Resultados de busca
Search this site
1683 resultados encontrados com uma busca vazia
- ICE deve usar câmera corporal em abordagens de trânsito
Operações no trânsito devem ser filmadas pelo ICE, afirma o DHS WASHINGTON - Menos de dois dias após suspender a abordagem no trânsito, o ICE retoma as operações com a exigência de pelo menos um dos agentes portar a câmera corporal. O anúncio do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS, na sigla em inglês), na quinta-feira, 16, acontece nas horas seguintes ao pronunciamento do presidente Donald Trump de que a agência federal não iria abandonar a tática eficiente de combate à imigração irregular. A fala do republicano desagrada parte da população que tomou as ruas das principais cidades do país após as ações letais do ICE que deixaram dois mortos em menos de uma semana. Para manter as operações e diminiuir a tensão entre os americanos, o DHS garante que todas as abordagens vão ser filmadas. A prática já era prevista no orçamento aprovado pelo Congresso que liberou US$ 70 bilhões adicionais para reforçar a ofensiva migratória e as operações de deportação até o final do governo Trump. Mortes O colombiano Johan Sebastián Durán Guerrero, de 26 anos e com autorização para trabalhar no país, foi morto a tiros no dia 13 de julho em Biddeford, durante uma operação. Ele foi baleado após os agentes tentarem interceptar seu veículo. Menos de uma semana antes, o mexicano Lorenzo Salgado Araujo, de 52 anos, foi morto no dia 7 de julho em Houston. Nos dois casos, o ICE argumenta que os imigrantes tentaram atropelar um de seus agentes. A versão é contestada por depoimentos de testemunhas e imagens de câmeras de monitoramento e filmagens de populares. ** Da Redação **
- Trump volta a questionar eleições de 2020 durante pronunciamento em rede nacional
WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou em discurso à nação nesta quinta-feira, 16, supostas fragilidades no sistema eleitoral americano e alegou que sua derrota 2020 pode ter sido consequência de "roubos e fraudes" no sistema. O republicano acusou a China de comprometer dados das eleições americanas, afirmando que tornaria públicas informações de inteligência sobre “vulnerabilidades chocantes” no curso do pleito — intensificando, assim, alegações infundadas feitas há anos de que sua derrota para o democrata Joe Biden teria sido causada por fraude generalizada. “Ao longo de vários anos, começando durante o ciclo eleitoral de 2020, a República Popular da China realizou o que se acredita ser a maior violação de dados eleitorais da história, resultando na obtenção ilícita, por parte da China, de registros de 220 milhões de eleitores americanos”, disse o presidente em um pronunciamento transmitido em horário nobre pela televisão, a partir da Casa Branca. Mais de 60 ações judiciais movidas por Trump e seus aliados não resultaram em nenhuma decisão que comprovasse crimes capazes de alterar o resultado da eleição de 2020; da mesma forma, recontagens, auditorias e o próprio Departamento de Justiça não encontraram evidências de irregularidades. Trump afirmou ainda que estaria divulgando documentos anteriormente classificados relacionados às eleições de 2020 e de 2018. Ele disse que todos os americanos deveriam ter a garantia de que suas eleições são livres de fraudes e interferências. “Infelizmente, o sistema que temos hoje está catastroficamente aquém desse padrão”, declarou Trump. O presidente disse que os documentos tratam da capacidade de países adversários de alterar votos. No entanto, segundo o New York Times, o documento ao qual ele se refere diz que, embora esses países possam invadir eleições locais, eles não têm a capacidade de alterar os resultados. Essa é a avaliação de longa data das agências de inteligência dos EUA: a natureza hiperlocal das eleições é a melhor defesa contra ataques cibernéticos estrangeiros. O jornal americano também aponta que os documentos divulgados pela Casa Branca, embora com muitas partes censuradas, são mais cautelosos em relação à China. Eles sugerem que há evidências de uma tentativa de influência pró-China e que o governo chinês desconfiava do presidente Trump. Mas