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Suspeito de tiroteio durante jantar de Trump com imprensa escreveu manifesto

27 de abr.
3 min de leitura


Imagem de Allen logo após ser capurado pelos agentes federais
Imagem de Allen logo após ser capurado pelos agentes federais

WASHINGTON - O suspeito de atirar contra autoridades durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, no sábado à noite, enviou um manifesto aos familiares que avisaram a polícia. Cole Tomas Allen foi preso logo após os primeiros tiros sem conseguir entrar no salão de baile do hotel onde estava o presidente Donald Trump em Washington DC.


Allen, que é de Torrance, da Califórnia, se autodenominava "Assassino Federal Amigável", disse um policial que teve acesso ao documento. "Oferecer a outra face quando *alguém* ‌é oprimido não é comportamento cristão; é cumplicidade nos crimes do opressor".


Os alvos listados no manifesto incluíam funcionários do governo - embora não o diretor da Polícia Federal dos Estados Unidos (FBI), Kash Patel - priorizados do nível mais alto para o mais baixo, relatou a fonte.


O manifesto zombava da falta ‌de segurança "insana" no Washington Hilton, onde o jantar foi realizado. "Tipo, a primeira coisa que ‌notei ao entrar no hotel foi a sensação de arrogância", escreveu o autor do manifesto, segundo relatos. "Entrei com várias armas e ninguém ali sequer considerou a ⁠possibilidade de eu representar uma ameaça."


Segundo o procurador-geral interino dos EUA, Todd Blanche, o suspeito viajou de trem de Los Angeles para Chicago e depois para Washington. Em entrevista ao "Meet the Press" da NBC, Blanche diz que Trump e membros importantes de sua administração eram os alvos prováveis.


Autoridades informaram que o homem de 31 anos disparou uma espingarda contra um agente do Serviço Secreto em um posto de segurança no hotel Washington Hilton antes de ser imobilizado e preso.


Trump, a primeira-dama Melania Trump, o vice-presidente JD Vance e outros membros do gabinete foram retirados às pressas do jantar enquanto o incidente acontecia. O agente do Serviço Secreto que foi baleado escapou de ferimentos graves porque a bala atingiu seu ‌colete à prova de balas, confirmaram as autoridades.


Trump, que já havia boicotado o evento de gala para a mídia no passado, solicitou que o jantar fosse remarcado em até 30 dias, ‌acrescentando: "Esse seria um evento importante".


O suspeito vai à Corte nesta segunda-feira, 27, onde será acusado por agressão a ⁠um agente federal, disparo de arma de fogo e tentativa de homicídio contra um agente federal. ⁠Outras acusações federais serão apresentadas posteriormente.


SUSPEITO PLANEJAVA "FAZER ALGO"

Um funcionário da Casa Branca ⁠disse que os agentes que entrevistaram a irmã de Allen foram informados de que ele tinha tendência a fazer declarações radicais, havia participado de um protesto No Kings (Sem Reis)e mencionou um plano para fazer "algo" para resolver os problemas do mundo atual.


Allen havia comprado duas pistolas e uma espingarda e as guardado na casa de seus pais, de acordo com as primeiras apurações.


Agentes de segurança em trajes de combate invadiram o palco apontando rifles para o salão de baile enquanto Trump, sua esposa Melania e o vice-presidente JD Vance eram evacuados. Os membros do gabinete que estavam sentados em mesas espalhadas pelo vasto salão foram escoltados para fora por suas equipes de segurança, um a um.


O local do jantar foi palco de uma tentativa de assassinato contra o presidente Ronald Reagan, que foi baleado e ferido por um aspirante a assassino em frente ao hotel em 1981.



** Com Reuters **


 
 
 

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