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  • Casa Branca diz que Trump está usando tratamento preventivo para erupções cutâneas no pescoço sem dar detalhes

    Mancha no pescoço seria causada por um tratamento preventivo de pele WASHINGTON - O presidente dos‌ Estados Unidos, Donald Trump, está usando um tratamento preventivo para uma erupção cutânea vermelha no pescoço, informou a Casa Branca nesta quarta-feira, 4, sem dar mais detalhes. A reação do governo veio após fotografias mostrarem uma erupção cutânea vermelha e manchada no lado direito do pescoço de Trump, logo acima da linha do colarinho, durante a sua aparição em uma cerimônia ‌da Medalha de Honra na segunda-feira. Em um ⁠comunicado após o evento, o médico Sean Barbabella disse que Trump estava usando um creme comum como "tratamento preventivo para a pele". "O presidente está usando esse tratamento por uma semana, e ‌a vermelhidão deve durar algumas semanas", disse. Questionada nesta ‌quarta-feira sobre a ⁠necessidade do ⁠tratamento, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, ⁠disse aos repórteres ‌que não tinha informações ‌adicionais a compartilhar além dos detalhes fornecidos no comunicado do médico. A saúde de Trump, aos 79 anos e o presidente mais velhos dos EUA ao tomar posse, tem sido um foco maior em seu ⁠segundo mandato, já que hematomas nas mãos e inchaço nas pernas têm sido flagrados em algumas imagens. Em janeiro, Trump atribuiu os hematomas nas mãos ao uso frequente de aspirina ‌e a Casa Branca disse que o presidente bateu a mão em uma mesa durante uma viagem ⁠ao exterior. Seis meses antes, depois que os tornozelos do presidente apareceram inchados, o médico da Casa Branca disse que um ultrassom nas pernas do presidente "revelou insuficiência venosa crônica, uma condição benigna e comum, particularmente em indivíduos com mais de 70 anos". ** Com Reuters **

  • Trump tira Kristi Noem do cargo de secretária de Segurança Interna

    WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira, 5, a saída de sua secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, que será substituída pelo senador por Oklahoma Markwayne Mullin. Noem era alvo de questionamentos por conta das operações do ICE contra imigrantes em situação irregular que culminaram na morte de dois cidadãos americanos em Minneapolis em janeiro. Segundo Trump, Noem teve "resultados numerosos e espetaculares, sobretudo nas fronteiras", e será realocada no cargo de "enviada especial para o Escudo das Américas", iniciativa de segurança voltada ao Hemisfério Ocidental que o presidente apresentará no próximo sábado (7). "Tenho o prazer de anunciar que o altamente respeitado senador dos Estados Unidos pelo grande estado de Oklahoma, Markwayne Mullin, assumirá o cargo de secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos a partir de 31 de março de 2026", escreveu o presidente na plataforma Truth Social. Trump definiu Mullin, 48, como um "guerreiro Maga", acrônimo em inglês para "Make America Great Again" ("Tornar a América grande de novo") e que passou a ser usado para designar os apoiadores do magnata. "Markwayne se dá muito bem com as pessoas e possui a sabedoria e a coragem necessárias para promover nossa agenda 'América em primeiro lugar'. Markwayne trabalhará incansavelmente para manter nossas fronteiras seguras, impedir a entrada ilegal de imigrantes, assassinos e outros criminosos em nosso país, acabar com o flagelo das drogas ilegais e tornar a América segura novamente", salientou. ** Com Ansa **

  • Corpo de brasileira desaparecida nos EUA há três anos é encontrado na fronteira com o Canadá