essa visão era minoritária dentro das agências de inteligência, e os oficiais de inteligência disseram ter apenas baixa ou média confiança em suas avaliações. A imprensa americana havia adiantado que o discurso iria abordar temas envolvendo as eleições, indicando que o republicano poderia voltar a defender teorias conspiratórias sobre sua derrota para Joe Biden em 2020, que já foram desmentidas. O discurso ocorreu em meio à intensificação dos apelos de Trump para que os republicanos aprovem regras federais mais rígidas para as eleições antes do pleito legislativo de novembro. Transmissão Antes do discurso, algumas das principais redes de televisão dos EUA mostraram-se relutantes em transmiti-lo. A ABC informou à AFP que não o exibiria, a NBC e a CNN também não, segundo a imprensa - a CBS optou pela transmissão. “O presidente Trump fará um discurso importante à nação sobre a proteção da integridade das nossas eleições, e incentivamos todos os americanos a que o vejam”, disse a jornalistas a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt. Trump defendeu nesta quinta a cassação das licenças de transmissão das emissoras que se recusaram a transmitir ao vivo o seu discurso, insinuando, sem provas, que elas estão envolvidas em tentativas de manipular as eleições. “Elas e outros veículos de mídia fazem parte de uma conspiração. Uma fraude como essa deveria resultar na revogação de suas licenças. Elas usam nossas frequências públicas — avaliadas em bilhões de dólares — sem pagar absolutamente nada. Não pagam nada”, disse ele, citando nominalmente a ABC e a NBC. ** Da Redação **
- Casa Branca confirma presença de Trump em final da Copa do Mundo
WASHINGTON -O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assistirá à final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina, no domingo, informou nesta quinta-feira, 16, a secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt. "Sua presença será o toque final naquela que tem sido a Copa do Mundo mais assistida, mais segura e mais bem-sucedida da história dos Estados Unidos", disse Leavitt em coletiva de imprensa. O anúncio já havia sido antecipado no começo dos jogos. No final de junho, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, disse que o republicano participaria do encerramento do torneio e que os dois entregariam juntos o troféu à seleção vencedora. Trump não compareceu à partida de abertura da Copa, entre os EUA e o Paraguai em Los Angeles, e havia dúvidas se ele compareceria à final. O futebol não é um dos esportes mais populares dos EUA, porém é comum o presidente republicano comparecer em eventos como esse. Sua ausência no primeiro jogo gerou especulações de que Trump estivesse receoso de ser vaiado, como ocorreu no jogo da final da NBA. Donald Trump tem uma relação conturbada com o campeonato. Ele causou polêmica ao pedir pessoalmente a Infantino que suspendesse um cartão vermelho dado a um atacante da seleção americana. O pedido foi acatado pela direção da Fifa, que tirou os efeitos da decisão do árbitro brasileiro Raphael Claus. Como resultado, o jogador Folarin Balogun foi liberado para a partida contra a Bélgica - que venceu os americanos por 4 x 1. A retirada do cartão gerou reações negativas. A União Europeia e a Uefa (União das Associações Europeias de Futebol) criticaram a Fifa alegando que as decisões sobre o esporte "pertencem às entidades esportivas, não aos políticos". "Influenciar decisões esportivas prejudicaria a autonomia do esporte. Nosso foco deveria estar nos verdadeiros desafios de governança que o esporte enfrenta, incluindo a instrumentalização do esporte para fins políticos", disse o comissário europeu para assuntos de esporte, Glenn Micallef. ** Com AFP **
- EUA endurecem regras de vistos para estudantes e jornalistas
