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  • Human Rights Watch pede à Fifa que promova uma "trégua do ICE" na Copa do Mundo

    Jogos da Copa do Mundo vão transitar entre EUA, Canadá e México WASHINGTON - A Fifa deveria pressionar o governo dos Estados ‌Unidos a estabelecer uma "trégua do ICE" para a Copa do Mundo deste ano, incluindo uma garantia pública das autoridades federais de não realizar operações de fiscalização de imigração nos jogos e nos locais de competição, sugere um relatório da Human Rights Watch (HRW) publicado nesta segunda-feira, 27. A Copa do Mundo de 2026 -- primeira edição do torneio global que contará com 48 equipes -- será co-organizada pelos ⁠EUA, Canadá e México, entre 11 de junho e 19 de julho. Nesse cenário, grupos de direitos humanos condenaram a repressão contra imigrantes, dizendo que as ações do ICE ‌levaram a violações da liberdade de expressão e dos direitos ‌do devido processo legal e criou um ambiente de insegurança, especialmente para as minorias. ⁠ "A Fifa precisa agir com urgência para lidar com os riscos de abusos de direitos humanos para atletas, torcedores e trabalhadores", defende a HRW. "Uma coisa concreta que ela deve fazer é trabalhar para persuadir o governo Trump a estabelecer uma 'trégua do ICE'." "Gianni Infantino [presidente da Fifa] e seus pares da Fifa devem ‌usar seu poder de influência para exigir que o governo Trump faça o que é certo para ‌os jogos", acrescenta. A ideia foi ⁠extraída da "Trégua Olímpica", uma ⁠tradição que remonta à Grécia antiga, quando cidades-estado em guerra suspendiam as hostilidades para que atletas e espectadores ⁠pudessem viajar em segurança para os Jogos. "A Copa do ‌Mundo da Fifa 2026 será, sem ‌dúvida, um dos maiores e mais espetaculares eventos da história da humanidade, atraindo milhões de torcedores de todo o mundo para 11 cidades-sede nos Estados Unidos", disse o porta-voz da Casa Branca, Davis Ingle. "Esse será um evento monumental que exige uma coordenação estreita ⁠entre o governo Trump, a Fifa e todos os nossos grandes parceiros federais, estaduais e locais." "O presidente Trump está focado em garantir que essa não seja apenas uma experiência incrível para todos os torcedores e visitantes, mas também a mais segura da história -- e nenhuma quantidade de táticas ridículas de intimidação impulsionadas por grupos ativistas liberais ‌e pela mídia de esquerda mudará isso." As preocupações se intensificaram na quinta-feira, 23, quando grupos de defesa emitiram um aviso de viagem alertando viajantes a caminho dos EUA para a Copa do ⁠Mundo que podem enfrentar detenção arbitrária ou deportação, entre outras violações dos direitos humanos. Torcedores, jogadores, jornalistas e outros visitantes podem enfrentar perfilamento racial, revistas em dispositivos eletrônicos ou o risco de tratamento cruel ou desumano caso acabem em centros de detenção de imigração. Os alertas de quinta-feira seguiram-se a uma declaração, em março, da Anistia Internacional segundo a qual o torneio está se distanciando do evento "seguro, livre e inclusivo" prometido pela Fifa. A HRW também disse que escreveu para Infantino solicitando detalhes sobre os indicados, juízes, termos de referência e processo de seleção para o prêmio da paz inaugural da Fifa. Trump recebeu o prêmio em dezembro pelo que a entidade que rege o futebol mundial disse serem seus esforços para promover o diálogo e a redução de tensões em focos de conflito ao redor do mundo. A Fifa e o ICE não responderam ao nosso pedido de comentário. ** Com Reuters **

