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  • IRS vaza dados fiscais de milhares de pessoas para o ICE, diz jornal

    IRS compartilhou dados de 47 mil contribuintes com o DHS WASHINGTON - A Receita Federal dos Estados Unidos (IRS, na sigla em inglês) divulgou de forma indevida informações fiscais confidenciais de milhares de pessoas com autoridades federais de imigração, de acordo com reportagem do jornal Washington Post publicada nesta quarta-feira, 11. A reportagem, que ouviu três pessoas a par do caso, aponta que o episódio aparentemente ultrapassa limites legais estabelecidos para proteger os dados dos contribuintes. Ainda segundo o Post, a agência responsável pela arrecadação de impostos identificou o compartilhamento das informações recentemente e trabalha com outros órgãos federais para definir uma resposta. Procurados, o IRS e porta-vozes do governo não se manifestaram. Em abril, o Departamento do Tesouro, o IRS e o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) firmaram um acordo que permitia o compartilhamento de dados de contribuintes com autoridades para ajudar na localização de migrantes. A iniciativa motivou a renúncia de funcionários da agência tributária. O entendimento representou uma ruptura com uma política histórica do IRS, que incentivava imigrantes a pagar impostos ao garantir que suas informações pessoais seriam protegidas. Na semana passada, um juiz federal anulou o acordo. Antes da decisão, porém, o DHS havia solicitado os endereços de 1,2 milhão de pessoas ao IRS, que respondeu com dados de cerca de 47 mil indivíduos, segundo registros judiciais citados pelo Washington Post. Ainda de acordo com as autoridades ouvidas pelo jornal, ao compartilhar os endereços com o DHS, a agência tributária acabou divulgando informações privadas de milhares de contribuintes que não deveriam ter sido incluídas. Ainda não há detalhes sobre quais dados foram expostos nem sobre possíveis medidas para reparar o erro. Em comunicado mencionado pelo jornal, um porta-voz do DHS afirmou que a troca de informações entre agências é fundamental para identificar quem está no país, incluindo criminosos violentos; avaliar possíveis ameaças à segurança pública e ao terrorismo; removê-los dos registros eleitorais e verificar quais benefícios públicos estariam sendo utilizados por estrangeiros às custas dos contribuintes. ** Com AF **

  • Trump revoga legislação contra mudança climática nos EUA

    Desequilíbrio climático eleva risco de eventos naturais catastróficos, alertam especialistas WASHINGTON - O presidente Donald Trump revogou nesta quinta-feira, 12, um texto que serve de base para o combate às emissões de gases de efeito estufa nos Estados Unidos, uma mudança radical à qual cientistas e defensores do meio ambiente se opõem. Essa mudança de rumo, que muito provavelmente será contestada nos tribunais, representa um duro golpe para a ação climática do país, o principal emissor histórico de substâncias poluentes. O texto, conhecido como "constatação de perigo" ("Endangerment finding"), permitia toda uma longa lista de restrições ambientais, a partir do fato de que a mudança climática, causada pela emissão de gases de efeito estufa, era considerada uma ameaça fundamental. "Essa determinação não tinha nenhuma base factual, nenhuma absolutamente, nem base legal", disse Trump ao anunciar sua decisão na Casa Branca. Essa revogação libera a indústria automobilística da aplicação de padrões rigorosos em matéria de emissões de gases. Trump e o chefe da Agência de Proteção Ambiental (EPA), Lee Zeldin, citaram como exemplo o fato de que os carros americanos desligam seus motores toda vez que param completamente diante de um semáforo vermelho, graças às regulamentações atuais. Esse tipo de medida, para reduzir as emissões e também para economizar energia, era algo "odiado" pelo consumidor, afirmou Trump. Segundo o governo republicano, essa decisão economizará US$ 1,3 trilhão para o povo americano. Sob a presidência de Obama O texto foi adotado inicialmente em 2009 pela EPA, sob a presidência do democrata Barack Obama. Ele estabelece que seis gases de efeito estufa - incluindo o dióxido de carbono e o metano - são prejudiciais à saúde e, portanto, se enquadram no âmbito dos poluentes regulados pela agência federal. Grande defensor do petróleo e do carvão, Trump tem recuado em matéria climática desde seu retorno ao poder, em janeiro de 2025, multiplicando as medidas em favor da indústria de energias fósseis. Anunciada em julho, sua intenção de revogar o texto de 2009 provocou a indignação de numerosos cientistas e organizações ambientalistas. "As evidências científicas relativas à mudança climática provocada pelo homem e suas consequências eram inequívocas em 2009 e, desde então, tornaram-se ainda mais alarmantes e convincentes", lembraram mais de 1.000 especialistas em uma carta pública. Trump também retirou os Estados Unidos do Acordo de Paris sobre o clima. Com a revogação, os americanos estarão "menos seguros, menos saudáveis", reagiu o ex-presidente Obama. Na avaliação do governo, os gases de efeito estufa não devem ser tratados como poluentes no sentido tradicional do termo porque seus efeitos sobre a saúde humana são indiretos e globais e o governo minimiza amplamente o papel das atividades humanas na mudança climática. O assunto pode resultar em uma longa batalha judicial, inclusive chegando à Suprema Corte. Os climatologistas confirmaram que o ano de 2025 foi o terceiro mais quente já registrado na Terra e que os efeitos do desequilíbrio climático são sentidos em todo o território dos Estados Unidos e no restante do mundo. Apesar dessas manifestações tangíveis, o combate aos gases de efeito estufa está estagnado há dois anos no mundo desenvolvido devido à falta de investimentos suficientes em tecnologias de baixo carbono. **Com AFP**