WASHINGTON - Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira, 16, mudanças para os vistos de estudantes, jornalistas e estrangeiros em programas de intercâmbio. As novas regras, entretanto, precisam do aval do Congresso. De acordo com o governo, prazo de permanência autorizada pelo documento para essas categorias vai passar a ser fixo — atualmente, o período de estadia depende da duração dos cursos, programas ou contrato de trabalho dos estrangeiros que os portam os seguintes documentos: Vistos F, destinados a estudantes internacionais; Vistos J, que permitem que visitantes em programas de intercâmbio cultural trabalhem nos EUA; Vistos I, direcionados a jornalistas e profissionais da mídia estrangeiros. De acordo com a nova regulamentação, a validade dos vistos de estudante e de intercâmbio não poderá exceder quatro anos. Já os jornalistas terão estadia máxima de até 240 dias ou, no caso de cidadãos chineses, de 90 dias. Os titulares que desejarem permanecer nos EUA além do período fixado de admissão deverão solicitar uma prorrogação ou obter readmissão viajando para o exterior e, em seguida, reentrando no país, segundo o comunicado do Departamento de Segurança Interna. A regra entra em vigor em 60 dias a partir da publicação no Diário Oficial Federal. Antes disso, no entanto, a medida está sujeita a análise do Congresso e ainda não há prazo para que isso ocorra. O departamento citou um aumento dramático no número desses vistos. O documento aponta para mais de 1,8 milhão de admissões com visto de estudante em 2024, um aumento de mais de 11% em relação ao ano anterior. Além disso, os EUA concederam vistos a mais de 500 mil visitantes em programas de intercâmbio e a 37.300 membros da mídia no ano fiscal de 2024. O aumento significativo no volume desses visitantes “representa um desafio à capacidade do DHS de monitorar e supervisionar esses não imigrantes enquanto eles estão nos Estados Unidos”, afirma o órgão. ** Com Reuters **
- Governo Trump confirma tarifas de 25% e Brasil diz que vai adotar reciprocidade
WASHINGTON - O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) anunciou, nesta quarta-feira, 15, o fim da investigação sobre práticas comerciais brasileiras consideradas injustas pelo governo americano e a aplicação de tarifas de 25% sobre uma série de produtos brasileiros exportados para o país. A decisão é chancelada pelo presidente Donald Trump e entra em vigor em 22 de julho. A tarifa foi justificada alegando práticas como favorecimento ao Pix, acesso ao mercado de etanol e problemas relacionados à corrupção e desmatamento. Segundo o representante americano de comércio, Jamieson Greer, a medida busca proteger os interesses econômicos dos EUA e é necessária "para enfrentar práticas comerciais desleais e garantir que trabalhadores e empresas americanas possam competir em condições justas." Ele afirmou ainda que as negociações entre os dois países ao longo do último ano não resolveram as divergências, mas que Washington continua aberto a novas conversas com Brasília. A lista dos produtos alvo das tarifas é extensa e inclui etanol, máquinas agrícolas, roupas e calçados e material elétrico. Já itens como café, laranja, suco de laranja e carne bovina, por exemplo, ficaram fora da cobrança adicional. Em publicação na rede social X, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, defendeu a decisão do governo Trump de impor tarifas de 25% sobre a maior parte das importações brasileiras. "Não haja dúvidas sobre o motivo: o presidente Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé", escreveu. Rubio também afirmou que as políticas econômicas de Lula são "ruins para os americanos e ruins para os brasileiros" e acusou o presidente brasileiro de colocar "o próprio ego" à frente de um acordo "para o bem-estar do povo brasileiro". "Essas tarifas são o preço disso", acrescentou. Em nota, o governo brasileiro repudiou a decisão anunciada, disse que o dia 15 de julho "passará para a história das relações entre Brasil e EUA como um marco lastimável". Ainda de acordo com a nota, o Brasil iniciará os trâmites para acionar a Lei de Reciprocidade aprovada pelo Congresso Nacional e levará o caso à Organização Mundial do Comércio (OMC). Na terça-feira (14), antes do anúncio oficial das tarifas, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo brasileiro poderia adotar a reciprocidade caso os EUA confirmassem um novo tarifaço contra o Brasil. "A gente chegou a suspender a tramitação do processo de reciprocidade, seguindo a lei do Congresso Nacional, quando