  • Leia a tradução do manifesto do suspeito de atentado contra Trump

    Allen tinha como alvo o presidente Trump e funcionários de alto escalão do governo Olá a todos! Bem, talvez eu tenha causado uma grande surpresa a muitas pessoas hoje. Permitam-me começar pedindo desculpas a todos cuja confiança eu traí. Peço desculpas aos meus pais por ter dito que tinha uma entrevista, sem especificar que era para a lista de "Mais Procurados". Peço desculpas aos meus colegas e alunos por ter dito que tive uma emergência pessoal (a esta altura, quando alguém ler isto, eu provavelmente — e muito certamente — *precisarei*, de fato, ir ao pronto-socorro; mas dificilmente posso dizer que essa situação não tenha sido autoinfligida). Peço desculpas a todas as pessoas que viajaram ao meu lado, a todos os funcionários que manusearam minha bagagem e a todas as outras pessoas no hotel — que não eram meus alvos — e que coloquei em perigo simplesmente por estar próximo a elas. Peço desculpas a todos os que foram vítimas de abusos e/ou assassinados antes disso; a todos os que sofreram antes que eu pudesse tentar realizar este ato; e a todos os que ainda possam vir a sofrer depois, independentemente do meu sucesso ou fracasso. Não espero ser perdoado, mas, se eu tivesse vislumbrado qualquer outra maneira de chegar tão perto do meu objetivo, eu a teria seguido. Mais uma vez, minhas sinceras desculpas. Passemos, agora, ao motivo pelo qual fiz tudo isso: Sou cidadão dos Estados Unidos da América. As ações dos meus representantes afetam diretamente a minha pessoa. E não estou mais disposto a permitir que um pedófilo, estuprador e traidor lave minhas mãos com seus crimes. (Bem, para ser completamente honesto, eu já não estava mais disposto a isso há muito tempo, mas esta é a primeira oportunidade real que tive para fazer algo a respeito.) Enquanto discuto isso, também vou repassar minhas regras de engajamento esperadas (provavelmente em um formato terrível, mas não sou militar, então que se dane). Autoridades da administração (exceto o Sr. Patel): são alvos, priorizados do mais graduado ao mais desfavorecido. Serviço Secreto: são alvos apenas se necessário, e devem ser incapacitados de forma não letal, se possível (ou seja, espero que estejam usando coletes à prova de balas, porque tiros de espingarda no centro do corpo acabam com pessoas que *não estão* usando). Segurança do hotel: não são alvos, se possível (ou seja, a menos que atirem em mim). Polícia do Capitólio: o mesmo que a segurança do hotel. Funcionários do hotel: não são alvos de forma alguma. Hóspedes: não são alvos de forma alguma. Para minimizar as baixas, também usarei chumbo grosso em vez de balas de chumbo (menor penetração em paredes). Eu ainda iria, através de quase todos aqui para atingir os alvos, se fosse absolutamente necessário (com base no fato de que a maioria das pessoas *escolheu* assistir a um discurso de um pedófilo, estuprador e traidor, sendo, portanto, cúmplice), mas espero sinceramente que não chegue a esse ponto. Objeção 1: Como cristão, você deveria oferecer a outra face. Refutação: Dar a outra face é para quando *você mesmo* é o oprimido. Eu não sou a pessoa estuprada em um campo de detenção. Eu não sou o pescador executado sem julgamento. Eu não sou o estudante explodido, nem a criança deixada morrer de fome, nem a adolescente abusada pelos muitos criminosos desta administração. Dar a outra face quando *outra pessoa* é a oprimida não é um comportamento cristão; é cumplicidade nos crimes do opressor. Objeção 2: Este não é um momento oportuno para você fazer isso. Refutação: Preciso que quem pensa dessa forma dedique alguns minutos para perceber que o mundo não gira em torno de si mesmo. Vocês acham que, quando vejo alguém ser estuprado, assassinado ou abusado, devo simplesmente passar reto porque isso seria "inconveniente" para as pessoas que não são a vítima? Este foi o melhor momento e a melhor chance de sucesso que consegui conceber. Objeção 3: Você não conseguiu atingir a todos. Refutação: É preciso começar de algum lugar. Objeção 4: Como uma pessoa meio negra e meio branca, você não deveria ser a pessoa a fazer isso. Refutação: Não vejo mais ninguém assumindo essa responsabilidade. Objeção 5: Dai a César o que é de César. Refutação: Os Estados Unidos da América são regidos pela lei e não por uma única pessoa ou por um grupo de pessoas. Na medida em que representantes e juízes não seguem a lei, ninguém é obrigado a lhes entregar qualquer coisa que tenha sido ordenada de maneira tão ilegal. Gostaria também de expressar minha gratidão a um grande número de pessoas, visto que é improvável que eu venha a ter a oportunidade de falar com elas novamente (a menos que o Serviço Secreto seja *espantosamente* incompetente). Obrigado à minha família — tanto a de sangue quanto a da igreja — pelo amor demonstrado ao longo destes 31 anos. Obrigado aos meus amigos, pela companhia ao longo de tantos anos. Obrigado aos meus colegas de trabalho — de tantos empregos diferentes — pelo otimismo e pelo profissionalismo. Obrigado aos meus alunos, pelo entusiasmo e pelo amor ao aprendizado. Obrigado aos muitos conhecidos que fiz — tanto pessoalmente quanto online — pelas interações breves e pelos relacionamentos duradouros; obrigado por suas perspectivas e por servirem de inspiração. Obrigado a todos por tudo. Atenciosamente, Cole “coldForce” “Assassino Federal Amigável” Allen PS: Ok, agora que já falei demais, o que diabos o Serviço Secreto está fazendo? Desculpem, vou desabafar um pouco e deixar a formalidade de lado. Eu esperava câmeras de segurança em cada esquina, quartos de hotel grampeados, agentes armados a cada três metros, detectores de metal aos montes. O que eu encontrei (quem sabe, talvez estejam me pregando uma peça!) foi nada. Nenhuma segurança. Nem no transporte. Nem no hotel. Nem no evento. A única coisa que notei imediatamente ao entrar no hotel foi a arrogância. Entrei com várias armas e ninguém sequer considerou a possibilidade de eu representar uma ameaça. A segurança no evento estava toda do lado de fora, focada nos manifestantes e nos recém-chegados, porque aparentemente ninguém pensou no que aconteceria se alguém fizesse o check-in um dia antes. Esse nível de incompetência é insano, e eu sinceramente espero que seja corrigido até que este país tenha uma liderança realmente competente de volta. Tipo, se eu fosse um agente iraniano, em vez de um cidadão americano, eu poderia ter trazido uma arma de fogo aqui e ninguém teria notado nada. É realmente insano. Ah, e se alguém estiver curioso para saber como é fazer algo assim: é horrível. Dá vontade de vomitar; dá vontade de chorar por todas as coisas que eu queria fazer e nunca farei, por todas as pessoas cuja confiança isso traiu; eu sinto raiva só de pensar em tudo o que este governo fez. Não recomendo! Fiquem na escola, crianças.