  • Tiroteio em complexo residencial da Universidade Estadual da Carolina do Sul deixa dois mortos

    Ataque continua sob investigação e nenhum suspeito foi identificado ORANGEBURG - Duas pessoas morreram e uma pessoa ficou ferida na noite de quinta-feira, 12, após um tiroteio em um complexo residencial da Universidade Estadual da Carolina do Sul em Orangeburg. O caso está sendo investigado e as vítimas nem o atirador foram identificados. A instituição pública de ensino, considerada historicamente preta, colocou o campus em Orangeburg em lockdown por volta das 21h15 (horário local), quando chegou o relato do tiroteio. D acordo com uma publicação feita nas redes sociais da universidade, autoridades da Universidade Estadual da Carolina do Sul solicitaram à Divisão de Aplicação da Lei do Estado (SLED) para investigar o tiroteio no campus que deixou duas pessoas mortas e uma ferida. Investigadores estavam no local e a força policial patrulhava o campus e áreas próximas. "O Departamento de Segurança Pública da universidade está sendo auxiliado pelo Departamento de Segurança Pública de Orangeburg e pelo Gabinete do Xerife do Condado de Orangeburg na patrulha do campus e de suas adjacências”, disse. A universidade cancelou as aulas desta sexta-feira, 13, e estava disponibilizando conselheiros para os estudantes. ** Com Agências **