houve uma espécie de volta atrás no tarifaço. Com isso agora, acho que é provável que a gente, uma vez consultado o presidente Lula, retome o processo de reciprocidade. Tudo isso dentro de um cenário de avaliação cautelosa", afirmou a jornalistas. O anúncio já era esperado por diplomatas ouvidos em caráter reservado pela BBC News Brasil e pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa. Em entrevista concedida há duas semanas , o ministro afirmou que o governo brasileiro ainda tentava negociar um acordo de última hora com Washington, mas já admitia a possibilidade de um desfecho desfavorável para o país. O novo tarifaço, o segundo em um ano, é resultado de uma investigação aberta em julho do ano passado, com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, de 1974. O mecanismo permite que o governo americano investigue práticas comerciais estrangeiras que considere injustas ou discriminatórias contra empresas e produtos dos Estados Unidos e, ao fim do processo, adote medidas de retaliação como a aplicação de tarifas de importação. No caso brasileiro, a investigação teve como principais alvos: - supostas irregularidades relativas ao funcionamento do Pix; - decisões judiciais contra plataformas digitais norte-americanas; - tarifas concedidas pelo Brasil a produtos do México e da Índia que prejudicariam os EUA e; - supostas falhas no combate à corrupção, à pirataria e ao desmatamento ilegal. Brasil pode se tornar 2º país mais tarifado Caso as novas tarifas entrem em vigor, o Brasil se tornará o segundo país com as maiores tarifas sobre seus produtos impostas pelos EUA depois da China, principal adversário econômico e geopolitico dos americanos. Os cálculos são da Global Trade Alert (GTA), projeto que reúne dados sobre o comércio internacional compilados pelo St. Gallen Endowment, um centro de estudos independente baseado na Suíça. Atualmente, o Brasil ocupa a 13ª posição entre os países com as maiores tarifas impostas pelos Estados Unidos. A tarifa média efetiva sobre os produtos brasileiros é de 11,73%. O país aparece atrás de China, Turquia, Indonésia, Vietnã, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Alemanha, Índia, Áustria, Suécia e Itália. Com a nova taxação, a tarifa média efetiva sobre as importações brasileiras subirá para 14,9%, levando o país à segunda posição. Segundo os dados do GTA, o Brasil também será o segundo país a sofrer o maior aumento tarifário durante o segundo mandato de Trump, com uma alta média estimada de 18%. A China ocupa a primeira posição. As tarifas médias aplicadas aos produtos chineses aumentaram 27% em comparação com as praticadas durante o governo de Joe Biden. Os cálculos levam em consideração as tarifas efetivas, e não apenas as alíquotas nominais anunciadas pelo governo americano. Pix é um dos principais alvos Um dos principais alvos da investigação é o Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central. O governo americano afirmou, durante a investigação, que o Brasil prejudica empresas dos EUA que oferecem serviços concorrentes de pagamento eletrônico ao favorecer o Pix. Entre os supostos prejudicados, estariam operadoras de cartões de crédito e empresas de tecnologia que também atuam no setor de meios de pagamento. "O Brasil tem prejudicado injustamente as empresas americanas que atuam em serviços concorrentes de pagamento eletrônico, inclusive por meio de políticas que favorecem seu campeão nacional, o Pix", afirma um relatório publicado pelo USTR em junho. O órgão também questionou o papel desempenhado pelo Banco Central no sistema. Segundo o governo americano, o Banco Central atua ao mesmo tempo "como regulador e proprietário/operador" do Pix, o que criaria um conflito de interesses sem salvaguardas processuais adequadas. Do lado do governo brasileiro, contudo, o argumento é de que o Pix não representaria ameaças às empresas norte-americanas e que o país não estaria disposto a negociar em torno do Pix. "O Pix é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix", disse Lula, em abril deste ano, em um evento na Bahia. A posição de Lula tem sido reproduzida por aliados, ministros do governo e auxiliares que se reuniram com