    Letícia Oliveira Alves deixou a filha com a família antes de partir em missão religiosa NOVA YORK - O corpo da brasileira Letícia Oliveira Alves, de 36 anos, foi encontrado em uma área de floresta na província de Quebec, no Canadá, e teve a identidade confirmada no fim de fevereiro, confirmou a família essa semana. A goiana estava desaparecida desde dezembro de 2023 nos Estados Unidos e havia sido incluída na Difusão Amarela da Interpol, mecanismo usado para ajudar a localizar pessoas desaparecidas. Autoridades americanas divulgaram as roupas usadas por Letícia quando foi encontrada Segundo a força policial provincial de Quebec (Sûreté du Québec), caçadores localizaram o corpo na floresta da cidade de Coaticook, próxima à fronteira com os estados americanos de Vermont e New Hampshire. De acordo com o porta-voz da corporação, Louis-Philippe Ruel, não havia sinais aparentes de violência e a principal hipótese investigada é que a morte tenha ocorrido por hipotermia, após exposição prolongada ao frio intenso. Familiares contaram ao jornal O Globo que o corpo foi encontrado ainda em abril de 2024, mas a confirmação oficial da identidade da brasileira só aconteceu quase dois anos depois, no dia 26 de fevereiro. Letícia era formada em Química pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e possuía mestrado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Ela deixa uma filha de 12 anos, que permaneceu em Goiânia sob os cuidados da avó e não participou das viagens feitas pela mãe ao exterior. A família tenta agora arrecadar recursos para realizar o traslado do corpo ao Brasil, enquanto aguarda a conclusão dos trâmites diplomáticos junto ao Ministério das Relações Exteriores. Histórico do desaparecimento Informações reunidas pela polícia e repassadas ao GLOBO pelo irmão da vítima, Frederico Oliveira Alves, indicam que o caso começou a ser investigado após comunicação feita pela mãe da brasileira às autoridades. O desaparecimento foi registrado inicialmente pelo Grupo de Investigação de Desaparecidos de Goiânia (GID), que relatou não conseguir mais contato com Letícia desde dezembro de 2023. De acordo com o relato da família, Letícia atuava como missionária da Igreja Adventista e teria iniciado uma viagem pela América do Sul. O primeiro destino mencionado foi a Argentina, seguida por passagem pela Bolívia. Posteriormente, a brasileira teria seguido para os EUA, chegando inicialmente ao Mississippi em junho de 2023. Em meio às buscas, surgiram indícios de que ela poderia estar em Boston, em Massachusetts, possivelmente no endereço de um abrigo localizado na Harrison Avenue. O Consulado-Geral do Brasil na cidade chegou a ser acionado pela família, mas não conseguiu confirmar a presença da brasileira no local. Consultas em bancos de dados também não encontraram informações de voos ou histórico migratório em nome de Letícia. Posteriormente, no entanto, investigadores identificaram um registro de detenção do ICE associado ao nome “Leticia Alpes Oliveira”, com a mesma data de nascimento da brasileira — o que levantou a hipótese de erro de grafia. ICE compartilhou uma foto que seria de Letícia enquanto estava sob custódia da agência Ainda segundo o histórico policial, Letícia teria sido impedida de entrar no Canadá em janeiro de 2024, na região de Buffalo, em Nova York. Após a abordagem na fronteira, ela permaneceu por cerca de três meses sob custódia de autoridades migratórias dos EUA e foi liberada em abril daquele ano, mediante compromisso de comparecer a uma audiência de imigração prevista para 2026 em Boston. A investigação também apontou que a goiana poderia ter sido acolhida em um abrigo feminino na cidade, voltado para mulheres em situação de vulnerabilidade. No entanto, contatos realizados por autoridades brasileiras não conseguiram confirmar a permanência dela no local, devido às regras de confidencialidade da instituição. A investigação também aponta que Letícia teria usado o nome “Sara Mars”, mas não divulga mais detalhes. ** Com informações de O Globo **