  • Carioca preso pelo ICE em entrevista do green card chega ao Brasil

    Casal vai recomeçar a vida no Rio de Janeiro após brasileiro ser preso em entrevista do green card BELO HORIZONTE - O brasileiro que foi preso pelo ICE durante uma entrevista para obter o green card através do casamento na Califórnia chegou ao Brasil na madrugada desta quinta-feira, 12, no 5º voo de deportados só esse ano. Matheus Silveira, de 30 anos, desembarcou em Belo Horizonte e foi recebido pelo programa "Aqui é Brasil" do governo, informação confirmada pela mãe dele ao G1, após passar mais de dois meses detido nos Estados Unidos. A americana Hannah Silveira, que deve se reunir ao marido no Rio de Janeiro nas próximas semanas, diz que o governo americano violou a ordem do juiz que permitia a Silveira comprar a passagem para retornar ao Brasil em um voo comercial. Segundo a mulher, após o acordo de deportação voluntária, Silveira foi transferido de um centro de detenção da Califórnia para a Lousiana e ficou dias desaparecido. "Ele não aparecia no sistema da imigração e ninguém sabia me dizer onde ele estava", contou Hannah em um vídeo na rede social. Silveira está proibido de reentrar no país nos próximos dez anos. Já Hannah diz que não se sente segura no próprio país e está disposta a recomeçar do zero, já que seus diplomas de medicina e direito não são válidos no Brasil. Prisão Silveira foi detido pelo ICE no dia 24 de novembro no prédio do Serviço e Imigração e Naturalização (USCIS) em San Diego, minutos após ter o pedido de green card através do casamento aprovado. Leia mais: Americana denuncia sumiço do marido em sistema prisional do ICE Uma policial se levantou e disse que "pessoas no corredor" esperavam o casal e o advogado deles para conversar. Na sequência, descreveu Hannah, quatro agentes do ICE entraram no escritório, colocaram o brasileiro contra a parede e o prenderam. Os oficiais tinham um mandado de prisão contra Silveira que fazia referência à permanência do homem no país após o vencimento do visto de estudante. Silveira chegou ao país em 2019 com o F-1 que expirou no ano seguinte. Ele e Hannah se casaram em agosto de 2024. A secretária-assistente do Departamento de Segurança Interna, Tricia McLaughlin, confirmou ao Newsweek que Matheus Silveira permaneceria sob custódia do ICE enquanto aguardava os procedimentos de remoção. Na nota, enviada ao portal da Newsweek, McLaughlin descreveu Matheus como um "estrangeiro ilegal criminoso do Brasil que permaneceu no país após o vencimento do visto de estudante F-1”. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Câmara dos EUA aprova projeto que exige prova de cidadania nas eleições de meio de mandato

    WASHINGTON - A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira, 11, uma proposta que exige a comprovação de cidadania norte-americana para participação nas eleições de meio de mandato. A oposição afirma que a medida impõe encargos desnecessários aos eleitores e concentra poder eleitoral nas mãos do presidente Donald Trump. O projeto, aprovado por 218 votos a 213, exige comprovação de cidadania no momento do registro eleitoral para as eleições e prevê penalidades criminais a funcionários que registrarem pessoas sem a documentação exigida. O texto agora segue para o Senado, mas não deve alcançar a maioria de 60 votos necessários para virar lei. A proposta é a versão mais recente de uma iniciativa surgida na campanha presidencial de 2024, impulsionada por alegações, sem provas, de Trump de que um grande número de imigrantes em situação irregular teria votado em eleições federais. Medida semelhante já havia sido aprovada duas vezes pela Câmara — em abril passado e em 2024 —, mas foi rejeitada no Senado. A votação ocorre uma semana após Trump pedir que republicanos “assumissem o controle” das eleições. **Com Reuters **

  • Ex-goleiro Doni diz que ação na Justiça da Flórida trata 'divergências pontuais'

