas de tecnologia de IA de ponta estarem, de certa forma, procurando o governo e implorando para que ele as regule", disse Vance. O senador Mark Warner, democrata da Virgínia e uma liderança em legislação tecnológica, conversou com Amodei e com Altman sobre as preocupações com a segurança da IA no fim de semana, informou seu porta-voz. Trump afirmou que as ferramentas destinadas a manter a IA segura já haviam sido utilizadas contra Amodei. "O governo Trump impediu que as 'pessoas' da IA fizessem 'coisas' ruins, ou potencialmente ruins, como Dario (Anthropic!), que agora está fingindo ser um 'anjinho perfeito' — e continuaremos a fazer isso", disse Trump. O presidente republicano tem evitado alimentar preocupações sobre inteligência artificial e, em grande parte, tem apoiado as empresas de IA em seu segundo mandato. Trump deve se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping, na próxima semana, em Washington. A Reuters informou anteriormente que os dois países estavam planejando uma reunião separada em meados de setembro para discutir os riscos da IA, liderada por autoridades governamentais de nível inferior. ** Com Reuters **
- EUA declaram fim do maior surto de ciclosporíase já registrado no país
Produtos contaminados foram tirados de circulação, garante a FDA WASHINGTON - As autoridades sanitárias dos Estados Unidos declararam nesta sexta-feira, 11, o fim do maior surto de ciclosporíase registrado no país depois que alface contaminada causou doenças em milhares de pessoas, embora a Agência Reguladora de Alimentos e Remédios (FDA) tenha afirmado que ainda está investigando como o parasita entrou na cadeia alimentar. O surto, que investigadores federais associaram à alface proveniente do centro do México e fornecida pela Taylor Farms, provocou um dos maiores recalls de alimentos dos últimos anos e renovou o escrutínio dos controles de segurança alimentar para produtos agrícolas importados. Ele também abalou a confiança dos consumidores, com alguns compradores evitando frutas e vegetais crus, bem como refeições fora de casa, prejudicando o fluxo de clientes em restaurantes como Taco Bell, Sweetgreen e Chipotle, para evitar a 'diarréia explosiva'. De acordo com dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), 12.883 pessoas em 21 Estados adoeceram após consumir alface contaminada. O surto resultou em 570 hospitalizações e duas mortes, e foi responsável por mais da metade dos 19.595 casos de ciclosporíase confirmados em laboratório nos EUA, registrados desde 1º de maio. No auge do surto, antes do recall, mais de mil infecções foram registradas em um único dia. Em agosto, segundo o CDC, as infecções haviam caído para menos de duas por dia, em média. A FDA afirmou na sexta-feira que continua confiante de que toda a alface norte-americana recolhida, relacionada ao surto, está fora do mercado. O CDC informou que os prazos de validade de todos os produtos ligados ao surto já expiraram e que não estariam mais disponível em lojas ou restaurantes. ** Com Reuters **
- EUA cobram multa de mais de 66 mil imigrantes deportados
Governo assinou contratos de US$ 36 milhões para cobrar imigrantes deportados WASHINGTON - A Casa Branca está contratando empresas privadas para localizar migrantes deportados que, segundo as autoridades, devem centenas de milhões de dólares aos Estados Unidos em multas não pagas. A medida vai testar até onde a ofensiva migratória do governo pode se estender para além das fronteiras americana. A Polícia de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP, na sigla em inglês) afirma que tenta recuperar cerca de US$ 423 milhões em multas e taxas de mais de 66.300 pessoas deportadas dos EUA, afirma uma matéria do Bloomberg dessa semana. No mês passado, a agência concordou em pagar até US$ 36 milhões a quatro companhias para localizar pessoas no México, em Honduras e na Guatemala que a administração Trump acusa de estarem inadimplentes, de acordo com um aviso publicado em um site de compras governamentais. Os contratos, assinados em agosto, tem duração de dois anos, com as empresas Global Recovery Group, The Baptiste Group, Caduceus Inc. e Response AI Solutions. Cada acordo tem valor máximo de