  • Secretária defende operações do ICE em sabatina no Senado

    Krist Noem culpou manifestantes por violência nas ações do ICE WASHINGTON - A secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, Kristi Noem, se recusou nesta terça-feira, 3, durante uma sabatina do Comitê do Judiciário do Senado, a pedir desculpas por ter chamado de "terroristas domésticos" os americanos mortos em operações do ICE e disse que os seus agentes estão sob "constante ataque". A chefe do DHS foi questionada por democratas que afirmam que os oficiais sob seu comando abusam do poder, usam força excessiva e violam os direitos constitucionais das pessoas para implementar a agenda do governo Trump. O senador Dick Durbin, de Illinois, principal democrata na comissão, questionou Noem repetidamente sobre comentários que ela fez logo após as mortes de Renee Good e Alex Pretti, em incidentes diferentes, nos quais os retrataram como os agressores nos eventos que levaram às suas mortes. Ele exigiu que ela se desculpasse. "Você e sua agência se apressaram em rotular essas vítimas como, abre aspas, terroristas domésticos", disse Durbin sobre os assassinatos em Minneapolis em janeiro. "Temos ampla evidência em vídeo e depoimentos de testemunhas oculares que comprovam que você está errada. Suas declarações causaram dor imensurável a essas famílias." Noem disse que suas declarações se baseavam em informações de pessoas presentes no local. "Eu estava recebendo relatos de agentes no local e eu diria que era uma cena caótica, como vocês viram em Minneapolis e St. Paul", disse ela. A secretária acrescentou que seus agentes "trabalham para atingir os piores dos piores" e muitas vezes enfrentaram violência por parte dos manifestantes. A mulher de confiança do presidente Donald Trump também foi criticada por republicanos. O senador John Kennedy, da Louisiana, quis saber por que seu departamento pagou mais de US$ 200 milhões por uma campanha publicitária na qual ela apareceu no ano passado incentivando imigrantes a deixarem o país voluntariamente e questionou se Trump sabia do valor antecipadamente. Noem defendeu os anúncios, dizendo que foram eficazes e seguiram o processo regular de licitação do departamento. "Bem, eles foram eficazes para aumentar o reconhecimento do seu nome", rebateu Kennedy. As táticas de imigração do DHS provocaram impasse no Congresso sobre o financiamento regular da pasta, ainda não resolvido. No ano passado, porém, foi aprovado um projeto que garantiu reforço orçamentário para a política de deportações do governo federal. Noem também deve depor nesta quarta-feira na Câmara dos Representantes. ** Com Agências **

  • Carta de Trump ao Congresso para justificar os ataques ao Irã não menciona ameaça iminente aos EUA

    WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou que ordenou às Forças Armadas que realizassem ataques aéreos generalizados contra o Irã, matando seus principais líderes e provocando contra-ataques em toda a região, a fim de promover os interesses nacionais americanos e eliminar aquele país como uma ameaça global, contradizendo a alegação de seu governo de que o ataque era necessário para responder a uma ameaça iminente. Em uma carta não confidencial, exigida por lei, enviada na segunda-feira, e cujos dados foram revelados nesta terça-feira, o republicano declarou que a operação militar foi planejada para “neutralizar as atividades malignas do Irã”. O material foi enviado em meio a explicações contraditórias de altos funcionários do governo sobre a justificativa para os ataques, colocando em questão sua legalidade, enquanto a Câmara e o Senado se preparam para votar esta semana se o presidente precisa da autorização do Congresso para usar a força no Irã. Segundo o documento, a missão tinha como alvo o arsenal de mísseis, o programa nuclear e a marinha do Irã, alinhando-se com os objetivos delineados pelo secretário de Estado, Marco Rubio, no Capitólio na segunda-feira, e estabelecia uma ampla gama de objetivos estratégicos. O presidente escreveu que os ataques foram realizados para proteger o território dos EUA e as forças na região, e “promover os interesses nacionais vitais dos Estados Unidos, incluindo garantir o livre fluxo do comércio marítimo através do Estreito de Ormuz”. A carta não mencionava planos para derrubar a atual liderança em Teerã, embora o presidente tenha exortado os iranianos a “tomarem o controle do seu governo” logo após o primeiro ataque na manhã de sábado. Ela ecoava a justificativa apresentada por Rubio de que Washington agiu no fim de semana porque Israel estava preparado para atacar com ou sem o governo Trump e que os contra-ataques iranianos teriam como alvo as tropas americanas. O texto ainda dizia que a campanha de bombardeios americano-israelense em Teerã, que matou o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, foi realizada “em autodefesa coletiva de nossos aliados regionais, incluindo Israel”. Mas o magnata rejeitou nesta terça-feira a ideia de que Israel o forçou a agir antes dos ataques. Rubio também procurou, nesta terça-feira, voltar atrás em sua própria sugestão, feita um dia antes, de que os ataques foram realizados para enfrentar a “ameaça iminente” de que um ataque de Israel levaria o Irã a atacar as forças americanas. Autoridades com acesso à inteligência americana afirmaram que Trump exagerou a urgência de qualquer ameaça que o Irã representasse para os EUA. A carta também afirmava que nenhuma força terrestre foi utilizada nos ataques, mas sugeria que soldados americanos poderiam estar envolvidos em uma operação militar prolongada contra o Irã, um resultado que altos funcionários do governo Trump, incluindo Rubio, não descartaram. A carta especificava que o governo a enviou ao Congresso em um esforço para manter os legisladores “totalmente informados” sobre a operação, em conformidade com a lei dos poderes de guerra. O Senado e a Câmara dos Deputados estão se preparando para votar nos próximos dias resoluções que buscam impedir Trump de continuar atacando o Irã sem a aprovação do Congresso sob essa lei, mas espera-se que os republicanos bloqueiem qualquer iniciativa contra os interesses do presidente. ** Com NYT **

  • Pai é condenado à prisão após filho cometer massacre em escola da Geórgia

    WINDER - O pai de um adolescente acusado de um ataque a tiros em uma escola de Winder, na Geórgia, foi condenado por homicídio, crueldade contra menor e outras acusações relacionadas ao caso e pode pegar até 30 anos de prisão. Colin Gray, de 55 anos, se declarou inocente das 24 acusações e afirmou não saber que Colt, de 14 anos, ia cometer o ataque na Apalachee High School em 2024 que resultou na morte de quatro pessoas: os estudantes Christian Angulo, de 14 anos, e Mason Schermerhorn, também de 14, além dos professores Richard Aspinwall, de 39, e Cristina Irimie, de 53. É da terceira vez que um responsável legal é condenado criminalmente nos Estados Unidos por um atentado cometido pelo próprio filho. O menor aguarda julgamento. Durante as duas semanas de julgamento, os promotores sustentaram que o pai ignorou uma série de sinais de alerta e teve papel essencial ao permitir o acesso do adolescente à arma do crime. De acordo com a acusação, Gray comprou para o filho uma arma de fogo como presente de Natal, meses depois de o garoto ter sido questionado pela polícia por ameaças online envolvendo um possível ataque escolar. Entre os sinais, houve um caderno no qual o jovem teria detalhado planos para matar alunos e professores. Colt também montou uma espécie de altar para outro atirador de escola em seu quarto. Ao se dirigir aos jurados, a promotora assistente do Condado de Barrow, Patricia Brooks, declarou: "Depois de ver sinal após sinal da deterioração do estado mental do filho, de sua violência, de sua obsessão por ataques em escolas, o réu teve alertas suficientes de que seu filho era uma bomba prestes a explodir. E, em vez de desarmá-lo, ele lhe deu o detonador". A acusação também descreveu a dinâmica do crime, relatando que o Colt levou o rifle no ônibus escolar. Segundo os promotores, uma das vítimas tentou conter o atirador e ajudou a salvar colegas. "Christian [Angulo] agiu e se tornou um herói", disse Brooks. "Ele tentou empurrar o atirador para fora da sala de aula e, quando foi baleado, seu último ato nesta Terra foi fechar a porta da sala para proteger seus amigos". A defesa, por sua vez, tentou atribuir a responsabilidade exclusivamente ao adolescente. O júri levou cerca de duas horas para chegar ao veredito. A data da audiência de sentença ainda não foi definida. ** Com Agências **