    Doni diz que empreendimentos vão ser entregues e atribui atrasos ao processo de reestruturação da empresa ORLANDO - O ex-goleiro da Seleção Brasileira Doniéber Alexander Marangon, o Doni, sócio da empresa D32 Wholesale que se tornou alvo de reclamações e de processos na Justiça da Flórida, se pronunciou na noite de terça-feira, 10, sobre as acusações e disse que os problemas são 'divergências pontuais'. Em nota assinada pelo ex-goleiro e encaminhada pela defesa dele à EPTV, afiliada da TV Globo em Campinas, no interior de São Paulo, confirma a sociedade há mais de oito anos e diz que a empresa passa por um processo de reestruturação societária e administrativa, movimento que envolve a revisão e renegociação de contratos sob a nova gestão. "Nesse contexto, surgiram divergências comerciais pontuais com determinados clientes, situação comum em empreendimentos de grande porte, todas submetidas regularmente à apreciação do Poder Judiciário e tratadas de forma técnica e dentro da legalidade". Ele também negou que exista um pedido de prisão contra ele expedido pela Justiça da Flórida. "Esclareço, de forma categórica, que não existe qualquer pedido de prisão. Na audiência realizada nesta data [na terça-feira], o advogado da empresa compareceu regularmente, tendo sido confirmado pelo magistrado que toda a documentação solicitada já havia sido entregue previamente. O juiz reconheceu o cumprimento integral das obrigações judiciais, validando que estamos plenamente em dia ('up to date')", diz um trecho da nota do ex-goleiro da Seleção Brasileira e de equipes como Corinthians, Roma e Liverpool . A D32 Wholesale é acusada de não entregar projetos imobiliários, causar transtornos urbanos pelo abandono de construções, não devolveu valores pagos por investidores. A ação trata do contrato da casa de US$ 200 mil em Dunnellon, tramita desde janeiro do ano passado no Tribunal do Condado de Orange. Diante de problemas para a entrega da casa, em novembro de 2024, como previsto em contrato, as compradoras e a empresa assinaram, em novembro de 2024, um acordo para o pagamento de US$ 59 mil referentes à devolução de US$ 39,6 mil que haviam sido pagos pelo projeto, além de juros e outras custas com advogados. No entanto, as compradoras alegaram que o acordo não foi cumprido e ajuizaram a ação cível. Em abril do ano passado, a defesa dessas pessoas pediu a execução do pagamento, e o Tribunal do Condado de Orange determinou um primeiro depoimento de representantes da D32 Wholesale para setembro, mas ninguém compareceu. Além disso, segundo os documentos da Justiça americana, nenhum representante participou de uma audiência marcada para o fim de outubro do mesmo ano. Com a ausência de justificativas, em janeiro, o juiz Luis Calderon marcou uma nova audiência, para a terça-feira, 10 de fevereiro, mas sob pena de prisão dos sócios da D32, em caso de não comparecimento. Na segunda-feira (9), o escritório Vihlen & Associates foi registrado como novo representante legal da companhia e participou da audiência virtual, que designou para maio uma nova sessão com depoimentos. Defesa Também na nota, Doni destacou que a a atuação jurídica da empresa tem sido diligente e transparente e disse que as informações divulgadas não refletem a realidade. "A atuação jurídica da empresa tem sido diligente e transparente, com total colaboração às autoridades competentes, visando à adequada condução dos processos e à continuidade da reestruturação em curso. Causa estranheza a divulgação de informações imprecisas e de viés sensacionalilista, associadas diretamente ao meu nome, que não refletem a realidade dos fatos nem a condução responsável adotada". Segundo ele, a empresa segue com apoio de um fundo de capital e de uma construtora sediados na Flórida, mantendo atuação sólida e regular nos Estados Unidos. "O projeto segue conforme o planejamento, com mais de 2.500 unidades previstas, das quais 250 já foram entregues". Contratos A D32 Wholesale é uma empresa que atua no mercado imobiliário nos Estados Unidos e que tem como sócios Doni e o também brasileiro Werner Macedo. Moradores afirmam que construções inacabadas causam transtorno na vizinhança A companhia captava recursos no Brasil e no exterior com a promessa de rendimentos de até 15% ao ano com a construção de casas em condomínios de médio e alto padrão na Flórida. Um dos contratos firmados pela empresa, com duas pessoas, para a construção de uma casa por quase US$ 200 mil em Dunnellon, cidade a 250 quilômetros de Palm Bay e a 136 quilômetros de Orlando. Assinado em setembro de 2021, o documento estabelece prazo de dois anos para a entrega do imóvel e prevê a contratação de um empreiteiro licenciado para a construção, bem como o pagamento de todas as licenças e alvarás necessários para sua conclusão. Além disso, o contrato, regido pelas leis da Flórida, já estabelece que, na entrega, a casa deveria vir com eletrodomésticos em aço inoxidável, incluindo geladeira, fogão, lava-louças e coifa. O documento também estabelece o pagamento em etapas: US$ 5 mil de entrada a serem pagos em até cinco dias a partir da vigência do contrato; US$ 34,6 mil após a emissão do alvará de construção; US$ 163,4 mil após a entrega da escritura. No caso em questão, o contrato ainda previa que a quitação poderia ser feita por uma permuta de imóveis. No contrato ainda há garantias ao próprio vendedor, como o direito de fazer alterações no projeto, sem o consentimento do comprador, para cumprir, por exemplo, requisitos do código de construção, bem como determinar a localização da entrada de veículos e o número de degraus nas entradas da residência. Por outro lado, também estabelece que a data da conclusão da obra não pode ser prorrogada, exceto por casos de força maior, além de dar uma garantia de dez anos para a estrutura do imóvel. O contrato ainda estabelece que, em caso de rescisão, sem justa causa, o vendedor deve devolver todos os valores pagos, acrescidos de juros. Quais são as reclamações contra a empresa? Reportagens exibidas em um canal de televisão Fox35 Orlando no ano passado mostraram imóveis abandonados em Palm Bay, inclusive despertando a reclamação de moradores. Além disso, compradores alegaram prejuízos financeiros pela falta dos imóveis e por não terem a devida devolução dos valores pagos. "Solicitei oficialmente o reembolso e continuo recebendo o mesmo e-mail, pedindo para eu falar com a construtora, que eles entrariam em contato comigo. Até agora, a construtora não me contatou. Só quero meu depósito de volta e seguir em frente", afirmou um homem em entrevista. **Com Agências**