US$ 9 milhões. As empresas não responderam aos pedidos de comentário. No entanto, a cobrança pode ser difícil e o investimento para ir atrás dos devedores não deve ter retorno. Além disso, não está claro se Washington pode exigir legalmente que pessoas deportadas quitem as dívidas. O aviso do contrato não explica como o governo americano poderia obrigar os estrangeiros a pagar nem qual seria, se houver, o papel dos governos do México, de Honduras e da Guatemala. Também está longe de ser certo que os deportados tenham condições de pagar o que os EUA dizem que eles devem. Muitos podem ter recursos limitados ou não ter acesso a uma conta bancária americana, necessária para o pagamento das multas, segundo os métodos de pagamento descritos em documentos federais. Em casos anteriores, os EUA ameaçaram considerar multas não pagas em futuros processos migratórios. Segundo os documentos do contrato, as empresas contratadas poderão fotografar residências ou obter contas de serviços públicos, registros de emprego ou documentos judiciais para localizar os deportados e avaliar sua capacidade de pagamento. Multas O valor que a CBP tenta recuperar representa apenas uma pequena parcela do montante maior de multas aplicadas pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS, na sigla em inglês). Entre o retorno de Trump à Casa Branca, em 20 de janeiro de 2025, e 16 de julho de 2026, o Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE), braço de fiscalização do DHS, aplicou mais de 103 mil multas civis, que totalizaram mais de US$ 84 bilhões. Até 16 de julho, o governo havia arrecadado apenas US$ 1,2 milhão. “Nossa mensagem é clara: estrangeiros que estão no país de forma irregular devem sair agora ou enfrentar as consequências — incluindo penalidades financeiras”, afirmou o DHS em comunicado. As multas são baseadas, em parte, em uma disposição de uma lei de imigração de 1996 que permite ao governo aplicar penalidades diárias a determinadas pessoas que se recusam a deixar o país depois de receberem uma ordem de deportação. O instrumento era raramente utilizado até o primeiro mandato de Trump, quando seu governo enviou grandes cobranças a famílias de imigrantes. O governo anterior, do presidente Joe Biden, encerrou a iniciativa em 2021, alegando que ela havia se mostrado ineficaz e desviado recursos de outras prioridades de fiscalização. Trump agora retomou as penalidades em uma escala muito mais ampla. Alguns imigrantes podem ser multados em quase US$ 1 mil por cada dia que permanecem no país depois de receberem uma ordem para sair. As cobranças podem chegar a centenas de milhares ou até milhões de dólares. Estratégia para expulsão As multas fazem parte de uma estratégia mais ampla destinada a tornar cada vez mais difícil e caro permanecer nos EUA. O governo abriu processos judiciais para cobrar penalidades não pagas, reteve restituições de impostos e descontou valores dos salários. Alguns imigrantes que ainda tentam permanecer legalmente no país receberam cobranças de US$ 1 milhão ou mais. Ao mesmo tempo, o governo oferece incentivos a pessoas que concordam em deixar o país. Imigrantes que se cadastram pelo CBP Home, aplicativo de celular usado para organizar saídas voluntárias, podem receber do governo passagens pagas e dinheiro em espécie. Alguns deportados já estão recebendo as cobranças. Cidadãos mexicanos deportados neste ano receberam cartas de cobrança da CBP em seus endereços no México, segundo Juan Cuellar Torres, diretor de defesa de direitos da Kino Border Initiative, organização humanitária que atua na fronteira entre os EUA e o México. As multas, geralmente de cerca de US$ 250, vinham acompanhadas de um alerta de que poderiam incidir juros caso não fossem pagas, diz ele. Os avisos também informavam que dívidas não quitadas poderiam ser consideradas em futuros processos migratórios nos EUA — uma consequência potencialmente significativa para deportados que posteriormente queiram solicitar um visto ou pedir autorização para retornar ao país. Os documentos também alertavam que as dívidas poderiam ser encaminhadas a uma empresa privada de cobrança. ** Com Agências **
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