  • Melania Trump preside sessão do Conselho de Segurança da ONU enquanto guerra no Irã escala

    NOVA YORK - A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, defendeu a causa das crianças afetadas por conflitos ao presidir uma reunião do Conselho de Segurança da ONU na segunda-feira, 2, enquanto a guerra entre os EUA e Israel contra o Irã se intensifica. Embaixadores de todos os membros do Conselho de Segurança, incluindo os rivais de Washington, Rússia e China, fizeram fila para se encontrar com Melania. Os EUA assumiram a presidência rotativa mensal do colegiado. Ela abriu a reunião com a batida de um martelo cerimonial antes de agradecer ao Reino Unido, último a ocupar a presidência. Mais tarde, discursou em uma aparente homenagem a militares americanos mortos na guerra no Oriente Médio, sem citar diretamente o conflito. "Às famílias que perderam seus heróis que sacrificaram suas vidas pela liberdade, sua bravura e dedicação serão sempre lembradas", disse. "A paz duradoura será alcançada quando o conhecimento e a compreensão forem plenamente valorizados em todas as nossas sociedades", acrescentou. "Sociedades governadas pelo conhecimento e pela sabedoria são, portanto, mais pacíficas." Antes da reunião, o embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, disse que "é profundamente vergonhoso e hipócrita que, no primeiro dia de sua presidência do Conselho de Segurança, os Estados Unidos tenham convocado uma reunião de alto nível sobre a proteção de crianças". Momentos depois, a primeira-dama disse: "Os EUA estão ao lado de todas as crianças do mundo. Espero que em breve a paz seja de vocês". Ela foi calorosamente recebida pelos países representados no conselho, com a embaixadora da Grécia, Aglaia Balta, dizendo "obrigada, senhora presidente", enquanto o enviado da França a comparou à célebre ex-primeira-dama e ativista Eleanor Roosevelt. Até a Rússia se juntou ao coro de elogios educados, evitando qualquer referência ao Irã, que foi mencionado apenas pelo Bahrein, membro do conselho e aliado fiel de Washington, que vem sendo atacado na retaliação iraniana. "Desejo a todos força e determinação para ter sucesso na preservação da paz e da segurança em todo o mundo", disse Trump ao encerrar a reunião de duas horas. Stephane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU, confirmou que a aparição de Trump foi a primeira vez que uma primeira-dama — ou primeiro-cavalheiro — presidiu uma reunião do Conselho de Segurança. Os EUA detêm a presidência rotativa do conselho durante o mês de março. A terceira esposa do presidente Donald Trump já se aventurou na diplomacia antes, notadamente para tentar garantir a libertação de crianças ucranianas sequestradas pela Rússia. Muitos observadores dizem que o presidente dos EUA pretende contornar o Conselho de Segurança com seu novo "Conselho da Paz", que realizou sua sessão inaugural em Washington no mês passado, com vários países prometendo fundos e pessoal para reconstruir Gaza. **Com AFP**