  • Retirada de bandeira arco-íris revolta comunidade LGBTQ+ em Nova York

    NOVA YORK - A retirada da bandeira arco-íris do monumento mais importante nos Estados Unidos para a comunidade LGBTQIA+, devido a normas do governo de Donald Trump, causou indignação e gerou um protesto nesta terça-feira, 10. A bandeira associada a essa comunidade foi retirada do Monumento Nacional de Stonewall, na cidade de Nova York, devido a um memorando de 21 de janeiro do Serviço Nacional de Parques, órgão federal responsável pelo monumento. O documento proíbe no local emblemas que não sejam a bandeira americana ou referentes ao Departamento do Interior, com poucas exceções. Centenas de manifestantes se reuniram no parque localizado em frente ao monumento, no centro de Manhattan, e denunciaram a medida como "um tapa na cara" da comunidade. O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, disse que ficou indignado com a decisão. "Nova York é o berço do movimento moderno pelos direitos LGBTQ+, e nenhum ato de apagamento poderá mudar ou silenciar essa história", publicou o democrata no X. O monumento lembra os distúrbios que ocorreram em 1969, após uma operação policial no Stonewall Inn, um bar que reunia público gay, localizado no bairro de Greenwich Village. Os confrontos, que duraram seis dias, deram origem ao movimento moderno pelos direitos dos homossexuais nos Estados Unidos, que se estendeu mais tarde às pessoas transgênero e não-binárias. Trump costuma criticar as pessoas trans e o que chamou de "extremismo ideológico de gênero" durante sua campanha eleitoral. Dias após retornar ao cargo, ele assinou um decreto que declarava apenas dois gêneros oficiais nos Estados Unidos: masculino e feminino. Um mês depois, o Serviço Nacional de Parques apagou as referências às pessoas trans e queer do site do monumento. Mas o entorno do local ainda estava enfeitado com bandeiras LGBTQIA+. **Com AFP**

  • EUA suspendem voos no aeroporto do Texas em fronteira com México por "razões de segurança"

    FAA não explicou as razões que tornariam o funcionamento do aeroporto perigoso WASHINGTON - Os Estados Unidos suspenderam todos os voos de e para o Aeroporto Internacional de El Paso, no Texas, por "razões especiais de segurança", informou a Administração ⁠Federal de Aviação (FAA) na ‌quarta-feira, 11, sem dar mais detalhes. O aeroporto, que fica próximo ao campo ‌de aviação militar Biggs ‌Army Airfield na ⁠fronteira com a cidade mexicana de Juarez, avisou em uma publicação no Instagram que todos os voos foram suspensos. Segundo a administração, as restrições foram emitidas "em cima ‌da hora" e ⁠que ⁠aguardava orientações adicionais da FAA. Os ‌voos também foram proibidos no espaço aéreo sobre a comunidade vizinha de Santa Teresa, no Novo México, informou a FAA. As restrições permanecerão em vigor até 21 de fevereiro e cobrem um raio de cerca ‌de 18 km do aeroporto, sem incluir o espaço aéreo mexicano, acrescentou ⁠a agência. A FAA não respondeu imediatamente a um pedido da reportagem por detalhes sobre os motivos de segurança. O aeroporto recebeu 3,49 milhões de passageiros nos primeiros 11 meses de 2025, de acordo com seu site. Importantes companhias aéreas dos EUA, incluindo Southwest, Delta, United e American, operam no local. **Com Reuters**