  • Suspeito de tiroteio durante jantar de Trump com imprensa escreveu manifesto

    Imagem de Allen logo após ser capurado pelos agentes federais WASHINGTON - O suspeito de atirar contra autoridades durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, no sábado à noite, enviou um manifesto aos familiares que avisaram a polícia. Cole Tomas Allen foi preso logo após os primeiros tiros sem conseguir entrar no salão de baile do hotel onde estava o presidente Donald Trump em Washington DC. Allen, que é de Torrance, da Califórnia, se autodenominava "Assassino Federal Amigável", disse um policial que teve acesso ao documento. "Oferecer a outra face quando *alguém* ‌é oprimido não é comportamento cristão; é cumplicidade nos crimes do opressor". Os alvos listados no manifesto incluíam funcionários do governo - embora não o diretor da Polícia Federal dos Estados Unidos (FBI), Kash Patel - priorizados do nível mais alto para o mais baixo, relatou a fonte. O manifesto zombava da falta ‌de segurança "insana" no Washington Hilton, onde o jantar foi realizado. "Tipo, a primeira coisa que ‌notei ao entrar no hotel foi a sensação de arrogância", escreveu o autor do manifesto, segundo relatos. "Entrei com várias armas e ninguém ali sequer considerou a ⁠possibilidade de eu representar uma ameaça." Segundo o procurador-geral interino dos EUA, Todd Blanche, o suspeito viajou de trem de Los Angeles para Chicago e depois para Washington. Em entrevista ao "Meet the Press" da NBC, Blanche diz que Trump e membros importantes de sua administração eram os alvos prováveis. Autoridades informaram que o homem de 31 anos disparou uma espingarda contra um agente do Serviço Secreto em um posto de segurança no hotel Washington Hilton antes de ser imobilizado e preso. Trump, a primeira-dama Melania Trump, o vice-presidente JD Vance e outros membros do gabinete foram retirados às pressas do jantar enquanto o incidente acontecia. O agente do Serviço Secreto que foi baleado escapou de ferimentos graves porque a bala atingiu seu ‌colete à prova de balas, confirmaram as autoridades. Trump, que já havia boicotado o evento de gala para a mídia no passado, solicitou que o jantar fosse remarcado em até 30 dias, ‌acrescentando: "Esse seria um evento importante". O suspeito vai à Corte nesta segunda-feira, 27, onde será acusado por agressão a ⁠um agente federal, disparo de arma de fogo e tentativa de homicídio contra um agente federal. ⁠Outras acusações federais serão apresentadas posteriormente. SUSPEITO PLANEJAVA "FAZER ALGO" Um funcionário da Casa Branca ⁠disse que os agentes que entrevistaram a irmã de Allen foram informados de que ele tinha tendência a fazer declarações radicais, havia participado de um protesto No Kings (Sem Reis)e mencionou um plano para fazer "algo" para resolver os problemas do mundo atual. Allen havia comprado duas pistolas e uma espingarda e as guardado na casa de seus pais, de acordo com as primeiras apurações. Agentes de segurança em trajes de combate invadiram o palco apontando rifles para o salão de baile enquanto Trump, sua esposa Melania e o vice-presidente JD Vance eram evacuados. Os membros do gabinete que estavam sentados em mesas espalhadas pelo vasto salão foram escoltados para fora por suas equipes de segurança, um a um. O local do jantar foi palco de uma tentativa de assassinato contra o presidente Ronald Reagan, que foi baleado e ferido por um aspirante a assassino em frente ao hotel em 1981. ** Com Reuters **