  • Morre 3ª vítima de tiroteio no Texas

    AUSTIN - O Departamento de Polícia de Austin, no Texas, confirmou na segunda-feira, 2, o falecimento de uma terceira pessoa, vítima do tiroteio ocorrido em um bar na cidade no domingo. "Lamentamos informar que uma terceira vítima faleceu após o tiroteio ocorrido na madrugada de ontem [domingo] na West Sixth Street", afirmou a polícia em uma publicação no Google+, acrescentando que a vítima foi identificada como "Jorge Pederson, de 30 anos". O atentado também tirou a vida de dois estudantes universitários, que morreram no local, assim como do atirador, em confronto com os agentes de segurança. Embora o motivo do ataque ainda não tenha sido confirmado, as autoridades investigam se o suspeito, identificado como Ndiaga Diagne, foi inspirado pelos ataques militares dos EUA e de Israel contra o Irã no sábado (28). Além disso, os investigadores também analisam os antecedentes criminais e o histórico de saúde mental de Diagne. O incidente ocorreu no Buford's Backyard Beer Garden, no centro de Austin. Além dos mortos, ao menos 13 pessoas ficaram feridas. Segundo a imprensa local, o atirador era um americano de origem senegalesa e carregava em seu carro um exemplar do Corão e "trajes islâmicos", incluindo um agasalho com a frase "propriedade de Alá [Deus em árabe]". ** Com ANSA **

  • Clinton afirma que não sabia de crimes de Jeffrey Epstein

    NOVA YORK - depoimento a congressistas, o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton afirmou que não sabia dos crimes cometidos pelo abusador sexual Jeffrey Epstein no período em que esteve com ele. Os vídeos dos questionamentos feitos para Bill e Hillary Clinton foram divulgados pelo Comitê de Supervisão da Câmara, que investiga as ligações do abusador com figuras poderosas. O casal passou por sabatinas na semana passada em Chappaqua, Nova York, em diferentes datas. Apesar de solicitarem que as audiências fossem públicas, congressistas realizaram os questionamentos a portas fechadas e divulgaram os vídeos nesta segunda-feira, 2. Cada depoimento tem mais de quatro horas de duração. O ex-presidente relatou que conheceu Epstein em 2002, após deixar a Casa Branca. Ele afirma que passou a usar o avião do financista para viagens da Fundação Clinton para fornecer medicamentos contra Aids na África e na Ásia. Clinton afirmou que havia uma espécie de acordo informal: em troca dos voos, ele conversaria com Epstein sobre política e economia durante as longas viagens. Ele comparou o financista a um "aspirador de pó", pelo desejo de absorver informações sobre tópicos como regulação do mercado de ações e comércio de derivativos. Apesar deste acordo, Clinton disse que não considerava que "devia favores" a Epstein. "Eu mantive minha palavra e ele pareceu honrar a dele", afirmou. O ex-presidente diz ter decidido encerrar o acordo em 2003, afirmando que já havia cumprido sua parte, que Epstein não parecia genuinamente interessado no trabalho humanitário e que outros doadores haviam se oferecido para ajudar com o transporte. Também foi questionado sobre imagens prévias, como a de 1993, em que ele e Hillary, ex-secretária de Estado, aparecem cumprimentando Epstein em uma fila de recepção da White House Historical Association. No entanto, ele disse que nem ele nem Hillary se lembram de terem apertado a mão de Epstein naquela ocasião, acrescentando que no evento muitas pessoas passavam para cumprimentar o presidente. Outro ponto que foi alvo de perguntas foram as idas de Epstein à Casa Branca, uma vez que registros apontam que entre 1993 e 1995, ele esteve ao menos 17 vezes na residência oficial do presidente americano. O ex-presidente afirmou que considerava Ghislaine Maxwell, namorada e cúmplice de Epstein, uma amiga e que saber de sua prisão foi algo muito difícil para ele. "Nós éramos amigáveis com Ghislaine. Eu fiquei triste. Mas, foi terrível o que ela fez e ela deveria ser punida", disse. Perguntas sobre Donald Trump foram feitas a Clinton e o ex-presidente foi indagado se achava que o republicano deveria ser chamado para testemunhar sobre Epstein. "Isso é algo que vocês devem responder. Mas ele conhecia bem o Epstein", afirmou. Clinton manteve uma postura solícita durante as horas do depoimento. Ele, porém, criticou a postura do comitê que exigiu um depoimento de Hillary, porém pareceu compreensivo em relação aos questionamentos direcionados a ele. "Eu não achei que isso foi correto. Por outro lado, eu acho que vocês deveriam estar falando comigo. Eu acho que deveriam ter me chamado. Eu estive naqueles voos com ele e vocês têm o direito de me fazer essas perguntas." Já em seu depoimento, Hillary foi pressionada a responder sobre como se sentia ao ver o marido em imagens ao lado do predador sexual, incluindo uma imagem dele em uma banheira, e ela se recusou a falar. "Não vou oferecer opiniões ou especulações sobre algo para o qual não tenho contexto e onde não estava presente", disse ela. Ela foi questionada sobre a relação com Ghislaine Maxwell, namorada de Epstein que esteve no casamento de sua filha. Maxwell está presa por conspiração para abuso de menores de idade. Hillary disse que a enxergava como uma pessoa conhecida. "Alguém que eu poderia encontrar, mas alguém que eu não mantive um relacionamento." Ela declarou que não tinha conhecimento dos crimes de abuso sexual e tráfico cometidos por Epstein ou Maxwell antes que as acusações se tornassem públicas. Também expressou horror diante dos crimes revelados e criticou o acordo judicial favorável que Epstein recebeu em 2008. Um dos momentos de tensão do depoimento ocorreu quando Hillary e sua equipe questionaram o vazamento de uma imagem da ex-secretária de Estado no momento em que prestava esclarecimento aos congressistas. Ela se irritou e falou que, desde o início, solicitou que a audiência fosse pública e criticou a postura dos parlamentares. Ao fim do depoimento, congressistas passaram a questionar Hillary sobre temas como ufologia e até o Pizzagate. "Eu esperava por perguntas criativas hoje, mas Pizzagate não estava na minha lista", ironizou. Pizzagate se refere a uma teoria da conspiração segundo a qual políticos democratas secretamente administravam uma rede de tráfico sexual de crianças em uma pizzaria de Washington. Não há evidência alguma sobre. O casal de políticos não compareceu às audiências marcadas em janeiro pelo comitê. Depois mudou de ideia e concordou em depor quando foram aprovadas duas resoluções que recomendavam que o plenário declarasse a dupla culpada por desacato criminal ao Congresso. O crime poderia levar a multas de até US$ 100 mil ou a um ano de prisão. ** Com AFP **