  • Lyons defende ICE em sabatina no Congresso

    Em seu discurso de apresentação, Lyons disse que o ICE não vai recuar e que o trabalho está só começando WASHINGTON - O diretor interino do ICE, Todd Lyons, defendeu as ações da agência ao ser sabatinado no Congresso na terça-feira, 10, sobre a violência da polícia de imigração em uma semana decisiva no Congresso para liberar mais recursos para as operações. No comitê da Câmara, deputados dos dois partidos repudiaram as mortes de Renee Good e Alex Pretti em Minneapolis no mês passado. Enquanto os republicanos acusaram autoridades locais de não cooperarem com os agentes, a oposição democrata denunciou as mortes e outros abusos do ICE, como a detenção de um menino de apenas 5 anos e a repressão violenta aos manifestantes. Lyons foi questionado pela oposição se ele pediria desculpas por integrantes do governo Trump terem acusado os americanos mortos de serem terroristas domésticos. "Não vou falar sobre nenhuma investigação em andamento”, respondeu. Entrentanto Lyons responsabilizou líderes locais e manifestantes pela escalada do uso da força nas operações do ICE "que atrapalham o trabalho dos agentes". Rodney Scott, chefe da polícia de fronteira (CBP), e Joseph Edlow, diretor do Serviço de Imigração e Naturalização (USCIS), também foram questionados na sabatina. Os democratas exigem mudanças. Querem a obrigatoriedade de mandados judiciais para as operações do ICE e a restrição ao uso da força. Se nada for feito até o fim da semana, a oposição ameaça barrar o novo orçamento para o Departamento de Segurança Interna (DHS) que é responsável pelo ICE - e a área poderá ficar sem dinheiro. O presidente Donald Trump vinha apostando na pauta anti-imigração para conseguir manter a maioria na Câmara e no Senado nas eleições de novembro para o Congresso. Só que os republicanos estão preocupados com a repercussão da violência em Minnesota e até mesmo com as críticas do presidente à apresentação do cantor porto-riquenho Bad Bunny no Super Bowl, que vem levantando a voz contra as ações do ICE. Eles temem a reação negativa entre o eleitorado latino. Uma pesquisa do “New York Times” e da Siena College, de janeiro, mostrou que 59% dos latinos desaprovavam o desempenho de Trump. **Com Agências **

  • Justiça dos EUA julga acusações contra redes sociais de gerar dependência em crianças