representantes do USTR nesta semana. Em nota divulgada na terça-feira (14/7), o governo classificou a imposição de novas tarifas como injusta. "Na reunião de hoje, foi reiterado o caráter injusto da aplicação das recomendações já divulgadas, seja a resultante da Seção 301 específica para o Brasil, de sobretaxas de 25%, seja a de 12,5% (Seção 301 – trabalho forçado) aplicável a outras 59 economias", disse a nota. Ainda segundo a nota, o governo diz que "a aplicação de qualquer sobretaxa se mostra injusta e não é o caminho para que possamos vir a formular um acordo bilateral mutuamente adequado". O presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Ricardo Alban, disse em um comunicado que as tarifas anunciadas pelo governo americano "prejudica as empresas nos dois países". Segundo a CNI, as tarifas atingem produtos dos quais o Brasil é o principal exportador para os EUA. ** Com BBC **
- Câmara aprova horário de verão permanente nos EUA
Projeto tem apoio do presidente Trump, mas enfrenta resistência no Senado WASHINGTON - A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira, 14, o projeto de lei bipartidário que estabelece o horário de verão permanente em todo o país. O texto agora segue para o Senado. O Sunshine Protection Act, apresentado pelo deputado Vern Buchanan (republicano da Flórida), recebeu 308 votos a favor e 117 contra, desses 22 eram do seu partido. Em geral, os parlamentares concordam que "anoitecer mais tarde vai impulsionar o turismo, atividades ao ar livre e economizar energia elétrica". A proposta tem o apoio do presidente Donald Trump, mas pode enfrentar resistência no Senado. O senador Tom Cotton (republicano do Arkansas) argumenta que "as crianças ainda vão acordar no escuro ou o horário escolar vai ter que ser alterado". ** Da Redação **
- Argentina vence Inglaterra de virada e vai à final da Copa do Mundo
Inglaterra marcou primeiro gol e decidiu jogar recuada, mas não segurou o time argentino ATLANTA - Lionel Messi e companhia bateram a Inglaterra por 2 a 1, de virada, na tarde desta quarta-feira, 15, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, e garantiram um lugar na decisão da Copa do Mundo. Agora, os argentinos se preparam para enfrentar a Espanha na final do Mundial no próximo domingo, 19, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Por outro lado, Inglaterra e França disputam o terceiro lugar no sábado, 18. Os primeiros 25 minutos O clima de guerra com os argentinos cantando em tom de provocação durante a execução do hino inglês mostrou que o jogo seria tenso. Já no primeiro minuto de partida, Leandro Paredes parou a troca de passes europeia com falta em Jude Bellingham, que já até havia soltado a bola. As faltas continuaram falando mais alto do que a qualidade técnica. Quando chegou o momento da parada para hidratação, nenhuma das seleções havia finalizado, mesmo que para fora do gol. O primeiro ‘susto’ do jogo Após um começo de primeiro tempo com faltas, a primeira finalização saiu aos 32 minutos do primeiro tempo. Em cobrança de falta, Declan Rice levantou bola na área e John Stones cabeceou pela linha de fundo. Apesar de o lance não ter levado qualquer perigo, foi motivo para comemorar por ter sido a primeira finalização contra a meta adversária. Argentinos querem jogo, mas ingleses abrem o placar Após o intervalo, a Argentina optou por parar de fazer faltas e tentar jogar bola. A mudança de ideia fez a equipe de Lionel Scaloni levar perigo com Julián Álvarez logo no primeiro minuto da segunda etapa. Com os sul-americanos com a bola, foram os europeus que abriram o placar. Aos nove minutos, Morgan Rogers recebeu passe de Declan Rice e cruzou para Anthony Gordon abrir o marcador. O perigo argentino Mesmo com o gol inglês, os argentinos seguiram em busca do gol. Aos 17 do segundo tempo, Messi lançou bola na área e encontrou Nico González, que colocou Pickford para trabalhar. Minutos depois, aos 30, Rodrigo de Paul cruzou e Alexis Mac Allister cabeceou na trave da Inglaterra. No lance seguinte, o meia argentino teve chance parecida, mas parou no goleiro europeu. O gol de empate Com a pressão argentina aumentando a cada minuto, Messi cobrou