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  • Imprensa internacional define vitória de Ainda Estou Aqui como fato histórico

    Walter Salles e Fernanda Torres em imagem após premiação (Foto: Facebook Fernanda Torres) LOS ANGELES - A imprensa internacional repercurtir a consagração de Ainda Estou Aqui no Oscar 2025 como Melhor Filme Internacional com jornais e críticos destacando o feito inédito do cinema brasileiro. O longa de Walter Salles, que narra a luta de Eunice Paiva para encontrar respostas sobre o desaparecimento do marido durante a ditadura militar, tornou-se o primeiro filme do Brasil a vencer a categoria. "Um momento histórico para o Brasil no Oscar," publicou o The Guardian, ressaltando que a produção superou o favorito Emilia Pérez, da França, e levou a estatueta em uma noite repleta de expectativas. O jornal britânico também mencionou que o reconhecimento de Ainda Estou Aqui fortalece o espaço do cinema latino-americano na premiação, algo que só havia acontecido antes com Roma (2018) e Parasita (2019). A agência Reuters destacou o impacto da vitória para a indústria cinematográfica brasileira, classificando o filme como "um testemunho poderoso da resiliência de uma nação que ainda lida com as cicatrizes de seu passado." O New York Times enfatizou a mobilização popular em torno do longa e de sua protagonista, Fernanda Torres, cuja performance arrebatadora lhe rendeu uma indicação ao prêmio de Melhor Atriz. O jornal lembrou que, nas semanas que antecederam a cerimônia, a imagem de Torres virou tema de fantasias no Carnaval brasileiro, algo que simboliza o tamanho da comoção nacional. Já a Variety descreveu o prêmio como "uma vitória emocionante e há muito aguardada pelo cinema brasileiro," lembrando que Walter Salles já havia sido indicado na mesma categoria em 1999 por Central do Brasil, mas perdeu para A Vida é Bela. O veículo norte-americano também chamou atenção para o simbolismo da noite, já que Fernanda Torres repetiu a trajetória da mãe, Fernanda Montenegro, a primeira brasileira indicada ao Oscar de Melhor Atriz. Durante seu discurso de agradecimento, Salles dedicou a conquista a ambas: "Esse prêmio pertence a Eunice Paiva e às duas mulheres extraordinárias que deram vida a ela: Fernanda Torres e Fernanda Montenegro." O The Hollywood Reporter apontou que a presença de Ainda Estou Aqui entre os indicados a Melhor Filme – um feito raríssimo para produções não faladas em inglês – foi um reflexo do crescimento da influência do cinema brasileiro no cenário internacional. A revista também mencionou o impacto político do filme, que reacendeu debates sobre os crimes da ditadura militar e inspirou novos pedidos por justiça. O jornal argentino La Nación destacou que a noite foi repleta de surpresas e decepções, com Anora emergindo como a grande vencedora. A publicação também ressaltou a importância da vitória de Ainda Estou Aqui para o cinema brasileiro, enfatizando que o país fez história ao conquistar o prêmio de Melhor Filme Internacional. Com a vitória, Ainda Estou Aqui não apenas inscreve o Brasil na história do Oscar, mas reforça a relevância do país no cinema mundial. Como sintetizou o New York Times, "o mundo finalmente está ouvindo o que o Brasil tem a dizer."