  • Trump 'aprova' renomear agentes do ICE de NICE

    WASHINGTON - Em uma publicação nas redes sociais, o presidente dos Estados Unido, Donald Trump, 'aprovou' a ideia de chamar os agentes do ICE, o serviço de imigração dos EUA, de NICE, algo como 'legal' em uma tradução livre. Concordando com uma usuária, Trump disse 'ótima ideia! Faça isso'. A usuária escreveu que a mudança serviria 'para que a mídia tenha que dizer agentes NICE o dia todo, todos os dias'. uma publicação nas redes sociais, o presidente dos Estados Unido, Donald Trump, 'aprovou' a ideia de chamar os agentes do ICE, o serviço de imigração dos EUA, de NICE, algo como 'legal' em uma tradução livre. Concordando com uma usuária, Trump disse 'ótima ideia! Faça isso'. A usuária escreveu que a mudança serviria 'para que a mídia tenha que dizer agentes NICE o dia todo, todos os dias'.

  • Suspeito de ataque a tiros em jantar com Trump é identificado

    WASHINGTON - O suspeito do tiroteio em um jantar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na noite de sábado, 25, foi identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos. O homem seria residente de Torrance, na Califórnia, uma cidade costeira que faz parte da área de South Bay, adjacente a Los Angeles e banhada pela Baía de Santa Mônica, de acordo com as fontes policiais. O chefe do departamento de polícia do Distrito de Columbia informou que Allen estava hospedado no hotel Washington Hilton, onde acontecia o evento do líder norte-americano com jornalistas. Até o momento, não está claro as motivações que levaram aos disparos. Em uma coletiva de imprensa após ter sido retirado às pressas do evento, Trump afirmou que a suspeita é de que o atirador seja um "lobo solitário". “Parece que eles acham que ele era um lobo solitário. E eu também acho isso”, disse o presidente. Ele também descreveu o suspeito como "um cara que parecia bem malvado quando estava caído". Um perfil do LinkedIn com o nome de Allen o descreve como "engenheiro mecânico e cientista da computação por formação, desenvolvedor de jogos independente por experiência e professor por vocação". Ele obteve o diploma de bacharel em engenharia mecânica pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) em 2017 e o título de mestre em ciência da computação pela Universidade Estadual da Califórnia em Dominguez Hills em 2025, de acordo com o perfil. O Caltech afirmou em um comunicado que uma pessoa com esse nome se formou em 2017. De acordo com informações desse perfil, o suspeito trabalhou nos últimos anos como professor em tempo parcial na C2 Education e como desenvolvedor de jogos autônomo. Anteriormente, trabalhou como engenheiro mecânico na empresa IJK Controls em South Pasadena por um ano e, antes disso, como assistente de ensino no Caltech. Há também uma publicação sobre um artigo de jornal local "sobre uma competição de robótica que minha equipe venceu" no Caltech em 2016. ** Com Agências **

  • Trump é retirado às pressas de evento após 'disparos'

    Trump e a primeira-dama pouco antes dos atentado da noite de sábado WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos Donald Trump e a primeira dama, Melanie, foram rapidamente retirados do jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca pouco antes das 21 horas sábado, 25, após barulhos semelhantes a disparos e gritos "USA" serem ouvidos dentro do salão de baile do Hotel Hilton na capital do país. Diversas autoridades do alto escalão do governo que estavam presentes, incluindo o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio e o secretário de Defesa Pete Hegseth, foram evacuados do lugar às 20h49. Os participantes se abrigaram sob as mesas e deixaram o hotel menos de 15 minutos depois. Um homem foi pego, mas não se sabe se o suspeito está morto. Trump publicou na Social Truth cerca de 30 minutos depois que queria retornar ao evento, mas os agentes de segurança encerraram a cerimônia e era preciso seguir os protocolos. Um novo jantar com a imprensa deve ser marcado em menos de um mês. Era a primeira vez que o republicano comparecia ao evento desde o seu primeiro mandato na Casa Branca.