escanteio curto mais uma vez. De Paul rapidamente devolveu a bola para o camisa 10, que encontrou Enzo Fernández. O meia do Chelsea bateu de fora da área e superou Pickford, aos 40 do segundo tempo. A virada argentina Já nos acréscimos, Messi cruzou mais uma vez e Lautaro Martínez apareceu na área parar colocar os hermanos na final. As substituições da partida Lionel Scaloni foi o primeiro a mexer, logo após o gol inglês. Aos 19, Nico González assumiu o lugar de Paredes. Minutos depois, aos 27, Nahuel Molina, Giuliano Simeone, Lisandro Martínez e Nicolás Tagliafico deram lugar a Gonzalo Montiel, Rodrigo de Paul e Nicolás Otamendi e Lautaro Martínez. A Inglaterra, por sua vez, apostou em Ezri Konsa na vaga do autor do gol, Gordon. Thomas Tuchel também tirou Reece James e Rice para as entradas de Nico O'Reilly e Dan Burn. Atrás do placar, Stones e Spence saíram para as entradas de Toney e Rashford. ** Com Agências **
- Biden anuncia livro de memórias e afirma que tratamento contra o câncer vai 'muito bem'
WASHINGTON - O ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden anunciou, nesta quarta-feira, 15, a publicação nos próximos meses de um livro de memórias sobre seu mandato na Casa Branca (2021-2025) e afirmou que o tratamento contra o câncer vai “muito bem”. Em maio de 2025, apenas quatro meses após deixar o cargo como o presidente em exercício de mais idade, Biden revelou que havia sido relatado com uma forma agressiva de câncer de próstata com metástase nos ossos. Pouco depois, ele começou uma radioterapia. "Desde que deixei a presidência, muitas pessoas me perguntam: 'Joe, o que você tem feito?'", disse o ex-presidente de 83 anos em um vídeo publicado em sua conta no X. "Tenho passado muito tempo com a minha família. Estou lidando com um diagnóstico de câncer, recebi tratamento, e tudo está indo muito bem", afirmou, agradecendo às mensagens de apoio. Ele disse que o próximo livro de memórias presidenciais, "Promise Me, America", será sobre "os desafios que enfrentamos como nação, sobre as decisões que tomei e por que as tomei". Ele citou vários momentos cruciais que marcaram sua presidência, entre eles a invasão, em 6 de janeiro de 2021, do Capitólio dos Estados Unidos pelos simpatizantes de Donald Trump, a guerra na Ucrânia e a retirada das forças americanas do Afeganistão. O livro também abordará “por que escolheu concorrer à reeleição e por que escolheu dar um passo para o lado”, disse Biden. Apesar das perguntas persistentes sobre sua saúde como o presidente mais velho da história dos Estados Unidos, Biden, então com 81 anos, decidiu concorrer a um segundo mandato em 2024. Após um desempenho desastroso em um debate contra Trump em junho de 2024 e uma onda de pressão por parte dos democratas, Biden anunciou a desistência. Trump derrotou a candidata que substituiu Biden, a então vice-presidente Kamala Harris. Trump, que completou 80 anos em junho, vai superar o recorde de idade de Biden quando deixar o cargo em janeiro de 2029. Com dados de lançamento previstos para 17 de novembro de 2026, as memórias de Biden chegarão às livrarias apenas algumas semanas depois das cruciais eleições de meio de mandato. Kamala Harris publicou suas memórias no ano passado. Com o título "107 dias", o livro aborda sua breve campanha contra Trump depois que Biden desistiu da candidatura e contém críticas à equipe que cercava o então presidente. ** Com AFP **
- Trump afirma que ICE não suspenderá abordagens de trânsito
Presidente elogiou ação dos agentes federais na captura dos imigrantes WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que os agentes de imigração não vão interromper as abordagens de veículos, um dia depois de as autoridades terem anunciado uma pausa temporária desse tipo de ação. "Precisamos ser fortes, firmes e inteligentes, e NÃO PODEMOS abrir mão de uma das ferramentas mais importantes e eficazes do ICE no combate ao crime: A ABORDAGEM DE TRÂNSITO!", escreveu Trump em uma postagem nas redes sociais. Na terça-feira, autoridades informaram que o ICE havia ordenado que seus agentes suspendessem a maioria das abordagens de veículos em todo o país, depois que dois homens foram baleados