    Acusação afirma que redes sociais foram formatadas para viciar crianças e adolescentes LOS ANGELES - Um julgamento histórico sobre redes sociais começou formalmente nesta segunda-feira, 9, em um tribunal civil na Califórnia, onde um júri popular deverá determinar se o YouTube ou o Instagram desenvolveram deliberadamente suas plataformas para gerar dependência em crianças. O resultado pode estabelecer um precedente judicial de responsabilidade civil dos operadores destas redes sociais. "Este caso diz respeito a duas das corporações mais ricas da história que projetaram o vício nos cérebros das crianças", disse ao júri em sua declaração inicial o advogado dos demandantes, Mark Lanier. "Vou mostrar-lhes provas de que estas empresas construíram máquinas concebidas para viciar os cérebros das crianças, e o fizeram de propósito", acrescentou. O julgamento em Los Angeles, perante a juíza Carolyn Kuhl, centra-se nas acusações de uma mulher de 20 anos, identificada como Kaley G.M., que sofreu grave dano mental por ter se tornado dependente das redes sociais quando era criança. Os réus são os gigantes tecnológicos Alphabet, matriz do Google, proprietário do YouTube, e a Meta, dona do Instagram. Foram convocados a depor o diretor-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, em 18 de fevereiro, e o responsável pelo Instagram (subsidiária da Meta), Adam Mosseri, a partir de quarta-feira. Espera-se também que a Justiça convoque Neil Mohan, diretor do YouTube, para testemunhar. "Engajar os usuários" As empresas são acusadas em centenas de processos de levar jovens à dependência em conteúdo, o que resulta em depressão, transtornos alimentares, internações psiquiátricas e até suicídios. Em seu argumento inicial, Lanier apresentou vários documentos internos do Google e da Meta em apoio à sua tese, a da intencionalidade. Um deles, de uma apresentação no Google, menciona como objetivo declarado "o vício dos internautas". "Essa é a doutrina deles", ressaltou o advogado. Lanier também exibiu um e-mail interno enviado por Zuckerberg que, segundo ele, instava suas equipes a reverter o desengajamento dos mais jovens no Instagram. O advogado lembrou o modelo econômico da Meta e do Google, amplamente baseado em publicidade, cujos preços dependem da audiência, ou seja, do tempo que os usuários passam nas plataformas. "O que vendem aos anunciantes não é um produto", explicou, "é o acesso à Kaley", que estará presente na audiência para testemunhar. Em contrapartida, o advogado da Meta, Paul Schmidt, replicou que a deterioração do estado psicológico da autora se devia a problemas familiares. "Se você tirasse o Instagram e todo o resto continuasse igual na vida de Kaley, a vida dela seria completamente diferente, ou ela continuaria lidando com as mesmas coisas que enfrenta hoje?", perguntou Schmidt ao fazer referência aos prontuários médicos da jovem, que foram incluídos como prova. Schmidt detalhou que Kaley só mencionou as redes sociais em 20 de suas 260 sessões de terapia e que chegou a considerar que o Instagram tinha um efeito positivo sobre ela. Os advogados do YouTube apresentarão hoje sua argumentação ao júri. Saúde mental A defesa dos demandantes repete a estratégia utilizada nas décadas de 1990 e 2000 contra a indústria do tabaco, condenada por oferecer um produto nocivo. "É a primeira vez que uma empresa de redes sociais tem que enfrentar um júri por causar danos a menores", declarou à AFP Matthew Bergman, fundador do Social Media Victims Law Center, cuja equipe trata de mais de mil casos deste tipo. Os gigantes tecnológicos invocam a Lei de Decência nas Comunicações para isentá-los de qualquer responsabilidade pelo que os usuários das redes sociais publicam. No entanto, os autores do processo sustentam que tais empresas são culpadas de manter um modelo de negócios baseado em algoritmos que captam a atenção da população através de conteúdos com potencial para prejudicar sua saúde mental. O caso é considerado um processo indicativo para inúmeros litígios semelhantes em todo o país. **Com AFP **