  • Criança não vacinada morre após contrair sarampo no Texas

    Surto de sarampo é o maior do Texas em mais de 30 anos (Foto: Ilustração) WASHINGTON - A morte de uma criança não vacinada por sarampo em Lubbock, no Texas, na quarta-feira, 26, é a primeira de um surto que está se espalhando na região, incluindo o Novo México, e aumenta as preocupações sobre o declínio nas taxas de vacinação no país e a confirmação de Robert F. Kennedy Jr. como secretário de saúde. Em uma reunião de autoridades na Casa Branca, na quarta-feira, Kennedy disse que autoridades federais de saúde estavam "observando" o surto e notando que houve outros neste ano. Kennedy não mencionou a vacinação, nem descreveu as medidas que o governo federal pode tomar para ajudar a conter o surto. Ele também citou duas mortes no Texas, embora as autoridades tenham dito que houve apenas uma. Em "The Measles Book", publicado pela Children's Health Defense —organização antivacinas sem fins lucrativos fundada por Kennedy—, o secretário escreveu que "surtos de sarampo foram fabricados para criar medo", levando autoridades governamentais a "impor vacinas desnecessárias e arriscadas a milhões de crianças com o único propósito de engordar os lucros da indústria". Alguns especialistas se opuseram à descrição do surto como nada incomum. "Cada surto, doença, hospitalização e morte é uma tragédia, porque é totalmente evitável com essas vacinas", disse David Higgins, pediatra e especialista em medicina preventiva do Campus Médico Anschutz da Universidade do Colorado. Esse ano já foram registrados três surtos de sarampo nos Estados Unidos até 20 de janeiro enquanto que 2024 somou 16, de acordo com o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças). Os surtos do ano passado totalizaram 285 casos. A contagem de 2025, até o momento, é quase a metade disso. Pelo menos 124 casos de sarampo foram identificados no Texas desde o final de janeiro, principalmente entre crianças e adolescentes que não foram vacinados ou cujo status de vacinação era desconhecido, segundo autoridades de saúde locais. Destes, 18 foram hospitalizados. Este surto de sarampo é o maior do estado em mais de 30 anos, diz Katherine Wells, diretora de saúde pública em Lubbock. A maioria dos casos se concentrou no condado de Gaines, uma área na extremidade oeste do Texas. É o lar de milhares de menonitas, um grupo cristão insular que historicamente teve taxas de vacinação mais baixas. Autoridades disseram que a criança que morreu morava na região. O Novo México também relatou um surto, com nove casos no condado de Lea, na parte sudeste do estado, na fronteira com o Texas. Quatro desses casos são de crianças menores de 18 anos, todas não vacinadas, de acordo com Robert Nott, porta-voz do Departamento de Saúde do Novo México. Nenhum dos casos levou a hospitalizações, segundo ele. O sarampo é uma doença respiratória altamente contagiosa que pode ser fatal para qualquer pessoa que não esteja protegida contra o vírus. Os médicos dizem que a melhor maneira de se proteger contra a doença é com duas doses de um imunizante, geralmente administrado a crianças como uma vacina combinada de sarampo-caxumba-rubéola (MMR). Duas doses previnem mais de 97% das infecções por sarampo. A taxa nacional de imunização contra o sarampo nos EUA, que caiu durante a pandemia de Covid-19, não se recuperou para os 95% necessários para conter a propagação da doença. Pouco menos de 93% das crianças no jardim de infância tomaram a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola no ano letivo de 2023 e 2024, de acordo com o CDC. CONTÁGIO E SINTOMAS O vírus do sarampo pode permanecer no ar por até duas horas após uma pessoa infectada ter saído do quarto. Cada pessoa infectada pode espalhar a doença para até outras 18. O vírus se espalha quando uma pessoa infectada respira, tosse ou espirra. Dentro de uma ou duas semanas após a exposição, aqueles que estão infectados podem desenvolver febre alta, tosse, coriza e olhos vermelhos e lacrimejantes. Em poucos dias, uma erupção cutânea aparece como manchas vermelhas e planas no rosto e depois se espalha pelo pescoço e tronco para o resto do corpo. Na maioria dos casos, os sintomas do sarampo desaparecem em algumas semanas. Mas, em casos raros, o vírus causa pneumonia —dificultando que os pacientes, mas especialmente as crianças, levem oxigênio aos pulmões— ou inchaço cerebral, o que pode causar problemas duradouros, incluindo cegueira, surdez e deficiências intelectuais. Para cada 1.000 crianças que contraem sarampo, 1 ou 2 morrerão, de acordo com o CDC. O vírus também enfraquece as defesas imunológicas, deixando o corpo vulnerável a outros patógenos. Um estudo de 2015 estimou que, antes da vacinação generalizada, o sarampo pode ter sido responsável por até metade de todas as mortes por doenças infecciosas em crianças. Mesmo agora, as consequências podem ser sérias. Cerca de 40% das pessoas infectadas no ano passado foram hospitalizadas, de acordo com o CDC.