e mortos, com seis dias de diferença entre os incidentes. Na segunda-feira, um agente do ICE matou um motorista colombiano na cidade costeira de Biddeford, no Maine, cerca de 24 km ao sul de Portland. Em 7 de julho, um agente do ICE em Houston, no Texas, atirou fatalmente em um cidadão mexicano ao tentar parar seu veículo. "Não se trata de uma mudança de política, mas de uma pausa temporária", disse Tom Homan, responsável pela política de fronteiras do governo Trump, ao canal Fox News em entrevista na terça-feira, referindo-se à suspensão das abordagens de veículos. "Esta será uma revisão de curto prazo para garantir que os agentes do ICE estejam seguros e agindo da maneira correta", declarou Homan à emissora de televisão. Os tiroteios consecutivos provocaram protestos em Maine Texas e Massachusetts e levantaram questões sobre a falta de câmeras corporais dos agentes do ICE. O Departamento de Segurança Interna dos EUA, que supervisiona o ICE, classificou os dois homens como "estrangeiros ilegais", mas reconheceu que nenhum deles era o alvo pretendido das operações que resultaram nas mortes. As autoridades federais não apresentaram nenhuma evidência que sustente as alegações de que qualquer um dos imigrantes representasse uma ameaça aos agentes do ICE ou ao público em geral, justificando o uso de força letal para detê-los. Pelo menos sete pessoas foram mortas a tiros durante operações do ICE desde janeiro de 2025, quando Trump iniciou deportações em massa após retornar ao cargo, cumprindo promessas de campanha de um endurecimento nas políticas de imigração. ** Com Reuters **
- Espanha vence a França e avança para a final da Copa do Mundo
Pedro Porro marcou o segundo gol da Fúria e sacramentou a Espanha na final DALLAS – O jovem Yamal tinha razão quando disse que a Espanha não tinha motivos para temer a poderosa França. No mais aguardado confronto da Copa do Mundo até aqui, a campeã europeia soube controlar o potente ataque do adversário e aproveitou suas chances para triunfar por 2 a 0 no AT& T Stadium, em Arlington, e avançar à decisão. Oyarzabal, de pênalti, no primeiro tempo, e Pedro Porro, em tabela, no segundo, marcaram os gols que definiram o marcador na tarde de terça-feira, 14. Do outro lado do campo, a melhor defesa da competição cumpriu muito bem seu papel, limitando as oportunidades de Mbappé , Olise e Dembélé. Mas deste trio apenas o camisa 10 esteve bem. Os espanhóis conseguiram controlar o jogo de passes e também as tentativas de contra-ataques dos franceses, com o goleiro Unai Simón bem adiantado para frustra Mbappé. No final, em delírio, seus torcedores gritaram "olé". E o time foi à decisão com apenas uma bola buscada na própria rede em sete partidas. A Fúria está na final do Mundial pela segunda vez em sua história. Na primeira, em 2010, na África do Sul, derrotou a Holanda por 1 a 0, com um gol de Andrés Iniesta na prorrogação. Desta vez, o adversário sairá do duelo entre Inglaterra e Argentina, que se enfrentarão na tarde de quarta (15), em Atlanta. ** Da Redação **
- Grupo de direitos humanos planeja denúncia ao COI contra Infantino por causa de Donald Trump
WASHINGTON - O presidente da Fifa, Gianni Infantino, pode enfrentar uma investigação do COI (Comitê Olímpico Internacional) após um grupo de direitos humanos anunciar nesta quarta-feira, 8, planos de apresentar uma denúncia alegando que ele violou regras de neutralidade política por meio de seu apoio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O grupo de direitos humanos FairSquare disse que apresentará a denúncia ao COI sobre a "violação repetida das regras de neutralidade política" por Infantino, escalando uma disputa que já os levou a questionar os próprios processos de ética da Fifa. A FairSquare havia apresentado uma denúncia ao Comitê de Ética da Fifa em dezembro de 2025, citando múltiplas ocasiões em que Infantino "expressou publicamente seu apoio às ações e políticas" de Trump. "Também solicita que o Comitê de Ética investigue o papel do sr. Infantino na decisão de criar um Prêmio da Paz da Fifa, na decisão de concedê-lo ao presidente Trump... E a conformidade desses processos com as regras procedimentais