  • Brasileiro pode pegar 5 anos de prisão por fraudar selos do governo dos EUA

    Santos se apresenta como pastor e médico que dirige a CEMA JACKSONVILLE - O brasileiro Cesar Dos Santos Júnior pode ser condenado a cinco anos de cadeia pelo uso fraudulento de selos oficiais do governo dos Estados Unidos, informou o Departamento da Justiça (DOJ, na sigla em inglês) na última semana. O homem de 50 anos foi preso na Flórida no dia 27 de fevereiro após uma investigação revelar que a Chaplain Emergency Management Inc. (CEMA), presidida por Santos, mentia ao afirmar quer era ligada a órgãos federais. Além de alegar ser um braço da Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (Fema, na sigla em inglês), a empresa do brasileiro usava selos do Departamento de Segurança Interna (DHS) e da Polícia Federal (FBI) para vender os serviços de formação de capelães ao custo médio de US$ 450. O inquérito não contabiliza quantas pessoas compraram o curso de capelania. O site da CEMA afirma que a agência pública foi criada na década de 1980 através de uma ordem executiva presidencial, mas aparece na Divisão de Empresas de Massachusetts como uma organização não governamental fundada em setembro de 2022. Santos, que se identificava como médico e pastor, era investigado desde 2019 e usava as logomarcas dos órgãos federais nos certificados, distintivos e identificações dos capelães em todo o país. O símbolo da CEMA é idêntico ao DHS, com a inscrição Departamento de Segurança Interna dos Capelães dos EUA (U.S. Department of Homeland Chaplain), descreve a acusação do promotor federal, Gregory Kehoe. No material publicitário e nos treinamentos - destaca a investigação - Santos dizia que os capelães assistem pessoas em situação de emergência e as identificações da CEMA "protegem em certo nível da deportação". Santos migrou para os EUA em 2016 e tentou se legalizar por uma petição para imigrante especial (I-360) que foi negada em junho do ano passado . Ele também apresentava diversos documentos falsos como um diploma da University of Berkley, de Michingan, que não existe. O brasileiro deve ser deportado ao fim do processo ou após cumprir pena. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Fifa faz 'reunião de crise' para discutir Copa do Mundo após ataque dos EUA ao Irã