  • EUA recorrem à publicidade para expulsar imigrantes

    WASHINGTON - O Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos aposta em uma campanha midiática ofensiva para cumprir a promessa do presidente Donald Trump de expulsar os imigrantes ilegais do país. As peças publicitárias estimulam a deportação voluntária para alcançar a meta do republicano. A secretária do DHS, Kristi Noem, é a imagem da campanha para incentivar a deportação "O presidente Trump tem uma mensagem clara para aqueles que estão em nosso país ilegalmente: vá embora agora. Se não fizer isso, encontraremos você e o deportaremos. Você nunca retornará", diz a secretária do DHS, Kristi Noem, em um dos vídeos. "Se você for embora agora, poderá ter a chance de voltar (...) e viver o sonho americano", acrescenta, insistindo que os imigrantes que entram sem visto estão ferindo a lei. De acordo com a legislação imigratória, o estrangeiro expulso do país fica proibido de entrar novamente nos EUA por 10 a 20 anos. Ao sair voluntariamente esse tempo pode cair para cinco anos, mas não há garantias. NÃO É CRIME No entanto, de acordo com a lei nos EUA, a mera presença física no território americano sem autorização é considerada uma infração civil - e não criminal - que pode ser punida com pagamento de multa e resultar em deportação.

  • Família brasileira morre em acidente de carro em Myrtle Beach

    Família comemorava a gravidez de Kamyla (Foto: Arquivo Pessoal) MYRTLE BEACH - Os sonhos de uma família brasileira foram interrompidos na noite de segunda-feira, 25, após um acidente fatal em uma estrada na cidade de Myrtle Beach, na Carolina do Sul. Jean Carlos Porfirio de Aquino, 26, Kamyla Lucas de Aquino, 30, e Maria Eduarda Lucas De Souza, 6, morreram no local. Kamyla estava grávida. Segundo a polícia, eles estavam em um Kia 2022 e tentavam cruzar a Rodovia 17 por volta das 20h45 quando foram atingidos na lateral por um Ford 2007 com quatro ocupantes que foram hospitalizados, mas passam bem. O caso está sob investigação. Amigos criaram uma campanha para arrecadar US$ 40 mil e, assim, repatriar os corpos da família. Até a manhã de hoje as doações estavam em aproximadamente US$ 9 mil. Eles tinham se mudado recentemente de Hyannis, em Massachusetts, para Myrtle Beach e viviam a expectativa da chegada de um bebê. De acordo com o texto da campanha de arrecadação, Maria Eduarda era filha biológica apenas de Kamyla, mas Jean cuidava dela como um pai e estava feliz com a chegada de mais uma menina. Uma ultrassonagrafia revelou o sexo da bebê no início de janeiro.

  • Câmara dos Deputados dos EUA avança com plano de corte de impostos de Trump

    Câmara dos Deputados é dominada pelos republicanos, partidários do presidente WASHINGTON - A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, controlada pelos republicanos, avançou na terça-feira, 25, com a agenda de corte de impostos e segurança na fronteira do presidente Donald Trump, dando um grande impulso às suas prioridades para 2025. O resultados dos votos em plenário para a aprovação foi de 217 a 215, com o deputado Thomas Massie sendo o único republicano a votar contra o texto. Nenhum democrata apoiou a medida polêmica; e um deles não votou. A peça orçamentária segue para o Senado, onde se espera que os republicanos a aprovem. “Temos muito trabalho duro pela frente, mas vamos cumprir a agenda American First”, disse o presidente da Câmara, Mike Johnson, a repórteres após a votação. “Vamos comemorar esta noite e arregaçaremos as mangas e voltaremos a trabalhar pela manhã.” A medida é um passo preliminar para estender os cortes de impostos de 2017 de Trump ainda este ano. A votação final ocorreu depois que Johnson e o segundo republicano da Câmara, Steve Scalise, passaram horas convencendo os resistentes a apoiar a medida. Johnson chegou a cancelar a votação do projeto de lei porque não havia votos suficientes. Ambos os líderes disseram que o próprio Trump estava entrando em contato com membros relutantes sobre a necessidade de avançar com o plano de corte de impostos de US$ 4,5 trilhões, que também financiaria a deportação de imigrantes que vivem ilegalmente nos EUA, reforçaria a segurança das fronteiras, a desregulamentação da energia e os gastos militares. ** Com Reuters **