  • Policial penal foragido do Brasil é preso em Orlando

    Pinheiro era considerado foragido da Justiça brasileira desde março ORLANDO - Luciano de Lima Fagundes Pinheiro, policial penal foragido do Rio de Janeiro, conhecido como Bonitão, foi preso em Orlando, na Flórida, nesta sexta-feira, 2, pela DEA (Drug Enforcement Administration), após informações enviadas pela Polícia Federal (PF). Ele é investigado por atuar na negociação de vantagens indevidas e por favorecimento aos interesses de um traficante internacional de drogas. Segundo a PF, a operação Anomalia foi desenvolvida junto com a Força-Tarefa Missão Redentor II, que busca cumprir mandados do STF contra um núcleo criminoso que comandava as ações ilícitas. O ex-policial era procurado desde março e seu nome estava na lista vermelha da Interpol. Pinheiro vai passar por audiência de custódia na Corte de Imigração e entrar em processo de deportação, avalia a PF. Não há informações sobre o status imigratório do brasileiro. Ficha criminal Em 2019 Pinheiro chegou a ocupar um cargo de confiança na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), então comandada por André Ceciliano (PT). Bonitão tinha sido preso cinco anos antes como informante do traficante Menor P, do Complexo da Maré, e por levar informações do bandido a Antônio Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha. Ele foi condenado, cumpriu pena, mas obteve na Justiça o direito à reabilitação criminal. Mais tarde, ele voltou à Alerj para o gabinete do deputado Dr. Luizinho (PP), onde permaneceu até fevereiro de 2025. Ele recorria em liberdade nos dois processos. ** Com Agências **

  • 'Migrantes não devem ser tratados pior do que animais', enfatiza papa

    CIDADE DO VATICANO - O papa Leão XIV declarou nesta quinta-feira, 23, que os migrantes "não devem ser tratados pior do que animais", ainda que as nações tenham o "direito de estabelecer regras em suas fronteiras". Eles "são seres humanos e devem ser tratados com humanidade e não pior do que animais", afirmou Robert Prevost ao comentar o tema, que, segundo ele, "é um grande desafio". "Mesmo que um país diga que não pode aceitar mais do que isso [receber mais migrantes], quando as pessoas chegam, são seres humanos e merecem respeito à sua dignidade", enfatizou o pontífice. No entanto o líder da Igreja Católica acrescentou que, em sua "opinião pessoal", um Estado "tem o direito de estabelecer regras em suas fronteiras". "Não estou dizendo que todos devam entrar aleatoriamente, mas a sua dignidade deve sempre ser respeitada", ressaltou Leão XIV. ** Com Ansa **

  • Sargento dos EUA é preso por usar informação sigilosa para lucrar mais de US$ 400 mil com apostas sobre captura de Maduro