da Fifa", disse a FairSquare. A denúncia da FairSquare afirma que Infantino violou o artigo 15 do Código de Ética da Fifa, que trata do dever de neutralidade. Pessoas vinculadas ao código devem permanecer politicamente neutras em relações oficiais, com violações puníveis com multa de pelo menos 10 mil francos suíços e até dois anos de banimento de qualquer atividade relacionada ao futebol. A denúncia também solicita que o Comitê de Ética investigue se as decisões de criar um Prêmio da Paz anual e depois concedê-lo a Trump no sorteio da Copa do Mundo foram tomadas pelo Conselho da Fifa ou unilateralmente pelo próprio Infantino. "Se o sr. Infantino agiu unilateralmente e sem qualquer autoridade estatutária, isso deve ser considerado um abuso de poder flagrante", disse a FairSquare. A Fifa não respondeu a um pedido de comentário. O escândalo do cartão vermelho A presidente do COI, Kirsty Coventry, disse na terça-feira (7) que nenhuma denúncia havia sido recebida para ser considerada pela comissão de ética, mas acrescentou: "Obviamente, se receberem, eles analisarão". Embora a Secretaria da Câmara de Investigação da Fifa tenha confirmado o recebimento da denúncia em dezembro, o órgão máximo do futebol mundial não deu "nenhuma indicação" de que uma investigação tenha sido iniciada, disse a FairSquare. Em uma carta vista pela Reuters, a Fifa disse à FairSquare que sua secretaria pode iniciar investigações preliminares sobre uma "potencial violação do Código de Ética da Fifa" por instruções do presidente da Câmara de Investigação. Mas apresentar uma denúncia não garante que procedimentos éticos serão abertos, enquanto os denunciantes não são partes nos procedimentos, sem atualizações ou informações adicionais disponíveis devido à confidencialidade. A FairSquare lançou uma campanha pública voltada para uma reforma séria da Fifa intitulada "Reboot" uma semana antes do início da Copa do Mundo. Na semana passada, a FairSquare disse que 50 membros do Parlamento Europeu escreveram ao Comitê de Ética da Fifa expressando apoio à denúncia contra Infantino. A Federação Norueguesa de Futebol também apoiou formalmente uma denúncia oficial, pedindo ao comitê que avalie se Infantino violou os estatutos do órgão dirigente em relação à neutralidade política por meio da concessão do Prêmio da Paz e ações relacionadas. Mais recentemente, durante a Copa do Mundo, a Fifa suspendeu a punição de cartão vermelho do atacante americano Folarin Balogun e o liberou para jogar nas oitavas de final contra a Bélgica, que os EUA perderam por 4 a 1, depois que Trump pessoalmente pediu a Infantino que revisasse o caso. No entanto, Infantino negou ter se envolvido na decisão final. ** Com Reuters **
- ICE suspende abordagem a carros após morte de colombiano no Maine
WASHINGTON - O ICE suspendeu as abordagens a veículos nas ruas de todos os Estados Unidos após a morte de dois imigrantes em menos de uma semana. Segundo fontes da Casa Branca, a única exceção que permitirá parar um motorista é se houver um mandado de prisão contra alguém que esteja no carro. Nesse caso, a ação deverá ser feita com o apoio de outras forças de segurança. A medida vale para os agentes do ICE responsáveis por prender e deportar imigrantes em situação irregular no país. A decisão é reflexo direto da divulgação das imagens no estado do Maine que mostram um agente da corporação atirando em Joan Sebastian Guerrero, um colombiano de 26 anos com status imigratório legal. Segundo o Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS), o agente abriu fogo por "temer pela segurança pública" quando a vítima "tentou fugir do local" em seu carro. Na primeira versão, o órgão afirmava que o homem estava aramado. A versão, entretanto, foi desmentida pelas imagens. Após a divulgação das gravações da câmera de segurança, o departamento não detalhou por que o agente considerou que Guerrero representava um risco. A mudança na estratégia acontece na esteira de outro incidente que gerou comoção: um agente federal matou uma semana antes o mexicano Lorenzo Salgado Araujo durante uma blitz de trânsito na cidade de Houston, no Texas. ** Da Redação com Reuters **
.png)