  • Trump quer vender 'cartão ouro' de residência nos EUA por $ 5 milhões

    Trump: ' É um caminho para a cidadania para pessoas ricas, pessoas com muito talento' (Foto: Casa Branca) WASHINGTON - O presidente Donald Trump disse nesta terça-feira, 25, que vai criar e passar a vender por US$ 5 milhões um "cartão ouro" de residência nos EUA, com possibilidade de aquisição da cidadania americana. O "Trump Gold Card" (Cartão Ouro de Trump) seria uma modalidade diferente de green card e substituiria o chamado visto para investidores, que permite que pessoas que invistam pelo menos US$ 1 milhão em uma empresa que tenha pelo menos dez funcionários que morem nos EUA. Em tempo: Esse visto, o EB-5, é considerado por pesquisadores associados ao Congresso americano como possuindo altos riscos de fraude. Entretanto, permissões para residência atreladas à riqueza são comuns no mundo. Segundo Trump, o Gold Card vai atrair "pessoas ricas e muito bem-sucedidas, que vão gastar muito dinheiro, empregar um monte de gente e pagar um monte de impostos. Vai ser um grande sucesso". Como acontece com o green card, o Gold Card também permitiria, após certo período de tempo, que seu portador se torne cidadão americano. O presidente anunciou a medida em conversa com a imprensa no Salão Oval da Casa Branca. O secretário de Comércio, Howard Lutnick, disse que o gold card entra em vigor em duas semanas e vai aumentar o preço para investidores que queiram morar nos EUA. O programa, entretanto, parece não estar mais relacionado à necessidade de investir em uma empresa ou empregar pessoas. De acordo com a Associated Press, cerca de 8 mil pessoas obtiveram o visto de investidores entre 2021 e 2022. Trump disse que seu governo poderia vender até 10 milhões de gold cards para reduzir a dívida pública. "É como um green card, mas mais sofisticado. É um caminho para a cidadania para pessoas ricas, pessoas com muito talento", afirmou o presidente. Segundo ele, o projeto não necessita de aprovação do Congresso, muito embora a Constituição americana determine que cabe ao Legislativo regular as condições de cidadania. ** Com agências **

  • EUA querem registrar imigrantes que entraram no país sem biometria

    WASHINGTON – O Departamento de Segurança Interna (DHS na sigla em inglês) dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira, 25, a obrigatoriedade de registro de imigrantes indocumentados que entraram no país sem realizar a biometria e pretende penalizar quem se opuser com multas significativas, possível prisão ou ambos. A medida, que ainda não tem data para entrar em vigor, coloca em prática mais uma parte da ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump em 20 de janeiro, dia de sua posse. "O governo Trump aplicará todas as nossas leis de imigração — não escolheremos quais leis aplicaremos", disse um porta-voz do DHS. "Devemos saber quem está em nosso país para a segurança de nossa terra natal e de todos os americanos", completa. Todos os imigrantes com mais de 14 anos ao solicitar um visto para entrada nos Estados Unidos e permanecer no país por 30 dias ou mais são obrigados a se registrar e ter suas impressões digitais coletadas, de acordo com o site do U.S. Citizenship and Immigration Services . Depois que o imigrante tiver se registrado e suas impressões digitais coletadas, o DHS emitirá um documento de registro que deve ser carregado pelo seu titular com mais de 18 anos o tempo todo, segundo o comunicado do governo. Em seu retorno ao cargo no mês passado, o presidente Donald Trump declarou a imigração ilegal na fronteira com o México uma emergência nacional e ordenou que o departamento garantisse que os imigrantes se registrassem no governo federal. Medida não elimina o direito de o imigrante ir à Corte (Foto: Divulgação CBP) O advogado de imigração Danilo Brack, da Brack Law, disse que a medida - se colocada em prática - não tira o direito de o imigrante ter uma audiência com um juiz. “Um presidente não pode abolir o sistema de leis de imigração com ordens executivas, incluindo o direito à Corte.” É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • ICE mantém escalada de prisões mas 40% dos detidos não têm antecedentes criminais