  • Luciana Gimenez nega ligação com Epstein após ter nome associado ao bilionário

    NOVA YORK - Após ter o nome relacionado a Jeffrey Epstein, a apresentadora Luciana Gimenez negou que tenha conhecido ou tido contato com o bilionário. Ela publicou uma nota no Instagram nesta segunda-feira, 9, depois que transferências bancárias realizadas por Epstein constaram como feitas a Luciana no site do Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Luciana repudiou uma "tentativa de associar seu nome a essas situações", citando os crimes cometidos por Epstein, e acusou o banco em que possuía conta, o Deutsche Bank Trust Company Americas, de "vinculação indevida". Ela disse ter questionado a instituição bancária e informou que aguarda resposta. Conforme o comunicado, informações preliminares apontaram que o governo norte-americano "solicitou os registros à instituição financeira em determinados períodos, sem qualquer seleção individualizada dos dados ou vinculação específica". "O conjunto completo de documentos foi encaminhado e publicado na plataforma oficial, sem apuração prévia do conteúdo e contexto. Por isso, constam nos arquivos nomes de diversos clientes do banco, incluindo de Luciana, que nada têm a ver com o caso em questão e que também fizeram transações naquele período", diz um trecho. Ainda segundo a nota, as transferências teriam sido feitas da conta de investimentos de Luciana para a conta física da apresentadora. "A apresentadora permanece à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários e pede cautela, seriedade e responsabilidade na divulgação das informações, a fim de evitar interpretações equivocadas e danos injustificados à sua reputação." Leia a nota completa: "Luciana Gimenez esclarece que nunca conheceu Jeffrey Epstein e jamais teve qualquer tipo de contato pessoal, profissional ou financeiro com ele. A apresentadora reforça que nunca compactuou, nem compactuaria, com práticas ilícitas ou criminosas, repudiando de forma categórica qualquer tentativa de associar seu nome a essas situações. Após identificar a menção a seu nome em documentos disponibilizados no site do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Luciana entrou em contato com a instituição bancária Deutsche Bank Trust Company Americas, onde possuía conta, para compreender a razão dessa vinculação indevida e aguarda resposta. Inicialmente e conforme informações preliminares obtidas junto ao banco, o governo americano solicitou os registros à instituição financeira em determinados períodos, sem qualquer seleção individualizada dos dados ou vinculação específica. O conjunto completo de documentos foi encaminhado e publicado na plataforma oficial, sem apuração prévia do conteúdo e contexto. Por isso, constam nos arquivos nomes de diversos clientes do banco, incluindo de Luciana, que nada têm a ver com o caso em questão e que também fizeram transações naquele período. A priori, as movimentações citadas que envolvem a apresentadora referem-se exclusivamente a transferências de sua conta de investimentos para sua conta de pessoa física. Por se tratarem de dados antigos, o banco está trabalhando para compilar todas essas transações internas e comprovar que se tratam de transferências da própria Luciana para si mesma. Já foi explicado e compreendido que é esse o contexto das informações divulgadas. A apresentadora permanece à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários e pede cautela, seriedade e responsabilidade na divulgação das informações, a fim de evitar interpretações equivocadas e danos injustificados à sua reputação." ENTENDA O CASO O nome de Luciana Gimenez apareceu em documentos disponibilizados no site do Departamento de Justiça dos Estados Unidos. As transferências englobam o período de 2014 a 2018. Epstein morreu em 2019 um mês depois de ser preso em Nova York. A autópsia feita à época concluiu que o financista havia tirado a própria vida. Epstein foi acusado de liderar uma rede de exploração e tráfico sexual de menores de idade, ao lado da ex-namorada, Ghislaine Maxwell. Ele teria recrutado adolescentes para realizarem atos sexuais em troca de dinheiro em suas propriedades em Nova York, na Flórida, no Novo México e na sua ilha particular no Caribe, entre 2002 e 2005. O caso voltou à tona depois que milhões de páginas relacionadas ao bilionário foram divulgadas na semana passada. Os documentos revelaram a ligação de Epstein com pessoas famosas e poderosas, como Donald Trump, Elon Musk e o ex-príncipe britânico Andrew, irmão do rei Charles III. **Com AE **

  • Justiça dos EUA bloqueia lei da Califórnia que proibia agentes migratórios de usar máscaras em operações

    WASHINGTON - juíza federal dos Estados Unidos bloqueou, nesta segunda-feira, 9, a aplicação de uma lei da Califórnia que proibiria agentes federais — incluindo os de imigração — de cobrir o rosto durante operações. A magistrada, no entanto, determinou que esses agentes devem exibir identificação e número de placa. O uso de máscaras por integrantes fortemente armados do ICE, no contexto da política de repressão migratória do presidente Donald Trump, vinha sendo alvo de críticas de líderes locais em cidades governadas por democratas. Na decisão, a juíza Christina Snyder considerou que a norma assinada em setembro, conhecida como “Lei contra a polícia secreta”, é discriminatória por não se aplicar também a agentes de segurança estaduais. Segundo ela, a proibição proposta “discrimina ilegalmente os agentes federais”. Após o Departamento de Justiça contestar a lei, suspendendo sua entrada em vigor, a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, comemorou a decisão nas redes sociais. "Continuaremos lutando e vencendo nos tribunais pela agenda de lei e ordem do presidente Trump e sempre apoiaremos nossos grandes agentes federais", afirmou em comunicado. Apesar do bloqueio parcial, a juíza manteve a exigência de que os agentes exibam identificação visível. O governador da Califórnia, Gavin Newsom, destacou esse ponto para reivindicar uma vitória parcial. "Um tribunal federal acaba de manter a lei da Califórnia que exige que os agentes federais se identifiquem. A Califórnia continuará defendendo os direitos civis e nossa democracia" escreveu na rede social X. Na decisão, Snyder sugeriu que a proibição ao uso de máscaras poderia ser considerada constitucional caso fosse ampliada para incluir também forças de segurança estaduais. O senador democrata Scott Wiener, coautor da proposta, afirmou que pretende alterar o texto e apresentar uma nova versão que contemple todos os agentes estaduais. **Com AFP**

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