    WASHINGTON - Um sargento das forças especiais dos Estados Unidos envolvido na operação militar que capturou Nicolás Maduro foi preso após ser acusado de usar informações privilegiadas para apostar na saída do ex-presidente venezuelano antes. O Departamento de Justiça (DOJ, na sigla em inglês) denunciou Gannon Ken Van Dyke por supostamente fazer apostas na Polymarket — plataforma de apostas baseada em criptomoedas — com conhecimento sobre a operação. "Isso é claramente uso de informação privilegiada e é ilegal segundo a legislação federal", disseram autoridades do DOJ. Van Dyke, militar da ativa do Exército americano que serve em Fort Bragg, na Carolina do Norte, ganhou mais de US$ 409 mil com suas apostas. As forças americanas capturaram Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em seu complexo em Caracas, capital da Venezuela, durante uma operação noturna no dia 3 de janeiro, e os levaram a Nova York para responder a acusações relacionadas a armas e drogas. Eles negam essas acusações. Van Dyke teria apostado no momento e no desfecho da operação, conhecida como Operação Absolute Resolve (Operação Determinação Absoluta), "tudo para lucrar", informou o DOJ em comunicado divulgado na quinta-feira (23/4). Segundo o DOJ, por volta de 26 de dezembro de 2025, Van Dyke criou uma conta na plataforma Polymarket e começou a apostar em mercados relacionados a Maduro e à Venezuela. Ele é acusado de apostar mais de US$ 33 mil (cerca de R$ 165 mil) enquanto tinha acesso a informações sigilosas e não públicas sobre a operação. Em comunicado publicado nas redes sociais na quinta-feira (23/4), a Polymarket afirmou: "Quando identificamos um usuário negociando com base em informações governamentais classificadas, encaminhamos o caso ao Departamento de Justiça e cooperamos com a investigação." A empresa acrescentou: "Não há espaço para uso de informação privilegiada na Polymarket. A prisão de hoje é a prova de que o sistema funciona." Van Dyke responde por uso indevido de informações governamentais confidenciais para ganho pessoal, apropriação de informações não públicas do governo, fraude com commodities, fraude eletrônica e realização de transação financeira ilegal, segundo denúncia tornada pública na quinta-feira. "Nossos homens e mulheres em serviço têm acesso a informações classificadas para cumprir suas missões da forma mais segura e eficaz possível, e estão proibidos de usar essas informações altamente sensíveis para ganho financeiro pessoal", afirmou o procurador-geral interino dos EUA Todd Blanche. "O acesso generalizado a mercados de previsão é um fenômeno relativamente novo, mas as leis federais que protegem informações de segurança nacional se aplicam integralmente", acrescentou Blanche. O procurador dos EUA Jay Clayton, do Distrito Sul de Nova York, onde o caso tramita, acrescentou que esses mercados de previsão "não devem servir para o uso de informações confidenciais ou sigilosas obtidas de forma indevida para lucro pessoal". Autoridades do DOJ afirmaram que, como militar, Van Dyke assinou acordos de confidencialidade nos quais se comprometia a "nunca divulgar, publicar ou revelar, por escrito, verbalmente, por conduta ou de qualquer outra forma [...] qualquer informação classificada ou sensível" relacionada a operações militares. Promotores federais alegam que, entre 8 de dezembro de 2025 e pelo menos 6 de janeiro de 2026, Van Dyke participou do planejamento e da execução da Operação Absolute Resolve e teve acesso a informações sensíveis, confidenciais e classificadas sobre a operação. A Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos EUA (CFTC, na sigla em inglês), agência federal independente, informou que também apresentou uma ação contra Van Dyke, acusando-o de uso de informação privilegiada. Questionado sobre o caso durante um evento sem relação com o caso na quinta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que não tinha conhecimento, mas que iria analisá-lo. Ao ser questionado sobre preocupações de que mercados de previsão possam levar ao uso de informação privilegiada, Trump disse que "não está satisfeito com nada disso". "O mundo inteiro, infelizmente, virou um pouco um cassino. Basta ver o que está acontecendo em todo o mundo, na Europa e em todos os lugares, eles estão fazendo essas apostas", disse. "Nunca fui muito a favor disso." Alertas da Casa Branca e regulação Funcionários da Casa Branca, sede do governo americano, foram alertados no mês passado para não usar informações privilegiadas em apostas em "mercados de previsões". O alerta foi feito por email enviado em 24 de março, um dia depois de o presidente americano, Donald Trump, anunciar uma pausa de cinco dias em sua ameaça de atacar usinas e infraestrutura de energia do Irã. O email enviado aos funcionários da Casa Branca faz referência a reportagens jornalísticas sobre o uso de informações que não vieram a público para apostar em plataformas como Kalshi e Polymarket. Davis Ingle, porta-voz da Casa Branca, disse à BBC que "qualquer insinuação sem provas de que funcionários do governo estejam envolvidos em tal atividade é jornalismo infundado e irresponsável". Ingle afirmou também que todos os funcionários federais dos EUA estão sujeitos às diretrizes de ética do governo, que proíbem o uso de informações privilegiadas para ganho financeiro. "O único interesse especial que sempre guiará o presidente Trump é o bem-estar do povo americano." A reportagem entrou em contato com a Kalshi e a Polymarket para comentar o assunto, mas ainda não recebeu resposta. A popularidade de mercados de previsões, que movimentaram mais de US$ 44 bilhões no ano passado, tem crescido bastante. As previsões podem estar relacionadas a praticamente tudo. Em geral, estão ligadas a esportes, mas também podem envolver apostas, por exemplo, em decisões do Banco Central sobre a taxa de juros ou o resultado de eleições. Essas empresas estão mudando o mercado de apostas nos EUA, onde até 2018 era proibido realizar apostas esportivas. Apostas em eleições eram proibidas até 2024. Apostas no mercado de previsões sobre conflitos alimentaram também o debate sobre como esse setor da indústria deve ser regulamentado. Essas empresas não estão enquadradas nos EUA como negócios de apostas e jogos de azar. Diferentemente das bets (firmas de apostas tradicionais), em que as probabilidades são definidas pela própria empresa, as plataformas de mercados de previsão funcionam mais como uma bolsa de valores, permitindo que os usuários apostem uns contra os outros no resultado de eventos futuros por meio de algo chamado de "contratos de eventos". Esses eventos sempre têm como resultado um cenário de "sim" ou "não". Esse modelo permitiu que essas empresas ficassem sob supervisão dos reguladores financeiros nacionais da CFTC. A comissão regula a negociação de derivativos, que incluem mercados de previsões. Em março, líderes do Partido Democrata (de oposição ao governo Trump, do Partido Republicano) apresentaram um projeto de lei para banir completamente o mercado de previsões de negociar apostas relacionadas a guerras ou ações militares. Em teoria, essas apostas já infringem as regras financeiras dos EUA, que proíbem a negociação de contratos relacionados a guerra, terrorismo, assassinato, jogos de azar ou outras atividades ilegais. As apostas realizadas no âmbito das empresas desse mercado de previsões poderiam ser consideradas contratos desse tipo, perante a lei, argumentam os críticos. "Corrupção e exploração estão prosperando neste momento por brechas nos mercados de previsões", afirmou o senador americano Andy Kim (Democrata por Nova Jersey). "Essa manipulação permite que poucos ganhem muito, às custas dos trabalhadores americanos." Críticos dos mercados de previsões afirmam que essas plataformas realizam, na verdade, operações de apostas esportivas e jogos de azar — e que estariam tentando se "disfarçar" como "bolsas de negociações" para evitar regras e impostos mais rigorosos enfrentados pelas bets, que são regulamentadas pelos Estados. A divergência sobre quem deve fiscalizar os aplicativos gerou dezenas de batalhas judiciais nos EUA, à medida que os Estados começam a reivindicar seu direito de regulamentar essas empresas, em vez de deixar a supervisão a cargo da CFTC. No Brasil, há relatos de que brasileiros conseguem usar essas plataformas usando remessas internacionais com criptomoedas ou cartões internacionais. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, as plataformas de apostas tradicionais — as bets brasileiras — que pagaram por outorgas de R$ 30 milhões para operar no Brasil, vêm solicitando, em reuniões com o governo, que a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda bloqueie a operação de plataformas como a Kalshi. ** Com BBC **