    ICE admite prisões de imigrantes sem antecedentes criminais (Foto: Divulgação ICE) WASHINGTON - Na semana em que o presidente Donald Trump completa um mês na Casa Branca, o czar da fronteira, Tom Homan, diz não estar satisfeito com os números de prisão de imigrantes nos Estados Unidos, afirmando que 14 mil foram presos desde 20 de janeiro. O ICE parou de atualizar o número de prisões diárias no dia 4 de fevereiro e até aquela data a agência não conseguiu chegar à meta estipulada por Trump de 1,2 mil a 1,5 mil detenções por dia. Homam disse em entrevista à rádio WABC, em Nova York, que a "vasta maioria [dos presos] tem histórico criminal". Mas os dados do ICE aos quais a rede de TV NBC teve acesso, e foram revisados pela MANCHETE USA, indicam que 41% das 4.442 pessoas presas durante as duas primeiras semanas do governo Trump não têm passagem pela polícia. Essas são as prisões colaterais - quando o agente vai atrás de um indivíduo e prende outro – semelhante ao caso do brasileiro Lucas Amaral que passou mais de 20 dias preso por ter seu carro confundido com o veículo de um indivíduo que estava na mira do ICE. Amaral vive há sete anos no país com o visto de turista expirado. Na administração Biden isso também aconteceu, mas em uma proporção menor. No ano fiscal de 2024, dos 113.431 imigrantes detidos 28% não tinham recorde criminal. Enquanto o governo insiste na campanha para prender imigrantes criminosos, especialistas dizem que 87% dos indivíduos detidos no sistema prisional do ICE têm direito a comparecer à Corte enfrentando um processo de deportação, o que pode prolongar em muitos meses o desfecho de seus casos. Além disso, menos de 1% das pessoas com carta de deportação são condenadas por um crime grave, indica a Transactional Records Access Clearinghouse (TRAC) . Brasileiros presos As agências federais tampouco divulgam o índice de presos por nacionalidade. Até agora as prisões de seis brasileiros chamaram a atenção, todas em Massachussetts. Além de Lucas Amaral, um brasileiro foi preso na quinta-feira, 20, enquanto trabalhava em um mercado de Abington em mais um caso de prisão colateral. Em tempo: Apenas um brasileiro foi incluído na lista dos mais perigosos. Ele era foragido do Brasil por um acidente de carro que matou duas pessoas. Outro homem que estaria envolvido com drogas e já havia sido acusado de estupro de menor foi preso em Framingham tentando fugir do ICE. Na semana passada, o ICE divulgou a prisão de Caio Vitor Guimarães Silva que entrou nos EUA com visto em 2017, no primeiro mandato de Trump, aos 14 anos. Ele cumpriu pena por agressão e a agência federal diz que ele é membro de uma gangue. Ontem foi a vez de resgatar para a opinião pública a prisão por acusação de estupro de Willian Robert Vasconcelos dos Santos, 21, registrada pela polícia local em 20 de janeiro, dia da posse de Trump. Ele foi para custódia do ICE no dia seguinte. Todas os casos aconteceram em Massachusetts e, provavelmente, há mais brasileiros detidos, mas as organizações pró-imigrantes no Estado não apresentam números. O Grupo Mulher Brasileira diz não ter recebido nenhuma ligação sobre presos. Já o Centro do Trabalhador Brasileiro não respondeu ao nosso pedido de comentário. O escritório de advocacia Macedo Law conta ter recebido uma dúzia de ligações nesse período. Eles representam um brasileiro que foi preso durante o trabalho em uma pizzaria. Sistema Lotado O ICE tem capacidade prisional para deter 41,5 mil pessoas e no início de fevereiro o número de pessoas sob custódia já era de 41.169. Diante da falta de espaço, Trump determinou que imigrantes com crimes graves deveriam ser enviados para a base militar de Guantánamo, em Cuba, que pode receber 30 mil estrangeiros. Na quinta-feira, 20, um segundo grupo com 177 venezuelanos foi transferido para Guantánamo. De acordo com a agência federal, eles se juntam a outras centenas de imigrantes sem possibilidade de apelo na Justiça e aguardam para serem repatriados pelo governo da Venezuela. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Juiz limita ação do ICE em templos religiosos