    Prêmio foi criado esse ano com a intenção de homenagear Trump (Foto: Arquivo) WASHINGTON - Os dirigentes da Fifa realizaram "reuniões de crise" neste sábado, 28, para discutir possíveis repercussões na Copa do Mundo dos ataques militares dos Estados Unidos e Israel ao Irã, de acordo com o jornal britânico The Times. Os encontros ocorreram após a assembleia geral da International Board (IFAB), órgão responsável pela regulamentação das regras do futebol, sobre mudanças que serão incorporadas a partir da Copa do Mundo. "Tivemos uma reunião hoje e é prematuro comentar em detalhes, mas vamos acompanhar os desenvolvimentos em torno de todas as questões ao redor do mundo", afirmou secretário-geral da Fifa, Mattias Grafstrom. "Continuaremos a nos comunicar como sempre fazemos com os três governos (anfitriões), como sempre fazemos em qualquer caso. Todos estarão seguros", afirmou. A ação militar deste sábado também levou figuras do futebol a questionarem, em caráter reservado, a decisão do presidente da Fifa, Gianni Infantino, de criar um prêmio da paz da Fifa, outorgado ao presidente Trump em dezembro. A entrega do prêmio ocorreu em meio à escalada de tensão entre Estados Unidos e Venezuela, quando Washington já ensaiava uma operação militar que acabou sendo concluída em janeiro. O ditador Nicolás Maduro foi capturado e transferido para Nova York para enfrentar acusações de narcotráfico. A honraria criada para reconhecer personalidades que, em tese, contribuiriam para a paz, a um líder que vem comandando seguidas operações militares pode gerar críticas e levantar questões sobre a neutralidade da entidade esportiva. Procurada pela reportagem neste sábado, após os ataques ao Irã, a entidade não se manifestou. Os EUA, juntamente com México e Canadá, serão os anfitriões do torneio a partir do dia 11 de junho. O Irã, já classificado para o Mundial, tem seus jogos da fase de grupos marcados o território americano, em Los Angeles e um em Seattle. Embora difícil medir diretamente a posição de atletas e delegações, os conflitos recentes aumentam a pressão sobre representantes esportivos e federações. Ainda não há anúncios oficiais de boicotes ou sanções esportivas em resposta ao conflito. ** Com Ansa **

  • Ataque a tiros deixa dois mortos no Texas

    AUSTIN - Duas pessoas morreram e outras 14 ficaram feridas em um tiroteio em um bar em Austin, a capital do estado do Texas, disse a polícia neste domingo, 1º. O atirador, que não foi identificado, também morreu, informou a chefe de polícia de Austin, Lisa Davis, em uma entrevista coletiva. O invasor foi morto por oficiais da polícia que responderam ao tiroteio, disse Davis. A polícia federal americana, o FBI, afirma que o ataque pode ter sido um “ato de terrorismo”. “Ainda é cedo demais para determinar uma motivação exata, mas há indícios sobre o indivíduo e seu veículo que apontam para um potencial nexo com o terrorismo”, informou Alex Doran, agente especial do FBI. “Por enquanto, só estamos em condições de dizer que se tratou potencialmente de um ato de terrorismo”, disse Doran a jornalistas.  Com informações da AFP

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