  • EUA aprovam 1ª terapia genética para forma rara de perda auditiva

    WASHINGTON - As autoridades de saúde dos Estados Unidos aprovaram uma terapia genética inédita para tratar uma forma rara de perda auditiva hereditária. O anúncio foi feita nesta quinta-feira, 23. Entre duas e três de cada mil crianças no país nascem com deficiência auditiva. Especialistas calculam que mais da metade dos casos de perda auditiva precoce são causados por mutações genéticas. Desenvolvido pela empresa de biotecnologia americana Regeneron, o tratamento - conhecido como Otarmeni - é voltado a um tipo específico e pouco comum de perda auditiva, que atinge cerca de 50 recém-nascidos por ano nos EUA. O medicamento estará disponível para crianças e adultos com perda auditiva severa a profunda causada por determinadas mutações no gene OTOF. Esse gene é responsável por produzir uma proteína essencial para a transmissão de sinais sonoros do ouvido interno até o cérebro. Apesar do custo elevado do tratamento, milhões de dólares por paciente, a Regeneron informou que pretende oferecer o tratamento de maneira gratuita a pacientes elegíveis no país. Administrado com uma única injeção no ouvido por um cirurgião, o tratamento já tem sido considerado como revolucionário por pais de crianças afetadas. "É absolutamente incrível", afirmou, emocionada, Sierra Smith, a jovem mãe de Travis, um bebê que recebeu o tratamento. Segundo ela, após a cirurgia, o filho passou a reagir a sons. “Ele consegue ouvir música, adora dançar e se interessa por instrumentos”, afirmou durante um evento na Casa Branca. Nos testes clínicos, que envolveram 20 pacientes entre 10 meses e 16 anos, ao menos 80% apresentaram melhora significativa da audição poucos meses após o tratamento. ** Com AFP **