    WASHINGTON - Um juiz federal de Maryland proibiu nesta segunda-feira, 24, que o ICE faça ações de fiscalização contra imigrantes em templos religiosos dos , Associação Batista Cooperativa e Siquismo. Agentes do ICE e do DHS vão ser barrados em templos religiosos O magistrado Theodore Chuang afirmou que a política do governo Trump reduziu a frequência dos fiéis. "Policiais armados atuando em locais de culto, de acordo com a política de 2025, afetarão negativamente a capacidade dos quakers e sikhs de seguir suas crenças religiosas ou adorar ladorar livremente", escreveu na determinação. O veredito do juiz Chuang contempla apenas as congregações que entraram na Justiça contra a administração republicana e não todos os grupos religiosos como pedia a ação inicial. Dessa forma, as igrejas batista na Geórgia, além dos templos Sikh na Califórnia e Quaker em Massachusetts, Maryland, Pensilvânia e Virgínia estão protegidas de acordo com a decisão judicial. No entanto, a Corte de Maryland manteve o Departamento de Segurança Interna (DHS) de realizar prisões em locais de culto quando houver mandado judicial. No dia seguinte à posse de Trump, o Departamento de Segurança Interna (DHS) revogou as orientações da administração Biden de proibir ações do ICE e da Polícia de Imigração (CBP) em "áreas protegidas" onde "crianças se reúnem, locais de desastres ou ajuda de emergência e estabelecimentos de serviços sociais", incluindo igrejas, escolas e hospitais. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Brasileiro sorri para foto ao ser preso pelo ICE em Massachusetts

    Brasileiro ficou preso em Massachusetts por agressão (Foto: Divulgação ICE) BELLINGHAM - O brasileiro Caio Vitor Guimarães Silva, 21, chamou a atenção em imagem divulgada pelo ICE na semana passada por sorrir ao ser detido. Vale destacar que ele cumpriu recentemente pena de quase um ano de reclusão por agressão. Segundo a agência federal, Silva é 'ligado a uma gangue em Massachusetts, foi preso no dia 3 de fevereiro em Bellingham', em uma operação que mobilizou o FBI e a ATFE, unidade que investiga crimes relacionados a armas, drogas e explosivos. “Caio Vitor Guimarães Silva não apenas demonstrou um flagrante desrespeito às leis de imigração dos EUA, mas também apresentou um perigo significativo para os residentes de Massachusetts”, disse a diretora interina do escritório de operações do ICE em Boston, Patricia H. Hyde. Silva entrou nos Estados Unidos em 3 de setembro de 2017, durante a primeira administração de Donald Trump, quando tinha 14 anos, e violou os termos de sua admissão legal, justificam as autoridades. O ICE tinha um pedido de prisão contra Silva desde que ele foi preso no dia 16 de fevereiro de 2024 por agredir outra pessoa em Milford. O brasileiro foi considerado culpado por agressão em 9 de setembro daquele ano a 12 meses de prisão, mas a Justiça do Condado de Plymouth o liberou após 90 dias sem acionar a agência federal. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Lucas Amaral volta para casa após pagar fiança de US$ 8 mil

    Família foi reunida na noite de sábado (Foto: Arquivo Pessoal/ Facebook) Marlborough - O brasileiro Lucas dos Santos Amaral voltou para casa nesse fim de semana após ficar quase 30 dias preso sob a custódia do ICE. O imigrante, sem recorde criminal e que está com o visto de turista expirado há sete anos, pagou fiança de US$ 8 mil e vai responder ao processo imigratório em liberdade. O juiz Stuart Alcorn, da Corte de Imigração do Texas, bateu o martelo na quinta-feira, 20 , e Amaral reencontrou em Massachusetts a mulher Suyanne Amaral, grávida de quatro meses, e a filha de 3 anos do casal, no sábado. A família mora em Marlboro, cidade onde o brasileiro foi preso em janeiro. Amaral foi detido em uma abordagem no trânsito no dia 27 de janeiro, quando os agentes federais procuravam por outro homem. Leia também: Brasileiro preso em Massachusetts é transferido para o Texas Ele permaneceu oito dias no presídio de Plymouth até ser transferido para Karnes City, no Texas. As autoridades não notificaram a família nem a defesa do brasileiro sobre a mudança. Suyanne, que é beneficiária do DACA, criou uma vaquinha virtual para arcar com os custos horas após a prisão do marido. Até a manhã desta segunda-feira, 24, a campanha no Go Fund Me havia somado US$ 10.620, um pouco a mais que os US$ 8 mil exigidos pelo juiz no Texas. Ainda não há previsão para a próxima audiência. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Czar da fronteira ataca polícia de Boston e promete fazer o ICE 'levar o inferno à cidade'

    Tom Homan: 'Você (Cox) não é mais policial, você é político', durante discurso     BOSTON - O czar da fronteira da Casa Branca, Tom Homan, girou seus ataques a Boston, criticando a polícia e a prefeita da cidade por manterem uma política humanitária aos imigrantes, ameaçando, durante um discurso realizado no sábado, 22, que ‘levará o inferno’ para a capital de Massachusetts por seu status de ‘santuário’. Durante sua participação na Conservative Political Action Conference, Homan criticou o comissário de polícia de Boston, Michael Cox, se utilizando de palavrões para atrair a atenção sobre as metas da administração do presidente Donald Trump para impor novas regras ao controle da imigração. Este foi o mais recente round na disputa entre Boston e o governo federal sobre a fiscalização da imigração — a prefeita Michelle Wu deve testemunhar perante um comitê da Câmara dos EUA no mês que vem sobre a política de santuário da cidade, junto com os prefeitos de Nova York, Chicago e Denver. Wu disse que a política é parte do que torna Boston uma das cidades mais seguras do país, embora o governo Trump e outros culpem imigrantes indocumentados pelo crime. Em seu discurso, Homan ameaçou as cidades santuários, afirmando que agora é "jogo aberto" contra governos que não seguem às determinações federais, voltando mais uma vez sua voz contra Cox. "Li uma história ontem à noite sobre o comissário de polícia de Boston. Você disse que dobraria a aposta em não ajudar ao ICE. Estou indo para Boston, estou trazendo o inferno comigo", disse Homan, sob aplausos da multidão na convenção política. Cox disse em uma entrevista na semana passada que a polícia de Boston tem regras alinhadas com a lei estadual, informou o The Boston Herald . Homan continuou se referindo a casos recentes de pessoas acusadas de estupros contra crianças ​​que foram liberadas em Massachusetts, apesar de o ICE ter entrado com um pedido para detê-las. O czar da fronteira então retomou os ataques a Cox: "Você não é um comissário de polícia. Tire esse distintivo do seu peito, coloque-o em uma gaveta da mesa, porque você se tornou um político. Você esqueceu como era ser um policial. E, adivinhe, os homens e mulheres da Imigração e Fiscalização Aduaneira vão encontrar esses predadores, eles serão presos novamente e serão deportados dos Estados Unidos." Wu, nas redes sociais, respondeu a um vídeo dos comentários de Homan escrevendo: "Esta é a nossa cidade. Vamos continuar seguindo e aplicando as leis para manter todos os bostonianos seguros. E nem preciso dizer que nosso comissário de polícia tem minha total confiança e apoio."   É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

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