  • Maratona de Boston homenageia brasileiro que ajudou atleta a completar a prova

    BOSTON - Os organizadores da Maratona de Boston destacaram nesta quinta-feira, 23, nas redes sociais a iniciativa do brasileiro Robson Gonçalves de Oliveira, de 36 anos, de socorrer outro atleta durante o trajeto. Perto de bater sua melhor marca pessoal em corridas de rua, o paulista (de camisa branca) ajudou o britânico Aaron Beggs a carregar o estudante de engenharia Ajay Haridasse na reta final da competição. Os três cruzaram a linha de chegada juntos. O brasileiro e o britânico foram aclamados pelo público e estão sendo chamados de "heróis e superstar da Maratona de Boston" pelo gesto de generosidade. "Foi uma decisão muito rápida. Eu precisava de alguns segundos para bater meu melhor tempo, mas vi o rapaz caído no chão e decidi ajudar. Naquele momento, precisava da ajuda de outra pessoa. Na hora, pensei: 'Meu Deus, se alguém parar, paro também e o ajudo'. E deu tudo certo. Conseguimos carregá-lo até o final", disse em entrevista à TV Globo. Com dez maratonas no currículo, ele deixou em segundo plano a meta do seu tempo e completou a maratona em 2h44min exausto e também precisou ser socorrido. Oliveira desembarcou ontem no Brasil direto para o trabalho, em uma indústria metalúrgica de São Bernardo do Campo. No ano passado, outro brasileiro, Pedro Arieta, chamou a atenção da mídia por ação semelhante. Prestes a completar a prova, Arieta deparou-se com um competidor caído no asfalto e não hesitou em parar para ajudá-lo. Assim como essa semana, os atletas cruzaram a linha de chegada juntos. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)

  • Senado dos EUA vota para avançar com financiamento do ICE

    O líder da maioria no Senado, John Thune, republicano da Dakota do Sul, durante entrevista no início da semana WASHINGTON - O Senado dos Estados Unidos votou na madrugada desta quinta-feira, 23, para avançar com um plano de US$70 bilhões para financiar o ICE e a Patrulha de Fronteira (CBP) para os próximos três anos, ignorando as exigências dos democratas por salvaguardas para os agentes de fiscalização da imigração e ⁠suas operações. Os parlamentares aprovaram por 50 votos a 48 para adotar a resolução orçamentária não vinculante e enviá-la à Câmara dos Deputados dos EUA, dando um passo crucial ‌em seus esforços para acabar com a ‌paralisação parcial que atinge o Departamento de Segurança Interna (DHS) desde ⁠meados de fevereiro. Dois republicanos - os senadores Rand Paul e Lisa Murkowski - foram contra a medida. Se adotada pela Câmara, a resolução permitirá que os comitês do Congresso comecem a preencher os detalhes sobre como os US$70 bilhões serão gastos em uma legislação separada que o presidente ‌Donald Trump teria que sancionar. Como os democratas se opõem firmemente à iniciativa de financiamento, os ⁠republicanos planejam empregar um procedimento raramente ‌utilizado, conhecido como reconciliação ‌orçamentária, na legislação separada, que permite que alguns projetos de lei relacionados ao orçamento contornem a oposição democrata no Senado. Essas medidas exigem apenas uma maioria simples para aprovação na Casa de 100 ⁠membros, em vez da supermaioria usual de 60 votos ou mais. Os republicanos detêm uma maioria de 53 assentos a 47. O financiamento para a maior parte do DHS acabou há mais de nove semanas, quando os ‌democratas pressionaram os republicanos e a Casa Branca a aceitar novas restrições ao ICE e à CBP, que operam sob ⁠a direção do órgão federal. Depois que dois americanos foram baleados fatalmente por agentes do ICE em Minneapolis, os democratas insistiram que agências de imigração estivessem sujeitos às mesmas regras operacionais das forças policiais dos EUA, incluindo a exigência de que mandados judiciais fossem obtidos antes que os agentes pudessem entrar em residências particulares. Mas semanas de negociações terminaram em um impasse. Desde então, o Senado aprovou uma legislação para financiar as operações do DHS que não incluem o ICE e a CBP. Entretanto, a medida foi paralisada na Câmara, onde os republicanos linha-dura exigiram financiamento para essas duas entidades também. ** Com Reuters **

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